ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL - Conteúdo da Lição 9

Josafá, a Vitória Por Meio da Adoração
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TEXTO BÍBLICO BÁSICO

2 Crônicas 17.1-6,9-12
1 - E Josafá, seu fi lho, reinou em seu lugar; e fortificou-se contra Israel.
2 - E pôs gente de guerra em todas as cidades fortes de Judá e guarnições na terra de Judá, como também nas cidades de Efraim que Asa, seu pai, tinha tomado.
3 - E o SENHOR foi com Josafá, porque andou nos primeiros caminhos de Davi, seu pai, e não buscou baalins.
4 - Antes, buscou ao Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos e não segundo as obras de Israel.
5 - E o SENHOR confirmou o reino nas suas mãos, e todo o Judá deu presentes a Josafá; e teve riquezas e glória em abundância.
6 - E exaltou-se o seu coração em seguir os caminhos do SENHOR e ainda tirou os altos e os bosques de Judá.
9 - E ensinaram em Judá, e tinham consigo o livro da Lei do SENHOR, e rodearam todas as cidades de Judá, e ensinaram entre o povo.
10 - E veio o temor do SENHOR sobre todos os reinos das terras que estavam em roda de Judá e não guerrearam contra Josafá.
11 - E alguns dentre os filisteus traziam presentes a Josafá, com o dinheiro do tributo; também os arábios lhe trouxeram gado miúdo: sete mil e setecentos carneiros e sete mil e setecentos bodes.
12 - Cresceu, pois, Josafá, e se engrandeceu extremamente, e edificou fortalezas e cidades de munições em Judá.


TEXTO ÁUREO
Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis. 2 Cr 20.20b


ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, o desinteresse do aluno dá-se, de modo geral, pela dificuldade em acompanhar a aula ou o ensino ministrado em classe.
Faz-se necessária, deste modo, a elaboração de uma exposição diferente, que desperte a reflexão. Se possível, promova uma dramatização ou até mesmo uma peça teatral.
As etapas da aula devem priorizar os conteúdos de mais fácil assimilação para, então, partir para os de maior complexidade.
Trace paralelos entre o que o aluno conhece com aquilo que ele precisa conhecer da Palavra de Deus.
Como a aprendizagem é cumulativa, não se pode ignorar suas etapas sucessivas. Um conhecimento adquirido transforma-se em pré-requisito para outro conhecimento (Adaptado de: CHAVES, G. Central Gospel, 2012, p.113).
Boa aula!

Palavra introdutória
Nesta lição, apresentaremos um personagem emblemático na construção da história israelita: o compassivo rei Josafá, do Reino do Sul (872—848 a.C.), conhecido como aquele que o Senhor aprovou (1 Rs 22.1-50; 2 Cr 17.1—20.37).
Uma das maiores batalhas enfrentadas por este filho de Asa (2 Cr 17.1) deu-se contra uma coligação
inimiga de moabitas, amonitas e habitantes da montanha de Seir (2 Cr 20.10). A vitória do soberano de Judá só foi possível devido à sua fé e ao seu ato de adoração ao Senhor (2 Cr 20.21,22).
A obediência a Deus é, sem dúvida, a maior força de guerra que podemos ter — mais potente que soldados ou cavalos (Sl 33.16-22).
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No texto bíblico, a proporção
de capítulos destinada às
narrativas dos períodos
de governo dos reis Acabe
— Reino do Norte (1 Rs
16.28,29) — e Josafá —
Reino do Sul (1 Rs 15.23,24;
1 Rs 22.41,42) — indica
a importância desta era
para a História de Israel
(MALAFAIA, S. Central
Gospel, 2015, p. 42).
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1. UM REI TEMENTE A DEUS
O autor sagrado faz-nos saber que Deus esteve com Josafá, porque, em seus primeiros anos [de governo], ele andou nos caminhos que seu pai Davi tinha seguido (2 Cr 17.3 NVI); em consequência disso, todo o Judá lhe trazia presentes, de maneira que teve grande riqueza e honra (2 Cr 17.5 NVI).

1.1. Os feitos positivos de Josafá
Dentre os feitos positivos deste soberano do Sul, destacam-se os listados a seguir (conf. WILLMINGTON, H. L. Central Gospel, 2015, p. 180).
Josafá deu continuidade às reformas morais e aos projetos de construção que seu pai, Asa, iniciara (2 Cr 17.3-6).
Durante seu terceiro ano no poder, Josafá instituiu um programa nacional de educação religiosa, ordenando que os levitas fossem por toda a terra de Judá para instruir o povo sobre os mandamentos de Jeová (2 Cr 17.7-9). Assim, Deus proporcionou a paz nos domínios de Josafá, que usufruiu daquele tempo de concórdia para fortificar as cidades de seu reino (2 Cr 17.10-13).
Josafá cresceu em poder — diz o texto bíblico que alguns filisteus levaram presentes e prata para Josafá (como im-posto); além disso, alguns árabes levaram-lhe sete mil e setecentas ovelhas e sete mil e setecentos bodes (2 Cr 17.11 NTLH).

2. ALIANÇAS PERIGOSAMENTE NOCIVAS
Dentre os pontos negativos de governo de Josafá, destaca-se a aliança que ele estabeleceu com o rei Acabe, um dos piores — senão o pior — monarcas do Reino do Norte (1 Rs 22.44).

DESDOBRAMENTOS DA ALIANÇA FIRMADA
ENTRE JOSAFÁ E ACABE
REF.
BÍBLICA
Josafá arranjou o casamento de seu filho Jeorão (2 Rs 8.16), com a filha
de Acabe, Atalia. A finalidade daquela união era estabelecer uma aliança
política com Israel.
2 Cr 18.1;
21.5,6; 22.2,3
Na aliança militar que Josafá estabeleceu com Acabe — por ocasião do
ataque sírio a Israel — Josafá quase perdeu a vida em uma batalha.
1 Rs 22.32,33
Josafá também se revelou insensato ao unir forças com Acazias, filho mais
velho de Acabe, que tentou enriquecer com a importação de produtos
estrangeiros. Os navios se partiram e afundaram em Eziom-Geber após a
profecia de Eliézer, filho de Dodava de Maressa.
1 Rs 22.49;
2 Cr 20.31-37
Na aliança militar que estabeleceu com Jorão, filho mais novo de Acabe,
Eliseu precisou intermediar um milagre divino (em favor de Josafá) para
trazer-lhes a vitória contra os moabitas. Eliseu, naquela ocasião, disse a
Jorão: Juro pelo Deus vivo, o Senhor Todo-Poderoso, a quem sirvo, que, se
eu não respeitasse o seu aliado, o rei Josafá, de Judá, eu não daria nenhuma
atenção ao senhor (2 Rs 3.14 NTLH).
2 Rs 3.1-27

2.1. Perigos decorrentes do ato de envolver-se com problemas alheios
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A aliança estabelecida
entre Josafá e Acabe foi
tão nociva que [...], logo
após a morte do monarca
do Sul, o culto a Baal
contagiou perigosamente
o berço da dinastia
davídica (2 Cr 18.1; 21.5-
7) (MALAFAIA, S. Central
Gospel, 2015, p. 69).
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Josafá, sendo um homem piedoso, arriscou sua vida para ajudar Acabe a resolver seus problemas com a cidade de Ramote-Gileade (2 Cr 18.2,3).
Na realidade, por trás de uma pergunta aparentemente comum entre soberanos — irás comigo lutar contra Ramote-Gileade (2 Cr 18.3) — existia uma intenção nefasta. Acabe, usando as mãos dos sírios, estava tentando eliminar Josafá para que seu genro, Jeorão, também fosse manipulado por Atalia. Acabe, na realidade, articulava um plano para reunir ambos os reinos sob o domínio de Baal. Que tragédia seria se Acabe tivesse conseguido fundir os dois tronos, amalgamando a linhagem de Davi à sua própria! No entanto, Deus protegeu o berço davídico para que, por meio dele, o Messias pudesse ser trazido ao mundo.


2.2. Perigos decorrentes do ato de dar ouvidos aos falsos profetas
Ainda em 2 Crônicas 18.1-27, mais especificamente nos versículos 5,6, observamos que os profetas de Acabe vaticinaram de acordo com o que ele [Acabe] desejava ouvir — profetas que recebiam salários para exercer tal função não diriam qualquer coisa que pudesse desagradar o rei.
Quatrocentos profetas foram consultados acerca do resultado na batalha por Ramote-Gileade (2 Cr 18.5a). Todos mentiram para Acabe, dizendo: Sobe, porque Deus a dará nas mãos do rei (2 Cr 18.5b,10,11). Não satisfeito, Josafá fez-lhe uma pergunta sábia: Não há ainda aqui profeta algum do Senhor, para que o consultemos (2 Cr 18.6)? Com desdém, Acabe disse que havia um filho de Inlá, chamado Micaías, a quem ele odiava, porque jamais profetizava coisas positivas a seu respeito (2 Cr 18.7 NTLH). Tendo sido redarguido por Josafá, contrariado, Acabe mandou chamar Micaías, que, sem medo, declarou-lhe a verdade (2 Cr 18.16,18-22).
Ao ouvir a mensagem dos céus, proferida por boca de Micaías, Acabe mandou prendê-lo até que ele [Acabe] voltasse são e salvo de Ramote-Gileade (2 Cr 18.25,26).

2.2.1. A morte de Acabe
Os versos seguintes do texto de Crônicas narram a morte de Acabe (2 Cr 18.28-34). O soberano do Norte, decidindo dar prosseguimento ao ataque contra Ramote-Gileade, arquitetou um plano para fazer Josafá morrer na batalha; o Todo-poderoso Senhor, no entanto, trouxe-lhe livramento (2 Cr 18.28-32).
O autor sagrado, ao registrar o evento, traz a ideia de que o acaso encarregou-se de fazer uma flecha atingir o rei Acabe entre as juntas de sua armadura, golpe que o levou à morte (2 Cr 28.33,34).

2.3. Josafá é admoestado
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Aserá era uma deusa
do mar, esposa de El (e
algumas vezes de Baal) e
mãe de outros deuses. De
modo geral, era a divindade
predileta das mulheres
(provavelmente de Jezabel,
1 Rs 18.19) (Adaptado de:
RADMACHER; ALLEN;
HOUSE, Central Gospel,
2010a, p. 408).
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No início do capítulo 19 do segundo Livro de Crônicas, o autor sagrado dá-nos ciência de que Josafá retornou a Jerusalém em segurança (v. 1). Diz o texto ainda que o profeta Jeú, filho de Hanani, saiu ao encontro do rei naquela ocasião, dizendo-lhe que, pelo fato de ele ter-se feito amigo dos inimigos, Deus o castigaria; contudo, Jeú ressaltou que existia algo de bom em Josafá, pois ele derribara os postes da deusa Aserá e procurara conhecer a vontade de Deus com todo o coração (v. 2).
O cronista diz, então, que Josafá nomeou juízes honestos, e verdadeiramente justos, em cada uma das cidades fortificadas de Judá, fazendo o povo voltar-se para o Deus de seus antepassados (2 Cr 19.4-10; Dt 16.18-20). Josafá também nomeou o sumo sacerdote Amarias, para que ele agisse como uma corte de apelação final em matéria religiosa, e Zebadias, um regente de Judá, para que este decidisse todos os casos civis importantes. Temos aqui um exemplo do princípio de separação entre a Igreja e o Estado, frequentemente encontrado no Novo Testamento e no Antigo Testamento (2 Cr 19.11) (WILLMINGTON, H. L. Central Gospel,2015, p. 181).

3. AS LIÇÕES DE JOSAFÁ

3.1. Peça a orientação de Deus
No capítulo 20 do segundo Livro de Crônicas, observamos que, quando Josafá viu-se enfrentando três nações gentílicas que se reuniram para lutar contra Judá, o povo pediu a Deus que o guiasse e socorresse.
Josafá decidiu que todos deveriam jejuar pela causa. Os habitantes do Reino do Sul, então, em comum acordo, clamaram pela intervenção divina, e Deus aceitou a oração deles (2 Cr 20.1-4).
Josafá sabia que o sucesso procede de Deus, e se o Senhor estivesse com ele, seu reino não seria derrotado. Quando os inimigos ouviram o cântico de adoração da beleza da santidade do Senhor, foram desbaratados (2 Cr 20.21,22).

3.2. Simplesmente adore
A palavra adoração, no texto bíblico, tem amplo significado, remetendo, muitas vezes, aos conceitos de serviço, honra, culto, reverência, obediência e louvor (Êx 23.25; 1 Cr 29.11; Sl 150.6; At 16.25). Em 2 Crônicas 20.18, no entanto, o termo [adoração] traz o sentido de curvar-se diante de Deus pela constatação de Sua soberania (Sl 95.6; Rm 14.11).
Josafá e o povo adoraram ao Senhor antes e durante a batalha, com instrumentos e vozes (2 Cr 20.18,19,21,22,28). Com esse episódio bíblico, aprendemos que, enquanto estivermos adorando exclusivamente ao Senhor, Ele trabalhará em nosso favor.

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Depois de terem
experimentado a bênção
e proteção de Deus no
deserto, os homens de Judá
mudaram o nome de Ziz
(do heb. tsits) para vale de
Beraca, significando bênção,
para lembrá-los da bondade
de Deus (2 Cr 20.26-28)
(RADMACHER; ALLEN;
HOUSE. Central Gospel,
2010a, p. 701).
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3.3. Tenha fé
Josafá encorajou suas tropas a terem fé em Deus; este foi o ingrediente fundamental para a vitória de Judá. Os povos circunvizinhos ouviram o testemunho de tão grande milagre e ficaram atemorizados (2 Cr 20.29,30).
A fé inspira em nós o valor verdadeiro. Nada nos ajudará a estabilizar melhor o coração do que a fé firme no poder, na misericórdia e na promessa de Deus. Coloquemos toda nossa esperança no Senhor; adoremos a beleza de Sua santidade; assim, a vitória será certa (Hb 11.1,6)!

Conclusão.
A avaliação que os cronistas fazem do reinado de Josafá é tanto positiva quanto negativa (2 Cr 20.32,33). Como outros personagens bíblicos emblemáticos, Josafá também fez más escolhas; isto não invalida, de modo algum, o fato de ele ter buscado a direção de Deus durante toda sua vida, mesmo tendo firmado alianças erradas — quem poderia afirmar que, por trás da aliança com Acabe, Josafá não pretendia restaurar a unidade dos filhos de Abraão?
Inspiremo-nos nas lições extraídas deste personagem: saibamos romper alianças destrutivas; estejamos aptos a ouvir a voz do Senhor; confiemos Nele e rendamos nossa adoração ao Único capaz de nos dar a vitória.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO


1. Por quantos anos reinou Josafá?R.: Vinte e cinco anos.

Pr Marcos André - contatos palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)
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