Juiz de paz pede demissão para não celebrar casamento gay




Pastor que trabalha em cartório diz que "casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”


Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a
celebrar casamento gay em Redenção, no Pará.
(Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)
O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, no Pará, José Gregório Bento, de 75 anos, pediu demissão do cargo que ocupava há sete anos. O motivo? A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo.


José, que também é pastor da Igreja Assembleia de Deus e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, alega que "o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.



“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento. Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, afirma o pastor.



“Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.


Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação. O cartorário é obrigado a cumprir a determinação”, explica.


De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.


Partido de Feliciano move ação para suspensão de casamento gay



O Partido Social Cristão (PSC), do qual faz parte o deputado federal Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deu entrada em uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

O PSC entende que a decisão do CNJ "não tem força legal" por não ter sido submetida a debates no Legislativo. A legenda afirma que houve "abuso de poder".
Luiz Fux, relator do processo, poderá suspender provisoriamente a resolução ou encaminhar a decisão diretamente ao plenário do STF.
 

Com informações Bem Paraná/G1-PA/SRZD 


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