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05 dezembro 2016

O descompromisso da bancada evangélica com Deus, com o país e com a igreja.



Da esquerda para a direita Deputados Sóstenes Cavalcante, Paulo Freire, Silas Câmara, Gilberto Nascimento, Takayama e Irmão Lázaro que votaram "SIM" quanto a lei de abuso de autoridade, tal qual implica na atuação da operação lava-jato.
É com muita consternação, mas seguindo um sentimento de sinceridade e transparência, que preciso mais uma vez evidenciar o descompromisso da bancada evangélica federal com Deus, o Brasil e a igreja. 

Sal que não salga, luz que não ilumina, detentores da verdade eterna que seguem exercendo de maneira dúbia o exercício de seus mandatos, assim é o perfil dos que dizem estar lá para nos representar. Já esqueceram o conselho que um dia um homem segundo o coração de Deus, brilhante estadista, registrou (Salmo 119:11). Talvez tenham deixado no gabinete ou debaixo do púlpito de suas igrejas, qualquer maneira não levam dentro do coração a palavra do Senhor quando presentes no plenário.

Já há muito tempo venho falando da falta de objetividade em que implica as ações dos nossos irmãos, deputados federais eleitos para o congresso brasileiro. É importante, interessante e necessária a união de forças pela consolidação e manutenção dos princípios bíblicos, princípios da vida e da família, realidade que tem nosso apoio e compreensão. Entretanto, talvez desconhecida/esquecida desta importância, a bancada evangélica tem se posicionado como apenas mais um bloco político, sem diferença quando comparado a tantos outros que também atuam com fim de achacar o governo em momentos relevantes, tratando com insignificância e desprazer o dever de, auxiliados e dirigidos por Ele, proteger a noiva do Senhor.

Quando comparadas efetivamente a conduta dos parlamentares (e nesta feita o faço sem nenhum viés ideológico-religioso), somos obrigados aceitar e reconhecer que Jean Willys, deputado militante da causa gay e conhecido opositor as iniciativas tradicionais, leva muito mais a sério em seu dia a dia e posicionamentos a defesa da vontade de seus eleitores, do que os nossos atuais representantes. 

No dia de ontem, enquanto o Brasil sofria enlutado a morte da delegação da Chapecoense no trágico acidente aéreo, esta realidade fez-se mais uma vez evidente a todos nós. A maioria dos parlamentares da dita bancada evangélica votaram, pela madrugada, a favor da lei que põe a operação lava jato em risco, coibindo juízes e promotores.

Entre os deputados que votaram "SIM" à proposta surgem alguns nomes de relevância no contexto evangélico, tais como: Pr. Sóstenes Cavalcante (RJ, DEM, apoiado por Silas Malafaia e AD Vitória em Cristo), Pr. Paulo Freire (Pastor da AD em Campinas, apoiado pela AD em São Paulo), Pr. Silas Câmara (apoiado pela AD em Belém e AD em Manaus), Gilberto Nascimento (Apoiado pela AD Bom Retiro/São Paulo e demais), Pr. Takayama (Apoiado pela AD no estado do Paraná), Irmão Lázaro (Apoiado pela igreja evangélica da Bahia), Clarissa Garotinho (Presbiteriana), dentre outros.

Como estudante de direito afirmo que não concordo integralmente com as 10 medidas, sou contrário a relativização do habeas corpus, por exemplo. Ainda sim é passiva de desprezo e revolta a ação inconsequente dos deputados quando não debateram com sobriedade o projeto e adicionaram emendas contra o poder judiciário, desfigurando descaradamente todo o contexto da peça e, então, claramente, obviamente, conscientemente, desferindo um duro ataque contra a mais importante operação da história do nosso país.

Para a minha tristeza e vergonha, torna-se ainda mais difícil lidar com essa realidade quando boa parte dos deputados mencionados são Assembleianos, conforme os nomes retro mencionados esclarecem. Por outro lado, tal fato possibilita a constatação de uma realidade, e permite algumas indagações:

É evidente que há uma motivação obscura e desconhecida na atuação dos congressistas, sobretudo quando sei (e sabemos) que a posição dos membros da nossa igreja em sua expressão vai contrária à atitude dos nossos representantes, logo, três perguntas reflexivas surgem:

1. Até que ponto nossos irmãos estão comprometidos com Deus, no exercício de sua função?
2. Até que ponto nossos irmãos estão comprometidos com a igreja e com o dever de representá-la?
3. Até que ponto nossos irmãos estão comprometidos com a moralmente corrompida conjunção política atual? 

Pense sobre isso.

NOTA:
Louvo a Deus e parabenizo os poucos membros da bancada que tiveram posicionamento diverso aos colegas e votaram contra a referida proposta, a favor do Brasil e segundo a vontade do povo. Por justiça, a saber, são alguns deles: Pr. Eurico (AD Pernambuco, associado ao Pr. Ailton/Recife), Ronaldo Fonseca (AD no Distrito Federal), Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro (Igreja Batista), dentre outros.

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