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03 agosto 2016

A JUSTIFICAÇÃO



Texto Devocional: Rm 3.24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

Texto Básico: Rm 51,2,8,9-11 Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus... Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação.

Introdução: É verdadeira a afirmação bíblica que diz que se experimentamos a experiência que a Bíblia chama do Novo Nascimento de forma imediata recebemos de Deus o perdão dos nossos pecados e passamos a ter uma visão nova em relação às coisas espirituais. 2Co 4.6 Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. O fato, segundo nos diz o Apóstolo Paulo, é que tal experiência de conhecimento da Glória de Deus produz em nosso coração uma revolução de transformações e mudanças interiores capazes de serem percebidas nas atitudes diferenciadas em relação ao pecado. Rm 6.1,2 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? O que o Apóstolo está dizendo em textos como na Carta aos Romanos, e os demais escritores bíblicos confirmam em suas Epístolas, é que uma vez que recebemos os benefícios da salvação, passamos a experimentar um processo de mudanças interiores que consequentemente fazem com que mudanças exteriores se tornem perceptíveis a ponto de manifestar nossa disposição de obediência e imitação ao Salvador, o Senhor Jesus Cristo. 1Jo 2.6 aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou. Por esta mudança realizada no coração e na vida, os salvos em Cristo Jesus passam a viver uma busca constante de separação do mundo. Segundo as Escrituras todo este processo pode ser entendido expressões como as usadas pelo próprio Senhor Jesus: “Luz do mundo” e “Sal da terra”. Mt 5.13,14 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.

I. OS ATOS DA SALVAÇÃO.
Rm 3.24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
A salvação é descrita nas Escrituras como o meio pelo qual o Senhor Deus nos aceita, não por nossos méritos, mas pelos méritos de Cristo na cruz do Calvário. É uma atuação divina descrita pelo apóstolo Paulo como “fruto” que processado em nossos corações, produz o seu efeito. Rm 6.22 Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna. Esta atuação divina que acontece imediatamente após a salvação e tem a finalidade de conceder ao pecador o perdão logo no seu encontro com o Salvador.  Contudo, o Apóstolo em sua descrição demonstra haver, em certo sentido, uma participação por parte do pecador, mesmo em que menor grau, no que tange a sua própria salvação. Para percebermos toda a verdade que o Apostolo esta tentando nos transmitir, basta uma olhadinha um pouco mais atenciosa para textos como o de Rm 10.8-10 A mensagem de Deus está perto de você, nos seus lábios e no seu coração, isto é, a mensagem de fé que anunciamos. Se você disser com a sua boca: “Jesus é Senhor” e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo. Porque nós cremos com o coração e somos aceitos por Deus; falamos com a boca e assim somos salvos.

I. PRIMEIRO ATO IMEDIATO: A JUSTIFICAÇÃO.
1Co 6.11 E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.
A salvação é um dom de Deus que atinge diretamente três aspectos fundamentais na nossa vida e na nossa transformação como seres humanos. Algumas destas transformações acontecem de forma imediata, no ato da nossa entrega. A estes chamamos de “atos imediatos”. Existe, contudo outro aspecto fundamental que requer algum tempo para ser processado chamado de ato processual.

1. DEFINIDO O TERMO JUSTIFICAÇÃO.
Gl 3.24 De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.
Pela salvação, somos, ainda que na condição de pecadores, declarados justos. Levando em conta que o termo “Justo” se refere à pessoa que procede com justiça ou em conformidade com o direito, observarmos um peso nesta ação divina de justificar o homem sem tenha que lhe imputar os méritos de tal ação. Se o termo fala em atitudes de imparciabilidade e retidão, isto é tudo que nossas atitudes em relação à vida e o pecado teimam em não querer. Geralmente procuramos exatamente as coisas que são opostas nos conduzem a vida de erro e de condenação. Ef 2.2,3 nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais.

Para entender como acontece o processo de Deus em conceder ao pecador arrependido o veredito final que o declara Justo, talvez devamos entender o termo judicial e o seu significado: “Absolver e/ou declarar justo”. Se conseguirmos entender de maneira razoável como acontece o processo judicial, mesmo que de maneira resumida, talvez consigamos entender parâmetros divinos que estabelecem a Sua própria justiça para com conosco, seres humanos e pecadores.

12.  UM JULGAMENTO AQUI NO BRASIL. AS PESSOAS ENVOLVIDAS.
Um julgamento tende a ser um acontecimento com muitas particularidades. Todo o procedimento requer por parte das pessoas envolvidas imparcialidade e responsabilidade. Vamos olhar de perto as pessoas a envolvidas e suas responsabilidades.

  • O Promotor. Tem como papel defender os interesses da sociedade. Se ele perceber que o réu é inocente ou que merece tratamento diferenciado, pede sua absolvição ou atenuante.
  • Juiz Presidente. Autoridade Máxima no Tribunal. Faz valer a decisão dos jurados, mas não é responsável por ela nem pode induzi-la. Ele conduz o julgamento e resolve as questões de direito, como definir a pena no caso da condenação. O escrivão que registra tudo o que acontece no julgamento fica ao seu lado.
  • Espectadores. Qualquer pessoa que desejar assistir ao julgamento. (geralmente o auditório é ocupado por parentes do réu e da vítima, jornalistas e estudantes de direito).
  • Testemunhas. Defesa e acusação podem chamar até cinco testemunhas cada. O juiz também pode requerer a presença de alguma. Muitas vezes, as testemunhas de defesa não viram o que aconteceu (vão falar do caráter do réu ou apresentar um álibi), enquanto as de acusação estavam no local do crime.
  • Réu. Quando está preso, o réu fica algemado e é acompanhado por policiais militares. É a figura central, seu destino está sendo decidido. Contudo sua participação é pequena.
  • Conselho de Sentença. Dos 21 jurados intimados, sete participam diretamente do julgamento formando o conselho de sentença. Eles são sorteados e podem ser recusados pelas partes, sendo permitida até três recusas sem motivo.
  • Sala Secreta. Para cada quesito a ser votado, os jurados recebem uma cédula com a palavra “Sim” e outra com a palavra “não”. As decisões são tomadas por maioria simples de voto. Porém a votação é sigilosa sendo proibido que os jurados falem sobre suas impressões do processo. Se um julgamento demorar dois dias ou mais, os jurados se hospedam em alojamentos e são acompanhados por oficiais de justiça, para garantir que não troquem informações entre si.

2. COMO ACONTECE O JULGAMENTO.
Podemos ver de forma reduzida se vislumbrando uma sala devidamente preparada para este fim, é o que chamam de Tribunal do Júri. Dentro, Perante um Juiz, existe um réu que foi conduzido ao local por autoridades policiais. No julgamento de maneira cuidadosa poderemos observar os parâmetros que envolvem o processo penal. Em algum momento são ouvidas as testemunhas, a promotoria e o advogado. Deve acontecer um caloroso e intenso debate, desenvolvido entre réplicas e tréplicas, interrogações e, finalmente os jurados em número de sete, se reúnem para uma votação final em relação ao réu que uma vez entregue ao juiz se transforma em liberdade ou pena para o mesmo. Esta descrição resume de forma bem simples como se dá o julgamento. Se quisermos, no entanto, todo este processo visto de maneira mais detalhada recorreremos à mesma fonte de informação anterior:

  • A primeira coisa é a escolha do conselho de sentença. Defesa e promotoria podem dispensar até três jurados sorteados. Sete participarão do julgamento.
  • O Juiz, promotor, defesa e jurados formulam, nessa ordem perguntas para o réu, que tem o direito de respondê-las ou não.
  • O Juiz apresenta aos jurados o processo, expondo os fatos, as provas existentes e as conclusões da promotoria e da defesa.
  • São ouvidas as testemunhas. Primeiro as indicadas pelo Juiz, seguidas pelas de acusação e depois pelas de defesa.
  • Começam os debates entre acusação e defesa. O primeiro a falar é o promotor que tem duas horas para a acusação.
  • O advogado, ou defensor público, também tem duas horas.
  • O promotor pode pedir uma réplica. Cabe ao juiz concedê-la ou não. Pode haver também uma tréplica do advogado, se necessário.
  • O Juiz formula os quesitos (perguntas) que serão votados pelo conselho de sentença e os lê, em plenário, para os jurados.
  • Um oficial de justiça recolhe as cédulas de votação dos quesitos. Os votos são contabilizados pelo juiz.
  • Voltando ao plenário, o juiz pede que todos se levantes e dá o veredito em público. Estipula a pena e encerra o julgamento.
(super.abril.com.br/comportamento “Como funciona um Tribunal do Júri no Brasil?)

3. O PROCESSO DIVINO DA JUSTIFICAÇÃO.
Rm 3.24,30 Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva...Deus é um só e aceitará os judeus na base da sua fé e também aceitará os não judeus por meio da fé que eles têm.
Existe um aspecto muito interessante no processo da justificação divina. Ele se diferencia em muitos aspectos ao julgamento baseado na legislação do direito penal. No julgamento, o júri entendendo após todo o processo que o réu deve ser posto em liberdade, vota por sua absolvição e o juiz dá o veredito. Embora absolvido, o réu não é declarado justo. Ele simplesmente é declarado livre. No processo da justificação divina ao invés de receber sentença condenatória, o pecador, uma vez, arrependido dos seus pecados, é declarado, por Deus “justo”. Esta declaração divina o legitima e o torna aceitável ética e moralmente. O peso desta declaração é incomparavelmente maior do que simplesmente desculpar uma pessoa. Esta absolvição é um dom gratuito de Deus, colocado a nossa disposição pela fé. 

Em resumo, JUSTIFICAÇÃO é o ato da livre graça de Deus mediante a qual recebemos o perdão dos nossos pecados e somos aceitos como justos aos seus olhos, somente por nos ser imputada a justiça de Cristo, que recebemos pela fé. Justificação é bem mais que perdão de pecados, justificação implica em completa remoção da condenação. Deus apaga os nossos pecados, e em seguida, nos trata como se nunca os tivéssemos cometido. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades. Hb 8.12.

Somos justificados em que Deus no momento em que recebemos o Senhor Jesus como Salvador pessoal. Logo que cremos em Jesus, Deus nos declara livre da condenação.  Rm 4.6 E isso foi o que Davi queria dizer quando falou da felicidade daqueles que Deus aceita, sem levar em conta o que eles fazemÉ o processo em que cristo se torna nossa imputação, isto é, a Ele é atribuído toda responsabilidade pelos nossos atos. Jesus assume a nossa culpa pelos pecados e Deus apaga o nosso débito. Cl 2.14 e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. Sendo nosso substituto, o Senhor Jesus entrega Sua vida em nosso lugar a fim de nos salvar e garantir o perdão dos nossos pecados. Gl 3.13 Porém Cristo, tornando-se maldição por nós, nos livrou da maldição imposta pela lei. Como dizem as Escrituras: “Maldito todo aquele que for pendurado numa cruz”! Somos aceitos por Deus, porque nos foi creditada a perfeita justiça de Cristo. A morte expiatória de Cristo foi o ato perfeito de justiça que satisfez a lei de Deus. Foi também um ato perfeito de obediência. Tudo foi feito por nós e posto a nosso crédito.http://muraldabiblia.blogspot.com.br/