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18 novembro 2015

Lição 8 - A Bíblia ensina a cuidar da Terra

925004Apesar de mudanças significantes no cenário político mundial, as ameaças à sobrevivência do planeta Terra ainda são múltiplas e assustadoras – a falta de estabilidade política nos países da Europa Oriental e na Comunidade de Estados Independentes;


PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2015
ADOLESCENTES - Tema: A Bíblia, um livro atual
Comentarista: Robson Rocha
Comentário: Prof.ª Jaciara da Silva
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP


LIÇÃO 8 - A BÍBLIA ENSINA A CUIDAR DA TERRA

Texto Bíblico: Gn 3.20-23; Mt 6.25-29

Para refletir
"O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo." (Gn 2.15 - NVI)

Introdução
Apesar de mudanças significantes no cenário político mundial, as ameaças à sobrevivência do planeta Terra ainda são múltiplas e assustadoras – a falta de estabilidade política nos países da Europa Oriental e na Comunidade de Estados Independentes; a indefinição sobre o controle e maior desenvolvimento de armas nucleares; a poluição industrial da terra, da atmosfera e das águas; o crescimento demográfico explosivo; a desertificação; e a perda de solo, florestas e minerais – não eram ameaças no período bíblico.
Não há nenhuma referência bíblica específica e direta dessas questões. Entretanto, a Bíblia nos oferece perspectivas, atitudes e valores que não são passageiros e que dizem respeito à relação entre a humanidade e todo o mundo criado. Mais especificamente, nos oferecem uma base para avaliar a retórica ecológica dos meios de comunicação cada vez mais destacáveis devido a Rio-92. Desta forma é possível desenvolver uma perspectiva bíblica do meio ambiente e do ser humano dentro deste contexto, em todas as suas dimensões – a sua relação e dependência da criação; e sua relação e dependência de Deus.

Uma postura ecologicamente correta
Quando a Bíblia trata da relação entre Deus, o ser humano, e a criação – pinta um quadro inicial, última e essencialmente positivo. Quanto ao ser humano, cabe-lhe uma atitude de profunda gratidão pela criação. “Pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graça, nada é recusável, porque pela palavra de Deus, e pela oração, é santificado” (1 Tm 4.4-5). Isso não significa que o pecado não atingiu o mundo e que o jeito que o encontramos é imexível. O romanticismo do século 17 via o mundo dessa forma e, embora amplamente rejeitado pela comunidade científica, ainda surte grande influência nos meios populares de comunicação. A perspectiva bíblica não vê o mundo nem como mau, nem como bom, mas como essencialmente bom. Significa que toda a criação de Deus, apesar de haver sofrido as conseqüências do pecado, é redimível, e portanto é motivo de gratidão humana a Deus. Isso nos leva a um segundo ator no cenário – Deus.
Se a relação do ser humano com a criação é de gratidão, a relação de Deus para com ela é de profunda satisfação. Ao criar os componentes fundamentais do planeta, Deus viu isso como bom (Gn 1.12, 21, 25). No final, observou tudo que havia feito e viu que era, de fato, muito bom (Gn 1.31). Tal qualidade, essencialmente benéfica da criação, fornece uma base para a proclamação da soberania de Deus por todo o mundo, inclusive para todos os povos. Nada do mundo e nenhum povo é “mau” segundo o intento original de Deus, como se não merecessem nada ou merecessem menos a sua plena realização pelo evangelho. A tarefa missionária implica em reivindicar como “bom”, pela graça de Deus, todo aspecto da criação e todos os povos deste mundo, todo neste mundo que Deus criou e que o pecado manchou, isto é, tudo.
Finalmente, a própria criação – também tem um papel positivo. Ela se alegra e canta louvores àquele que a criou (Sl 65.9-13; 144.12-15; 145.15-16). Essa é a sua verdadeira sorte, mesmo que aguarde a sua redenção com angústias e gemidos (Rm 8.22-23).

A interligação
A Bíblia registra vários relatos sobre a criação. Cada um com seu devido enfoque. Além dos relatos de Gênesis 1 e 2, há relatos de outros lugares nos Salmos, em Isaías, João, Efésios e Colossenses. Em Gênesis 1, por exemplo, o homem se encontra como o ápice da criação, enquanto Gênesis 2 ele é o seu centro. Em ambos, ocupa uma posição de destaque. Qual é, exatamente, a relação entre o ser humano, a criação e Deus na Bíblia?
Em primeiro lugar, a criação toda, inclusive a humanidade, encontra seu propósito em dar glória a Deus. Deus expressa a sua soberania sobre a criação através de dois atos: o ato de criar e o ato de designar o lugar (função) e o nome (propósito) de cada elemento. Por exemplo, em Gênesis 1.10, à porção seca chamou Deus “Terra”, e ao ajuntamento das águas, “Mares”. Tal observação sustenta a posição dos ecologistas e de boa parte da comunidade científica de que não há elementos fortuitos e dispensáveis no planeta. Por conseqüência, a fim de melhor administrar a criação, a humanidade precisa entender o devido propósito das suas partes. É por isso que, do ponto de vista cristão, existem a pesquisa e a universidade. 
Porém, a criação não deve ser divinizada. Contra aqueles que acriticamente glorificam a criação, os panteístas funcionais de hoje, afirmamos que ela é distinta de Deus. Não é Deus. Deus a vê (Gn 1.4, 10, 12, 18, 21 e 25) e declara simplesmente “isso é bom”. O “bom” no hebraico denota mais um sentido ético. Inclui também uma conotação estética, a idéia de beleza, adorno e alegria (Jó 38.4-9; Sl 148.3-14). O caráter material e orgânico da criação não é barreira à glória de Deus. Pelo contrário, é um veículo necessário para a expressão de tal glória.
O mundo não foi criado apenas por causa do ser humano, mas também porque Deus se alegra nele e cuida de todas as suas criaturas. Toda criatura serve e glorifica a Deus, até mesmo a vida não- humana (Sl 19.1-5; Is 40.22-31).
Deus se alegra e cuida da criação “independentemente” da sua importância para os seres humanos (Jó 38.33-41; Sl 104.10)! Uma preocupação pelo meio ambiente por causa do bem-estar futuro da humanidade não é a razão suficiente, e sim, aquém da perspectiva bíblica que procura na ecologia não apenas a sobrevivência da humanidade, mas o louvor e a glória devidos a Deus.
O mundo pertence “apenas” a Deus. Nenhuma substância material poderá existir independentemente da vontade criativa de Deus. Segundo a Bíblia, o mundo pertence a Deus, não à humanidade que tira os elementos básicos da natureza. Quando o homem molda o mundo para satisfazer os seus próprios interesses, e não os interesses de Deus para a criação toda (não só o ser humano), então o mundo se deprecia!
Em segundo lugar, o ser humano faz parte da criação e é dependente dela. O ser humano vive dentro de um contexto de interdependência com a criação. Desde o início, nossa sorte está ligada ao solo, e por sua vez, a sorte do solo está ligada a nós. Podemos provocar a melhor ou a pior sorte. Embora Deus coloque o homem no Jardim para cultivá-lo (Gn 2.15), ele promete um amplo galardão. Toda planta comestível lhe é dada (1.29-30; 2.16). Aqui reparamos o tema bíblico da abundância da provisão de Deus. Não havia falta (2.8-9). Bastava o homem cultivar e guardar. Nascemos do solo e dele recebemos o nosso sustento. Pertencemos a este mundo (a criação) por completo. O mundo fornece a base da existência humana!
A vida começa e se orienta ao interesse de Deus (Sl 104.24, 27-30). Hoje, invertemos isso, pensando que o mundo é “objeto” para nossa exploração, em vez de “sujeito” para a glorificação de Deus. Em grande parte, ignoramos as necessidades de outras formas de vida.
Em terceiro lugar, o ser humano, enquanto faz parte da criação e depende dela, também é seu “mordomo”. O ser humano, como o restante da criação, foi criado “conforme a sua espécie” (Gn 1.11, 12, 21, 24, 25), só que à imagem e semelhança de Deus (1.26-27). A imagem de Deus é elaborada em termos do “domínio” que o homem teria sobre o resto da criação. O homem foi criado à imagem de Deus, não pelo que o homem é intrinsicamente, mas pela postura que assume diante da criação, uma postura de soberania (com “s” minúsculo) amorosa e cuidadosa, refletindo a Soberania (“s” maiúsculo) de Deus (1.26-28). O homem não foi criado apenas para administrar os deuses – uma administração “espiritual”, como nas várias mitologias antigas – mas foi criado para civilizar ou ordenar a criação (Sl 8.5-6). Em teologia, há uma referência a essa administração humana sobre a criação como um mandato cultural. Ser criado à imagem de Deus é ser responsável com a terra e toda a sua forma de vida!
A soberania humana implica em “responsabilidade” para preservar a ordem que Deus criou e promover a existência de todos os seus elementos. Tal soberania não implica em liberdade autônoma e autocrática para dispor dos recursos do mundo para finalidades autodeterminadas. Os seres humanos são mordomos de Deus, responsáveis a ele e cuja primeira tarefa é assegurar a permanência e equilíbrio da criação. Não somos regentes independentes .

Espiritual ou material? Uma posição integrada
A preocupação divina coma salvação (o “espiritual”) não é alheia da sua preocupação pelo bem-estar da sua criação (o “material”). A criação é o primeiro dos atos salvadores de Deus (Sl 74.12-17), isto é, não devemos conceber a participação do homem no mundo como opcional, nem como secundária ao seu papel evangelístico na salvação “de almas”. Desde o início, a criação fazia parte do plano salvador de Deus , como primeiro passo!
Aliás, a conversão de seres humanos não é o último dos atos salvadores de Deus, mas o estabelecimento de novos céus e nova terra, ou seja, uma nova criação (Ap 21.1), a libertação da própria criação em si (Rm 8.20-22). 
Até o fim, a criação gozará do plano salvador de Deus, como último passo. A mesma graça de Deus que se manifestou em Jesus Cristo, também se manifestou na criação (Jo 1.1-14; Hb 1.2-3; Cl 1.15,16,20). E a graça de Deus manifesta alcançará e restaurará o seu propósito inicial, todas as coisas criadas por ele (Cl 1.23; Mc 16.15; Ef 1.21-23; Fp 2.10-11; 1 Co 15.27-28).

Conclusão
Estamos à beira do caos no que tange ao meio ambiente, cidades como São Paulo se tornam  não habitáveis, há colapso em vários setores. Os dados apontam que no Brasil menos da metade dos domicílios tem conexão com serviço de esgoto, a maioria lança o esgoto in natura nas redes fluviais, contaminam os mananciais de águas.
 Como Igreja, precisamos nos despertar em relação ao cuidado da criação. Estamos com um grupo de trabalho que irá propor ações que levem nosso povo a cooperar com o cuidado do meio ambiente. A Igreja precisa ser vanguarda, assumindo posturas e cuidados que cooperem para o bem-estar do nosso planeta. Deus nos ajude nesta tarefa.  “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeito, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm 8.19-21).

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Prof. Jaciara da  Silva
http://www.portalebd.org.br/index.php/adolescentes/18-adolescentes-licoes/616-licao-8-a-biblia-ensina-a-cuidar-da-terra