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01 dezembro 2011

4° CONGRESSO DE JOVENS DA IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS ACONTECEU EM PINDOGUABA - CE



4° Congresso da UMADEP (União da Mocidade da Assembléia de Deus em Pindoguaba), aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, no distrito de Pindoguaba-Tianguá-CE, se trata de um congresso,onde se reúne vários jovens evangélicos.Esteve presente jovens de localidades próximas e cidades vizinhas, teve a participação do cantor e ex-seresteiro Reginaldo de Ibicuitinga-CE, e a ministração da palavra ficou por conta do preletor Irá de Maracanaú-CE. A igreja assembléia de Deus em Pindoguaba é comandada pelo pastor Presidente Alexssandro Martins. 


TEXTO: NATANAEL PASSOShttp://tianguaemfoco.blogspot.com

LIDÓRIO:CARTA AOS DESANIMADOS


LIDÓRIO:CARTA AOS DESANIMADOS
Como resgatar sua fé durante a caminhada cristã
Durante a caminhada da vida há momentos em que as cores passam a alternar apenas entre tons opacos e sombrios. O que antes despertava paixão, agora parece um fardo. O que encantava o coração torna-se um peso. A alegria é substituída pela apatia, o ardor pela dúvida, a disposição pela desesperança.
Há diversas causas para o desânimo profundo, tanto as biológicas quanto as emocionais e espirituais. Há aqueles que perdem o sabor pela vida a partir das tragédias que se abatem sobre seus dias. A perda de um parente, o desemprego que chega, o casamento que se desfez ou o filho que parece não voltar. Outros perdem a alegria devido a gatilhos mais biológicos, de enfermidades físicas prolongadas ou crises de ansiedade, estresse, depressão e síndromes que teimam em permanecer. Há também os que se encontram desanimados pelo próprio distanciamento do Pai. A vida devocional e os assuntos do Alto já não fazem parte de sua rotina. Não há tempo para orar, ler a Palavra ou cultuar a Deus. O resultado, cedo ou tarde, é o sofrimento e o desânimo da alma.
Um dos cenários bíblicos mais angustiantes que aparenta total exaustão e profundo desânimo se passa com Davi. O desfecho foi surpreendente e o que aconteceu com ele pode acontecer conosco.
Davi é um exemplo de inscontância humana como talvez nenhum outro personagem na Palavra. Foi guerreiro implacável e na força de Deus derrotou o gigante Filisteu. Por outro lado adulterou com Bate-Seba e traiu Urias, um de seus leais soldados. Reconstruiu Jerusalém que passou a ser chamada cidade de Davi, porém magoou seus filhos e foi um desastre como pai. Era temente ao Senhor e foi chamado homem segundo o coração de Deus, entretanto, em sua família houve incesto, assassinato, mentiras e traição. Talvez a inconstância tenha sido uma das principais marcas da trajetória deste servo de Deus.
Entre montanhas e vales ele chegou a um dia, dentre tantos, que o tomou por completo e exaustivo desânimo. No retorno de uma cansativa batalha, ele encontrou Ziclague, a cidade que habitava, saqueada e destruída. Todas as mulheres e crianças haviam sido levadas cativas. A cidade era um monturo de cinzas. Seus homens e amigos leais, agora amargurados, falavam em apedrejá-lo. E ali se encontra Davi, caído, sem consolo e esperança vendo suas forças faltarem. Não apenas forças físicas, mas as forças da alma. Talvez tenha sido um dos raros momentos em sua história que ele se enxerga sem ação.
Mas algo inesperado acontece com aquele homem caído. Diz a Palavra que “Davi se reanimou no Senhor seu Deus”. Esta frase, encontrada no primeiro livro de Samuel, capítulo 30, verso 6, revela-nos uma das mais poderosas ações de Deus na vida de seus filhos: levantar-nos quando tudo parece perdido; abrir o caminho quando não sabemos para onde ir; dar-nos perseverança quando a vontade é parar.
O que mais me intriga é que este “reânimo” veio absolutamente do Senhor, pois não havia ali elementos de esperança. Seu coração fraquejou, seus amigos lhe faltaram, as forças físicas estavam consumidas. Porém, ali, ele “se reanimou no Senhor seu Deus”.
E, reanimado, se levantou. Davi perseguiu os amalequitas com alguns de seus homens, tomou de volta as mulheres e crianças e ainda o despojo que partilhou entre todos. Reconstruiu a cidade e habitou nela. Recuperou o respeito de seus homens com o brilho de quem um dia iria reinar sobre todo Israel.
O reânimo é uma experiência íntima e profunda, que se passa de forma diferente na caminhada de cada um. Se os cenários de nossas vidas são distintos, bem como aquilo que nos abate, a fonte do nosso reânimo é a mesma: o Senhor nosso Deus.
Percebo que os conflitos relacionais e a crítica interpessoal são dois frequentes causadores de profundo abatimento de espírito. Perante estes, muitos gigantes da fé já foram nocauteados e perderam o fôlego. Se é este o seu caso talvez você se sinta, de alguma forma, como Davi naquele dia. Após voltar de uma batalha em que lutou lado a lado com seus homens, e juntos prevaleceram, agora estes falam em apredrejar-lhe. A crítica possui a capacidade de gerar ansiedade crônica na alma humana. Se não for tratada, ela passa a ser o seu último pensamento ao dormir e o primeiro ao acordar. Ela faz o seu coração disparar perante a simples lembrança do comentário que foi lançado contra você. Talvez um dos instrumentos de maior abatimento nas relações humanas seja, justamente, a crítica. Perante ela há uma escolha – infeliz – de alimentar o rancor no coração e jamais se esquecer. Isto o levará a uma trilha na qual você perderá a brandura e o amor. Você não será mais o mesmo. A outra escolha – feliz – é de entregar ao Senhor aquilo que você não pode resolver, responder ou apagar... e descansar. A reação do Alto será a mesma que visitou Moisés no deserto, Elias na caverna e Davi em Ziclague: Deus o reanimará.
É preciso lembrar que o Senhor nos criou com corações ensináveis. Assim, devemos sempre nos lembrar daquilo que nos traz esperança. A esperança cura a alma e prepara o espírito para o que Deus fará. Podemos a cada dia orar pedindo que nossa vida não se torne um poço de ressentimentos, que não fiquemos para sempre caídos, que o desânimo – seja físico, emocional ou espiritual – não nos derrote. Podemos rogar que aquilo que - de forma fantástica - aconteceu com Davi em Ziclague, aconteça também conosco: sermos reanimados pelo Senhor nosso Deus!
Ronaldo Lidório, doutor em antropologia, é missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual
Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=15592  acesso em Data: 9/10/2011 17:06:00

JARDIM DE INFÂNCIA - CPAD - Lição 10: Jesus Ajuda um Homem Doente


4º Trim. 2011 - JARDIM DE INFÂNCIA - CPAD - Lição 10: Jesus Ajuda um Homem Doente
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JARDIM DE INFÂNCIA - CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema: Porque Jesus é poderoso.
Comentarista: Mônica Barreto Valente Varela e Midiam Pessoa.

Texto Bíblico
Mateus 12.9-14
Objetivo
Ao ministrar sua aula a criança deve ter a certeza que Jesus nos ama e quer sempre o melhor para toda a humanidade.
Aprendendo a Bíblia:
“Eu quero que as pessoas sejam bondosas.” - Mateus 12.7.
Palavra do dia...
BONDADE
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Imagem: www.lojacultural.com.br
Explorando a Bíblia
Na história de hoje continuaremos aprendendo sobre os milagres que Jesus realizava.
Naquela época Jesus estava andando com seus discípulos por uns campos de trigo, era sábado, o dia judaico de adoração e seus discípulos estavam com fome; portanto, começaram a arrancar espigas de trigo e comer o grão.
Mas alguns fariseus os viram fazer isso e protestaram: Os seus discípulos estão quebrando a lei, estão fazendo colheita no dia de sábado!
Mas Jesus lhes disse: Vocês não leram nunca o que o rei Davi fez quando ele e seus amigos estavam com fome?
Ele entrou no templo; e todos comeram o pão especial, o que só era permitido aos sacerdotes. Isto também era quebrar a lei! E vocês nunca leram na lei de Moisés como os sacerdotes de serviço no templo podem trabalhar no sábado? E verdadeiramente, aqui está alguém que é maior que do que o templo!
Mas se vocês soubessem o significado deste versículo da escritura: Eu quero que vocês sejam misericordiosos, mas do que quero suas ofertas, não teriam condenado aqueles que não têm culpa! Porque Eu, o Messias, sou Senhor até mesmo do sábado.
Então Ele foi para a sinagoga, e notou ali um homem com uma das mãos defeituosas.
Os fariseus perguntaram a Jesus: È permitido pela lei trabalhar no sábado? Eles estavam esperando que Ele dissesse sim, para que desta forma pudessem prendê-lo. Sua resposta foi esta; Se um de vocês tivesse só uma ovelha e no sábado ela caísse num poço, trabalharia para salvá-la naquele dia? È claro que trabalharia. E quanto mais vale uma pessoa do que uma ovelha!
Aquele homem estava ali parado ouvindo tudo aquilo e com certeza querendo ser curado, imagine como deveria ser difícil para ele viver com aquele defeito na mão mal conseguia se vestir, tomar banho, comer, trabalhar, e aqueles homens não viam a necessidade dele.
Mas Jesus que é misericordioso e quer o nosso bem disse ao homem: Estenda o braço. E quando Ele fez isso, sua mão tornou-se normal, igual à outra! Aquele homem ficou muito feliz, pois agora não precisaria que ninguém fizesse nada para ele.
Hoje nos deparamos com tantas pessoas com alguma deficiência e muitas vezes nem se quer oramos por elas, mas o nosso Deus quer que sejamos bondosos com as pessoas não só com aquelas que têm alguma deficiência, mas com todas as pessoas.
O Senhor nos ensina todos os dias o que devemos fazer para sermos bons, basta que todos nós observamos mais o que Ele diz na Bíblia e só assim seremos muito mais abençoados por Ele.                                
Oficina criativa
Amplie o desenho abaixo para os pequenos colorir
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Imagem: www.meutesouroescondido.blogspot.com
Fontes Consultadas:
·         Bíblia na linguagem de hoje
·         Bíblia da galerinha
·         Bíblia de estudo pentecostal.
·         Clássicos da Bíblia
Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª Cristina Araújo

PRIMÁRIOS - CPAD - Lição 10: Três Amigos na Fornalha


4º Trim. 2011 - PRIMÁRIOS - CPAD - Lição 10: Três Amigos na Fornalha
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMÁRIOS - CPAD
4° Trimestre de 2011
Tema: Conhecendo a vontade de Deus.
Comentarista: Maria de Lourdes de A. Nascimento.

Texto Bíblico
Daniel 3.1-30.
Objetivo: Ministre sua aula de forma que os alunos compreendam que o nosso Deus é o único que merece nossa adoração, Ele quer que o adoremos em espírito e em verdade.
Frase do dia:
Somente Deus merece a minha adoração!
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Imagem: www.naomordamaca.com
Memória em ação
“Não adore outros deuses; adore somente a mim. - Êxodo 20.3.
 Explorando a Bíblia
O rei Nabucodonosor fez uma estátua dourada, que tinha quase trinta metros de altura por três de largura, e a colocou na planície de Dura, na província da babilônia, depois disso, mandou mensagens a todos os príncipes, governadores, capitães, tesoureiros, juízes, conselheiros e oficiais das províncias para que viessem á festa de dedicação da estátua feita pelo rei. Quando todos os convidados tinham chegado e se reunido diante da estátua, o homem que anunciava as ordens do rei gritou: Povos de toda a terra, homens de todas as línguas, ouçam as ordens do rei:
Quando os instrumentos começarem a tocar, todos devem se curvar até o chão e adorar a imagem de ouro do rei Nabucodonosor, qualquer pessoa que não fizer isso será imediatamente jogada na grande fornalha acesa. Assim quando os instrumentos começaram a tocar, todos aqueles homens de todo o povo, nação, ou língua se curvaram até o chão e adoraram a estátua de ouro do rei Nabucodonosor.
Mas alguns oficiais foram até onde o rei estava e acusaram os judeus de não adorar a estátua!
Majestade, disseram eles ao rei, o senhor baixou uma lei que era pra todos ao ouvirem a música se curvasse e adorasse a estátua, mas há alguns judeus Sadraque, Mesaque e Abedenego, aos qual o senhor entregou os negócios da província da Babilônia que desobedeceram a suas ordens e se recusaram a servir os deuses do rei e a adorar a estátua de ouro que o senhor levantou.
Então Nabucodonosor terrivelmente zangado, mandou seus servos trazerem Sadraque, Mesaque e Abedenego perante ele.
È verdade que vocês se recusam a servir meus deuses e adorar a estátua de ouro que eu mandei construir? Vou dar mais uma oportunidade quando a música for tocada, se vocês se curvarem e adorarem a estátua nada lhes acontecerão. Mas, se vocês não fizerem isso, serão jogados na grande fornalha acesa imediatamente. E qual é o deus que vai poder livrar vocês de minhas mãos?
Os jovens lhes responderam: Rei Nabucodonosor, nós não precisamos responder a essa pergunta. Se o nosso Deus a quem nós servimos, quiser nos livrar, Ele nos livrará da grande fornalha e também das suas mãos, ó rei. Mas se Ele não quiser, mesmo assim, senhor, nós  nunca serviremos os seus deuses e nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor levantou.
Nabucodonosor já estava estourando de raiva, e pelo seu rosto se via que ele ia mandar matar os jovens judeus, ele ordenou aos seus servos que a fornalha fosse esquentada sete vezes mais que o normal! Chamou os homens mais fortes de seu exército e mandou amarrar Sadraque, Mesaque e Abedenego e os jogar na grande fornalha.
Assim os três foram bem amarrados com cordas e jogados dentro da fornalha. O fogo, por causa da ordem do rei, estava tão forte que matou os soldados que jogaram os jovens na fornalha. Então o rei que assistia tudo, se levantou espantado e perguntou aos conselheiros: Nós não jogamos três homens no fogo? Sim, responderam eles, sem dúvida majestade.
Mas olhem! , gritou o rei. Eu estou vendo quatro homens, soltos, e andando pelo fogo e nem se queimaram com as chamas! Além disso, o quarto homem parece ser um deus!
O rei se aproximou o máximo da fornalha e gritou: Sadraque, Mesaque, Abedenego, servos do Grande Deus, saiam fornalha! Então os três saíram do meio do fogo.
Então todos os príncipes, governantes, oficiais e conselheiros se ajuntaram em volta deles e viram que o fogo não tinha tocado neles nem um fio de cabelo havia sido queimado! As suas roupas não estavam queimadas! Nem cheiro de fumaça havia neles.
Então Nabucodonosor disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, porque Ele mandou o seu anjo para salvar seus servos fiéis, que não quiseram obedecer ás ordens do rei e preferiram morrer a adorar outro deus! Por causa disso, eu baixo este decreto: Se qualquer pessoa de qualquer povo, nação, ou língua, falar uma palavra contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, será cortada em pedaços, e sua casa, completamente destruída. Porque nenhum outro Deus pode fazer o que Ele faz.
Depois disso, o rei promoveu os jovens e eles se tornaram homens importantes na província da Babilônia.                    
Oficina criativa
Amplie o desenho abaixo para os pequenos colorir
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JUNIORES – CPAD - Lição 10: Jeremias, O Profeta das Lágrimas


4º Trim. 2011 - JUNIORES – CPAD - Lição 10: Jeremias, O Profeta das Lágrimas
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema:
 Deus fala com o seu povo
Comentarista: Laudicéia Barboza da Silva

Texto Bíblico:Lamentações de Jeremias caps. 1 à 5.
Ao Mestre
Prezado (a), o ministério profético de Jeremias foi por cerca de mais de quarenta (40) anos.
Seu ministério iniciou-se nos dias do rei Josias (621-607 a.C.). O rei Josias foi um rei que se preocupou em restabelecer uma adoração sincera para com Deus, designou escribas que fizessem cópias da Palavra de Deus e enviasse por todos os termos do país, para que as pessoas apreendessem e obedecessem a Deus.
Mas não foi muito eficaz no seu intento, pois muitas pessoas iam à Igreja somente como apenas costume, não havia nelas um sentimento sincero de amor e adoração a Deus. Jeremias muito se entristeceu ao perceber que a reforma promovida pelo rei Josias, não mudava o coração do povo em relação a deus, eles continuavam adorando a ídolos e desagradando a Deus com suas ações injustas e palavras mentirosas.
Após a morte do rei Josias, as cosias pioraram. Jeremias assistiu a rei após rei ignorar suas advertências provindas do próprio Deus e conduzir o povo a uma vida cada vez mais pecaminosa e idólatra. Com as pessoas totalmente inversas à vontade de Deus, tudo o que Jeremias profetizava eles rejeitavam. Grande foi o sofrimento deste profeta, que ao saber da iminente destruição de Jerusalém nada podia fazer diante da incredulidade e da desobediência do provo à voz de Deus. Ele era ignorado, sua vida foi ameaçada várias vezes.
Jeremias enfrentava dia a dia oposição, mas corajosamente e com lágrimas entregava a mensagem divina. Sofria ao sentir o amos de Deus pelo povo e ao perceber e sentir a rejeição do povo para com Deus. Grande foi a perseverança deste profeta que em suas mensagens expressa sentimentos intensos e contemplava um deus que executa juízo mas também exerce misericórdia.
Vejamos algumas características do ministério de Jeremias:
ü  Seu ministério abrangeu o período dos últimos cinco (5) reis de Judá.
ü  Escreveu os livros de Jeremias e Lamentações do AT.
ü  Agiu como fiel mensageiro de Deus apesar de ter sofrido muitos atentados e prisões.
ü  Ficou tão entristecido com a condição espiritual e iminente destruição de Judá que ganhou o apelido de profeta chorão.
Deus continue a abençoar o seu ministério. Boa aula!
Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a entender que Jeremias amava o seu povo e queria vê-los felizes, porém sofreia muito ao ver que seus contemporâneos rejeitavam a Deus, não recebendo sua Palavra, e por isso seriam destruídos.
Exercitando a memória
“A sua ira dura só um momento, mas a sua bondade é para a vida toda. O choro pode durar a noite inteira, mas de manhã vem a alegria..” (Sl 30.5 – NTLH).
Neste salmo Davi faz menção que os momentos difíceis que passamos na vida, mesmo que seja uma punição de Deus ou uma conseqüência de nossas escolhas erradas, isso passará. Deus é grande em misericórdia e sempre nos estende Sua Mão. Não precisamos nos afligir                                                                                    – Deus está no controle de todas as coisas.
Crescendo no conhecimento
Crianças, na lição de hoje, conhecer uma pouco da vida do profeta Jeremias.
Jeremias era de uma família rica que morava em Anatote, uma cidade ao norte de Jerusalém. Quando criança, o rei Josias, iniciou uma reforma espiritual, o qual muito o alegrou, pois Jeremias amava a Deus e sempre desejou servi-Lo com todo o coração.
Porém, o reavivamento espiritual pretendido pelo rei não foi alcançado. E Jeremias em seu crescimento presenciava o povo cada vez mais distante de Deus. E isso o entristecia muito, pois havia profecias nas quais Deus havia dito que caso o povo se afastasse DELE seriam levado como escravos para uma terra distante.
Certo dia, Jeremias foi chamado por Deus para ser profeta e falar ao povo o que Deus mandasse ele falar. Jeremias ficou muito preocupado, por não sabia como iria fazer isso, mas Deus disse queo ensinaria e o ajudaria. A mensagem que Jeremias teria de entregar era que Deus iria destruir Judá por causa de seus pecados e apostasias (abandono da fé).
Jeremias era uma pessoa extremamente compassiva que amava grandemente seu povo e tinha simpatia e compaixão dos pobres. Chorava ao ver seu povo adorando a ídolos e oprimindo aos necessitados.
Jeremias ficava na porta do Templo (igreja da época), nas praças, ou onde as pessoas se ajuntassem, para anunciar a mensagem divina. Falava contra a imoralidade, contra a ganância, a idolatria, a opressão aos pobres e contra as mentiras e ambições dos lideres religiosos de sua época.
O rei, os lideres religiosos, o povo e até mesmo seus familiares o rejeitaram e até o chamaram de traidor. Apanhou, sofreu torturas, foi ameaçado de morte, ficou preso, mas permaneceu fiel a Deus e continua a entregar a mensagem que ELE mandava anunciar.
Passou anos exortando o povo a se arrependerem e assim seriam salvos, mas ninguém ouvia. Assim o rei Nabucodonosor, de Babilônia, atacou a Judá, destruindo o templo e a cidade de Jerusalém. Muitos foram mortos e outros foram levados como escravos para a Babilônia.
O rei Nabucodonosor mandou que soltasse Jeremias que havia ficado preso por anos, pois havia ouvido falar das profecias dele que se cumpriram e de seu sofrimento. Jeremias ao ver a cidade destruída e desolação das pessoas, chorou e escreveu cânticos que expressam sua dor e tristeza pelo seu povo, esses cânticos estão no livro de Lamentação de Jeremias.
Mas algo alegrava Jeremias, Deus prometeu que no tempo certo, visitaria seu povo resgatando-os da Babilônia, trazendo-os de volta a Judá e restabelecendo com eles um novo concerto. E isso se cumpriu nos dias do rei Ciro, o qual deu a liberdade ao povo judeu, concedendo-lhes o retorno à sua terra, a reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém.
Como Deus é maravilhoso. Grande em amor e misericórdia para conosco, não é mesmo?
Aplicação da Lição
Amado (a) enfatize aos pequenos que Deus chama todos nós para uma tarefa especifica, que cada criança tem uma chamada para algo. Mas que não devemos ter medo, ou acharmos que não conseguiremos fazer. Ele nos ensina e nos guarda como fez com Jeremias, que mesmo sendo ameaçado várias vezes, foi livrado. Deus sempre nos dá forças e habilidades para realizar algo para a obra de Deus.
Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – Edição 2003
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com crianças – APEC – Editora Hagnos – Edição 2009
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8º Edição/2009
Colaboração para Portal Escola Dominical  – Profª. Jaciara da Silva

PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD - Lição 10: Não Desista!


4º Trim. 2011 - PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD - Lição 10: Não Desista!
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema: Escolhas que Agradam a Deus
Comentarista: Ângela Sueli Silva da Costa

Texto bíblico:    Jó 1. 8, 9, 11, 12, 21,22; 2.3
E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal.
Então, respondeu Satanás ao Senhor e disse: Porventura, teme Jó a Deus debalde?
Porventura, não o cercaste tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste, e o seu gado está aumentado na terra.
Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema de ti na tua face!
E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.
Edisse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.
Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma.
E disse o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, desviando-se do mal, e que ainda retém a sua sinceridade, havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa.
Nosso texto em estudo traz uma passagem no livro de Jó; alguns estudiosos acreditam que o Livro de Jó foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito.
O autor é desconhecido, mas alguns creditam a autoria possivelmente a Moisés ou ao próprio Jó; a data é desconhecida, porem narra fatos que ocorreram provavelmente nos tempo dos patriarcas (2000 – 1800 a.C)
Jó é um modelo de confiança e obediência a Deus, ao ponto do próprio Deus dar testemunho de dele perante o diabo. Alguns não tem este dialogo como literal, mas a Bíblia confirma que o diabo em acesso a Deus, pois ele já o fez em um outro episodio, portanto a passagem de Jó não é uma obra de ficção;
A qual nos deixa uma lição. Pois o fato de sermos obedientes e termos a confiança no Senhor não nos insenta dos problemas da vida, problemas estes que vem provar a nossa fé.
Dentre alguns objetivos de Deus ter permitido que ocorresse este caso com Jó, existe o fato de que o próprio Jó testificou que após ter passado por esta experiência estava agora de fato vendo a Deus, pois ele afirmara que apenas o conhecia de “ouvir falar”
O mesmo ocorre em nossa vida, alguns problemas vem, mas ao vencermos adquirimos experiência, saímos fortalecidos na fé e confiantes no Senhor, pois certamente Ele não nos desampara. Basta que apenas mantenhamos a nossa fé e esperança no Senhor, alias este é o assunto da aula; Não desistir!
Introdução
Durante todo o trimestre temos estudado escolhas as quais Deus se agrada que façamos, isto porque o processo da salvação é continuo, uma vez salvos temos de prosseguir avante na vida cristã. Nesta caminhada certamente virar obstáculos e problemas, é justamente nessa hora que temos de fazer uma escolha séria; a qual dependerá todas as demais.
Estou me referindo ao fato de “Não desistir”
O Senhor sabia que iríamos ter problemas, por essa razão, de ante mão nos aconselhou.
Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (Jo 16.33)
Quando vemos o significado da palavra “animo” entendemos que ela se encaixa perfeitamente no sentido de não desistir, pois ela significa: coragem, vigor, força, esperança; animar, resolver-se, decidir-se, deliberar-se; atrever-se.
Portanto ter animo é se colocar numa posição de não desistir em hipótese alguma.
I- Quando as coisas não vão bem
Servir a Deus em tempo de bonança, quando tudo esta bem, é fácil, pois há paz, alegria, mas se a situação se inverter ?
Muitos não suportam as dificuldades, isto nos lembra uma passagem citada pelo mestre Jesus, Ele ensinará acerca do mancebo de qualidade, aquele jovem tinha o desejo de ser salvo, e pergunta ao Senhor o que deveria fazer para alcançar a salvação, mas logo que ouve a resposta do Senhor, ele desiste e vai embora triste.
O Senhor ordenou que ele vende-se tudo quanto tinha e desse aos pobres, porem aquele jovem era muito rico e tinha muitas propriedades, ouvindo o Senhor não quis continuar no seu intento de buscar a Deus, ele desistiu mediante as exigências.
Assim também ocorre conosco, servir ao Senhor quando as coisas vão bem é fácil, o difícil é manter a mesma dedicação quando tudo começa a ficar ruim. Enquanto temos um trabalho, saúde, uma família estruturada, estamos bem, mas logo começa a surgir as dificuldades já pensamos em desistir , voltar atrás!
Foi isso que aconteceu com o povo de Israel quando saiu do Egito, passados alguns dias no deserto quando surgiu a falta de alimentos, os israelitas começaram a murmurar contra Moisés ao ponto de quererem voltar ao Egito!
Eles estavam desistindo de todas as promessa de Deus, neste caso eles não tinham fé suficiente para crer que o Senhor supriria todas as suas necessidades.
Neste sentido “Não desistir” toma o sentido de perseverar; para termos vitória completa sobre todas as circunstâncias  difíceis da vida, temos de perseverar, perseverar é mais do que não desistir; significa: Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar:
Nossa lição de hoje nos trás como exemplo um homem que não desistiu, mesmo que toda a sua vida tenha sido mudada pela tragédia.
II- O caso de Jó
A autoria de Jó é incerta. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. Outros atribuem a um dos antigos sábios, cujos escrito podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor. Os procedimentos, os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (cerca de 2000-1800 aC). Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado, este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga. Aqueles que atribuem o livro a Moisés, acham que a história surgiu lá pelo séc. XV aC. Outros acham que surgiu lá pelo séc. II aC. A maior parte dos conservadores atribuem Jó ao período salomônico, pela metade do séc. X aC.
A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. Ele é citado em (Gên 46.13; Ezeq 14.14, 14.20 e Tiago 5.11). Jó era um gentil. Acredita-se que era descendente de Naor, irmão de Abraão. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” - o Todo Poderoso. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida semi-nômade.
Naturalmente, o livro inteiro trata do problema da dor e do sofrimento. Jó volta-se particularmente para o problema do sofrimento inocente.
Ao mesmo tempo, parece que este problema é ocasião para uma lição sobre viver pela fé. O livro é uma afirmação da glória e perfeição do Senhor, aquele que é digno de ser adorado e louvado.
Jó se tornou um grande exemplo de perseverança em segui ir a Deus, mesmo na dificuldade, no caso de Jó tudo na sua vida foi mudado, ele perdeu seus filhos, perdeu toda a sua fazenda, ate o apoio de sua esposa. Jó tinham muitas razões para pensar que Deus não estava mais com ele,
Porém ele perseverou com fé esperança.
Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo, os meus caminhos defenderei
diante dele. (Jó 13.15)
III- Quando for com você?
Na Bíblia encontramos uma serie de personagens além de Jó, a qual não desistiram de seguir a Deus, mesmo nas grandes dificuldades, todos eles estão escritos na galeria dos heróis da fé
em Hebreus, observe a descrição:
E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos a fio de espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
(homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. (Hb 11.36-38)
Todos esses grandes personagens tiveram a ajuda de Deus, mas o essencial é que neles houve o sentimento, a decisão, de não voltar atrás, de não desistir da caminhada.
Para nosso exemplo leia a Historia a seguir, e transmita a seus alunos:
Não Desista !
Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina.
Para poder continuar nos negócios, empenha as próprias jóias da esposa.
Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao padrão de qualidade exigido.
O homem desiste?
Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de "visionário".
O homem fica chateado?
Não! Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.
Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída.
O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica, mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste?
Não! Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família.
Ele entre em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção.
Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.
Encurtando a história: hoje é um dos maiores impérios da indústria da automobilística japonesa, conhecida e a Honda Corporation respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
Conclusão
Mesmo que sofremos um pouco, jamais devemos desistir, pois o nosso futuro depende dessa escolha, e certamente nossa vitória também será a de muitos.
O que seria de todos nós se o Senhor Jesus desistisse quando estava próximo a ser crucificado?
A Bíblia afirma que Ele se entristeceu grandemente, contudo não desistiu, suportou a dificuldade por amor daqueles que haviam de si salvar pelo seu sacrifício.
Na epistola aos Hebreus temos um conselho neste sentido
Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.
Que Deus os abençoe. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma. (Hb 10.38,39)
Se desistirmos certamente estaremos colocando a nossa salvação em risco, pois como afirma o versículo “aqueles que se retiram” desistem para perdição, o melhor é lutar, combater
Colaboração para o Portal Escola Dominical - Prof. Jair César S. Oliveira

ADOLESCENTES – CPAD - Lição 10: O Cuidado do Atleta


4º Trim. 2011 - ADOLESCENTES – CPAD - Lição 10: O Cuidado do Atleta
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2011
Tema: O atleta cristão
Comentarista: Silas Daniel

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Conscientizar-se de que o atleta cristão deve cuidar-se diariamente para manter-se em boa forma espiritual, percebendo a importância da vigilância para vencer as tentações.
Para refletir
“E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.”(1 Co 9.25 – ARC).
Neste texto o apostolo Paulo nos admoesta que não basta começar a caminhar na vida cristã. Que devemos perseverar, prosseguindo até o fim ( 1 Co 10.1-12; 2 Tm 2.5; 4.7ss).
Nesta caminhada, devemos dar o melhor, esforçar-nos ao máximo, somente assim, alcançaremos o premio da Soberana vocação, a nós concedida por Deus – a coroa incorruptível, guardada para nós nos céus. 
Texto Bíblico em estudo: Fp 3.7-14.
Introdução
Neste texto o apostolo Paulo, conclama-nos à uma entrega, uma entrega total ao senhorio de Cristo em nosso viver.
Podemos divide esse texto de Filipenses cap. 3, em três partes tendo em mente a mudança de valores que temos demonstrar para cumprir tal entrega.
1)      Renuncia do passado – 4-7;
2)      Um alvo para o presente – 8-10;
3)       Uma esperança para o futuro – v. 11.
Na estrada de Damasco Paulo iniciou a carreira para conquistar a aprovação de Deus. E ao fim de sua jornada, pôde dizer:
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.”(2 Tm 4.7,8)
Mas como conseguir tal proeza?
Cuide-se diariamente para manter a boa forma espiritual
"Não sabei vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós é santo"(1 Co 3.16, 17).
Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26). Somos feitura sua, criados para o louvor da sua glória. Deus colocou em nós o fôlego de vida e fomos criados para sermos sua habitação. Ele fez tudo isso para vir morar dentro de nós. Portanto, nosso corpo deve refletir a santidade d'Ele. Para isso acontecer temos que cuidar de nosso corpo com zelo.
Vejamos as posturas que precisamos ter:
1 - Ter cuidado com nossas atitudes
·         Com o que vemos-"A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz" (Mt 6.22)
O nosso olhos são a porta de entrada da nossa alma, eles fotografam as imagens e guardam na mente. Precisamos vigiar para que o nosso adversário não nos pegue nessa área, pois como nova criatura, temos a mente de Cristo e ela poderá ser contaminada se não andarmos em vigilância. "..., nós temos a mente de Cristo" (1 Co 2.16)
·         Com o que ouvimos- Podemos ter a alma contaminada através da audição. Vigilância e selecionar ao que submetemos os nossos ouvidos, é necessário - "a fé vem pelo ouvir..." (Rm 10.17)
·         Com o que falamos- Nossas palavras devem ser equilibradas e conduzidas pelo Espírito Santo, para que sejam edificadoras para quem as ouve - "A nossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl 4.6)
·         Com o que fazemos- Nossas atitudes revelam quem somos - "Sabei isto, meus amados irmãos, mas todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Pelo que, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos" (Tg 1.19-22)
2 - Cuidar da estética corporal
Se somos templo de Deus, precisamos cuidar da saúde do corpo.
·         Na aparência- A nossa aparência reflete como estamos interiormente, isto é, a saúde da alma. Se andamos relaxadamente, de qualquer jeito, estamos desprezando o que Deus criou de uma maneira muito linda. Portanto, o nosso vestir deve ser nobre, decente, discreto, isento de sedução. Não é preciso viver comprando roupas para mostrar que se veste bem, mas saber vestir o que tem, com elegância, combinando as peças e estar sempre limpas e cuidadas. Também precisamos fugir da aparência do mal, não usando roupas que despertem a sensualidade, cuidando para que o outro não peque (lascívia)
·         Na higiene corporal- Cuidar da higiene do corpo, tomando banho diariamente, manter os cabelos limpos e tratados, escovar sistematicamente os dentes evitando assim o mal hálito. São hábitos externos que demonstram zelo pelo Templo de Deus e também um excelente testemunho como cristão.
·         No combate a obesidade- Precisamos entender que todo peso acima do proporcional ao nosso biotipo nos causa desconforto, cansaço, aumento da pressão arterial e aceleração cardíaca, o que pode acarretar partida para eternidade fora do tempo. É necessário recuperar a auto-estima, vencer os complexos, os traumas, para que o nosso corpo reflita a glória de Deus. Vejamos o que o Ap. Paulo escreveu em 1 Ts 5.23: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".
3 - Ser exemplo em tudo
Comofilhos de Deus devemos espelhar a sua glória, sendo Seus imitadores. - "Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave" (Ef 5.1, 2).
Fugir das obras da carne (Gl 5.19-21).
4 - Ser santos

"Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15, 16).
ü  Com unidade de Espírito - (Ef 1.3, 4)
ü  Em todo o nosso viver (1 Pe 1.15, 16)
ü  Tendo os nossos corpos em sacrifício (Rm 12.1)
ü  Tendo o Fruto do Espírito (Gl 5.22)
Conclusão
Somos filhos de Deus e precisamos refletir a Sua glória, não só em palavras, mas em atitudes que revelem o Deus que está em nós. Sejamos o referencial de santidade a cada dia, sendo zelosos no que fazemos, no que falamos ou pensamos, buscando a santidade em amor, sendo exemplos em tudo, para glória de Deus – somente assim seremos verdadeiros ATLETAS CRISTÃOS.
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

Lição 10: O Exercício Ministerial na Casa do Senhor I


4º Trim. 2011 - Lição 10: O Exercício Ministerial na Casa do Senhor I
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QUARTO TRIMESTRE DE 2011

TEMA – Neemias – integridade e coragem em tempos de crise

COMENTARISTA :  Elinaldo Renovato de Lima

ESBOÇO Nº 10

Os líderes precisam vigiar tanto quanto os liderados.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do livro de Neemias, estudaremos hoje os primeiros quatorze versículos do capítulo 13, quando Neemias, retornando para o segundo mandato, encontra uma série de abusos promovidos pelo sumo sacerdote Eliasibe.
- Os líderes, assim como os liderados, precisam vigiar para que a obra de Deus não sofra prejuízo, mas a falta de vigilância dos líderes gera um prejuízo maior que a dos liderados, em virtude de sua repercussão.
I – NEEMIAS TRABALHA DOZE ANOS PELA CONSOLIDAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DO POVO DE DEUS
- Na lição passada, vimos que, em menos de um ano de governo, Neemias bem executou todo o seu planejamento, revigorando Judá como o povo de Deus, tendo, em Jerusalém, uma cidade capaz de manter unido o povo judeu e, o que é mais importante, fazendo daquele povo uma nação dedicada ao culto a Deus, a “propriedade peculiar de Deus dentre os povos”.
- O fato de ter instituído tudo quanto planejara em menos de um ano, apesar de ter pedido ao rei Artaxerxes um período de doze anos para governar Jerusalém (Ne.13:6), pode parecer, aos olhos apressados de alguém, que Neemias agira com excesso de zelo, que teria, mesmo, errado em seu planejamento. No entanto, vemos que o governador não tinha sido nem um pouco exagerado nesta sua previsão de doze anos para seu mandato.
- Com efeito, não se fazia necessário apenas reimplantar o serviço do Templo, o povoamento da cidade de Jerusalém e a própria infraestrutura governamental, mas era necessário fazer com que estas instituições tivessem um determinado tempo de vida, que tudo fosse posto em prática e que, passo a passo, as deficiências existentes fossem sanadas, para que se gerasse um hábito, um modo de vida consentâneo com a Palavra de Deus, de modo que as instituições se consolidassem e se tornassem permanentes.
- Neemias sabia que, apesar da vitória que lhe havia sido dada por Deus com o bom êxito de todos seus intentos em um tempo breve, a situação não estava pacificada totalmente. O governador sabia que, durante a reedificação dos muros, parte considerável dos nobres de Judá, ou seja, da elite, havia criado laços de amizade e cumplicidade com Tobias, a ponto de terem eles trocado cartas durante todo o tempo da reconstrução (Ne.6:17-19).
- Prudentemente, para não causar divisão no meio do povo, num momento em que era necessário o esforço de todos e a paz, Neemias não tomara qualquer providência com relação a estes que, de forma contrária à vontade de Deus, se tinham aliado com o inimigo, motivo por que, mais do que nunca, se fazia necessário que houvesse a consolidação das instituições, para que este perigo de nova contaminação com os povos gentios não viesse a trazer mais danos para o povo.
- Neemias, também, parece ter se baseado na experiência anterior de Esdras para fixar em doze anos o tempo de sua permanência. Esdras havia partido de Susã treze anos antes de Neemias e o relato que o copeiro do rei havia recebido de Hanani sobre a situação de miséria e grande desprezo que sofriam os judeus fê-lo pensar que precisaria, pelo menos, do mesmo tempo que Esdras para impedir que toda a sua reforma tivesse um retrocesso.
- Este comportamento de Neemias traz-nos importantes lições. A primeira é que tudo devemos fazer com planejamento. Neemias partiu de Susã já consciente de que precisaria de um tempo relativamente longo para empreender os seus projetos. É indispensável que o líder, dirigido pelo Espírito Santo, saiba, na obra de Deus, saber o que deve fazer e quanto tempo precisa para tanto.
- Um dos grandes problemas que temos sentido em termos de administração eclesiástica, em nossos dias, é a falta de planejamento por parte dos líderes nas igrejas locais. Em nome de uma suposta “espiritualidade”, há um total desprezo na utilização dos conhecimentos da ciência da administração e o resultado é que, em muitos lugares, não há qualquer crescimento da Igreja, seja em quantidade, seja em qualidade.
- Não estamos aqui a dizer que se deva deixar de lado a direção do Espírito Santo e se abraçar a métodos e estratégias puramente humanos, como, aliás, em um outro extremo, temos visto em alguns lugares, onde as igrejas locais passam a ser dirigidas como se empresas fossem e a ciência da administração já tomou o lugar do Espírito de Deus, como ocorre em muitos dos “métodos de crescimento de igrejas”, que têm contagiado inúmeras lideranças e denominações.
- Entretanto, o que se precisa é um equilíbrio. Se a obra de Deus não pode ser feita sem a direção de Jesus, que é a cabeça da Igreja (Ef.1:22; 5:23), sem O qual nada pode ser feito (Jo.15:5 “in fine”), também não devemos deixar de levar em conta que, devidamente dirigido pelo Espírito de Deus quanto ao que fazer, são aos homens, a quem Deus entregou o ministério, que se espera que, usando dos conhecimentos que o próprio Senhor lhes deu, possam eficazmente administrar a obra do Senhor (Ef.4:8).
- Assim é que, embora tenha sido o Senhor que pôs no coração do povo de Israel que contribuísse para a construção do tabernáculo, coube a Moisés determinar ao povo que deixasse de contribuir quando verificou que o arrecadado era suficiente para a realização da obra, a fim de que não houvesse desperdício de recursos (Ex.36:5-7), verificação que foi feita pela ajuda de pessoas que a Bíblia diz serem sábias (Ex.36:4), ou seja, pessoas tementes a Deus e que, por isso mesmo, utilizaram-se de seus conhecimentos para que nada fosse feito de forma relaxada na casa de Deus.
- Ao lado da direção indispensável do Senhor Jesus, torna-se absolutamente necessário que o líder saiba precisamente o que está a fazer e como deve fazê-lo, usando do que é trivial em administração para que tenha bom êxito. Assim, torna-se necessário, como fez Neemias, planejar, organizar, executar e controlar, a fim de que, no tempo previamente fixado, possam ser obtidos os resultados queridos.
- Hoje em dia, porém, não é difícil encontrar líderes que estão apenas “tocando o barco”, sem qualquer planejamento, sem qualquer organização, até porque, no mais das vezes, não tem a menor perspectiva do tempo que estarão a desempenhar aquela função na obra de Deus, atitudes que muito têm contribuído para o prejuízo vivido pela obra do Senhor, um fator a mais a complicar as coisas num tempo de apostasia e de aumento da iniquidade.
Neemias trabalhou com afinco nestes doze anos para que as instituições se consolidassem e o silêncio em suas memórias deste período é eloquente, mostra que tudo se desenvolveu de forma correta, dentro da normalidade, “sem novidades”, para usar do conhecido jargão nos meios militares.
- Terminado o período que havia acertado com o rei Artaxerxes, Neemias, como um verdadeiro homem de Deus, cujo falar é sim, sim; não, não (Mt.5:37), retornou para Susã, a fim de se apresentar ao rei. No entanto, Neemias já foi com o intento de pedir ao rei um novo mandato, pois sabia que a situação, embora não tivesse apresentado quaisquer anormalidades naqueles doze anos, não era pacífica, visto que o inimigo continuava a agir, ainda que sorrateiramente.
- Durante aqueles doze anos, os laços de amizade e parentesco existentes entre nobres de Judá e Tobias, o amonita, não haviam sido desfeitos. Teria Neemias sido negligente em desfazê-los durante todos aqueles anos? Entendemos que não. Senão vejamos.
- A questão relativa aos casamentos com gentios estava fora da alçada de Neemias. Tinha ele autorização tão somente para reedificar os muros e as portas de Jerusalém e organizar a vida administrativa de Judá. Era um governador civil e a matéria relativa a casamentos era religiosa, da alçada do sumo sacerdote.
- Além do mais, Esdras havia tratado da questão alguns anos antes e, apesar de um retrocesso na situação, a mesma estava paulatinamente retornando, tanto que Tobias era genro de Secanias, filho de Ará e o seu filho Joana tomara a filha de Mesulão, filho de Berequias (Ne.6:18), tendo Esdras silenciado a respeito, o que também impedia Neemias de tomar qualquer atitude.
- Estava-se, ainda, numa situação de acomodação, as instituições e o novo modo de vida dos judeus não estava consolidado e Neemias, prudentemente, não quis acirrar ânimos, a fim de impedir a divisão do povo e o seu enfraquecimento. Agiu como o Senhor Jesus diria, séculos depois, no Seu ensino sobre a parábola do joio e do trigo, quando afirmou que, diante do cochilo dos semeadores que permitiu ao inimigo semear joio no campo, deveriam aguardar o tempo da colheita, para que o retirar do joio também não atingisse o trigo (Mt.13:24-30).
- Neemias tinha plena consciência disto, tanto que, ao retornar para Susã, já foi com a intenção de pedir ao rei um novo mandato, quando, então, teria autorização para agir contra este perigoso estado de coisas.
II – NEEMIAS RETORNA PARA SUSÃ E ELIASIBE PROMOVE ABUSOS
Neemias retornou para Susã, ao término do seu mandato de doze anos, a fim de se apresentar a Artaxerxes, já com o objetivo de retornar para Judá, intento este que, diante da prudência do governador, entendemos que não foi anunciada a pessoa alguma.
Mal Neemias se retirou de Jerusalém, os inimigos, sentindo-se “livres, leves e soltos”, mostraram as suas faces. A primeira coisa que aconteceu foi que o próprio sumo sacerdote Eliasibe, que havia sido um exemplo na reedificação dos muros e das portas de Jerusalém, pessoalmente participando da edificação da porta das ovelhas (Ne.3:1), aparentou-se com Tobias, o amonita (Ne.13:4).
- Eliasibe, cujo nome significa “Deus restaura”, neste doze anos de governo de Neemias apresentou uma derrocada extrema. De principal cooperador do homem enviado pelo Senhor para a restauração do povo judeu como “propriedade peculiar de Deus dentre os povos”, passou a ser o principal agente do inimigo dos judeus.
Renegando tanto a sua ascendência, pois era descendente não só de Arão, o primeiro sumo sacerdote, mas neto de Josué, o sumo sacerdote que, com Zorobabel, reconstruíra o templo, Eliasibe agora se aparentava com Tobias, o amonita, aquele que não queria o bem dos filhos de Israel. Que decadência espiritual!
- O texto sagrado é sucinto, não nos mostra o que levou Eliasibe a tomar esta deliberação, mas podemos deduzir que isto se deveu à influência que os “amigos de Tobias”, durante aqueles doze anos exerceram sobre o sumo sacerdote. Era nítido que a presença de Esdras e Neemias causavam um certo desprestígio ao sumo sacerdote que, naturalmente, seria a maior autoridade entre os judeus, já que não tinham mais os judeus independência política.
- Certamente, ao longo daqueles anos, os “amigos de Tobias” começaram a despertar em Eliasibe o desejo de que fosse ele “o maioral”, que ele deveria ser a maior autoridade, que não era justo que estivesse “desprestigiado”. Devemos sempre ter cuidado, amados irmãos, com aqueles que buscam inflar o nosso “eu”, que massageiam o nosso “ego”, pois tais mensagens sempre provêm do inimigo de nossas almas. Os servos de Deus devem, antes de mais nada, renunciar a si mesmos, abandonar o “eu”, sem o que jamais poderão servir a Jesus Cristo (Mt.16:24).
- Dentro deste intento, levaram-no a acreditar que, se aliando tanto a Tobias quanto a Sambalate, que tinham influência junto aos governadores dalém do rio (segundo Flávio Josefo, Sambalate era o próprio governador de Samaria), teria ele forças para se impor como principal autoridade judia junto ao rei da Pérsia. Tanto assim é que, além de se ter aparentado com Tobias, também nos é informado que um de seus netos, se tornou genro do próprio Sambalate (Ne.13:28).
- Isto continua ainda a ocorrer no meio do povo de Deus. Muitos líderes são contaminados por este mesmo “vírus da vaidade” e são convencidos pelo inimigo de nossas almas de que são “desprestigiados”, que são “subvalorizados” e que podem ter êxito se se aliarem a “pessoas de prestígio”, se se unirem a “poderosos”, ganhando, assim, a necessária “visibilidade para fazer a obra de Deus no patamar que merecem”. Por causa disso, acabam se comprometendo com pessoas e instituições que, entretanto, “não querem o bem dos filhos de Israel” e, deste modo, acabam se tornando em agentes do adversário e não mais, em homens ou mulheres de Deus.
- Quantos, na atualidade, não têm se comprometido com interesses escusos, com esquemas políticos, com instituições que nada têm que ver com a propagação do Evangelho e, com isso, somente estão a prejudicar o andamento da obra de Deus, renegando a própria chamada que receberam da parte do Senhor? Não nos tornemos novos Eliasibes, amados irmãos! Que Deus nos guarde!
O comprometimento de Eliasibe com Tobias foi tão grande que, não demorou muito, Eliasibe mandou construir uma câmara grande no templo, destruindo o espaço que antes era utilizado para se armazenarem as ofertas de manjares, o incenso, os vasos, os dízimos do grão, mosto e azeite destinados ao sustento dos levitas, cantores, porteiros e sacerdotes, a fim de que ali morasse Tobias (Ne.13:5).
- Notamos aqui como o inimigo é ardiloso e que, por isso, não podemos ignorar tais ardis nem dar lugar a ele em nossas vidas (II Co.2:11; Ef.4:27). Aparentando-se com Tobias, sob o influxo da “vaidade”, Eliasibe foi levado a crer pelo inimigo de que deveria “fazer valer a sua autoridade” e, assim, mostrando “que era o maioral do templo”, deveria construir uma “câmara grande”, onde Tobias pudesse morar, não só para mostrar a sua aliança com aquele que era o principal servo de Sambalate, mas para “demonstrar quem é que mandava ali”.
- Para Eliasibe, a construção da “câmara grande” era um “símbolo da sua autoridade”, era uma “prova de sua grandeza”. Quantos, na atualidade, não estão a agir exatamente conforme os vaidosos políticos que temos, querendo deixar “marcos” de suas grandezas para a posteridade, inclusive na construção de megatemplos, centros de convenções e tantas outras indicações de magalomania em detrimento do sustento da obra do Senhor?
- Entretanto, para o inimigo, tal construção era um importantíssimo golpe. Sutilmente, indicarão a Eliasibe que o melhor local para a construção da “câmara grande” deveria ser o local onde eram armazenados os víveres que sustentavam os levitas, os porteiros, os cantores e os sacerdotes. Eliasibe só estava pensando em “sua grandeza”, mas os inimigos estavam querendo destruir o serviço de adoração a Deus, que sabiam ser a principal fonte da manutenção da identidade do povo judeu.
- O inimigo não muda, ele simplesmente não quer o bem do povo de Deus. Eliasibe fora enganado em toda aquela adulação e não viu que, na sua vaidade, estava a destruir o próprio sustento dos levitas, sacerdotes, porteiros e cantores. Ao derrubar os armazéns dos víveres daquela gente para construir a câmara grande para Tobias, estava determinando o fim de todo o serviço do Templo, pois os servidores não teriam mais como sobreviver.
- A comunhão com o inimigo promovida por muitos de nossos líderes, na atualidade, tem o mesmo objetivo. Na sua vaidade, tais lideranças acabam asfixiando a obra de Deus, seja pela drenagem de recursos econômico-financeiros que inviabilizam a evangelização e a edificação espiritual dos crentes, seja pela própria destruição de todo o conjunto de servidores que, à míngua, são obrigados, como os levitas, porteiros, cantores e sacerdotes daqueles dias, a abandonarem o serviço da obra de Deus em busca da própria sobrevivência (Ne.13:10).
- Vivemos hoje em dia um tempo de paradoxos nas igrejas locais. Ao mesmo tempo em que mercenários da fé e outros parasitas eclesiásticos estão se enriquecendo às custas do povo de Deus, centenas e centenas de obreiros fiéis e zelosos estão sendo obrigados a prejudicar seu trabalho na obra a fim de conseguirem o absolutamente necessário para o seu sustento e de sua família, quando não “fogem para a sua terra”, deixando de cooperar, abrindo o caminho para que pessoas incapacitadas e desqualificadas venham a ocupar os seus lugares. Precisamos alterar este estado de coisas!
- Aproveitando da vaidade de Eliasibe, o inimigo conseguira o seu intento: impedir que o povo de Judá servisse a Deus, oferecesse seus sacrifícios no templo, pois, por falta de meios de sobrevivência, levitas, cantores, porteiros e sacerdotes deixaram Jerusalém e voltaram para as suas cidades e aldeias de origem, a fim de que pudessem sobreviver. Conseguia-se, assim, pelas mãos do próprio sumo sacerdote, o grande intento manifestado pelos inimigos ainda durante o início da reedificação dos muros: a indignação com a possibilidade de os judeus voltarem a ter comunhão com Deus (Ne.4:2).
- O inimigo não perdeu tempo. Assim que Neemias retornou para Susã, logo criou todo este estrago no meio do povo de Deus. O diabo não se cansa (Ap.12:10) e, por isso, não podemos permitir que se abra uma brecha para que ele atue, pois, se o fizer, fá-lo-á rapidamente e sem qualquer titubeio (Jr.39:2,3).
- Hoje não é diferente. Quando se permite que o inimigo penetre na obra de Deus, ele, de imediato, inviabiliza a possibilidade o povo oferecer ao Senhor o sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, o nosso culto racional (Rm.12:1). Como faz isso? Fazendo com que o povo tome a forma do mundo e deixe de se transformar pela renovação do seu entendimento, a fim de que não consiga experimentar a vontade de Deus (Rm.12:2).
- Não é porventura o que temos visto, com grande tristeza, em nossas igrejas locais na atualidade? A doutrina é deixada de lado e as reuniões passam a ser meros espetáculos e instantes de confraternização e entretenimento. Não há mais momentos de oração, porque estamos tomados pela agitação cotidiana. Os bons costumes são abandonados e estamos a imitar a forma do mundo, seja nos trajes, seja na linguagem, seja na música, seja nas preocupações e objetivos que assumimos em nossas vidas, seja na liturgia, seja na mentalidade, seja na moralidade.
- Os servos do Senhor, os que cristãos se dizem ser, começam a correr de um lado para outro, porque não têm mais mantimento espiritual, porque a Palavra de Deus não lhes é mais ensinada, explicada ou pregada. Há preocupação apenas em “construir a câmara grande” e em agradar “Tobias”, com um discurso politicamente correto, com um discurso de autoajuda e de massagem do “ego” dos ouvintes. Vivemos os dias profetizados por Amós (Am.8:11) e as pessoas, espiritualmente desnutridas, começam a procurar Cristo ali e acolá (Mt.24:23-26). Tomemos muito cuidado, amados irmãos!
Um dos armazéns que foi destruído foi o que guardava o incenso, que simboliza a oração (Ap.8:3,4). Uma das grandes armas do inimigo neste comprometimento que tem conseguido aprisionar muitas lideranças é a retirada da oração. Os líderes começam a cair quando deixam de orar, esquecendo que, sem oração, não têm como cumprir o seu ministério.
- Muitos homens de Deus projetam-se no cenário da igreja por causa da vida de oração que têm e que é um dos principais fatores que os fazem ser instrumentos poderosos nas mãos do Senhor. Quando, entretanto, são infectados pelo “vírus da vaidade”, deixam de orar e o resultado é funesto. De igual maneira, os liderados também são levados a deixar de orar. O “armazém do incenso” é destruído e, como consequência, temos um povo que é facilmente dominado pelo inimigo e se torna irrelevante. Como diz provérbio dos cristãos chineses: “Igreja com muita oração, igreja com muito poder. Igreja com pouca oração, igreja com pouco poder. Igreja sem oração, igreja sem poder”. Qual é a nossa situação?

- Levado pela sua vaidade, Eliasibe deu início à própria destruição do serviço do Templo que, no limite, importava na sua própria destruição, pois de que adiantava ser sumo sacerdote de um culto que estava inviabilizado? Eis aqui uma grande realidade espiritual: a cegueira dos líderes que se mancomunam com o mundo e com as suas potestades. O homem de Deus que se alia ao inimigo, aos “poderosos” está a decretar o seu próprio fim, pois não há lugar para um homem de Deus, para um ministro do Evangelho onde o Evangelho não tem qualquer papel a cumprir. Lembremos disto, senhores ministros!
Tobias mudou-se para a “câmara grande”. Embora fosse amonita e servo principal de Sambalate em Samaria, não perdeu a oportunidade que teve de se instalar em Jerusalém, bem no templo. O objetivo do inimigo é sempre este: conseguir entrar no meio do povo de Deus, no meio da obra de Deus e, uma vez entrando, não sairá. Por isso, nunca deixemos o maligno se instalar, pois, quando o fizer, jamais sairá ali de livre e espontânea vontade.
- Nós, que somos templo do Espírito Santo (I Co.6:19), não podemos jamais permitir que o inimigo venha a instalar uma câmara grande, destruindo a nossa adoração a Deus, a nossa vida de oração, a nossa alimentação espiritual com a Palavra de Deus, a nossa santificação. Muitos, na atualidade, em nome de um suposto “prestígio”, em resposta a uma adulação satânica, têm permitido que a sua vida espiritual seja completamente prejudicada e sejam construídas “câmaras grandes para Tobias” em seu coração. Não permitamos que isto ocorra, pois, neste caso, o inimigo se instalará e causará um estado espiritual pior do estado em que estávamos antes de recebermos a Cristo Jesus como nosso Salvador.
- O Senhor Jesus fala-nos desta verdade espiritual, ao nos contar de que, quando o espírito maligno retorna para o lugar de onde havia sido expulso, não retorna só, mas com mais sete espíritos piores do que ele, se notar que a casa está desocupada (Mt.12:43-45), lição que é repetida pelo apóstolo Pedro, que diz que o último estado daquele que, tendo conhecido a Jesus, outra vez se envolver com a corrupção do mundo, é pior do que o primeiro estado pecaminoso (II Pe.2:20-22). Por isso, não podemos permitir, de modo algum, que sejamos levados a instalar Tobias na câmara grande de nossa casa, isto é, de nós mesmos (Hb.3:6).
III – NEEMIAS RETORNA PARA JERUSALÉM E REMOVE OS ABUSOS DE ELIASIBE
- A Bíblia não registra quanto tempo Neemias ficou ausente de Jerusalém. Apenas diz que, após “ao cabo de alguns dias”, o copeiro tornou a alcançar a licença do rei e pôde retornar para um novo mandato de governador (Ne.13:6).
- A expressão de Neemias, “ao cabo de alguns dias”, mostra que o tempo em que Neemias ficou em Susã foi curto, mas, mesmo sendo breve, foi o suficiente para o grande estrago causado pelos inimigos em Jerusalém.
- Não podemos, pois, negligenciar a eficácia do adversário. Seu papel é roubar, matar e destruir (Jo.10:10) e ele não perde tempo quando tem a oportunidade de realizar o seu deletério serviço. Vemos isto quando teve permissão divina para atacar Jó: num só dia destruiu tudo quanto estava autorizado a fazê-lo (Jó 1:13-21). Por isso, o escritor aos hebreus diz que o tempo do servo de Deus é “hoje”, pois jamais podemos permitir que o inimigo atue (Hb.3:7).
Assim que Neemias chegou, não teve como deixar de perceber a presença de Tobias na “câmara grande do templo”. Mas, certamente agora com ordens do rei sobre a questão do indevido aparentar com os amonitas, teve, como primeira providência, chamar o povo para a leitura da lei de Moisés (Ne.13:1).
- Chegando a Jerusalém, Neemias, ao contrário de Eliasibe, que não consultara pessoa alguma para a construção da “câmara grande”, tudo fazendo com base em “sua grandeza e autoridade”, Neemias convocou, uma vez mais, o povo, com o nítido objetivo de obter o consentimento da população para o que deveria fazer. Tinha a orientação divina e a permissão do rei da Pérsia, mas sabia que sem o consenso do povo de Deus, nada poderia ser feito.
- Contra o “estrelismo vaidoso” que atacam muitos líderes da atualidade, que se desencaminham como Eliasibe, Neemias apresenta-nos o modelo da “humildade consciente”, que é o modelo que deve ser seguido por quem está a imitar Jesus Cristo (I Co.11:1). O líder, consciente da sua chamada, de que está no lugar certo na hora certa, deve ir ao encontro do povo, como uma “parábola” de Cristo Jesus, para que o povo possa com ele aprender de que deve aprender de Cristo, que é manso e humilde de coração (Mt.11:29). Devemos nos humilhar debaixo da potente mão de Deus para que, a Seu tempo, Ele nos exalte (I Pe.5:6).
- Em meio a tantos descalabros que vivemos hoje nas igrejas locais, torna-se, antes de mais nada, reunir o povo, não para fazer levantes, não para criar dissensões ou revoltas, mas, sim, para que, todos reunidos, saibam quais são os propósitos de Deus para a comunidade e como devemos nos esforçar para que venhamos a experimentar a vontade do Senhor para as nossas vidas.
- Neemias, prudentemente, convocou o povo, embora, certamente, estivesse indignado em ver aquele homem que tanto mal fizera ao povo judeu, instalado numa “câmara grande” no templo de Jerusalém. Neemias, porém, não se precipitou, nem fez uso da autoridade que tinha da parte do rei. Preferiu, antes, chamar o povo para uma reunião.
- E o que Neemias mandou fazer nesta reunião? Iniciou com um discurso veeemente e contundente contra Tobias ou contra o sumo sacerdote Eliasibe? Procurou estimular o povo à revolta ou à indignação? Chamou os levitas, cantores, porteiros e sacerdotes para uma rebelião? Não, não e não! Mandou, simplesmente, que fosse lida a Palavra de Deus!
- Não há como dirigirmos o povo de Deus a não ser por intermédio das Escrituras, a nossa única regra de fé e prática. O povo precisa conhecer a Palavra de Deus, pois é este conhecimento que o impede de ser destruído (Os.4:6). Temos de ouvir, em momentos de crise, em momentos de perigo de sobrevivência enquanto povo de Deus, a palavra de nosso comandante, que já é vencedor. E como podemos ouvir o Senhor Jesus? Pela Sua Palavra (Jo.5:39)!
- Quando o povo de Deus está com a sua sobrevivência em risco, somente a Palavra de Deus pode lhe dar vida, pois só Jesus tem palavras de vida eterna, não temos, pois, para onde ir a não ser ao Verbo de Deus (Jo.6:68).
OBS:  Oportunas são as palavras do chefe da Igreja Romana a respeito: “…De fato, a Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela. Ao longo de todos os séculos da sua história, o Povo de Deus encontrou sempre nela a sua força, e também hoje a comunidade eclesial cresce na escuta, na celebração e no estudo da Palavra de Deus.…” (BENTO XVI. Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, n.3. Disponível em:http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html Acesso em 30 set. 2011).
Neemias reuniu o povo judeu e, antes mesmo de dizer de seus propósitos e objetivos e encontrar o consenso do povo para que pudesse novamente restaurar a identidade de Judá, ordenou que fosse lida a lei de Moisés. Não há outro modo pelo qual restauremos o povo de Deus a não ser pela leitura, meditação e prática das Escrituras. Eis um importante papel da Escola Bíblica Dominical na restauração da Igreja instantes antes de seu arrebatamento por Jesus.
- Neemias, sabedor do seu intento e da necessidade diante do estado caótico existente com o fato de Tobias estar instalado na “câmara grande”, fez com que se lesse para o povo o que constava na lei de Moisés, ou seja, de que os amonitas e moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água, antes assalariaram contra eles Balaão, para os amaldiçoar, ainda que Deus houvesse convertido a maldição em bênção (Dt.23:3,4; Ne.13:2).
- Ao determinar a leitura da lei precisamente na parte em que se proibia que amonitas e moabitas entrassem na congregação de Deus, Neemias dá mais uma demonstração de que era um conhecedor das Escrituras. Não há como liderar o povo de Deus sem que se tenha conhecimento da Palavra de Deus. É indispensável que aquele que está à frente do povo conheça a Bíblia Sagrada, sem o que não tem condições mínimas para ocupar tal posição. Por isso, um dos requisitos para ser separado para o ministério é o de ter aptidão para ensinar, ou seja, ter antes aprendido a sã doutrina (I Tm.3:2; II Tm.3:14,15; Tt.1:9).

- Nos dias em que vivemos, lamentavelmente, não são poucos os que são galgados ao ministério sem que tenham cumprido este requisito. Não aprenderam as sagradas letras, não conhecem as Escrituras e, mesmo assim, são postos à frente do povo. O resultado é que pomos cegos guiando a outros cegos e, como resultado disto, temos apenas fracassos espirituais. Torna-se absolutamente necessário que os líderes sejam escolhidos dentre pessoas que conheçam as Escrituras, que tenham conhecimento bíblico.
OBS: Não somos contra a teologia, pelo contrário, temos uma vida de luta pela aceitação do ensino teológico em nossa denominação, mas, temos de reconhecer que a falta de parâmetros claros e objetivos fez com que, hoje em dia, com tantos supostos cursos de teologia, o índice de analfabetismo bíblico é muito maior do que no tempo em que se proibia o estudo teológico, visto que, em vez de termos ensino de teologia o que se tem, hoje, é a mesma mediocridade e fingimento que caracteriza o péssimo sistema educacional secular brasileiro. Em vez de conhecimento, os candidatos ao ministério estão atrás de diplomas e de anéis, obtidos, no mais das vezes, no mais puro e deslavado comércio. Que vergonha!
- Amonitas e moabitas nem sequer podiam entrar na congregação de Deus porque sempre foram inimigos do povo de Deus, querendo não só o seu desfalecimento como até mesmo a sua maldição. Haviam assalariado Balaão para os amaldiçoar e, agora, o próprio sumo sacerdote era quem construíra uma “câmara grande” no templo para morada do inimigo. Que decadência espiritual!
- Nos dias hodiernos não é diferente. Muitos estão a seguir o “caminho de Balaão” (II Pe.2:15), o “prêmio de Balaão” (Jd.11) e a “doutrina de Balaão” (Ap.2:14), e, em troca do vil metal ou de uma posição social enganosa, não pensam duas vezes para amaldiçoar o povo de Deus, em entregar a obra de Deus nas mãos do inimigo, em construir “câmaras grandes”, que asfixiam a sobrevivência dos sinceros e leais servos do Senhor.
- “O caminho de Balaão” é a ida em direção do amor do prêmio da injustiça. Quando lhe foi feita a oferta de Balaque, da parte de príncipes honrados de Moabe, Balaão mal se conteve para ir até o rei dos moabitas, tanto que, assim que recebeu a autorização divina, ele próprio albardou sua jumenta e saiu, com pressa e ganância, ao encontro de Balaque, tanto que nem percebeu o anjo que lhe queria matar no caminho (Nm.22:15-35).
- O amor ao dinheiro, que é a raiz de toda a espécie de males (I Tm.6:10), tem feito muitos se desviarem dos caminhos do Senhor, passando a seguir o “caminho de Balaão”, trazendo para tais pessoas muitas dores. Assim como Balaão, tais pessoas passam a ser espiritualmente cegas, nada enxergando senão o almejado “prêmio da injustiça”. Era o que tinha acontecido com Eliasibe e, se não vigiarmos, pode acontecer com qualquer de nós, nestes tempos de materialismo e consumismo desenfreados. Tomemos cuidado, amados irmãos!
- A cegueira de Balaão foi tanta que, mesmo após ter sido advertido pelo anjo e abençoado o povo em vez de amaldiçoá-lo, o profeta não desistiu de tentar o “prêmio da injustiça”. Aceitou, ainda por duas vezes, tentar amaldiçoar o povo, mancomunando-se com Balaque para ver se, de alguma maneira, poderia fazer a maldição e, deste modo, angariar a recompensa pretendida (Nm.23:13; 24:1).
- Este é “o engano do prêmio da injustiça”, que faz com que se resista à vontade de Deus, que se rebele contra o próprio Deus. Balaão, na terceira tentativa de maldição, não foi sequer ao encontro dos encantamentos, achando que, assim, não se encontrando com Deus, poderia fazer como Balaque desejava, mas o fato é o que o Espírito de Deus veio sobre ele e, mais uma vez, o intento de maldição foi frustrado. Como é triste quando o homem de Deus, totalmente dominado pela ganância, encontra-se em total estado de engano pelo pecado, com o seu coração endurecido (Hb.3:13)!
- A situação chega, porém, a um estado tão lamentável que o enganado e perverso, que antes fora um homem de Deus, passa a ser ele próprio um agente do desencaminhar de outros. É o estágio da “doutrina de Balaão”.
- A “doutrina de Balaão” é o ensino de lançar tropeços ao povo de Deus, a fim de que eles participem dos sacrifícios da idolatria e se prostituam (Ap.2:14). Foi Balaão que, diante da impossibilidade de maldizer o povo, deu conselhos a Balaque para que levasse o povo a se prostituir com as moabitas, o que deu ocasião ao grande problema de Baal-Peor, onde milhares foram mortos pela infidelidade (Nm.25; 31:16).
- Em nossos dias, não faltam “Balaãos” que estão a ensinar o povo a conviver com o pecado, que “não faz mal” fazer o que o mundo também faz, que não tem problema algum participar das coisas mundanas ao mesmo tempo em que se serve a Deus. São pessoas que “prometem liberdade”, mas que estão a levar os crentes a um último estado pior do que o primitivo estado de incredulidade (II Pe.2:19). Tomemos cuidado com o balaamismo!
- Eliasibe já estava nesta situação, porquanto a “mistura” já começara a se fazer no meio de todo o povo, tanto que, assim que ouviram a lei, o povo apartou de si “toda a mistura” (Nm.13:3).
- Tanto líderes quanto liderados precisam vigiar e seguir a Palavra de Deus. No entanto, os líderes têm uma responsabilidade maior, pois, por estarem à frente do povo, seus erros e deslizes têm maior repercussão, porque atingem além da própria vida, a vida dos próprios liderados. Por isso, na lei, os principais do povo, quando pecavam, tinham de apresentar ofertas maiores do que os homens comuns do povo (sacerdotes – Lv.4:1-12; príncipes – Lv.4:22-26; qualquer do povo – Lv.4:27-35).
OBS:  No Talmude (segundo livro sagrado do judaísmo), temos bem esta lição, “in verbis”: “ Todo aquele que torna uma multidão meritória, nenhum pecado virá através dele, mas aquele que faz uma multidão pecar, a este não serão dados os meios de obter o arrependimento. Moisés alcançou a virtude e conduziu a multidão à virtude; portanto, o mérito da multidão lhe pertence, pois está escrito: ele efetuou a justiça do Eterno e Seus juízos para com Israel (Dt.33:21). Jeroboão, filho de Nevat, pecou e levou a multidão a pecar; portanto, a iniquidade é devida a ele, pois está escrito: “pelos pecados de Jeroboão, que ele cometeu, e fez Israel cometer” (I Rs.15:30).” (Pirke Avot 5:21)
- Como Eliasibe havia se aparentado com Tobias e construído a “câmara grande” em plena área do templo, em pleno pátio da casa de Deus (Ne.13:7), o povo começou a se misturar com amonitas e moabitas, em total afronta ao que estava prescrito na lei. Entretanto, Neemias, durante os doze anos de seu primeiro mandato, havia consolidado as instituições, de modo que bastou a simples leitura da lei para que o povo se arrependesse e se apartasse de toda a mistura.
- Nos dias difíceis em que estamos a viver, não temos outro proceder senão o de Neemias, qual seja, o de levar o povo a se debruçar sobre as Escrituras. O Senhor Jesus já intercedeu por nós ao Pai para que sejamos santificados na verdade, que é a Sua Palavra (Jo.17:17). É a Palavra de Deus que nos limpa (Jo.15:3). Por isso, para que consigamos tirar toda a mistura que está infestando nossas igrejas locais só existe uma forma: fazer o povo ouvir, ler e meditar nas sagradas letras. Eis o seu importante papel neste processo, professor e aluno da Escola Bíblica Dominical!
- Neemias, assim que chegou a Jerusalém, havia percebido o mal que Eliasibe fizera em beneficiar Tobias com a “câmara grande”. Este mal não era o acintoso ato do sumo sacerdote em si, mas as funestas consequências que isto havia representado não só para o serviço do templo, mas, principalmente, para a própria identidade do povo judeu que, diante do exemplo dado por Eliasibe, começou a se misturar com os gentios, esquecendo-se de que eles não tinham parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém (Ne.2:20 “in fine”).
- Diante da reação popular de se apartar da mistura, ante a inércia de Eliasibe, que nada fez para alterar a situação que ele próprio criara, não houve outra alternativa para Neemias senão fazer valer a sua autoridade civil (agora ampliada no segundo mandato) e, ante o profundo desagrado de que fora tomado, efetuou um verdadeiro despejo de Tobias, lançando fora os móveis da casa de Tobias fora da câmara(Ne.13:8).
- Uma primeira constatação que temos é de que, assim que Neemias chegou, Tobias ausentou-se de Jerusalém, visto que Neemias tão somente lançou os móveis da casa dele fora da câmara, prova de que não mais ali se encontrava. A presença de um homem de Deus verdadeiro, com autoridade, faz com que o inimigo saia de onde se encontra. Por isso, é sinal que segue os que creem em Jesus a expulsão de demônios (Mc.16:17). Ainda temos este sinal?
- Uma segunda constatação que temos é de que Neemias se desagradou com aquela situação. O verdadeiro e genuíno servo de Deus não fica contente quando vê algo que é contrário à vontade de Deus, não busca “levar vantagem” com situações que estão em desacordo com a sã doutrina. Quem tem o amor de Deus não folga com a injustiça, mas folga com a verdade (I Co.13:6).
- Nestes dias finais do tempo da Igreja sobre a face da Terra, não são pouco os “indignados” que, entretanto, não estão desagradados com a ofensa às Escrituras, mas, sim, porque a situação de injustiça não lhes beneficia. Tanto assim é que, se a sua posição for alterada, mas não a situação de injustiça, deixam de reclamar e se calam. Isto não é, absolutamente, servir a Deus. Tenhamos discernimento, amados irmãos!
- Assim que fez o despejo de Tobias, Neemias mandou que se purificassem as câmaras e que se tornassem a trazer ali os vasos da casa de Deus, com as ofertas de manjares e o incenso (Ne.13:9).
- Não basta tomarmos medidas enérgicas para pôr fim ao predomínio do inimigo no meio da casa de Deus. Não basta que desfaçamos as obras do diabo. É preciso, também, que levemos o povo à purificação, à santificação, que construamos uma vida espiritual sadia em meio ao desmantelo causado pelo adversário.
- Muitos são ágeis e hábeis na destruição, na remoção dos abusos que encontram entre aqueles que estão a liderar. Lançam fora o inimigo, despejam aqueles que estão a tornar a casa de Deus num covil de ladrões. No entanto, quando se trata de elevar a espiritualidade dos crentes, de fazê-los fervorosos servos do Senhor, fracassam completamente. Só sabem demolir o que está errado, mas não têm capacidade para construir o certo.
Neemias não parou no despejo de Tobias. Determinou que se purificassem as câmaras, prova de que não demoliu a “câmara grande” construída por Eliasibe. Seu intuito não era destruidor, mas, sim, restaurador. Assim devemos agir, também, pois somos imitadores de Cristo e o Senhor disse que não tinha vindo para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo.12:47). Qual tem sido o nosso procedimento, amados irmãos?
- Neemias não só se preocupou com a purificação das câmaras, mas que também elas voltassem a ser ocupadas pelos vasos da casa de Deus, com as ofertas de manjares e o incenso. Têm os líderes se ocupado de tornar a trazer para a casa do Senhor aqueles que uma vez serviram a Deus e foram indevidamente lançados fora, desprezados por causa da ação destruidora dos amantes do vil metal, dos vaidosos e presunçosos? Têm os líderes se ocupado de fazer com que os servos de Deus tenham uma vida de oração e de adoração genuína e autêntica ao Senhor, depois de terem lançado fora as “novidades deletérias”, os “móveis da casa de Tobias”?
Neemias, também, entendendo que as medidas de Eliasibe tinham comprometido a sobrevivência de levitas, cantores, porteiros e sacerdotes,tomou a iniciativa de voltar a pedir ao povo de Judá que retornasse a sua contribuição para o sustento da obra de Deus, não antes de chamar à responsabilidade os magistrados, ou seja, aqueles que ele havia posto, no seu primeiro mandato, para que cuidassem deste serviço (Ne.13:11).
- Neemias dá uma outra demonstração de que era um exímio administrador. Não deixou de chamar à responsabilidade aqueles que, por negligência, haviam deixado que Eliasibe fizesse o que fizera e comprometesse, assim, o sustento dos que serviam ao Senhor. Não o fez no meio do povo, pois não era seu interesse humilhar quem quer que seja, mas não deixou de chamá-los à atenção diante da desídia.
- Vivemos dias de extremos quanto a isto. Existem aqueles que, de forma desarrazoada e irresponsável, chamam à responsabilidade os seus auxiliares na frente de todo o povo, sem qualquer consideração pela posição que seus cooperadores exercem no meio do povo de Deus. Estes devem se lembrar que os que detêm função no meio do povo, os oficiais, não podem ser humilhados e vilipendiados sem o menor cuidado (I Tm.5:17-19).
- Existem, porém, aqueles que, para angariar simpatia e popularidade (o que tem sido cada vez mais frequente ante o progresso de uma “política eclesiástica” que depende mais e mais de votos em convenções), simplesmente não chamam pessoa alguma à responsabilidade, são absolutamente tolerantes e lenientes com toda a sorte de abusos, esquecidos que, uma vez comprovado o pecado, devem tais pessoas, que são eminentes na casa de Deus, serem devidamente repreendidas, para que todos entendam que não há privilégios diante do Senhor (I Tm.5:20).
Neemias não humilhou pessoa alguma, nem desconsiderou os magistrados, mas não deixou de chamá-los à responsabilidade e de, pessoalmente, tomar as providências para que o serviço do templo fosse restaurado, recolocando as pessoas em seus postos, trazendo-nos de volta para trabalhar na casa de Deus (Ne.13:11).
- O povo de Judá, então, vendo que Neemias repusera as coisas nos seus devidos termos, tocados que haviam sido pela leitura da lei, retomaram as suas contribuições, uma vez mais trazendo o necessário para o sustento da obra de Deus (Ne.13:12).
- Não nos deixemos enganar. Quando o povo de Deus, em quem o Espírito Santo habita, percebe a sinceridade de propósitos da liderança e vê que não há outro objetivo senão o de servir a Deus com fidelidade, contribui com alegria. O aumento dos recursos econômico-financeiros para a sustentação da obra do Senhor não vem com técnicas de marketing, com técnicas de neurolinguística, nem tampouco com ameaças e opressões, mas com uma vida sincera e digna diante de Deus, com transparência e honestidade. Afinal de contas, se a liderança for fiel a Deus, agir conforme a direção do Espírito Santo, os liderados, em quem está o mesmo Espírito, reconhecerão isto e contribuirão para o sustento e crescimento da obra de Deus.
O Neemias do segundo mandato era idêntico ao do primeiro. Buscando ter a mesma transparência e clareza que o haviam caracterizado no primeiro governo, Neemias tratou, imediatamente, de constituir homens fiéis para cuidar da tesouraria dos celeiros que, agora purificados, passaram a receber a contribuição do povo. Tratou de nomear a Selemias, o sacerdote; a Zadoque, o escrivão e a Pedaías, dentre os levitas, tendo posto junto a eles Hanã, filho de Zacur, o filho de Matanias (Ne.13:13).
- Precisamos, em termos de administração dos recursos econômico-financeiros do povo de Deus, fazer como Neemias, pondo homens que sejam reconhecidamente fiéis, que despertem a confiança do povo. Foi o que fez Paulo quando cuidou de indicar pessoas para levar a oferta dos coríntios à Judeia, oportunidade em que indicou “aquele irmão cujo louvor  no evangelho está espalhado em todas as igrejas” (II Co.8:18), um irmão cujo nome nem é mencionado, mas cujo testemunho era suficiente para que pudesse ser responsável pelos recursos sem que houvesse qualquer murmuração, e isto numa igreja tumultuada como era Corinto. Tudo porque Paulo fazia questão de dizer que “…zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Co.8:21).
- Como se faz necessário, em nossos dias, que as lideranças assim tratem os recursos econômico-financeiros das igrejas locais. Que sejam escolhidos para as funções de guarda destes recursos, homens fiéis, dignos da confiança de todos, que ajam com absoluta transparência junto ao povo e, certamente, com tais providências, além de o povo contribuir com maior quantidade, também o próprio Senhor fará multiplicar a fazenda, pois tudo será feito de forma agradável a Deus, bem diferente das verdadeiras “caixas pretas” que hoje existem entre nós…
- “Selemias”, o sacerdote, o primeiro indicado para cuidar da tesouraria dos celeiros (a antiga “câmara grande de Tobias”), tem um nome muito elucidativo. Seu nome quer dizer “Deus recompensou”. A recompensa de Deus exige a fidelidade e honestidade daqueles que fazem a obra de Deus, inclusive na administração dos recursos econômico-financeiros. Quando há transparência e honestidade, o Senhor recompensa esta fidelidade com a multiplicação quantitativa e qualitativa dos recursos.
- “Zadoque”, o escrivão colocado ao lado de Selemias tem outro nome esclarecedor. Seu nome significa “reto”. É preciso que haja retidão, ou seja, justiça, honestidade na administração dos recursos que são destinados para a obra de Deus.
- O terceiro tesoureiro era “Pedaías”, cujo nome significa “Deus remiu”. Para cuidar dos recursos econômico-financeiros do povo de Deus somente são capazes aqueles que foram “remidos”, ou seja, que realmente alcançaram a salvação em Cristo Jesus. Lamentavelmente, nos dias hodiernos, muitos têm deixado a administração de tais recursos para consultores financeiros, para grandes executivos, que, sem compromisso com Deus, somente podem tornar as igrejas locais em grandes empresas e nada mais que isso. Não devemos desprezar estes conhecimentos na administração dos recursos, mas jamais podemos nos ater somente a estes aspectos materiais.
- O quarto tesoureiro era “Hanã”, cujo significado é “gracioso”. Para que possa alguém cuidar dos recursos econômico-financeiros da casa de Deus é preciso que tenha a “graça de Deus”. Se a pessoa não tiver a graça de Deus, se se deixar envolver pelas coisas deste mundo, será mais um Judas Iscariotes que trocará a confiança que recebeu do Senhor em uma ocasião para um indevido locupletamento. Tomemos cuidado, amados irmãos!
- Além da fidelidade que estes homens possuíam, e que foi o requisito levado em conta por Neemias para que fossem constituídos como tesoureiros dos celeiros, tinham eles de ter capacidade para fazer a distribuição dos recursos para seus irmãos (Ne.13:13).
- Hoje em dia, há muitos que se preocupam em encontrar homens fiéis para cuidar destes assuntos, mas, simultaneamente, buscam ter homens duros, incapazes de fazer qualquer distribuição de recursos. Quase sempre se tem a ideia dos encarregados das finanças das igrejas locais como excelentes arrecadadores, mas pessoas que não se preocupam em distribuir quaisquer recursos.
- Os recursos amealhados para a obra de Deus não são para ser entesourados, para constituir grandes fortunas, são para ser distribuídos, para que a obra de Deus se faça, tanto na evangelização, quanto na edificação espiritual dos crentes, bem como na ação social. Igrejas não são bancos nem impérios empresariais, que visam tão somente a acumulação, mas instrumentos para que a obra de Deus seja feita sobre a face da Terra.
- Evidentemente que não se está aqui a defender o desperdício, o perdularismo na administração dos recursos econômico-financeiros. Os tesoureiros eram tesoureiros dos celeiros, ou seja, de armazéns, prova de que deveria haver sempre mantimento à disposição para ser distribuído. Entretanto, o fato de que se deva guardar em absoluto quer dizer que não se deva distribuir, como costuma ocorrer em alguns lugares. Tenhamos cuidado, amados irmãos!
- Neemias, porém, teria ainda mais trabalho neste seu segundo mandato, porquanto a “câmara grande de Tobias” não era o único abuso promovido por causa de sua ausência. É o que veremos nas duas próximas lições.
 Colaboração para o Portal Escola Dominical - Ev. Profº Dr. Caramuru Afonso Francisco