SEJÁ VOCÊ TAMBÉM UM SEGUIDOR

Marcadores

Aborto (11) ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMÓNIAL (5) Adolecentes Cristão (2) ADPB (1) ADULTÉRIO (2) Agradecimento (1) Aniversario (10) Apologética Cristã (10) Arqueologia (1) As Inquisições (1) Assembleia de Deus (5) Barack Obama (2) Batismos (29) Bíblia (3) Brasil (48) Casamento (25) CGADB (19) Ciência (6) Círculo de Oração (5) CLASSE BERÇÁRIO (26) CLASSE DOS DISCIPULANDOS (55) CLASSE JOVENS E ADULTOS CENTRAL GOSPEL (71) CLASSE JOVENS E ADULTOS BETEL (146) CLASSE MATERNAL (103) Congresso (49) CPAD (6) Cruzada (3) Curiosidades (3) Cursos (3) Departamento Infantil (5) Depressão (2) Desaparecido (4) DESENHOS BIBLICOS (1) Desfiles (3) Dia do Pastor (4) Discipulado (64) Divórcio (4) EBD (20) EBO (21) Escatologia (2) Estudantes (2) Estudos (505) Eventos (118) FALECIMENTO (5) Família (16) Filmes (18) Galeria de Fotos (12) Gospel (284) Gratidão a Deus (1) Hinos Antigos (3) História (4) Homenagens (3) Homilética (4) Homoxesualismo (3) Ideologia de Gênero (12) Idolatria (3) Inquisição (2) Islamismo (9) Israel (18) JARDIM DA INFANCIA (7) LIção de Vida (2) Louvor (1) Luto (42) Maçonaria (3) Mães (3) Mensagens (56) Ministério (34) Missões (147) MODISMOS (2) Mundo (608) Mundo Cristão (178) MUSICAS EVANGÉLICAS (3) Namoro Cristão (8) Noivados (1) Notícias (3155) Obreiros (9) ONU (4) Oração (1) Pneumatologia (1) política (121) Psicopedagogia (3) Pureza sexual (8) Realidade Social (17) Reforma Protestante (4) RELIGIÕES (3) Retiro (4) REVISTA BETEL JOVENS (1) Revista Central Gospel (1) REVISTA CLASSE PRIMARIOS (229) REVISTA CLASSE DOS PRE-ADOLESCENTES (267) REVISTA CLASSE DOS ADOLESCENTES (280) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFANCIA (111) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFÂNCIA (110) REVISTA CLASSE JUNIORES (242) REVISTA DA CLASSE JOVENS CPAD. (185) REVISTA DA CLASSE JOVENS. (319) REVISTA DA CLASSE ADULTOS (872) REVISTA DA CLASSE JOVENS E ADULTOS (391) REVISTA DA CLASSE JUVENIS (262) Revista Maternal (63) Santa Ceia (3) Saúde (45) Seminário (4) Sexualidade (7) Subsídios (1507) Subsídios EBD (1900) Subsídios EBD Videos (592) Templos (3) Teologia (5) Testemunho (1) TRANSGÊNEROS (2) Utilidade publica (1) UTILIDADE PÚBLICA (2) Vida de Adolecente (5) videos (106) Virgilha (1)

15 setembro 2011

LIÇÃO 12 – UMA CRIANÇA COMO REI - JUNIORES


3º Trim. 2011 - JUNIORES – CPAD - Lição 12: Uma Criança como Rei

Ao Mestre
Prezado (a), nesta semana aprenderemos um pouco acerca do rei Josias – o menino que se tornou rei com apenas oito (8) anos de idade.  É interessante ressaltar que na época em que isso ocorreu, Israel passava por um período de apostasia, ou seja, de abandono da fé no Deus vivo e único
Embora seu avô o rei Manassés, e seu pai, o rei Amon, tivesse vivido impiamente em todos os sentidos, Josias amava a Deus e desejava agradá-LO, em toda a sua maneira de viver. Josias tinha um relacionamento intimo e pessoal com Deus, e fazia todo esforço possível para levar seu povo novamente a servir a Deus.
A situação era tão grave que o templo (a igreja) estava fechado, já não se realizava cultos. Então o rei Josias começou uma reforma no templo, para deixá-lo bonito, limpo e em condição das pessoas lá estarem para cultuar a Deus.
Durante a reforma encontraram um rolo (livro) com a Palavra de Deus. Assim a intenção do rei Josias e a revelação da Palavra de Deus foram unidas para conduzir o povo à um reavivamento espiritual. Ao lerem o livro para o rei Josias, ele ficou chocado com as Palavras que ouvia, e percebeu o quanto todos estavam praticando coisas que desagradava imensamente a Deus. Foi assim que o rei Josias empreendeu uma grande tarefa, reformar a vida espiritual do povo de Israel e para isso precisava ensinar a Palavra de Deus ao povo para que as mentes obscurecidas pela desobediência a Deus, novamente fossem iluminadas pelo ensino de Sua Palavra.
- Josias foi o 16º rei de Judá (reino do Sul)
- Era filho do rei Amon e sua mãe se chamava Jedida
- Foi um reformador, limpou totalmente o Templo e reavivou a obediência à lei de Deus em seu povo.
A Bíblia testifica assim do rei Josias:
“Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao SENHOR de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual.”(2 Rs 23.25 – ARA)
Boa aula!
Texto Bíblico:2 Crônicas 34.1-33
Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a conscientizarem-se que é muito importante que todos os dias dedicamos um tempo para a leitura e meditação na Bíblia, que é a Palavra de Deus. Ela nos ensina a resolver os mais variados problemas. Ler a Bíblia nos faz sábios e prudentes.
Exercitando a memória
“Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração!” (Sl 119.2 – NTLH).
O Salmista nos ensina que a Palavra de Deus é o único guia seguro que nos conduz a uma vida de comunhão com Deus, e feliz.
Crescendo no conhecimento
Crianças, hoje nós aprenderemos sobre o rei Josias. Este rei subiu ao trono quando tinha apenas oito anos de idade e durante toda a sua vida fez o que era agradável a Deus.
O povo hebreu já não adorava a Deus, mas ídolos feitos de pedra e de madeira. A casa de Deus, o lindo templo, já não era tão bonita. Quando o povo começou a adorar ídolos, deixou de cuidar da casa do Senhor. As paredes estavam sujas e maltratadas; o assoalho estava despregando e a magnífica mobília toda riscada e quebrada. Tudo estava sujo e empoeirado. Mas ninguém se incomodava, ao invés de arrumar, fecharam as portas do templo.

Mas, o rei Josias que decidiu fazer alguma coisa. Chamando um homem trabalhador e muito honesto, chamado Safã que trabalhava no palácio disse:
__  Vai ao templo , e diga a Hilquias, o sumo sacerdote  que conte a prata que o povo deu e com ela pague os carpinteiros e demais operários para que reparem o templo, que compre pedra, madeira, tudo quanto for necessário.
E assim começaram a reforma, e certo dia o sacerdote mandou chamar Safã, pois ele tinha alguma coisa interessante para contar a Safã:
__ Vê o que encontrei no templo. É o Livro de Deus.
Safã tomou o pergaminho e olhou para ele como alguma coisa que não via há muito tempo. E leu uma parte dele.
__ Eu preciso mostrar isso ao rei – disse ele, correndo para o palácio.
Sua alegria era tanta, que entrou correndo pelo palácio adentro, e logo que viu o rei Josias foi dizendo:
__Aqui está o que Hilquias achou no templo.
E a seguir começou a ler o pergaminho para o rei. À medida que Safã lia, o rei começou a ficar triste, preocupado.
__ Sim, aquilo era a palavra de Deus – murmurava ele e imediatamente rasgou as suas vestes para mostrar que estava muito triste, infeliz e assustado.
__  O povo está adorando idolos de pedra e de madeira e se esquece de Deus – dizia o rei – Muitas outras coisas erradas estão acontecendo. Como Deus deve estar zangado com seu povo.
Imediatamente o rei Josias enviou Hilquias, o sacerdote, a Hulda,a  profetiza que transmitia ao povo à vontade de Deus, para perguntar a ela o que Deus falaria para ele e para o povo, e Hulda enviou este recado:
__  Dize ao homem que te mandou, que Deus prometeu castigar o povo desobediente, mas que o Senhor ouviu a oração do rei e que o abençoará durante todos os dias da sua vida.
Quando o rei ouviu a mensagem da profetiza, reuniu o povo e, ficando de pé, numa das grandes colunas do templo, leu a todos as palavras do livro que fora encontrado. Ao terminar, o rei disse:
__ Eu prometo guardar todas as leis de Deus escritas neste livro, para nós.
O povo ouvindo as palavras e vendo a atitude do rei, prometeu o mesmo.
Mas isso não foi tudo. O rei ordenou que todos os ídolos dentro do seu reino fossem queimados, porque desejava que seu povo adorasse somente a Deus único e verdadeiro. Depois o rei Josias ordenou que todo o povo comemorasse a Festa da Páscoa em honra do Eterno Deus, conforme estava escrito no livro sagrado. Desde a época em que os juízes governavam o país, nunca havia sido feita uma festa como essa, por nenhum dos reis de Israel ou de Judá.
Josias foi um bom rei porque sempre obedeceu a Palavra de Deus, de todo o seu coração. Ele sabia o quanto era importante obedecer as Escrituras. Ele deixou um bom exemplo para o seu povo.
Aplicação da Lição
Professor (a) enfatize aos pequenos que sempre ouvimos muitas coisas. Algumas palavras são importantes porque elas nos ajudam a lembrar coisas importantes. As palavras mais importantes são as palavras de Deus. Elas são palavras que devemos escutar, lembrar e obedecer.
O rei Josias ficou com vergonha porque Judá não tinha obedecido às palavras de Deus. Mas não só ficou vergonha. Ele mudou das coisas lendo as palavras de Deus ao povo e ajudando-o a obedecer ao SENHOR. Depois ele ajudou o povo a viver suas vidas como Deus queria. Nós precisamos ouvir as palavras de Deus para nossas vidas e agir, obedecendo a ELE, como Josias fez.
Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo da Mulher – Editora Mundo Cristão e SBB – Edição 2003.
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição.
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com crianças –  Editora Hagnos – Edição 2009.
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – São Paulo, 2004.
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro - Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8º Edição/2009


Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

LIÇÃO 12 - O CAMINHO PARA O CÉU - JUVENIS


3º Trim. 2011 - JUVENIS – CPAD - Lição 12: O Caminho para o Céu


TEXTO BÍBLICO: Mateus 7.13,14,21-23.
ENFOQUE BÍBLICO
  “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”  (Mateus 7.13).
OBJETIVOS
Conscientizar os alunos de que a posse do Reino de Deus se dá mediante nossa disposição de entrar pela porta estreita que conduz ao caminho apertado.
Mostraraos alunos que para tomar posse do Reino de Deus é necessário assumir e viver seus princípios aqui na terra.
 Demonstrarbiblicamente que o caminho para o céu passa pela obediência irrestrita à vontade soberana de Deus.
SUGESTÃO
§  Compare o andar no caminho estreito com o caminho de um atleta rumo a uma competição. Quantos sacrifícios terá de fazer o atleta. Em primeiro lugar, há a renúncia: na alimentação, de seu tempo, que, agora, deve ser dedicado aos treinos.  Além da renúncia, existem muitas atividades a fazer: treinar exaustivamente, seu corpo fica dolorido e cansado. O caminho do atleta é estreito. Mas ele está infeliz? Não fica feliz, esperançoso de, ao final de seus treinos, poder ter, em suas mãos, o almejado prêmio. Então, receberá a sua compensação.. Igualmente o cristão enfrenta lutas, mas ele aguarda o prêmio final.
§  Temos de ter o cuidado de dar a impressão de que a vida cristã seja uma renúncia triste: renunciamos, porque temos certeza de que há algo glorioso (já agora) e muito mais no fim do caminho. A vida cristã inclui renúncia, mas há muito a fazer  (Tt 2.11-14).
INTRODUÇÃO
Já no final do Seu sermão, Jesus expõe sobre a Porta e os Dois caminhos.

CHEGAR AO CÉU – O MAIOR OBJETIVO

O nosso maior objetivo é um dia poder morar no Céu, estar com Jesus. Então, seremos recompensados por todas as lutas, devido à glória da qual participaremos.
Infelizmente, existem muitos atrativos, problemas que tentam nos desviar do nosso objetivo central, que é um dia, desfrutar das realidades eternas. Não podemos perder a perspectiva de desfrutarmos da presença de Cristo: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”  (Fl 1.23).
O desejo de um dia ir morar no Céu é legítimo, pois foi Jesus que prometeu: “E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, pára que onde eu estou estejais vós também”  (Jo 14.3).
 O Céu  é o nosso objetivo. Para concretizar o nosso objetivo, temos de um trilhar um caminho. Tomé fez uma pergunta ao Mestre: “Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho? Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”  (Jo 14.5b,6).
Observemos: Jesus não apenas aponta o caminho, Ele é o caminho. Ele é a verdade: muitos caminhos falsos existem, apenas Jesus é a verdade.  Jesus nos transmite não apenas transmite a verdade, mas Ele é a verdade.  A verdade é que nos liberta: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”  (Jo 8.31b-32).

Na atualidade, muitos outros caminhos atrativos existem e que são oferecidos a todos. Não    mencionam o Salvador, como se o homem fosse capaz de salvar-se a si mesmo. São apresentados caminhos de meditação, como o da  “Nova Era”.
OBS:  “Além do mais, com todas as suas promessas para elevar a auto-estima, o evangelho da Nova Era  nada faz para afirmar o valor do indivíduo;  não oferece nenhuma base para a dignidade e significado humanos. Ao contrário, o objetivo de todas as técnicas de meditação é perder a individualidade, dissolvê-la no Espírito Universal,  exatamente como uma gota se dissolve no oceano. Quão diferente do Deus bíblico, que nos criou como indivíduos, que olha por cada um de nós e que tem contado ‘até mesmo os cabelos da [nossa] cabeça’”  (Mateus 10.30). (Charles COLSON & Nancy PEARCEY. E Agora como Viveremos? – pág. 324).
Com freqüência, ouvimos falar que “todos os caminhos levam a Deus”. Se isto fosse verdade, Deus não precisaria ter enviado Seu Filho amado para aqui sofrer e morrer. Deus não quis deixar o homem do jeito que estava, em seus pecados, perdidos para sempre: Ele enviou-nos o “Caminho”.

AS DUAS PORTAS E OS DOIS CAMINHOS

A primeira figura utilizada aqui é a da porta: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela”  (Mt 7.13).
Em uma porta larga, muitos podem ter acesso a ela. Em geral, as pessoas desejam conforto, facilidades. O problema é quando esses aspectos não estão em conformidade com a Bíblia.
OBS: “Quando se entra  pela porta estreita pode-se abrir mão do privilégio de andar com a maioria, Uma proposta aprovada pela maioria não é necessariamente a melhor. A experiência comprova que muitas vezes a maioria está errada. Foram dois, entre doze espias, que trouxeram relatório verdadeiro acerca da terra de Canaã.; os profetas e seus seguidores no Antigo Testamento eram minoria; a maioria da nação judaica havia rejeitado o seu Deus. De fato, considerando que as pessoas seguem umas às outras, como ovelhas, e que, para se pouparem do trabalho de pensar e de fazer decisões, andam em rotinas, faríamos bem em evitar atribuir infabilidade à maioria. Não tenhamos medo de ficar na minoria” (Geremias do COUTO, citando Myer PEARLMAN. A transparência da vida cristã, pág 238).
Em uma porta larga, muitos podem ter acesso a ela. Quando a porta é estreita, nem todos permanecem, muitos desistem. Precisamos entender que, se a porta é estreita; Jesus nos ajudará, pois Ele mesmo é a porta. Existem aqueles que, temerosos das dificuldades, desistem de entrar pela porta única, a estreita.
Podemos ouvir outras pessoas, mas a decisão final cabe a nós, como filhos de Deus: seguir a nosso Pastor, que é a porta.
Entrar pela porta significa tomar uma decisão. Assim, decidimos entrar em uma faculdade, em um hospital. Aqui, no caso, a porta é estreita, denota esforço, persistência para a entrada. Em meio a tantas portas largas, que nós entremos pela porta que conduz à salvação e à segurança plenas.
A segunda figura empregada por Jesus é a referente aos dois caminhos. A vida cristã é comparada a um caminho. Um caminho significa uma disposição para chegar a algum lugar. Os cristãos do Novo Testamento eram conhecidos como os “do Caminho” (At 9.2; 19.9,23; 22.4; 24.14,22).
È necessário disposição par entrar pela porta. È fundamental também não desistir, de prosseguir a caminhada dificultosa, porém feliz da vida cristã.
A estreiteza da porta e do caminho para a salvação
Jesus continuou e Seu Sermão:  “E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”  (Mt 7.14).
Em primeiro lugar, é bom assinalar que Deus deseja que todos se salvem: “Que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade”  (2 Tm 2.4).
O que acontece é que muitos preferem trilhar outros caminhos, que são largos. O caminho apontado por Jesus é apertado; é o caminho do compromisso com Ele e Sua mensagem: “E, chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34).
OBS:  “Os romanos, o principal público de Marcos, sabiam o que significava carregar uma cruz sobre os ombros. A morte na cruz era uma forma de execução usada pelos romanos para os criminosos mais perigosos. O prisioneiro carregava o madeiro até o local da execução, isso significava submissão ao poder de Roma. Jesus usou a imagem da cruz sendo carregada para ilustrar a suprema submissão exigida de seus seguidores. O Senhor não se opõe ao prazer nem nos recomenda a procurar a dor. Carregar a cruz diz respeito ao esforço heróico necessário para seguir a Jesus em todos os momentos, fazendo a vontade dEle, em meio às dificuldades do presente e quando o futuro parecer pouco promissor” (Bíblia  de Estudo Aplicação Pessoal, nota a Mc 8.34, pág. 1310).
O discípulo de Jesus deve negar si mesmo e lutar contra toda a forma de pecado.
Jesus não nos prometeu uma vida fácil neste mundo: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Barnabé e Paulo fizeram menção das dificuldades do Caminho:  “Confirmando o ânimo dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus”  (At 14.22).
Os crentes de Tessalônica converteram-se em meio a tribulações, porém tiveram alegria: “E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo  a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo” (1Ts 1.6).
Jesus disse: “Entrai”.  Esse é o caminho, apertado, cheio de lutas, mas é o caminho da salvação. Sempre poderemos contar com estímulo e direção de Jesus: “Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!”  (Mt 28.20).
Jesus está dirigindo a nossa caminhada  faz toda a diferença: Jesus estar conosco no barco, no meio da tempestade, eis a nossa segurança!
O SIGNIFICADO DA ESTREITEZA DA PORTA E DO CAMINHO
O caminho é apertado, isso significa que encontraremos dificuldades, mas esse é o caminho que conduz  à vida eterna.
Neste caminho, existem coisas a serem abandonadas, mas existe muito a fazer: viver os princípios estabelecidos por Jesus, agora, aqui na Terra.
Em primeiro lugar, já que, pela fé, aceitamos seguir neste caminho, necessitamos abandonar o pecado de todas as suas formas. Não podemos distrair-nos, imitando a conduta de pessoas que amam o pecado, temos de colocar nosso alvo diante de nós: “Portanto, também nós, que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a  vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. Pensem bem naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que vocês não se cansem nem se desanimem”  (Hb 12.1-3 - NVI).
Jesus é o caminho, Ele abriu-nos o caminho.  Ele também andou em um estreito caminho, porém,devido à alegria  estava destinada, tudo suportou. Temos de prosseguir no caminho.
No caminho estreito, pois estamos caminhando para o Céu, é necessário abandonar-se muitas coisas: “Assim façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas. Mas, agora, abandonem todas essas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar. Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas” (Cl 3.5-9 – NVI).
No caminho estreito, pois estamos caminhando para o céu, é necessário fazer, praticar e desenvolver certas características importantes. Estas mostram a diferença do caminhante do caminho estreito e o do caminho largo:
§  Agora, é necessário que todos  “revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência” (Cl 3.12 – NVI).
§  Perdão:  “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou”  (Cl 3.13 – NVI).
§  Amor: “Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito” (Cl 3.14 – NVI).
§  Paz e gratidão:  “Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos”   (Cl 3.15 – NVI).
§  Alimentar-se com abundância da Bíblia e desenvolver uma vida de louvor:  “Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seu coração”  (Cl 3.16 – NVI).
§  Nada de egoísmo ou louvor-próprio:  “Tudo o que fizerem, seja em palavra ou ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Cl 3.17 – NVI).
  Andar no caminho estreito é afastar-se do pecado, compreender que há a necessidade de renunciar a muitas coisas.  Trilhar o caminho estreito é também ter uma vida de comunhão com Deus e com os irmãos. Assim, chegaremos na desejada cidade: “Mas  a nossa cidade está nos céus, donde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso , segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fl 3.20-21).
O caminho para o céu é o caminho da obediência
Jesus destaca a característica daquele que deseja entrar em Seu Reino: “Nem todo o que diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus,mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”  (Mt 7.21). È exigida não a obediência aparente, mas a real obediência.
Não basta orar como na oração ensinada por Jesus (Mt 6.10); há necessidade de seguir, obedecer aos mandamentos de Jesus para chegar-se ao Céu:“Porque esta é a caridade de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”  (1 Jo 5.3).
Isso não significa que a salvação é obtida pelas obras. Significa que o salvo tem o prazer de obedecer a Jesus, de ser guiado por Ele,  para, um dia, ter o privilégio de estar com Nosso Senhor para sempre.
Jesus afirmou que não bastava de chamá-lo de “Senhor”; era importante que ele seja o Senhor, Aquele que domina os nossos corações.
Afirmar que Jesus é o Senhor, implica afastar-se da iniqüidade. Ele É Deus santo, Jesus morreu para nos purificar: “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos rm toda a vossa maneira de viver”   (1 Pe 1.14-15).
 Alguns poderão mencionar que profetizaram. Expulsaram demônios no nome de Jesus (Mt 7.21), mas isto não é critério para ser aprovado por Jesus. O critério é  abandonar o pecado: “E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”  (Mt 7.23).
OBS:  “Jesus declara enfaticamente que ‘muitos’ que profetizam, pregam ou realizam milagres em seu nome estão enganados, pensando que são servos de Deus, quando, na realidade, Ele não os conhece.  Para não ser enganado nos últimos dias, o dirigente de igreja, ou qualquer outro discípulo, deve-se apegar totalmente à verdade e à justiça reveladas na Palavra de Deus e não considerar  o ‘sucesso ministerial’ como padrão de avaliação no seu relacionamento com Cristo” (Bíblia de Estudo Pentecostal, nota a Mt 7.22, pág. 1399-1400).
O caminho para o Céu e o da obediência, até Jesus andou pelo caminho da obediência para poder conceder-nos a salvação.
OBS:  Na conhecida obra “O Peregrino”, a personagem Cristão encontra-se no caminho com dois homens: Formalismo e Hipocrisia. Cristão observa que os dois homens “saltaram por cima do muro, do lado esquerdo do caminho estreito”. Cristão conversa com Formalismo e Hipocrisia:
“ ― Vocês dizem que querem ir à Cidade Celestial, no entanto, saltaram por cima do muro em vez entrar pelo portão estreito. Vocês já desobedeceram à lei da terra, e o Senhor da Cidade Celestial não lhes dará permissão para entrar.
       Os dois responderam: ― Nosso caminho é curto; além disso, é costume de nossos conterrâneos entrarem assim. Você entrou pelo portão estreito, e nós escalamos o muro; o que importa é que todos viajamos pela mesma estrada.
         Mas Cristão respondeu:
―  Eu ando pela do Senhor. Vocês, pela regra do seu próprio coração. Já estão sendo considerados salteadores diante do Senhor deste caminho”  (João BUNYAN. O Peregrino, traduzido por Hope Gordon Silva,. Pág.85-86, Editora Mundo Cristão).
Andemos pela regra de Jesus!
A GARANTIA DE ENTRARMOS NO CÉU
Jesus afirmou: “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão”  (Lc 13.24). Jesus disse para que lutemos; para que possamos entrar é necessário um esforço concentrado.
Por que muitos não poderão entrar? Porque não desejam ter a Jesus como Salvador: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam. E não quereis vir a mim para terdes vida”  (Jo 5.39-40). Em suma, as pessoas, em geral, não se preocupam com os valores eternos.
A nossa garantia de entrarmos no Céu, é Jesus. Ele, que deu a Sua vida, a fim de que pudéssemos reatar a nossa comunhão com o Pai. Ele, que morreu e ressuscitou, demonstrando que, por Seu sacrifício, podemos ficar livre do pecado e assim podemos adentrar o Céu.: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20).
O caminho estreito está diante de todos. Aqueles que recebem Cristo, poderão entrar no Céu. A todos é dada a possibilidade de andar no caminho que conduz ao Céu; aqueles que recusam, rejeitam a oportunidade, padecerão no Inferno: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque e Jacó, todos os profetas no Reino de Deus e vós, lançados fora”  (Lc 13.28).
Ninguém precisa ir para o sofrimento eterno, pode ir para a felicidade eterna! Necessita caminhar em direção à porta estreita, trilhando no caminho estreito. Neste, pode enfrentar problemas, lutas. Mas, no final, se perseverar, irá desfrutar da glória eterna.
Que momento de felicidade para todos os salvos! Ainda há tempo para se chegar à porta!
CONCLUSÃO
Seguir a Cristo significa entrar pela porta estreita e empenhar todos os seus esforços para prosseguir no caminho estreito.
Estar no Caminho estreito significa assumir responsabilidades e honrar nosso compromisso com Cristo.
 Nenhuma realização valerá a pena, se não perseverarmos para alcançar o estado de glória eterna.
No caminho estreito há renúncias, mas existe a comunhão com Deus e a realização de obras que demonstram que somos salvos.
Louvemos a Deus: “Nasceste de novo?/Andas já com Deus//Pertences ao povo, que vai para os Céus? Tens a lei escrita no teu coração?/Em ti, já habita plena salvação?/Se o caminho é estreito, a porta é também, /Tudo está feito, não demores vem!/No portal da vida Cristo acharás,/Ao findar a lida lá no Céu tu estarás” (1a estrofe e estribilho do hino 447 da harpa Cristã).
Colaboração para o Portal Escola Dominical: Profª. Ana Maria Gomes de Abreu (Inn Memorian).

LIÇÃO 12- COMO CRESCER NA VIDA CRISTÃ - PRÉ-ADOLESCENTES


3º Trim. 2011 - PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD - Lição 12: Como Crescer na Vida Cristã


Texto Bíblico     Mt 5.3-11
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus;
bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus;
bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.
O texto mencionado acima é conhecido com as bem-aventuranças, estes ensinamentos fazem parte do chamado Sermão do Monte, O Senhor Jesus ensinou a multidão em um monte nas proximidades de Carfanaum. 
Este sermão provalvemente foi pronunciado por vários dias e abrangeu todo pensamento sobre a lei, revelando que a posição social, autoridade e acumulo de riquezas não são muito importantes no seu Reino, pois importa mais a fidelidade e obediência a sua Palavra.
Cada bem-aventuranças diz respeito a uma benção de Deus, bem aventurança significa mais do que ter alegrias, implica o estado afortunado daqueles que fazem parte do Reino de Deus.
As bem-aventuranças não prometem riso, prazer ou prosperidade terrena. Para Deus o bem aventurado é aquele que tem uma experiência de esperança e alegria, independente das circunstancias exteriores.
Em relação a lição 12  demonstra o perfil a ser seguido pelo cristão que cresce espiritualmente
Somente os que tem uma vida de crescimento espiritual podem observar as bem aventuranças
Pois para que haja disposição em observar é necessário amadurecimento espiritual, por ventura alguém pode ser feliz por ser perseguido? Somente o cristão amadurecido entende que a vida cristã muitas vezes é desta forma, porem com esperança e fé supera todos os obstáculos. Pois sabe que Deus não o desampara, mas assiste a tudo, e na devida hora abençoa o seu servo.
Introdução
Durante o longo do trimestre observamos algumas divisões nas lições, primeiramente as lições que diziam respeito ao plano arquitetado por Deus mas livrar o pecador da condenação eterna; na segunda parte estudamos os privilégios que o pecador adquire ao participar deste plano; o que notamos também que algumas lições diziam a respeito dos privilégios e dos direitos que pecador adquiriu por Cristo.
E por fim as duas ultimas lições tratam dos deveres que o cristão salvo tem de cumprir, em gratidão a Deus que o salvou, bem como em obediência a sua Palavra.
A lição 12 que estudaremos hoje nos fala do dever de crescer espiritualmente, e a ultima lição a 13 trata da missão que temos como salvos em Cristo e servos de Deus.
I- O que é crescimento?
A definição simples conforme o dicionário é o Ato ou efeito de crescer.
Logo crescimento é o processo a qual este efeito ocorre, na vida cristã o crescimento espiritual é uma característica daqueles que forma salvos por Cristo.
Pois Deus não salva o pecador para que a sua vida seja uma vida parada, ou estagnada, ao contrario disto o Senhor deseja uma vida de desenvolvimento, isto me todas as áreas, que sejam matérias e espirituais.
No plano da salvação Deus limpa o coração do pecador interiormente; remove todo o mal, mas o seu exterior vai sendo transformado pouco a pouco pela santificação, mas para isso ocorrer é necessário o crescimento espiritual.
O crescimento necessário ao cristão é simples de entender quando o comparamos ao crescimento humano. Um bebe recém nascido não permanece para sempre neste estado, mas ao passar dos dias lhe vem um crescimento natural, seu organismo se desenvolve e adquire novas habilidades como andar, falar, a sua alimentação passa a ser mais sólida; de modo geral a criança se desenvolve para ter condições de melhor sobreviver ao meio em vive.

Da mesma forma o pecador convertido, no plano da salvação por meio do novo nascimento é uma nova criatura recém nascida, de igual modo precisa crescer, desenvolver, não apenas por esta a vontade de Deus, mas também para que tenha condições de viver bem nesta nova vida.
Por esta mesma razão o apostolo Pedro incentivou o crescimento dos cristãos quando os comparou a meninos espirituais.
Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo, (1Pe 2.2)
Aqui o leite racional chamado por Pedro é a Palavra de Deus, na simbologia bíblica a Palavra de Deus é considerada alimento.
II- Deus exige crescimento
O crescimento espiritual é um aprimoramento a qual a vida cristã deve ser submetida, embora que o processo é alcançado à medida que se busca por este crescimento. No tópico anterior mencionei o versículo (1Pe 2.2) em que Pedro aconselha os cristãos a desejar o “leite espiritual” para que possam crescer, logo se vê que é necessário desejar crescer.
Infelizmente alguns cristãos não o fazem, foi por esta razão que o escritor aos hebreus ficou perplexo com a situação espiritual dos hebreus;
Porque, devendo já ser mestres {ou instruidores} pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento. (Hb 5.12)
O escritor se admira porque os cristãos hebreus já haviam muito tempo se convertido a Cristo, porem não cresceram, estavam ainda como meninos.
É por esta razão que Deus desde o Antigo Testamento exige um crescimento espiritual, este crescimento diz respeito tanto ao desenvolvimento da vida cristã, como também o conhecimento de Deus.
Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Os 6.3)
O texto acima é uma palavra de incentivo ao crescimento, na medida que conhecemos a Deus tomamos conhecimento da sua vontade par a nossa vida, assim podemos colocar em pratica na vida diária. Conhecer a Deus, crescer espiritualmente é tão importante que a falta destes itens podem destruir por completo uma vida cristã. Observe este versículo:
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; (Os 4.6a)
Este conhecimento se refere também a pratica de uma vida correta e digna, o povo de Israel não conhecia a Deus e sua vontade, eles não procuraram crescer espiritualmente. O resultado foi trágico.
A mesma exigência ocorre no Novo Testamento, o apostolo Pedro afirma:
Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém! (2Pe 3.18)
Aqui Pedro exorta para o cristão não se acomode simplesmente ao aceitar a Cristo, mas que essa fé seja aperfeiçoada a cada dia, para que haja crescimento. Pedro menciona dois pontos graça e conhecimento.
a) graça
A graça é o favor imerecido de Deus, em simples palavras é a força, a capacidade que Deus nos concede para servi-lo, sabemos que por nossas próprias forças não podemos fazer nada, alias o Senhor Jesus afirmou; Sem Ele não podeis fazer. Por meio da graça divina podemos servi-lo de forma plena e constante pois o seu poder opera em nossas vidas. Adquirimos essa graça a medida que aproximamos dEle, na medida que fazemos o que é certo e justo.
b) conhecimento
O conhecimento é importantíssimo como afirmamos anteriormente, no AT estava ligado ao fato de conhecer a Deus, já no NT este conhecimento esta ligado a pessoa de Jesus, nosso Deus e Salvador. O nosso crescimento espiritual esta no fato de conhecer a Jesus e sua vida.
Alias um dos propósitos do ministério do Senhor Jesus foi exatamente nos deixar o exemplo, de conduta, de ética e pratica de vida cristã.
Na epistola de Paulo aos efésios encontramos uma passagem a qual fica claro a necessidade de crescimento:
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,
até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, (Ef 4.11-13)
Nesta epístola Paulo deixa claro que a vontade do Senhor é que todos crescem espiritualmente, para tanto o Senhor constitui na Igreja homens capazes de ensinar a sua Palavra, para que pela Palavra os crentes cresçam, ou seja, que sejam edificados.
E este é um processo continuo, pois a meta que este crescimento vá ao ponto de chegamos a mesma medida completa de Cristo.
III- Virtudes que produzem crescimento
Segundo o dicionário umas das definições de virtude é a Disposição firme e constante para a prática do bem. Logo se entende que um crente que possui virtude tem tudo para que cresça na vida cristã. A medida que cresce adquire graça e conhecimento de Deus os quais o conduzem a degrais cada vez mais elevados.
E como nosso maior exemplo de virtude temos Cristo, a qual por simbologia gramatical
Entendemos o processo de crescimento:
J    esus entrou em nossa vida (Ap 3:20, Cl 1.27 )
E  seus pecados foram perdoados (Cl 1:14, 2:13 )
S   e tornou Filho de Deus (Jo 1:12 )
U  nica maneira de receber a vida eterna (Jo 5:24 )
S   abendo que temos uma nova vida de crescimento (Jo 10:10; 2 Co 5:17 e 1 Ts 5:18 )
Estando ciente deste fatos devemos nos esforçar para que este crescimento aconteça, além da disposição necessitamos praticar algumas virtudes:
  onversar com Deus diariamente, através da oração (João 15:7)
R   evigorar-se pela leitura da Bíblia diariamente (At 17:11; Jo 14:21 ).
E   star sempre disposto a Obedecer a Deus (Jo 14:21 ).
S    er uma testemunha fiel de Cristo através de sua vida e palavras (Mt 4:19 ; Jo 15:18 )
C   onfiar a Deus cada detalhe da sua vida (1 Pe 5:7 ).
E   sperar de Deus toda orientação para seu viver (1 Pe 5:7 ).
R   evestir-se do poder do Espírito Santo para ser orientado e fortalecido em sua vida diária e
      testemunho (At 1:8 ; Gl 5:16 e 17 ) .
Certamente seguindo todos esses passos teremos uma vida de constante crescimento, ao ponto de alcançarmos um amadurecimento espiritual. Assim como uma planta nasce, cresce, se desenvolve e por fim produz o fruto, o crente também passa por processo semelhante, nasce de novo, se desenvolve, ou seja, cresce na vida cristã, e por fim produz frutos.
Esses frutos ou virtudes cristãs são produzidos na medida que o cristão amadurece espiritualmente, através de uma vida de comunhão dom Deus e com o Espírito Santo.
IV- A oração une você com Deus
Certamente que praticando todas as virtudes descritas acima, o crescimento virá, mas para que este crescimento seja sólido e eficaz; se faz necessário unir todas essas virtudes com a oração, pois a oração é sem duvida o elemento mais eficaz para se alcançar o crescimento.
Alias esta era forma a qual o primeiro casal era instruído por Deus, o livro de Gênesis relata que todos os dias Deus vinha ao encontro do homem no Jardim do Éden e ali conversavam.
Porem com a queda, esta comunhão foi interrompida, mas como um salvo em Cristo a comunhão foi restabelecida, através da oração o crente entra na presença de Deus, afim de agradecer por tudo quanto Deus lhe concede, como também receber orientação de sua parte.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores. É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível. É pela oração que temos crescimento espiritual, pois tendo comunhão com Deus aprendemos a sua vontade para nossas vidas.
A oração não é algo formal, para atrair a atenção do homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v. 5). Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia. A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração.
Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que exercitam sua fé através da oração. Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual experiência.
a) Abraão
Que subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8)
b) Enoque
Enoque vivenciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24)
c) Moisés
Ele trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida, veja Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, O nosso maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre. Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida. No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana. Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus. Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46) .Os evangelhos registram a vida de oração do Senhor, Ele orava:
a) pela manhã
Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava (Mc 1.35)
b) à tarde
E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só (Mt 14.23)
c) passava noites inteiras em comunhão com Deus
Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. (Lc 6.12)
A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida. Se assim fosse, o Senhor não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios e fariseus. O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã. Ela não é uma oração universal, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo. A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:
1. Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
2. Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
3. Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu  
    reino;);
4. Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
5. Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais (o pão nosso de cada
    dia dá-nos hoje);
6. Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós
    temos perdoado aos nossos devedores;);
7. Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas
    livra-nos do mal);
8. Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória
    para sempre. Amém!).
Conclusão
Portanto, se mantivermos uma vida de oração com Deus, acrescentando as virtudes cristãs certamente
Nossa vida não será estática, mas haverá um bom desenvolvimento espiritual, pois esta mesma é a vontade do Senhor, o nosso crescimento.
Da mesma maneira como o adolescente materialmente tem crescido e caminha para a vida adulta, que na fé também possa ocorrer o mesmo, de meninos passem a ser cristãos verdadeiros e autênticos.
Que Deus os abençoe.
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profº Jair César S. Oliveira

LIÇÃO 12 – A ÉTICA DOS FILHOS DE DEUS - ADOLESCENTES


3º Trim. 2011 - ADOLESCENTES – CPAD - Lição 12: A Ética dos Filhos de Deus

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Ø  Definir e entender as bases da ética cristã, reconhecer a necessidade aplicar esses princípios à sua vida.
Para refletir
“Alguns dizem assim: “Podemos fazer tudo o que queremos.” Sim, mas nem tudo é bom. “Podemos fazer tudo o que queremos”, mas nem tudo é útil.”(1 Co 10.23 – NTLH)
As práticas moralmente indiferentes têm de ser avaliados, devemos testar como afetam, nossa vida (1 Co 10.12; 6.18), nos outros (10.28-33), e na gloria de Deus (10.31).
Texto Bíblico em estudo: Mt 5.13-22.
Introdução
Toda a glória do Evangelho está relacionada com a vida exemplar do cristão.
Ser cristão é Cristo viver em nós – cristãos significa “pequenos cristos”, com esse significado poderemos ser isentos da responsabilidade de viver de forma exemplar?
O que é ética
Segundo o Dicionário Aurélio
[do lat. ethica < gr. ethiké.]
S. f. Filos.
 1. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto.
Segundo o Dicionário Houaiss
1. parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social
1.1. Rubrica: filosofia.
Em doutrinas racionalistas e metafísicas, estudo das finalidades últimas, ideais e, em alguns casos, transcendentes, que orientam a ação humana para o máximo de harmonia, universalidade, excelência ou perfectibilidade, o que implica a superação de paixões e desejos irrefletidos
1.2. Rubrica: filosofia.
No empirismomaterialismo ou positivismo, estudo dos fatores concretos (afetivos, sociais etc.) que determinam a conduta humana em geral, estando tal investigação voltada para a consecução de objetivos pragmáticos e utilitários, no interesse do indivíduo e da sociedade
2. Derivação: por extensão de sentido.
Conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.
Ética pode ser definida como estudo crítico da moralidade. Consiste da analise da natureza da vida humana, incluindo os padrões do “certo” e do “errado”, pelos quais sua conduta possa ser vigiada e dirigida.
Particularmente “ética cristã”, no contexto evangélico, é um somatório de princípios que formam e dão sentido à vida cristã normal. É a marca registrada de cada crente. É o que cada crente faz, portanto em suas atitudes evidencia-se a dependência de Deus e do próximo. Aqui está a fundamental diferença entre “ética cristã” e “ética” em sentido genérico como simples estudo crítico de moralidade.
VISÃO GERAL DA ÉTICA SECULAR E DA ÉTICA CRISTÃ:  
Visão
Ética Secular
Ética Cristã
1. Antinomismo
Depende da pessoa e das circunstâncias. O homem é seu próprio deus. Cada um age como quer.
Pv 14.1 – “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. Devemos viver de acordo com a palavra de DEUS”.
2. Generalismo
A conduta de alguém deve ser julgada de acordo com seus resultados. É o fim justificando os meios.
Mc 13.31 – “Passará o céu e a terra, umas as minhas palavras não passarão. Os pecados separam o homem de DEUS”.

Como dinâmica de vida, a ética cristã pode ser manisfesta através do conceito de julgamento que se faz a respeito de determinados valores que integram nosso dia-a-dia. Ou seja, o que estou fazendo está “certo” ou “errado”?
Todos nós tomamos diariamente dezenas de decisões. Fazemos escolhas, optamos, resolvemos e determinamos aquilo que tem a ver com nossa vida individual, a vida da empresa e de nossos semelhantes.
Ninguém faz isso no vácuo. Antigamente pensava-se que era possível pronunciar-se sobre um determinado assunto de forma inteiramente objetiva, isto é, isenta de quaisquer pré-concepções ou pré-convicções. Hoje, sabe-se que nem mesmo na área das chamadas ciências exatas é possível fazer pesquisa sem sermos influenciados pelo que somos, cremos, desejamos, objetivamos e vivemos.
As decisões que tomamos são invariavelmente influenciadas pelo horizonte do nosso próprio mundo individual e social. Ao elegermos uma determinada solução em detrimento de outra, o fazemos baseados num padrão, num conjunto de valores do que acreditamos ser certo ou errado. É isso que chamamos de ética.
A nossa palavra "ética" vem do grego eqikh, que significa um hábito, costume ou rito. Com o tempo, passou a designar qualquer conjunto de princípios ideais da conduta humana, as normas a que devem ajustar-se as relações entre os diversos membros de uma sociedade.
Ética é o conjunto de valores ou padrão pelo qual uma pessoa entende o que seja certo ou errado e toma decisões.
A Ética CristãÁ ética cristã é o sistema de valores morais associado ao Cristianismo histórico e que retira dele a sustentação teológica e filosófica de seus preceitos.
A ética cristã opera a partir de diversos pressupostos e conceitos que estão revelados nas Escrituras Sagradas pelo único Deus verdadeiro. São estes:
1. A existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. A ética cristã parte do conceito de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido e crido como tal e a sua vontade respeitada e obedecida.
2. A humanidade está num estado decaído, diferente daquele em que foi criada. A ética cristã leva em conta, na sistematização e sintetização dos deveres morais e práticos das pessoas, que as mesmas são incapazes por si próprias de reconhecer a vontade de Deus e muito menos de obedece-la. Isso se deve ao fato de que a humanidade vive hoje em estado de afastamento de Deus, provocado inicialmente pela desobediência do primeiro casal. A ética cristã não tem ilusões utópicas acerca da "bondade inerente" de cada pessoa ou da intuição moral positiva de cada uma para decidir por si própria o que é certo e o que é errado. Cegada pelo pecado, a humanidade caminha sem rumo moral, cada um fazendo o que bem parece aos seus olhos. As normas propostas pela ética cristã pressupõem a regeneração espiritual do homem e a assistência do Espírito Santo, para que o mesmo venha a conduzir-se eticamente diante do Criador.
3. O homem não é moralmente neutro, mas inclinado a tomar decisões contrárias a Deus, ao próximo. Esse pressuposto é uma implicação inevitável do anterior. As pessoas, no estado natural em que se encontram (em contraste ao estado de regeneração) são movidas intuitivamente, acima de tudo, pela cobiça e pelo egoísmo, seguindo muito naturalmente (e inconscientemente) sistemas de valores descritos acima como humanísticos ou naturalísticos. Por si sós, as pessoas são incapazes de seguir até mesmo os padrões que escolhem para si, violando diariamente os próprios princípios de conduta que consideram corretos.
4. Deus revelou-se à humanidade. Essa pressuposição é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação que ela tira seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e especialmente do que é certo e do que é errado. A ética cristã reconhece que Deus se revela como Criador através da sua imagem em nós. Cada pessoa traz, como criatura de Deus, resquícios dessa imagem, agora deformada pelo egoísmo e desejos de autonomia e independência de Deus. A consciência das pessoas, embora freqüentemente ignorada e suprimida, reflete por vezes lampejos dos valores divinos. Deus também se revela através das coisas criadas. O mundo que nos cerca é um testemunho vivo da Divindade, Poder e Sabedoria de Deus, muito mais do que o resultado de milhões de anos de evolução cega. Entretanto é através de sua revelação especial nas Escrituras que Deus nos faz saber acerca de si próprio, de nós mesmos (pois é nosso Criador), do mundo que nos cerca, dos seus planos a nosso respeito e da maneira como deveríamos nos portar no mundo que criou.
Assim, muito embora a ética cristã se utilize do bom senso comum às pessoas, depende primariamente das Escrituras na elaboração dos padrões morais e espirituais que devem reger nossa conduta neste mundo. Ela considera que a Bíblia traz todo o conhecimento de que precisamos para servir a Deus de forma agradável e para vivermos alegres e satisfeitos no mundo presente. Mesmo não sendo uma revelação exaustiva de Deus e do reino celestial, a Escritura, entretanto, é suficiente naquilo que nos informa a esse respeito. Evidentemente não encontraremos nas Escrituras indicações diretas sobre problemas tipicamente modernos como a eutanásia, a AIDS, clonagem de seres humanos ou questões relacionadas com a bioética. Entretanto, ali encontraremos os princípios teóricos que regem diferentes áreas da vida humana. É na interação com esses princípios e com os problemas de cada geração, que a ética cristã atualiza-se e contextualiza-se, sem jamais abandonar os valores permanentes e transcendentes revelados nas Escrituras.
É precisamente por basear-se na revelação que o Criador nos deu que a ética cristã estende-se a todas as dimensões da realidade. Ela pronuncia-se sobre questões individuais, religiosas, sociais, políticas, ecológicas e econômicas. Desde que Deus exerce sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana, suas demandas nos alcançam onde nos acharmos – inclusive e principalmente no ambiente de trabalho, onde exercemos o mandato divino de explorarmos o mundo criado e ganharmos o nosso pão.
É nas Escrituras Sagradas, portanto, que encontramos o padrão moral revelado por Deus. Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte proferido por Jesus são os exemplos mais conhecidos. Entretanto, mais do que simplesmente um livro de regras morais, as Escrituras são para os cristãos a revelação do que Deus fez para que o homem pudesse vir a conhecê-lo, amá-lo e alegremente obedece-lo. A mensagem das Escrituras é fundamentalmente de reconciliação com Deus mediante Jesus Cristo. A ética cristã fundamenta-se na obra realizada de Cristo e é uma expressão de gratidão, muito mais do que um esforço para merecer as bençãos divinas.
A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais o homem poderá chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são a vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.
Sal da terra e Luz do mundo
Quando o Senhor Jesus falava sobre Sal e Luz em algum ponto perto do Mar da Galiléia, há um ponto interessante à considerar:
- há menos de 160 km ao sul estava o rio Jordão, que corria para um outro mar, não tão longe dali. Este outro mar, de tão salgado é chamado de mar Morto.  E do lado ocidental vivia ali uma comunidade monástica do mar Morto, devotados a reproduzirem e guardarem manuscritos bíblicos. Eram conhecidos como Essênios, mas se auto intitulavam "Os filhos da luz", porém, não tomavam providência para que a Luz brilhasse pois viviam reclusos da sociedade, isolados.
Nestas metáforas, Sal e Luz, algumas conclusões estavam obviamente presentes na mente de Jesus, e eu gostaria que pudéssemos acompanhá-las.
1.Jesus afirmava com isto que o mundo não possuia força própria para se preservar. Afirma que a tendência do mundo era de autofagia, autodestruição.
O mundo é evidentemente escuro, sem luz própria. Ironicamente Paris, chamada a Cidade das Luzes possui hoje um dos mais altos índices de desfacelamento da família e de suicídio entre adolescentes. Não Tem Luz Própria.
O mundo também possui uma rápida tendência para a decomposição. Ouvimos isto nas ruas quando todos a uma só voz afirmam que "ontem havia menos violência, menos corrupção, menos maldade". A estrutura mundial patrocinadora do pecado possui em seu DNA uma tendência para se decompor.
Por isto, em Mateus 5:8 Jesus, preparando a Sua Igreja para viver no mundo diz: "Bem aventurados os limpos de coração porque verão a Deus"."Limpo" aqui não se refere a resistência contra a carne, mas sim contra o mundo. "Katharoi" – Limpos – significa literalmente "sem mistura", "sem resíduos", e é usado para a água tirada da fonte cristalina.
Aqui temos um pressuposto importante.
A Igreja jamais conseguirá ser Sal da Terra e Luz do Mundo (Cumprir a Sua Missão):
- se estiver misturada;
- se passar a se parecer com o mundo;
- se passarmos a viver pelos valores do mundo e não do Reino.
Somos chamados a obediência ao Senhor perante um mundo autofágico, com natural tendência para a decomposição.
2. Jesus também afirma, de maneira categórica, que "nós", a Igreja, somos o Sal da terra e Luz do mundo. Parece-nos obvio esta expressão porque já a ouvimos desde nossa infância. Mas Jesus está aqui demarcando o campo de poder da Igreja.
Vejamos - Ele estava longe das cidades, dos templos, das sinagogas, das escolas, das estruturas de poder econômico, político e social. Portanto Ele estava deixando bem claro que nossas estruturas não são o Sal da terra e Luz do mundo; Nossas finanças não são o Sal da terra e Luz do mundo; Nossos templos, nossos métodos, estratégias litúrgicas, influência na mídia, não são o Sal da Terra e Luz do mundo. Os cristãos sinceros, crentes autênticos, é que o são.
Conclusão
Os diversos meios de se estudar e praticar a ética, na visão humana são falhos tal qual os homens; por isso devemos sempre ter como regra básica de vida e conduta, a Palavra de DEUS, que é guia para nosso caminhar aqui na terra e luz para nosso caminho. 
Salmos 119.105 - “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.”
Miquéias 6.8 - “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?”
DINÂMICA - ADOLESCENTES
LIÇÃO 12 – A ÉTICA DOS FILHOS DE DEUS
Ser cristão
Objetivo:
Realçar a importância de cada um de nós na comunidade cristã.
Material:
Uma folha em branco para cada um.
Desenvolvimento 
1. Entregar uma folha de papel para os participantes.
2. Pedir para todos ao mesmo tempo, movimentar as folhas e observar; todos unidos formarão uma sintonia alegre, onde essa sintonia significa nossa caminhada da vida cristã, e quando iniciamos alguma atividade em união, amor e retidão nas ações, estaremos fortalecidos, e com isso teremos coragem de enfrentar tudo, influenciando (sal da terra) os que estão ao nosso redor.
- Mas no decorrer do tempo, as dificuldades aumentam, ficamos desmotivados por causa das fofocas, reclamações, atritos etc. Com isso surgem as dificuldades, os descontentamentos, e a luz de muitos se pagam, não mostrando mais o brilho de Cristo em nossa vida.
3. Juntos vamos amassar a nossa folha.

4. Abramos novamente a folha, cuidando para que não rasgue, e voltaremos a movimentar a folha, todos juntos, verificando que não existe a sintonia alegre, agora só resta silêncio.
- é assim quando os cristãos deixam de influenciar e brilhar - o Evangelho é sufocado, e silenciado. 
5. Pegaremos essa folha, colocando-a no centro da mão e fechando a mão, torcendo o centro da folha, formará uma flor.
- Essa flor representará nosso renovo, nossa motivação através da ação do Espírito Santo em  nossa vida, nossa alegria daqui pra frente dentro dos princípios da Palavra de Deus em nossa caminhada cristã – mostrando-nos éticos, compromissados com o Reino de Deus.
Aplicação
Esta dinâmica é um convite para uma esperança, para que assumamos a responsabilidade de realizar em nossas vidas, os valores morais absolutos, que são a vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.
Todos nós no momento somos apenas uma parcela pessoal e social, nessa construção de uma humanidade nova, lavada e remida pelo sangue de Cristo, mas sendo Sal da terra e Luz do mundo, construiremos um edifício santo, uma casa espiritual, para que o Nome do Senhor seja glorificado através de nossas vidas.  
E faremos parte de uma Igreja, cheia de esperança ( a volta de Jesus)  e realizações para o reino de Deus.
                                                                                              (Adaptação)
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

LIÇÃO 09 - A MORDOMIA DO TRABALHO / SLIDES / CLASSE ADULTOS

BAIXAR OS SLIDES