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01 janeiro 2016

Escatologia, o Estudo das Ultimas Coisas - Lição 01

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“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2 Tm 3.1).
O século XXI, na marcha inexorável do perpassar do tempo, não prenuncia melhores expectativas para o fim dos tempos. Em todos os aspectos da vida da humanidade, não há um sequer que dê margem para otimismo e esperança com fundamentos sólidos. A vida religiosa poderia ser uma exceção diante das calamidades morais que avassalam o mundo pós-moderno. No entanto, no meio das religiões, seitas e movimentos ditos espirituais, também se percebem os sinais da decadência espiritual e moral.
Cumpre-se de forma cabal a previsão profética do apóstolo Paulo, quando escreveu a seu jovem discípulo Timóteo: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Tm 3.1-5). Em muitas igrejas locais, há uma verdadeira profanação das coisas sagradas. O púlpito se transforma em palco, e a nave em circo, onde espetáculos carnais, travestidos de espiritualidade, impressionam e atraem muitas pessoas que não têm a mínima noção do que é ser salvo nem tão pouco do que a Palavra de Deus ensina sobre a verdadeira adoração a Deus.
No meio social, em todo o mundo, há uma onda avassaladora de manifestações claras da rebelião contra Deus, que teve início com Lúcifer, passou por Adão, e por este “passou a todos os homens” (Rm 5.12). Na Europa, que já foi berço de grandes avivamentos mundiais, a rebelião contra Deus foi tão terrível que há países em que menos de 2% da população vai a qualquer igreja. O Velho Continente, que já deu ao mundo missionários famosos, como Adoniran Judson, Hud-son Taylor, William Care, David Livingstone, Daniel Berg, Gunnar Vingren, e outros, hoje, é um cemitério da cristandade, e já é considerado um “país pós-cristão”, com muito orgulho por parte de muitos governantes.
Em seu Sermão Profético, Jesus predisse o que ocorreria no fim dos tempos. “Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24.10-14). Que o Senhor nos ajude a entender a revelação do futuro, vaticinada na Bíblia, e possamos ser fiéis até o fim, quando receberemos a coroa da vida, das mãos do Senhor Jesus, Rei dos reis, e Senhor dos senhores.
I - O Estudo da Escatologia
1. Definição
A palavra escatologia tem origem em dois termos gregos: escathos, “último”, e logos, “estudo”, “mensagem”, “palavra”; o termo grego cognato é éschata, que significa “últimas coisas”. Daí, vem a expressão “estudo”, ou “doutrina”, das “últimas coisas”. Escatologia, portanto, é o estudo sistemático das coisas que acontecerão nos últimos dias. Ou “Doutrina das Ultimas Coisas”.
2. A Abrangência da Escatologia
A escatologia pode ser dividida em dois tópicos: Escatologia Geral e Escatologia Individual.
1) A Escatologia Geral abrange um estudo fascinante acerca dos seguintes temas:
a) O Fim dos Tempos;
b) O Arrebatamento da Igreja;
c) A Grande Tribulação;
d) A Vinda de Cristo;
e) O Milênio;
f) O Juízo Final;
g) O Perfeito Estado Eterno.
2) A Escatologia Individual refere-se aos aspectos futuros da vida das pessoas, e estuda temas igualmente de muita importância para a compreensão da vida futura:
a) O estado intermediário (após a morte física);
b) A ressurreição dos mortos;
c) O destino final.
O estudo da Doutrina das Últimas Coisas é de grande valor para os que esperam a Vinda de Jesus para buscar a sua Igreja, mas de nada serve para os materialistas, que desprezam e desdenham das verdades bíblicas. Os seguidores de Charles Darwin, que difundiu a falsa Teoria da Evolução, normalmente os cientistas ateus, entendem que o ser humano, após a morte, equivale a qualquer animal irracional, como uma cobra, um cachorro, um gato, um leão, e os demais irracionais, que simplesmente se tornarão pó, e nada mais existe após a morte. Com essa ideia maligna, a maioria da humanidade está enganada e sendo levada para a perdição eterna. Diz o salmista: “Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus” (SI 9.17).
II - A Preocupação com o Fim dos Tempos
1. Os Discípulos de Jesus
Os discípulos indagaram a Jesus: “[...] que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (Mt 24.3). A ideia do “fim do mundo” já era bem questionada pelos primeiros cristãos. O apóstolo Pedro fala sobre os “escarnecedores”, que dizem: “Onde está a promessa da sua vinda?”, achando que a Palavra de Deus não haveria de se cumprir, por causa da demora em chegar o fim dos tempos (2 Pe 3.3,4). Desde aquele tempo, nos primórdios do cristianismo, havia pessoas que não acreditavam na Vinda de Jesus. Os anos se passavam, as décadas decorriam, e não havia sinais da volta do Senhor para reinar com sua Igreja. Imaginemos hoje quantos também descreem da volta do Senhor. Há até pastores de igrejas que desacreditam na volta literal do Senhor Jesus, descendo sobre as nuvens para buscar a sua Igreja. Ocorre que a Palavra de Deus não pode falhar. Ela é ao mesmo tempo inspirada, revelada e inerrante, pois seu Autor é Deus, por intermédio do Espírito Santo, que transmite a mensagem para a Igreja e para o mundo.
Lucas registrou essa preocupação dos discípulos quando escreveu o livro de Atos dos Apóstolos. “Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.6,7). Os discípulos de Jesus viveram num tempo de intensa expectativa quanto ao futuro de Israel e deles próprios. O país estava sob domínio romano, sob ocupação de um país estrangeiro. Depois de tantos eventos negativos, sob dominação de outros povos, era natural que o anseio dos judeus fosse a restauração de Israel, e com o “fim do mundo”.
A resposta de Jesus, nos últimos momentos junto aos discípulos, antes de sua ascenção, foi significativa para quem estuda a doutrina dos últimos tempos. “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. Os discípulos raciocinavam em termos de tempo cronológico, conforme se conhece, em termos da dias, meses, anos e séculos, para identificar períodos ou eras da História da humanidade. No entanto, Deus não se guia pelo tempo cronológico, ou ícronos (gr.). Ele se guia por seu próprio “tempo”, que pode ser traduzido pela palavra grega kairós, que se refere a um “tempo”, período ou “era” indeterminados, que não podem ser avaliados ou estabelecidos pela lógica da cronologia humana. Foi por isso que o apóstolo Pedro, numa inspiração profética, referiu-se ao tempo da volta de Jesus de forma bem incisiva e profética, quando escreveu, em sua segunda carta, em alusão aos escarnecedores que duvidavam que Jesus voltaria, face os anos decorridos, desde seu retorno para os céus: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Quem pode entender a mente de Deus? Ninguém. Não se sabe se Ele está usando a equação de mil anos, como um dia, ou de um dia como mil anos.
2. As Previsões Falsas sobre o Futuro
A História da Igreja testemunhou, ao longo dos séculos, a preocupação de líderes de movimentos religiosos quanto ao fim do mundo. A maior parte deles terminou em decepção e vergonha, por propalarem tempos e datas para o “fim do mundo”. E nada aconteceu. Na verdade, tais pregoeiros do fim não passaram de falsos profetas, que, além de frustrarem a fé de milhares de pessoas, deixaram um legado de falsos ensinos e heresias que, ainda hoje, causam prejuízo à vida espiritual de milhões de pessoas que nelas acreditam.
1) Certo pastor evangélico, no Nordeste, fazia cálculos errôneos sobre a Grande Tribulação e a Volta de Jesus. Ele marcou o arrebatamento para 1993, e início da Grande Tribulação (sete anos) considerando que o ano 2.000 seria o fim do 6o milênio; nada aconteceu. Indagado sobre qual era o calendário em que ele baseava suas previsões sobre os fins dos tempos, respondeu que usava o calendário romano. Esqueceu-se de que o calendário que usamos tem um erro de defasagem de quatro ou cinco anos, cometido por Dionysius Exiguus, que só foi descoberto muitos anos depois. Segundo os estudiosos, Jesus pode ter nascido em 6 ou 4 a.C. Mas o referido pastor, homem de mais de 60 anos, considerava-se, presunçosamente, um dos maiores intérpretes das Escrituras. Desdenhou de uma comissão que foi ouvi-lo, tachando a todos de “meninos”, que não sabiam bem das Escrituras. Por causa de suas apostilas, também houve quem quisesse desmarcar compromissos, alegando que, se Jesus estava perto de voltar, para que fazer mais alguma coisa? Mas, para sua decepção e sorte do mundo perdido, Jesus não veio em 1993.
Mais uma vez, a bigorna da Bíblia quebrou outro martelo das falsas profecias! Por que tais ensinos eram falsos e fracassaram? Simplesmente, porque não estavam de acordo com a Palavra de Deus. Jesus, em seu sermão escatológico, ensinou: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito [...] Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.23,27).
2) As “profecias” de Nostradamus. Miguel de Nostradamus nasceu em St. Remy, perto de Avinhão, na Provença (França), em 1481, e morreu em 1566. Descendente de judeus, pai, avô e bisavô eram ligados a magos e mestres da cabala árabe. O avô, Johann de St. Remy, ensinou-lhe Astrologia e Astronomia, dizendo que era possível prever o futuro com base nos astros, na predição, na magia e astrologia. Foi médico da corte de Henrique II, do Rei Carlos IX, na França. Tornou-se famoso ao escrever as Centúrias, um conjunto de 100 estrofes de 4 versos cada, com “profecias”, que vão de 1555 até o Juízo Final, previsto por ele para 3797.
Nostradamus foi um falso profeta por excelência. Previu que em
1986 haveria a devastação da Itália. A terra de Da Vince continua no seu lugar, apenas invadida por imigrantes africanos. Previu que em
1987 haveria fome e miséria na Europa, com o início da 3' Guerra Mundial. Até agora, a Europa tem passado por crises econômicas, mas não consta que ninguém morreu de fome. Previu, para 1988, um grande terremoto, com um eclipse de três dias sobre a Terra. Vaticinou que, em 1989, haveria uma revolução na Itália, terminando com uma ditadura e proibição do cristianismo; tal evento não aconteceu. Profetizou falsamente que, em 1998, a Terra sairia do seu eixo (cambaleando), surgindo um “novo céu” diante dos habitantes da Terra.
Como se trata de um falso profeta, suas previsões, quando acertadas, podem ser fruto do acaso, visto que as Centúrias são escritas em linguagem arcaica, como podem ser fruto da ação do Diabo, para que as pessoas deixem de crer na Palavra de Deus.
3) O aparecimento de falsos Cristos. No site YouTube, foi divulgado o aparecimento de um falso messias, de nome José Luiz, líder da Igreja Creciendo en Gracia. Ele se dizia ser Jesus Cristo encarnado, a quem teria incorporado em 1973. Com tal heresia, quis mostrar que Jesus já tinha voltado, incorporado nele. Deu entrevista na CNN dizendo ser Jesus Cristo em pessoa. Na “igreja” dele, nada é pecado. Diz que Jesus já perdoou todos os nossos pecados na cruz e que, agora, o homem pode adulterar, ser homossexual, e nada acontecer, pois o pecado não atinge mais seu espírito. Fica apenas no corpo. É um tipo de ensino tão grosseiro e absurdo que dispensa comentários. Dizia que era imortal e que Jesus levou todos os pecados na cruz, e que, por isso, não haveria problema em o crente pecar, fazer o que quisesse, pois Cristo já levara todos os pecados.
Ensinava que o número 666 ere o número de Deus! E que os crentes interpretaram errado o Apocalipse em relação ao “número da Besta”. Ele chegou a pregar, em 2012, que naquele ano seu corpo seria glorificado, e que jamais morreria. Acabou falecendo, de cirrose hepática, no dia 13 de agosto de 2013. A ex-esposa desse falso Cristo declarou que ele ensinou falsidades e enganou muita gente. Mas seus seguidores acreditam que ele vai “ressuscitar num corpo radioativo”.
Para esse falso Jesus, os Evangelhos de Mateus, Marcos Lucas e João não têm nenhum valor. Somente as epístolas de Paulo devem ser consideradas como mensagens de Deus para a igreja. E incrível como o ser humano tem facilidade em ser enganado pelos falsos cristos. Milhares de pessoas na América do Norte e em outros continentes têm aderido a essa seita perigosa. Ele faleceu, mas Jesus já previu esse fenômeno satânico: “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).
Há um fascínio ou um desejo inconsciente na humanidade voltado para o fim dos tempos. Não é novidade. Sempre que se aproxima o fim de um século ou de um milênio, esse sentimento se aguça. No final do primeiro milênio, ano 999, houve demonstrações desse clima emocional em torno das previsões apocalípticas. O escritor Paulo Romeiro, em seu livro Evangélicos em Crise, cita o que ocorreu naquele ano, com base no depoimento de Frederick Marten:
Os homens perdoavam as dívidas de seus vizinhos; as pessoas confessavam suas infidelidades e más obras. (...) As igrejas eram cercadas por multidões, em busca de confissão e perdão (...). Os prisioneiros eram soltos e mesmo assim muitos queriam espiar os seus pecados antes do fim”. No entanto, depois que os dias passavam, e o fim não chegava, a vida retomou seu ritmo de forma constrangedora. Os credores voltaram a cobrar as dívidas; os esposos e esposas que confessaram suas infidelidades ficaram em pior situação; os presos foram recapturados, e a descrença e a decepção tomaram conta dos que acreditaram em profecias falsas. Toda essa terrível decepção ocorreu simplesmente porque os seus profetizadores esqueceram do que Jesus ensinou: “Mas, daquele Dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13.32). Jesus disse essa palavra antes de sua ressurreição. Logo após ter revivido, Ele afirmou: "... E-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt 28.18). Assim, todos os que marcaram datas para o fim dos tempos, ou a volta de Jesus, fracassaram.
III - O Cuidado com as Interpretações Escatológicas
Os livros escatológicos, como Daniel e Apocalipse, têm sido objeto de muitos tipos de interpretações. Eles foram inspirados por Deus e contêm a verdade acerca dos acontecimentos que alcançarão todo o planeta e a humanidade no fim dos tempos. Porém, como em tais escritos há uma linguagem profética, muitas vezes simbólica ou não literal, muitos intérpretes usam e abusam de suas conclusões, carregadas de influência de sua linha de pensamento, ou de doutrinas aceitas por suas igrejas ou denominações, para escrever textos os mais diversos sobre os últimos tempos e as últimas coisas que afetarão a humanidade. De modo geral, essas interpretações se incluem nos tipos a seguir.
1. Futurista
Essa corrente de interpretação considera que a mensagem dos livros escatológicos é futura. A maior parte das profecias ainda vão se çumprir, começando com o arrebatamento da Igreja e demais fatos subsequentes. Nessa linha de pensamento, há “os futuristas simples, que aceitam os primeiros três capítulos do Apocalipse como já cumpridos; tudo o que segue, nos demais capítulos do último livro da Bíblia, refere-se à aparição vindoura de Cristo. Depois, há os futuristas extremos, que acham que todo o Apocalipse refere-se à vinda do Senhor e que os três primeiros capítulos são uma predição acerca dos judeus depois da primeira ressurreição”.
a) Pré-tribulacionista e pré-milenista. Essa corrente de interpretação futurista conclui que a vinda de Cristo ocorrerá antes da Grande Tribulação, dando lugar à visão pré-tribulacionista, conforme o parágrafo anterior; também é pre-milenista , pois considera que a vinda de Jesus será antes do Milênio literal, quando Cristo virá reinar literalmente sobre a terra. É a visão que esposamos como a mais coerente para a interpretação dos escritos bíblicos escatológicos.
b) Miditríbulacionistas e pós-tríbulacionistas. Entre os futuristas, há os que creem que a Igreja passará pela Grande Tribulação. São os miditri-bulacionistas, que ensinam que a igreja será arrebatada no meio da Grande Tribulação. Os pós-tribulacionistas creem que a Igreja só vai ser arrebatada depois da Grande Tribulação. No entanto, esse ensino não tem base sólida na Palavra de Deus. Diz N. Lawrence Olson: “a. Nenhuma passagem bíblica declara explicitamente que a Igreja passará pela Grande Tribulação. Israel, sim, está identificado com a Tribulação e bem como as nações e os ímpios em todo o mundo, mas a verdadeira Igreja não é mencionada em conexão com a Tribulação”. A igreja de Filadélfia, que representa a igreja fiel, que aguarda a volta de Jesus em santidade, ouviu do Senhor Jesus a promessa de que não passaria pela “hora da tentação” que haverá sobre todo o mundo. “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10 - grifo nosso). A Igreja não estará mais na Terra quando começar a Grande Tribulação.
O apóstolo Paulo recebeu revelação sobre esse fato, quando escreveu: “[...] e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Ts 1.10 - grifo nosso). Essa “ira futura” refere-se à Grande Tribulação, da qual Jesus livrará sua Igreja (ver Rm 5.9; Ap 6.17). Horton, renomado escritor, entende que a interpretação futurista é a mais adequada à realidade das profecias sobre os últimos tempos: “Creio ser a visão futurista a que melhor se encaixa nas profecias do Antigo Testamento; é também a que menos problemas de interpretação apresenta”.
2. Histórica e Preterista
Considera que o Apocalipse é um livro histórico, cujos fatos já se cumpriram na sua maior parte, na História da Igreja. “Os historicistas interpretam o Apocalipse como um estudo progressivo dos destinos da igreja desde seu início até a sua consumação. Os que mantêm este modo de ver, histórico e contínuo, asseveram que as profecias estão cumpridas em parte e em parte estão por cumprir, e que algumas estão sendo cumpridas perante nossos próprios olhos”. Os adventistas acreditam que já estamos no cumprimento do capítulo 6, na abertura do 1º selo, que seria a pregação do evangelho. Mas tal entendimento não corresponde à realidade bíblica.
Considera que o Apocalipse já se cumpriu totalmente na época do Império Romano, incluindo a destruição de Jerusalém, no ano 70 a.C. Há manipulação de datas para tudo, visando acomodar as premissas da interpretação. Numa linguagem simples, essa corrente entende que, no Apocalipse, tudo é passado (pretérito). Entretanto, as profecias bíblicas sobre o fim dos temos indicam que diversos eventos escatológicos ainda não se cumpriram, como o Arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.17), a Grande Tribulação ou “a hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo” (Ap 3.10), a vinda de Cristo em glória (Mt 16.27) e o Milênio (Ap 20.2-5).
3. Simbolista
E também chamada de interpretação idealista ou espiritualista. Tudo é espiritualizado , tudo é simbólico; nada é histórico nem profético, mas apenas uma alegoria da luta entre o bem e o mal.6 É uma interpretação racionalista, derivada do Humanismo de John Dewey, que nega o sobrenatural e exalta apenas o homem. Como derivado dessa corrente, existe o ensino amilenista, ou amilenialista, segundo o qual não haverá um período literal de mil anos para o reinado de Cristo. Seus defensores afirmam que, em momento algum, Jesus irá reinar sobre a terra a partir de Jerusalém. O reino de Cristo não é deste mundo, mas ele reina nos corações do seu povo sobre a terra. Os mil anos simbolizam a perfeição e a plenitude do tempo que separa as duas vindas de Cristo”. E que a Igreja está vivendo esse Milênio simbólico, quando, logo após, haverá a ressurreição dos mortos. Mas as referências que indicam que o Milênio será literal são abundantes (Ap 20.2-5 e ref.).
Os acontecimentos históricos do século passado e do atual desmentem totalmente a doutrina de que a Igreja está vivenciando o Milênio. As duas guerras mundiais, com milhões de vidas destruídas; o avanço das falsas religiões e das seitas; o aumento da violência e da corrupção; as grandes catástrofes naturais, como terremotos de alta intensidade, ceifando tantas vidas; o aumento da depravação da humanidade, a ponto de superar a pecaminosidade de Sodoma e Gomorra. Tudo isso desmente a teoria de que desde o século passado, estaríamos vivendo o Milênio. As características do Milênio reveladas nas Escrituras são muito diferentes. Diz a Bíblia: Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hc 2.14). Isso até aqui não aconteceu. Esse ensino tem tido a aceitação de muitas pessoas, incluindo pastores pentecostais, que antes pregavam a visão da vinda literal de Cristo à terra.
Dentre os simbolistas há os pós-milenistas, que veem o Milênio como uma extensão do período atual da Igreja. Ensinam que o poder do evangelho ganhará todo o mundo para Cristo, e a Igreja assumirá o controle dos reinos seculares. Após isso, haverá a ressurreição e o julgamento geral tanto do justo como do ímpio, seguido pelo reinado eterno no novo céu e na nova terra”. Os textos bíblicos, porém, indicam uma ordem diferente dos acontecimentos escatológicos. A ressurreição dos mortos salvos ocorrerá na vinda de Cristo. Paulo teve a revelação de Deus em relação à ressurreição dos crentes salvos, e da transformação dos que estiverem vivos na vinda de Jesus. No texto a seguir, não vemos hipótese para ser uma profecia simbólica, e, sim, literal e realista quanto à volta de Cristo, a ressurreição e o arrebatamento dos salvos.
Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. (1 Ts 4.13-17 - grifo nosso)
Uma leitura cuidadosa do texto citado toma por base o fato da ressurreição de Cristo, que não foi simbólico, mas literal, testemunhado por centenas de pessoas e registrado nas páginas dos Evangelhos. Paulo diz que, da mesma forma, os que estão mortos (“em Jesus dormem”) serão ressuscitados por Deus. E acrescenta que “os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor não precederemos os que dormem”, e que, naquele momento glorioso para a Igreja, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro . Isso não tem nada a ver com simbolismo. A linguagem, aí, só é figurada ou simbólica, no que respeita ao estado de morte, ou “estado intermediário’, em que o apóstolo usa a metáfora do sono (“os que dormem”). No mais, a literalidade é tão clara como a luz de um dia de verão. Completando seu precioso ensino acerca do arrebatamento da Igreja, Paulo diz que os que estiveram vivos, por ocasião da volta de Cristo, serão arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares”. Somente uma interpretação equivocada ou tendenciosa pode vislumbrar simbolismo onde não há a menor margem para tal entendimento.

Na Ascenção de Jesus, em Betânia, ele reunira seus discípulos e, diante de todos, literalmente, venceu a gravidade, em seu corpo glorificado, e subiu ao céu à vista deles. Diz o texto de Atos: 1E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.9,11 - grifo nosso). Jesus vai voltar, disseram os mensageiros celestiais, “assim como para o céu o vistes ir”. Ou seja, da mesma forma, sobrenatural, literal, visível, de forma incontestável.


Autor: Elinaldo Renovato


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