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21 outubro 2016

Lição 4 - Confrontando a nossa natureza I


O Espírito e a carne são diretamente opostos um ao outro, conforme evidenciado por seu fruto e obras (v. 19-22). O resultado é um constante conflito implacável e arrebatador dentro dos cristãos, em que eles não podem ser vitoriosos por sua própria força. Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos.


PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2016
ADOLESCENTES - Tema: Aprendendo com as cartas
Comentarista: Rafael Luz
Comentário: Prof.ª Jaciara da Silva
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO IPIRANGA - SEDE - SÃO PAULO/SP

 
Lição 4 - Confrontando a nossa natureza

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a Entender que combatemos constantemente as obras das trevas, porém que nosso maior inimigo é nossa própria natureza; conscientizar-se da necessidade do fruto do Espírito para vencermos no dia a dia.

Para refletir
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”.(Gl. 5.17 – ARC).
O espírito e a carne são opostos um ao outro, conforme evidenciado por suas obras e frutos (Gl 5.19-22). O resultado dessa oposição é um conflito interno dentro de todos os cristãos, aqueles que aprendem que não podem ser vitoriosos por sua própria força (Rm 7.15-23), que se submetem ao Espírito Santo e procura desenvolver o fruto do Espírito, esses serão mais que vencedores.

Texto Bíblico: Gl. 5:16-26.

Introdução
Na Bíblia de Estudo Genebra, o texto em questão já começa com duas coisas interessantes: Paulo usa o verbo Andar na forma imperativa Andai e o advérbio de tempo jamais que modifica completamente a atitude do verbo (v. 16). O apóstolo quis nos passar a seguinte ordem: "Caminhai, continuamente, no Espírito e, em tempo nenhum (nunca) cumprireis os desejos (vontades) da carne".

Definição do termo "carne"
Paulo diz no cap. 6:13 que os agitadores da Galácia queriam circuncidar os gálatas a fim de gloriarem-se em sua "carne" e, em 2:16, o apóstolo relata que pela observação da lei, "nenhuma carne" (isto é, ninguém) será justificada. Paulo usa o termo "carne" em, pelo menos, três sentidos.
Em um sentido mais geral, refere-se ao que é humano. Em outro sentido, refere-se ao corpo físico. Em um sentido mais específico, principalmente quando aparece em oposição ao "espírito", refere-se à natureza humana pecaminosa, que envolve também a mente e a alma.

O Conflito da Oposição
O Espírito e a carne são diretamente opostos um ao outro, conforme evidenciado por seu fruto e obras (v. 19-22).
O resultado é um constante conflito implacável e arrebatador dentro dos cristãos, em que eles não podem ser vitoriosos por sua própria força. Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos.
O único caminho para nos libertarmos de nossos desejos pecaminosos é por intermédio do poder recebido do Espírito Santo (veja Rm 8:9; Ef 4: 23,24; Cl 3: 3-8). Eles, o Espírito e a Carne, opõem-se entre si para não nos deixar fazer o que queremos (v.17b); isto significa que não temos vontade própria (Rm 7: 15-23).

Obras Versus Fruto
Segundo o Aurélio (dicionário), Obras são efeitos do trabalho ou da ação; Fruto é Resultado, conseqüência. Os termos usados por Paulo nos vs. 19a e 22a fazem ligação direta com a escolha do cristão. Se optarmos pela carne, desfrutaremos de sua ação e provaremos seus efeitos; entretanto, se escolhermos o Espírito, conseqüentemente, colheremos seu fruto. Outra coisa interessante que precisamos observar nesses termos é que, quando se refere à carne, encontramos suas obras ligadas indiretamente, porém, distintas entre si. Exemplo: enquanto um idolatra, outro se prostitui, outro pratica homicídios, outros pregam heresias e assim sucessivamente; porém, todas as obras estão ligadas à mesma natureza pecaminosa.
Agora, quando se trata do Espírito, muda completamente o cenário. Ao invés de usar o plural, tudo fica no singular. Isto é, a conseqüência de quem anda no Espírito é o Seu fruto produzido gradativamente dentro do cristão. Exemplo: ninguém pode ser benigno, se não tiver paz, gozo, alegria, amor, bondade, fé, mansidão, domínio próprio e amor. Tudo está interligado. Não há distinção.

Todos nós temos desejos pecaminosos e não podemos ignorá-los. A fim de podermos seguir a orientação do Espírito Santo, devemos, decididamente, enfrentá-los (crucificá-los - 5:24).
Quem vencerá essa árdua batalha entre o Espírito e a carne? Vencerá aquele que nós escolhermos.

As Obras Da Carne
Para facilitar a compreensão, vamos dividir as obras da carne em 4 (quatro) grupos e, assim, analisar cada grupo detalhadamente.
Nesta parte do estudo, refletiremos sobre os dois primeiros grupos:
  1. Pecados da carne - Os pecados da carne são aqueles que pertencem à própria natureza humana pecaminosa. São eles:
  • Prostituição (vs 19a) - A prostituição têm vários conceitos, segundo o Dicionário Aurélio - Século XXI. São eles:
     a) Iniciar na vida de prostituto; entregar à devassidão (libertinagem); desmoralizar, corromper;
     b) Fig. Tornar vil (Mesquinho, miserável, insignificante) ou degradante; degradar, aviltar, desonrar. Ex: prostituir a justiça;
     c) Expor publicamente: as dançarinas que prostituem o corpo aos olhos dos fregueses de cabaré;
     d) Entregar-se à vida de pública devassidão; tornar-se prostituto;
     e) Produzir (o artista ou o cientista de capacidade) obra artística ou científica com o objetivo exclusivo de enriquecer, desprezando princípios, idéias, ou a qualidade do trabalho: muitos pintores de talento se prostituem, tornando-se verdadeiros comerciantes;
     f) Desonrar-se, aviltar-se, praticando ações vergonhosas ou indecorosas; rebaixar-se: a justiça não pode prostituir-se;
     g) Deixar-se corromper por suborno de favores.

    Por que Deus proibiu a prostituição? (Dt 23: 17-18)
    Quase todas as outras religiões conhecidas na época incluíram a prostituição como ritual de adoração aos ídolos. Mas a prostituição escarnece da idéia original de Deus para a família, ao tratar o sexo como um ato que não exige compromisso entre o homem e a mulher. Fora do casamento, o sexo é destrutivo.
  • Impureza (v. 19a) - A impureza, segundo o Aurélio, é a qualidade ou estado de impuro (imundo, contaminado, infetado). Esse pecado está ligado diretamente aos pensamentos profanos e imundos que permeiam a mente dos cristãos. Paulo disse aos filipenses que "... tudo que é puro...nisso pensai" (Fp 4: 8). A pureza é caracterizada por tudo aquilo que de Deus. Pensar ao contrário, é impureza. Esse pecado também pode ser conhecido como "maus pensamentos" (Mt 15: 19a) e, consequentemente, gera a cobiça (Mt 5: 27-28).
  • Lascívia (Luxúria, libidinagem, sensualidade).Esse pecado também pode ser conhecido por dissolução, do original grego, significa deboche total, indecência desavergonhada, desejo desenfreado, depravação irrestrita. A pessoa com essa característica tem uma oposição insolente à opinião pública, pecando à luz do dia com arrogância e desdém (Ap 4:3).

2.Pecados ligados à religião

Nesse grupo, relacionamos dois pecados ligados à religião pagã, relatados por Paulo aos cristãos da Galácia.
  1. Idolatria (vs 19b) - Esse pecado tem dois conceitos interessantes:
    Culto prestado a ídolos. O ídolo pode ser uma estátua ou um simples objeto cultuado como deus ou deusa; todavia, figuradamente, é uma pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo.
    2. Amor ou paixão exagerada, excessiva. Um sentimento avassalador, excessivo, por algo ou alguém, também se caracteriza como idolatria. Geralmente, as pessoas que possuem esse tipo de sentimento, proferem as seguintes expressões: "meu filho é a minha vida", "minha mãe é tudo pra mim", "se eu perder essa mulher, mato-me", "sem esse homem, não sou nada", "mexa comigo, mas não toque em minhas roupas", "toque em mim, mas não nas minhas coisas".
    A Palavra de Deus nos manda "fugir" da idolatria com o mesmo fervor que fugimos da prostituição (1 Co 10:14).

  1. Feitiçarias (v. 19b)
    Segundo o Aurélio, é a Ação ou prática de feiticeiro ou feiticeira. É o mesmo que Bruxaria, que têm as seguintes definições:
    Suposto exercício de poderes sobrenaturais
  2. Acontecimento que se atribui a artes diabólicas ou a espíritos sobrenaturais. Exemplos: bagata, bozó, bruxedo, caborje, carochas, coisa-feita, feitiçaria, feitiço, fungu, macumba, malfeito, mandinga, mandraca, mandraquice, mocô ou mocó, mundrunga, sacaca, salgação, sortilégio, trabalho;
  3. Ação maléfica atribuída a bruxos ou magos; magia negra;
4.Magia:
 - Arte ou ciência oculta com que se pretende produzir, por meio de certos atos e palavras, e por interferência de espíritos, gênios e demônios, efeitos e fenômenos extraordinários, contrários às leis naturais; mágica, bruxaria;
 - Religião ou doutrina dos magos; magismo;
 - Magnetismo, fascinação, encanto, mágica;
 - Conjunto mais ou menos sistemático de saberes, crenças e práticas, relativamente institucionalizados dentro de um grupo social e que dizem respeito à possibilidade de manipular certas forças impessoais ou indecifráveis que se manifestam na natureza, na sociedade ou nos indivíduos. 

O Apostolo Paulo condena categoricamente quem faz uso dessas práticas, dizendo que "... Não herdarão o Reino dos Céus" (Gl 5:21b).
Portanto, não podemos, como cristãos, compartilhar e/ou concordar com esse tipo de prática em nosso meio. Precisamos protestar com a Palavra de Deus e lutar todos os dias, andando em Espírito, para vencermos essas obras da carne.

  1. Pecados de temperamento
Inimizades. É o mesmo que falta de amizade, aversão, malquerença. É o tipo de pessoa que não tem afinidade com ninguém, arruma problema com todo mundo, não tem amigos, vive metido (a) em confusão. Uma pessoa que exerce essa obra da carne não se satisfaz em ver duas pessoas como amigas, não acredita em ninguém, desconfia de tudo e todos e faz de tudo para que as pessoas ao seu redor se dêem bem.
Porfias. Oriunda do Latim "perfídia", essa palavra quer dizer "por via popular". Esmiuçando melhor, é agir por instinto natural do ser humano, que já se tornou um costume popular. Em sentido literal, porfia significa: 1. Discussão ou contenda de palavras; polêmica e 2. Insistência, pertinácia, teima, obstinação; no sentido figurado, essa palavra assume um sentido de competição, rivalidade; disputa.
Nesta passagem aos gálatas, Paulo usa porfia para exemplificar àqueles irmãos que gostam de discutir por tudo, criar polêmica com coisas pequenas e criar contendas por coisas fúteis.
Ciúmes. Essa palavra tem uma origem interessante. Vem do Latim Zelumen, de Zelus, que vem do grego Zêlos, que significa 'cuidado'; 'ardor'; 'inveja'; 'ciúme'.
É um sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém; zelos. Perceba que ciúme e inveja são sinônimos e, é acerca deste último que o apóstolo lista para os gálatas. O ciúme aqui é um despeito invejoso; inveja. E diz um ditado popular que inveja é o mesmo que "falta de capacidade".
Iras. O sentido usado nesse texto é o mesmo usado em Lc 4:28, que traz o significado de "raiva inflamatória, raiva explosiva, agitação turbulenta, agitação fervorosa, ímpetos impulsivos de raiva". Paulo está falando aqui daqueles cristãos que têm "o pavio curto", que se explodem com facilidade, que enchem o coração de ira por qualquer coisa.
Discórdias (Pelejas) e Dissensões. É o mesmo que desarmonia, desentendimento, desinteligência, desavença, desordem, briga, contenda
Heresias (Facções). Do grego Haireseis, essa palavra originalmente denotava fazer uma escolha ou ter uma opção. Depois evoluiu para ter uma preferência devido a uma opinião ou sentimento, e passou facilmente para um sentimento de desunião, escolha de lados, ter diversidade de crença, criar dissensão e substituir a submissão à verdade por opiniões rebeldes.
Invejas. A palavra propriamente dita significa desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem e desejo violento de possuir o bem alheio. Este sentimento esteve presente na vida dos irmãos de José de tal forma, que os fizeram vender seu irmão como escravo (Gn Cap. 37).
Homicídios. É a Morte de uma pessoa praticada por outrem; assassínio. A Bíblia nos informa que este sentimento procede do coração corrompido do homem (Mc 7:21). Quando falamos em homicídio pensamos, diretamente, no ato propriamente dito; porém, matamos as pessoas não só fisicamente, mas sentimentalmente e socialmente todos os dias, quando dizemos palavras duras e impensadas, quando podemos e não queremos ajudá-las, quando humilhamos essas pessoas, nos achando superiores, quando somos indiferentes à situação alheia, dentre outros fatores.

Paulo, após fazer toda a listagem das obras da carne, enfatiza e decreta que, todos os que praticam essas obras, NÃO herdarão o Reino de Deus (Gl 5:21).
Como cristão, não podemos permitir que essas obras façam parte da nossa vida cotidiana. Precisamos "esmurrar nosso corpo" todos os dias e crucificá-lo na cruz de Cristo, para que a vontade do Espírito Santo prevaleça em nossa vida.

O Fruto do Espírito
Chegamos a melhor parte deste estudo. Porque, enquanto nas partes anteriores tratamos sobre o que NÃO fazer, aqui trataremos sobre tudo que precisamos fazer em nosso dia-a-dia.
Essas virtudes são caracterizadas como fruto em contraste a "obras". Somente o Espírito Santo pode produzi-la, e não nossos próprios esforços. Um outro contraste é que, enquanto as obras da carne são mais de uma, o fruto do Espírito é um e indivisível. Quando o Espírito controla completamente a vida de um cristão, ele produz todas essas graças.
Paulo usa a metáfora do fruto para descrever a condução do cristão em Rm 6:22; Ef 5:9; Fp 1:11. João Batista da mesma forma proclamou que o verdadeiro arrependimento produz ações morais concretas como "fruto" (Mt 3:8; Lc 3:8).
Para facilitar nossa compreensão, também dividiremos o fruto do Espírito em seções (grupos). São eles:
  1. FRUTO DE ATITUDE EM RELAÇÃO A DEUS (Amor, Alegria e Paz)
1.1. Amor
Na Bíblia há dois principais sentidos bíblicos para entendermos o amor. Ele pode ser DOM ou FRUTO.
1.1.1. Dom. Esse é o amor Ágape mencionado no capítulo 13 de I Coríntios. É um presente de Deus para o ser humano, expresso na pessoa do Senhor Jesus e é a maior dádiva espiritual. É o amor "que tudo espera, tudo crê e tudo suporta". Como a base de todos os dons é o amor, esse espírito de amor é o fator de qualificação para o exercício bíblico dos dons do Espírito Santo.
1.1.2. Fruto. Essa característica apresentada no texto aos gálatas é, na verdade a ação da primeira, mais conhecida como "caridade". No vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade. Mais precisamente, é o exercício do dom supremo derramado em nós pelo Espírito Santo.
O Amor produzido pelo Espírito é como o amor de Cristo.
1.2.  ALEGRIA.
Quando as coisas estão bem, sentimos alegria. Quando as dificuldades chegam, muitas vezes, afundamo-nos na depressão. Mas a verdadeira alegria transcende a onda gigante das circunstâncias; vem de um relacionamento consistente com Jesus Cristo (Jo 15:11).
A alegria é um tema comum nos ensinamentos de Cristo; Ele quer que sejamos alegres (Jo 17:13; 15:11; 16:24). A chave para essa alegria incomensurável é viver em contato íntimo com Cristo, a fonte de toda a alegria. É o resultado de quem anda em Espírito.
1.3.  PAZ.
Do grego eirene, que pode ser comparado com "irênico" ou "Irene", denota um estado de descanso, quietude e calma; inexistência de rivalidade; tranqüilidade. Geralmente tem o sentido de bem-estar. Eirene inclui relacionamentos harmônicos entre Deus e os seres humanos, os seres humanos entre si, nações e famílias. Jesus, como o Príncipe da Paz, dá paz àqueles que o invocam para salvação pessoal.
O Senhor Jesus e o apóstolo Paulo nos convocam a termos paz com todos os homens (Mc 9:50; Rm 12:18).

  1. FRUTO DE RELACIONAMENTOS SOCIAIS (Longanimidade, Benignidade, Bondade)
2.1.  Longanimidade.
Makrothumia, no grego, é a palavra usada para paciência. Essa palavra denota tolerância, paciência, firmeza, resistência, resignação. A capacidade de suportar perseguição e maus-tratos também está inclusa em makrothumia. Descreve uma pessoa que tem o poder de vingança, mas ao invés disso é comedida. Longanimidade nada mais é do que o exercício contínuo da paciência. É o mesmo que paciência sem limites. Essa característica é fruto do Espírito.

2.2.  Benignidade.
A palavra no original usada para benignidade é chrestotes, que significa bondade em ação, amabilidade em disposição, carinho ao lidar com os outros, benevolência, generosidade, afabilidade. Esta palavra descreve a capacidade de agir pelo bem-estar daqueles que testam sua paciência. O Espírito Santo tira características abrasivas de alguém sob o seu controle.
2.3.  Bondade.
O sentido usado nesse texto de Paulo aos gálatas, é o mesmo usado na carta aos romanos (Rm 15:14), que é o de beneficência, bondade em manifestação verdadeira, virtude equiparada com a ação, propensão generosa tanto para querer como para fazer o que é bom, bondade intrínseca produzindo generosidade e um  estado ou existência divinos.

  1. FRUTO DE CONDUTA CRISTà(Fé, Mansidão, Temperança)
3.1. Fé.
Não há maior conceito usado para a fé, como o que é usado na carta aos hebreus, onde ela é o "firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11:1). 
A Fé assemelha-se a uma mulher grávida, que espera um filho, porém, não o vê e tem a certeza da sua existência.
Ela é o pré-requisito para se achegar a Deus, porque é impossível agradá-lo sem Fé (Hb 11:6).

3.2.   Mansidão.
Esta palavra é mais bem traduzida como serenidade, não como uma indicação de fraqueza, mas de poder e força sob controle. A pessoa que possui essa qualidade perdoa injúrias, corrige erros e governa bem seu próprio espírito (Cf. 1 Tm 6:11).

3.3.   Temperança (Domínio Próprio).
É a qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites e paixões; sobriedade. É aquela pessoa que consegue dominar seus desejos, instintos, paixões e vontades.

Conclusão
Estar cheio do Espírito nos chama tanto para o caráter quanto para a atividade cristã. O fruto do Espírito Santo deve crescer em nossas vidas da mesma forma que seus dons devem ser mostrados através de nós.
O fruto do Espírito é uma obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos do seu controle sobre a nossa vida - não conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda.
Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir nossa vida à Dele (Jo 15:4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva
http://www.portalebd.org.br/

LIÇÃO 08 - A IGREJA DE CRISTO / SLIDES DA LIÇÃO / REVISTA CLASSE ADULTOS

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