CGADB - Ventos de paz sopram na Reunião de presidentes em Campo Grande-MS


Na última quinta-feira, 19.11.2015, participei da Reunião dos Presidentes de Convenções Estaduais e Regionais da CGADB, realizada no Templo Sede da AD Missão, presidida pelo Pr. Antônio Dionísio, por convocação do Presidente da instituição, Pr. José Wellington Bezerra da Costa.

Participei na condição de Presidente da COMADESPE, no entanto, foi uma ótima oportunidade que tive, de conhecer pessoalmente muitos leitores deste singelo blog, o que só aumenta nosso compromisso de informar as coisas da nossa Assembleia de Deus com equilíbrio.

Vale salientar que a acolhida por parte do nosso anfitrião, Pr. Antônio Dionísio e sua equipe, foi de uma hospitalidade espetacular, o que favoreceu em todos os sentidos o clima do encontro, permeado de conversas amenas, confraternização, moderação e equilíbrio.

Por outro lado, o Pr. José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB, não pode comparecer, motivado pelo estado de saúde da sua esposa, irmã Wanda Freire, hospitalizada em São Paulo, ausência mais do que justificada.

Assim sendo, os trabalhos foram presididos pelo Pr. Ival Teodoro, Primeiro Vice Presidente da Mesa Diretora, em sua primeira atuação nessa condição, valendo salientar que a Diretoria esteve presente em quase sua totalidade, assim como também as convenções estiveram representadas.

Pr. Ival Teodoro presidiu a reunião como muita sabedoria, passando a palavra ao Pr. Dr. Abiezer Apolinário, Presidente da Comissão Especial de Reforma do Estatuto, o qual conduziu a reunião de maneira exemplar e democrática, cedendo a palavra quando necessário ao Pr. Antônio Carlos Lorenzetti, presidente da comissão de tecnologia, para as explicações necessárias, bem como a  todos os participantes, pela ordem. Todos os que quiseram e pediram a palavra, tiveram sua oportunidade de manifestação garantida, sem qualquer cerceamento, o que era de se esperar.

Convém ressaltar que essa reunião foi convocada pelo irmão Presidente, em conformidade com as normas estatutárias, no entanto foi uma reunião para informação, esclarecimentos e análise de sugestões dos presentes, no entanto, sem função deliberativa, já que essa prerrogativa pertence exclusivamente à AGE, previamente convocada para os dias 24 a 26 de Janeiro/2016 em São Paulo/ SP.

Os pontos principais para a reforma estatutária anunciada são 3 (três), cumulando nesse caso em suas implicações regimentais:

  1. Estadualização das Eleições,
  2. Privatização do sistema de votação e
  3. Votação por chapa com  inclusão dos suplentes

O tópico número 1 (um) foi unanimidade entre todos os que se manifestaram, independente de que lado esteja, considerando que hoje é praticamente impossível reunir um quadro de 80.000 filiados à CGADB em um mesmo lugar.

Quanto ao tópico 2 (dois) que trata da privatização do sistema de votação eletrônica, até então pelo sistema oficial brasileiro, pertencente aos TRE's, pelas manifestações, há uma certa desconfiança e um pedido de amadurecimento do tema. No meu entender qualquer empresa ou sistema que venha ser adotado, terá que ser oficialmente testado e terá que arcar com responsabilidades contratuais, e isso, hoje ou amanhã terá quer ser feito, uma vez que nem sempre as urnas eletrônicas do TRE estão à disposição, e o sistema de cédulas manuais ser apenas um saída para emergências, porém, um retrocesso.

Já quanto ao tópico seguinte, o de número 3 (três), há divergência de opiniões e, via de regra, há certa rejeição e se pede um amadurecimento da idéia, principalmente por se tratar de Eleição por chapa com  inclusão dos suplentes.

A rejeição à essa última mudança é no mínimo intrigante, pois a maioria dos que a rejeitam, se utilizam deste mesmo sistema em suas convenções estaduais ou regionais, ou seja, justamente por chapa, mas quando se trata da CGADB, tais protagonistas não concordam. Alegam que o sistema cerceia a participação de novos postulantes. Apenas uma observação para consideração dos meus leitores. Outrossim quando digo via de regra, é considerando aqueles que se manifestaram,  a favor ou contra, já que os que falam são poucos, considerando o número de presentes.

Como a reunião tinha um caráter informativo e de alinhamento, o Pr. Abiezer Apolinário solicitou que as propostas apresentadas fossem apresentadas por escrito, diretamente ao Presidente da CGADB, considerando que a comissão já terminou seu trabalho e já remeteu para a Mesa Diretora.

No meu entender, pelo entendimento de que a reunião foi convocada pela Diretoria, tudo o que ali foi tratado e manifestado, já passa a ser automaticamente de conhecimento da presidência, até mesmo pelo número expressivo de Diretores presentes, bem como através da ata da própria reunião que por certo foi lavrada. Somente isso daria legalidade à finalidade de uma reunião devidamente convocada, porém, como não houve quem contestasse isso, quero crer que todos os que se manifestaram enviarão suas sugestões por escrito.

Para ser sucinto, o que vi e percebi, foi um sentimento de trégua, desejo de paz, comunhão e harmonia, isso  a começar pelos principais protagonistas das disputas nas últimas eleições.

Ouvimos de ambos os lados palavras como, comunhão, união, unidade, novo tempo, reconstrução, avanço, esquecimento do que ficou para trás, perdão, etc... e isso com muito embasamento bíblico.

Cheguei a ouvir de um dos pares sentados próximo a mim: "Não pensei que viesse aqui para ouvir pregação". Essa foi a tônica da reunião. Até mesmo quando alguém se excedeu no fervor da sua prédica, houve de maneira democrática e respeitosa as réplicas e tréplicas, com a devida moderação, sem cortes.

Prefiro não citar nomes, nem expor pessoas que participaram de uma reunião "intra corporis", mas chegamos a ouvir frases como:


  • "é tempo de reconstruir pontes, ou quem sabe até mesmo que seja uma pinguela",
  • "estamos pavimentando estrada para um acerto",
  • "precisamos viver um novo tempo", 
  • "nosso problema não é AGE nem reforma estatutária, é tempo de perdão",
  • "é tempo de restauração dos vínculos",
  • "é tempo de acabarmos com a desconfiança entre nós",
  • "a porta sempre estará aberta para o filho pródigo",
  • "é hora do nosso presidente unir as mãos dos mais jovens, seja com quem for na presidência, e terminar sua gestão deixando um legado de unidade"
  • "quem sabe estamos na hora de termos uma chapa única de consenso, eleita por aclamação"...

Citei apenas algumas frases que anotei, mas as demais são do mesmo gênero e tem o mesmo sentido, portanto é desnecessário ser repetitivo.

Ora, não é possível que só eu tenha ouvido tudo isso, e como não vi nem percebi contestações à tais manifestações, entendo que realmente chegaram ventos de paz para a CGADB. Oremos por isso.

CLIMA DE DESCONFIANÇA

Realmente percebemos claramente nos bastidores, que existem em ambos os lados os que anelam por isso, assim como também os radicais que não querem, e aqueles que mantém a desconfiança como uma questão de prudência. Esses consideram as cicatrizes de um passado recente, os prejuízos das liminares e ações judiciais que ainda estão em curso, as quais terão que serem colocadas na mesa, mas enfim, pergunto eu, qual o conselho que daríamos aos membros das igrejas que pastoreamos em situações semelhantes?

Bem, entendo que agora caberá aos líderes maiores tomarem uma decisão e, quanto a todos nós, é hora de oração, bíblia e sinceridade diante de Deus e dos homens.

MODERADORES

Creio que se dermos lugar e intercedermos, Deus levantará os moderadores, interlocutores e conciliadores, que assim como os bombeiros, saberão jogar água na medida certa para apagar incêndio, e nesse caso, em prol da unidade da nossa querida Assembleia de Deus.

A Bíblia diz:

"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;" Hebreus 12:14

"E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;" 2 Coríntios 5:18

Que assim seja!

Vosso conservo n'Ele,

Pr. Carlos Roberto Silva



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