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10 novembro 2016

É oficial: evangélicos brancos deram vitória para Trump


Julio Severo

Os evangélicos brancos estão fazendo uma diferença poderosa nos Estados Unidos. Graças principalmente a eles, Donald Trump é agora o presidente dos Estados Unidos. Graças a eles e seu amor por Israel, uma das primeiras medidas de Trump foi convidar o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aos EUA para conversações.
Os evangélicos brancos (inclusive pentecostais e neopentecostais) votaram esmagadoramente em Donald Trump. De acordo com o jornal Washington Post, 81 por cento deles escolheram Trump e só 16 por cento escolheram Hillary.
Em contraste, entre protestantes tradicionais (presbiterianos, luteranos, metodistas, etc.), 59 por cento escolheram Hillary e só 35 escolheram Trump.
Entre católicos, 52 por cento escolheram Hillary e 45 por cento escolheram Trump.
Entre os judeus, 71 por cento escolheram Hillary e só 24 por cento escolheram Trump.
Então Julian Assange, fundador do WikiLeaks, acertou quando disse que os evangélicos eram a única “elite” apoiando em massa Trump. Mas esse apoio não foi fácil, pois os evangélicos estavam preocupados com a conduta sexual pessoal dele.
A candidatura de Trump levou a divisões dentro de diferentes segmentos evangélicos. O proeminente teólogo evangélico Wayne Grudem apoiou Trump, retirou o apoio e então voltou a apoiá-lo.
Apesar de suas fraquezas morais pessoais (que não eram piores do que os problemas morais de Hillary e seu marido Bill), Trump continuou a receber apoio de grandes líderes evangélicos, inclusive Pat Robertson e Tony Perkins.
Ainda que Trump sempre tenha sido um presbiteriano nominal, ele e seu vice-presidente estão recebendo hoje conselho, orações e visitas regulares pessoais de líderes evangélicos, neopentecostais e pentecostais.
Dá para explicar o apoio que Trump recebeu de evangélicos brancos com o fato de que eles têm profunda aversão ao ativismo pró-aborto e pró-sodomia de Hillary.
Os evangélicos negros — que representam 2 de cada 5 evangélicos americanos — também têm aversão ao ativismo de Hillary. Mas, de acordo com a revista evangélica americana Christianity Today, eles em grande parte escolheram Hillary.
Entre latino-americanos (inclusive brasileiros) que vivem nos EUA, cerca de 71 por cento escolheram Hillary.
O WND (WorldNetDaily) disse que o impacto e o crescimento de minorias esquerdistas, em grande parte latino-americanas, serão sentidos nas próximas quatro décadas.
De acordo com o WND, 2016 foi a última eleição presidencial em que os brancos foram maioria. Nas próximas eleições, eles serão minoria, e as novas maiorias de outras raças e suas inclinações esquerdistas prevalecerão.
A imigração em massa aos EUA, trazida por políticas esquerdistas, terá o efeito esperado contra os evangélicos brancos que estão preservando e defendendo o conservadorismo cristão nos EUA.
Se Deus não intervir, essa poderá ser a última oportunidade para os evangélicos brancos fazerem um impacto para Jesus Cristo no governo dos EUA. Por décadas, presidentes evangélicos conservadores americanos, inclusive George W. Bush, prometeram reconhecer Jerusalém como capital de Israel, mas nunca cumpriram suas promessas.
Se os evangélicos encorajarem Trump a fazer esse reconhecimento e transferir a Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, Deus moverá em favor desses evangélicos, Trump e os EUA.
A estratégia anti-conservadora do Partido Democrático oportunista socialista é facilitar a imigração de esquerdistas que transformarão a maioria de evangélicos brancos em minoria enfraquecida.
Mas os evangélicos têm um Deus estratégico. Se essa é a última chance para os evangélicos brancos como maioria, eles deveriam se esforçar muito para usá-la da melhor forma possível.
Famílias grandes são uma das estratégias de Deus. Se os evangélicos não seguissem a mentalidade contraceptiva, eles teriam famílias maiores, que manteriam sua maioria necessária e poderiam resistir por mais décadas à imigração em massa de esquerdistas.
Deus e famílias grandes são a única esperança para os evangélicos conservadores nos Estados Unidos.
Com informações do Washington Post, WND (WorldNetDaily), Christianity Today e The DailyBeast.