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10 junho 2016

Lição 11: A Família Segundo o Coração de Deus (Jovens)



Se existiu um homem segundo o coração de Deus (At 13.22), o qual era cheio de imperfeições, então existem famílias que agradam ao Todo-- Poderoso. Essa será a tônica do capítulo, comum a abordagem repleta de esperança sobre a missão familiar: expandir o Reino do Altíssimo na terra. Problemas ocorrem porque a Queda deixou marcas indeléveis no ser humano e também porque o mundo jaz no maligno. Porém, há famílias boas, não impecáveis, mas esforçadas, as quais anelam acertar na vida, cujos integrantes glorificam ao Senhor e estão dispostos a segui-lo fielmente até o fim.

I. Uma Família Segundo o Coração de Deus
1. A família perfeita
Nenhuma esperança há para o sistema atual de coisas, o qual se encontra contaminado pelos valores-difundidos por Satanás e seus demônios. Entretanto, em que pese o estado espiritual e moral deplorável da sociedade, é possível ao jovem cristão sonhar em construir uma linda família que sirva a Deus, como aconteceu com Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, José e Maria, etc.
Observa-se muita gente desiludida, procurando desestimular mais ainda os outros, enfatizando, com veemência, a inexistência de família perfeita, fazendo, dessa forma, um discurso pessimista sobre as relações familiares. Não! A família não é um projeto falido, porquanto o Senhor não desistiu desse plano tão vital para a existência.
Elementos contingenciais humanos, como idade avançada, aparência física, pobreza, etc., não são obstáculos. Se o Eterno tiver uma meta traçada, ninguém poderá impedi-lo. O Senhor pode fazer, em um único movimento, o que as pessoas passariam meses e anos para realizar. Dessa forma, o jovem cristão deve ser uma pessoa cheia de alegria e confiança no futuro, pois o Altíssimo pode lhe dar uma família perfeita aos seus olhos!
Uma família perfeita não é sinônimo de uma família sem defeitos. Decepções ao longo da caminhada são inevitáveis, mas com o Altíssimo guiando o casal, a bênção será abundante. O importante é fazer o que diz o apóstolo Pedro: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5.7). Tudo ocorrerá no tempo certo. O jovem, assim, deve sempre agradecer ao Todo-Poderoso por todas as circunstâncias e levar a Ele, em oração, todas as suas petições (1 Ts 5.17; Fp 4.6,7).
2. Construindo um lar feliz
A construção de um lar feliz não acontece do dia para a noite, mesmo assim é possível. O sábio Salomão, ao analisar tudo o que se passava “debaixo do sol”, nunca disse ser impossível ao homem construir um lar feliz; pelo contrário. No Salmo 127, por exemplo, reconheceu em Deus o poder de edificar um lar feliz para o homem, dando-lhe mantimento, inclusive enquanto dorme (w. 1,2); ele também afirmou que os filhos são presentes do Altíssimo, para os pais poderem, através deles (como flechas) ir a lugares distantes e realizarem coisas inimagináveis (vv. 3,4), bem como aludiu ao fato de que ter muitos filhos (em um lar edificado por Deus) traduz-se em bem-aventurança, pois a família será vitoriosa contra os inimigos (v. 5).
Como se não bastasse, para não deixar dúvida, Salomão recomendou a todo homem desfrutar, com intensidade, a vida com a mulher amada (ele não disse com “as mulheres”) durante todos os dias de sua vida, "porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol” (Ec 9.9b).
Dessa forma, o jovem pode sonhar com um lar perfeito, cheio de amor e companheirismo. Ele só não pode ser ingênuo em acreditar que tudo será um “mar de rosas” e achar que nunca passará por dificuldades. Ora, a própria Maria, mãe do Senhor Jesus, mesmo com a família vivendo no centro da vontade do Eterno, quando foi apresentar Jesus no templo, ouviu uma profecia dizendo que “uma espada traspassaria sua alma” (Lc 2.35).
É possível acreditar, sempre, na palavra do Senhor, pois nada é impossível para o Altíssimo (Lc 1.37).
3. O grande paradoxo
Ezequias foi um dos bons reis de Judá. Ele era um homem que confiava em Deus e até gostava de orar, pelo menos nos momentos de aflição. No entanto, apesar de sua grande devoção a Deus, ele não se preocupava com sua família (2 Rs 20.16-19). Um paradoxo!
Para Ezequias, o fato de seus filhos se darem mal na vida não tinha relevância. Ele até disse que a circunstância do mal atingir sua família no futuro era até bom, desde que não fosse com ele. Lamentável alguém experimentado em grandes experiências com Deus ser tão insensível em relação à sua família. O “amor próprio” dele estava em alta, mas o “amor ao próximo” era praticamente inexistente.
Infelizmente, existem pessoas iguais a Ezequias, pois elas servem a Deus, mas não conseguem conduzir suas famílias pelo caminho do Senhor. O ritmo das ocupações, a falta de paciência, ou o egoísmo mesmo, são algumas das causas para tão escandaloso paradoxo. E mais: há pais que levam os filhos dos outros para o céu, mas se esquecem de seus próprios filhos.
A família de um homem é o seu maior patrimônio. Perguntaram, certa vez, a um grande pregador do século XX, qual tinha sido o maior pregador de todos os tempos. Ele respondeu: “Foi o patriarca Noé, pois ele havia conseguido salvar sua própria família”. Essa é uma das grandes contradições da vida: ganhar a Cristo, mas perder sua família para o mundo. Essa perda deve ser evitada a qualquer custo. Todo esforço, no fim, valerá a pena!

II. Uma Família Fracassada
1. Davi e suas escolhas
A história de cada ser humano é por demais complexa. Assim, no caso do fracasso de uma pessoa ou de uma família, não haverá, necessariamente, alguém ou um fator exclusivo determinante do resultado funesto. Afinal, independentemente do ambiente familiar, será decisiva a escolha pessoal de cada indivíduo. O futuro, portanto, dependerá da decisão de amar a Deus e ao próximo, a base de toda e qualquer real prosperidade.
Davi foi um homem notável em todos os sentidos, mas certamente deixou a desejar em relação à sua família. Ele foi um grande rei, mas um péssimo mando e pai. Davi foi um homem que agradou a Deus por sua extraordinária devoção, mas entristeceu sobremaneira ao Senhor por suas escolhas nada sensatas ao longo da vida.
A história de Davi, porém, não é solitária. Muitos homens de Deus influenciaram negativamente sua família. Não se está, aqui, sentenciando-os como culpados pela derrota da família ou de algum membro, no entanto é importante notar a contribuição pessoal, principalmente dos pais, sobre o resultado final, porquanto a Bíblia recomenda aos pais ensinarem os filhos no caminho do Senhor (Pv 22.6).
Ruth Tucker relata sobre o romance “Porto fino”, considerado autobiográfico, escrito pelo filho do apologista Francis Schaeffer, Franky Schaeffer. Nele, o autor fala negativamente da conduta, em família, de seus pais, os quais, segundo o livro, não viviam o evangelho que pregavam. A certa altura, ela transcreve alguns trechos do romance “familiar”:
"A vida de nossa família girava em torno das crises de papai. (...) Qualquer coisa poderia provocar as negras nuvens de uma crise. (...) Em casa, na Suíça, nós muitas vezes íamos para os quartos uns dos outros e ficávamos bem juntinhos para nos proteger dos tons altos e baixos da voz do papai nervoso, interrompidos pelo baixo murmúrio das respostas da mamãe. (...) Depois ouvíamos coisas indizíveis que nos deixavam sem graça, morrendo de vergonha. Era uma agonia o simples gesto de olhar para as irmãs quando papai se comportava realmente mal, porque ficávamos todos muito embaraçados por termos um pai tão mau. (...) No ano passado, ele bateu a porta de vidro entre o quarto deles e a sacada com tal violência que ela se estilhaçou, e noutra ocasião ele havia atirado um vaso com uma planta contra nossa mãe”.
A autora ainda relatou outros episódios bastante desagradáveis, tais como jogar os pratos com comida no chão, sair de casa no meio da noite indignado, e a mãe, nesses momentos, “parecia um tanto ansiosa (...) nervosa, temendo que papai quebrasse alguma coisa outra vez”.
Esse pai cruel e dominador, narrado por Franky Schaeffer, como sua rigorosa disciplina religiosa e a “melosa piedade da mãe” provocaram, no filho, um afastamento da fé que os pais defendiam. A autora conclui que “a importância de Porto fino para este estudo é que o romance mostra como o pecado e a hipocrisia de líderes cristãos afetam a fé de seus seguidores”. No caso específico, de seus "seguidores” mais íntimos: a família!
2. Davi e seus relacionamentos
Uma das coisas mais relevantes na vida são os relacionamentos, as conexões que as pessoas fazem com Deus, consigo mesmas e com os outros. Isso oscila entre os dois maiores mandamentos: amar profundamente a Deus e ao próximo. A conexão entre pessoas (e sobre isso falaremos aqui) toma os indivíduos importantes, ou seja, um indivíduo “importa” o outro para dentro de si, e então ele se torna importante para o outro. Na família, acontecendo esse processo ao longo da vida, os relacionamentos serão fortes e duradouros. O grande problema sobrevém, na família, quando não há relacionamento ou quando houve "desconexão” entre pessoas que se amavam. Isso é muito grave e de consequências imprevisíveis.
Earry Crabb, ao falar sobre a importância dos relacionamentos, comenta:
"Nenhum problema é mais profundo ou mais significativo do que a ausência ou a minimização dessa força de conexão. Os cristãos há muito tempo acreditam que a dificuldade central da existência humana é a separação de Deus (...), de nós mesmos (...) e dos outros (...). Por desconexão, quero dizer exatamente essa separação. Em termos menos teológicos, a desconexão pode ser considerada como um estado do ser, uma condição de existência em que a parte mais profunda do que somos não está vinculada de modo vibrante a ninguém, em que nos vemos profundamente desconhecidos e, portanto, não vivenciamos nem a empolgação de ser acreditados, nem a alegria de amar ou ser amados. (...) As pessoas desconectadas não têm consciência daquilo que Deus incutiu dentro delas, coisas que, se derramadas aos outros, poderiam mudar vidas. Sentem-se inadequadas por razões questionáveis ou cheias de si por motivos errados. (...) O impulso mais profundo em cada coração humano é o de travar um relacionamento com alguém que se alegre completamente conosco. Alguém com talentos que nos faltam, que não vê prazer maior do que se doar a nós. Alguém que nos respeite o suficiente para exigir que usemos tudo o que recebemos para o bem dos outros — e como ele mesmo já nos deu de si, sabe que temos algo também a dar. O desejo de conectar-se define a nossa dignidade de seres humanos e o nosso destino como portadores da imagem divina”.
Assim, o anelo de se relacionar na família é, além de uma necessidade, uma demonstração da imagem divina presente em nós. O Espírito Santo sempre nos conduz à conexão na família, e o mal quer separar-nos uns dos outros.
Davi, como um homem segundo o coração de Deus, deveria ter pensado mais em sua família. Esse gigante da fé perdeu-se em seus relacionamentos familiares. Tornou-se um pai irresponsável, frio e insensível. Ele nunca contrariou o indolente Adonias (1 Rs 1.5,6), não puniu a Amnom depois do estupro da irmã Tamar, assim como nunca quis conversar com seu filho Absalão depois do assassinato, demonstrando que não compreendia o que era ser um pai. Acrescente, também, o fato de ele não se preocupar com as más companhias dos filhos. Como marido, ele também não andou bem. Davi buscou mulheres para demonstrar seu poderio e alianças, mas não o vemos sendo atencioso e respeitoso com elas. As consequências por esses comportamentos inapropriados foram terríveis, e o pior: não só para ele! Todos na sua família sofreram. Lágrimas, sangue, traição... Um triste espetáculo de sofrimento e dor.
3. O fim da família de Davi
Diferentemente das famílias de Abraão, Isaque, Jacó, Rute, Zacarias e Jesus, que tiveram um final feliz, cumprindo a missão estabelecida pelo Senhor, a família do rei Davi teve um fim deprimente: ficou toda esfacelada. Nas orientações finais ao seu filho Salomão, há duas coisas impressionantes na fala de Davi. Em primeiro lugar, ele recomendou que Salomão conhecesse a Deus (1 Cr 28.9) e, após isso, o orientou a matar Joabe e Simei (1 Rs 2.5,6,8,9). Ora, Davi pediu a Salomão para conhecer a Deus só no fim da vida? Ele teve toda a infância de Salomão para ensiná-lo, mas, certamente, como rei, Davi não tinha tempo para falar sobre o Altíssimo com seu filho. Que lamentável! Salomão atendeu aos pedidos de seu pai sobre matar Joabe e Simei, e foi mais além: matou também seu irmão Adonias (1 Rs 2.24,25). Que final funesto para a família de um homem segundo o coração de Deus!

III. A Família Modelo
1. Uma família que obedece
Se Davi foi um pai que não se conectou à sua família, Abraão, por outro lado, foi um excepcional “construtor de pontes”, e não de muros (como foi Davi). Abraão se relacionou tão bem com toda a sua família, a tal ponto de conseguir transmitir, via conexão, os valores morais e a comunhão com o Eterno. Dessa forma, eles aprenderam a obediência, seguindo os passos do velho patriarca.
E de analisar, igualmente, Sara, Isaque, Agar, Ismael, Eliézer e Ló, “conectados" por Abraão, ouviram a voz do Eterno e viram milagres extraordinários. Ou seja, a família de Abraão construiu um relacionamento com o Senhor. Essa obediência, portanto, tinha uma motivação espiritual.
Flávio Josefo assim descreve o que aconteceu no momento do sacrifício de Isaque (Gn 22):
“Depois de haver colocado a lenha sobre o altar, Abraão falou a Isaque: ‘Meu filho, eu vos pedi a Deus com muita insistência e muitas orações. Não houve cuidado que eu não tivesse tido de vós, desde que viestes ao mundo, e eu consideraria como realizados todos os meus votos se vos visse chegar a uma idade muito avançada e deixar-vos, ao morrer, como herdeiro de tudo o que possuo. Mas, como Deus, depois de vos ter dado a mim, quer agora que eu vos perca, consenti generosamente em oferecer-vos a Ele em sacrifício. Prestemos-lhe, meu filho, esse ato de obediência e essa honra, como testemunho de nossa gratidão pelos favores que Ele nos fez na paz e pela assistência que nos deu na guerra. Como nascestes para morrer, que fim vos pode ser mais glorioso do que ser oferecido em sacrifício por vosso próprio pai ao soberano Senhor do universo, que, em vez de terminar a vossa vida por uma doença, numa cama, ou por uma ferida na guerra, ou por algum outro acidente, aos quais os homens estão sujeitos, vos julga digno de entregar-lhe a alma no meio de orações e sacrifícios, de modo a ficar para sempre unida a Ele? Consolareis assim a minha velhice, dando-me a assistência de Deus em lugar da que eu devia receber de vós, depois de vos ter educado com tanta diligência’. Isaque, filho digno de tão admirável pai, escutou essas palavras não somente sem se admirar, mas até com alegria, e respondeu-lhe que ele teria sido indigno de nascer se se recusasse a obedecer à vontade de seu pai, principalmente quando ela estava de acordo com a de Deus. Assim dizendo, colocou-se ele mesmo sobre o altar, para ser imolado. Esse grande sacrifício ter-se-ia realizado se Deus mesmo não o tivesse impedido”.
Que cena extraordinária narrada por Flávio Josefo! Sem dúvida, a família de Abraão assinala um paradigma de fé e obediência, seja pelo modelo de submissão de Sara (1 Pe 3.6), pelas tomadas de decisões, em conjunto, por Abraão e Sara (Gn 16.5,6; 21.10-14) bem como grau de obediência dos filhos (Gn 21.14; 22.9). Talvez esse seja um dos motivos pelos quais o Altíssimo disse a Abraão “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).
2. Uma família que erra
Se, por um lado, a família de Abraão foi modelo de obediência, por outro também cometeu enormes falhas; afinal, todos pecaram. Abraão e Sara desobedeceram a Deus em várias ocasiões, quando trouxeram Ló de Ur dos Caldeus, ao desceram ao Egito (e quando trouxeram de lá a Agar) e também a Gerar, bem como na questão do nascimento do herdeiro. Acrescente, igualmente, a mentira de Abraão (Gn 12.13; 20.2) e seus risos ao ouvir uma promessa do Eterno (Gn 17.17).
No livro “Quem é Quem na Bíblia Sagrada", editado por Paul Gardner, há um enfoque especial sobre as fraquezas da família de Abraão:
“A narrativa (...) é cheia de falhas. Primeiro, houve o medo de que, afinal, o Senhor que o chamara (Gn 12.1) e lhe prometera (w. 2-4, 7), não fosse capaz de prover (note o termo ‘porque’ no v. 10). Segundo, a falha revelada mediante o desejo compreensível de encontrar uma solução rápida e prática para um problema familiar (Gn 13.8). Abraão mostrou que estava preparado para adaptar a palavra de Deus (a promessa de possuir toda a terra de Canaã), a fim de pacificar Ló. A próxima falha envolveu Hagar, procedente da espera impaciente pelo cumprimento da promessa (Gn 15.2-4; cf. também 16.1). E, em quarto lugar, Abraão falhou, quando manteve hábitos irracionais e temeu por sua segurança pessoal (Gn 20.1, 11-13). Essa última falha foi mais grave do que qualquer outra que Abraão experimentou. O Senhor não só se comprometeu com ele, mediante uma aliança (Gn 17.1-8), como mostrou sua fidelidade em manter suas promessas: Por que Ele se ‘lembrou de Abraão e tirou a Ló do meio da destruição’ (Gn 19.29), embora este não estivesse incluído na promessa de Gênesis 17.7? A despeito disso, no momento da pressão, quando sua própria segurança encontrava-se ameaçada (Gn 20. 11), Abraão não estava muito seguro de que o Senhor provaria ser digno de confiança. A estrada da maturidade da fé (Gn 22.1-19 Tg 2.21,22) sempre foi baseada na prática de dois passos para frente e um para trás; é um teste constante, no qual as pressões da vida-alimento (Gn 12.10), família (Gn 13.7), anseios (Gn 15.3; 16.1) e temores (Gn 20.11) — cooperam, em forma de ‘provações’ (Tg 1.2), as quais, quando enfrentadas com fé e perseverança, nos tornam 'maduros e completos’ (Tg 1.4)”.
Pelo que parece, a Bíblia quer mostrar a família de Abraão como estudantes de uma escola, com notas extremamente baixas e que, ao fim do curso, recuperaram-se e são aprovados, com louvor, pelo Senhor. Eles erraram muito, mas sempre construíam altares para adorar a Deus, cumprindo sua missão na terra.
3. Uma família que tem um final feliz
Abraão fez de seu lar o melhor lugar do mundo. Ele levou sua esposa e filhos a um patamar de excelência moral e espiritual impressionante. Não é à toa que Deus o tenha chamado de amigo. O interessante é que ele nunca morou na Terra Prometida ou em casa de alvenaria, mas sempre em tendas. Seus descendentes perceberam, com o tempo, o segredo do patriarca. Ele queria algo maior, melhor, a pátria celestial! Abraão conseguiu impregnar a eternidade no coração de sua família.
Os filhos de Abraão terminaram seus dias de vida unidos. É importante frisar os diversos erros de Abraão durante sua trajetória, porém ele sempre recomeçava de onde havia caído. No fim, o Todo-Poderoso juntou os cacos, reconstruiu a família e, assim, tudo terminou bem.
Aos 127 anos, Sara morreu. Depois, Abraão casou-se novamente e ainda gerou seis filhos. Aos 175, o velho patriarca partiu para a eternidade. Matthew Henry alude acerca dos últimos momentos de Abraão:
“A sua vida não foi extorquida dele, mas alegremente ele a entregou. (...) A sua morte foi uma libertação das cargas da sua idade: um homem velho não deve viver para sempre. Foi também a coroa da glória da sua velhice. Ele estava farto de dias ou farto de vida (...) incluindo todas as conveniências e confortos da vida. Ele não viveu até que o mundo estivesse cansado dele, mas até que ele ficasse cansado do mundo. (...) Um bom homem, ainda que não morra velho, morre farto de dias, satisfeito por viver aqui e desejando um lugar melhor. (...) Quem o sepultou: seus filhos, Isaque e Ismael. Mas parece que Abraão os tinha reunido pessoalmente enquanto vivia, ou pelo menos a sua morte os reconciliou”.
Uma família segundo o coração de Deus não é feita por pais e filhos acima da média, e sim por pessoas comuns que se submetem à palavra do Eterno, que se amam mutuamente e que decidem lutar para fazer a diferença numa geração incrédula e perversa (Fp 2.15).
O jovem cristão deve colocar tal projeto diante do Senhor, esperar o tempo certo, escolher bem, e o resto Ele fará (SI 37.5). Viver em comunhão com Deus é uma intensa experiência!

Autor: Reynaldo Odilo

LIÇÃO 08 - A IGREJA DE CRISTO / SLIDES DA LIÇÃO / REVISTA CLASSE ADULTOS

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