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31 março 2016

Spotlight: Expondo escândalos de pedofilia e escondendo escândalos homossexuais na Igreja Católica

Julio Severo
Recentemente, assisti ao “Spotlight — Segredos Revelados,” um filme que expõe abundantes casos de pedofilia na arquidiocese de Boston, nos EUA. O perfil da maioria das vítimas, crianças do sexo masculino, indica casos abundantes de homossexualidade, mas a palavra homossexualidade foi usada de forma branda e rara no filme.
Spotlight
Qual é a razão para tal tratamento brando e frívolo? Você pode ver um trailer do filme aqui: http://spotlightthefilm.com/
Os escândalos na arquidiocese de Boston foram expostos quando o judeu americano Marty Baron, um novo editor do jornal americano Boston Globe, liderou uma equipe investigativa de jornalistas que começou, em 2001, a pesquisar e publicar sobre padres pedófilos acobertados por seus superiores. 
Baron descobriu que bispos na área de Boston mudavam os pedófilos de paróquia para paróquia em vez de exonerá-los ou deixar a polícia e os tribunais cuidarem desses casos. Desde então, escândalos semelhantes estão sendo descobertos no mundo inteiro.
De acordo com a Associated Press, o cardeal australiano George Pell, a autoridade mais elevada do Vaticano a testificar sobre o abuso sexual sistemático de crianças por parte do clero na Igreja Católica Romana, disse que o clero mais elevado mentiu para ele para acobertar abusos na década de 1970. Ele disse que ele foi enganado quanto às razões por que padres eram mudados de paróquia para paróquia.
Spotlight, um filme baseado em acontecimentos reais, relata que “249 padres e monges foram publicamente acusados de abuso sexual dentro da Arquidiocese de Boston.”
“Estima-se que o número de sobreviventes em Boston seja bem acima de 1.000,” diz Spotlight.
O cardeal de Boston responsável por fiscalizar esses casos e por mudar os padres abusivos de paróquia para paróquia foi, de acordo com Spotlight, promovido para Roma em 2002, bem no meio do escândalo público, para conduzir uma das igrejas católicas mais importantes do mundo.
O filme cândido relata que grandes escândalos de abusos semelhantes têm sido descobertos em muitas outras cidades dos EUA.
Oficialmente, a Igreja Católica nunca disse que os escândalos expostos por Spotlight são mentiras.
Não há dúvida de que o modo como bispos e outros supervisores administraram os casos de padres pedófilos (especialmente pederastas) foi um desastre monumental.
Entretanto, é um desastre igualmente monumental acobertar a conexão homossexual. Já que o Boston Globe e seu editor judeu talentoso não tiveram interesse em investigar essa conexão, talvez o movimento pró-vida, que é uma força importante no catolicismo americano, pudesse pesquisar e publicar sobre isso, primeiramente no contexto católico.
O movimento pró-vida tem tido uma capacidade elevada de registrar e desmascarar escândalos de clínicas de aborto por meio de agentes secretos. Eles fazem isso porque eles amam as crianças e querem protegê-las.
Muitos grupos pró-vida católicos focam seus ataques contra a ideologia de gênero, que prejudica as crianças. Mas a pedofilia (especialmente a pederastia) na igreja prejudica igualmente as crianças, principalmente porque é cometida num lugar que deveria oferecer proteção e elevada autoridade espiritual e moral.
Grupos e líderes pró-vida, não a mídia secular como o Boston Globe, deveriam ser os primeiros a expor crimes contra as crianças. Não só o aborto e a ideologia de gênero são uma ameaça às crianças, mas também a pedofilia (especialmente a pederastia).
Hollywood, clínicas de aborto e grupos homossexuais são lugares de depravação desenfreada. A depravação e o acobertamento são o que se espera deles. Mas instituições cristãs deveriam ter um padrão mais elevado e transparência, que é luz, de acordo com a ética cristã.
O Boston Globe fez um trabalho necessário ao expor padres pedófilos e superiores que os acobertam. Mas o elo faltante foi tratado de modo frívolo. A pedofilia é o termo amplo para estupro de crianças do sexo feminino e masculino. O termo apropriado para estupradores de crianças do sexo masculino, pederasta, nunca foi mencionado em Spotlight. Essa omissão é preocupante.
O Dicionário Merriam-Webster’s (versão Kindle de 2009) define “pederasta” como “alguém que pratica relação sexual anal, principalmente com um menino,” explicando que o termo original grego, paiderastēs, significa literalmente “amante de meninos.”
O Dicionário de Oxford (edição Kindle de 2010) define “pederastia” como “atividade sexual envolvendo um homem e um menino.”
O Dicionário Completo Webster’s de 1913 define “pederastia” como sodomia e “pederasta” como sodomita, um termo tradicionalmente usado para designar homossexuais.
Por isso, onde há pederastia, sempre há homossexualidade, e onde há homossexualidade a pederastia é inevitável. Está incluída no pacote.
Entretanto, as audiências teriam a impressão, assistindo Spotlight, que meninos são geralmente estuprados por padres, não por homossexuais.
O filme Spotlight deveria ter incluído o elo faltante. No entanto, o que esperar de liberais? Eles querem promover a agenda de gênero para as crianças e protegê-las não do homossexualismo, mas do Cristianismo, ao qual, graças à negligência de lideranças católicas, eles estão emparelhando com a pederastia, termo que está sendo divorciado de seu único parceiro natural e tradicional: a homossexualidade.
Por que a Igreja Católica tem sido tão negligente nesse assunto, eu não sei. Por que durante décadas ou mais ela não deu nenhum tratamento duro para homossexuais e seus escândalos no clero, protegendo-os de processos legais e cadeia, eu não sei.
O movimento pró-vida, um protetor das crianças, deveria ter seus holofotes não só no aborto e na agenda de gênero, mas também no escândalo enorme de padres homossexuais pederastas. Isso lhes daria autoridade moral para expor escândalos de pederastia acobertados de líderes e grupos que tratam os valores cristãos no mesmo esgoto de perversão sexual em que eles vivem ou toleram em seu meio. Eles teriam autoridade para dizer o óbvio: a pederastia e a homossexualidade andam juntas onde quer que estão, quer numa igreja, numa escola ou outro lugar.
Padres pervertidos precisam ser denunciados e presos, embora só cadeia seja um castigo muito pequeno para estupradores de crianças. Se católicos pró-vida não agirem rápido para proteger as crianças de pervertidos em seu próprio meio católico, Hollywood e outras forças esquerdistas continuarão a usar os escândalos homossexuais da Igreja Católica para desacreditar todos os cristãos conservadores e seus valores.