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11 abril 2012

2º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 3: Abigail, uma heroína intercessora


2º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 3: Abigail, uma heroína intercessora
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
2º Trimestre de 2012
Tema: Heróis da Bíblia
Comentaristas: Damaris Ferreira da Costa & Luciana Alves de Sousa

LIÇÃO 3 – ABIGAIL, UMA HEROINA INTERCESSORA

Ao Mestre


Texto Bíblico: 1 Sm 24.14-35.

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a:
Ø  Entender como é importante orarmos pelos problemas que temos. Abigail fez assim e foi vencedora.

Exercitando a Memória
“Em primeiro lugar peço que sejam feitos orações, pedidos, súplicas e ações de graças a Deus em favor de todas as pessoas.”(1Tm 2.1 – NTLH)


História
Havia em Maon um homem muito rico. Possuía ... e segue-se uma lista dos seus extensos bens, típicos da sociedade em que vivia: 3000 ovelhas, 1000 cabras, extensos terrenos férteis. Seria fácil substituir aquela listagem por bens mais modernos, enumerando casas, carros, acções, viagens de luxo... Enfim, um homem muito rico...
Era este homem descendente de Calebe e chamava-se Nabal, e sua esposa chamava-se Abigail.

Abigail era uma mulher formosa que amava o Senhor.
Ela estava sendo refinada como a prata, mas, pacientemente, aceitava os ensinamentos de Deus. A cada dia, ela aprendia a conviver com um marido (Nabal) insensato, tolo e sem nenhuma sabedoria.
Apesar da Bíblia não relatar como era o seu trabalho no lar, supomos que ela era uma boa dona de casa e uma esposa exemplar. Além destas qualidades que agradavam a Deus, ela ainda era generosa, inteligente e uma mulher pacificadora. Observando o seu marido, podemos ver que ele era um homem duro e muito mau. Por causa da dureza do seu coração, recusando ajudar com víveres a Davi e seus companheiros, ele pôs em risco a sua vida, a da sua família e servos.

Em 1 Samuel 25.14-17 a Bíblia nos diz que Abigail foi avisada deste procedimento insensato do seu marido. Veja como tudo aconteceu:
”Porém um dentre os moços o anunciou a Abigail, mulher de Nabal, dizendo: Eis que Davi enviou mensageiros desde o deserto a saudar o nosso amo; porém ele os destratou. Todavia, aqueles homens têm-nos sido muito bons, e nunca fomos agravado por eles, e nada nos faltou em todos os dias que convivemos com eles quando estavam ao campo. De muro em redor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas. Considera, pois, e vê o que hás de fazer, porque o mal já está de todo determinado contra o nosso amo e contra toda a sua casa, e ele é um homem vil, que não há quem lhe possa falar.”
 
Homem rico, porém tolo e insensato!
Observando estes versículos podemos ver que o relacionamento entre Abigail e seus servos era de pura confiança, enquanto o de Nabal com eles era de completa desconfiança.
Por causa da resposta insensata de Nabal, Abigail teve que agir com rapidez e sabedoria a fim de salvar a vida de seu marido, de toda a sua família e de seus servos.
Certamente, Abigail era uma mulher submissa a seu esposo, porém quando ela viu o grande erro que ele havia cometido, ela preferiu seguir o seu coração que era, na verdade, mais submisso a Deus.
Ela não mediu esforços para levar até Davi tudo que ele estava precisando e muito mais – “... duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco ovelhas guisadas, e cinco medidas de trigo tostado, e cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos passados...” (1Sa 25:18).

Abigail levou consigo não somente a comida para Davi e seus homens mas também levou um coração humilde. A Bíblia nos diz em 1 Samuel 25.23 que Abigail foi até Davi e “...se inclinou à terra. E lançou-se a seus pés e disse: Ah, Senhor meu, minha seja a transgressão; deixa, pois, falar a tua serva aos teus ouvidos, e ouve as palavras da tua serva.”

E Abigail continuou pedindo a Davi que não matasse seu marido nem ninguém da sua casa. E Deus usou...
1. Uma mulher dócil, com voz branda que falou na hora certa, palavras certas e inspiradas por Ele “... tempo de estar calado, e tempo de falar” (Ec 3.7);
2. Uma mulher que O temia “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria...” (Pv 9.10);
3. Uma mulher sábia que, rapidamente, decidiu como deveria salvar a sua família e seus servos “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente...” (Tg 1:5).

Você, amada irmã, quer ser uma mulher usada por Deus? Então comece, desde já, orando ao Senhor que a transforme numa mulher de voz mansa e suave fiel, dócil, temente a Ele e cheia de sabedoria.

A Bíblia nos diz que “... passados quase dez dias, feriu o Senhor a Nabal, e este morreu” (1 Sm 25.38).
Com a morte de Nabal, Abigail começou uma nova vida. O Senhor pôs um ponto final nos problemas que perturbavam o seu dia-a-dia.
Quando Davi soube da morte do homem que o afrontou, mandou chamá-la para ser sua esposa. Que alegria! Sua vida, agora, iria mudar! Ela seria a esposa daquele que ela livrara de cometer um crime, daquele que era o amado do Senhor, daquele que era segundo o coração de Deus. Ela ia ser esposa de Davi.
Ela, com um coração alegre e submisso, seguiu os mensageiros de Davi que a recebeu por mulher.
O plano de Deus para a vida de Abigail tornou-se realidade. Ela não mais estava casada com um homem ímpio, tolo e beberrão, mas Deus a presenteou...
1. Com um marido que ouvia e obedecia a voz de Deus de todo o seu coração;
2. Com um filho (o segundo de Davi) cujo nome, Quileade, significava “Deus é meu juiz” (2 Sm 3:3).
 

Aplicação da Lição
Prezado (a) enfatiza aos pequenos que Abigail não somente era inteligente como também pacificadora, e sempre orava pedindo auxilio a Deus, e assim Deus a ouviu, e ela pode salvar sua casa.
Aprendamos com Abigail, a orar e sempre procurar ser pacificador (a).


Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – edição 2003
·         Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
·         Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002.
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de estudo da mulher – Editora Mundo Cristão/SBB – Edição 2003
·         Dicionário Vine – Editora CPAD – 3ª Edição 2003
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro Editora CPAD

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

2º Trim. 2012 - JUVENIS - Lição 3: Porque Trabalhar?


2º Trim. 2012 - JUVENIS - Lição 3: Porque Trabalhar?
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS - CPAD
Tema:O sentido da vocação cristã
COMENTARISTAS: Esdras Bento, Miriam Reiche, Telma Bueno e Vera Garcez.
LIÇÃO 3 - PORQUE TRABALHAR?

ENFOQUE BIBLICO
“E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.” (Gn 2.15)

OBJETIVOS
Definir trabalho
Apresentar as razões pelas quais devemos trabalhar
Explicar a finalidade do trabalho

INTRODUÇÃO
A pobreza é muitas vezes atribuída aos vícios, ao atraso devido à falta de políticas básicas, a opressão, tudo isso é verdade. Mas a Bíblia afirma que a preguiça é também a causa da pobreza (Pv 6.6-11). Nesta lição o aluno vai se inteirar sobre o trabalho, uma essência que esta no ser humano. Sempre ouvimos a seguinte expressão; Ah! Se eu encontrasse quem inventou o trabalho! Bem acabou de encontrar  (Gn 2.4-16).
O QUE É TRABALHO
A física define trabalho quando uma força se desloca numa certa distância e num certo sentido. Há trabalho sempre que uma forma de energia se transforma em outra forma de energia. Essas atividades que forma a energia que determina o trabalho pode ser física ou intelectual. É impossível pensar o ser humano sem trabalho, pois ao ser criado foi imputado lhe essa essência. Portanto o trabalho é algo bom, Deus ao criar o homem não o fez para a ociosidade, mas para o trabalho, plantou um jardim no Éden e, pôs nele o homem para lavrá-lo. A Biblia diz que Deus trabalha, Jesus dignificou o trabalho, sendo ele o filho de Deus foi carpinteiro. Os judeus consideravam o trabalho um mandamento de Deus, principalmente o trabalho braçal.
É bem provável que nem todos levavam o trabalho a serio, mas o dever de trabalhar esta no consciente do ser humano e é  honroso. Paulo ensina trabalhar com todo o coração para seus patrões (Cl 3.22,23). Havia muitos que não queriam responsabilidades, outros procuravam viver na esperteza. Nos dias de Jesus a Palestina tinha cerca de 500.000, habitantes e já eram populações divididas em grupos urbanos e rurais. Numa sociedade assim é exigido muitos tipos de serviços, indivíduos com habilidades profissionais, por essa razão as corporações organizadas não eram um protótipo dos sindicatos atuais, mas já era necessário organizar as categorias. A idéia de organizar o trabalho por categorias não é dos dias de Jesus, já vem de mais de vinte séculos antes de Cristo. A história diz que em Sumer já se organizava por categorias e muitas existiam nos dias de Jesus.
A história diz que os trabalhadores tinham orgulho de pertencer a uma categoria de trabalho, pois muitos eram conhecidos pelo oficio ou pela profissão (Ne 3.31; Ed 2.42; 1RS 20.35; Mt 13.55; Mc 6.3). As corporações eram tantas que o governo romano resolveu controlá-las para que elas não se tornassem forças políticas. Os filiados a uma corporação de trabalho gozavam de alguns privilégios como: seguro contra roubos de ferramentas, serviço funerário e até uma espécie de seguro desemprego.
A dignidade do trabalho estava também estampada nos ensinos de Jesus, a maioria de seus seguidores eram trabalhadores.  O mestre dos mestres ensinava que todo trabalhador honesto é digno de seu salário (Lc 10.7). Com o passar dos tempos o conceito sobre trabalho tem mudado e muito, hoje há os sindicatos que regulamentam as categorias e corrige as questões salariais.
O trabalho esta dividido em categorias como, por exemplo:
a)      Trabalho em equipe – quando um grupo ou uma sociedade resolve criar um esforço coletivo para resolver um problema. O trabalho em equipe possibilita a troca de conhecimento e agilidade no cumprimento de metas e objetivos compartilhados.
b)      Trabalho informal – trabalho sem vínculos ou benefícios fornecidos por uma empresa, sem carteira assinada, sem renda fixa e férias pagas (camelos, feirantes)
c)      Autônomo – trabalhador autônimo é pessoa física que exerce por conta própria atividades econômicas com ou sem fins lucrativos. É o prestador de serviços que não tem vinculo empregatício porque falta o requisito da subordinação (médicos, pedreiros, taxistas)
d)      Trabalho formal – é o que tem benefícios e carteira profissional assinada. É o trabalho fornecido por uma empresa.
Há ainda o trabalho feminino, que é pujante, alguns elementos têm feito que as mulheres cada vez mais convirjam ao mercado de trabalho de forma competitiva. Primeiro ponto a ser observado é a emancipação feminina, segundo a opção por um projeto profissional, terceiro a perda de renda do cônjuge e em quarto lugar o crescimento do numero de mulheres chefes de famílias.
Todos os homens precisam trabalhar, mas de forma digna e honrosa, deve ser repugnado qualquer tipo de trabalho escravo e a exploração do trabalho infantil. O trabalho infantil ainda é uma vergonha em nosso país, segundo as estatísticas não há um estado da federação que o tenha eliminado. Mesmo sendo proibido por lei que nenhum menor de catorze anos deva exercer qualquer função a não ser trabalhar como aprendiz de uma profissão. Somente depois dos dezesseis anos pode trabalhar em períodos diurnos, não sendo exposta a condição de perigos e insalubridades e nem ser atrapalhado suas funções escolares. Caso um adolescente trabalhe sem carteira assinada como manda a lei ele entra na lista dos trabalhadores ilegais. Infelizmente no Brasil são cerca de 1,2 milhões de crianças vitimas da exploração.

RAZÕES PELAS QUAIS DEVEMOS TRABALHAR
O primeiro motivo é que ao criar o homem, Deus o deu o privilegio de ter a sua imagem e semelhança, Jesus disse: “o meu Pai trabalha...”, logo não há lugar para ociosidade. O apostolo Paulo disse que quem não trabalha é bom que não coma, enquanto que o poeta mandou que os preguiçosos fossem ter com as formigas para aprender a trabalhar. Portanto trabalhar como já vimos no primeiro ponto para os judeus era um mandamento, mas na verdade é uma essência do ser humano, que não há nos animais, por exemplo, nem a vontade e nem a necessidade de trabalhar.
Devemos trabalhar para sermos dignos diante da sociedade, não sermos pesados como alguns o são. Os povos dos dias de Jesus trabalhavam pelo comer, beber e o vestir, não há muitas mudanças, hoje trabalhamos para as mesmas coisas. Talvez os conceitos tenham mudados um pouco, a corrida para adquirir bens moveis e veículos entram na disputa dos trabalhadores de hoje com mais entusiasmo que antes. Trabalhamos para o mantimento de nossas famílias e para ajudar alguns mais necessitados com aquilo que estiver em nosso alcance (Gn 30.30).
Ao atingir seus catorze anos o jovem já deve se interessar por fazer alguma coisa, uma vez que a lei permite ele aprender uma profissão. Hoje há escolas técnicas que ajudam muito, o próprio governo tem incentivado as instituições que prestam serviços na área do aprendizado técnico. Alguns que não querem trabalhar colocam obstáculos, mas há como se preparar para o mercado de trabalho. O problema maior é que nossos jovens têm cada vez mais abandonado a escola secular, é muito comum passarmos pelas ruas das grandes cidades e vermos bloquinhos de adolescentes se drogando, prostituindo e praticando atividades de crianças como o empinar pipa, por exemplo.
É bem verdade que há uma proteção estatutária, mas ele permite que após os catorze anos aprendam uma profissão e após os dezesseis trabalhem no período diurno. Em momento algum proíbe estudar e se preparar para o futuro. Um jovem que não aprende a trabalhar e nem se interessa por isso terá muitas dificuldades na vida, quando Jacó ficou só devido à fuga que ele teve que empreender, imagine se ele fosse um preguiçoso? Por ser um moço trabalhador ele venceu na vida material, mesmo sendo enganado e trapaceado por dez vezes, mesmo assim conseguiu enriquecer muito, alguns podem dizer: “mas Deus o ajudou”, que bom! Sinal que não há lugar para o preguiçoso, mesmo ele não estando correto como Deus queria não houve desistência da parte de Deus, o moço era esforçado e trabalhador.
Bem ao finalizar este ponto observamos o seguinte: a semana tem 168 horas se você dorme oito horas por dia, restam 112 horas por semana disponíveis para todas as suas atividades. Se você trabalha 50 horas por semana, este tempo é quase metade de todo tempo que você tem disponível. Alem do dinheiro há outras razões para trabalhar, muitos bilionários, gastam uma porção significativa de seu tempo trabalhando, talvez mais que a maioria das pessoas. O trabalho desenvolve o caráter, e é no trabalho que lidamos com as pessoas e suas personalidades, egos, crenças, culturas, políticas, hábitos e todas as lutas e prazeres que fazem parte da existência humana.
A FINALIDADE DO TRABALHO
Bem já vimos que o trabalho tem por finalidade prover o sustento do ser humano, tanto no comer, no vestir, no cuidado com o corpo e ainda nos empreendimentos como veículos, bens móveis etc..  Pela vontade divina o ser humano viveria sempre de modo digno, bom salário, moradia digna, tudo de bom lhe seria provido. Mas o pecado o fez distanciar de Deus, então hoje temos as desigualdades sociais.
Alguns pelo seu egocentrismo têm enriquecido até mesmo de modo injusto, aproveitando de outros menos favorecidos. É ai que surge o trabalho escravo, a exploração infantil, mulheres tem seus salários reduzidos, enquanto que outros são beneficiados. As riquezas são divididas de modo insatisfatório, as ações cruéis não importando assim como vira o enriquecimento.
Não há sequer vontade política para solução do problema, embora fale tanto sobre o assunto, mas de vez em quando é pego um político envolvido com praticas ilegal. A corrupção tem alcançado os poderes do mundo, o dinheiro que passa pelas mãos corruptas assusta a classe trabalhadora que sofre. E cada vez mais as portas de emprego se fecham por não haver políticas básicas como saúde, educação, segurança etc. Então surge sempre aquele pensamento: será que vale a pena trabalhar?
Para finalizar esse ponto, gostaria de analisar o ensino de Jesus em (Mt 6.25-34  e Lc 12.22-34), ele se volta para aqueles que trabalham com certa ansiedade. Não implica com o cuidado que devemos ter, mas com a ansiedade, existe diferença entre o cuidar e o preocupar-se demasiadamente. Jesus os leva a pensar na insignificância da posse, entre os judeus a gloria e a riqueza de Salomão era citada para ilustrar uma vida bem sucedida. Jesus toma uma plantinha insignificante e uma ave imunda para dizê-los que o Deus que cuida da planta para exuberar a beleza e do pássaro para que não morra de fome é o Deus que cuida dos homens, sua imagem e semelhança. O trabalho na lavoura era o forte, muitos judeus se esforçavam tanto para ter estoque de alimentos e comprar roupas e aparatos para o corpo, preocupavam-se com a reserva a ponto de ficarem ansiosos. Mas esqueceram que em tudo dependiam da chuva, por exemplo, e eles não tinham poderes para mandar chover. Tudo depende de Deus.
 CONCLUSÃO
O trabalho alem de dignificar o homem é bíblico, a preguiça é um pecado diante de Deus, porem o homem não deve perder sua saúde trabalhando demasiadamente. A Bíblia ensina-nos a contentarmos como básico, Deus pode dar muitas riquezas como fez com o Rei Salomão. Ele não pediu, foi dádiva de Deus. O homem rico havia trabalhado tanto que seus celeiros já estavam cheios, sua ganância o fazia pensar num aumento de trabalho para enriquecer mais ainda, não teve tempo e nada fez para Deus.

BIBLIOGRAFIA
Sites – trabalho infantil m.blogspot.com
WWW. Sucess.com. blog
COLEMAN William – Manual dos tempos e costumes bíblicos – Editora Betânia

Colaboraçãohttp://www.portalebd.org.br para o Portal Escola Dominical - Pr Jair Rodrigues

2º Trim. 2012 - PRÉ-ADOLESCENTES - Lição 3: A história de Perdão


2º Trim. 2012 - PRÉ-ADOLESCENTES - Lição 3: A história de Perdão
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
2º Trimestre 2012
Tema: As Parábolas de Jesus
Comentaristas: Damaris Ferreira da Costa, Telma Bueno, Verônica Araujo

Lição 03 – A história de Perdão

Texto bíblico  Mt 18.21-27
Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.
Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos;
e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;
mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida.
Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei.
O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida.

Objetivos da Lição
Após a aula seu aluno deverá: Compreender o valor do bom relacionamento, especialmente entre            
                                                  irmãos.
                                                 Praticar o perdão gracioso de Deus.

Introdução
Estudaremos nesta lição a parábola do perdão, ou como é mais conhecida  a parábola do credor incompassivo, registrada no evangelho de São Mateus cap. 18.
Esta parábola tem como propósito mostrar a aplicação do perdão, tanto de Deus para conosco, quanto de nós para com o nosso próximo.
Esta parábola  nos mostra a necessidade de usarmos de misericórdia e perdão como os nossos devedores, assim como Deus nos perdoa também.
Esta parábola iniciou-se mediante a pergunta de Pedro; Quantas vezes devo perdoar meu irmão,sete ?
Pedro pensava ser sete vezes o suficiente, mas o Senhor lhe diz setenta vezes sete. É claro que o Senhor não estava falando em uma regra totalizando em 490 vezes, mas para melhor entendimento o Ele lhes falou uma parábola para lhes mostrar como deveria ser o relacionamento entre os irmãos.
Vejamos antes de tudo o que é perdão!

I - O que é o Perdão?
Em termos populares podemos entender o perdão como:
  • um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.
  • O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.
Biblicamente a  palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Já no conceito bíblico precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual.
Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 João 3:4).
Quando o Senhor Jesus ensinou os seus discípulos a orar, Ele usou esta linguagem ilustrativa:
"e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" (Mt 6:12).
O perdão, então, é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa pelo pecado. Este é o sentido pelo qual Deus “esquece” quando perdoa (Hebreus 8:12). Não que a memória de Deus seja fraca. Por exemplo, Deus lembrou-se do pecado de Davi a respeito de Bate-Seba e Urias muito tempo depois que Davi tinha sido perdoado (2 Samuel 12:13; 1 Reis 15:5). Ele liberta a pessoa perdoada da dívida do seu pecado, isto é, cessa de imputar a culpa desse pecado à pessoa perdoada (veja Romanos 4:7-8).
A boa nova do evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!

II – Elementos da parábola
Embora a parábola seja um conjunto, podemos dividi-la em duas partes, para assim entendermos melhor a sua aplicação:
  • A atitude do rei para com o seu servo.
  • A atitude do servo para como o seu conservo.

1) A atitude do rei para com o seu servo
Nesta primeira parte podemos analisar quatros pontos:
a) um ajuste de conta
O versículo declara que certo rei resolveu fazer um acerto de contas com os seus servos, um deles devia dez mil talentos, foi chamado para pagar a sua conta, segundo alguns cálculos, isso equivale hoje a 30 milhões de reais.
Falamos acima que ao transgredimos a lei de Deus nos tornamos pecadores e portanto devedores a Deus, e certamente Deus nos chamara para prestarmos conta a ele.
Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo (Ec 11.9)

b) a imensa divida contraída
Embora a divida deste servo fosse muito maior do que ele poderia pagar, o generoso rei cancelou todo o debito. Assim mesmo Deus também faz ao nos perdoar, ele cancela toda a nossa divida, Deus nos perdoa através de seu filho Jesus, pois ele pagou pelos nossos pecados.
Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a 
escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o
 carmesim, tornar-se-ão como a lã. (Is 1.18)

c) a divida é impagável
O versículo diz que o servo não tendo com o que pagar apela para a compaixão do seu senhor, assim como o servo não tinha meios para pagar a sua divida, nós como pecadores jamais poderíamos para a nossa divida para com Deus.
Pois a justiça divida exige a reparação do erro. A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte!
Assim entendemos que o destino inevitável para nós seria a morte eterna.
A grande verdade é que Deus não perdoa meramente o pecado, mas a sua justiça exige que o erro seja reparado, assim ela fica plenamente  satisfeita mediante o sacrifício do Senhor Jesus, na cruz do calvário, pois ele morreu em nosso lugar.
e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos;
e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; (Cl 2.13,14)

d) a compaixão graciosa perdoa toda a divida
Desesperado o servo apela ao rei para prolongar a sua divida, porem o rei compadecido da sua situação, com compaixão e misericórdia perdoa-lhe a divida.
Assim somos nos , nunca jamais poderíamos pelos nossos próprios méritos expiar a nossa culpa; pagar a nossa divida. Assim como o rei se compadeceu, Deus se compadeceu de nós, pelo seu amor e misericórdia.
Alguns definem a misericórdia de Deus da seguinte forma, mais do que uma compaixão é:
Quando Deus não nos dá o que merecemos: a morte, por causa de nossos pecados
Quando Deus nos dá o que não merecemos: a sua graça, o seu amor, o seu perdão

2) A atitude do servo para com o seu conservo
Embora o texto bíblico da lição vai apenas ate o versículo 27, a parábola prossegue, detalhando a segunda parte, ou seja, após ser perdoado pelo seu senhor, aquele servo encontra um de seus conservos,vejamos:
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves.
Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei.
Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor.
Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste;
não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti?
E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.

Mediante o texto, podemos extrair dois pontos  importantes da parábola:
a)  a crueldade do servo do rei
após ser perdoado da sua imensa divida, aquele servo encontrou um de seus conservos que lhe tinha uma divida incomparavelmente menor, apenas cem denarios.
O denario correspondia a salário de um dia de trabalho na época, isso significa que a divida que era uma divida pequena de um pouco mais de 3 meses.
Embora ele tivesse sido perdoado, não usou da mesma misericórdia e compaixão para com o seu conservo, ao contrario agiu cruelmente, pois cobrou a divida usando ate de violência.
O servo perdoado queria e recebeu misericórdia de seu senhor, porem não quis proceder da mesma forma para como o seu conservo, mesmo este lhe pedindo compaixão.
Muitos cristãos acreditam que já fizeram a sua parte, que já se arrependeram dos seus pecados, e agora estão livres para prosseguir. Querem trabalhar na obra, servir o reino, mas mantém em seu coração a sujeira da falta de perdão. Mesmo sabendo que Jesus nos perdoou, e continua nos perdoando todas as vezes que nos arrependemos diante do Pai; muitos de nós nos recusamos a resolver as nossas “pendências” com os irmãos.
E o perdão não é somente para grandes marcas, grandes afrontas, para os grandes inimigos. O perdão deve ser liberado para todas as situações, grandes e pequenas, contra inimigos ou amigos. Muitas vezes por situações tão pequenas, deixamos que aquela mágoa cresça dentro de nós, e sufoque o amor de Jesus em nosso coração. E aí, com o coração endurecido, não queremos perdoar. Muitas vezes nós mesmos pecamos, e não queremos pedir perdão.
Não reconhecemos as nossas falhas. Não achamos que o nosso próximo é digno de receber o nosso pedido de desculpas. Pensamos: “Ah! Eu não tenho muito contato com ele mesmo. Se eu me mantiver longe dele, não preciso resolver essa situação.”
Mas a palavra de Deus diz: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta.” (Mt 5.23-24).

b) o perdão revogado
A parábola diz que quando os demais conservos viram a atitude daquele servo que havia tido sua divida perdoada, eles se entristeceram muito, e declararam ao seu Senhor. Desta forma o rei se indignou na atitude do servo:
Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste;
não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti?
Desta forma entregou o servo malvado a prisão para que a sua divida fosse toda paga.
Sabemos que o Senhor nos perdoa quando nos arrependemos. Vamos continuar carregando a culpa dentro de nós? Vamos deixar o nosso coração se endurecer dia após dia? Então o texto continua dizendo que o Senhor chamou o servo, e disse: “Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?”
Se compadecer é sentir a dor do outro, é colocar-se em seu lugar. 
Muitas vezes queremos o perdão de Deus, mas não queremos perdoar, não queremos fazer a nossa parte.
Os anjos de Deus estão em todo o tempo ao nosso redor, anotando tudo o que fazemos. Deus é onisciente, ele sabe de todas as coisas. E Jesus diz: “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.” (Ap 22.12).

Conclusão
Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
Assim como o rei da parábola castigou o servo que não soube perdoar o seu conservo, Deus também executara a sua justiça sobre nós, se não perdoarmos de todo o nosso coração aqueles que nos ofende,
A oração ensinada pelo Senhor é clara:
e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado 
aos nossos devedores; (Mt 6.12)
Se não perdoarmos não seremos perdoados também.


Atividade:
  • Leve folhas e lápis para sala de aula, peça  para que os alunos elaborem um acróstico baseado na palavra PERDÃO.
  • Leia em classe os mais elaborados

Exemplo de acróstico:
P erdoar para ser perdoado
ensinar o perdão
erconciliar-se com o ofendido
esejar o perdão
mar a quem nos tem ofendido
rar por aqueles que nos amam

Obras consultadas:
Revista CPAD Lição Jovens e Adultos  - 2 trimestre de 2005 – As parábolas de Jesus
Trechos da Lição 07 de Adolescentes  - Profª Jaciara da silva

Colaboração para Portal Escola Dominical – Jair César S. Oliveira

2º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 3: Vamos conversar sobre evangelismo


2º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 3: Vamos conversar sobre evangelismo
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
2º Trimestre 2012
Tema: Minha Missão no Mundo
Comentarista: Niedja de Mello

LIÇÃO 3 – VAMOS CONVERSAR SOBRE EVANGELISMO


Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Conscientizar-se da responsabilidade que todos nós, como Igreja de Cristo, temos de evangelizar; Despertando-lhes o desejo de praticar essa missão.


Para refletir
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”(At 1:8 – ARC).

Para os cristãos, proclamar a Boa Nova da ressurreição de Cristo não é falar de uma doutrina que deve ser decorada ou de qualquer aspecto sapiencial para ser meditado. Acima de qualquer outra coisa, evangelizar significa ser testemunha de uma transformação que ocorre dentro do ser humano: pelo sacrificio vicário e a ressurreição de Cristo.
Evangelizar não significa portanto, simplesmente falar de Jesus a alguém, mas, a um nível muito mais profundo, fazer com que essa pessoa perceba o valor que tem para Deus. Evangelizar é comunicar estas palavras de Deus


Texto Bíblico: Ez. 3:16-21.

Introdução
Os discípulos foram convidados por Jesus para segui-lo, e todos que estavam atentos à evangelização de Jesus, aprenderam o que dizer e como dizer, pois eles testemunharam tudo o que Jesus fez e ensinou.
"E Jesus, andando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam a rede ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Eles, pois, deixando imediatamente as redes, o seguiram"(Mt. 4:18-20).

Nós também fomos convidados por Jesus no momento em que ouvimos pela primeira vez à pregação do Evangelho, e começamos a segui-lo no momento em que nos convertemos. Agora, nós devemos continuar a ouvi-lo, estudando a Bíblia para que possamos também, quando estivermos prontos, sermos enviados pelo Senhor para anunciarmos as Boas Novas do Reino dos Céus.


O que é Evangelizar?
Evangelizar, é quando sem reservas, decidimos dar o testemunho, comunicando e expressando - de forma organizada e equilibrada, as Boas-novas. A vida eterna. A vida do Deus Eterno!

Dar testemunho ou testemunhar é se expressar não somente com palavras, mas principalmente com atitudes. Com ações... Não é impor e sim expor. Pois, "alguns abandonaram essas coisas e se perderam em discusões inúteis" (1Tm 1.6).
Quando nos posicionamos e decidimos comunicar, não significa que devemos sair por aí - despejando palavras em cima das pessoas. Reagindo em confronto com a opinião alheia, ganhando bate-boca e muito menos representando quem, e o que não somos. Comunicar é envolver-se e andar junto, é levar vida às pessoas, é criar relacionamentos.

Outro fator importante e indispensável nesta operação, é que, antes mesmo de falar - é preciso saber ouvir. A Palavra de Deus não nos leva a rivalidade e a debates, e sim ao amor (1Tm 1.5). Ao serviço...


Em nossos dias, a igreja tem usado de diversos meios para falar ao mundo sobre o reino dos céus, mas não da forma utilizada por Jesus. Se desejarmos ver a genuína conversão de outras pessoas, devemos seguir o exemplo de nosso Senhor:
"Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13:15), “Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar" (Jo 12:49).

A forma da evangelização Bíblica é simples, para que todos os servos do Senhor possam participar, pois no tempo de Jesus não havia carro de som, gráfica para  imprimir folhetos, emissoras de rádio, televisão e etc. É permitido por Deus usarmos esses meios, mas não ficarmos dependentes deles, ou até mesmo acreditarmos que sem eles não há evangelização.  
Nós somos a principal ferramenta que Deus quer usar na sua obra de evangelização.


Razões para Evangelizar
A Bíblia nos mostra,  razões fortíssimas que pode convencer e conscientizar a Igreja para obedecer o IDE do Senhor Jesus. De modo que, todos se envolvam no trabalho evangelístico.

  1. Porque este foi o grande propósito da vinda do senhor jesus aqui na terra e também deve ser da sua igreja
    Os evangelhos mostram enfaticamente o grande propósito do Senhor Jesus aqui na Terra. Esse propósito podemos entender no evangelho de (Luc. 4.17-21). Jesus revela após ter lido o livro do profeta Isaias, a todos os que estavam na sinagoga, ser ele (Messias) para começar o grande trabalho de evangelização. Os versículos (18 e 19) defini para melhor entender-mos o trabalho que lhe foi confiado:

  1. Evangelizar os pobres (são todos os que sentem a necessidade de ouvir a boa notícia do Reino do Senhor Jesus. Mt. 4.23-25).

  1. Apregoar liberdade aos cativos (disse Jesus para a mulher adultera: “... vai, e não peques mais”. Jo 8.11).

  1. Dar vista aos cegos (são os que estão sendo enganados nas religiões vãs. Jesus revelou ser ele a luz do mundo. Quem o seguisse não andaria em trevas, mas teria a luz da vida. Jo 8.12).  

  1. Por em liberdade os oprimidos (Jesus declarou que era necessário libertar uma mulher que há dezoito anos, Satanás lhe oprimia com uma enfermidade. Lc. 13.10-17).

  1. Anunciar o ano aceitável do Senhor (é o hoje. Disse Jesus para Zaqueu: “... Hoje, veio salvação a esta casa”. Lc. 19.9).

O seu propósito revelou o estado espiritual do homem que estava sem Deus. Este também era o nosso estado, antes de ter recebido o Senhor Jesus. Porém, agora salvos, pois fomos alcançados por esse tão grande propósito do Senhor, sendo assim, este também deve ser o grande propósito da Igreja, pois recebemos da mesma unção do Espírito Santo para dar continuidade a esta obra (2 Cor. 1.21, 22; Atos 1.8).


  1. Porque é um cargo que foi confiado a igreja
A palavra Igreja significa: “um grupo de pessoas chamadas para fora do mundo espiritual e não físico”. Cada cristão forma a igreja, uma vez que ele esta em Cristo nova criatura é, com isso, o mesmo recebe automaticamente o ministério  da reconciliação. Tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos confiou a palavra da reconciliação, de sorte que, todo crente em Jesus é um embaixador da sua palavra (2 Cor. 5.17-20). Por isso devemos evangelizar pregando a mensagem do seu reino, por que somos representantes do Senhor aqui na Terra.


  1. Porque é um mandamento de ordem imperativa do senhor jesus com visão crescente do seu reino no mundo
Conforme Mateus cap. 28.19;20; Marcos 16.15 e Atos 1.1-8. O Senhor Jesus, após a ressurreição e antes sua subida ao céu, reuniu seus discípulos e por espaço de aproximadamente quarenta dias os ensinava e dava mandamentos a cerca de muitas coisas. E dando ênfase a obra evangelística, ordenou imperativamente que todos seus discípulos pregassem o evangelho e fizessem discípulos de todos os povos.

Pois somente a observância com dedicação deste mandamento é que irá, implicar a implantação do reino do Senhor sobre todos os povos da Terra.

Portanto, se somos de fato, servos do Senhor, iremos obedecer esta ordem com grande satisfação, como querendo agradá-lo.

Assim como os discípulos dos primeiros séculos, que obedeceram esta ordem com grande dedicação. De modo que, fizeram discípulos em: Jerusalém, Judéia, Samaria e até onde puderam chegar naquela época. Agora a responsabilidade é passada para igreja desse século, de dar continuidade a obra evangelística, até os confins da Terra. Então obedecemos enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém mais pode trabalhar.


  1. Porque é um dever de todo cristão
     A divulgação do evangelho torna-se um dever para a vida do crente, quando o mesmo conscientiza-se por quais foram os motivos que Cristo lhe salvou. Sendo um deles a de ser sua testemunha. Todo crente salvo é verdadeiramente uma testemunha de Jesus, visto que, já foi transformado pelo seu poder e também já presenciou grandes obras. Por este motivo é que Jesus nos ordenou como dever para pregar o evangelho (At. 1.8).

Exemplo de um cristão cumpridor do seu dever, é o apostolo Paulo escrevendo aos (1 Cor. 9.16, 17), faz uma declaração acerca do seu dever.“Pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim se não anunciar o evangelho.” E ainda em (2 Tim. 4.1, 2)

Encontramos o mesmo apostolo, agora admoestando o seu filho na fé Timóteo, acerca também do seu dever de crente, que é de pregar a palavra. Contudo, não quer dizer que o cristão  deva pregar a palavra constrangido ou forçado, mas por se tratar de uma testemunha viva do Senhor Jesus. E ainda, o mesmo deve pregar a palavra de boa vontade, pois só assim receberá galardão conforme (1 Cor. 9.17). 


  1. Porque o senhor jesus já nos capacitou espiritualmente para evangelizar, quando nos revestiu da sua autoridade e nos batizou com o seu Espírito Santo

Disse-lhe Jesus:Eu vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum”. (Lc. 10.19).

Esta autoridade diz respeito ao poder que o Senhor Jesus nos deu no mundo espiritual, para expulsa os demônios que estão oprimindo as pessoas para desfazer qualquer tipo de obra maligna, para curar os doentes e enfermos de ordem benigna ou maligna (Mar. 16.18). Cujo propósito é de colocá-las em liberdade espiritual, afim de que, conheçam o grande amor e poder de Deus (Jesus) através da igreja. Porém, este fato, ocorrerá quando adquirirmos conhecimento espiritual de que ao passarmos pelo processo do novo nascimento, nos tornamos novas criaturas em Cristo. Com isso, fomos nomeados embaixadores do seu reino no mundo espiritual para dar continuidade ao trabalho do ministério da reconciliação do mundo perdido com Deus, (2 Cor. 5.17). Agora, portanto a igreja do Senhor Jesus deve se portar exercendo a verdadeira função de embaixador do seu reino, pois o próprio Deus nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo para exercer tal autoridade. (Ef. 2.5-7). 


Conclusão
Evangelizar não é uma opção. O próprio Senhor Jesus nos comissionou e disse: IDE (Mt 28:19 e 20 e Mc 16:15)

Precisamos então conhecer as razões, onde e o que fazer para cumprir este mandamento tão precioso da parte daquele que nos tirou das trevas para Sua Maravilhosa Luz.
Nosso compromisso é o de anunciar as Boas Novas e nos alegraremos ao ver que os frutos virão pelo germinar desta semente nos corações que, certamente, serão trabalhados pelo Espírito Santo.


Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

Lição 5, A Mordomia da Igreja Local

  Lição 5, A Mordomia da Igreja Local