SEJÁ VOCÊ TAMBÉM UM SEGUIDOR

Google+ Followers

Marcadores

Aborto ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMÓNIAL Adolecentes Cristão ADOLESCENTES ADPB ADULTÉRIO ADULTOS Agradecimento Aniversario Apologética Cristã Arqueologia As Inquisições Assembleia de Deus Barack Obama Batismos Bíblia Brasil Casamento CGADB Ciência Círculo de Oração CLASSE BERÇARIO CLASSE BERÇÁRIO CLASSE DOS DISCIPULADOS CLASSE DOS DISCIPULANDO CLASSE DOS DISCIPULANDOS CLASSE JOVENS E ADULTOS CENTRAL GOSPEL CLASSE JOVENS E ADULTOS BETEL CLASSE MATERNAL Congresso CPAD Cruzada Curiosidades Cursos Departamento Infantil Depressão Desaparecido DESENHOS BIBLICOS Desfiles Dia do Pastor Discipulado Divórcio EBD EBO Escatologia Estudantes Estudos Eventos FALECIMENTO Família Filmes Galeria de Fotos Gospel Gratidão a Deus Hinos Antigos História Homenagens Homilética Homoxesualismo Ideologia de Gênero Idolatria Inquisição Islamismo Israel LIção de Vida Louvor Luto Maçonaria Mães Mensagens Ministério Missões MODISMOS Mundo Mundo Cristão MUSICAS EVANGÉLICAS Namoro Cristão Noivados Notícias Obreiros ONU Oração Pneumatologia política PRIMARIOS Psicopedagogia Pureza sexual Realidade Social Reforma Protestante RELIGIÕES Retiro Revista Central Gospel REVISTA CLASSE PRIMARIOS REVISTA CLASSE DOS PRE-ADOLESCENTES REVISTA CLASSE DOS ADOLESCENTES REVISTA CLASSE JARDIM DA INFANCIA REVISTA CLASSE JARDIM DA INFÂNCIA REVISTA CLASSE JUNIORES REVISTA DA CLASSE JOVENS CPAD. REVISTA DA CLASSE JOVENS. REVISTA DA CLASSE ADULTOS REVISTA DA CLASSE JOVENS E ADULTOS REVISTA DA CLASSE JUVENIS Revista Maternal Santa Ceia Saúde Seminário Sexualidade Subsídios Subsídios EBD Subsídios EBD Videos Templos Teologia Testemunho TRANSGÊNEROS Utilidade publica UTILIDADE PÚBLICA Vida de Adolecente videos Virgilha

02 julho 2017

Quando Jesus não parou a tempestade...



Wilma Rejane

“Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão. Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho, mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.


Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar. Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: É um fantasma! E gritaram de medo. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Coragem! Sou eu. Não tenham medo! Senhor, disse Pedro, se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas. Venha, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.

Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: Homem de pequena fé, porque você duvidou? Quando entraram no barco, o vento cessou.” Mateus 14:22-32.


Navegando

Os discípulos entraram no barco  em direção a outra margem, as águas estavam tranquilas e em determinado momento foram surpreendidos pela tempestade. Eles não sabiam e até se assustaram ao ver Jesus andando sobre as águas. 

Dentre os doze, Pedro foi o único a andar sobre as águas, ainda que por um curto período, pois, começou a afundar. Os demais permaneceram no barco. Apesar da ousadia de Pedro, Jesus diz que sua fé é pequena por se deixar dominar pelo medo.

Um dos detalhes que me chama atenção nessa história, e que nunca ouvi ser destacado é:

“Jesus não parou a tempestade para Pedro andar sobre as águas. Ele só ordenou calmaria depois que Pedro subiu para o barco.”

A tempestade

Ela se deu no mar alto, a distância considerável da terra. Pedro e os demais tinham um destino certo que era chegar a outra margem, como Jesus lhes ordenara. A outra margem compreendia outra etapa do ministério, outro território, problemas e soluções diferentes. A outra margem, de certa forma, era crescimento em graça e conhecimento. O que os moveu foi a Palavra de Jesus, que mesmo não estando no barco, tinha conhecimento das seguintes coisas:

Dimensão do mar
Distância e acomodação da tripulação
Adversidades marítimas: vento, escuridão, frio e etc.

Jesus vai em direção a seus discípulos por cima da água e Pedro, ao ver aquilo, pede para fazer o mesmo no que é prontamente atendido. Mas Pedro afunda. A tempestade assusta Pedro que passa a considerar a circunstância muito maior do que a Palavra dada por Jesus: “Venha, em minha direção”.

Lições práticas

A Palavra de Deu é âncora, é Ela quem sustenta a alma e todo o ser em tempos de calmaria e também de tribulação.

“Para que, por meio de duas coisas imutáveis nas quais é impossível que Deus minta, sejamos firmemente encorajados, nós, que nos refugiamos nele para tomar posse da esperança a nós proposta. Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu.” Hebreus 6:18,19

Tempestades são ocasiões próprias de quem vive, de quem caminha para “outra margem”, pois, os dias surgem como possibilidades de mudanças e crescimento. O amanhã é desconhecido, a vida é embricada em certezas e dúvidas, é necessário que assim seja para que depositemos nossa fé em Cristo, na certeza de que haja o que houver, Ele não nos perderá de vista. 

“Quando os dias forem bons, aproveite-os bem; mas, quando forem ruins, considere: Deus fez tanto um quanto o outro, para evitar que o homem descubra qualquer coisa sobre o seu futuro.”Eclesiastes 7:14

Sair do barco, andar sobre as águas, naquele momento, pareceu mais seguro para Pedro, afinal, Jesus estava na água para apoiá-lo. 

Consideremos que aquele barco pode ser nossa família, igreja, comunidade e etc. Não abandonemos o barco e ainda usando a Palavra de Deus como pretexto para o isolamento. Se decepcionarmo-nos com filho, esposa, igreja, o que seja, não deixemos que a decepção nos absorva a ponto de nos fazer afundar em mágoas, rancores e vingança. Estas coisas são pesos para a alma e ninguém permanece sobre as águas com tanto peso. 

Em uma tempestade sob o mar alto, o comandante do navio ordena o lançamento de pesos ao mar a fim de salvar o navio e a tripulação. Há duas tempestades na Bíblia que mostram isso. A tempestade vivida pelo profeta Jonas e a vivida pelo apóstolo Paulo. Em ambas, foi necessário se desfazer dos pesos do navio para salvar vidas.  

Pedro precisava abandonar o medo, o temor. Precisava abandonar a incredulidade de que aquela circunstância era maior do que a Palavra de Jesus que dizia: “Vem Pedro, eu te sustento”. Naquela água do mar da Galileia, o fantasma não era Jesus caminhando sobre as águas. O fantasma era a tempestade que açoitava Pedro e os demais, os fantasmas eram os temores de Pedro.

O medo tem a capacidade de dar dimensões gigantescas a situações. Na Bíblia há várias referências sobre  “medo', em uma delas é dito: “O verdadeiro amor lança fora todo medo” I João 4:18. Medo aqui vem de phobos (Strong 5401) = fuga, fobia. 

Houve um tempo que considerei este verso de João sobre o medo inatingível: como não sentir medo em determinadas situações? De fato, o medo pode ser até benéfico na medida que nos distancia de situações perigosas. O que João diz, contudo, não é que nunca devemos sentir medo, mas que o medo deve ser vencido, superado pelo amor. E o que é o amor? É Deus, é Cristo. Assim, olhando para Cristo, autor e consumador da nossa fé é que não somos dominados pelo medo.

Jesus não parou aquela tempestade para Pedro andar sobre as águas. E inúmeras vezes Ele não fará cessar as tempestades em nossas vidas  pelo menos, não no momento que queremos ou pedimos. Jesus não parou aquela tempestade porque Pedro precisava aprender a confiar. Pedro precisava crescer. Pedro precisava abandonar os fantasmas que o assombravam, os pesos da alma, precisava lançar fora o medo e ser completamente habitado pelo amor.

É verdade, Pedro não orou pedindo para cessar a tempestade, pediu para andar sobre as águas no meio de uma tempestade. Pedro quis o extraordinário. Talvez estivesse deslumbrado com a possibilidade de protagonizar uma cena fantástica diante de seus amigos. Talvez não. Fato é que naquela situação, Pedro aprendeu que não era autossuficiente. O mérito de andar sobre as águas não seria seu, não era fruto de esforço pessoal, mas da fé em Cristo. Nem mesmo a fé de Pedro era mérito, mas dom, vindo de Deus, pois, a fé é dilatada pelo ouvir da Palavra (Romanos 10:17).

Jesus não deixou Pedro afundar e perder o barco de vista. Jesus estava lá e tinha total controle sobre a situação. Isso me deixa feliz, pois revela que há uma maneira de não naufragarmos que é confiar, ter fé em Cristo. E ter fé, neste caso, não é apenas acreditar na existência de Cristo, mas obedecê-lo. E quando foi que Pedro obedeceu? Quando andou sobre as águas? Não, foi quando estendeu a mão para Jesus segurá-lo. Foi quando reconheceu que sozinho não podia ir muito longe. Quando reconheceu que não bastava conhecer a Palavra sobre ' “andar por cima da água”, mas tinha que viver a Palavra.


Deus o abençoe, em Nome de Jesus.

*******http://www.atendanarocha.com/