SEJÁ VOCÊ TAMBÉM UM SEGUIDOR

Marcadores

Aborto (11) ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMÓNIAL (5) Adolecentes Cristão (2) ADPB (1) ADULTÉRIO (2) Agradecimento (1) Aniversario (10) Apologética Cristã (10) Arqueologia (1) As Inquisições (1) Assembleia de Deus (5) Barack Obama (2) Batismos (29) Bíblia (3) Brasil (48) Casamento (25) CGADB (19) Ciência (6) Círculo de Oração (5) CLASSE BERÇÁRIO (26) CLASSE DOS DISCIPULANDOS (55) CLASSE JOVENS E ADULTOS CENTRAL GOSPEL (71) CLASSE JOVENS E ADULTOS BETEL (146) CLASSE MATERNAL (103) Congresso (49) CPAD (6) Cruzada (3) Curiosidades (3) Cursos (3) Departamento Infantil (5) Depressão (2) Desaparecido (4) DESENHOS BIBLICOS (1) Desfiles (3) Dia do Pastor (4) Discipulado (64) Divórcio (4) EBD (20) EBO (21) Escatologia (2) Estudantes (2) Estudos (505) Eventos (118) FALECIMENTO (5) Família (16) Filmes (18) Galeria de Fotos (12) Gospel (284) Gratidão a Deus (1) Hinos Antigos (3) História (4) Homenagens (3) Homilética (4) Homoxesualismo (3) Ideologia de Gênero (12) Idolatria (3) Inquisição (2) Islamismo (9) Israel (18) JARDIM DA INFANCIA (7) LIção de Vida (2) Louvor (1) Luto (42) Maçonaria (3) Mães (3) Mensagens (56) Ministério (34) Missões (147) MODISMOS (2) Mundo (608) Mundo Cristão (178) MUSICAS EVANGÉLICAS (3) Namoro Cristão (8) Noivados (1) Notícias (3155) Obreiros (9) ONU (4) Oração (1) Pneumatologia (1) política (121) Psicopedagogia (3) Pureza sexual (8) Realidade Social (17) Reforma Protestante (4) RELIGIÕES (3) Retiro (4) REVISTA BETEL JOVENS (1) Revista Central Gospel (1) REVISTA CLASSE PRIMARIOS (229) REVISTA CLASSE DOS PRE-ADOLESCENTES (267) REVISTA CLASSE DOS ADOLESCENTES (280) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFANCIA (111) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFÂNCIA (110) REVISTA CLASSE JUNIORES (242) REVISTA DA CLASSE JOVENS CPAD. (185) REVISTA DA CLASSE JOVENS. (319) REVISTA DA CLASSE ADULTOS (872) REVISTA DA CLASSE JOVENS E ADULTOS (391) REVISTA DA CLASSE JUVENIS (262) Revista Maternal (63) Santa Ceia (3) Saúde (45) Seminário (4) Sexualidade (7) Subsídios (1507) Subsídios EBD (1900) Subsídios EBD Videos (592) Templos (3) Teologia (5) Testemunho (1) TRANSGÊNEROS (2) Utilidade publica (1) UTILIDADE PÚBLICA (2) Vida de Adolecente (5) videos (106) Virgilha (1)

27 dezembro 2012

JARDIM DA INFANCIA - Lição 13: Aprendendo sobre a salvação


4º Trim. 2012 - JARDIM DA INFANCIA - Lição 13: Aprendendo sobre a salvação

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JARDIM DE INFÂNCIA – CPAD
4° Trimestre de 2012
Tema: Valorizando os bons Princípios
Comentarista: Midiam Pessoa, Mônica Barreto Valente Varela


LIÇÃO 13- APRENDENDO SOBRE A SALVAÇÃO


Objetivo
Ensinar a criança que só Jesus pode nos salvar e perdoar os nossos pecados Ele é o único caminho que nos leva a Deus

Palavra do dia
SALVAÇÃO

Amplie o desenho Jd13 fig 1 na galeria de imagens, e enfatize aos pequenos o quanto Jesus ama a todos. E Ele que no ver sempre felizes, por isso Ele veio para viver entre nós por um tempo, para morrer em nosso lugar, ressuscitar e subir ao céu, para que através Dele sejamos salvos e possamos um dia, também ir morar com Ele.




Aprendendo a Bíblia 
``... Cristo morreu pelos nossos pecados... foi sepultado e,no terceiro dia, foi ressuscitado...”
(1 Co 15.3,4 - NTLH)


HISTÓRIA BÍBLICA
Texto Bíblico:Marcos 15.22-47;16.1-10
Muita, muita gente  seguia Jesus por todo o lugar. Jesus tornara-se muito famoso.Por isso,os chefes dos judeus ficaram com inveja dele.Combinaram que iam matá-lo.
Até pagaram a Judas,um dos discípulos,para ajudá-los. Jesus estava em Jerusalém,onde moravam os seus inimigos.

Uma noite,Jesus foi a um jardim sossegado para conversar com Deus.
Estava orando, quando Judas chegou com muitos soldados.
Os soldados prenderam Jesus.
Levaram-no para os chefes dos judeus.
Os chefes dos judeus levaram Jesus para Pilatos, o governador romano.
Disseram:
__ Queremos que  o senhor mande matar este homem.

Pilatos logo descobriu que Jesus não tinha feito nada errado. Mas queria agradar aos chefes dos judeus. Então, deu ordem para que matassem Jesus numa cruz..
Os soldados romanos levaram Jesus para um monte.
E lá o pregaram na cruz.
Jesus, tão bondoso, orou a Deus:
__ Meu Pai, perdoa essa gente!Perdoa Pai!

E ali na cruz Jesus morreu. Um bom amigo enrolou o corpo dele em lençóis de linho.
Colocou seu corpo numa sepultura de pedra. Mas Jesus não ficou morto. Três dias depois ele viveu outra vez.
Jesus não ficou morto porque ele é o filho de Deus.
Jesus morreu  numa sexta-feira . No domingo, bem cedo, algumas mulheres foram levar perfumes para pôr no corpo de Jesus. Mas...
__ Jesus não está aqui na sepultura! Será que alguém roubou o corpo de Jesus?- as mulheres falaram.

Mas um anjo estava ali e lhes falou:
__ Não fiquem assustadas. Jesus não está  mais  aqui. Ele ressuscitou. Está vivo novamente.
Conte isto aos discípulos.

Quando as mulheres estavam saindo dali, o próprio Jesus apareceu e falou:
__Eu estou vivo. Vão e contem isto a meus amigos.

Cheias de alegria, as mulheres saíram correndo.
__Jesus não está morto! Jesus está vivo! Jesus está vivo!
__ Elas falaram aos amigos de Jesus.

Os discípulos nem podiam acreditar. Pedro e João saíram correndo e foram ao sepulcro.
Viram somente os lençóis de linho dobrados e arrumados. Mas Jesus não estava lá. Eles voltaram depressa e disseram:
__È verdade . O corpo de Jesus não está na sepultura.

Nisto, chegaram outros dois amigos de Jesus, que falaram:
__ Nós vimos Jesus. Ele caminhou conosco na estrada.

Ele está vivo outra vez.
Enquanto todos falavam sobre isso, Jesus mesmo apareceu ali e falou:
__ Tenham paz, meus amigos. Quero que daqui pra frente, vocês contem a todas as pessoas que eu estou vivo. Digam que eu sou o Salvador.

Aquele foi um dia de muita alegria para todos os amigos de Jesus. Jamais podemos esquecer o quanto Ele nos ama. Foi por isso que Jesus morreu na cruz.
Ele fez isso por mim e por você.         


Fixando a aprendizagem
Amplie o desenho Jd13 fig 2 na galeria de imagens, para os pequenos imprimir
Fonte: www.frutodeinspiracao.blogspot.com


Fontes consultadas:
·         Bíblia da galerinha e 53 histórias de Jesus.


Colaboração para Portal Escola Dominical - Profª Cristina Araújo

Galeria de imagens fonte  http://www.portalebd.org.br

PRIMARIOS - Lição 13: Sirvo a um Deus de milagres


4º Trim. 2012 - PRIMARIOS - Lição 13: Sirvo a um Deus de milagres

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMÁRIOS – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: A alegria de servir a Deus
Comentaristas: Midian Pessoa e Laudicéia Barboza


LIÇÃO 13 – SIRVO A UM DEUS DE MILAGRES


Texto Bíblico: Atos 9.36-42


Objetivo
Ministre sua aula de forma a conduzir os pequenos a conscientizar-se de que Deus quer que praticamos  a benevolência (Devemos ajudar as pessoas ao nosso redor), sabendo que Ele pode fazer grandes milagres através de nós.


Frase do dia...
EU SIRVO A DEUS – ELE FAZ MILAGRES


Memória em ação
“Quão grandes são os seus milagres, e as coisas que Ele fez são espantosas..” (Dn 4.3 - NTLH)

Leia várias vezes este versículo com os pequenos, isso auxiliará na memorização.


Explorando a Bíblia
Dorcas amava muito a Jesus. Ela era uma costureira. Costurava roupas lindas. Dorcas viu umas criancinhas com roupas velhas, velhas. Viu as mães das criancinhas com roupa toda remendada e disse:
__ “Vou costurar roupas novas para vocês!”

Dorcas costurou uma porção de roupas bonitas. Deu-as para as criancinhas e para suas mamães.
__ “Muito obrigado pelas roupas!” – Disseram as crianças.

Todos na igreja amavam a boa costureira.
Mas, um dia, que tristeza! Dorcas adoeceu e morreu.

As pessoas choravam muito vendo sua amiga morta.
Alguém lembrou:
__ “Pedro, o discípulo de Jesus, está numa cidade aqui perto. ElePode vir e nos animar e nos consolar com orações. Vamos Chamá-lo!”

Dois homens foram depressa chamar Pedro.
Quando Pedro chegou, as mulheres, chorando, mostraram-lhe as roupas que Dorcas lhes tinha dado. Falaram de como ela era bondosa e amada por todos.
Pedro pediu:
__ “Deixem-me sozinho aqui no quarto, ao lado do corpo de Dorcas.”

As pessoas saíram. Pedro ficou só.
Ele orou e pediu que Deus fizesse Dorcas viver de novo.
E Deus ouviu a oração de Pedro.
Dorcas voltou a viver.
Pedro a levou e a mostrou viva às pessoas. Foi uma alegria imensa.
A boa amiga Dorcas estava com elas outra vez.

Dorcas era seguidora do Senhor Jesus e gostava de ajudar as pessoas. Ela fazia isso por amor a Jesus. Enquanto Jesus viveu nesse mundo, Ele procurou fazer o bem e ajudar as pessoas que precisavam Dele.
Como Dorcas, você pode ser um imitador de Jesus e ajudar aos que necessitam por amor a Ele.
O versículo para decorar diz que não nos cansemos de fazer o bem. Pois fazendo assim, estaremos demonstrando o amor que temos por Jesus e através de nossas atitudes, estaremos fazendo o nome Dele conhecido e as pessoas irão glorificar o nome Dele.


Oficina criativa
Amplie o desenho Pri13 fig 1 para os pequenos colorir


Fonte:www.escolinhabiblicadagarotada.blogspot.com


Fontes Consultadas:
·         Bíblia NTLH - SBB
·         Curso para Professor de EBD - Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL – Pr. Vicente de Paula Leite
·         53 Histórias de Jesus – Geográfica Editora
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com Crianças – Editora HAGNOS/APEC – Edição 2003
·         Bíblia Ilustrada Infantil – Editora Geográfica – Edição 2000.
·         Histórias Bíblicas para Adoração Infantil


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva 

Galeria de imagens fonte http://www.portalebd.org.br

JUNIORES - Lição 13: A saga continua...


4º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 13: A saga continua...

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: Fé em ação
Comentaristas: Miriam Reiche e Luciana Alves de Souza


LIÇÃO 13 – A SAGA CONTINUA...


Texto Bíblico:Atos 27 e 28


Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a compreender que a todos somos chamados para fazer algo para Deus. Paulo foi incansável em seus trabalhos e cabe a nós dar continuidade ao trabalho que iniciou na igreja Primitiva, anunciando as Boas Novas de Salvação a todas as pessoas.


Exercitando a memória
“Cumpra a sua missão com fidelidade, para que ninguém possa culpá-lo de nada, e continue assim até o dia em que o Nosso Senhor Jesus Cristo aparecer.” (1 Tm 6.14 – NTLH).


Crescendo no conhecimento
Na escuridão da noite, um navio com 276 pessoas a bordo aproxima-se de uma ilha no Mediterrâneo. A tripulação e os passageiros estão exaustos de serem jogados de um lado para o outro pelas águas agitadas por uma tempestade que já dura 14 dias. Ao amanhecer, avistam uma baía e tentam levar o navio para a praia, mas a proa fica encalhada, totalmente imóvel, e as ondas despedaçam a popa. Todos abandonam o navio e conseguem chegar ao litoral de Malta, nadando ou boiando agarrados a pranchas de madeira ou a outros objetos. Exaustos e com frio, eles se arrastam para fora das ondas agitadas. Entre os passageiros encontra-se o apóstolo cristão Paulo, que está sendo levado para Roma, a fim de ser julgado (At 27.27-44).

Esse naufrágio na ilha de Malta não foi a primeira vez que Paulo correu risco de vida no mar. Poucos anos antes, ele escreveu: “Três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no profundo.” Disse também que havia corrido “perigos no mar”. (2 Co 11.25-27) As viagens marítimas o ajudaram a cumprir a função que Deus lhe deu como “apóstolo para as nações”. — Romanos 11.13.

Qual era o volume do tráfego marítimo no primeiro século? Que papel desempenhava na disseminação do cristianismo? Era seguro viajar de navio? Que tipos de embarcações eram usadas? E como os passageiros eram acomodados?
Roma dependia do comércio marítimo

Os romanos chamavam o Mediterrâneo de Mare Nostrum — Nosso Mar. O controle das rotas marítimas era fundamental para Roma não apenas por razões militares. Muitas cidades do Império Romano eram portuárias ou eram servidas por portos. Roma, por exemplo, tinha seu porto marítimo na vizinha Óstia, ao passo que Corinto usava Lecaion e Cencréia, e a Antioquia da Síria era servida pela Selêucia. As boas conexões marítimas existentes entre esses portos garantiam a rápida comunicação com cidades-chave e facilitavam a administração eficiente das províncias romanas.

Roma também dependia da navegação para seus suprimentos de alimentos. Com uma população de aproximadamente um milhão de pessoas, havia uma enorme demanda de cereais — algo entre 250.000 e 400.000 toneladas por ano. De onde vinham todos esses cereais? Flávio Josefo cita Herodes Agripa II como tendo dito que a África do Norte alimentava Roma durante oito meses por ano, enquanto que o Egito enviava uma quantidade de cereais suficiente para abastecer a cidade pelos outros quatro meses. Milhares de embarcações marítimas eram usadas no transporte de cereais para aquela cidade.

Para atender ao gosto romano pela suntuosidade, o próspero comércio marítimo fornecia todos os tipos de mercadorias. Minerais, pedras e mármore eram despachados de Chipre, da Grécia e do Egito, e madeira era trazida do Líbano. O vinho era trazido de Esmirna, as castanhas vinham de Damasco, e as tâmaras da Palestina.

Unguentos e borracha eram embarcados na Cilícia, lã em Mileto e Laodicéia, tecidos na Síria e no Líbano, tecidos roxos em Tiro e Sídon. Corantes eram enviados de Tiatira e vidro de Alexandria e de Sídon. Seda, algodão, marfim e especiarias eram importados da China e da Índia.

O que se pode dizer do navio que naufragou em Malta com Paulo a bordo? Era um navio para transporte de cereais, “um barco de Alexandria, que ia navegar para a Itália”. (At 27.6) As frotas de navios para transporte de cereais eram propriedades particulares de gregos, fenícios e sírios, que as comandavam e equipavam. Contudo, os navios eram alugados pelo Estado. “Como no caso da coleta de impostos”, diz o historiador William M. Ramsay, “o governo achou mais fácil contratar terceiros do que organizar por si mesmo o enorme mecanismo, em questão de mão-de-obra e equipamentos, necessário para aquele grande serviço”.

Paulo terminou sua viagem a Roma num navio que tinha como figura de proa os “Filhos de Zeus”. Esse navio também era de Alexandria. Atracou em Putéoli, no golfo de Nápoles, o porto em que os navios que transportavam cereais normalmente aportavam. (At 28.11-13) De Putéoli — atual Pozzuoli — a carga era transportada em direção ao norte, por terra, ou em barcos menores que seguiam a costa e subiam o rio Tibre, para dentro de Roma.

Passageiros em navios de carga: Por que Paulo e os soldados que o escoltavam viajavam num navio de carga? Para responder a essa pergunta, precisamos saber o que significava ser passageiro de um navio naquela época.

No primeiro século EC, não existiam navios de passageiros. Os viajantes usavam navios mercantes. Todo tipo de pessoas — incluindo funcionários do governo, intelectuais, pregadores, feiticeiros, artistas, atletas, mercadores, turistas e peregrinos — podem ter viajado nesses navios.

Obviamente, havia barcos menores que transportavam passageiros e cargas pelas águas costeiras. Paulo pode ter usado uma dessas embarcações para ‘passar de Trôade à Macedônia’. Ele pode ter feito mais de uma viagem em navios pequenos, tendo Atenas como ponto de partida e de chegada. Paulo pode também ter usado uma embarcação pequena mais tarde em sua viagem de Trôade a Pátara, ao longo das ilhas próximas à costa da Ásia Menor. (At 16.8-11; 17.14, 15; 20.1-6, 13-15; 21.1) O uso dessas embarcações pequenas economizava tempo, mas elas não podiam correr o risco de se distanciar muito da costa. Por esse motivo, os navios em que Paulo viajou a Chipre e depois à Panfília, e de Éfeso para Cesaréia, e de Pátara para Tiro, devem ter sido consideravelmente maiores. (At 13.4, 13; 18:21, 22; 21.1-3) O navio que naufragou na ilha de Malta com Paulo a bordo também devia ser considerado grande.
De que tamanho eram esses navios?

Fontes literárias levaram um erudito a afirmar: “O [navio] de menor capacidade, geralmente considerado útil pelos povos antigos, era de cerca de 70 a 80 toneladas. Um tamanho bastante comum, pelo menos no período helenista, era o de 130 toneladas. Embora fosse comum ver um navio de 250 toneladas, esse tamanho estava definitivamente acima da média. Os navios a serviço do transporte imperial, na época do Império Romano, eram ainda maiores, sendo que a capacidade ideal era 340 toneladas. Os maiores navios em circulação chegavam a 1.300 toneladas, ou talvez um pouco mais.” De acordo com uma descrição redigida no segundo século EC, o navio Isis, de Alexandria, usado para o transporte de cereais, media mais de 55 metros de comprimento por cerca de 14 metros de largura, tinha um porão de aproximadamente 13 metros de profundidade, e provavelmente tinha capacidade para transportar mais de 1.000 toneladas de cereais e talvez algumas centenas de passageiros.

Que tipo de tratamento era dispensado aos passageiros dum navio cargueiro? Uma vez que os navios destinavam-se principalmente ao transporte de cargas, os passageiros eram de preocupação secundária. Não havia nenhum serviço de bordo, exceto o fornecimento de água. Tinham de dormir no convés, talvez em abrigos em forma de tendas montadas à noite e desmontadas pela manhã. Embora os viajantes pudessem ser autorizados a usar a cozinha do navio, tinham de levar todo o equipamento necessário para cozinhar, comer, tomar banho e dormir — desde panelas a roupas de cama.

A navegação era segura: Sem instrumentos — nem mesmo uma bússola — os navegadores no primeiro século orientavam-se estritamente pela vista. Assim, a viagem era mais segura quando havia melhor visibilidade — normalmente do fim de maio a meados de setembro. Nos dois meses antes e depois desse período, os mercadores talvez se arriscassem a navegar. Mas durante o inverno, os nevoeiros e as nuvens geralmente obscureciam os pontos de referência e o sol durante o dia, e as estrelas à noite. A temporada de navegação era considerada encerrada (em latim,mare clausum) de 11 de novembro a 10 de março, exceto em casos de absoluta necessidade ou urgência. Aqueles que viajavam no fim da temporada corriam o risco de ter de passar o inverno num porto estrangeiro. — Atos 27.12; 28.11.

Apesar de arriscada e sazonal, será que a navegação oferecia alguma vantagem em relação às viagens por terra? Sem dúvida! Navegar era menos cansativo, mais barato e mais rápido. Quando os ventos eram favoráveis, um navio podia percorrer talvez 150 quilômetros em um dia. A média normal de percurso para uma viagem longa a pé era de 25 a 30 quilômetros por dia.

A velocidade do navio dependia quase que inteiramente do vento. A viagem do Egito para a Itália era uma luta constante contra os ventos de proa, mesmo durante a melhor época da temporada. A rota mais curta era normalmente via Rodes, Mirra ou outro porto na costa da Lícia, na Ásia Menor. Depois de enfrentar tempestades e de perder-se, o navio Isis, em certa ocasião, ancorou em Pireu 70 dias após partir de Alexandria. Empurrado por fortes ventos do noroeste, esse navio provavelmente levaria de 20 a 25 dias para fazer a viagem de retorno da Itália. Seriam necessários mais de 150 dias, com boas condições de tempo, para fazer a mesma viagem por terra, em quaisquer das direções.

As boas novas levadas muito além dos mares: Paulo evidentemente sabia dos perigos de navegar fora da temporada. Ele até avisou contra navegar no fim de setembro ou início de outubro, dizendo: “Homens, percebo que a navegação vai ser com dano e com grande perda, não só da carga e do barco, mas também de nossas almas.” (At 27.9, 10)

Mas o oficial do exército que estava no comando ignorou essas palavras, o que resultou no naufrágio em Malta.
 
Aplicação da lição
Paulo sofreu pelo menos quatro naufrágios durante sua carreira missionária. (At 27.41-44; 2 Co 11.25) Ainda assim, a indevida ansiedade por causa dessas eventualidades não impediu que os primitivos pregadores das boas novas viajassem de navio. Eles fizeram pleno uso de todos os meios de transporte disponíveis, a fim de divulgar a mensagem do Reino de Deus. E em obediência à ordem de Jesus, deu-se um testemunho em toda a parte (Mt 28.19, 20; At 1.8) Graças ao zelo que demonstraram, à fé daqueles que seguem seus exemplos, e à orientação do Espírito Santo de Deus, as boas novas chegaram aos pontos mais distantes da Terra habitada.
Hoje esta tarefa é nossa. Esforcemo-nos para levar adiante a missão confiada a toda igreja.


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva 
 fonte http://www.portalebd.org.br

JUVENIS - Lição 13: O melhor lugar para morar


4º Trim. 2012 - JUVENIS - Lição 13: O melhor lugar para morar

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: O Que A Bíblia Fala Sobre O Futuro Da Igreja
COMENTARISTA: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 13- O MELHOR LUGAR PARA MORAR

TEXTO BÍBLICO- Ap 21.1-27;22.1-5

ENFOQUE BÍBLICO
“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.2)

OBJETIVOS
Enfatizar que no Céu não haverá mais tristeza, pois estaremos em outra dimensão, a celestial, com os nossos corpos glorificados.
Definir a morte, à luz da Bíblia, pontificando que no Céu não haverá morte, haja vista ser ela o último inimigo a ser vencido (1Co 15.26).
Descrever as mansões celestiais com base em Apocalipse 21-22, com o objetivo de deixar os seus alunos com “saudades” do Céu.


INTRODUÇÃO
Todos almejam um lugar feliz para morar, lugar onde reina a paz. Aqui na terra é impossível devido ao pecado a dor física e moral, a morte trás a nós tristezas. O céu está prometido aos santos que perseverarem. Trata-se de um lugar real, verdadeiro onde Jesus nos prometeu levar-nos (Jo 14.1,2). Estando lá não teremos mais tristezas, pois a morte e a dor ou qualquer tipo de aborrecimento será banido para sempre. Cantamos com o poeta: “No céu não entra pecado; Fadiga tristeza, nem dor; Não há coração quebrantado, Pois todos são cheios de amor. As nuvens da vida terrestre, Não podem a glória ofuscar, Do reino de gozo celeste, Que Deus quis para mim preparar!” (HC 422)


NO CÉU NÃO HAVERÁ MAIS TRISTEZA
Você já pensou em morar num lugar onde não há dor e nem tristeza? É claro! Infelizmente, no mundo em que vivemos não há um lugar sequer tanto nos menos povoados, quanto nos grandes centros os acontecimentos que nos entristecem estão presentes em proporções. Vivemos num mundo cheio de criminalidades, não só a criminalidade periférica, marginalizada, mas também a social como: discriminação, como a política corruptiva etc.

Os sociólogos de todos os tempos têm procurado a apresentar formas para que o mundo seja melhor. Todavia tais formas nunca dão certas, não há como realizar tais reformas, uma vez que o homem é um ser corrompido pelo pecado. Significa dizer que enquanto Jesus não vier arrebatar a igreja, enquanto os processos apocalípticos relacionados ao homem não acontecer não haverá mundo melhor.

Para que se tenha um lugar sem dor e nem tristeza é preciso que não haja pecado, é preciso que haja não apenas um bom governo, mas um povo regenerado. O Milênio,  será governado pelo nosso Senhor Jesus Cristo, a paz e a alegria reinará. Todavia a igreja da qual fazemos parte, participará do Milênio, mas o Reino Milenar não é tudo, ele terminará e a igreja, o povo salvo para onde vai? Quando passamos perto de grandes mansões, imaginamos que as pessoas vivem muito bem, até somos levados a crer que elas não têm problemas algum.

 São apenas imaginações, os problemas atingem todas as classes, aqui na terra pobres e ricos tem dores, tristezas, desilusões, todo tipo de sofrimento atinge as classes. A Bíblia assegura uma morada aos santos (Jo14.1,2), as aflições que existem aos moradores daqui, não existirá lá. A palavra “mone”, para morada, significa: habitação, residência, vem de uma raiz que se traduz para permanecer, ficar no lugar, continuar, estar presente, tanto em referencia ao tempo quanto a lugar.

Não se trata de um lugar fictício, é real, Deus estará morando entre os seres humanos (Ap 21.3), eis a razão do vers. 4, um lugar onde não haverá tristeza, lagrimas, morte, nenhum tipo de dor, tanto a física quanto a dor moral serão banidas. Já pensou em um lugar em que não haverá choro, nenhum tipo de lamentação? Pois é! O lugar para onde vai à igreja, ninguém se preocupara, com enchentes, secas, nada interferirá, a igreja transformada em um corpo glorioso, não mais sujeito a passar pelas decepções que hoje passamos. Não é apenas promessa como as dos políticos concernente  a moradia, por exemplo. O céu é real, os salvos e remidos pelo sangue do Cordeiro, morará para sempre com o Senhor, nas mansões celestiais. (Ap 22).  

CONCEITO BIBLICO PARA A MORTE
Quem gosta de falar na morte? Há uma resistência em nós concernente a esta verdade: todos os homens é sujeito a morte, ninguém pode engana - lá, não há sequer uma historia verdadeira que alguém tenha conseguido esconder-se e não morreu. Apenas dois homens na Bíblia não tenham passado pelo processo, não morreram, foram eles: Enoque e Elias. O primeiro andou com Deus e nunca mais foi visto, pois Deus o levou para si, quanto ao segundo fora arrebatado em pleno labor.

O mistério que ronda a morte é assustador somente os salvos em Cristo não se assustam com ela. O apostolo Paulo dizia que para ele o morrer era lucro (Fp 1.21,23), em outra ocasião ele demonstrou grande desejo em deixar este corpo (2Co 5.8). Aqueles que não têm esperança, de fato têm muito medo da morte e com muita razão, pois não sabem para onde vão depois da morte. E quem não tem morada certa na eternidade deve mesmo se preocupar com a morte.
Morte é separação no sentido físico a pessoa deixa de viver aqui, nunca mais a veremos neste mundo. Pode também significar separação definitiva de Deus, caso a pessoa morra sem aceitar a Cristo como seu Salvador e Senhor, ou esteja vivendo dissolutamente no momento da morte. Assim como pode significar alegria, pois ao morrer o salvo vai ao paraíso e aguarda definitivamente pela ressurreição para estar definitivamente com o Senhor.

Para onde vão as pessoas ao morrer? Uma questão preocupante para as religiões, desde a antiguidade vem se estudando o assunto e ele se torna divergente, uns crêem que há um circulo de vai e voltam, outros acreditam num fim imediato após a morte, não há prestação de contas, pois não há vida após morte. Alguns não se preocupam, nem sabe em que acreditar. Mas para onde vão os mortos?
Antes de Jesus ressuscitar os mortos ia para o Hades, um lugar dividido por um abismo intransponível (Lc 16.18-23). Após a ressurreição de Cristo os salvos não descem mais ao Hades como antes, desde então, os santos são levados ao Paraiso (Ef 4.8,9; Lc 23.43), entende-se que o seio de Abraão fora transferido (2Co 12.1-4). Os salvos hoje estão aguardando a ressurreição em um lugar próximo a presença de Deus. Enquanto os ímpios ao morrer continuam indo para o mesmo lugar em que se encontra o rico avarento.

O conceito filosófico sobre a morte às vezes eram amenizador Homero dizia que era “irmão gêmeo do sono”. Sócrates a chamou de “sono sem sonhos” e a comparou a algo maravilhoso. Há outros que crêem no existencialismo como Jean-Paul Sartre, que acreditava ser a morte necessária, devido a uma ordem cósmica que impõe a exigência absoluta e  metafísica de que todo o homem morra. Para esse pensador a morte e o nascimento são coisas desnecessárias ao homem. Portanto a morte não tem significado algum, o homem é um ser apenas limitado entre o nascimento e a morte.
Outros existencialistas com Heidegger, acreditava que a angustia diante da própria morte libera, individualizam e destacam o existenz do homem-massa, eleva o homem-especie à condição de um existente autentico. A morte leva o homem para dentro dele mesmo, para uma abordagem psicanalítica como diz Karl Jasper, pensador semelhante a Heidegger.    

A única fonte clara sobre o assunto é a Bíblia a Palavra de Deus, nela encontramos tudo o que precisamos saber sobre a morte. Primeiro ela só existe devido à desobediência humana, assim que o pecado entrou no mundo o homem tornou-se mortal (Gn2.17;3.4,19). Com a morte o ser humano deixa de existir aqui na terra, mas continua na eternidade (Sl 17.15). Vivos e conscientes, desincorporados sim, mas cientes de sua existência. Assim também estão os ímpios falecidos, em um lugar fixo (Lc16.23; 2Pe 2.9).
Com esta explicação vale dizer aos justos que não há o porquê temer a morte. É um elemento desafiador, sim, mas não temível. Um dia os santos irão de uma vez por toda desafiar a morte e se livrar dela para sempre, ela não mais terá poder sobre os salvos. O apostolo Paulo gritou “Onde está ó morte o teu aguilhão?”, ela foi vencida por Jesus na cruz do calvário e na ressurreição. 
Teologicamente podemos definir a morte como a separação física, a ausência de comunhão com Deus significa morte espiritual e finalizando a eterna. Que é a separação para sempre de Deus.


AS MANSÕES CELESTIAIS
Há sempre uma indagação, como é o céu? Como você sabe que vai para lá? O céu é a morada final da igreja, toda a eternidade será nas mansões celestiais. Não sabemos como é esta morada em seus detalhes, sua identificação, enquanto daqui olhamos está distante de nosso entendimento. Sabemos que lá é a habitação de Deus, sendo assim não da para comparar a nada visível aqui. As mansões luxuosas em nada se comparam as do céu, trata-se de uma cidade impar, chamada de cidade santa.

 É um lugar real, após a morte física o santo irá ao Paraíso, já sabendo que em breve estará no céu. As belezas do lugar estão registradas em Apocalipse 21 e 22, sabemos que é um lugar em cima. Apenas uma descrição: Apocalipse 21
La todas as coisas se fará novas
Deus habitará no meio do seu povo
A morte, o choro e a dor serão banidos para sempre.
Seu fulgor é semelhante a uma pedra preciosa, aparência de jaspe e cristalina.
É toda murada e suas portas guardadas por anjos
A muralha tem aspecto de jaspe
A cidade em um todo tem aparência de ouro puro, olhando parece vidro transparente
O Senhor é o próprio santuário da cidade
Não há necessidade do sistema solar, Deus é a sua própria luz
Não haverá mais noite, somente dia
A abominação ou qualquer tipo de impureza, jamais entrará lá
As Descrições do Cap 22
Do trono de Deus sairá o rio da água da vida, semelhante ao cristal
De mês em mês a arvore da vida produzirá frutos e folhas
Não haverá na cidade qualquer tipo de maldição
Os crentes salvos verão a Deus face a face
É pouca coisa? Olha que é apenas uma visão distante da realidade, pois é impossível enquanto humanos descrever o céu.    

CONCLUSÃO
“Lá na mansão do Salvador,
Não há, jamais, tribulação;
Nenhum pesar, nenhuma dor,
Que me quebrante o coração.

Ali não há tristeza e dor,
Nenhum pesar, nem aflição;
Quando eu estiver morando lá
Direi: Não há tribulação.

Pra mim é triste estar aqui,
Mui longe, sim, do Salvador,
Pois moram já com Ele ali,
Os salvos pelo Seu amor.

Perfeito amor encontrarei,
Lá na mansão do meu Senhor,
Completa paz, ai terei,
Pois me dará o Salvador.

Estando lá. eu gozarei
De toda a bênção divinal;
Também, com Cristo reinarei,
Na Sua glória eternal. “  
(Na Mansão do Salvador -  HC – Autoria: Chas H. Gabriel – Trad: José T. de Lima)


OBRAS CONSULTADAS
·         SILVA, Antonio Gilberto da –Escatologia Bíblica– Adaptado a EETAD, 2ª Edição 1997 – Campinas –SP
·         LAHAYE, Tim – O Final dos Tempos – Abba Press Editora Ltda, SP


Colaboração para o Portal Escola Dominical – Pr. Jair Rodrigues
fonte http://portalebd.org.br

ADOLESCENTES - Lição 13: Bom é ter amigos


4º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 13: Bom é ter amigos

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 13 – BOM É TER AMIGOS

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Descobrir o valor da liberdade no verdadeiro cristianismo; valorizando os princípios da Palavra de Deus entre os servem ao SENHOR.



 Para refletir
Tive grande gozo e consolação da tua caridade, porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado”. (Fm. v.7 – ARC).

O apostolo Paulo ao escrever para Filemom, enfatiza sua condição de irmão em Cristo Jesus (ó irmão), ressaltando que era notório sua fé e amor, de modo que todos os santos eram reanimados pelo seu testemunho.

E nessa confiança na fé e amor que Filemom, demonstrava uma amizade cristã sincera, é que o apostolo solicita que Filemom, mais uma vez seja exemplo de uma fé madura, na qual a comunhão é ressaltada, e assim receba e liberte seu irmão em Cristo, e ainda escravo Onésimo.


Texto Bíblico: Fm. vv. 8-21.


A Epístola de Filemom
Autor:Paulo
Data:Cerca de 60-61 d.C. Paulo escreveu esta carta durante sua prisão romana.
Tema:amor fraternal.
Palavra-Chave:irmão

Contexto Histórico e Data
Esta carta é o apelo pessoal de Paulo a Filemom, um cristão rico e dono de escravos. Parece que Filemom tinha se convertido sob o ministério de Paulo (v.10), que morava em Colossos, e que a Igreja colossenses se reunião em sua casa (v.2). Onésimo, um de seus escravos tinha fugido para Roma, aparentemente depois de danificar ou roubar a propriedade do mestre (vs.11,18). Em Roma, Onésimo entrou em contato com o preso Paulo, que o levou a Cristo (10).

Paulo escreveu para a igreja em Colossos e evidentemente incluiu esta carta a favor de Onésimo. Tíquico e Onésimo aparentemente entregaram as duas cartas (Cl 4.7-9; Fm 12). O relacionamento próximo de Paulo e Filemom é evidenciado através de suas orações mútuas (vs 4 e 22) e de uma hospitalidade de “portas abertas” (v.22). Amor, confiança e respeito caracterizavam a amizade deles (vs. 1, 14,21)

A escravidão era uma realidade econômica e social aceita no mundo romano. Um escravo era propriedade de seu mestre, e não tinha direitos. De acordo com a lei romana, os escravos fugitivos poderiam ser severamente punidos e mesmo condenados à morte. Às revoltas dos escravos no séc. I resultaram em proprietários temerosos e suspeitos. Mesmo a igreja Primitiva não tendo atacado diretamente a instituição da escravidão, ela reorganizou o relacionamento entre o mestre e o escravo. Ambos eram iguais perante Deus (Gl 3.28), e ambos eram responsáveis por seu comportamento (Ef 6.5-9).


Conteúdo
A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes, Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e a seus companheiros crentes.
Paulo desejava uma verdadeira reconciliação cristã entre o proprietário de escravos lesado e o escravo perdoado. Paulo, com delicadeza, mas com urgência, intercedeu por Onésimo e expressou total confiança de que a fé e amor de Filemom resultariam na restauração (vs 5,21)
Mesmo sendo a mais curta das epístolas de Paulo, Filemom é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ela revela como Paulo endereçou com educação, porém firmeza o assunto central da vida cristã, isto é, o amor através do perdão, em uma situação muito sensível. Apresenta a persuasão de Paulo em ação.

O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas, e Paulo logo chega a esse tópico. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Essa transformação, junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens, é a base de um novo começo.
Não se trata de um apelo superficial de Paulo, pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (vs 17-19). Ele faz a petição já sabendo que o
amor e caráter de Filemom prevalecerão. Como ele conclui, as pessoas podem ver a unidade do Espírito entre todos os santos envolvidos.

Esboço de Filemom
I. Saudação 1-3
II. Ação de graças em relação à Filemom 4-7
III. Petição de Paulo por Onésimo 8-21
IV. Preocupações pessoais 22-25


Introdução
Paulo desejava, ardentemente, evitar ao escravo foragido, a punição severa e cruel que, nesse caso, ditava a lei romana. Queria conciliar Filemom com Onésimo, sem humilhar este, porém, sem lhe negar a falta cometida por ele. Como conseguir isto? Este foi o problema que Paulo teve de enfrentar nesta epístola.


O Antes e o Depois
A carta de Paulo a Filemon é um magnífico resumo do Evangelho que só é evangelho quando é vivido.
Aos olhos de hoje, no entanto, parece que o apóstolo não questiona a escravidão, como se pudesse ser uma prática não condenável, como se não fosse injustiça contra Deus.
Quero lembrar que há uma dificuldade referente as características da escravidão no Império Romano antigo; alguns autores não a vêem como um atentado à dignidade humana; outros sustentam uma visão contrária. Tem prevalecido a noção que era um estado de redução do ser humano a uma condição inferior, como ocorreriam na América Moderna.
A partir do texto bíblico, podemos ver que a atitude paulina é revolucionária, e não reacionária.

Devemos nos lembrar que não podemos exigir que o apóstolo Paulo tivesse a mesma compreensão que hoje nós temos acerca do tema da escravidão. Antes e depois dele, filósofos ensinavam que a escravidão era algo natural, logo aceitável. Aristóteles foi o principal deles. Nem por isto o pensamento aristotélico é condenado no seu todo, por causa deste grave deslize.
Penso que a visão de Paulo pode ser resumida no seu conselho em 1Coríntios 7:21 – “Foste chamado sendo servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião”.

Este conselho está na gênese de tratamento que deu a Onésimo.
Paulo estava na prisão em Roma, onde podia receber visitas reguladas. Num dia destes lhe chega um escravo fugitivo, cujo senhor era um cristão, amigo do apóstolo. Que dilema!
Se ficasse com ele, e muito dele precisava, poderia ser acusado de furto e ter ainda mais dificuldades com a lei. Se mandasse que continuasse fugindo, agora para outro lugar, poderia ser igualmente incriminado, se Onésimo, preso e interrogado, viesse a delata. Se devolvesse o escravo ao seu senhor, este poderia receber uma punição severa, incluindo a morte. Segundo o sistema legal romano, o escravo era um objeto que podia ser vendido, punido e morto. Ele não podia casar. Se houvesse união, esta não seria legalizada. Se tivessem filhos, eles não seriam reconhecidos. O escravo não podia ter propriedades; se as comprasse, seriam propriedades do seu senhor.
Não sabemos que tipo de trabalho fazia Onésimo. Se era escravo por ser filho de uma escrava, por ter sido aprisionado numa guerra ou por se ter recusado a prestar serviço militar, ou se vendera a si mesmo para pagar dívidas ou se fora reduzido à escravidão por mal comportamento. O fato é que era um escravo fugitivo. E como tal não podia ser recebido ou protegido; quem o fizesse cometia furto. Também não sabemos como se tornou escravo de Filemom; se foi, como a maioria, comprado num leilão.
Não sabemos que tipo de senhor era Filemom. Mas sabemos que a lei lhe garantia o direito de persegui em qualquer lugar. Ele podia até lançar mão dos serviços profissionais dos fugivarii e marcá-los a ferro (o estigma) na testa, com a letra "F" (de fugitivo) para nunca mais fugir, ou mesmo castigá-lo de outras formas.

As fugas eram freqüentes na Roma antiga. Os proprietários de escravos ofereciam recompensas valiosas para denúncias. Havia até um grupo de profissionais especializados em recupera-los. O imperador Marco Aurélio fixou leis obrigando as autoridades locais a ajudarem na captura dos fugitivos. Os que fossem recuperados eram ameaçados com penas duríssimas, podendo ser açoitados, algemados, recolhidos na prisão dos escravos, marcados com fogo ou crucificados. Para evitar os castigos, o fugitivo podia buscar a intermediação de amigo para intermediar em seu favor. Talvez tenha sido isto que Onésimo tenha feito.
Talvez Paulo conhecesse Onésimo tanto quanto a Filemom, mas ele não nos diz. O que sabemos é que Onésimo vai ao seu encontro. Por que fugiu? Não sabemos. Cometera uma falha grave? Não sabemos. Sabemos que, encontrando-se com Paulo (será que o teria conhecido antes e foi ao seu encontro em busca de ajuda?), ali encontrou a salvação em Jesus Cristo por meio da pregação de Paulo. Ele foi regenerado na prisão (v. 10).
O que sabemos é que Paulo escreve a Filemom e, o faz, mostrando o Evangelho em ação, Paulo demonstra o que viver pela graça. Ele devolve Onésimo a Filemom, morador de Colossos.
Ele devolve Onésimo, acompanhado de uma carta a Filemon, na qual pede: "Meu amigo e irmão Filemon. Estou enviando Onésimo de volta. Ele mesmo quer voltar, para ser restituído a você. Receba-se como se recebesse a mim mesmo, eu um livre em relação aos homens, mas escravo de Jesus. Não faça isto por sua amizade por mim mas por seu amor a Jesus. Não o receba como escravo, mas como irmão, como irmão seu eu sou. Talvez sua fuga tenha trazido prejuízo para você. Prepara a conta; quando for visita e ficar naquele quarto que você tem para mim, pagarei centavo por centavo. Faço questão de pagá-lo. Fique com esta promissória em branco, que eu resgatarei quando nos reencontrarmos. Se você agir assim, ficarei animado por saber que em Cristo não há escravo, nem livre. Esteja certo: o novo Onésimo vai ser muito útil para você ainda. Receba-o no amor de Jesus."

Imagine que você seja Filemom. Um dos seus escravos foge. Você procura o quanto pode. Eis que um dia ele entra na sua propriedade. Os outros escravos vêm avisar. Todos imaginam o castigo que virá. O escravo chega segurando uma carta na mão. Você abre a carta, É de um grande amigo. O amigo lhe pede para receber o fugitivo como se o recebesse. O amigo lhe informa que vai pagar todo o prejuízo causado pelo fugitivo. O escravo era para ser recebido como irmão.
Que escravidão é esta? Paulo não discute a teoria da escravidão. Paulo propõe uma prática para a escravidão e, nesta prática, vinda do Evangelho, todos são irmãos.
Que escravidão é esta? Paulo não discute a teoria da escravidão, mas acaba com ela em termos práticos. Escravo não é irmão, mas Filemom e Onésimo são irmãos.



Unidos pelo amor
A estratégia de Paulo foi que o escravo não devia encontrar-se a sós com seu dono, injuriado; por isso providenciou um mediador, Tíquico, que estava de partida para Colossos.
Escreveu esta carta pessoal a Filemon e Onésimo foi seu portador, carta esta que é um perfeito modelo de tática e cortesia.
E para tornar difícil a Filemon, não perdoar e não restaurar o culpado, ele o recomenda a Igreja - veja Colossenses 4:9.

O Evangelho dá as regras para uma reforma social, autentica e sem burocracias. Esta epístola tem sido mencionada, pelos amigos e partidários da escravidão, como base e apologia dessa infelicidade. Poderia existir escravidão se os versos 16 e 17 fossem postos em prática?

 “Não já como servo; antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor.
Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.”

Aqui está uma ilustração da influência reformadora do Evangelho, que procura atingir seus fins pela persuasão e não pela compulsão; com gentileza e não com força.

Paulo baseia sua defesa em prol de Onésimo como uma analogia da nossa redenção.
O pecador é propriedade de Deus, não somente fugiu do seu Mestre como, também, O roubou. A lei não proporciona nenhum direito de asilo, mas, a graça concede o direito de apelar. Ele foge para refugiar-se em Cristo, a Quem, Deus tem como sócio. Nele, o pecador nasce de novo, e, como filho, tem Nele um intercessor como um Pai; ele volta para Deus e é recebido, não como escravo, mas, como Cristo mesmo, e toda a sua dívida é posta na conta de Cristo.

Evangelho é perdão pleno, é exortação ao exercício da graça, é a busca da reconciliação.

A história de Onésimo é uma metáfora de cada um de nós.
Até que aceitamos Jesus como nosso Senhor, vivemos como Onésimo, fugitivos de nosso verdadeiro Senhor, Senhor que morreu em nosso lugar para que ficarmos longe da culpa pela fuga.

Até que reconheçamos que estamos condenados e que podemos experimentar a liberdade, para a qual fomos feitos, não buscamos o advogado que nos defenda. Onésimo encontrou um defensor porque reconheceu que estava condenado. Neste estado, vivia uma vida trágica. Jesus Cristo é este mediador. "Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus" (1Tm. 2:5).

Paulo se pôs no lugar de Onésimo (v. 18). Paulo recomendou a Filemom a aceitar por amor o escravo arrependido. O que Paulo fez por Onésimo, Jesus deseja fazer por nós. Devemos fazer como Onésimo e nos arrepender de nossos pecados.
O que Onésimo teve que fazer para evitar o castigo? Nada.
O que precisamos fazer para evitar o castigo que merecemos por nossa rebelião contra Deus? Nada. Apenas receber o perdão que a graça de Jesus oferece. O perdão não vem pelas obras para que ninguém se glorie de si mesmo (Ef. 2:9).

Onésimo fez o que devemos fazer: voltar. Assim como ele voltou para Filemom, devemos voltar para Deus. Ele nos espera para tornar pessoal a graça universal Dele.
Podemos viver como escravos fugitivos de Deus ou como pessoas restauradas, adotadas na família de Deus.
Esta é a graça que recebemos.


Conclusão
Evangelho é a graça que recebemos. Evangelho é a graça que ministramos.
Paulo, ao devolver Onésimo com a carta, ministrou graça que vem do amor. Eis como devemos fazer.

A graça que vem do amor é ministrada espontaneamente e não de modo forçado.
Paulo escreve: "Não quis fazer nada sem a sua permissão, para que qualquer favor que você fizer seja espontâneo, e não forçado” (v. 14).

Paulo reconhecia que a salvação que recebera era um presente de Deus para a sua vida, que, antes, vagueava, mas agora seguia no rumo certo.
A não-obrigatoriedade de manifestar a graça tem sido a tragédia dos cristãos e do cristianismo. Aqueles que se esquecem, por algum tempo ou para sempre, que a graça recebida é graça para ser ministrada, na verdade não entendem o que é a graça e perdem o melhor dela. Paulo não quis impor a Filemom o encargo de ministrar graça, mas esperava isto dele. Deus não nos impõe semelhante obrigação, mas espera que ministremos graça, como seus parceiros.

Para ministrar a graça que vem do amor, precisamos estar dispostos a pagar um preço, se houver um preço.
Paulo escreve: "Gostaria de manter [Onésimo] comigo para que me ajudasse em seu lugar enquanto estou preso por causa do evangelho" (v. 13). "Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta" (v. 18).

O apóstolo fez como o chamado bom samaritano, que acolheu uma vítima da violência, caído e ferido ao chão, levou-o ao hospital e se dispôs a pagar a conta, custasse o que custasse.
Recebemos pela graça a graça de Jesus, porque Ele pagou o preço. Ministramos a graça por causa desta graça e, muitas vezes, esta ação pode implicar num preço a ser pago, financeiro ou existencial.
Quem se dispõe a ministrar a graça precisa saber que vai ter que desembolsar dinheiro, gastar tempo e, talvez, receber as incompreensões ou mesmo tentativas de exploração.

Ministrar a graça implica em envolvimento.
Paulo escreve: "Eu, Paulo, escrevo de próprio punho" (v. 19).
Talvez marcados por alguma decepção, alguns cristãos se esquecem de ministrar a graça. Alguns chegam até a desembolsar dinheiro, mas não mais que isto. O envolvimento é zero. Dinheiro sem envolvimento, sem interesse, sem desejo efetivo de ver mudanças, é graça pela metade.
Paulo não mandou uma carta assinada por algum assessor. Paulo, que geralmente contava com o auxílio de um colaborador, provavelmente por ser míope, para escrever seus textos, assinou pessoalmente, numa indicação de seu compromisso pessoal.

Quando ministramos a graça, não devemos visar qualquer benefício.
Paulo escreve: "Sim, irmão, eu gostaria de receber de você algum benefício por estarmos no Senhor. Reanime o meu coração em Cristo!" (v.20).

Somos seres humanos, movidos a recompensas. Paulo também queria uma, ao devolver Onésimo: queria que a generosidade de Filemom se expressasse e isto lhe trouxesse alegria ao coração. Esta era a motivação de Paulo, que queria fosse a motivação de Filemom: alegrar-se em Cristo.
Em outras palavras: Paulo não esperava nenhuma recompensa, nem aqui nem na vida futura. A graça vem do amor. Não ministramos graça para receber mais graça. Ministramos graça porque recebemos a graça.

Eis o que Deus espera de nós: que aprendamos também a nos distinguir nas boas obras a favor dos necessitados, para não nos tornarmos infrutíferos (Tt. 3:4).


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª Jaciara da Silva 


fonte  http://portalebd.org.br

LIÇÃO 09 - A MORDOMIA DO TRABALHO / SLIDES / CLASSE ADULTOS

BAIXAR OS SLIDES