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17 junho 2011

Pesquisa: Maioria é contra casamento gay nos EUA


Estudo foi realizado em 31 estados entrevistando milhões de americanos

Pesquisa: Maioria é contra casamento gay nos EUA
Uma pesquisa nacional encomendada pela união de um grupo jurídico conservador descobriu que 62 por cento dos americanos acreditam que o casamento deve ser definido somente como a união entre um homem e uma mulher. Segundo o diretor de pesquisa, os números são espelhos dos milhões de americanos em 31 estados que votaram a favor da Constituição sobre casamento, sem alterações.

Apesar de várias outras pesquisas mostrarem que a opinião nacional está tendendo para favorecer a legalização do casamento gay, este estudo patrocinado pelo Fundo de Defesa da Aliança mostra exatamente o oposto - os americanos ainda apóiam fortemente o casamento tradicional, como Deus concebeu. 

A pesquisa simplesmente perguntou aos entrevistados se eles concordavam fortemente ou não com a declaração: "Acredito que o casamento deve ser definido apenas como uma união entre um homem e uma mulher." A enquete foi feita a 1.500 adultos com idades a partir dos 18 anos em diferentes estados. 

O resumo do inquérito afirma que 62 por cento concordam com a afirmação e apóiam uma definição tradicional do casamento. Apenas 38 por cento dos entrevistados discordaram. 

Gene Ulm, diretor da pesquisa, disse que o apoio esmagador nacional para o casamento tradicional "não é surpreendente." Ao contrário das outras pesquisas nacionais, Ulm disse que esta pesquisa reflete os próprios eleitores. 

"Mais de 63 milhões de americanos em 31 eleições estaduais votaram para decidir sobre fazer, ou não, alterações na Constituição com relação ao casamento. Quarenta milhões de americanos votaram em todas para afirmar o casamento como uma união somente entre um homem e uma mulher", disse ele em um comunicado. 

Outras pesquisas mostram uma mudança no apoio ao casamento gay surgiu depois que o presidente Barack Obama anunciou em fevereiro que seu governo deixará de afirmar a constitucionalidade da Lei de Defesa do Casamento 

A lei federal 1.996, promulgada sob a administração Clinton, define o casamento como uma união legal entre um homem e uma mulher para fins de todas as leis federais, e prevê que os estados não são obrigados a reconhecer “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo. 

O Dr. Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul disse: "Eu acho, infelizmente, que o casamento homossexual vai acabar sendo legalizado... É hora de os cristãos começarem a pensar sobre como lidar com isso, à luz da Bíblia." 

Esta última pesquisa dá esperança, porque os líderes conservadores da ADF disseram que os eleitores acreditam realmente no casamento. 

"Os americanos afirmam fortemente que a vida fiel entre um homem e uma mulher é a pedra fundamental da civilização", disseram. 

Dentre os entrevistados, 43 por cento tinham menos de 45 anos. Setenta e oito por cento dos entrevistados eram brancos, 11 por cento são afro-americanos e 11 por cento eram hispânicos ou de origem espanhola de fundo. 

Fonte: Christian Post / Redação CPAD NEWS 

LIÇÃO 12 - DISCIPLINA, PRECISAMOS DELA?

Conteúdo adicional para as aulas de Juvenis
 TEXTO BÍBLICO
  Provérbios .3. 1-12
 ENFOQUE BÍBLICO
 “Filho meu, não rejeites a correção do  Senhor, nem te enojes da sua repreensão” (Provérbios 3.11).
 OBJETIVOS
 Conscientizar de que precisamos de disciplina se queremos viver de modo a agradar a Deus.
Compreender que Deus disciplina e corrige aqueles que ele ama.
Agradecer a Deus pelo seu amor em nos corrigir.


Sugestão

  • Discuta com os alunos o trânsito em uma grande cidade. São inúmeros os problemas tanto para pedestres como para motoristas. Podemos imaginar como seriam mais graves as dificuldades do trânsito, se não houvesse leis que disciplinam o trânsito. Mas e as pessoas são disciplinadas? Os motoristas,  e pedestres obedecem às normas de trânsito (devemos incluir os que usam motocicletas e bicicletas). Se uma pessoa idosa, deficiente ou uma criança estiver tentando atravessar uma é dada  preferência a elas? (É verdade que no Japão, as crianças acenam e esperam os carros pararem diante da solicitação delas.) Mas em muitos lugares, isso não ocorre.

  • Analise as conseqüências da falta de disciplina no trânsito.

È preciso disciplinar


Um dos perigos do relativismo moral  reside na ausência de disciplina. Cada um deseja fazer o quer deseja, desejando que não lhe imponham normas. Nós necessitamos do nosso grande Pai: ele que nos criou, deseja o nosso bem e instrui-nos, desde que queiramos seguir a Sua disciplina.

OBS: Também existe a disciplina verdadeira, ou seja, a pessoa que segure os ensinos, não apenas na aparência. Um pai ordenou ao filho que se sentasse. Ele disse ao pai:  “— Estou sentado, mas por  dentro estou em pé”.  Assim, são muitos obedecem de forma exterior, mas a sua obediência não é real. Assim afirmou Paulo:  “Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina  a que fostes entregues”  (Rm 6.17). Como é bom que cada pessoa, cada Juvenil possa compreender de mente, de coração, de boa vontade de que a disciplina pode salvar a vida nossa e de nossos semelhantes! Não sejamos indisciplinados, recusando a instrução.

O dicionário Houiass assim define disciplina: “Ensino e educação que um discípulo recebia do mestre”. Disciplina  era algo aplicado a um discípulo, a um aluno. Todo o discípulo deveria seguir as instruções de seu professor. Nós também devemos seguir a disciplina de Nosso Mestre: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus discípulos”  (Jo8.31b).

O conceito de disciplina ainda inclui (conforme o dicionário já citado anteriormente) “obediência às regras e aos superiores”;  “regulamentos sobre a  conduta dos diversos membros de uma coletividade, imposto ou aceito democraticamente, que tem por finalidade o bem-estar dos membros e o bom andamento dos trabalhos” . Assim, para que haja um bom desenvolvimento em uma escola existem regras disciplinares que norteiam o seu funcionamento. O mesmo sucede em um hospital. Enfim, a disciplina é necessária em uma sociedade.

A instrução impõe e regras do que se deve fazer ou certas proibições. Estas eram para o bem-estar do aluno, para o seu sucesso para a sua realização. As regras indicam os limites de ações.

A Bíblia é a Palavra de Deus. Ela contém instruções que nos conduzem à segurança, ao caminho correto:  “Ouça, meu filho, e aceite o que digo, e você terá vida longa. Eu o conduzi pelo caminho da sabedoria e o encaminhei por veredas retas. Assim, quando você por elas seguir, não encontrará obstáculos; quando correr, não tropeçará. Apegue-se à instrução, não a abandone, guarde-a bem, pois dela depende a sua vida. Não siga pela vereda dos ímpios nem ande no caminho dos maus”  (Pv  4.10-14).

Quem recebe instrução e a pratica, torna-se uma pessoa disciplinada. Um soldado deve ser uma  pessoa disciplinada: ele é submetido a um treino constante,  a exercícios  duros e cansativos.  O soldado torna-se uma  pessoa instruída e, também seu treino é especial.  O soldado é habilitado a agir em diversos tipos de terreno, inclusive em pântanos, sabe como tomar ações em momentos críticos. Isso é o resultado da disciplina.

Podemos admirar a ação dos bombeiros: eles atuam para debelar incêndios, para salvar vidas nas mais diversas circunstâncias. São rápidos e precisos, arriscam suas vidas. Sua eficiência advém de disciplina, de um treino constante, assim eles são capacitados a socorrer pessoas. Para chegar a esse ponto, foi necessário um longo percurso. Quantas horas foram gastas  ouvindo instruções, quanto tempo empregado  praticando o que aprendeu.  Mas na hora é que surge o problema é que todos percebem como ele foi bem capacitado. Para atingir o seu objetivo, certamente o bombeiro teve a disposição de ser instruído, ser disciplinado.

Um atleta para chegar a ser considerado um bom atleta, é necessário disciplina. Se o atleta deseja alcançar  a meta, é fundamental a  disciplina. Antes de receber qualquer aprendizado, ele necessita de uma  disciplina pessoal. Essa disciplina implica renúncia. Sim, o atleta recusa gastar tempo  em outras atividades para dedicar-se ao esporte. Não é que ele não aprecie outras atividades. È que ele tendo uma disciplina, não perde de vista seu objetivo.  Adota certa disciplina diariamente. Assim, dorme horas regulares de sono, alimenta-se devidamente, de forma equilibrada, e treina várias horas por dia. Há necessidade de disciplina: para não desistir do treinamento, embora sinta dores e cansaço. Sem disciplina, o atleta não atingirá seu objetivo. 



Em uma escola, há disciplina: regras que devem ser seguidas, comportamentos que devem ser seguidos. Se não houver regulamentos, se cada um se dispuser a agir, seguindo simplesmente a sua vontade,  não haverá um bom ambiente para o aprendizado. Para aprender é preciso disciplina, determinação de aprender, motivação. É evidente que podem ocorrer dificuldades, mas se existir persistência, o aluno será bem sucedido.  Há  necessidade de disciplina para saber como agir, como direcionar o aprendizado. Se ocorrer um incêndio em uma escola, os alunos deverão saber como agir.  Assim,  tendo conhecimento, embora estejam diante de um perigo real, ficarão menos apreensivos.  O aluno sentir-se-á seguro, se souber como agir e  o que deverá evitar fazer.

E na família? Também nela, especialmente, recebe-se disciplina: no seio do lar, os pais instruem seus filhos: desde pequenos são criados conforme normas que acabam  tornando-se hábitos. Os pais estabelecem o horário  das refeições., a hora de a criança dormir,  enfim, rodeiam  a criança de todos os cuidados, para que ela tenha um desenvolvimento normal.  Os pais tomam os devidos cuidados, higiene, orientam a criança no seus primeiros passos, ensinam a comportar-se em casa, diante dos outros, ensinam a conduta  moral a não mentir, a ser honesta. Os pais são os responsáveis pelos filhos, diante  da sociedade, diante de Deus. Ele instruem os filhos, impõem regras para o bem-estar dos filhos. Estes têm direitos e  deveres a cumprir. Disciplinam, orientam a conduta dos filhos. Os bons pais compreendem que é necessário que o filho estude, colocando limitações a  suas atividades, tais como: não gastar o tempo de forma indevida: regulam o tempo que freqüentam a casa dos amigos, o lazer, observam os amigos. Afinal é seu filho: desejam que se torne  uma  pessoa digna, desejam a felicidade do ser que criam,  por isso é preciso disciplinar horários e atividades: como acessar a Internet, o cuidado nas sala de bate-papo. Um pai ou mãe sempre  estão  orientando os filhos.

Existem filhos que  reclamam do controle dos pais sobretudo da Internet, dos jogos de computador das horas que desejam passar em frente a tais meios. O que ocorre é que em primeiro lugar, temos de saber distribuir o tempo: não podemos  permitir que ele  seja gasto apenas em passatempos. Há algum mal em divertir-se? Depende do conteúdo desse divertimento. Quanto a este, ainda é bom fazermos certas considerações.  É bom, não possui cenas imorais? Se outros vissem a que acesso, que imagem formariam de mim? Os pais controlam, porque passar horas a fio, nessas atividades  são prejudiciais. Os Juvenis cristãos devem refletir:  E o tempo para a oração? Para a leitura bíblica?Não acesso sítios (Sites) evangélicos? Estou usando a tecnologia apenas para o mal? Por que não enviar correspondência, empregando textos bíblicos? Sejamos mensageiros de boas-novas.

A Bíblia destaca que os pais devem ensinar seus filhos sobretudo no caminho de Deus. Os filhos devem ser ensinados nas diretrizes da Palavra de Deus, assim adquirirão a verdadeira disciplina que os fará sábios: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma: atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontal entre os vossos olhos. Ensinai a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos e levantando-vos. Escrevei nos umbrais de vossa casa, e nas vossas portas, para que se multipliquem  os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor sob juramento prometeu dae a vossos pais, e sejam tão numerosos como os dias do céu acima da terra”  (Dt 11. 18-21). Os filhos tinham um treinamento intensivo na Palavra de Deus.

Os filhos reclamam, quando os pais lhe dão uma “bronca”, uma severa advertência, porém elas são necessárias. A disciplina ensina a discernir o certo do errado. Em diversas ocasiões, os pais aplicam sanções e castigos como reforço à disciplina. Juvenil, ame seus pais, não despreze seus ensino e correção. Mais tarde, o Juvenil formará seu lar e também desejará que os filhos sigam seus conselhos.



Deus também nos disciplina


Deus é Pai. Como um pai, Ele ama Seus filhos: “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”  (Sl 103.13-14).Como Pai, Ele disciplina, instruindo-nos. Ele também nos corrige; são situações em que enfrentamos que Nosso Pai permite, para que analisemos nosso caminho e voltemos para o caminho certo. Especialmente, o cristão foi orientado a fazer o bem, a servir a Deus, a ser humilde, a buscar Sua vontade. Contudo, em diversas ocasiões, o homem pensa que ele é capaz de tomar atitudes, conforme o seu pensamento: “Os ouvidos que atendem à repreensão salutar, no meio dos sábios têm a sua morada. O que rejeita a disciplina  menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento. O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (Pv 15.31-33– ARA). Então, quando Deus o corrige, é a oportunidade que Ele concede para nós não dispensarmos Sua orientação.

A disciplina de Deus é feita em amor. O problema é que muitas pessoas ficam ressentidas contra Deus. Embora percebam que agiram errado, não aceitam  os conselhos da Bíblia, julgam que Deus não deveria corrigi-los. Se somos Seus filhos, Deus se preocupa conosco e corrige-nos:  “Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho” (Hb 12.5-6 - NVI).

Aceitando a disciplina

Quando um pai corrige seus filhos, estabelece proibições:  “Você chegou tarde, nas próximas duas semanas, não poderá sair com os amigos”, existem filhos que se rebelam contra os pais, não querendo compreender as causas de uma proibição. Se tomaram uma atitude, é porque realmente amam seu filho. Seria mais fácil, os pais não disciplinarem  não ouvir choros, expressões de ressentimento. Os pais são firmes, porque amam os filhos. Só mais tarde, os filhos compreenderão que era, por amor, que os pais assim procediam.

Da mesma forma, nosso Pai Celestial nos corrige. Devemos refletir, diante de uma  provação. Às vezes, passamos por uma dificuldade, porque Ele nos está treinando para algo que só Ele pode nos dar; um plano que Ele deseja realizar em nossa vida. José passou por  diversos problemas, porém não era devido a seu comportamento errado. Deus iria colocá-lo em uma posição de autoridade para melhor servir a Deus. Ele foi humilde, esperando o tempo de Deus, e, assim no devido momento, foi nomeado vice-governador do Egito.

Querido Juvenil, não desista diante das adversidades. Quando o prezado Juvenil, observa alguém colocado por Deus em posição de destaque, pensa:  “Como  eu gostaria de ser igual a ele”. Mas não imagina, o que ele passou para ser lapidado como uma jóia, para poder seu usado nas mãos do Senhor de forma mais atuante! Não é pecado desejar ser como uma pessoa que dedica sua vida a Deus. Entretanto, devemos pedir a Deus que nos oriente em qual setor de seu trabalho deseja que nós atuemos. O  importante é saber e aceitar o treinamento que Deus nos submete a fim de estarmos preparados apara realizar a Sua obra.

OBS: Há bastante espaço para o Juvenil trabalhar na Seara.Embora trabalhe ou estude, poderá separar horas que se tornarão preciosas dedicadas a Deus. No seu trabalho poderá dar testemunho do Deus que serve.

Outras vezes, estamos sob a correção de Deus. Devemos aceitá-la, pois assim nos ensinam as Escrituras: “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da tua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem”  (Pv 3.12– ARA). O objetivo de Deus é que todos possam chegar ao Céu, que tenhamos um desenvolvimento sadio, não um crescimento uniforme, não um “inchaço”.

Tantos erros poderiam ser evitados, se levássemos a sério a disciplina, os ensinos dados por nosso Mestre. As pessoas julgam que sabem o suficiente, sabem “virar-se” por conta própria, no entanto, a Bíblia recomenda:  “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não sejas sábio a seus próprios olhos; teme o Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos”  (Pv 3. 5-8– NVI).

Às vezes, necessitamos da correção de Deus para estarmos em oração, na meditação de Sua Palavra:  “Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra” (Sl119.67);  “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos” (Sl 119.71).Alguns negligenciaram a oração, mas na época da correção de Deus, voltam a empregá-la:  “Senhor, no aperto, te visitaram; vindo sobre eles a tua correção, derramaram a sua oração secreta” (Is 26.16).



O autor de Hebreus estabelece uma comparação entre a disciplina dos pais e a disciplina  do Pai Celestial: “Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade”  (Hb 12.10).   

È verdade que ninguém se alegra  pelo fato de receber correção, mas ela é necessária: “E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela” (Hb 12.11). Como reagimos à correção de Deus?

OBS: “Podemos responder à disciplina de várias maneiras: (1) Podemos aceitá-la com resignação;  (2) podemos aceitá-la com autocomiseração, considerando que realmente não a merecemos; (3) podemos ficar irados e ressentidos em relação a Deus, ou (4) podemos aceitá-la com gratidão, como a resposta apropriada que devemos a um Pai amoroso”  (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, nota a Hb 12.11, p.1747).


CONCLUSÃO

Todos precisam da disciplina para poderem chegar à Pátria celestial.
A disciplina é o conhecimento correto para que sejamos moldados, aperfeiçoadas pela Palvar.
Existe a disciplina preventiva de Deus: são conselhos e admoestações que nos são dados, visando o nosso desenvolvimento espiritual.
Entretanto, existem certas ocasiões de que Deus, como Pai, aplica-nos Sua disciplina corretiva: devemos aprender a lição de Deus, arrepender-nos e voltarmos ao caminho correto.
Que nós saibamos submeter-nos a Nosso Pai, Sua correção poderá causar-nos tristeza, porém com a experiência aprendida, seremos melhores filhos aptos para toda boa obra.
Louvemos a Deus: “Sê tu meu Guia, em tempo radiante,/Ou na bonança, ou mesmo em temporal!/Sê Tu meu Guia, que eu prossiga avante,/Sem me afastar do rumo divinal” (3a estrofe do Hino 583 da harpa Cristã).


Colaboração para o Portal Escola Dominical: Profª. Ana Maria Gomes de Abreu (inn memorian).  

Igreja de Shouwang espera diálogo aberto com autoridades chinesas

  
 
Mais de mil cristãos se reúnem na igreja Shouwang 
CHINA (16º) - O reverendo Liu Tosngu, pastor da Igreja Mountain View, localizada na Califórnia, junto com um estudioso e especialista jurídico que tem estudado as igrejas na China, retornaram na semana passada de Pequim, onde visitaram a igreja de Shouwang, que continua a realizar cultos ao ar livre.

O reverendo Liu disse que apoia o líder da igreja de Shouwang, pastor Zhang Xiaofeng. Segundo Liu, a igreja de Shouwang realizou reuniões de oração em um local fornecido pela nova pastora, Wang Shuangyan. Liu ainda falou que, pelo menos, 70 pessoas estavam na primeira reunião de oração à noite e mais de 100 irmãos e irmãs participaram da segunda reunião.

Quanto a uma resolução para o caso da igreja de Shouwang, que não tem lugar para se reunir e por isso realiza cultos ao ar livre, Liu tem pensado em soluções para o problema e espera que, num futuro próximo, o governo e as autoridades locais promovam debates para resolver essa situação, já que os cristãos desejam realizar, semanalmente, cultos ao ar livre na região.

O pastor Jin Tianming, da igreja de Shouwang, enviou uma carta lamentando a saída de colaboradores da igreja e se referindo a esse fato como “um terremoto que sacudiu toda a igreja.”

Desde 10 de abril, a igreja realiza um culto semanal ao ar livre, na Praça Zhongguancun. Todas as vezes a polícia local aparece e interfere nas atividades. No domingo, dia 5 de junho, cerca de vinte irmãos e irmãs foram levados para a delegacia da região. Alguns irmãos foram obrigados a ficar em seus lares, outros ainda foram convocados a comparecer diariamente às delegacias, durante o dia.

A liderança da igreja afirmou que somente deseja fazer a reunião ao ar livre uma vez por semana, sem ter ligação com nenhuma atividade política ou em defesa dos direitos de alguém. Ainda disseram que a Igreja acredita firmemente que Deus levou a igreja, nos últimos anos, a ter o entendimento de como ela precisa ser.

Tradução: Lucas Gregório PORTAS ABERTAS


Fonte: China Aid Association

Arqueólogos descobrem ruínas de uma igreja cristã em Israel




O achado tem características bizantinas que remetem ao início do cristianismo

Uma igreja cristã do início do período bizantino foi achada por arqueólogos na cidade de Acre, ao norte de Israel. Segundo a Autoridade de Antiguidades, o prédio é do período entre os anos 324 a 638 depois de Cristo, com características bizantinas (o Império Bizantino sucedeu o Romano em poderio no mundo conhecido da época), com cerca de 1.500 anos.

A igreja foi encontrada pela Autoridade de Antiguidades de Israel, órgão governamental responsável pelo patrimônio histórico no que concerne a artefatos e imóveis, que estava investigando uma escavação não autorizada para a construção de um shopping center na área. Diante dos resquícios significantes de ruínas, o órgão resolveu continuar a exploração.

A igreja remete ao início do cristianismo, com indícios palpáveis que comprovam a informação. Na região algumas residências de cristãos já foram encontradas, mas essa é a primeira vez que um prédio público foi encontrado em Acre.

Em uma das salas da antiga igreja foi achado um piso em mosaico. Na área externa, foi encontrado um poço, que abastecia o complexo de água fresca. O prédio é feito de pedra com enfeites em mármore, com partes forradas de azulejos decorados, ornados com vasos de cerâmica. Também foram encontradas no local moedas e telhas da época.

Fonte: Gospel Prime AD SOUSA

LIÇÃO Nº 12 – CONSERVANDO A PUREZA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas
                                                Neste final de dispensação, precisamos tomar cuidado para que, por intermédio de heresias e modismos, não venhamos a apostatar da fé.
                                  
INTRODUÇÃO
- E continuação ao estudo das doutrinas pentecostais, hoje estudaremos os desvios doutrinários que, ao longo deste maior avivamento da história da Igreja, têm surgido para transtornar a fé dos crentes em Cristo Jesus.
- É mister que haja heresias no meio do povo de Deus para que se manifestem os sinceros (I Co.11:19), mas, nestes dias derradeiros, em que haverá a apostasia (I Tm.4:1), precisamos vigiar para que não venhamos a perder a nossa salvação.


I – HERESIAS E MODISMOS QUE PERVERTEM A GENUÍNA FÉ

- Sendo o mais longo e duradouro avivamento da história da Igreja, a “chuva serôdia” do “ano aceitável do Senhor”, o movimento pentecostal, naturalmente, enfrenta sérios desvios doutrinários, visto que o inimigo de nossas almas não haveria de se manter inerte ante tamanha demonstração da graça de Deus neste final da dispensação da graça.

- Satanás, desde a sua primeira aparição no relato bíblico, já é apresentado como sendo um ser que tem a capacidade de quase não ser percebido, que é capaz de adquirir extrema penetração, que tem uma grande sensibilidade para perceber ou sentir as coisas com antecedência e, desta maneira, elaborar coisas finas ou muito engenhosas, que tem grande capacidade de insinuação e que, assim agindo, consegue atingir os seus objetivos. A Versão Almeida Revista e Atualizada (ARA) traduz a palavra “ ‘aruwm” (ערום) de Gn.3:1 por “sagaz”, que é aquele que tem faro apurado, que tem seus sentidos sutis, de onde vem, por exemplo, a palavra “presságio”, ou seja, aquilo que é sentido ou percebido com antecedência.

- A palavra “sutileza” significa “caráter ou qualidade do que é sutil”. “Sutil”, por sua vez, tem o significado de “quase imperceptível devido ao diminuto volume, tamanho ou espessura; fino, tênue, delgado”; “que tem grande sensibilidade, extrema penetração ou agudeza para perceber, distinguir ou expor coisas finas ou muito engenhosas; penetrante, perspicaz, aguçado”, “que se infiltra por todas as partes, que se insinua com grande facilidade; penetrante”.
- Não é por outro motivo que o apóstolo Paulo recomenda que devamos ter cuidado com as vãs sutilezas (Cl.2:8), porque a sutileza sempre é engenhosa, é “bem produzida”, para usarmos uma expressão muito comum nos nossos dias, feita sob medida para nos trilhar do rumo da verdade, da vida espiritual, porque, como diz o apóstolo, ela é feita segundo as tradições dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.

A sutileza é a marca registrada do diabo (Jo.8:44) e, portanto, tudo quanto se referir a tal comportamento tem como mentor e inspirador o inimigo das nossas almas. As Escrituras registram ser ele o mais sutil de todos os seres criados por Deus e não há coisa alguma sutil que não esteja, de modo direto ou indireto, relacionado a ele.

- Por isso, quando se fala em heresias, em falsas doutrinas, temos de levar em consideração que toda esta parafernália de seitas e heresias, que toda esta engenhosidade de engano e sutileza que procura obscurecer a verdade da revelação de Deus ao homem parte da ação direta do diabo. Se é verdade que nem toda doutrina é diretamente doutrina demoníaca ou satânica (cf. I Tm.4:1), pois a Bíblia fala de mandamentos de homens (Tt.1:14), não podemos deixar de reconhecer que sempre que alguém distorce a verdade divina, mente e faz o que é próprio do pai da mentira, que é o diabo (Jo.8:44). Assim, por trás de todo falso ensino, está sempre o nosso adversário, de forma direta ou indireta.

- Satanás tem como alvo predileto, desde sua derrota definitiva diante do Senhor na cruz do Calvário, a Igreja, o corpo de Cristo, pois, como o próprio Jesus anunciou ao revelar ao mundo a existência deste povo santo, “as portas do inferno não prevaleceriam contra ela” (Mt.16:18 “in fine”), numa clara evidência que haveria persistente luta entre o adversário e a Igreja do Senhor (cf. Ef.6:12).

- O adversário tem tentado de todas as formas atrapalhar e prejudicar o trabalho da Igreja, lutando dia e noite, noite e dia contra ela (Ap.12:10), utilizando, para tanto, daquilo que tem de melhor, ou seja, a sua sutileza. Assim como agiu no Éden, enganando nossos primeiros pais, assim como agiu no deserto da Judeia, tentando enganar a Jesus, tem agido em todas as nações contra o povo do Senhor, procurando enganar os que creem em Jesus como Senhor e Salvador, mediante o artifício da distorção das Escrituras e da infiltração de ensinos falsos que levem à morte espiritual de muitos.

- Já nos tempos apostólicos, no limiar da igreja primitiva, a Igreja sofreu o ataque do inimigo e muitos se deixaram seduzir pelo adversário, abandonando a fé genuína na Palavra de Deus e adotando ensinos falsos e distorcidos. Os apóstolos levantaram-se contra os judaizantes (Gl.5:1-4), os gnósticos (Cl.2:18-23; I Jo.4:1-3), os nicolaítas (Ap.2:2,6,15) e os que apresentaram falsos ensinos sobre a ressurreição (II Tm.2:17,18).

- A partir de então, mostra-nos a história do cristianismo, não houve época em que não se levantassem movimentos, doutrinas e grupos que distorceram a Palavra de Deus e construíram “outros evangelhos”, muito diferentes daquele que foi anunciado pelo Senhor Jesus. A situação chegou a tal ponto que a própria cúpula governante do que se dizia ser a Igreja do Senhor era a fomentadora dos falsos ensinos, criando-se a lamentável situação que só iria melhorar a partir da Reforma Protestante.

- Tudo isto, porém, já estava previsto nas Escrituras. Sem falar nos problemas existentes na igreja dos dias apostólicos, os escritores do Novo Testamento já alertavam os crentes que os dias finais do tempo da Igreja na Terra seriam nebulosos e repletos de falsos ensinos numa profusão nunca antes conhecida.

- Jesus, em Seu sermão escatológico, disse que os últimos dias seriam caracterizados pelo aparecimento de falsos profetas, que seriam muitos e enganariam a muitos (Mt.24:11). Estes falsos profetas, explica-nos pormenorizadamente o apóstolo Pedro, surgiriam do meio da igreja (II Pe.2:1), de forma encoberta, ou seja, a exemplo de seu inspirador, sutilmente, apresentando falsos ensinos que conduziriam à perdição.

- Tais falsos mestres seriam pessoas que até haviam sido salvas por Jesus, mas, infelizmente, cederiam aos encantos da sedução do maligno e prefeririam as benesses desta vida terrena a se manterem fiéis ao Senhor. Como são encobertos, pois, tendo aparência de ovelhas, são, interiormente, lobos devoradores (Mt.7:15), devem ser reconhecidos pelos seus frutos, isto é, pelas suas características, pelo seu modo de vida, bem como discernidos por um acurado estudo das Escrituras.



- O apóstolo Pedro, aliás, elenca quais são as características dos falsos mestres, a saber(II Pe.2):

a) fraudulentos- a principal característica do falso mestre é o engano, como não poderia ser diferente para quem é agente do diabo, o pai da mentira (cf. Jo.8:44). Há, sempre, um hiato entre as palavras e a conduta do falso mestre, entre sua aparência pública e sua vida privada. - Mt.23:3-4; Ap.2:2
OBS: "... Os métodos de ensino dos gnósticos eram subversivos. Nunca entravam em uma comunidade declarando em que criam. Mostravam-se astutos, procurando firmar o pé, antes de dizerem suas posição. O termo grego 'pareisago' indica 'trazer secretamente', ' trazer maliciosamente'. A metáfora tencionada é a de um 'espião' ou 'traidor', cujo propósito é o de prejudicar ou destruir, que oculta o seu verdadeiro intento. Comparar com Jd.4...." (CHAMPLIN, R.N. Novo Testamento Interpretado,  v.6, p.191)

b) dissolutos - a palavra grega original "aselgeia" (άσέλγεια) significa "deboche total, indecência desavergonhada, desejo desenfreado, depravação irrestrita. A pessoa com essa característica tem uma oposição insolente à opinião pública, pecando à luz do dia com arrogância e desdém" (cf. Bíblia de Estudo Plenitude, palavra-chave, p.1312). Os falsos mestres são pessoas que, normalmente, se deixam levar pela lascívia, pelo desregramento moral e sexual, buscando os prazeres deste mundo, ainda que ostentem uma aparência de piedade, servindo, apenas, de escândalo que prejudica a imagem do Evangelho ante os gentios - II Tm.3:4-7; Jd.4,18,19; Mt.18:7; Ap.2:20-22.
OBS: "...Os crentes são constantemente assediados pelos valores distorcidos deste mundo. Assim como as pessoas da época de Isaías, a nossa sociedade também chama o mal de bem e o bem de mal. Mas não podemos permitir que essas 'virtudes' ímpias influenciem nossa maneira de viver...." (O Mestre, Professor, Editora Vida, v.14, p.156)

           "...assim como o homem jamais saberá quem ele próprio é sem conhecer a causa explícita da razão de sua existência. Quando descobre, renuncia tudo que é fútil, material e, por consequência mortal, em favor do que é espiritual e, por consequência, imortal." (CARVALHO, Ailton Muniz de. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação, 4. ed.,  p.26).

                      " Dissolução significa orgia sexual sem refreio. Judas condena aqueles que ensinam que a salvação pela graça permite que crentes professos vivam na prática de pecados graves sem sofrerem juízo divino. Talvez ensinassem que, seja como for, Deus perdoará aqueles que continuamente entregam-se às concupiscências carnais, ou, que os que agora vivem na imoralidade sexual estão eternamente seguros se, no passado, eles creram em Cristo ( cf. Rm. 5:20; 6:1). Pregavam o perdão do pecado, mas não o imperativo da santidade." (BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, nota a Jd.4, p.1975).


c) avarentos - os falsos mestres têm amor ao dinheiro e trocam a glória celeste e a vida eterna pelas riquezas desta vida, pelo vil metal. A igreja passa a ser meio de lucro e de enriquecimento; as almas passam a ser mercadorias. São os legítimos sucessores de Balaão, o "profeta mercenário" - I Tm.6:5,10; Jd.11; At.8:18-24; 20:33,34; Jo.10:12,13; Ap.2:14 (lamentavelmente, já chegamos a observar certos "obreiros" que se gabam de serem "bons obreiros" pelo fato de estar havendo maior contribuição financeira nas igreja que dirigem e de haver medição de "competência" exclusivamente sob este prisma. São, realmente, os últimos dias os que estamos vivendo...)
OBS: "...Os falsos mestres comercializarão o evangelho, sendo peritos na avareza e em conseguir dinheiro dos crentes, a fim de promover ainda mais seus ministérios e seus modos luxuosos de vida. (1) Os crentes devem estar a par de que um dos métodos principais dos falsos ministros é usar 'palavras fingidas', ou seja, contar histórias impressionantes, mas inverídicas, ou publicar estatísticas exageradas a fim de motivar o povo de Deus a contribuir com dinheiro. Glorificam a si mesmos e promovem seu próprio ministério com esses relatos inventados (cf. II Co.2:17). Deste modo, o crente sincero, mas desinformado, torna-se um objeto de exploração; (2) Pelo fato de esses obreiros profanarem a verdade de Deus e fraudarem o seu povo com sua cobiça e engano estão destinados à perdição e à destruição." ( BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, nota a  II Pe.2:3, p.1949-50)

              "...Os falsos mestres abandonam o juízo correto e o senso espiritual, em troca da  'obtenção' do erro de Balaão, tornando-se lisonjeadores, a fim de obterem vantagens financeiras. Os falsos mestres se utilizam da 'religião' para obterem vantagens pecuniárias. Aproveitam-se dos sentimentos religiosos de outros a fim de promoverem seu próprio enriquecimento (...) É triste a situação quando homens supostamente espirituais se tornam 'comerciantes', e não profetas..." (R.N. CHAMPLIN, NTI, v.6., p.192).



"... existem: 1. O caminho de Balaão (II Pe.2:15); 2. O erro de Balaão (Jd.11); 3. A doutrina de Balaão (Ap.2:14). C.I. Scofield diz acerca dessas três coisas próprias de Balaão: ' o erro de Balaão era que, raciocinando segundo a moralidade natural, e assim vendo erro em Israel, ele supôs que um Deus justo teria de amaldiçoá-los. Era cego para com a moralidade superior da cruz, mediante a qual Deus mantém e reforça a autoridade e as tremendas sanções de sua lei, de tal modo que vem a ser o justo e o justificador do pecador crente. A 'recompensa' de Judas poderia não ser dinheiro, mas popularidade e aplauso. No tocante ao 'caminho de Balaão', diz o mesmo autor: ' Balaão foi o típico profeta alugado, ansioso apenas por mercadejar o seu dom. Este é o caminho de Balaão. E, no tocante à doutrina de Balaão, diz Scofield:  'A doutrina de Balaão era o seu ensino a Balaque a corromper o povo (israelita), p qual não podia ser maldito, tentando-os a se casarem com mulheres moabitas, contaminando assim seu estado de separação e abandonando o seu caráter de peregrinos. É tal união entre a igreja e o mundo que se torna a falta de castidade espiritual. (Isto Scofield diz comentando Ap. 2:15)..." (CHAMPLIN, R.N. Novo Testamento Interpretado, v.6, p.200).

               " Na acirrada disputa por novos seguidores, muitas religiões, em sua atual expressão em nosso país, estão deixando de ser fontes de valores éticos e se transformando em pontos de ofertas de serviço de cunho mágico-místico(...) Quanto maior a liberalização do mercado religioso, esse outro nome sociológico da liberdade religiosa, tanto mais dinamizada fica a concorrência entre as agências da salvação. Isso força as empresas de bens religiosos a produzirem (depressa) resultados palpáveis, seja para os clientes, seja para si mesmas. Para os clientes, os resultados buscados devem aparecer no mínimo sob a forma de experiências religiosas imediatamente satisfatórias _ o êxtase, o transe, o júbilo, o choro, o alívio, enfim, a emoção_ ou terapeuticamente eficazes e, no máximo, sob a forma de prosperidade econômica real; para as empresas religiosas (igrejas e cultos), os resultados visados se põem em termos de crescimento e faturamento da organização, expansão da clientela, fixação mercadológica de suas marcas diferenciais e popularidade das lideranças-ícone..." (Antônio Flávio PIERUCCI. Religião. www.uol.com.br/fsp/mais/fs3112200019.htmAcesso em 03 maio 2011). Este comentário de um especialista da sociologia das religiões de nosso país é forte mas, lamentavelmente, retrata com fidelidade a realidade atual do mundo religioso brasileiro...

d) atrevidos, obstinados, blasfemos - Sob estes adjetivos, Pedro demonstra a rebeldia dos falsos mestres em relação à sã doutrina. Para satisfazer seus desejos desenfreados e sua avareza, os falsos mestres se rebelam contra a Palavra de Deus, distorcendo-a para que sejam atingidos os seus interesses. Não hesitam, portanto, em contrariar ou negar o que a Bíblia está a ensinar, alterando deliberadamente a doutrina para que possam ganhar adeptos e cumprir a sua finalidade. Apontam outro evangelho, outro Cristo, outra salvação - Mt.24:26; II Tm.4:3,4; Gl.1:6-9; I Tm.6:3-5.
OBS: "...Quando o homem perde a sabedoria, é imediatamente dominado pela vaidade, que é irracional. (...) Nesse momento de insanidade, o homem pode destruir a si próprio e, sem que haja uma intervenção exterior, é certa a sua destruição..." (CARVALHO, Ailton Muniz de. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação, 4. ed., p.171).

e) agradáveis - Os falsos mestres, como têm de arrebanhar adeptos após si para poderem enriquecer e satisfazer seus prazeres, buscam a popularidade a qualquer custo. Têm, sempre, mensagens agradáveis e populares ao povo. Dizem o que o povo quer ouvir, a fim de que possam explorá-lo a seu bel-prazer. - Gl.1:10; Rm.8:8; 15:1-3.
OBS: "...Infelizmente, em nossos dias, muitos têm perdido o equilíbrio. Uns por falta de conhecimento da Palavra de Deus, põem-se a ensinar costumes e modos humanos, que nada tem a ver com a salvação ou santificação; são doutrinas dos homens, que perecem com o tempo (Cl. 2:22). Outros preferem ignorar totalmente qualquer ensino de santificação e consagração, preferindo transformar suas igrejas em verdadeiras sociedades entre irmãos, mas voltados para o lazer e a satisfação da carne. Tais "pastores" e "mestres" são considerados biblicamente falsos, pois, ao invés de levarem o povo a Cristo, procuram trazer as almas em torno de si mesmos, procurando explorá-los e seduzi-los ao sectarismo religioso...." (SILVA, Osmar José da  . Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.6, p.137)
          "...Há ainda um fenômeno que começa a ser captado pelas pesquisas e está chamando a atenção dos estudiosos do assunto no Brasil e no exterior. Boa parte dos fiéis está olhando para a religião como se estivesse diante de uma prateleira de supermercado. Empurrando seu carrinho, a pessoa escolhe os itens que mais lhe agradam entre os oferecidos. (...) Nas pesquisas, esse grupo dos sem religião definida é um dos que mais crescem no Brasil, ao lado daquele dos pentecostais e do movimento de Renovação Carismática da Igreja Católica..." (KLINTOWITZ, Jaime. Um povo que acredita, Veja, nº 1731, ano 34, nº 50, 19/12/2001, p.126). Não temos aqui o cumprimento de II Tm. 4:3 ?

- Através de agentes desta natureza, fica muito mais fácil enganar os incautos, mas não devemos nos prender às pessoas ou à sua aparência, mas, sim, aos seus ensinos, às suas mensagens. O adversário procura sempre um meio de nos enganar, mas a segurança se encontra em termos conhecimento da Palavra do Senhor e de nela crer para não sermos levados pelos “ventos de doutrinas”.

- A mensagem apresentada pelos falsos mestres não é evidentemente contrária às Escrituras. Pelo contrário, tais mensagens falsas são trazidas de forma encoberta, como adverte o apóstolo Pedro, de modo que devemos estar bem alerta para podermos discerni-las. Mas como é a mensagem trazida pelos falsos mestres, sutis agentes do adversário?



A mensagem é fingida, porquanto é resultado de uma hipocrisia, eis que, aparentemente, é divina, mas esconde um propósito de prazer e enriquecimento do falso mestre que, para tanto, dissimula e distorce a Bíblia. Aliás, assim agiu o adversário ao tentar Jesus (cf. Mt.4:6,7).
OBS: " ...para eles, a salvação está no conhecimento ou 'gnose', que não tem ligação nenhuma com a vida prática. O autor os compara a Balaão, apresentado como modelo do profeta venal e corrupto: o que eles anunciam é uma falsa liberdade, escravidão e degeneração..." (BÍBLIA SAGRADA, Edição Pastoral, nota a II Pe.2:1-22, p.1575).

             "...Quando o mestre e a lição se harmonizam a ponto de ser difícil a distinção entre ambos, então o aluno é impressionado pelo ensino e também pelo mestre. É então que a veracidade do todo, de maneira um pouco inconsciente porém muito positiva, penetra no seu ser(...) Esta harmonia entre a vida e a mensagem (...)era tão evidente na Pessoa de Cristo..." (HURST, D.V. E Ele concedeu uns para mestres, p.74)

-A mensagem, via de regra, procura fugir do "cristocentrismo bíblico", ou seja, procura desviar-se do âmago do Evangelho, que é a salvação do homem por intermédio de Cristo Jesus e de Seu exemplo. A mensagem dos falsos mestres sempre busca diminuir o valor do sacrifício vicário de Jesus para a salvação do homem, bem como menospreza a santificação e a esperança da vinda de Cristo. - Gl.1:9; Dt.13:1-5; Mt.24:24-26; I Jo.2:22; 4:1-3; 5:5; II Jo.7; II Pe.3:3-5.

-A mensagem busca, dentro desta hipocrisia, pouco a pouco desviar os fiéis dos caminhos do Senhor, de forma subreptícia, paulatina e ardilosa - II Pe.2:13, 18, 19 (primeiro, banqueteiam com os fiéis, depois os engodam, prometendo-lhes liberdade). Não sejamos como Gedalias (Jr.40:13-41:3).

A mensagem confunde liberdade com libertinagem, defendendo a prática do pecado e menosprezando a santificação. É a velha prática do "não faz mal" (cf. Ml.1:7,8). Não nos iludamos: a palavra do crente deve ser "sim, sim, não, não", o mais é de procedência maligna (cf. Mt.5:37) e, sem a santificação, ninguém verá o Senhor (cf. Hb.12:14) - Ap.22:11.
OBS: Neste sentido, apesar de ser o pensamento do Papa João Paulo II, líder da Igreja Romana de 1978 a 2005, por ser absolutamente coerente com o ensinamento bíblico, cabe aqui reproduzi-lo (cfe. I Ts.5:21) : "...Criar o Reino de Deus  quer dizer colocar-se do lado de Cristo. Criar a unidade que ele deve constituir em nós e entre nós que dizer precisamente: recolher (ajuntar!) com Ele. Eis o programa fundamental do Reino de Deus , que Cristo na Sua pregação  contrapõe à atividade do espírito maligno em nós e entre nós. Essa atividade realiza o seu programa em uma liberdade aparentemente ilimitada. Seduz o homem com uma liberdade que não lhe é própria. Seduz ambientes inteiros, sociedades, gerações. Seduz para manifestar no final das contas que esta liberdade não é outra coisa senão adaptar-se a uma múltipla pressão...Pode ele dizer claramente a si mesmo que esta ‘liberdade ilimitada’ se torna afinal uma escravidão ?...Ser livre quer dizer produzir os frutos da verdade, agir na verdade. Ser livre quer dizer também render-se à verdade, submeter-se à verdade e não submeter a verdade a si mesmo, aos próprios caprichos, aos próprios interesses e às próprias conjunturas..."( JOÃO PAULO II. Meditações e orações, p.152-3).

                  "... Liberdade total o homem nunca teve. Entre todos os seres viventes é o único ser que vive procurando resolver seu problema de aprisionamento, uma vez que sempre esteve preso pelo seu egoísmo.(...) Entretanto, o homem não tem conseguido libertar a si mesmo das agarras psíquicas e espirituais que o aprisionam desde que aceitou a proposta do tentador, de ter conhecimento do bem e do mal.(...) Toda a liberdade que foge dos padrões da ética universal acaba por prejudicar o indivíduo. Portanto, exceder em liberdade pode levar alguém ao desequilíbrio e consequentemente a prejuízos desastrosos.(...) Tenhamos cuidado com a liberdade exagerada; esta poderá se tornar uma arma psicológica contra a moral e os bons costumes...." (SILVA, Osmar José da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.2, p.52,57)

A mensagem não tem consistência nem firmeza. Os falsos mestres são comparados a fontes sem água, pois só Jesus é a fonte de água viva (Jo.4:10,14), bem como com névoa levada pelo vento, que, embora embarace a visão, notadamente durante a noite, aos primeiros raios do Sol da justiça (Ml.4:2), é dissipada (Jo.3:18,19; I Jo.1:5,7).

- Todas estas características devem ser procuradas pelos servos do Senhor, pois temos o Espírito Santo e Ele nos fará lembrar o que o Senhor nos ensinou e, por isso, teremos condições plenas de afastar os falsos mestres do nosso convívio, o que, aliás, ocorria na igreja de Éfeso (Ap.2:2). Tudo, porém, depende, e muito, da nossa vida espiritual de comunhão com o Senhor e do estudo assíduo e ininterrupto da santa Palavra de Deus. Só assim poderemos sobreviver a este verdadeiro dilúvio que tem sido lançado pelo inimigo furioso contra a Igreja.



II – AS HERESIAS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, DA CONFISSÃO POSITIVA E DO TRIUNFALISMO

- Dentre as distorções que têm assolado o movimento pentecostal, uma das mais disseminadas em nossos dias é a teologia da prosperidade, que caminha “pari passu” com a sua “irmã”, a doutrina da confissão positiva ou do triunfalismo e que tem sido a base dos chamados “movimentos neopentecostais”.

A “teologia da prosperidade” está baseada no “amor do dinheiro”, que, como disse Paulo a Timóteo, é a “raiz de toda a espécie de males” ( I Tm.6:10), Jesus foi bem claro ao mostrar que quem ama as riquezas, quem ama o dinheiro não pode servir a Deus (Mt.6:24).

- O apóstolo Paulo foi claríssimo ao afirmar que se esperarmos em Cristo só para as coisas desta vida seremos os mais miseráveis de todos os homens (I Co.15:19). É esta a triste situação espiritual dos milhões que têm procurado Jesus única e exclusivamente para terem a “prosperidade” apregoada pelos falsos mestres da atualidade, eles mesmos escravos da ganância (II Pe.2:3).

- Quando falamos em “teologia da prosperidade” e sua “irmã” “confissão positiva”, “palavra da fé” ou “movimento da fé”, ou, ainda, “triunfalismo”, não falamos, propriamente, de uma seita ou de uma denominação, mas de um movimento que se tem infiltrado, com suas ideias e concepções, em diversas denominações e grupos evangélicos, principalmente os pentecostais, sendo, por isso mesmo, uma das mais perigosas heresias na atualidade. Seus conceitos têm invadido as mentes de muitos crentes, trazendo grandes prejuízos espirituais.

- - Com relação a este “vento de doutrina” que tem soprado fortemente entre os crentes denominado de “teologia da prosperidade” e de “confissão positiva” ou “triunfalismo”, vemos que suas raízes se encontram naquele que muitos dizem ter o mais antigo livro da Bíblia, o livro de Jó, que teria sido escrito ou pelo patriarca Jó, provavelmente contemporâneo de Abraão, ou, então, por Moisés, quando ele ainda se encontrava entre os midianitas.

- Na história de Jó, comparecem perante ele três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar, que, diante da prova sofrida pelo patriarca, que perdera seus filhos, seu patrimônio e sua saúde, apresentaram um conceito que tinham a respeito de Deus, que é, precisamente, o conceito que hoje nos é apresentado pela “teologia da prosperidade” e pela “confissão positiva”.

- Esta ideia de Deus que os amigos de Jó apresentam ao longo do livro de Jó é a “teologia”, ou seja, “o discurso sobre Deus” daqueles homens, ideias estas, contudo, que foram consideradas errôneas pelo próprio Deus. Com efeito, pouco antes de o Senhor virar o cativeiro de Seu servo, a Bíblia nos diz que Deus Se apresentou a Elifaz e afirmou que tudo o que fora dito a respeito d’Ele por parte daqueles “teólogos” não estava de acordo com a verdade (Jó 42:7).

- Portanto, como as próprias Escrituras testemunham, as ideias apresentadas pelos amigos de Jó a respeito de Deus são ideias que não devem ser seguidas nem adotadas pelos que servem a Deus, uma vez que se tratam de ideias reprovadas pelo próprio Deus a Seu respeito. Esta “teologia distorcida”, pois, deve ser identificada para que nós, que queremos ter o mesmo testemunho que Jó teve de Deus, não venhamos a cometer os mesmos erros de Elifaz, Bildade e Zofar.

- Em primeiro lugar, os amigos de Jó diziam e os falsos ensinadores de hoje repetem, que há uma relação de barganha entre Deus e os homens, ou seja, Deus abençoa aqueles que Lhe são fiéis e castiga os pecadores, isto é, a bênção divina é uma retribuição pela fidelidade da pessoa. Teríamos um “toma-lá-dá-cá” entre Deus e os homens (cf. Jó 4:7,8; 8:4-6; 11:13-15).

- Entretanto, como bem sabemos, Jó não havia pecado e a perda de todas as suas propriedades, de seus filhos e da sua saúde haviam sido uma permissão divina, tão somente para provar a fidelidade do patriarca, um homem sincero, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1). Deus, na Sua bondade e misericórdia, abençoa tanto a justos quanto a ímpios (Mt.5:45), pois não faz acepção de pessoas (Dt.10:17).

- Em segundo lugar, os amigos de Jó diziam, e os falsos ensinadores de hoje repetem, que há uma correspondência entre o bem-estar físico e social e o bem-estar espiritual de alguém, ou seja, se alguém é saudável e ocupa posição social avantajada, isto é uma demonstração de que se trata de uma pessoa que está em comunhão com o Senhor (cf. Jó 5:22-26; 15:17-35; 18; 20).



- Entretanto, tal pronunciamento dos amigos de Jó também não tem respaldo bíblico, porquanto, se é verdade que o ímpio responderá por sua impiedade e ela lhe selará um triste destino na eternidade, não é menos certo que, por vezes, o ímpio apresenta, nesta vida, saúde física e prosperidade material, sem que isto represente qualquer sinal ou evidência de comunhão com o Senhor. O próprio Jó, ao contrário do que achava o adversário, ao perder sua posição social e suas riquezas, nem por isso deixou de adorar o Senhor e de Lhe reconhecer o direito de dar e de tirar todos os bens de alguém (Jó 1:21).

- Em terceiro lugar, diante do que os amigos de Jó diziam, e os falsos ensinadores de hoje repetem, conclui-se que o arrependimento dos pecados concede automaticamente saúde física e prosperidade material, de forma que bastaria ao patriarca se arrepender dos pecados para retornar ao estado anterior em que se encontrava. Tudo não passaria de uma questão de “pecado oculto”, que deveria ser confessado.

- Entretanto, como bem sabemos e Jó não se cansa de falar, neste longo diálogo travado com seus amigos, o patriarca não tinha pecado algum, era inocente diante de Deus, não tendo o que confessar. Além do mais, a Bíblia nos mostra que Jó teve o seu cativeiro mudado quando orava pelos seus amigos, ou seja, quando dava mostras de sua santidade, intercedendo por eles, intercessão que foi aceita pelo Senhor (cf. Jó 42:9,10).

- As aflições do patriarca, todo o seu sofrimento, pois, não era sinal ou evidência de pecado, como diziam os seus amigos, mas tudo não passava de uma provação divina, cujo intento era o aprimoramento espiritual de Jó, algo que foi reconhecido pelo próprio servo do Senhor, que, pouco antes de ter seu cativeiro mudado, reconhecia, diante de Deus, o seu crescimento no conhecimento do Senhor (cf. Jó 42:5,6).

- Em resumo, portanto, considerar que o relacionamento entre Deus e os homens é um “toma-lá-dá-cá”, que o bem-estar espiritual corresponde a um bem-estar físico e social, bem como que a doença física ou a desvantagem social são consequências do pecado é “não dizer de Deus o que é reto”, é “acender a ira de Deus” (Jó 42:7).

- Como se não bastasse esta evidência bíblica de reprovação desta “teologia distorcida” dos amigos de Jó, vemos que esta visão, segundo nos diz o próprio Elifaz, que parecia ser o “capitão do time” dos amigos do patriarca, foi resultado de uma manifestação sobrenatural de um “espírito” onde se lançaram as bases deste pensamento (cf. Jó 4:13-21), a indicar, portanto, com clareza de onde provém tal “teologia”, pois tal “espírito” outro não é senão o mesmo que fomenta todo o engano, o pai da mentira.

- Tristemente, nos dias atuais, muitos têm confundido a salvação com a prosperidade material, como também entendido que toda e qualquer doença é fruto do pecado. Tais pensamentos têm comprometido a fé de muitos que estão atrás de Jesus para obterem tão somente riquezas e imunidade quanto a enfermidades. O poder de Deus é buscado tão somente para as benesses desta vida, o que é absolutamente contrário ao que ensinam as Escrituras.

- É com pesar que vemos muitos de nossos púlpitos serem utilizados para levar os crentes a buscar riquezas e a suposta imunidade quanto a enfermidades. “Campanhas” e mais “campanhas” são realizadas para que os crentes tenham “restituições”, “prosperidade material”, “curas e libertações”, sem que se fale um momento sequer na vida eterna, na Jerusalém celestial, na santificação, na iminente volta do Senhor Jesus. Isto tem comprometido grandemente o movimento pentecostal e, o quanto antes, precisamos voltar às origens, ao verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo, “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.

- Esta distorção da teologia da prosperidade e da confissão positiva seja ao extremo de entender que Deus é nosso serviçal, que está à nossa disposição. A fé torna-se “determinação” e a graça de Deus, obrigações que o Senhor supostamente teria em relação aos crentes, que teriam “direitos” em relação ao Senhor. É o que se denomina de “triunfalismo”.

O “triunfalismo” é uma atitude típica dos chamados “movimentos da fé” ou “teologia da prosperidade”.Esta falsa doutrina parte da noção de que, na criação do homem, Deus entregou ao homem o domínio sobre a criação terrena, dando-lhe, pois, “direitos” que ele pode reivindicar diante da Divindade. Tanto assim é que, quando do episódio da queda, o que teria havido seria um “legítimo direito” do homem em transferir a Satanás o domínio desta mesma terra. Evidentemente que Deus não iria permitir isto e, por isso, teria elaborado o plano da salvação do homem, a fim de que o homem pudesse, legalmente, reaver o que havia transferido ao diabo.



- Como Jesus veio ao mundo e cumpriu este desejo do Senhor, o homem que aceita a salvação teria retornado a esta qualidade de “detentor de direitos” diante de Deus e, por isso, não há que se falar em adversidades, dificuldades ou quaisquer outros problemas para o salvo, uma vez que ele tornou a ter os “direitos” que lhe advieram pela “nova criação”. É a partir deste conceito, pois, que surge, no bojo da “teologia da prosperidade”, um triunfalismo, vez que o salvo se sente um “mais do que vencedor”, alguém que “triunfou sobre o diabo” e que, por isso, não tem mais que “pagar coisa alguma ao diabo”, que tem, simplesmente, de “fazer o diabo desaparecer da sua vida, dos seus bens, da sua família e da sua saúde”.

- Não obstante, não é isso que dizem as Escrituras Sagradas. Em primeiro lugar, o homem não é portador de qualquer “direito” diante de Deus. Quando da criação, Deus fez o homem um simples “mordomo”: o domínio sobre a criação terrena não significa, em absoluto, propriedade, mas, sim, poder de administração. Tanto assim é que o homem foi feito “imagem e semelhança de Deus”, ou seja, embora tivesse pontos de contacto com o Senhor, não fora equiparado a Ele, o que, a propósito, é reconhecido pelo próprio Satanás que, valendo-se desta diferença entre Deus e os homens, levou o primeiro casal a desejar ser igual a Deus (cf. Gn.3:5).

- Ao se verificar o texto de Gn.1:26, vemos que, no hebraico, o verbo utilizado para designar o “domínio” do homem é “radah” (רדה), ou seja, “governar”, “dar regras”, que, na versão grega da Septuaginta é “archétosan” (αρχέτωσαν), que também significa “governar”, “administrar”. Não bastasse este significado, o texto bíblico mostra claramente que Deus mantém o controle de toda a situação, seja porque, encontramos Deus ordenando ao homem (Gn.2:15-17), seja porque a narrativa bíblica demonstra que o homem só exerce suas faculdades mais excelentes, entre as quais, a de dar nome aos demais seres (que é o símbolo de sua superioridade), sob os auspícios e a devida supervisão do Senhor (cf. Gn.2:19-23).

- Como se ainda isto não fosse suficiente, as Escrituras são claras ao afirmar que, enquanto o homem tem o governo sobre a criação terrena, o reino, a soberania permanece sendo de Deus, o “dono”, o “proprietário”, ou seja, aquele que tem “poder absoluto sobre a coisa”, pois esta é a noção de propriedade. É o que se verifica no Sl.24:1; 47:8; 59:13; 93:1; 96:10; 97:1; 99:1; Is.52:7 e Ap.19:6, entre outras referências. Nestes trechos, aliás, os verbos são diversos, pois dão a idéia do domínio absoluto. É o verbo “reinar” que está em foco, que, em hebraico é “malak”(מלך)e, em grego, “ebasileuein” (εβασιλευειν).

- O “triunfalismo”, portanto, perde já na sua base, pois todo o edifício que dá ao homem uma qualidade de “supercrente” parte do pressuposto de que ele é “detentor de direitos” diante de Deus e que, por isso, Deus é “obrigado” a praticar determinadas ações em favor dos “salvos”, por força dos “direitos” existentes no relacionamento entre Deus e a humanidade. Nada mais falso. Se é verdade que Deus nos resgatou do pecado e da perdição eterna, fê-lo porque é amoroso e tudo nos concede por “graça”, ou seja, “favor não merecido”, conceito bem diverso do de “direito”. Para nos utilizarmos da linguagem jurídica, tão ao gosto dos “triunfalistas”, a salvação do homem e as bênçãos decorrentes dela são fruto de uma “liberalidade” divina, não de uma “obrigação”.
OBS: “Liberalidade”, como nos diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa é “ disposição daquele que, em seus atos ou em suas intenções, dá o que não tem obrigação de dar e sem esperanças de receber nada em troca”. (grifo nosso)

- A base do “triunfalismo” é dizer que, a partir do momento em que o homem aceita a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador, não é mais possível que o homem passe a ter problemas na vida sobre a face da Terra, pois a sua comunhão com Deus, a sua salvação lhe traz uma posição de “triunfo”, de vitória sobre o diabo. Portanto, é impossível que o salvo venha a sofrer enfermidades ou quaisquer outras necessidades, em especial, as relativas à vida econômico-financeira.

- A salvação é a maior bênção que um mortal poderia receber. Ela é a solução para o problema insolúvel do homem, qual seja, a sua separação de seu Criador por causa do pecado. Sem condições de resolver esta questão, o homem estava irremediavelmente perdido, mas Deus, desde o instante em que sentenciou o homem pelo seu pecado, prometeu reverter o quadro, o que se deu na pessoa de Cristo Jesus.

- Assim, a salvação é, sobretudo, uma bênção espiritual, tem a ver com o reatamento do relacionamento entre Deus e o homem e isto é o mais importante, pois a questão da eternidade é fundamental para o ser humano, que não foi criado para deixar de existir, mas cuja existência perdurará para sempre, na companhia de Deus, ou não.
- Notamos, portanto, que, de pronto, a promessa de Deus que advém da salvação é a do desfrute de todas as bênçãos espirituais. Não há qualquer registro nas Escrituras de promessa de “todas as bênçãos materiais”, mas, sim, de “todas as bênçãos espirituais” (Ef.1:3). É esta a promessa dada por Deus e Ele vela pela Sua Palavra para a cumprir (Jr.1:12). As Escrituras, coerentemente, dão a devida importância e relevância para o aspecto espiritual, pois é isto que temos de buscar em primeiro lugar, isto é o que importa. Aliás, foi esta a ordem de Cristo: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou” (Jo.6:27).



- Não só o crente deve se preocupar em ter uma vida espiritual abundante, cada vez mais crescente, como também deve, em sua vigilância contínua, zelar, prioritariamente, também pelo seu bem-estar espiritual. É, também, orientação do Senhor: “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer, no inferno, a alma e o corpo” (Mt.10:28). Como podemos verificar, a preocupação do cristão deve ser com a sua vida eterna, com o seu relacionamento com Deus, deixando todas as demais coisas, conquanto necessárias, num segundo plano.

- Dentro desta perspectiva é que devemos entender que, sobre a face da Terra, a vida nos reserva tanto alegrias quanto tristezas, tanto dias bons quanto dias maus. Quando vemos o que a Bíblia diz a respeito disto, constatamos, para desmentido dos triunfalistas, que o justo não está livre de sofrer contratempos na vida, de ter problemas e dificuldades. As Escrituras, quando falam da adversidade, nunca excluem o justo dela (Sl.27:5; 35:5; Ec.7:14; Mt.7:25,27).

- Muitos, enganados pelo discurso triunfalista, ao se verem envolvidos em dias de adversidade, perdem a fé em Cristo Jesus, pois o mesmo inimigo que distorceu as
Escrituras é o primeiro a lançar nos ouvidos e mentes dos crentes que, como estão a passar dificuldades, a Palavra de Deus não é verdadeira, o que leva muitos a se desviarem da fé. Tomemos cuidado e jamais nos envolvamos com estas falsas doutrinas.

III – AS HERESIAS DO MUNDANISMO E DA LIBERTINAGEM

- Mas além das heresias da teologia da prosperidade e da confissão positiva, temos, também, na atualidade, os falsos ensinos relacionados com o mundanismo e a libertinagem.

- Como já dissemos supra, uma das características dos falsos mestres é a sua vida dissoluta, depravada, ou seja, os falsos mestres, iludidos que estão pelo inimigo de nossas almas, buscam os prazeres desta vida e, em consequência, procuram incentivar e estimular os crentes a tomarem a mesma atitude, envolvendo-se com o mundo e com o pecado.

Um dos pilares do movimento pentecostal, como temos visto ao longo do trimestre, é a doutrina da santificação. A busca do poder de Deus, de uma maior intimidade com o Senhor a partir do batismo com o Espírito Santo é resultado de uma busca pela santificação que foi a principal marca dos avivamentos imediatamente anteriores ao movimento pentecostal, em especial o “avivamento morávio” e o “avivamento wesleyano”.

- O Espírito Santo somente atua da mesma forma que atuou nos dias dos apóstolos quando temos a busca da santificação, pois, como Deus que é, o Espírito é santo e não pode coabitar com o pecado e a imundícia.

- Ora, uma das formas de o inimigo atuar para frustrar o movimento pentecostal, portanto, é, precisamente, a introdução de ensinamentos que levem os crentes pentecostais a não mais se santificarem. A exemplo do conselho que Balaão deu a Balaque para tornar vulnerável o povo de Israel (Nm.31:16), muitos estão, na atualidade, a incentivar e estimular os crentes pentecostais a se misturar com o modo pecaminoso de viver e, desta forma, comprometer a atuação do Espírito Santo na vida destas pessoas.

- Nos últimos tempos, tem-se verificado, no meio do movimento pentecostal, a proliferação de ensinamentos que alegam trazer “liberdade” aos crentes, “liberdade” esta que nada mais é que “libertinagem”, pois a verdadeira liberdade não é fazer o que se quer, mas, sim, obedecer a Deus e à Sua Palavra.

- Muitos têm transtornado a fé de muitos crentes pentecostais com a ideia de que, ante a liberdade que há em Cristo, se possa pecar à vontade, se possa viver de forma “moderna”, ou seja, se possa viver como o mundo vive, já que “Deus só quer o coração”.

- Nada mais enganoso, porém. As Escrituras são claras ao afirmar que, quando somos salvos, nos tornamos “novas criaturas” (II Co.5:17; Gl.6:15) e, por conseguinte, não mais adotamos a vã maneira de viver que havíamos recebido de nossos pais (I Pe.1:18). O salvo em Cristo Jesus, portanto, não pode mais viver como vivia antes, visto que foi retirado das trevas para a maravilhosa luz do Senhor (I Pe.2:9).



Sutilmente, entretanto, ao longo dos anos, o diabo tem introduzido no meio do povo de Deus a ideia de que se pode servir a Deus mantendo a mesma maneira de viver do mundo. Costumamos dizer que o adversário tem se utilizado, com eficácia, de uma palavra para enganar os incautos, a saber: “gospel”. De forma bem sagaz, tem-se adicionado esta palavra inglesa a abominações e, com isto, “santificar” práticas que nada mais são que atitudes pecaminosas que, uma vez adotadas pelos crentes, levam-nos a uma mistura com o pecado, comprometendo a sua própria salvação.

- Assim é que, ao longo dos anos, têm surgido muitas aberrações que propõem a mistura do povo de Deus com o mundo.  Permite-se a embriaguez, com a “cerveja gospel”; permite-se a prostituição com o “ficar gospel” e o “filme pornô gospel”; permite-se a contaminação do louvor com a “música gospel” (e suas variações: “rock gospel”, “samba gospel”, “metal gospel” , “funk gospel” etc., etc., etc.), sem falar em atividades que nada têm de sagradas, como “coreografia”, “dança” e tantas outras invencionices que somente trazem o mundo para o interior das igrejas locais.
OBS: Com respeito à dança, cumpre aqui registrar o que dizia a respeito o missionário Gunnar Vingren ao visitar, em Santa Catarina, um grupo de crentes lituanos que usavam disto em seus cultos, em 1920, “in verbis”: “…Todos aqui são da Lituânia. Receberam-me muito bem. De noite foi realizado um culto, mas como era no idioma lituano, eu não compreendi nada. Primeiro  cantaram um hino. Depois todos tiraram os sapatos e deitaram no chão, formando um círculo. Depois que todos haviam orado, começaram a pular e a dançar durante mais ou menos meia hora. Depois se puseram de joelhos outra vezes e oraram. Eu os exortei a que deixassem essa coisa de dançar, pois isto não está escrito no Novo Testamento, e era uma bobagem que eles deviam abandonar.…” (VINGREN, Ivar. Diário do pioneiro Gunnar Vingren. 5.ed., p.116).

O resultado desta invasão do mundo na liturgia e no modo de vida de muitas igrejas é a perda do poder de Deus e o comprometimento da salvação de muitos. Como o Espírito Santo não coabita com o pecado e a carnalidade, a consequência tem sido desastrosa para o movimento pentecostal e a apostasia tem grassado nas igrejas. O mundanismo tem feito muitos se desviarem da fé. Tomemos cuidado, amados irmãos!

- Esta heresia tem ardilosamente alegado que se trata tão somente de “revisão dos usos e costumes” e, como tal, apenas uma “atualização”, uma “modernização” que não compromete a santidade nem a autenticidade do movimento pentecostal. No entanto, tudo não passa de mais um dos ardis de Satanás, que não podemos ignorar (II Co.2:11).

- Não resta dúvida de que os “usos e costumes” são questão humana e que, por isso mesmo, modificam-se de lugar para lugar, de geração para geração. Não podemos exigir, dentro de um mundo que se modifica rapidamente em nossos dias, que usos e costumes mantenham-se imutáveis.

- No entanto, os chamados “usos e costumes”, se são humanos e variáveis, não podem dar guarida à modificação do que se encontra nas Escrituras, que é a Palavra de Deus, esta sim, imutável e que permanece para sempre (I Pe.1:23,25).

- Assim, por exemplo, em relação às vestimentas dos crentes, se é natural que, ao longo de um século de existência, haja evidentes mudanças no traje dos crentes das Assembleias de Deus no Brasil, que são decorrentes da passagem do tempo, também não é menos verdadeiro que não podem ser admitidas modificações nas regras bíblicas relativas a este assunto, que exigem um traje honesto e modesto por parte dos salvos em Cristo Jesus (I Tm.2:9; I Pe.3:3), bem como a distinção necessária entre trajes de homem e de mulher, inclusive no que diz respeito ao cabelo (Dt.22:5; I Co.11:1-15), e, ainda, a absoluta necessidade de o nosso corpo, como templo do Espírito Santo que é (I Co.6:19), servir à justiça para santificação e não para maldade ou imundícia (Rm.6:12-19).

Não é porque vivemos na liberdade da graça que podemos permanecer no pecado (Rm.6:1,2). O salvo em Cristo Jesus morreu para o mundo e, portanto, não pode viver como os que não têm a salvação. Faz-se absolutamente necessário vivermos em novidade de vida, abandonando todas as práticas pecaminosas.

O mundanismo, que se generaliza em muitas igrejas locais na atualidade sob este falso discurso da “modernização” e “atualização”, impede a ação do Espírito Santo e, como consequência direta disto, cria-se um ambiente propício à instalação, entre os crentes supostamente pentecostais, do misticismo e de manifestações sobrenaturais não provenientes de Deus, para dar a aparência de que, apesar do “mundanismo”, a presença de Deus ainda seria real no meio desta gente.



- Assim, em lugar de genuínas e autênticas manifestações do poder de Deus, em tais lugares, criam-se manifestações que, ou são resultado de um puro emocionalismo, de técnicas de autossugestão aprendidas seja na arte teatral, seja na ciência (como a neurolinguística), ou, então, são manifestações realmente sobrenaturais, mas que tem sua origem na atuação dos espíritos enganadores que estão a levar muitos à apostasia nestes dias finais da dispensação da graça (I Tm.4:1).
- São, precisamente, nestes ambientes envolvidos pela libertinagem e pelo mundanismo que encontram “caldo de cultura” tudo quanto está relacionado com a chamada “nova unção” ou tantas outras invencionices que infestam milhares e milhares de igrejas locais na atualidade (“risada santa”, “vômito santo”, “unções animais”, “bênção de Toronto”, “cai-cai”, também conhecido como “cair no Espírito” e fanerose, “reteté” etc. etc. etc.).

- Em busca de “incentivar” e “estimular” a fé do povo, que se apresenta ausente neste estado de coisas, não faltam “criatividades”, a aumentar ainda mais o misticismo, como a apresentação de “produtos” capazes de trazer “bênçãos divinas”, como são os mais variados “amuletos” que se têm criado (sempre em troca de dinheiro, o que faz com que os falsos mestres “matem dois coelhos com uma só cajadada”, ou seja, a de manter o povo iludido com uma falsa espiritualidade e, simultaneamente, enriquecerem-se à custa destes incautos) como “rosas ungidas”, “óleos de Israel”, “sabonetes de extrato de arruda”, “toalhas”, “lencinhos”, “feixes de trigo”, etc. etc. etc.

- Como não há mais santificação, o Espírito Santo Se afasta destes crentes e se abre a oportunidade para que o inimigo de nossas almas atue livremente, juntamente com seus agentes, para manter o povo iludido e enganado, levando-os à apostasia da fé.

- Além destas manifestações sobrenaturais que nada têm de Deus, tais ambientes também permitem a troca dos cultos de adoração a Deus por verdadeiros espetáculos de entretenimento, onde há a substituição da adoração pela diversão, do culto pelo entretenimento. As reuniões tornam-se verdadeiros eventos sociais, um momento de confraternização e de descontração, onde não há qualquer compromisso com a busca ao Senhor e à Sua glória. Aliás, cada vez mais, há a busca de realização de “shows gospel”, “baladas gospel”, “louvorzões” e coisas similares em vez dos cultos regulares.

- Associa-se, assim, o pentecostalismo a uma mera informalidade na liturgia, a uma participação da membresia nos rituais e momentos dos cultos, achando-se que, desta maneira, se está diante de uma manifestação atual do Espírito Santo como nos dias apostólicos, um grave equívoco, vez que isto nada tem que ver com a atuação do Espírito Consolador naqueles dias.

IV – VIDA DE ORAÇÃO E DE LEITURA DA PALAVRA DE DEUS: ANTÍDOTO E REMÉDIO PARA AS HERESIAS

Os dois pilares da vida devocional do cristão são a oração e a leitura da Bíblia Sagrada. A proliferação das heresias que têm perturbado o movimento pentecostal decorrem, precisamente, de falhas na atuação das lideranças na edificação sadia destes dois pilares na vida dos crentes pentecostais.

- Quando o crente não está voltado para si, mas, sim, para o Senhor, ou seja, quando Deus é o centro da vida da pessoa, ele não consegue viver sem que esteja em constante comunicação com o seu Senhor e isto se dá seja pela oração, seja pela meditação constante das Escrituras. Crente que se volta para Deus precisa ouvi-l’O falar e falar com Ele constantemente, ininterruptamente e é por isso que a Bíblia diz que devemos orar sem cessar (Ef.6:18 “in initio”, I Ts.5:17) e meditar na Sua Palavra de dia e de noite (Js.1:8; Sl.1:2).

- O crente que ora incessantemente, que tem uma vida de oração, não precisa participar de “campanhas”, nem é levado por elas, porque conhece a voz de seu Senhor e por Ele é conhecido (Jo.10:14), não se baseando, assim, em climas emocionais superficialmente criados, porque desfruta de uma intimidade com Deus (Mt.6:6). É um crente que não substitui a sua oração sincera e que vem do profundo de seu espírito, uma verdadeira oração no espírito (Ef.6:18), por “fórmulas de fé”, “correntes de oração”, “determinações”, “novenas”, “meditações”, “concentrações”, que nada mais são que nomes novos para as “vãs repetições” condenadas por Jesus e que já eram praticadas pelos gentios há séculos (Mt.6:7,8).

- Infelizmente, quando o crente não ora, nos momentos de dificuldade e de necessidade, tem a tendência de recorrer a estas “fórmulas mágicas”, a estes verdadeiros “mantras” e “rezas” dos triunfalistas ou às manifestações sobrenaturais geradas pelos “mundanistas”, achando que, desta maneira, conseguirá o favor divino. É muito cômodo para o crente relapso, que não tem intimidade com Deus, usar destes subterfúgios para ter um “atalho” ao trono da graça, mas, como todos sabemos, se não for pelo caminho traçado por Deus, jamais conseguirá algo.

Precisamos, nos dias em que vivem

os, levar o povo de nossas igrejas locais à prática da oração. Falta oração nas igrejas, temos nos dedicado pouco à oração. Por isso, não temos visto tanto a presença de Deus em nossas reuniões e em nossas vidas, porque não pedimos e é necessário que peçamos para que o Senhor nos atenda (Mt.7:7; Lc.11:9; Jo.16:24).

- A oração não é uma fórmula mágica, um “abracadabra” que se dirige a Deus, como ensinam os triunfalistas, nem tampouco uma exigência de supostos “direitos” que tenhamos diante de Deus, mas uma expressão da nossa comunhão com Deus, uma troca de vivências e de experiências entre Deus e o homem, um contínuo aprender de Deus, uma continuada submissão da nossa vontade, a ser clara e explicitamente revelada e confessada ao Senhor, à vontade de Deus, que também no-la revelará em toda a Sua plenitude. O crente que ora é aquele que pode dizer como Jesus, “…tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo.15:15 “in fine”).

- Se levarmos o povo a orar, se nós mesmos orarmos incessantemente, ouviremos coisas grandiosas de Deus, aprenderemos muito d’Ele, saberemos como e o que pedir e não necessitaremos correr daqui para ali, nem dar dinheiro aqui e ali, para sentirmos a presença de Deus e para obtermos as bênçãos de Deus. As maravilhas, os sinais e as coisas extraordinárias que os triunfalistas nos lembram em suas pregações podem, sim, realizar-se nos nossos dias, mas dependem da mesma vida de oração que era mantida pelos homens de Deus que foram os instrumentos do Senhor. É necessário pagar o preço para sermos vasos para honra e santificação, pois nós somos filhos de Deus e não magos ou feiticeiros.

A vida de oração e de busca das bênçãos espirituais dará aos crentes o fervor que caracterizou o início do movimento pentecostale, desta maneira, os crentes serão revestidos de poder e aquinhoados com os dons espirituais, afastando, assim, as operações malignas dos espíritos enganadores, como também desprendendo os crentes de uma perspectiva de vida mesquinha tão somente voltada para as coisas desta vida, para as coisas materiais.

- Mas, além da vida de oração, temos de ter uma meditação constante das Escrituras, devemos manejar bem a palavra da verdade (II Tm.2:15). O desconhecimento da Palavra de Deus é a causa da destruição do povo (Os.4:6) e não é coincidência que os triunfalistas e mundanistas sejam, simultaneamente, os principais inimigos do estudo da Bíblia Sagrada na atualidade.

- Quando conhecemos as Escrituras, logo percebemos as sutilezas do adversário e, logicamente, os falsos mestres, que são agentes do inimigo, não querem que os desmascaremos. Quem estuda as Escrituras, quem se dedica a uma leitura metódica e devocional do texto sagrado não se deixa seduzir facilmente seja pelo triunfalismo, seja pelo mundanismo.

- Os triunfalistas e mundanistas sempre dão a suas pregações egocêntricas e megalomaníacas uma roupagem bíblica. Assim, não faltam imagens e narrativas bíblicas para ilustrarem as suas “campanhas” e os seus “movimentos”. Um dia, é a “campanha da derrubada das muralhas de Jericó”; outro dia, o “jejum de Moisés”; depois, vem “os trezentos de Gedeão”, para não nos esquecermos dos “trinta valentes de Davi” e por aí afora. São, porém, verdadeiras “peles de ovelhas” que se colocam atrás destes movimentos que são “lobos cruéis”, prontos a devorar não só o bolso dos incautos (que é o que pretendem estes mercenários), mas, e isto é mais grave e o mais relevante, a própria fé e a alma dos que se decepcionarão com o não cumprimento destas promessas (que é o que pretende aquele que está por detrás destes movimentos).

- Uma noção ainda que superficial das regras da chamada “hermenêutica”, ou seja, da ciência da interpretação da Bíblia, é suficiente para desbaratar e desmontar todas estas armadilhas criadas pelos triunfalistas e mundanistas e que têm enganado a muitos.

- O problema é que a grande maioria dos crentes não lê a Bíblia e os poucos que a leem não têm a mesma prudência demonstrada no diálogo entre Filipe e o eunuco (At.8:26-40). Ali, verifica-se que, de um lado, o evangelista Filipe tinha a preocupação não só de anunciar a Palavra de Deus, mas de fazê-la entendida por quem a ouvisse, enquanto que, de outro lado, o eunuco também era um leitor atento, alguém que, além de querer ler, queria entender o que estava lendo e estava disposto a ouvir a explicação a respeito do que está escrito. A propósito, o Brasil, segundo recente pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), é o único país do mundo em que o chamado “analfabetismo funcional” (aqueles que leem mas não entendem o que leem) aumentou entre os “evangélicos” e, segundo tal pesquisa, porque houve uma diminuição sensível na leitura das Escrituras entre os “evangélicos” no país.



Meditar na Palavra de Deus, envolve, portanto, dois pontos: a leitura e o entendimento. Ora, a leitura só caminha até o entendimento se houver a explicação. Foi, por isso, que os apóstolos se dedicaram, com prioridade, ao ministério da palavra (At.6:2,4) e que Jesus constituiu mestres para o aperfeiçoamento dos santos (Ef.4:11,12). Somente se cada crente for ensinado convenientemente na Palavra, de modo a ter uma vida devocional diária de meditação nas Escrituras, como também motivado a participar das reuniões de ensino da igreja local, que devem ser prestigiadas e valorizadas pelo ministério, é que poderemos escapar das armadilhas do triunfalismo e do mundanismo, como, de resto, de toda e qualquer falsa doutrina.

- O profeta Oseias clamava, no ocaso do reino de Israel (o reino das dez tribos do Norte) que seu povo fora destruído por falta de conhecimento (Os.4:6). É a mesma situação que vemos no meio do movimento pentecostal brasileiro na atualidade, em especial em nossas Assembleias de Deus.

- Sendo a verdade (Jo.17:17), a lâmpada para os nossos caminhos (Sl.119:105), a Palavra de Deus é, a um só tempo, o antídoto e o remédio para as heresias que nos assolam, visto que não só prevenirá os crentes dos engodos do diabo como curará aqueles que já se deixaram envolver por estas falsas doutrinas.

                                                                                  Caramuru Afonso Francisco 

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes