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31 agosto 2012

JARDIM DA INFÂNCIA - Lição 10: Um professor amigo de Jesus


3º Trim. 2012 - JARDIM DA INFÂNCIA - Lição 10: Um professor amigo de Jesus

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JARDIM DE INFANCIA – CPAD
3º Trimestre de 2012
Tema: Bíblia, o livro maravilhoso
Comentaristas: Midiam Pessoa, Monica Barreto Valente Varela


LIÇÃO 10 – UM PROFESSOR AMIGO DE JESUS


Texto Bíblico: João 3.1-16


Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma a conduzir os pequenos a conscientizar-se de que a Palavra de Deus, pode transformar o coração, de forma a agir conforme a Vontade de Deus.


A palavra é... 
MUDAR

Seguindo a sugestão da revista de mestre, cole as figuras Jd10 fig 1 e 2 da galeria de imagens em uma cartolina, uma de cada lado e escreva embaixo             JESUS PODE MUDAR A TRISTEZA EM ALEGRIA. QUANDO CONFIO EM JESUS, ELE ME TRANSFORMA INTERIORMENTE EM UMA PESSOA NOVA.

Imagem:www.gruposernatural.blogspot.com

Imagem: www.canstockphoto.com.br


Aprendendo a Bíblia
“Tudo isso é feito por Deus, o qual, por meio de Cristo, nos transforma de inimigos em amigos dele”  (2 Co 5.18 – NTLH).

Deus através de Seu próprio poder, dando-nos Seu Filho para morrer em nosso lugar, nos reconcilia novamente com Ele.


História Bíblica
Uma noite, um homem chamado Nicodemos foi ver Jesus  no Monte das Oliveiras.
Nicodemos era um homem muito importante na Palestina, um dos membros do Sinédrio, e doutor, que era professor.

Nicodemos tinha ouvido falar de Jesus  e gostaria de conversar com Ele, mas não queria que alguém soubesse. Por isso, foi visitar Jesus  escondido, à noite, para ninguém vê-lo
.
__  Mestre. Sei que o Senhor é um mestre enviado por Deus - disse Nicodemos
Jesus respondeu:
__ Ninguém verá o reino de o Deus se não nascer de novo.

Nicodemos se espantou, e perguntou a Jesus:
__  Como pode um homem velho nascer de novo?

Jesus disse:
 — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. Por isso não fique admirado porque eu disse que todos vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito.

Jesus queria que Nicodemos entendesse uma coisa: quando uma pessoa escolhe seguir a Ele e agradar a Deus, ela deseja largar das velhas coisas ruins que praticava, e quer que os outros saibam dessa escolha. A maneira de mostrar-lhes isso é sendo batizado pois, dando testemunho de que nascemos de novo.

Jesus disse a Nicodemos tudo sobre o amor de Deus por todas as pessoas e como Ele tinha planejado salvá-las quando escolhessem segui-Lo.

Jesus continuou explicando a Nicodemos:
__ Deus enviou a Mim, Seu Filho ao mundo porque o ama. Ele quer que as pessoas não pequem mais e possam viver para sempre. Deus não quer julgar o mundo e declará-lo culpado. Por isso, enviou-Me para salvá-lo.

Jesus lembrou Nicodemos sobre a serpente de bronze que Moisés pôs numa cruz para salvar as pessoas de suas picadas. Dizendo que o Filho de Deus seria posto numa cruz também. Ele morreria para dar a vida eterna às pessoas

Nicodemos pensou nisso e acreditou no que Jesus lhe disse. Ele foi transformado, como Jesus disse que aconteceria se uma pessoa acreditasse Nele.
Nicodemos transformou-se em uma nova pessoa.
Quando Jesus morreu, Nicodemos mostrou a todos que era Seu seguidor. Ele e um outro importante homem judeu, chamado José de Arimatéia, tiraram o corpo de Jesus da cruz e O sepultaram.



Fixando a aprendizagem
Amplie o desenho Jd10 fig 3 na galeria de imagens para os pequenos colorir

Imagem: www.classejardim.blogspot.com   


Fontes Consultadas:
·         Bíblia NTLH - SBB
·         Curso para Professor de EBD - Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL – Pr. Vicente de Paula Leite
·         53 Histórias de Jesus – Geográfica Editora
·         Bíblia Ilustrada Infantil – Editora Geográfica – Edição 2000.
·         Lois Rock/Cristina Balit - Bíblia Para Crianças: Histórias Sempre Vivas – Editora Sinodal


Colaboração para Portal Escola Dominical  – Profª. Jaciara da Silva 

Galeria de imagens  fonte portal ebd

PRIMÁRIOS - Lição 10: Oferta na Casa de Deus


3° Trim. 2012 - PRIMÁRIOS - Lição 10: Oferta na Casa de Deus

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMÁRIOS – CPAD
3º Trimestre de 2012
Tema: A igreja é a casa de Deus
Comentaristas: Midian Pessoa e Laudicéia Barboza

LIÇÃO 10 – OFERTA NA CASA DE DEUS


Texto Bíblico: Marcos 12.41-44


ObjetivoProfessor (a) ministre sua aula de forma a conduzir os pequenos a desejar ofertar na Igreja com amor.


Frase do dia...
A IGREJA É LUGAR DE OFERTAR A DEUS

Cole a figura Prim10 fig 1 da galeria de imagens em um cartaz e escreva a frase do dia, e também o texto para decorar. Em seguida enfatize aos pequenos que na igreja usamos luz, água, e também temos de  mantê-la limpa, para tanto é preciso de dinheiro para a manutenção destas coisas, por isso se faz necessário ofertarmos. É através de nossas ofertas que mantemos tudo funcionando na igreja.

Imagem:www.ebdcriativa.blogspot.com


Memória em ação
“Que cada um dê a sua oferta conforme resolveu no seu coração, não com tristeza nem por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria”(2 Co 9.7 – NTLH).



Explorando a Bíblia
Jesus gostava muito de ir a Igreja, que naquele tempo era o Templo.
Certo dia Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Muitos ricos vinham e davam muito dinheiro, colocavam de forma que todos pudessem ver a quantia que ali estavam ofertando.

Então chegou uma viúva pobre e de forma muito discreta, para que ninguém visse,  pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor.
Então Jesus chamou os discípulos e disse:
— Eu afirmo a vocês e isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos.
Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.
Com estas palavras Jesus ensinou aos discipulos e a nós também que, não são as grandes coisas que todos os olhos vêem e todas as pessoas elogiam, que Deus considera mais preciosas.
Os pequenos deveres cumpridos com contentamento, as pequeninas dádivas que
Muitas vezes não são vistas, e podem parecer destituídas de valor aos olhos humanos, ocupam muitas vezes diante de Deus o mais alto lugar.

Um coração de fé e amor é muito  precioso para Deus. A viúva pobre deu sua sobrevivencia para fazer o pouco que fez. Privou-se talvez de alimentos mehores para oferecer aquelas duas moedinhas à causa que amava. E o fez com fé, sabendo que seu Pai Celestial não a deixaria passar por necessidade. Foi esse espírito abnegado e essa fé que atraiu o louvor do Senhor.


Fixando a aprendizagem
Reproduza o desenho Prim10 fig 2 da galeria de imagens para os pequenos colorir.


Imagem:www.blogtiale.blogspot.com


Fontes Consultadas:
·         Bíblia NTLH – SBB
·         Curso para Professor de EBD - Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL – Pr. Vicente de Paula Leite
·         53 Histórias de Jesus – Geográfica Editora
·         Bíblia Ilustrada Infantil – Editora Geográfica – Edição 2000.


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva 
 fonte portal ebd


JUNIORES - Lição 10: Festa na Casa de Deus


3º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 10: Festa na Casa de Deus

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
3º Trimestre de 2012
Tema: Em que acreditamos?
Comentaristas: Miriam Reiche e Luciana Alves de Souza


LIÇÃO 10 – FESTA NA CASA DE DEUS


Texto Bíblico: 1 Coríntios 11.23-34

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a compreender o porquê a Igreja deve celebrar a Santa Ceia.


Exercitando a Memória
“De maneira que, cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha.”(1 Co 11.26– NTLH)

Quando participamos da Ceia, bebendo o cálice e comendo o pão, estamos relembramos que fomos libertados do jugo do pecado, lembramo-nos da cruz de Cristo e participamos da sua morte pela fé.


Crescendo no Conhecimento
A Ceia do Senhor: Comunhão com Deus e com nossos Irmãos
Quase todas as igrejas que proclamam seguir a Cristo observam a Ceia do Senhor. O pão e o fruto da videira são elementos comuns nas assembléias de adoração de vários grupos religiosos. Mas há diferenças no entendimento a respeito desta comemoração. Nesta lição, examinaremos o que a Bíblia ensina sobre a Ceia do Senhor para aprender como devemos participar dela hoje em dia.

A Primeira Ceia: O Exemplo de Jesus
Quatro textos registram os pormenores da primeira "Ceia do Senhor". Três destes relatos estão nos evangelhos (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25 e Lc 22.19-20) e o outro está em 1 Coríntios 11:23-26. Podemos aprender como Jesus e os apóstolos celebraram a ceia comparando estes relatos.

O propósito:
"Fazei isto em memória de mim"(Lc 22.19). A Ceia do Senhor é nossa oportunidade para lembrar o sacrifício que Jesus fez na cruz, pelo qual ele nos oferece a esperança da vida eterna:
 "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha" (1 Co 11.26).

A Ceia do Senhor não pretende ser um memorial do nascimento, da vida ou da ressurreição de Cristo. É um momento especial no qual os cristãos refletem sobre o Salvador sofrendo por nós,  para lembrarmos do alto preço que Ele pagou por nossos pecados. Precisamos manter este tema central do evangelho (1 Co 2.1-2) em nossas mentes.

Os símbolos:
Jesus usou dois símbolos para representar seu corpo e seu sangue. É claro que Ele não ofereceu literalmente seu corpo (que ainda estava inteiro) nem seu sangue (que ainda estava correndo através de suas veias). Ele deu aos discípulos pão sem fermento para representar seu corpo e o fruto da videira (suco de uva) para representar o sangue que estava para ser derramado na cruz. Ele não deixou dúvida sobre a relação deste sacrifício com nossa salvação:
"Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados"(Mt 26.28).

A ordem:Quando comparamos estes quatro relatos, podemos também ver a ordem na qual a ceia foi observada. Jesus primeiro orou para agradecer a Deus pelo pão e então todos o partilharam. Ele orou de novo para agradecer ao Senhor pelo cálice, e todos beberam dele. Deste modo, Ele chamou especial atenção para cada elemento da ceia.

A Ceia do Senhor na Igreja Primitiva
O livro de Atos e as cartas escritas às igrejas nos ajudam a aprender um pouco mais sobre a Ceia do Senhor. Os discípulos se reuniam no primeiro dia da semana para participarem da ceia (At 20.7). Esta ceia era entendida como um ato de comunhão com o Senhor (1 Co 10.14-22). Era tomada quando toda a congregação se reunia, como um ato de fraternidade entre os irmãos (1 Co 11.17-20). Cada cristão era obrigado a examinar-se para ter certeza de que estava participando da ceia de um modo digno (1 Co 11.27-29).

Observações sobre a Ceia do Senhor
Quando devemos observar a Ceia do Senhor? Jesus mostrou aos seus discípulos como participar deste memorial, mas não especificou quando. Aprendemos quando os primeiros cristãos observaram a ceia pelo exemplo dos discípulos em Trôade:
"No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão. . ."(At 20.7).

Quando seguimos este exemplo e participamos da Ceia do Senhor todos os meses, relembramos freqüentemente o sacrifício que Jesus fez por causa de nossos pecados. Quando meditamos sobre o Salvador sofredor, é mais fácil resistir a tentações. Quando entendemos o alto preço que Jesus pagou por nossos pecados, esforçamo-nos para evitar qualquer coisa que possa magoá-lo e tornar vão seu sacrifício (veja Hebreus 10.24-31).

O que significa participar "indignamente"?
Cada um que participa da Ceia do Senhor deverá examinar-se para estar certo de que está participando de maneira correta, discernindo o verdadeiro significado do memorial. "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma do pão e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si" (1 Co 11.27-29).

A palavra "indignamente" é freqüentemente mal entendida. Ela não descreve a dignidade da pessoa (ninguém é verdadeiramente digno de comunhão com Cristo). Esta palavra descreve o modo de participar. A pessoa que não leva a sério esta comemoração está brincando com o sacrifício de Cristo e está se condenando por não discernir o corpo de Cristo. Por esta razão, devemos ser muito cuidadosos cada vez que participarmos da Ceia do Senhor. É imperativo que esqueçamos as preocupações mundanas e prestemos atenção exclusivamente à morte de Cristo. Se tratarmos a Ceia do Senhor como um mero ritual, ou se a tomarmos levianamente e deixarmos de meditar no seu significado, condenamo-nos diante de Deus.


Aplicação da Lição
Prezado (a) enfatize aos pequenos que a festa não apenas nos faz olhar para trás, para o sacrifício Dele, mas também nos impulsiona a olhar para frente, com esperança. Ao lembrarmos a sua ressurreição, estamos sempre lembrando que isso é uma promessa da nossa própria ressurreição - e assim anunciamos "a morte do Senhor, até que ele venha". Com a lembrança de seu sacrifício por nós, a esperança de uma recompensa celestial e a sua palavra a nos orientar, como é possível falharmos?

A resposta a essa pergunta é que não falharemos se nos lembrarmos! Mas, assim como os israelitas esqueceram e perderam a vida, assim também podemos esquecer e perder a alma. Paulo advertiu a igreja de Corinto que "muitos dormem" (morte espiritual) porque perderam o verdadeiro sentido da ceia do Senhor. Estavam tomando sem "discernir o corpo". Que insulto para Cristo é participarmos dessa festa sem pensarmos em seu sacrifício. O próprio ato que tem por objetivo ajudar-nos a lembrar, nós nos esquecermos. Que isso não aconteça.
"Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia e sim com os asmos da sinceridade e da verdade" (1 Co 5.7-8)


Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – edição 2003
·         Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
·         Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002.
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8ª Edição/2009
·         Angelologia – Ministério Ide – Volume I


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva
fonte portal ebd

JUVENIS - Lição 10: Contra o fruto não há lei


3º Trim. 2012 - JUVENIS - Lição 10: Contra o fruto não há lei

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS - CPAD
3º TRIMESTRE DE 2012
TEMA: O CARÁTER CRISTÃO
COMENTARISTA:Verônica Araujo


LIÇÃO 10 - CONTRA O FRUTO, NÃO HÁ LEI.

TEXTO BIBLICO; (Jo 15.1-8)

ENFOQUE BIBLICO
“Contra essas coisas não há lei.” (Gl 5.23)


OBJETIVOS;
Apresentaras razões pelas quais devemos frutificar.
Explicar como deve se dar a frutificação espiritual em nossa vida.


INTRODUÇÃO
A Bíblia diz que Jesus ao passar perto de uma figueira tendo procurado nela fruto e não encontrando, ordenou que ela morresse e que nunca mais alguém comesse dela fruto algum. Em outra ocasião narrou uma parábola, contando de uma figueira que passou do tempo de frutificar e o agricultor o queria arrancar e o zelador não deixou, pedindo mais tempo, esperando que a figueira produzisse fruto. Jesus nos nomeou para a produção de fruto, se não estamos produzindo, corremos um serio risco, uma vez que o agricultor é Deus. (Jo 15). Não é só produzir é necessário que o fruto permaneça.


RAZÕES PELAS QUAIS DEVEMOS FRUTIFICAR
Não há lei que restringe ao cristão que produz o fruto, é o antídoto contra as concupiscências da carne. O cristão que produz fruto não é dominado pelo pecado, pelo contrario ele consegue graça e sempre vence a natureza pecaminosa. Ele vive no Espírito e é guiado pelo Espírito Santo, portanto vive em santidade (Rm 6.22    “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” ). A vontade de Deus é que todos os crentes produzam fruto e como já vimos o fruto é nônuplo (amor, paz, gozo, fé, paciência, mansidão, benignidade, bondade e temperança). Não os confundam como os dons, os dons habilita o crente, a saber, falar e agir com poder - o fruto habilita a falar, agir e ser como Cristo. Os dons devem ser exercidos com o fruto – o fruto disciplina os dons. Os dons atestam o batismo no Espírito Santo – o fruto evidencia a habitação do Espírito no crente. Os dons não transformam o caráter a semelhança de Cristo – o fruto transforma o caráter a semelhança de Cristo.

O Espírito Santo habilita o crente a testemunhar e servir com eficácia possibilita os dons aos crentes, confirma o recebimento dos dons e a habitação do Espírito e concede ao crente o mesmo poder que habitava em Cristo. Os dons estão na esfera do fazer, com eles o crente é capacitado pela graça a agir, enquanto que o fruto dá ao crente a capacidade de ser e não há como exercitar os dons sem o fruto. Para que frutificar? Eis a razão, o crente não foi chamado somente para fazer, antes de fazer ele precisa ser e para ser ele precisa do fruto. Os dons são capacidades que vem do alto, enquanto que o fruto é gerado dentro do crente, os dons acompanham o batismo com o Espírito Santo, o fruto inicia-se com o novo nascimento. O fruto leva o crente a uma vida de experiência e testemunho ele tem prazer em parecer com Cristo. O fruto é a essência da arvore, em Jo 15, Jesus falou sobre a frutificação, ele é a arvore principal, nós os ramos e através da seiva os ramos produzem os frutos, uns mais outros menos, mas produz. O lavrador que é Deus cuida de cada galho da arvore, aquele que produz ele limpa para que dê mais fruto e os que não produz ele os corta. Que oportunidade tem o jovem de produzir numa sociedade tão sedenta como a nossa. Que tipo de fruto está produzindo? Ou não estamos produzindo nada, nesse caso ele corta e lança fora. Podemos testemunhar de Cristo através do Orkut, MSN, e tantos outros sites, podemos com isso alcançar milhares de vidas que estão nas drogas na prostituição, uma vez que os computadores estão ligados a noite toda, porque não mandar uma mensagem falando do amor de Cristo, isso é produção de fruto.


COMO SE DEVE DAR A FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL EM NOSSA VIDA.
É quase que impossível uma arvore abandonada produzir bons frutos, é necessário zelo da parte do agricultor, que antes prepara a terra e depois planta. É importante que antes de plantar o agricultor cuide de analisar se aquele tipo de planta produz bem naquele terreno, naquela época do ano. Agora quem nos colocou no lugar em que estamos foi Deus, o agricultor (Jo 15.1), será que ele se enganou? Ou somos nós que estamos fazendo corpo mole, dizendo: “eu não posso, aqui é tão difícil ser crente”. A rainha Ester estava numa boa, mas o lugar era hostil e quem a colocou naquele posto foi Deus. Mardoqueu disse a ela: “Não imagines no teu íntimo que por estares na casa do rei, escaparás só tu entre todos os judeus. Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento de outra parte sairá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Et 4.13,14)

O crente cheio do Espírito Santo frutifica em todos os tempos no lugar em que Deus o colocar. Arvore alguma começa com abundantes frutos, antes pelo contrario, começa com poucos frutos e o tempo vai passando ele vai aumentando a produção de frutos.
O fruto serve exatamente para mostrar quem somos se o fruto é bom, serve para testemunhar de Cristo, Glorificar a Cristo. Toda arvore quando produzindo frutos é vista de longe e também se discerne pelos frutos. Conforme o caráter de Jesus vai se desenvolvendo no crente ele vai produzindo, com isso alcançando a maturidade espiritual, ele se torna conhecido na região pelos frutos.

Ser conhecedor do evangelho, pregador, cantor, não significa estar cheio de fruto, pode até ser que não haja fruto algum. Para que haja fruto em nós é preciso dedicação total a Deus, doarmos a ele nossa vida e cada dia mais ser parecido com ele. Como assim? Comportando como ele se comportou diante dos homens, dedicando como ele se dedicou aos homens ao ponto de doar sua vida por nós. Nunca devemos pensar que os nossos dotes naturais nos farão crescer diante de Deus e dos homens, ou seja, nunca chegaremos a maturidade sem a ajuda dos céus, o preço da maturidade está na rejeição de conceitos e praticas que nos leva ao pecado ou ao seu domínio.  A dieta espiritual para que haja uma frutificação correta, é exatamente se abstendo das coisas que entristeça ao Senhor. Agindo assim haverá ação total do Espírito Santo e a produção será de trinta, sessenta e cem por um.


CONCLUSÃO
Terminaremos com as palavras de Jesus que disse:
     “Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?  Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus.     Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons.  Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.”  (Mt 7.16-20)

BIBLIOGRAFIA
SILVA, Antonio Gilberto da, - O fruto do Espírito - CPAD



Colaboração para o Portal Escola Dominical - Pr Jair Rodrigues
fonte portal ebd

PRE ADOLESCENTES - Lição 10: Olhando para a frente


3º Trim. 2012 - PRE ADOLESCENTES - Lição 10: Olhando para a frente

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
3º Trimestre 2012
Tema: Descobrindo meus direitos e deveres
Comentaristas: Ângela Sueli Silva da Costa

LIÇÃO 10 – OLHANDO PARA A FRENTE

Texto bíblico  Genesis 13.7-12
Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abrão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam na terra.
Disse, pois, Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos.
Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a esquerda.
Então Ló levantou os olhos, e viu toda a planície do Jordão, que era toda bem regada (antes de haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), e era como o jardim do Senhor, como a terra do Egito, até chegar a Zoar.
E Ló escolheu para si toda a planície do Jordão, e partiu para o oriente; assim se apartaram um do outro.
Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da planície, e foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma.
Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.

Objetivos após a aula seu aluno deve  saber identificar seus deveres 
                  para com Deus, como  consigo mesmo, entendendo que 
                  haverá de prestar conta sobre  tudo que vier a praticar.

Introdução
Estamos na lição 10, Olhando para frente,  estudando o tema “escolhas a fazer” visando o aspecto de fazermos boas escolhas para garantimos um futuro melhor, levando em conta, que como crentes temos responsabilidades para com Deus, pois havemos de um dia prestar contas a ele, por tudo que decidimos, quer seja bom ou ruim.
Para este tema, temos como texto base, a passagem em Genesis que relata  um conflito família, entre Abrão e seu sobrinho Ló.
Neste caso, a escolha de ló, em muito influenciou no seu futuro, neste caso para mal. Podemos também concluir que isto se deu pelo fato de Ló não ter ainda um grau de comprometimento com Deus.


I - Minhas atitudes
A vida é feita de escolhas, estamos a todo momento tendo de decidir, ainda mais por sermos cristãos, temos de decidir com responsabilidade, isto se dá por dois motivos:
  1. As nossas decisões e atitudes, podem de forma contundente, quando forem más  podem  influenciarem e prejudicarem  negativamente o nosso próximo.
  2. As decisões de hoje  refletiram no futuro.

Como cristãos temos responsabilidades  para com Deus, porque qualquer atitude nossa, não apenas pode nos trazer algum transtorno  futuro mas pode prejudicar a outros.
A exemplo,  se formos maus cristãos, com atitudes erradas muitas pessoas ficaram escandalizadas, como elas poderão se voltar a Deus ?  se vêem em  nós o mau exemplo!
Todas as nossas atitudes devem ser tomadas visando não apenas um futuro melhor,  mas no presente devemos ter cuidado, sabendo que muitas pessoas estão a nos observar.

II-As atitudes de Ló
A passagem em Genesis revela a discussão entre os pastores de Lo e de Abrão,  por se multiplicarem muito o gado, não havia mais pastagens  suficientes para ambos. Para amenizar esta situação Abrão, o que nos serve de lição , tomou uma decisão certa, promoveu a pacificação  entre ambos, por se Ló seu parente, Abrão não queria permanecer  contendendo.
Assim propôs que se separassem, para isto concedeu que Ló escolhe a direção a seguir. Era costume antigo que a escolha seria de Abrão, por ser mais velho, e se levarmos em conta, ló estava ali, porque Abrão permitiu que lhe acompanhasse.
Contudo, Ló usurpou o direito de seu tio, fazendo a escolha, esta foi uma atitude errada, desonrando o seu tio,  por outro lado a sua escolha  foi baseada apenas na vista de seus olhos, ou seja, Ló apenas olhava para o material.
Ao contrario de Abrão, que seguiu em frente, não olhando para a parte que tinha por seguir, Ló escolhera as campinas verdes, as planícies, enquanto Abrão seguiria pelo deserto, contudo , ao desenrolar da historia, vemos que por ultimo Deus suprimiu todas as necessidades de Abrão, e o fez prosperar. Enquanto Ló perdeu tudo quanto possuía, alem de sua esposa.

III-Escolhendo o mais fácil
O texto de Gênesis 13 normalmente é lido no contexto da destruição dos perversos habitantes de Sodoma e Gomorra. Essas cidades se tornam símbolos
do afastamento de Deus: no livro de Ezequiel, as críticas que pesavam sobre Sodoma e Gomorra são dirigidas a Jerusalém. Seja pelas atitudes ilícitas,
seja pelo comportamento discriminatório, o furor do Senhor irá consumir aqueles que haviam sido chamados para constituir a nação santa (Ezequiel 22.29-31).
O apóstolo Paulo lança mão do mesmo conceito historicamente construído em sua crítica aos Coríntios:
 "Não sabeis que os injustos não herdarã o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os e efeminados, nem os sodomitas... herdarão o Reino de Deus" (1 Coríntios 6.9-10).
Portanto, ainda que a Bíblia reprove as relações sexuais ilícitas, tudo indica que os pecados de Sodoma iam, além disso: os habitantes da cidade
tinham também uma conduta perversa, injusta e ingrata, especialmente em relação aos estrangeiros, um problema crônico para a época e que não é muito diferente nos dias atuais.
Mas, é o fato de Ló ter ido viver entre essas pessoas que é o foco da discussão deste estudo. Ele nos fala sobre as conseqüências dos posicionamentos que assumimos, especialmente no contexto familiar. Nossas decisões, portanto, devem ser tomadas
em clima de oração, ou seja, de reflexão, ampla avaliação das possibilidades e implicações, e de diálogo com as pessoas envolvidas.
Se tiver dúvidas, se não tiver conversado (solicitado conselho, conforme nos ensina o livro de Provérbios nos versículos 15.22; 18.15 e 16.25) com
as pessoas envolvidas e buscado a direção e orientação de Deus (Provérbios 19.21; Provérbios 16.1,9), sua decisão pode desencadear processos maiores de perigo, destruição e morte.
Fonte : http://www.metodista.org.br

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Foi exatamente isto que aconteceu com Ló, a sua conduta e atitude foi errada em relação a seu tio, e como não bastasse, a sua escolha foi baseada na facilidade que teria para conduzir a sua vida, as planícies eram verdejantes, ideais para os seus animais, contudo, Ló não levou em consideração que atava próximo a  duas cidades extremamente pecaminosas, sem duvida isto traria dano a sua vida espiritual.

IV-Escolhas certas
As pessoas deste mundo, priorizam, e fazem escolhas , muitas vezes  baseados  no seu interesse próprio,  pensando apenas no momento presente. Algumas dessas prioridades fazem parte do nosso cotidiano, mas como cristãos devemos analisar, afim de tomarmos as decisões certas.
As prioridades são:
1.         ganhar dinheiro          
2.         possuir coisas materiais
3.         ter sucesso
4.         ter poder
5.         gozar vida                                 
6.         sentir-se bem
7.         melhorar o nosso corpo
8.         valorizar a família
9.         satisfazer os desejos


Então, quais são as atitudes que devo tomar sobre as prioridades deste mundo:
Será que para não amar o mundo significa que o cristão não se pode envolver em nada neste mundo.  Claro que todos nós temos de viver no mundo e Jesus quer que tenhamos atitudes corretas e saudáveis.
A Bíblia não nos dá instruções muito claras sobre várias coisas e as vezes as igrejas fazem regras quando não há nada na Bíblia que proíbe tais coisas.
Vamos analisar qual deveria ser a nossa atitude :
            dinheiro - ganhar dinheiro não é mau e ser rico não é um pecado, mas se vivemos só para ganhar dinheiro isto não é o que Deus quer. É também importante o que fazemos com o nosso dinheiro e Deus quer que o usemos com sabedoria, e que sejamos generosos em partilhá-lo com outros que têm necessidades e que contribuíamos na Sua obra (ajudar sustentar o pastor da igreja local, ajudar com a obra missionaria etc.)
            coisas materiais - é obvio que necessitamos de roupa, electrodomésticos, moveis, um carro etc. mas temos de ter cuidado que objectos não se tornam ídolos sem os quais não podemos viver.      
            sucesso - às vezes o sacrifício necessário para alcançar sucesso é grande e podemos não ter tempo suficiente para as nossas famílias. Também a procura de sucesso pode causar muito stress e pressão.  Em contrapartida, sucesso nos olhos de Deus significa que vivamos em amor, harmonia e paz com todos, e levamos uma vida honesta.
            poder - Se Deus nos der uma posição de poder e influencia, tudo bem, mas é aconselhável não buscar poder porque isto normalmente envolve pisar nos pés dos outros e sermos pessoas agressivas e duras.  Jesus mostrou e ensinou que o caminho para sermos importantes no Seu reino é sermos servos aqui no mundo. Jesus disse:
"quem quiser tornar-se grande entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo, assim como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos".
            gozar a vida - claro que Deus quer que tenhamos tempo para nos divertir e descansar, mas precisamos de equilíbrio.  S. Paulo disse: "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm."   Há muita coisa para fazer para o reino de Deus, e Deus está a chamar pessoas para O servir, mas temos de estar disponíveis a Ele.
Em relação às discotecas e clubes , dança em si pode não ser mau mas depende do tipo de dança. Algumas danças são muito sensuais e pode provocar a tentação e pecado em outros.  Em relação ao cinema - isto depende do filme.  Na escolha de um filme,  cada um tem de ter a consciência que ele não esteja a entristecer O Espírito Santo.
            sentir-se bem - as perspectivas e altitudes cristãs são diferentes do mundo e às vezes vamos criar inimigos ao seguirmos Jesus.  Temos de estar dispostos a sofrer perseguição e injustiças quando não fazemos tudo que o mundo faz e não falamos aquilo que agrade a todos.
            melhorar o nosso corpo - Deus quer que cuidemos do nosso corpo
porque é o templo do seu Espírito.  Devemos comer coisas saudáveis,
fazer exercícios físicos, dormir suficientemente, trabalhar e descansar.  Contudo, não convêm estarmos tão preocupados com a nossa aparência que passamos demasiado tempo e gastamos muito dinheiro em tentarmos melhorá-la. ao custo dos outros valores.

           a nossa família é importantíssima e muito preciosa, e conviver com ela é imprescindível para a nossa saúde emocional.  No entanto, Deus quer estar em primeiro lugar em nossas vidas e às vezes temos que tomar decisões que a nossa família não compreenda ou temos que mudar para outro cidade ou país em obediência a Deus.
            satisfazer os nossos desejos - Deus chama-nos para ser discípulos seus e estar disponíveis para a Sua vontade.  No entanto, isto não significa que os desejos que temos são necessariamente opostos à vontade de Deus, porque muitas vezes Deus quer suprir os nossos desejos.  Jesus ensinou que quando pomos O Seu reino no primeiro lugar, Ele vai dar-nos os desejos dos nossos corações.

Conclusão

Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.  Eclesiastes 11:9
Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. Eclesiastes 12:14
Assim revela a palavra de Deus, toda obra haverá um julgamento, portanto, tudo quanto decidimos, seja segundo o bom conselho de Deus, assim viveremos b em o presente, e garantiremos um futuro melhor.

Colaboração para Portal Escola Dominical - Prof. Jair César S. Oliveira

fonte portal ebd

ADOLESCENTES - Lição 10: A maior Herança que existe


3º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 10: A maior Herança que existe

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
3º Trimestre 2012
Tema: Vivendo em Família
Comentarista: César Moisés Carvalho

LIÇÃO 10 – A MAIOR HERANÇA QUE EXISTE


Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Conscientizar-se de que a maior herança que possuímos é o legado de Cristo, como a Bíblia nos afirma: “Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.” (Gálatas 4:7) 

Para refletir
“Entrando-se apressadamente de posse de uma herança no princípio, o seu fim não será bendito.” (Pv. 20:21 – ARC).

Em tudo em nossa vida, precisamos de equilíbrio. Salomão nos adverte, não se apresse, não seja ansioso, aguarde no SENHOR, é DELE que procede todas as diretrizes da vida, é ELE que nos conduz a verdadeira satisfação interior.

Se deixarmo-nos conduzir por ELE, nada nos desanimará, em DEUS somos mais que vencedores em tudo o que fizermos.


Texto Bíblico: Mt. 6::19-21; Lc. 12:13-21.

Introdução
“Juntar tesouros no céu” é dia a dia irmos depositando obediência a Deus, através de Sua Palavra. Devemos em nosso cotidiano, preocupar-nos em agradar a Deus através de nossas ações e palavras.

Juntar Tesouros no Céu
Os tesouros na Terra são: Os bens materiais que permanecem, porque não podemos levá-los para a espiritualidade (casa, automóvel, jóias, terras, vestuários etc.). São enfim as coisas materiais, perecíveis, sujeitas a deterioração, a serem roubadas, invejadas, e destruídas.

 Como o Senhor Jesus nos adverte " a ferrugem que destrui e danifica. A traça, um bichinho que se alimenta de nossas utilidades, tais como roupa, papéis, livros... E ainda os ladrões que também escavam, assaltam e roubam os pertences materiais de outras pessoas. Então se verificarmos bem, veremos que os tesouros materiais, são perecíveis, passageiros e de pouca duração.

  • Não são tesouros realmente.
  • Não podemos levá-los para a pátria espiritual.
  • São danificados por diversos agentes e indiscutivelmente são falsos tesouros.

Seriam então desprezíveis? Não, eles são de uso para a nossa vida material, portanto necessários. Jesus quis somente demonstrar que não são os verdadeiros tesouros. São necessários somente para nossa vida material.
Então nosso Mestre e Senhor, nos aconselha, a ajuntar, conquistar os verdadeiros tesouros.

Os tesouros imperecíveis são:
  • A BONDADE para com todos os viventes. Seja o nosso irmão do caminho, sejam as plantas, os animais, as coisas infinitamente pequenas ou as coisas infinitamente grandes com as do Céu.
  • A humildade a Paciência e as conquistas intelectuais, tais como as ciências e as filosofias.

Quando o Senhor Jesus vir nos arrebatar, o espírito leva consigo, somente as conquistas espirituais. Ser religioso é importante, Religião quer dizer RELIGAR. Então orar e vigiar torna-se nossa primeira necessidade.
         
Devemos amar nosso próximo e não esquecer de vigiar nossos pensamentos, para não cairmos em tentações. Como dissemos tudo o que é material aqui permanece. No Céu não há ladrões, não há ferrugens nem traças ou cupins. Disse Jesus, "Onde está o teu tesouro, ai está o teu coração".

Se nosso tesouro, são as coisas materiais, ali estará o nosso coração e por isso sofremos, quando as vemos danificadas ou roubadas. Não devemos nos preocupar demasiado com as coisas materiais. Deus vela por seus filhos e nada lhes faltará.

O Mestre nos ensina, observar as aves do céu, que não semeiam, não fiam, nem ajuntam em seleiros, contudo o Pai do Céu as sustenta. Veja um lindo passarinho. Faz sua casinha de gravetos secos busca sua alimentação entre os frutos das arvores e tem a água que precisa dos riachos e da chuva. Nada mais precisa para viver e para nos alegrar, oferece o seu gorjeio maravilhoso.

Olhai os lírios do campo, como são belos. Eles não trabalham e nem fiam. No entanto, nem Salomão em sua gloria se vestiu como qualquer deles. Portanto não vos inquieteis dizendo: que comeremos ou o que vestiremos, porque os gentios (ou seja, os que não conhecem a Deus) é que procuram todas essas coisas. Buscai em primeiro lugar o REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA E TODAS ESTAS COISAS TE SERÃO ACRESCENTADAS. Não vos inquieteis com o dia de amanha. O amanha trará os seus cuidados. Basta ao dia o seu próprio mal....

Escolhendo a Melhor Parte:A História de Lucia e Marina
Lúcia e Marina são duas irmãs muito diferentes uma da outra.
Lúcia é meiga, bondosa e estudiosa.
Marina ao contrario, não gosta de estudar. Só se preocupa com a vaidade. Só quer vestidos novos, sapatos, jóias. Tudo que vê cobiça. Tudo o que os outros têm Marina também quer.

Mamãe se preocupa muito com isso. Marina, diz ela: Tenha paciência, As coisas não são como você quer. Precisamos saber se Papai pode comprar, se o dinheiro que ganha dá para este gasto. Marina sempre teimosa, bate o pé, quero, quero e quero. Por isso é uma menina aflita, inquieta e na sua fisionomia reflete-se o seu estado de alma. Sempre carrancuda, nervosa com o olhar procurando ver o que os outros possuem. Vive atormentada, porque inveja as outras crianças.

Lúcia, ao contrario, se contenta com o que possui. Por isso vive feliz. Suas roupas estão sempre limpas, seus sapatos engraxados e os cabelos bem penteados. É amiga dos bichinhos, das plantas e dos passarinhos. Todos gostam dela e se sentem felizes em sua companhia. Não inveja as outras crianças. Por isso é bonita, seus cabelos e olhos têm o brilho da felicidade. Para que tanta roupa e agasalho. Tantos pares de sapato? Não pensa em tantas crianças que não tem nem um agasalho para o frio.Crianças que andam descalças e não tem às vezes nem o pão para alimentá-las. Isso que é triste.

Lucia sempre conversa com Marina sobre isso e lhe diz:
- Devemos visitar a casa dos pobrezinhos para levar-lhes alguma coisa de que necessitam.Vou com mamãe, fazer um visitas no hospital e lá vejo algumas crianças que vem, tratar-se no hospital porque estão doentes. Fico penalizada. Ajudo no que posso...É assim que sou, É assim que penso Jesus não diz em seu Evangelho as aves do céu não semeiam não colhem nem juntam em celeiros contudo elas se sustentam com a natureza.

Olhai os lírios do campo, olhai como crescem. eles não trabalham nem fiam contudo são lindos,alvos e puros como a neve. Estão vestidos com a natureza que Deus lhes dá. Quem se vestirá melhor que as flores lindas e perfumadas. Deus nosso Pai sabe de tudo o que necessitamos e desde que procuremos ser justos e bons nada nos faltará. Se formos calmos e caridosos, teremos Paz, saúde e harmonia no Lar.

Papai e Mamãe nos darão pelo trabalho diário, tudo o que precisamos e nossa vida decorrerá normal. O importante é saber disso: Estudar para aprender, ser bondoso e humilde para viver feliz. Não será essa a felicidade que todos procuramos?
Vamos juntar tesouros para a espiritualidade.


Conclusão
Você está juntando tesouros no céu ou na terra?
Se darmos lugar ao orgulho, à vaidade, à auto-suficiência, à ganância.... A quem estamos entronizando em nosso coração? Claro que ao príncipe deste mundo! É assim que ele entra. Se você vive em função de possuir mais e mais riquezas está fazendo o jogo do maligno, o príncipe deste mundo.

Temos de ser responsáveis e honestos, trabalhar, ganhar o pão de cada dia com o suor do rosto. O que não podemos é fazer o jogo do maligno e partir para o extremo: para a ambição. Pois Jesus nos ensina que não podemos servir a dois senhores.

"Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro. Por isso vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta" (Mt 6:24-26ss).

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva


fonte portal ebd

Lição 10 - A perda dos bens terrenos I


3º Trim 2012 - Lição 10 - A perda dos bens terrenos I
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2012
VENCENDO AS AFLIÇÕES DA VIDA - Muitas são as aflições do justo mas o Senhor o livra de todas
COMENTARISTA: ELIEZER DE LIRA E SILVA
COMENTÁRIOS - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
(ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP)

                                                                                                

LIÇÃO Nº 10 – A PERDA DOS BENS TERRENOS
                                               Nossa relação com os bens materiais deve mostrar que amamos a Deus sobre todas as coisas.PORTAL ESCOLA DOMINICAL
3º Trimestre de 2012 - CPAD 
Vencendo as Aflições da Vida - "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” (Salmos 
34:19).
Comentários da revista da CPAD: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
LIÇÃO Nº 10 – A PERDA DOS BENS TERRENOS
Nossa relação com os bens materiais deve mostrar que amamos a Deus sobre 
todas as coisas.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo sobre os “dramas materiais”, estudaremos hoje a perda dos bens terrenos.
- Devemos amar a Deus sobre todas as coisas e, por isso, a perda dos bens terrenos não pode nos levar a 
nos distanciar ou a questionar o Senhor.
I – DEUS É O DONO DE TODAS AS COISAS
- Prosseguindo o estudo do que denominamos de “dramas materiais”, ou seja, as aflições decorrente do nosso 
relacionamento com as coisas, estudaremos hoje a questão atinente à perda dos bens terrenos, uma realidade 
que advém tanto a crentes quanto a incrédulos.
- Conforme já vimos na lição anterior, ao tratar da angústia das dívidas, não podemos deixar de considerar 
que, nesta terra, todas as coisas pertencem a Deus, visto que Ele é o criador de tudo (Gn.1:1) e, portanto, por 
direito, tudo Lhe pertence (Sl.24:1).
- O homem foi posto como supremo administrador da criação terrena, sendo, por isso, mordomo de 
Deus (Gn.1:28). Se isto deu ao homem uma supremacia sobre toda a criação terrena, não o tornou, em 
absoluto, senhor da criação terrena. É desta distorção do ensino bíblico que surgiram ideias completamente 
equivocadas a respeito do nosso relacionamento dos bens materiais que tem na teologia da prosperidade a sua 
principal vertente nos dias em que vivemos.
- Deus é o dono de todas as coisas, tendo ao homem tão somente a administração sobre a criação terrena, o que 
faz com que, a um só tempo, entendamos que o homem pode, legitimamente, usufruir de tudo quanto Deus 
criou, mas que também deve zelar de toda a criação, pois terá de prestar contas ao Senhor da sua utilização.
- De igual maneira, ao termos consciência de que somos meros administradores do que pertence a Deus, 
também compreendemos que, pela ordem das coisas, jamais podemos nos prender às criaturas, mas, sim, ao 
Criador. Temos de buscar servir a Deus e não às coisas, buscar ter a Deus de tudo e não às coisas criadas 
por Deus.
- Todavia, quando o homem pecou, crendo na mentira satânica de que poderia viver sem Deus, viver 
independentemente de seu Criador (Gn.3:4,5), acabou por gerar consequências nefastas para a sua vida, uma 
das quais, no que pertine ao seu relacionamento com a criação terrena, é que a mesma lhe passou a ser hostil, 
produzindo não somente o que seria necessário para a sobrevivência do ser humano, mas, também, o que não 
lhe serviria para tanto, os “espinhos e cardos” de que falou o Senhor em um de Seus juízo sobre o primeiro 
casal pecador (Gn.3:18).
- A criação terrena não mais ficou à disposição pura e simples do homem para que dela pudesse desfrutar, sem 
qualquer penosidade, para a sua satisfação. Passou a existir uma competição entre o homem e o restante da 
criação terrena, um embate de que dependeria a própria sobrevivência humana sobre a face da Terra, gerando Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
Ensino Bíblico – Banco do Brasil Ag. 0300-X  C/c 35.720-0
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o que os economistas denominam de escassez, visto que os recursos existentes seriam sempre insuficientes 
para satisfazer os desejos humanos.
- É deste conflito entre recursos e desejos (de que nasce a própria necessidade da ciência econômica) que 
surge a noção de “bem”, entendido como “tudo o que tem utilidade material, prática, e valor fiduciário”, 
ou seja, “tudo aquilo que serve de elemento a uma empresa ou entidade para a formação do seu patrimônio 
aziendal e para a produção direta ou indireta do seu lucro”, como afirma o Dicionário Houaiss da Língua 
Portuguesa.
OBS: Azienda é o “conjunto de elementos (bens materiais ou imateriais) que servem ao comerciante, ou ao industrial, para que desempenhe suas 
atividades produtivas”.
- Vemos, pois, que  os “bens terrenos” são todos aqueles elementos da criação terrena que servem, de 
alguma maneira, para que o homem tenha a satisfação de suas necessidades, que permitem ao homem 
sobreviver sobre a face da Terra.
- Ora, como já dissemos, estes “bens” pertencem a Deus. Verdade é que, para adquiri-los legitimamente, o 
homem precisa fazer uso do trabalho (Gn.3:17-19) e a sua aquisição se torna indispensável para a 
sobrevivência do homem, motivo por que o direito de propriedade é um direito natural, que decorre da própria 
determinação divina e algo que faz com que o homem possa usufruir daquilo que Deus lhe concedeu, apesar 
do pecado.
- Tanto os “bens” pertencem a Deus que, além do salmista, já citado (Sl.24:1), o profeta Ageu também 
afirmou que o ouro e a prata pertencem ao Senhor (Ag.2:8), tendo o próprio Jesus afirmado aos Seus
discípulos que Deus tem prazer em dar aos homens “bens” se eles lhO pedirem (Mt.7:11). Que bens? Tanto os 
“bens do mundo” (I Jo.3:17) como também o Espírito Santo (Lc.11:13).
- A expressão “bens” representa propriamente as coisas materiais que nos servem para a satisfação de nossas 
necessidades e a Bíblia Sagrada faz questão de nos mostrar que elas são dádivas de Deus para nós. Para os 
israelitas, Deus prometia “abundância de bens” na Terra Prometida se houvesse fidelidade a Ele e à Sua lei 
(Dt.28:11), tendo, também, a rainha de Sabá entendido que Salomão tinha abundância de bens que lhe havia 
sido dada pelo próprio Deus (I Rs.10:7,10). Neemias, também, reconheceu que Deus cumpriu a Sua promessa 
ao povo de Israel, dando-lhes abundância de bens, embora tal atitude não tenha sido correspondida pelo povo 
(Ne.9:35).
- O próprio Satanás reconheceu que Deus é quem deu os bens a Jó (Jó 1:10), a provar, pois, que Deus é o dono 
de todas as coisas e dá a quem quer, quando quer e como quer.
- No entanto, e aqui reside o grande perigo, o homem, no pecado, entende que pode viver sem Deus e, por 
isso, acaba por achar que tudo quanto possui é fruto de seu próprio esforço, é resultado de suas próprias forças 
e, diante dos bens terrenos, esquece-se d’Aquele que é a fonte de tudo quanto foi adquirido, esquece-se do 
Deus que dá aos homens todos os bens terrenos. É neste ponto, quando há a desconsideração de que Deus é o 
dono de tudo e que é o principal responsável por aquilo que adquirimos por força do nosso trabalho que surge 
o “materialismo”, que é a redução de tudo ao “material”, que é a exclusão de Deus de nossas mentes, de nossa 
apreciação da realidade.
II – O PENSAMENTO MATERIALISTA AO LONGO DOS SÉCULOS
- O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define materialismo como sendo a “doutrina que identifica, 
na matéria e em seu movimento, a realidade fundamental do universo, com a capacidade de explicação 
para todos os fenômenos naturais, sociais e mentais”. Como ensinam Hilton Japiassu e Danilo Marcondes, 
“…de modo gera, portanto, o materialismo nega a existência da alma (…), bem como a realidade de um 
mundo espiritual ou divino cuja existência seria independente do mundo material. O próprio pensamento teria Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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uma origem material, como um produto dos processos de funcionamento do cérebro.…” (Materialismo.In: 
Dicionário básico de filosofia, p.163).
- O materialismo caracteriza-se, portanto, como todo e qualquer pensamento que entende que, no universo, só 
existe a matéria, ou seja, substância sólida, corpórea. Este pensamento não é novidade na história da 
humanidade. Os primeiros filósofos ocidentais, na Grécia, voltaram-se para a discussão a respeito do que seria 
a matéria e não poucos deles viram a realidade como sendo puramente material.
- O primeiro deles foi  Demócrito (460-370 a.C.), que apresentou uma teoria em que “supõe a gênese da 
natureza, e até da alma humana, a partir do movimento, da agregação e da dissociação de porções mínimas e 
indivisíveis de matéria, os átomos, que não foram criados nem antecedidos por qualquer divindade ou força 
imaterial”. Para este filósofo, cuja teoria foi denominada de “atomismo”, portanto, a origem de todas as coisas 
era fruto dos átomos, partículas materiais que seriam as fontes de todas as coisas que existiam no universo, 
átomos estes que não teriam sido criados por ninguém. Tudo, inclusive a alma, seria material, portanto, 
formada destes átomos.
- O pensamento de Demócrito encontrou grande guarida no mundo grego e, por conseguinte, em todo o mundo 
conhecido de então, já que Demócrito viveu numa época em que a cultura grega estava se espalhando pelo 
mundo todo, tendo tido receptividade em vários povos e movimentos, entre os quais destacamos os seguintes:
a) Epicuro e seus seguidores, os epicureus (At.17:18)  – Epicuro, outro filósofo grego (341-270 a.C.), foi 
influenciado pelo pensamento de Demócrito, tendo fundado um movimento filosófico que durou por alguns 
séculos na Grécia e em Roma. Para ele, os átomos eram a explicação última do mundo e nada existiria a não 
ser os átomos e o vazio entre eles. Por isso, entende que não se deve perguntar sobre a existência de Deus e 
defende que se deve buscar o máximo prazer nesta vida, pois, depois da morte, nada haveria. Por isso, os 
epicureus estranharam tanto a pregação de Paulo a respeito da ressurreição e de Jesus. A influência do 
pensamento de Epicuro foi tão grande entre os judeus que o Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo) 
chega a chamar aquele que ataca a fé como sendo “o epicurista”.
OBS: Eis o texto do tratado “Pirke Avot” (Ética dos Pais) do Talmude: “Rabi Eleazar diz: Sê diligente no 
estudo da Tora, sabe o que deves responder ao epicurista…” (2:19a) (apud BUNIM, Irving M.. A ética do 
Sinai. Trad.Dagoberto Mensch, p.121).
b) os saduceus (Mt.22:23; Mc.12:18;Lc.20:27) – A seita judaica dos saduceus, que parecem retirar seu nome 
de Zadoque, que, segundo alguns, é o sumo sacerdote nos tempos de Davi e Salomão e, segundo outros, um 
discípulo de Antígono de Soco, mestre judaico que foi um dos “homens da Grande Assembleia”, o grupo 
formado por Esdras e Neemias para serem os grandes estudiosos e intérpretes da lei em Israel após o exílio, 
tinha como sua característica principal o materialismo, a total descrença na alma ou na existência de algo além 
da matéria, fruto inegável da influência exercida sobre eles do pensamento filosófico grego materialista.
OBS: Corroborando o que nos ensinam as Escrituras a respeito dos saduceus, transcrevemos o que fala dos saduceus o historiador judeu Flávio 
Josefo: “…Os saduceus, ao contrário, negam absolutamente o destino e creem que, como Deus é incapaz de fazer o mal, Ele não Se incomoda com 
que os homens fazem. Dizem que está em nós fazer o bem e o mal, segundo nossa vontade nos leva a um ou a outro e as almas não são nem 
castigadas nem recompensadas num outro mundo…” (Guerra dos judeus contra os romanos II,12,153. In: JOSEFO, Flávio. História dos hebreus. 
Trad. Vicente Pedroso. v.3, p.60).
- Além de Demócrito, os  estoicos (At.17:18) foram outro grupo que bem representou o materialismo na 
Antiguidade. O estoicismo foi um movimento filosófico que surgiu na Grécia com Zenão de Cício(334-262 
a.C.), mas que perdurou também por alguns séculos, que também tinha no materialismo uma de suas 
principais características. Segundo eles, o universo é composto unicamente de matéria, que, ao contrário dos 
epicureus e atomistas, é algo contínuo. O mundo seria um todo orgânico animado pelo “logos”, o princípio 
vital. Tudo seria, pois, material, não existindo coisa alguma além da matéria.
- O materialismo, porém, sempre sofreu grande oposição nos círculos intelectuais antigos. Além da 
predominância da religião na Antiguidade, religiões que sempre procuravam explicar o sobrenatural, quando 
não negavam precisamente a matéria (como é o caso do hinduísmo e do budismo), devemos observar que os Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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dois principais filósofos do Ocidente, Aristóteles e Platão, admitiam a existência de coisas imateriais, às quais 
davam maior importância do que às materiais, notadamente Platão, cuja escola de filosofia (a Academia) 
duraria mil anos depois de sua morte.
- Com a vinda de Cristo e a evangelização do mundo por intermédio da Igreja, então, o materialismo 
teria mais uma oposição e o triunfo do pensamento cristão, apesar da apostasia que nele logo se infiltrou, foi, 
sem dúvida alguma, um grande entrave para a proliferação do materialismo na Idade Média, tendo também 
contribuído para isto o surgimento do islamismo, igualmente uma religião que menosprezava esta espécie de 
pensamento.
- O materialismo, porém, retomaria vigor a partir do final da Idade Média, dentro das consequências do 
antropocentrismo, ou seja, do pensamento que punha o homem no centro do mundo, no centro do universo. A 
partir do momento que o homem passou a valorizar a si mesmo e a sua razão, bem como a ciência e a 
tecnologia, quase que automaticamente dava fôlego a novas formulações materialistas.
- Os primeiros filósofos e cientistas modernos não foram materialistas, admitindo a existência da alma e de 
substâncias incorpóreas, como é o caso do filósofo francês René Descartes (1596-1650), mas, a partir das 
descobertas científicas, principalmente da física, surge um pensamento chamado de “mecanicismo”, em que a 
natureza passou a ser entendida como uma “máquina cega”, pensamento este que encontrou guarida em vários 
escritores do chamado “Iluminismo”, pensadores do século XVIII, entre os quais os franceses  Barão de 
Holbach (1723-1789), para quem a matéria é a única realidade e Denis Diderot (1713-1784), organizador da 
Enciclopédia, que afirma que de um animal saíram todos os demais, de um só ato da natureza.
- O desenvolvimento do pensamento materialista só aumentaria depois da Revolução Francesa (1789). A 
crença na ciência e na razão faria com que, cada vez mais, fossem desprezados os argumentos espirituais e de 
fé por parte dos estudiosos. Até mesmo os teólogos passaram a querer justificar científica e naturalmente a 
Palavra de Deus, o que fez com que surgissem os movimentos da crítica bíblica e uma teologia que 
consideraria as narrativas sobrenaturais da Bíblia como simples lendas ou crendices. Era o fermento 
materialista invadindo os próprios seminários e institutos de teologia! O aparecimento das teorias 
evolucionista, através de  Herbert Spencer(1820-1903) e de Charles Darwin(1809-1882), e do chamado 
“materialismo histórico”, de Karl Marx (1818-1883) e de Friedrich Engels (1820-1895), fariam com que o 
materialismo atingisse seu ponto mais alto de aceitação na história do Ocidente.
- Herbert Spencer teve uma educação alheia à religiosidade, tendo cedo se dedicado, por influência dos pais, 
ao estudo autodidático da ciência e da história. Nestes seus estudos, acabou convencido de que havia um 
princípio que regularia todas as coisas no universo, o princípio da evolução, tendo, a partir de então, escrito 
diversas obras para mostrar como tudo era fruto da evolução. Este seu pensamento, apresentado cerca de dez 
anos antes das obras de Charles Darwin, teria grande repercussão e influenciaria muito a classe intelectual da 
Europa e dos Estados Unidos.
- Charles Darwin acolheria esta ideia evolucionista de Spencer e consideraria que ela estava comprovada em 
suas pesquisas feitas em viagens ao longo do planeta, tendo, então, concluído que a vida na Terra era fruto de 
uma evolução, ideia esta que reforçou tanto a postura materialista a respeito do mundo, como o ideário ateísta 
que já contaminava o mundo nesta segunda metade do século XIX.
- Este pensamento atingiria, no que tange ao estudo das chamadas “ciências humanas”, seu ápice na 
formulação do chamado “materialismo histórico” de Karl Marx e Friedrich Engels. Para estes, a história da 
humanidade sempre havia sido a história da luta pelo controle das coisas materiais e a isto se reduzia o 
homem. Não havia nada de espiritual, mas todas as supostas manifestações sobrenaturais e ideias imateriais 
nada mais seriam que justificativas, ilusões que tinham a finalidade de mascarar a “luta de classes”, ou seja, o 
conflito entre os homens pela posse das riquezas e dos bens materiais.
OBS:  “…o materialismo filosófico marxista parte do princípio de que a matéria, a natureza, em suma, o ser é 
uma realidade objetiva, que existe fora e independentemente da consciência; que a matéria é um dado Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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primário, pois ela é a fonte das sensações, das representações, da consciência, enquanto que a consciência é 
um dado secundário, derivado, pois ela é o reflexo da matéria, o reflexo do ser; que o pensamento é um 
produto da matéria, quando esta atingiu, no seu desenvolvimento, um alto grau de perfeição; mais 
precisamente, o pensamento é produto do cérebro, e o cérebro, o órgão do pensamento; não podemos, por 
conseguinte, separar o pensamento da matéria, sob pena de cairmos num erro grosseiro…” (STÁLIN, Joseph. 
Materialismo dialético e materialismo histórico, p.10-1 apud POLITZER,  Georges; BESSE,  Guy e 
CAVEING, Maurice. Princípios fundamentais de filosofia. Trad. João Cunha Andrade, p. 137).
- O pensamento materialista de Marx e Engels, complementado depois por Lênin (1870-1924) e Mao Tsé-
Tung(1893-1976), seria o condutor dos regimes comunistas implantados no mundo a partir de 1917, com a 
criação da União Soviética, regimes que perdurariam até o final da década de 1980 em praticamente metade 
do planeta e que ainda vigoram em Cuba, Coréia do Norte, Vietnã e na China, o segundo maior país do mundo 
em extensão e o mais populoso do planeta. Vemos, pois, que o materialismo passou a ser pensamento 
dominante em grande parte do planeta durante quase todo o século XX.
- A queda dos regimes comunistas e a própria decepção surgida com o fracasso dos regimes comunistas antes 
mesmo de seu desmoronamento foram fatores que provocaram um nítido recuo no pensamento materialista 
nos últimos anos, dando margem ao surgimento de uma “nova espiritualidade”, que tem crescido grandemente 
em todo o mundo, inclusive nos países que ainda adotam o pensamento materialista marxista. No entanto, 
apesar deste recuo no mundo intelectual, o materialismo está longe de deixar de ser uma característica do 
mundo pós-moderno, pois, apesar de o pensamento materialista ter crescido em virtude da modernidade, o fato 
é que a prática materialista, mais até do que o pensamento materialista, é algo que só tem aumentado nos dias 
em que vivemos.
III – A PRÁTICA MATERIALISTA AO LONGO DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
- O fato é que, se o pensamento materialista ganha corpo e uma nitidez no mundo grego, por volta do século II 
a.C., a prática materialista tem acompanhado o homem desde o início dos tempos, uma vez que este tipo 
de atitude é consequência da prática do pecado. “…O homem pecador que recusar aceitar a Deus será 
necessariamente levado a se tornar preso às criaturas em um modo falso e destrutivo. Em seu desvio em 
direção às criaturas (conversio ad creaturam), ele foca nas últimas seu desejo insatisfeito pelo infinito. Mas os 
bens criados são limitados e, então, o seu coração passa de um para outro, sempre procurando por uma paz 
impossível…” (SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ. Instrução  Libertatis 
Conscientia, n.40) (tradução nossa de texto oficial em inglês do site do Vaticano).
- Consequência inevitável de se retirar da presença de Deus é a busca do homem pelas coisas materiais, 
pensando, iludido, que o vazio decorrente da ausência da comunhão com Deus pode ser preenchido pelo 
desfrute das coisas terrenas. Assim foi o que ocorreu com Caim, como se lê em Gn.4:16. Após ter se retirado 
da presença do Senhor, Caim deu início a uma civilização materialista, voltada para as coisas desta vida, sem 
qualquer preocupação com a realidade espiritual (cf. Gn.4:20-22).
- A civilização caimita acabou por prevalecer no mundo antediluviano como um todo e a descrição que Jesus 
faz dos dias de Noé bem mostra quais eram os valores então predominantes: “comiam, bebiam, casavam-se e 
davam-se em casamento”  (Lc.17:27). Era, portanto, um mundo que se guiava única e exclusivamente pelas 
coisas desta vida, numa total despreocupação com as coisas do espírito, com a eternidade, com o 
relacionamento com Deus. O resultado de uma prática materialista como esta não poderia ter sido outra: o 
dilúvio os consumiu a todos.
- Mas, depois do dilúvio, a  humanidade manteve esta prática materialista. Ao invés de servir a Deus e de 
adorá-l’O, os homens da comunidade única pós-diluviana resolveram “ter um nome para si” para não serem 
espalhados sobre a face da Terra, demonstrando assim um apego às coisas desta vida, tanto que queriam, a 
exemplo do que já fizera Caim, edificar uma cidade e procurarem “ser poderosos na terra” (cf. Gn.10:8). Uma 
vez mais, a prática materialista se apresenta como a tônica a nortear e orientar as ações humanas, numa total Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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despreocupação com “as coisas de cima”. O resultado disto foi novo juízo divino, com a destruição da 
comunidade única pós-diluviana, por meio da confusão das línguas (Gn.11:7-9). 
- Entretanto, ainda que espalhados, os povos surgidos desta divisão mantiveram esta sua prática materialista. 
Com efeito, Jesus descreve os gentios como sendo pessoas que se preocupavam apenas em correr atrás do 
beber, do comer e do vestir, dando a isto prioridade em suas vidas (Mt.6:31,32), comportamento que persiste 
nos nossos dias, onde, lamentavelmente, o “ter” tem preponderância sobre o “ser”.
OBS:  “…O fenômeno do consumismo mantém uma persistente orientação mais para o ‘ter’ do que para o ‘ser’. Ele impede de ‘distinguir 
corretamente as formas novas e mais elevadas de satisfação das necessidades humanas, das necessidades artificialmente criadas que se opõem à 
formação de uma personalidade madura’. Para contrastar este fenômeno é necessário esforçar-se por construir ‘estilos de vida, nos quais a busca do 
verdadeiro, do belo e do bom, e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as 
opções do consumo, da poupança e do investimento.’ É inegável que as influências do contexto social sobre os estilos de vida são notáveis: por isso 
o desafio cultural que hoje o consumismo apresenta deve ser enfrentado de modo mais incisivo, sobretudo se se consideram as gerações futuras, 
que arriscam ter de viver num ambiente saqueado por causa de um consumo excessivo e desordenado.…” (PONTIFÍCIO CONSELHO  DE 
JUSTIÇA E PAZ. Compêndio da doutrina social da Igreja, n.360, p.206).
- A excessiva preocupação do homem com as coisas desta vida é uma característica da prática 
materialista ao longo da história da humanidade. É evidente que o homem, para sobreviver, tenha de suprir 
suas necessidades essenciais (alimentação, vestuário, educação, habitação), necessidade que é reconhecida por 
Deus (Mt.6:32), mas também é ponto pacífico que o homem não pode pôr estas coisas como prioritárias na sua 
vida. No exato instante em que as coisas materiais passam a dominar o centro das atenções do homem, ele se 
torna presa do materialismo e, neste preciso momento, dá as costas para Deus.
- Quando amamos as coisas desta vida em primeiro lugar, passamos a servir às riquezas, ou seja, a 
Mamom (o deus das riquezas) e, por causa disto, deixamos Deus de lado. Jesus disse que não se pode 
servir a Deus e a Mamom (Mt.6:24) e, infelizmente, muitos são os que, na atualidade, mesmo se dizendo 
crentes, não servem a Deus, mas única e exclusivamente a Mamom.
- O materialismo, isto é, o apego às coisas materiais, representa a própria negação de Deus, a ponto de termos 
de reconhecer que “materialismo é ateísmo camuflado”. Quando há o apego às coisas materiais, estamos, 
ainda que não o digamos com argumentos, estamos, na prática, negando que Deus existe. É por este motivo 
que as Escrituras dizem que “o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males” (I Tm.6:10a).
- É dentro deste sentido que devemos compreender a intensidade do mal causado por Acã no arraial de Israel
(Js.7:13-26). Ao cobiçar o anátema e se atrever a desobedecer às ordens divinas em troca da posse de bens 
materiais, Acã e sua família fizeram muito mal e introduziram, na comunidade do povo de Deus, a 
possibilidade do materialismo, o que deveria ser imediatamente erradicado para que aquela geração não 
tivesse o mesmo triste fim de seus pais, que pereceram no deserto por causa da incredulidade (Hb.3:19). É 
importante notar que Acã foi incapaz de glorificar a Deus, apesar do pedido de Josué neste sentido, 
exatamente porque, ao amar as coisas materiais, havia desprezado e menosprezado o Senhor.
- Não foi outro o motivo pelo qual Agur pediu a Deus que não se tornasse um homem extremamente rico, pois 
a posse excessiva de riquezas dá ao homem a sensação de que não precisa de Deus (Pv.30:8,9). Esta ilusão de 
que as coisas materiais trazem satisfação a todas as necessidades do homem, ilustrada por Jesus na parábola do 
rico insensato (Lc.12:13-21), é o principal motivo por que o Senhor afirma que é difícil a salvação dos ricos 
(Mt.19:24; Mc.10:25; Lc.18:25).
- A prática materialista também se intensificou com o início da Modernidade. A acumulação de riquezas 
passou a ser a principal preocupação dos povos com o aumento do comércio em escala mundial e a 
organização econômica que passou para a história com o nome de “capitalismo”, “sistema econômico baseado 
na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de 
adquirir lucro”. Vivemos hoje num mundo onde há uma corrida desenfreada para o acúmulo de riquezas, onde 
todos buscam tão somente amealhar bens para si. Há um consenso de que o homem foi feito para a riqueza 
material e que a vida se resume a posse de fortunas. No entanto, não é este o ensino de Jesus. O Senhor é bem 
claro ao afirmar que “a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (Lc.12:15 “in fine”).Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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- A prática materialista tem se disseminado em todo o mundo. Se a queda dos regimes comunistas causou 
um impacto no pensamento filosófico materialista, foi um grande impulso para a intensificação da prática 
materialista. A preponderância dos países capitalistas na chamada “guerra fria”, nome como ficou conhecido o
confronto entre os países capitalistas e os países comunistas entre 1945 e 1989, fez com que se criasse a ideia 
de que o sistema capitalista é o melhor sistema econômico que existe e que deve ser, por isso, adotado pelo 
mundo inteiro.
- Nesta ideia que se disseminou mundo afora, temos  a exaltação da posse de bens materiais e um 
consumismo desenfreado, que é a razão de ser de milhões e milhões de pessoas, inclusive daqueles que não 
tem recursos materiais suficientes sequer para a sua sobrevivência. Com efeito, mesmo as camadas miseráveis 
das diversas sociedades deste mundo têm voltadas as suas esperanças à posse de riquezas. O sonho de toda 
pessoa é se tornar rica, milionária e famosa, pouco importando o que tenha de fazer para atingir esta posição.
- As pessoas, por sua vez, são julgadas e julgam as outras pelo que possuem, pelo seu patrimônio, numa 
completa inversão de valores morais e éticos. O materialismo distorce totalmente aos relacionamentos entre 
os homens, que passam a ser, sobretudo, relacionamentos interesseiros, voltados para a obtenção de vantagens 
econômico-financeiras. Até mesmo os relacionamentos afetivos passam a ser guiados por motivos econômicos 
e financeiros, a ponto de muitos constituírem ou destruírem lares e famílias por motivos puramente 
patrimoniais.
- Na própria igreja, o materialismo também fincou raízes. As Escrituras já haviam predito que, nos últimos 
dias, haveria, no meio do povo de Deus, falsos mestres que não teriam qualquer pudor mas, após terem negado 
o Senhor que os resgatara, iriam fazer dos crentes negócio com palavras fingidas (II Pe.2:1-3). O “segmento 
gospel” tem sido um dos segmentos do mercado que mais crescimento tem tido no Brasil nos últimos anos e, 
segundo os especialistas, tem ainda muito para crescer. Lamentavelmente, como bem afirma o sociólogo da 
religião, Antonio Flávio Pierucci, cada vez mais as igrejas estão a oferecer “serviços lábeis (i.e., instáveis, 
passageiros, adaptáveis – observação nossa) (…)não permanentes e de consumo imediato, o mais das vezes 
oferecidos em troca de pagamento.…” (PIERUCCI, Antonio Flávio. Religião. Folha de São Paulo, caderno 
Mais!. 31 dez. 2000. p.20-1).
- Não devemos, portanto, nos assustar com o crescimento da chamada “teologia da prosperidade”, que nada 
mais é que a introdução do materialismo na pregação do evangelho. Com efeito, passou-se a pregar um 
evangelho que traz vantagens patrimoniais, um evangelho que exalta e enaltece a posse de riquezas, um 
evangelho que, embora fale em Cristo, está, na verdade, levando o povo a Mamom. As pessoas correm a 
Jesus, mas porque querem se apegar às riquezas. Buscam o favor de Cristo, mas para poderem ter o carro 
novo, a casa nova, para serem empresários. Em nome de Jesus, estão a proliferar a avareza e o amor do 
dinheiro. Tenhamos cuidado com este falso evangelho, com esta investida materialista travestida de cristã e de 
evangélica, pois, “…alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas 
dores.” (I Tm.6:10b).
- Na verdade, estes “pregadores de prosperidade” nada mais são que escravos do dinheiro e das coisas 
materiais. Vivem em função da acumulação de riquezas, vivem à busca das coisas desta vida, num sentido 
diametralmente oposto ao que se lê na Bíblia Sagrada, que manda aos crentes buscar as coisas que são de 
cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus (Cl.3:1). Por isso, como verdadeiros estelionatários, 
procuram satisfazer a sua ganância através da ganância alheia. Assim, exploram o povo e arrancam 
verdadeiras fortunas dos bolsos destes incautos, vendendo a imagem de um Deus que faz barganhas com os 
Seus servos e que, ante o “sacrifício”, ante o “tudo” que foi entregue, serão ricamente abençoados e 
enriquecidos pelo Senhor. No fundo, porém, quem enriquece são estes mesmos pregadores ou, então, as 
instituições para as quais eles trabalham. Neste relacionamento estabelecido em cima da “pregação da 
prosperidade”, só temos que nos recordar das palavras do apóstolo: “…os homens maus e enganadores irão de 
mal para pior, enganando e sendo enganados.”(II Tm.3:13).Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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- O materialismo também se manifesta no tratamento feito com base nos bens que as pessoas possuem. 
Já na igreja primitiva, Tiago repreende a acepção de pessoas por causa das posses de alguém (Tg.2:1-9). Este 
comportamento revela que o coração da pessoa não se encontra cheio do Espírito de Deus, mas, ao contrário, é 
um coração voltado única e exclusivamente para as riquezas, para Mamom. Quando julgamos as pessoas pelo 
que elas têm e não pelo que elas são, estamos fazendo da nossa vida uma prática materialista.
- O mundo vive desta maneira, mas nós temos de ser diferentes. Recentemente, lemos reportagem em que 
pessoas de proeminência do mundo econômico e financeiro que tiveram problemas e perda de patrimônio 
testemunhavam que, de uma hora para outra, desapareceram os amigos de outrora, tendo, mesmo, alguns sido 
convidados a se retirar de clubes e entidades de que participavam e cuja participação, até bem pouco tempo 
atrás, era referência que a própria entidade fazia questão de divulgar para angariar novos integrantes. Muitos, 
porém, dentro das igrejas locais, têm se comportado da mesma forma, fazendo com que as relações de 
amizade sejam apenas jogos de interesses, manifestações de ganância e de cobiça, sejam evidências de que se 
está servindo a Mamom e não, a Deus. 
- Como podemos verificar, portanto, se o pensamento materialista pode ser algo distante para a realidade de 
cada crente, se o pensamento materialista pode estar um tanto quanto fora de moda, depois da derrocada do 
comunismo, o que estamos aqui a denominar de prática materialista é algo bem presente e que tem, 
infelizmente, frequentado e dominado a vida de muitos que cristãos se dizem ser.
IV – A AFLIÇÃO DA PERDA DOS BENS TERRENOS
- Dentro deste quadro materialista que domina o mundo e, inclusive, se infiltrou na igreja, é claríssimo que a 
aflição decorrente da perda dos bens terrenos é algo que tem sido de difícil enfrentamento por parte dos 
que cristãos se dizem ser, já que, no mais das vezes, encontramo-nos influenciados pela mentalidade 
materialista que faz com que ponhamos nossos corações naquilo que possuímos em vez de n’Aquele que 
nos concede ter o que temos.
- O Senhor Jesus, no sermão do monte, foi explícito ao afirmar que não devemos pôr nossos corações nas 
coisas desta Terra, pois elas estão sujeitas à perda, pois os tesouros terrenos podem ser consumidos pela 
traça, pela ferrugem e pelos ladrões, enquanto que os tesouros celestes estão imunes a estes fatores (Mt.6:19-
20). Como se não bastasse, se temos nossos corações nos tesouros terrenos, aqui ficaremos, pois está nosso 
tesouro, também estará o nosso coração, de forma que, infelizmente, não podemos, confiando nas riquezas, 
alcançar a salvação (Mt.6:21; 19:23,24). Por isso até o apóstolo Paulo advertiu os crentes para que, em caso de 
enriquecimento, não pusessem sua confiança nas riquezas, mas em Deus (I Tm.6:17).
- A perda dos bens terrenos é apontada como uma possibilidade real neste mundo em que vivemos. O 
Senhor Jesus disse que os tesouros podem se perder seja por causa da traça, seja por causa da ferrugem, seja 
por causa dos ladrões. Quem tem bens deste mundo pode vir a perdê-los por causas naturais (traça), pela 
deterioração (ferrugem) como também pela ação do próprio homem (os ladrões).
- Os bens terrenos podem vir a perder-se por causas naturais, ou seja, pela própria ação da natureza que, 
como já vimos supra, por causa do pecado, não atua apenas favoravelmente ao homem, mas pode prejudicá-lo. 
Assim, por exemplo, um desastre natural, como um terremoto ou uma inundação, pode privar alguém de todo 
o seu patrimônio num só instante.
- Foi o que ocorreu com o patriarca Jó, que, de uma hora para outra, veio a perder suas ovelhas por causa de 
“um fogo que caiu do céu” (Jó 1:16) e um grande vento que fez com que desabasse a casa onde estavam seus 
filhos, vindo todos eles a falecer (Jó 1:18,19), causas naturais que fizeram com que o velho homem de Deus 
tivesse grandes perdas. Sabemos que tudo ocorrera por obra do diabo, por permissão divina, mas não deixou 
de serem causas naturais as que determinaram tais perdas a Jó.Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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- Os bens terrenos podem vir a perder-se por fatores de deterioração, de degeneração das próprias 
estruturas sócio-econômicas que fomentaram o crescimento do patrimônio de alguém. Assim, por 
exemplo, uma crise econômica, uma mudança tecnológica podem fazer com que negócios promissores, que 
traziam enormes riquezas para alguém, de uma hora para outra levem aquela pessoa à derrocada, à perda de 
seu “status” social. Nos dias em que vivemos, é muito comum este estado de coisas, de modo que muitos 
procuram se manter atualizados do ponto de vista tecnológico, para que não venham a ser surpreendidos por 
este fator de perda dos bens terrenos.
- Mas, também, os bens terrenos podem se perder por causa da ação maligna do homem, pela injustiça, 
pela prática de crimes e outras atividades ilícitas. Já estudamos que vivemos um período de aumento da 
violência e esta forma tem sido cada vez mais presente na perda dos bens terrenos. Voltando novamente ao 
caso de Jó, que é emblemático a respeito deste tema, vemos que o patriarca perdeu seus bois e jumentas pela 
ação de sabeus que roubaram o gado, além de matar todos os pastores que serviam ao homem de Uz (Jó 
1:14,15), o mesmo ocorrendo com relação aos camelos, que foram roubados pelos caldeus (Jó 1:17).
- Ao contrário do que alegam, entre outros, os arautos da teologia da prosperidade,  não há qualquer 
imunidade dos salvos a estes fatores de perda de bens terrenos. Jó recebia testemunho da parte de Deus e, 
mesmo assim, o Senhor permitiu a Satanás que tomasse todos os bens de Jó, o que o destruidor fez num só 
momento, num só instante, mostrando todo o seu nefando caráter.
- Vivemos num mundo que está no maligno e, deste modo, não há porque acharmos que estamos isentos de ter 
a perda dos bens terrenos, bens que nos são concedidos por Deus, mas bens que estão num mundo em que a 
terra concorre contra nós e onde habita a injustiça. Por isso, os fatores que existem no mundo concorrem para 
que nossos bens terrenos estejam sujeitos à destruição.
- O importante, entretanto, não é que nossos bens terrenos estejam sujeitos a serem perdidos, mas que nossos 
corações neles não estejam confiados, pois, se assim ocorrer, teremos a mesma reação que teve o patriarca Jó.
- Ao receber a notícia de que perdera, num só dia, tudo quanto havia adquirido ao longo de seus anos de vida, 
naturalmente o patriarca se abateu, sentiu o impacto de ter perdido o trabalho de anos e anos. Não podemos 
esperar outra reação de quem se vê numa situação de perda dos bens terrenos: a tristeza advém, 
inevitavelmente, porquanto é a perda de anos a fio de trabalho árduo, aflição que aumenta ainda mais quando 
se está diante de alguém que serve a Deus e que tudo adquiriu, por conseguinte, com honestidade e o próprio 
suor.
- Por isso, as Escrituras nos dizem que Jó, ao ter conhecimento de que passara a ser um homem miserável, sem 
bens e sem família, levantou-se, rasgou o seu manto e rapou a sua cabeça, gestos que, no Oriente Antigo, 
simbolizavam humilhação e profunda tristeza (Jó 1:20).
- Mas o patriarca não se limitou a chorar as suas misérias, atitude absolutamente normal para um ser humano 
que é dotado de afeição e de amor próprio. Apesar de profundamente abalado e triste, Jó não deixou de adorar 
a Deus! Sim, o texto é bem claro ao nos dizer que Jó adorou (Jó 1:20), tendo exclamado, então: “Nu saí do 
ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do 
Senhor (Jó 1:21).
- No momento da perda dos bens terrenos, Jó adorou ao Senhor, reconheceu o Seu senhorio sobre todas as 
coisas e que o Senhor que lhe havia dado tudo, poderia tomar tudo, se o quisesse. Jó reconheceu que, quando 
saíra do ventre de sua mãe, saíra nu, sem qualquer bem e, por isso, se o Senhor quisesse que ele assim tornasse 
ao pó, sem nada possuir, não lhe estava tirando coisa alguma, fazendo-o terminar a própria vida como a 
iniciara, ou seja, sem coisa alguma na face da Terra.Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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- Temos nós, irmãos, compreendido esta realidade de que tudo pertence a Deus e que Deus pode  nos tirar o 
que nos deu a qualquer momento se assim o desejar? Temos nós compreendido que saímos nus do ventre de 
nossas mães e que se voltarmos ao pó nus não teremos nada mais nada menos do que somos?
- A corrida pelos bens materiais que temos presenciado, na atualidade, entre os que cristãos se dizem ser, 
inclusive em termos de “cobranças” e “exigências” a Deus, como se Ele fosse obrigado a nos enriquecer, é 
algo diametralmente oposto ao que vemos no patriarca Jó. Jó perdeu tudo, sem que tivesse pecado, e provou 
onde estava o seu coração neste momento extremamente angustiante: seu coração estava em Deus e não nos 
bens que possuía, nem mesmo em seus filhos. Diante das calamidades que lhe sucederam num só dia, Jó ainda 
tinha o seu Deus e a Ele prestou adoração!
- Jó apresentou este sentimento que o apóstolo Paulo explicitaria no capítulo 8 de sua carta aos Romanos, 
quanto afirmou que nada nos pode separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:35-39). O 
apóstolo afirma que nem a fome, nem a nudez, nem a tribulação, nem a angústia, nem o perigo, nem a espada, 
nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, 
nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura pode separar o crente fiel do amor de Deus, que 
está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
- A perda dos bens terrenos foi permitida por Deus no caso de Jó para que se mostrasse a Satanás que Jó não 
servia a Deus por causa dos bens que o Senhor lhe havia dado, mas servia a Deus por causa  d’Ele mesmo. 
Muitas vezes, a perda dos bens terrenos tem este papel de mostrar não só a nós mesmos mas a todos que nos 
cercam onde está alicerçada a nossa fé, onde está alicerçado o nosso amor.
- A perda dos bens terrenos vem nos mostrar que devemos servir única e exclusivamente ao Senhor dos 
bens e não aos bens do Senhor. A perda dos bens terrenos vem desnudar a nossa estrutura espiritual, vem nos 
mostrar a quem realmente servimos e isto é fundamental para que os bens materiais não impeçam a nossa 
salvação.
- O chamado “mancebo de qualidade” (Mt.19:16-25; Mc.10:17-26 e Lc.18:18-26), quando confrontado tão 
somente com o desafio de se livrar de seus bens materiais pelo Senhor Jesus, bem revelou em que estava 
alicerçada a sua confiança. Apesar de seu anelo pela vida eterna e de sua exemplar e rigorosa religiosidade, ao 
ser confrontado com seus bens materiais por Cristo, revelou que sua fé estava embasada em suas riquezas e, 
por isso, não aceitou servir ao Senhor. De igual maneira, lamentavelmente, muitos religiosos de nosso tempo 
também têm rejeitado seguir a Cristo Jesus por causa de suas riquezas. Que Deus nos livre deste laço do 
demônio!
- Como bem nos faz ver o relato do texto sagrado a respeito de Jó, ele não pecou porque reconheceu a 
soberania de Deus sobre os bens terrenos, não tendo também atribuído a Deus falta alguma por tudo o que lhe 
ocorrera (Jó 1:22).
- Diante da perda dos bens terrenos, deve, pois, o crente, se quiser permanecer sem pecado e, 
consequentemente, apto a entrar no reino dos céus, não pode, de modo algum, culpar a Deus pelo acontecido. 
Muitos são os que, além de perder os bens terrenos, também perdem a salvação porque, diante da perda dos 
bens terrenos, atribui a Deus a culpa, revoltam-se contra o Senhor, esquecendo que nós é que devemos servil’O e não Ele a nós.
- Jó não atribuiu a Deus falta alguma e entendeu que, como Senhor de todas as coisas, a Divindade poderia 
retirar de Jó, no momento que quisesse, tudo quanto o patriarca havia amealhado ao longo de sua existência. 
Devemos ter o mesmo comportamento: Deus é o Senhor de tudo e, como todo proprietário, pode, a qualquer 
momento, decidir que aquilo que nos confiou seja retirado de nossa administração.
- Não é fácil agirmos desta maneira, mas é assim que devemos agir. Se isto nos é difícil, peçamos graça a 
Deus que nos dará, em nosso íntimo, esta atitude, pois devemos servir ao Senhor e não aos bens do mundo que Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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Ele nos dá. Devemos amar o Senhor e não aos bens que Ele nos concede. Se amarmos as riquezas, estaremos 
servindo a Mamom e, “ipso facto”, não amaremos a Deus, pois não é possível servir a um e outro 
simultaneamente (Mt.6:24).
- A perda dos bens terrenos pode ser uma ação divina para impedir que O rejeitemos como fez o 
“mancebo de qualidade”. Como todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e são 
chamados pelo Seu decreto (Rm.8:28), Deus, em muitas situações, permite que percamos tudo quanto 
possuímos para que não venhamos a perder o dom mais precioso que nos deu: a salvação. Como as coisas 
materiais se  constituem em um grande obstáculo para que alcancemos a salvação (Mt.19:23), muitas vezes 
somos desapossados destes bens para que não percamos a vida eterna.
- São poucos, muito poucos, aqueles que, a exemplo de Salomão, chegam à consciência de que os bens 
terrenos todos são vaidade (Ec.6:2) e que, por isso, devemos servir a Deus. Por isso, muitas vezes, iludido pela 
posse de muitos bens, o homem é confrontado com a sua perda para entender que o Senhor é o verdadeiro e 
único bem. A perda dos bens terrenos, portanto, constitui-se no maior lucro que se pode ter, que é o 
reconhecimento do real valor da salvação em Cristo Jesus, bem que todo o patrimônio do mundo não pode 
adquirir (Sl.49:6-8).
- A perda dos bens terrenos mostra-nos a natureza terrena destes bens. Por isso, o apóstolo João 
denominou as riquezas da terra de “bens do mundo” (I Jo.3:17). Assim os denominou precisamente porque são 
bens passageiros, pois “o mundo passa e a sua concupiscência” (I Jo.2:17a). Quando perdemos os bens 
terrenos, notamos seu caráter passageiro, como também a perenidade daquele que faz a vontade de Deus (I 
Jo.2:17b).
- A perda dos bens terrenos faz-nos ver que o homem é superior às demais criaturas terrenas. Quando se 
tem a perda dos bens terrenos, há, ainda, a permanência daquele que os possuía. O entenebrecimento da mente 
humana pelo materialismo faz com que passemos a servir à criatura em vez de ao Criador (Rm.1:21-23), com 
que amemos o dinheiro e não a Deus, passando, então, a adorar as riquezas, a servi-las e não ao Senhor de 
todas as coisas (Cl.3:5).
- No entanto, quando estes bens terrenos desaparecem, notamos claramente que somos superiores a eles e que, 
portanto, não poderíamos viver em função deles, mas eles é que existem em função de nós. Isto nos faz 
compreender a tolice que é a conduta materialista e nos permite nos aproximar de Deus, o único e verdadeiro 
Bem.
- A perda dos bens terrenos permite-nos também apreciar não só a nossa fé, a nossa estrutura 
espiritual, mas, também, a estrutura daqueles que nos cercam. Quando perdemos tudo quanto temos, já o 
dissemos supra, também desaparecem de nossas vidas muitos daqueles que se diziam nossos amigos, nossos 
companheiros. A perda dos bens terrenos permite-nos avaliar a natureza dos nossos relacionamentos, 
desnudam o caráter daqueles que estavam ao nosso redor. Não é à toa que o proverbista afirma que: “Em todo 
o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão” (Pv.17:17).
- A perda dos bens terrenos permite-nos compreender a soberania divina e a nossa dependência de Deus
e, por conseguinte, nos tornar ainda mais próximos do Senhor. Quando ficamos sem o que possuímos, 
passamos a entender que dependemos exclusiva e unicamente de Deus e que, portanto, não podemos nos 
orgulhar daquilo que viermos a adquirir, mas devemos sempre dar graças ao Senhor por aquilo que temos. A 
perda dos bens terrenos impede-nos de chegar à soberba e à autossuficiência, sentimentos que nos impedirão 
de viver com o Senhor por toda a eternidade.
- Jó admitiu esta sua situação de dependência de Deus quando, já próximo do final de seu cativeiro, 
reconheceu que tudo quanto soubera de Deus era apenas um “ouvir dizer”, mas que a situação de extrema 
penúria que havia vivido lhe revelara quem realmente era o Senhor (Jó 42:1-6). Deus, assim, cumprira o Seu 
propósito na vida do patriarca, que não era, em absoluto, o de provar ao diabo a sinceridade do Seu servo, mas Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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de fazê-lo se aproximar ainda mais do seu Senhor. A doença e a perda dos bens terrenos cumpriram, pois, este 
papel de aproximar Jó ainda mais de Deus.
- A perda dos bens terrenos é uma oportunidade para que exerçamos o amor ao próximo. Diante de 
alguém que perdeu tudo quanto possuía, devemos mostrar que servimos a Deus, ajudando-lhe a se reerguer, 
dando-lhe o necessário para a sua sobrevivência imediata e criando condições para que possa, por meio do 
trabalho, voltar a adquirir bens que sirvam à satisfação de suas necessidades. Por isso, o apóstolo João disse 
que parte dos bens do mundo que Deus nos dá é, precisamente, para que venhamos a suprir as necessidades 
daqueles que nada têm (I Jo.3:17,18).
- A perda dos bens terrenos é uma oportunidade que Deus nos dá de evangelizarmos o mundo, de 
mostrarmos que temos o amor de Deus e que Deus não só nos ama mas a todos os homens. A ação social da 
igreja em favor dos pobres e dos menos favorecidos é uma importante demonstração do amor de Deus que está 
em nós e pode, assim, levar à salvação de muitos.
- Por fim, antes de encerrarmos este estudo, devemos falar um pouco sobre a chamada “teoria da 
restituição”, mais uma das invencionices que tem tumultuado a fé de muitos que cristãos se dizem ser. 
Segundo esta teoria, Deus seria obrigado a restituir tudo quanto perdemos de bens terrenos. É conhecido, aliás, 
um cântico que fez muito sucesso no “mercado gospel”, onde o poeta de falsa inspiração exclama: “restitui, eu 
quero de volta o que é meu”.
- Trata-se de mais uma distorção grave do que nos ensina a verdade bíblica. Deus é o dono de todas as coisas 
e, portanto, quando as toma não é obrigado a restituir coisa alguma, já que tudo é dele. Quando alguém 
exclama “restitui, quero de volta o que é meu”, está falando uma tolice, pois nada é nosso, salvo os nossos 
pecados e, uma vez perdoados, o Senhor não no-los dará de volta (Jr.31:34; Mq.7:18; Hb.8:12,17).
- Vimos que a perda dos bens terrenos tem diversos propósitos, e, dependendo do propósito, Deus não 
irá restituir tudo de volta àquele que perdeu os bens terrenos. Jó recebeu tudo em dobro, é bem verdade, 
mas porque havia ali um propósito de aproximar Jó mais de Deus, de impedi-lo de chegar à soberba, mas, 
também, havia a necessidade de restituição, visto que tudo ocorrera em virtude de desafios satânicos que, uma 
vez desmascarados, impunham a devolução dos bens terrenos ao patriarca, mas Deus não se limitou a devolver 
o que tivera, mas a lhe dar tudo duplicado (Jó 42:10).
- Nem sempre, porém, isto acontece. O rei  Manassés, de Judá, foi privado por Deus, em virtude da sua 
impiedade, da liberdade, do governo e de seus bens, arrependeu-se e Deus lhe restaurou a situação anterior, 
devolvendo-se tudo quanto dantes possuía, sem, porém, fazer a multiplicação que fizera com Jó (II Cr.33:11-
13).
- Com Mefibosete, a situação foi diferente. Por causa de uma mentira de seu servo Ziba, Mefibosete foi 
privado de todo o seu patrimônio por uma ação insensata de rei Davi (II Sm.16:4) e, mesmo depois de 
revelada a injustiça cometida, teve tão somente a restituição de metade do seu patrimônio (II Sm.19:29) e 
Mefibosete, mostrando que não era um “cobrador de restituição”, abriu mão  até da metade que se lhe 
devolveu, pois seu prazer não era o que o rei lhe dera, mas o amor ao próprio rei, como figura perfeita do 
verdadeiro e genuíno cristão, que quer ter o Deus dos bens e não os bens de Deus (II Sm.11:30).
- Com outro rei de Judá, Joaquim, a situação foi ainda diferente. Depois de passar anos no cativeiro, teve 
melhorada a sua situação em Babilônia, mas não readquiriu o que havia possuído antes, tendo tão somente 
lhe sido dada a honra de desfrutar da companhia do rei, uma situação nitidamente inferior à que possuía 
anteriormente (Jr.52:31-34).
- A promessa que o Senhor Jesus dá aos Seus discípulos não é de “restituição”, mas, sim, de que a vida 
que temos n’Ele neste mundo é “cem vezes mais” do que o que tínhamos antes da salvação, como deixou Ajude a manter este trabalho – Deposite qualquer valor em nome de: Associação para promoção do 
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claro aos discípulos logo após o episódio do “mancebo de qualidade” (Mt.19:27-30; Mc.10:28-31 e Lc.18:28-
30).
- Este cêntuplo, entretanto, não pode nem deve ser interpretado em termos materialistas, como fazem os 
arautos da teologia da prosperidade em nossos dias, pois, se assim fosse, o Senhor Jesus teria mentido, pois, ao 
lermos a história da Igreja, observarmos que os discípulos não tiveram qualquer melhora econômicofinanceira após o início de seus ministérios, mas, bem ao contrário, um decréscimo patrimonial evidente.
- Este cêntuplo, como ensina o pastor e teólogo irlandês John Nelson Darby (1800-1882), está relacionado 
com a glória de Deus que foi trazida pelo Senhor Jesus. Passamos a desfrutar, desde já, a comunhão com o 
Senhor, a compartilhar de Sua glória, ainda que parcialmente, e este desfrute é “cem vezes mais” do que 
qualquer coisa que o mundo possa nos oferecer. Por isso, a decisão de servir a Cristo e não às riquezas, como 
afirma Darby, é “…decisão que não será estabelecida sobre as aparências, nem segundo o lugar que os homens 
ocupam no velho sistema, e perante os outros homens. Muitos dos primeiros serão os últimos — e muitos dos 
últimos serão os primeiros. Com efeito, era de recear que  o coração carnal do homem, num espírito 
mercenário, nem aceitasse o encorajamento como forma de recompensa por todo o seu trabalho e por todos os 
seus sacrifícios, e procurasse fazer de Deus seu devedor” (Estudos sobre a Palavra de Deus: Mateus-Marcos. 
Trad. de Dr. Martins do Vale, p.141).
- Este cêntuplo tem, também, um teor material, pois como afirma Russell Norman Champlin, “…o 
discípulo obtém muitas outras possessões materiais, porquanto tudo quanto pertence aos seus novos irmãos, 
agora é seu também.…” (Novo Testamento interpretado versículo por versículo, com. Mt.19:29, v.1, p.494).
- Temos, portanto, que fundamento bíblico algum tem a chamada “teoria da restituição”, que não passa de 
mais uma artimanha satânica para fazer o salvo em Cristo Jesus de perder a sua salvação, passando a buscar as 
riquezas em vez de buscar ao Senhor. Que Deus nos guarde pois!
Caramuru Afonso Francisco 
fonte portal ebd