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03 agosto 2017

CPAD ADULTO 3º Trimestre de 2017 Lição 6 A pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus



CPAD ADULTO – 3º Trimestre de 2017 – 06/08/2017
Lição 6 – A pecaminosidade humana e a sua restauração a Deus

Texto Áureo
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” – Romanos 3.23


Verdade Prática
Reconhecemos a pecaminosidade de todos os seres humanos, que os destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurá-los a Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 5.12 a 21
12  Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. 

13  Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. 
14  No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.
15  Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. 
16  E não foi assim o dom como a ofensa,por um só que pecou; porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. 
17  Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. 
18  Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. 
19  Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. 
20  Veio, porém,  lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; 
21  para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

INTRODUÇÃOComentário do Blog
Paz do Senhor! Muito nos alegra e renova nosso ânimo em prosseguir aqui, quando recebemos os comentários dos amados visitantes e leitores deste singelo blog. Ao final, escreva para nós!
A doutrina do pecado é uma das que mais incomoda o homem.
Blaise Pascal ( 1623 – 1662 ), disse que “nada nos ofende de forma mais rude do que esta doutrina ( o pecado ), e ainda assim, sem esse mistério, o mais incompreensível de todos, somos incompreensíveis para nós mesmos.”
O rei Davi, orando no Salmo 51.5, expressou-se assim: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.”
Ele não está a dizer que sua mãe era mulher leviana. Nada disso! E nem está a dar desculpas, lamentando de sua própria natureza pecaminosa, para amenizar a realidade de seus pecados. No contexto, ele afirma que os atos do pecado têm sua raiz na pecaminosidade herdada da humanidade. Jó 14.4 – “Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!”
O pecado é o antagonismo da santidade. E nesse Salmo 51, especialmente, Davi contrasta sua natureza de pecador e a responsabilidade das consequências de seus pecados, com a verdade e a sabedoria do homem interior, que é o desejo de Deus para ele, que é a de ter comunhão com um pecador perdoado e regenerado.
Ele herdou a natureza pecaminosa! “Eis que em iniquidade fui formado…” Ele nasceu pecador, por isso, comete pecados.
Pecado é a condição interior. É o aspecto moral. O homem é moralmente corrupto e, por isso, o seu perecimento.
Pecados são atos de transgressões. É o aspecto legal. O homem é legalmente culpado de seus atos de transgressões, e por isso, condenado.
 Como Deus trata desse problema? Pelo evangelho de Deus – Romanos 1.1.
Os pecados é questão de conduta. Mateus 26.28 – “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.”
Atos 2.38 – “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Atos 10.43 – “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.”
Dos pecados, precisamos ser perdoados. Do pecado, precisamos ser libertados.
Romanos 6.18 – “E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.”
Romanos 6.22 – “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.”
Pecados, no plural, é condição exterior. Assim, deles precisamos ser perdoados.
Pecado, no singular, é condição de nossa natureza de pecador. É interior. Dele necessitamos ser libertados.
Pecado é o que somos. Pecados é o que fazemos.
Êxodo 4. 6 e 7 – “E disse-lhe mais o Senhor: ( a Moisés – observação nossa ) Mete agora a mão no peito. E, tirando-a, eis que sua mão estava leprosa, branca como a neve. E disse: Torna a meter a mão no peito. E tornou a meter a mão no peito; depois, tirou-a do peito, e eis que se tornara como a sua outra carne.”
Moisés pôs a mão junto ao coração. E depois a estendeu.
O coração é o que somos. A mão é o que fazemos.
Pecado é o que somos. Pecados é o que fazemos.
Não somos pecadores porque pecamos. Pecamos porque somos pecadores.
O pecado está na natureza pecaminosa do homem. Os pecados estão na conduta delituosa do homem.
Voltando a Davi, na citação do Salmo 51.5, o que aprendemos é que todos os que nasceram em Adão são pecadores.
Romanos 5.12 – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
I Coríntios 15.22 – “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
Ilustração – Vamos comparar a vida da águia com a do nosso conhecido tatu. Este mamífero nativo do continente americano, tem o hábito de cavar buracos. Nesta nossa ilustração, se pudéssemos conversar com o tatu, diríamos assim: “Tatu, que vida é essa tão para baixo? Somente cavando buracos… viva como a águia, de maneira mais elevada, voando as alturas, conhecendo o topo dos montes… basta dessa vida para baixo!” E ele responderia: “Não posso… ainda que eu queira, não posso. Porque esta é a minha natureza: cavar buracos.” O que o tatu precisa para voar com a águia? Ele precisa da vida da águia injetada na sua vida de cavador de buracos. Ele precisa de uma nova vida. Porque sua natureza é para baixo. E a natureza da vida da águia é para cima.
Apesar da simplicidade dessa ilustração, ela nos serve ao propósito: nós nascemos pecadores. Nós nascemos com a natureza de pecador. Somos pecadores. Não nos tornamos pecadores.
Nascemos com esta natureza para baixo…
I Coríntios 15.47 – “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.”
João 8.23 – “E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.”
O que nós precisamos? Nascer de novo! Precisamos da vida de Cristo na nossa vida! Precisamos de uma nova natureza:
João 3. 6 e 7 – “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.”
I Pedro 1.4  – “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que, pela concupiscência, há no mundo.”
Efésios 4.24 – “E vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade.”
Esequias Soares: “Ninguém pode se livrar dele, mas o Senhor Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores da condenação eterna.”
I Timóteo 1.15 – “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores.”

I – DEFININDO OS TERMOS
1. Pecado
2. Os termos hebraicos awan pesháComentário do Blog
Miquéias 2.1 – “Ai daqueles que, nas suas camas, intentam a iniquidade e maquinam o mal…”
Iniquidade – do hebraico ´Ãwen, significando isso mesmo, conforme Strong: iniquidade, maldade, perversidade, erro, dano. Ocorre 78 vezes no Antigo Testamento.
O Dicionário Vine registra que se trata do termo geral para designar ´pecado´ ou ´ofensa´. Em outros versículos, refere-se à ´falsidade´ ou ´engano´. Por exemplo: Salmo 36. 3 – “As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem.”
Brown-Driver-Briggs informa-nos que o significado principal do hebraico ´aven´, é ´perversidade´.
De fato, há diversas palavras no hebraico que são apropriadas para o sentido moral de ´pecado´, como substantivo, como adjetivo e como verbo.
Vamos relacionar algumas:
1 – ´Ãwen – substantivo – iniquidade, vaidade e sofrimento.
2 – ´Ãsbhãm  – substantivo – pecado, culpa, oferta pela culpa, transgressão, oferta pela transgressão.
3 –´Ãmãl – substantivo – mal, dificuldade, infortúnio, dano, agravo, injustiça, maldade, trabalho.
4 – ´Ãwõn – substantivo – iniquidade, maldade. Esta palavra deriva de uma raiz que significa ´ser curvado, torcido, deturpado, pervertido´. Retratando que o pecado é uma perversão da vida, uma torção da maneira certa.
5 – Rãshã´ – mau, ímpio, ilícito e culpado. Conota geralmente uma ´turbulência´ e ´inquietude´. E também de ´culpado de crime´.
6 – Hattã´t – pecado, culpa de pecado, purificação de pecado, oferta pelo pecado.Ocorre 293 vezes.A acepção básica desta palavra é ´pecado´ no sentido de errar o caminho, errar o alvo. Com este sentido aparece 155 vezes.Na maioria das vezes esta principal palavra hebraico para pecado, descreve um pecado contra Deus.
7 – Rãshã – adjetivo –  ímpio, culpado.
8 – Ra´ – adjetivo –  mau, ímpio, iníquo, depravado, corrupto, triste. Grande parte das ocorrências desta palavra em hebraico, significa algo moralmente mau ou nocivo, referindo-se frequentemente aos homens.
9 – ´Ãbar – verbo – transgredir, atravessar, cruzar, passar por – Esta palavra ocorre como verbo somente quando se refere a pecar.
10 – Hãtã – verbo – perder, pecar, ser culpado, ser privado, perder o direito, purificar. Aparece 238 vezes no Antigo Testamento. O significado básico deste verbo é ilustrado em Juízes 20.16, onde narra que havia 700 soldados benjamitas canhotos que “atiravam com a funda uma pedra a um cabelo e não erravam.”
O Dicionário Vine encerra as informações do verbete informando que a Septuaginta traduz todo este grupo de palavras 540 vezes pelo verbo hamartanõ e os substantivos derivados.
Septuaginta – assim é conhecida a mais antiga tradução do texto hebraico para o grego, do Antigo Testamento, destinada ao uso da comunidade de judeus no Egito, no final do Século III a.C.  e no Século II a. C.. Diz-se que teria sido realizado por 72 tradutores, donde vem Septuaginta – setenta – que também se escreve LXX, e se escreve sempre em maiúsculo.
A revista usa a palavra ´cognato´: quer dizer a palavra que se origina de uma mesma raiz que outra ou outras.
No Novo Testamento, Strong nos ensina que hamartia é a palavra mais abrangente para descrever ´pecado´. Em grego trata-se de substantivo feminino.
Ocorre 173 vezes no Novo Testamento.
Definição da origem histórica da palavra: falta da marca. No sentido ético, significa ´falha´. Ação pecadora.
Tem a ideia de ´perda´ por não atingir o alvo. Também a de ´perda´ porque perdeu a marca.
O Léxico Grego de Thayer anota sobre o grego hamartia: uma falha na marca. E que nos escritos gregos extra bíblicos significa ( 1 ) erro; ( 2 ) ação malvada.
Mas, no Novo Testamento sempre tem o sentido moral.
Como adjetivo consta apenas uma ocorrência – anamartétos – e segundo o mesmo Thayer significa ´sem pecado´, ´aquele que não pecou´ e como ´aquele que não pode pecar´.
E como verbo, há a palavra grega hamartanó, significando ´perca a marca e não compartilhe o prêmio´, portanto, figurativamente significa errar, especialmente no sentido moral ( Strong ).

3. O que é pecado?Comentário do Blog
I João 3.4 – ARA – “O pecado é a transgressão da lei.”
I João 5.17 – “Toda iniquidade é pecado.”
Não se trata da lei dada a Moisés. No contexto, não há razões para pensarmos tratar-se da lei de Moisés, exceto a lei moral, de obrigação perpétua.
Lei aqui se diferencia de todas as leis formais e positivas dos homens, e também dos preceitos particulares.
Trata-se da lei moral de Deus, suprema e universal, que obriga a todos os homens e os responsabiliza.
O cumprimento desta lei traz bem aventurança e santidade. Exige que nós nos amemos uns outros e busquemos a santidade.
“Toda lei proíbe tudo que é diretamente contrário ao que exige. E exige qualquer coisa que seja diretamente contrária ao que ela proíbe.” ( N. Emmons ).
Conceito no Antigo Testamento –
Isaías 59.2 – “Mas as vossas iniquidades fazem divisão ( separação – observação nossa ) entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
Portanto, nos escritos dos profetas do A.T., pecado não se limita a violação das normas, significa antes a separação do relacionamento pessoal com Deus.
No Antigo Testamento é a transgressão direta da lei moral de Deus, cometido pelo homem como erro moral, fazendo-o culpado diante de Deus.
Conceito no Novo Testamento –
Em todo o Novo Testamento, e especialmente nas cartas de Paulo, pecado é errar o alvo. Trata-se da intenção deliberada de não obedecer a lei de Deus.
É a prática do mal contra Deus, envolvendo no homem, culpa, natureza e ato.
Em termos teológicos, culpa é a consequência judicial que abrange a todos os descendentes de Adão. Nós nascemos culpados, herdando a culpa da desobediência e rebeldia de Adão. E assim, estamos condenados.
Natureza é o ´mal que eu não quero fazer´, que está dentro de nós. Aquela inclinação para pecar que herdamos desde Adão. É chamado de ´pecaminosidade´.
Efésios 2.3 – “…éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.”
Ato de pecado – trata-se de todas as nossas ações contra a vontade revelada de Deus, nas Escrituras, para a nossa vida. Inclusive, por não fazer o que devemos – Tiago 4.17 – “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.”

II – ORIGEM DO PECADO
1. O pecado no céuComentário do Blog
Por primeiro, quanto a origem do pecado, é necessário estabelecer duas afirmações categóricas:
1 – Deus é absolutamente perfeito, portanto, não pode causar o pecado.
Deuteronômio 32.4 – “Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é.”
II Samuel 22.31 – “O caminho de Deus é perfeito.”
Mateus 5.48 – “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.”
Deus, em Sua infinita perfeição, nunca geraria a imperfeição do pecado.
Isaías 45.7 – “Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.”
Esta referência bíblica não está afirmando que Deus agisse em qualquer coisa moralmente má. Esta palavra no hebraico – ra´ – tem a acepção de calamidade, dificuldade, adversidade. Em termos morais, Deus é absolutamente perfeito. Deus é a perfeição. O padrão da perfeição está Nele. Tudo que é contrário à perfeição divina, é pecado. Pecado é a imperfeição moral.
Tertuliano ( 155 – 255 ), um dos Pais da igreja primitiva, comentou Isaías 45.7 assim:
“Os hereges dizem: ´ Olhai como Ele reconhece a Si mesmo como sendo o Criador do mal no versículo: “Eu faço a paz e crio o mal” ( Isaías 45.7 )´. Eles tomam uma palavra que num sentido único reduz à confusão e à ambiguidade duas formas de males ( porque tanto o pecado quanto o castigo são chamados de males ), e consideram que em cada passagem bíblica ele deve ser considerado como o Criador de todas as coisas ruins, a fim de que possa ser considerado o próprio autor do mal.
Nós, por outro lado, fazemos uma distinção entre os dois significados da palavra em questão e, por meio da separação dos males do pecado dos males penais, confinamos cada uma das categorias ao seu devido autor – o Diabo como autor dos males do pecado e Deus como o criador dos males penais, de forma que uma classe deve ser considerada como moralmente ruim, e a outro como sendo parte do agir da justiça ao passar sentenças penais contra os males do pecado.
Da última classe que males que são compatíveis com a justiça, Deus é, formalmente declarado, como o Criador.”
2 – Por segundo, Deus não pode apoiar o pecado. Ele é santo. Não endossa, não estimula, não promove o pecado. Ou seja, Deus não nos tenta a pecar.
Habacuque 1.13 – “Tu és tão puro de olhos que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar.”
Tiago 1.13 – “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado, porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta.”
Quanto a introdução do pecado no universo, Satanás é descrito como o líder de rebelião contra o próprio Deus, nos tempos eternos, num ato tresloucado de destronar ao Rei Eterno. E introduziu o princípio da perversidade, e sendo querubim ungido, chamado Lúcifer, degenerou-se em diabo, tornando-se a fonte e o causador do pecado.
Lucas 10.18 – “E disse-lhes:  Eu via Satanás, como raio, cair do céu.”
Leia Isaías 14.12 a 14 e Ezequiel 28.12 a 15, referências bíblicas citadas na Lição, neste tópico.
I João 3.8 – “…porque o diabo peca desde o princípio.”
Apocalipse 12. 3 e 4a – “E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete diademas. E a sua cauda levou sobre si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra.”
Myer Pearlman:
“A carreira de Satanás está em descensão ( descida – observação nossa ) sempre.
No princípio foi expulso do céu.
Durante a Tribulação será lançado da esfera celeste à terra – Apocalipse 12.9.
Durante o Milênio será aprisionado no abismo.
Depois de mil anos, será lançado ao lago de fogo – Apocalipse 20.10.
A Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.”

2. O pecado no ÉdenComentário do Blog
O pecado não é eterno.
O bem é eterno, ou seja, sempre existiu desde os tempos eternos. O pecado teve um princípio. O bem é atemporal. Na sua introdução no mundo, o pecado surgiu num dado momento histórico e seu fim está revelado – Apocalipse 21.4 – “E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.”
Na Bíblia, há a descrição histórica e a descrição teológica da origem do pecado no mundo.
Em termos históricos, Gênesis 3.6 – “E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.”
As sutilezas e astúcias do diabo se descrevem:
1 – Torcendo as palavras de Deus – Gênesis 3.1 e 2 comparados com Gênesis 2.16 e 17;
2 – Introduzindo a dúvida no coração da mulher – Gênesis 3.1;
Dúvida sobre a bondade de Deus. A serpente, com efeito, diz: “Deus está retendo alguma bênção de vocês.” E dúvida sobre a retidão de Deus.”Certamente não morrereis.” Isto é, “Deus não pretendia dizer o que disse.” E dúvida sobre a santidade de Deus. No versículo 5 – “Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.”– a serpente com efeito diz: “Deus vos proibiu de comer da árvore porque tem inveja de vós. Não quer que sejais sábios tanto quanto ele, de modo que vos mantém em ignorância.” ( Myer Pearlman ).
3 – Negando a Palavra de Deus – Gênesis 3.4 e 5.
Em termos teológicos, foi o apóstolo Paulo quem assim explicou:
Romanos 5.12 – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.”
A palavra ´entrou´ aqui, indica-nos a introdução de um princípio até então externo ao mundo. “Por um homem” esclarece através do qual se deu a introdução.
Quanto a origem – “Por um homem entrou o pecado no mundo”.
Quanto a difusão – “…todos pecaram.”
Quanto a consequência – “…a morte passou a todos os homens…”
I Coríntios 15.22 – “Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.”
Paulo esclarece a causa original da morte – o pecado. A morte está no mundo porque o pecado está no mundo. Foi a mão do homem que abriu as portas do mundo para o pecado e a morte.
Mas, como ´um homem´ pecou, também ´um homem´ redimiu o mundo!
Há os efeitos negativos de nossa ligação com Adão. E há os benefícios de nossa comunhão com Cristo.

3. A universalidade do pecadoComentário do Blog
Romanos 3.23 – “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Todos carecem da presença de Deus.
A universalidade do pecado é verificada por três fatos, pelo menos:
1 – O fato da experiência humana –
O patriarca Jó 40.4 – “Eis que sou vil; que te responderia eu?”
O profeta Isaías 6.5 – “Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!”
O apóstolo Paulo – I Timóteo 1.15 – “Esta é uma palavra fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.”
Todos os homens responsáveis, vivenciam o sentimento de culpa pessoal e a percepção real da contaminação moral.
2 – O fato da consciência –
“Este cajado da consciência golpeia todos os homens, independente do seu intelecto, vigor, genealogia ou conta bancária. Portanto, embora a voz da consciência possa ser corrompida, ela não pode ser negada.” ( Harold L. Willmington ).
A consciência testifica a realidade do pecado.
As Escrituras registram quatro tipos negativos de consciência:
1 – Fraca – I Coríntios 8.12
2 – Cauterizada – I Timóteo 4.2
3 – Contaminada – Tito 1.15
4 – Má – Hebreus 10.22
3 – O fato das declarações das Escrituras –
Declarações gerais –
I Reis 8.46 – “Quando pecarem contra ti ( pois não há homem que não peque )…”
Isaías 53.6 – “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho…”
Gálatas 3.22 – “Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado…”
Declarações pessoais –
Jó – Jó 7.20 – “Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens?”
Davi – II Samuel 12.13 – “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor.”
O filho pródigo – Lucas 15.21 – “E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti…”
Relacionei somente os que fizeram confissão sincera, buscando o perdão e a graça de Deus.
“As Escrituras declaram, a observação descobre e a experiência humana comprova o fato do pecado.” ( Bancroft ).

III – A SOLUÇÃO PARA O PECADO
1. Nem tudo está perdido
2. A provisão de DeusComentário do Blog
Efésios 2.1 e 2 – “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência.”
Esta é a pregação do Evangelho desde os tempos da Igreja Primitiva. O triunfo desta mensagem continua a mesma – poder que dá vida:
1 – Aos espiritualmente mortos;
2 – Aos escravizados por Satanás;
3 – Aos destinados à ira divina.
E Cristo é quem dá a Vida!
1 – Através da fé temos comunhão com Ele;
2 – Através da fé ressuscitamos com Ele.
Deus ordenou os meios de salvação do pecado. A simplicidade do Evangelho é pregada desde o primeiro século: Deus planejou a eterna salvação, enviando a Cristo Jesus para morrer pelos pecadores, e ressuscitando-O dos mortos, deu-nos vida por meio Dele, e no poder de Sua ressurreição, “andamos em novidade de vida” – Romanos 6.4.
Por que?
A resposta está em Efésios 2.4 e 5 – “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo ( pela graça sois salvos ).”
Por Sua natureza, Ele é “riquíssimo em misericórdia.”
Por Seu amor, “com que nos amou.”
Quando dizemos que Deus ordenou os meios de salvação para a humanidade, queremos com isso expor a administração de Deus em certos períodos de tempo, numa série de eventos e mandamentos ordenados por Deus, com finalidade específica, e incluída nesta finalidade divina geral, esta o tratamento contra o pecado.
As administrações de Deus têm economias diferentes em cada era. Em geral, contamos sete eras de Deus sempre com o propósito de derrotar o pecado e salvar a humanidade.
As dispensações são meios que Deus ordenou para medir se a humanidade Lhe obedeceria em Suas ordenanças. Em cada uma delas, o homem falha nesse propósito. Em cada período de tempo o homem é provado quanto a obediência a Deus e tem uma revelação especial.
Mais detalhadamente, vamos estudar a ´provisão de Deus´ na próxima lição 7 – A necessidade do Novo Nascimento – numa síntese da doutrina da salvação – Soteriologia.
Reproduzo aqui a conhecida exposição de C. I. Scofield ( 1843 – 1921 ), que delineia as provisões de Deus para cada era:
“As Escrituras dividem o tempo (pelo qual se entende todo o período da criação de Adão até os” novos céus e a nova terra” – Apocalipse 21:1) em sete períodos diferentes, que em geral são chamados dispensações. (Efésios 3:2), embora estes períodos sejam chamados eras (Efésios 2:7) e “Dia, do Senhor”.
Estes períodos são marcados na Escritura por algumas mudanças nos métodos divinos de tratar a humanidade, ou uma parte da mesma, no que se refere a duas questões: a do pecado e a da responsabilidade do homem. Cada uma das dispensações pode ser observada como um novo teste com o homem natural, e todas terminam em julgamento, mostrando o seu completo fracasso em cada dispensação. Cinco destas dispensações, ou períodos de tempo, têm sido cumpridas; estamos vivendo na sexta, provavelmente em seu final, e temos diante de nós a sétima e última dispensação – o Milênio.
1ª dispensação: O homem inocente – Esta dispensação vai desde a criação de Adão, em Gênesis 2:8, até à sua expulsão do Éden. Adão, criado inocente, ignorante do bem e do mal, foi colocado no Jardim do Éden com a sua esposa Eva, e posto sob a condição de abster-se do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A dispensação da inocência resultou no primeiro fracasso do homem e em seus mui desastrosos e expandidos efeitos. (Terminou em julgamento, conforme Gênesis 1:26; 2:16,17).
2ª dispensação: O homem sob a consciência – Pela queda, Adão e Eva adquiriram e transmitiram à raça humana o conhecimento do bem e do mal. Isso deu à consciência uma base para o julgamento moralmente correto, quando a raça humana ficou sob esta medida de responsabilidade, para escolher entre o bem e o mal. O resultado da dispensação da consciência, do Éden até o dilúvio, (quando não havia instituição alguma de governo e de lei), foi que a maldade do homem tornou-se grande demais e Deus resolveu destruir a Terra. “…disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito”.
(Ver Gênesis 7:11-12, 23.)
3ª dispensação: O homem como autoridade sobre a Terra – Do tremendo julgamento do dilúvio Deus salvou oito pessoas, a quem, após as águas terem baixado, Ele entregou a Terra purificada, com amplo poder para governá-la. Por esta, Noé e seus descendentes ficaram responsáveis. A dispensação deste governo humano resultou, na planície de Sinear, numa ímpia tentativa do homem de tornar-se independente de Deus, e terminou em julgamento, com a confusão das línguas. (Ver Gênesis 9: 1, 2; 11: 1-4 e 11:5-8.)
4ª dispensação: O homem sob a promessa – Dentre os dispersos descendentes dos construtores da Torre de Babel, Deus chamou um homem, Abraão, com quem fez uma aliança. Algumas das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes foram puramente graciosas e incondicionais. [Em sua onisciência Deus viu ser perda de tempo fazer qualquer aliança condicional com o homem, pois cada uma sempre resultava em fracasso]. Esta última aliança tem sido e será totalmente cumprida. Outras alianças foram condicionais sobre a fidelidade e obediência de Israel. E todas foram violadas, tendo a 4ª. dispensação resultado em fracasso, com o castigo do povo, no cativeiro egípcio.
O Livro de Gênesis começa com as sublimes palavras “No princípio criou Deus os céus e a terra” e termina em um caixão funerário, no Egito (Ver Gênesis 12:1-3; 13:14-17; 15:5; 26:3; 28:12-13 e Êxodo 1: 13-14.)
5ª dispensação: O homem sob a lei – Novamente, a graça de Deus veio em auxílio do povo fracassado e redimiu das mãos do opressor o povo escolhido. No deserto do Sinai, Ele lhe propôs a Aliança da Lei. Em vez de pedir humildemente por um contínuo relacionamento com a graça, o povo, presunçosamente, respondeu: “Faremos tudo que o Senhor ordenar.”
A história de Israel, no deserto e na terra, é um registro de fragrante e persistente violação da Lei, terminando em multiplicadas admoestações. Deus concluiu o testemunho do homem julgando Israel, depois Judá, dispersando os seus habitantes pela Babilônia. Um pequeno remanescente retornou sob Esdras e Neemias, e, logo em seguida, Cristo veio. “Nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4:4). Tantos os judeus como os gentios conspiraram para crucificá-Lo. (Ver Êxodo 19:1-8; 2 Reis 17:1-18; 25: 1 -11; Atos 2:22-23; 7:5152; Romanos 3:19-20; 10:5 e Gálatas 3:10.)
6ª dispensação: O homem sob a graça – A morte vicária do Senhor Jesus Cristo introduziu a Dispensação da Graça, que significa favor imerecido, ou seja, Deus justificando o homem, sem exigir a justiça da Lei. A salvação perfeita e eterna oferecida ao judeu e ao gentio vem com o reconhecimento e arrependimento do pecado, pela fé depositada na obra de Cristo.
“Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” (João 6:29).
“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.” (João 6:47). “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.
” (João 5:24) – “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”.
(João 10:27-28) – ”As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão”
Efésios 2:8-9 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”
O resultado predito deste teste resulta em que, ao colocar o homem sob a graça, os incrédulos e a igreja apóstata serão julgados. (Ver Lucas 17:26-30; 18:8; 2 Tessalonicenses 2:7-12; Apocalipse 3:15-16.)
O primeiro evento no término desta dispensação será vinda do Senhor do Céu, quando os santos que dormem serão ressuscitados junto com os crentes vivos “para encontrar o Senhor nos ares” e ficar para sempre com o Senhor (1 Tessalonicenses 4:16-17). A seguir, um breve período chamado “A Grande Tribulação.” (Ver Jeremias 30:5-7; Daniel 12:1; Zacarias 1:15-18 e Mateus. 24:21-22.)
Quando acontecerem o retorno pessoal do Senhor à Terra, em poder e grande glória, e os julgamentos, estes introduzirão a sétima e última dispensação. (Ver Mateus 25:31-46 e 24:29- 30.)
7ª dispensação: O homem sob o reinado pessoal de Cristo – Depois dos julgamentos purificadores, e do retorno de Cristo à Terra, Ele reinará sobre uma Israel restaurada, durante mil anos. Este é o período chamado Milênio. O Trono do Seu poder será em Jerusalém e os santos, inclusive os salvos na dispensação da graça, ou seja, a igreja, juntar-se-ão com Cristo na glória. (Ver Isaías 2:1-4; 11; Atos 15:14-17; Apocalipse 19:11-21 e 20:1-6).
Mas, quando Satanás for solto, por um breve período de tempo, ele vai encontrar corações não regenerados prontos [ao final da Tribulação, dentre a humanidade com corpos que ainda não glorificados somente entrarão crentes para o Milênio, mas muitos descendentes deles não serão crentes no coração], como sempre, para o pecado da rebeldia e vai reunir as nações para uma guerra contra o Senhor e os Seus santos, e esta última dispensação terminará, como todas as outras, em julgamento. O Grande Trono Branco será edificado, os ímpios ressuscitarão para um julgamento final e, depois, virão “novos céus e nova terra”. A Eternidade começou (Ver Apocalipse 20:3,7-15; 21 e 22.)”

CONCLUSÃO
“A única esperança é o Senhor Jesus, o único que pode nos restaurar a Deus.” ( Esequias Soares ).
I Samuel capítulo 9, ilustra esta bênção da restauração. Restaurar é restituir, dar outra vez. Refazer uma obra de acordo com o original. Considera, então, a síntese, singeleza e limitação dessa comparação, sendo que o professor e vocacionado pode desenvolvê-la mais:
Mefibosete era neto de Saul. Portanto, nasceu inimigo de Davi.
Nós somos descendência de Adão. Por nascimento, somos inimigos de Deus.
Mefibosete era aleijado de ambos os pés. Não andava direito e tinha esta marca de sua queda.
Nós temos a marca de nossa Queda, e andamos errados.
Mefibosete morava em Maquir ( ´vendido´ ), em Lo-Debar (´sem pastos´).
Nós nos vendemos a preço vil, e estávamos neste mundo tenebroso, separados da comunhão com Deus.
O rei Davi mandou trazer a Mefibosete para o seu palácio. Fez isso, não por mérito de Mefibosete, mas por graça.
Nós estávamos sem Deus no mundo, no pior lugar, e Deus nos resgatou da nossa vã maneira de viver, ainda que em nós não há nenhum merecimento, Ele nos salvou por graça.
Versículo 7 – “Não temas, porque decerto usarei contigo de beneficência por amor de Jônatas…”
Não somos resgatados por nossos méritos, mas pelos méritos de Cristo Jesus. Por amor de Jesus, Deus nos transporta para o Reino de Seu amor.
“… e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai…”
Em Adão nós perdemos os bens celestiais, em Cristo somos restaurados!
“… e de contínuo comerás pão à minha mesa.”
Em Adão nós perdemos a comunhão. Com Cristo, participamos da comunhão plena em Sua Casa!
Ilustrativamente, a bela toalha do palácio de Davi cobria os pés aleijados de Mefibosete, assentado à mesa do rei. E hoje, também, ao participarmos do pão e do vinho na mesa do Senhor, a graça de Deus cobre a marca de nossa queda em Adão. Nossos defeitos não são o destaque. A graça de Deus nos dá cobertura eficaz.
No mais Deus proverá!

Pastor Eliel Goulart  ebdcomentada.com.br