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16 abril 2019

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 3

O dinheiro e seus perigos
21 de Abril de 2019


TEXTO DO DIA 
“E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades” (Mt 19.22). 

SÍNTESE 
O dinheiro é útil e necessário, todavia o apego a ele pode impedir a entrada no Reino de Deus.

INTERAÇÃO 
Professor(a), caso ainda não possua um grupo no WhatsApp para sua classe, sugerimos que crie um. Os jovens estão constantemente conectados e provavelmente quase 100% dos jovens que frequentam sua classe utilizam este instrumento de comunicação. Assim, não há como ignorar esse recursos para divulgar as lições do trimestre. Se você não tiver afinidade com o aplicativo, indique ou deixe o grupo definir um líder que fique responsável pelas postagens. É bom que tenha no mínimo duas pessoas na administração do grupo para evitar a descontinuidade dos comentários. Utilize o grupo para a divulgação da leitura diária, subsídios para o estudo, comentários a respeito do tema da lição, pedidos de oração, ação social, entre outras atividades.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você separe os alunos em dois grupos. Cada grupo ficará responsável em ler, estudar e apresentar um dos tópicos da lição. Sugira aos membros do grupo que escolham um líder para conduzir as reflexões. Cada grupo terá um tempo estimado de quinze minutos para discutir o tópico e quinze minutos para apresentá-lo para a turma. Você deverá ser o moderador e fazer as considerações finais. O tempo sugerido serve apenas como referência, você deverá adaptar de acordo com o tempo disponibilizado pela sua superintendência de Escola Dominical e o número de alunos.

TEXTO BÍBLICO 

Mateus 19.16-24.
16 — E eis que, aproximando-se dele um jovem, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna?
17 — E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom, senão um só que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.
18 — Disse-lhe ele: Quais? E Jesus disse: Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho;
19 — honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
20 — Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?
21 — Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me.
22 — E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
23 — Disse, então, Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no Reino dos céus.
24 — E outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 
Na lição deste domingo abordaremos o ensino de Jesus a respeito da correta atitude para com o dinheiro. Veremos o perigo de se apegar de forma demasiada a ele e a seus benefícios, a ponto de comprometer a salvação eterna. Vamos analisar um texto das Sagradas Escrituras bem conhecido, o diálogo de Jesus com o jovem rico. Esse jovem era um religioso que admirava Jesus, porém com um apego demasiado pelos bens materiais. Assim, abordaremos a respeito do perigo de se tentar compensar o amor ao dinheiro com obras e religiosidade. Vamos também analisar o perigo de se perder a vida eterna com Deus por colocar as esperanças nas incertezas das riquezas.

I. O PERIGO DE TENTAR COMPENSAR O AMOR AO DINHEIRO COM BOAS OBRAS E RELIGIOSIDADE 

1. O jovem rico vai até Jesus, mas sem disposição de renunciar às riquezas (v.16a).
Segundo Lucas escreveu, o jovem da parábola era um príncipe, pessoa importante da sociedade judaica (Lc 18.18). Marcos chama-o apenas de “homem” (Mc 10.17), enquanto Mateus afirma que ele era um jovem que possuía muitas propriedades (Mt 19.22). Portanto, o jovem fazia parte de uma minoria privilegiada que, via de regra, se beneficiava do sistema de dominação romano e da elite judaica. Esse grupo é criticado duramente por Jesus em seus discursos. Independente de sua posição, o jovem vai até Jesus e pergunta o que era necessário para herdar a vida eterna. Fica evidente o respeito do jovem pelo que havia ouvido e visto a respeito do Mestre, pois considera que Ele sabia o caminho correto para se alcançar a vida eterna. No entanto, o reconhecimento e o interesse pela salvação não são suficientes, esse processo requer arrependimento e fé suficientes para renúncia e transformação de vida (Mt 9.2; Mc 1.15; Lc 17.19; At 3.19).

2. O jovem acreditava conseguir a vida eterna por méritos próprios (vv.16,17,20).
A pergunta do jovem demonstra que ele também vivia de acordo com a crença dominante da época, a qual fazia com que as pessoas acreditassem que a riqueza era sinônimo de justiça e comunhão com Deus. Para elas a justiça se dava por meio de obras que se resumiam em rituais e esmolas aos pobres. O jovem pergunta: “Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna?”.

Em primeiro lugar, ele chama Jesus de “bom mestre”, uma forma de elogio e reconhecimento de quem fazia boas obras, por isso era chamado de “bom”. Na sequência ele questiona o que poderia fazer para conseguir a vida eterna, ou seja, que tipo de ritual, ou caridade, poderia lhe garantir uma vida eterna com Deus. De acordo com o pensamento da época, algo de piedoso poderia ser realizado para merecer a salvação, doutrina que foi duramente combatida pelo apóstolo Paulo por meio da doutrina da justificação pela fé (Rm 4).

3. O amor ao dinheiro não pode ser compensado pela religiosidade (vv.17-20).
O jovem provavelmente ficou feliz quando Jesus responde que ele deveria guardar os Mandamentos (v.17). Antes, porém, ele pergunta quais eram esses Mandamentos, talvez pensando na possibilidade de que Jesus tivesse outra opção. Contudo, a resposta não era surpresa para um judeu praticante: “Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Ele prontamente responde: “Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade”. Atitude de um exímio religioso, cumpridor das tradições judaicas com vista a agradar a Deus. A situação desse jovem é o retrato de milhares de pessoas na atualidade. Religiosos que cumprem rituais, sacrifícios e muitas obras de caridades, entre outras práticas, mas sem a intenção de se arrependerem de seus pecados e se tornarem um discípulo de Jesus.

4. O jovem sabia que lhe faltava algo (v.20).
O jovem se anima para demonstrar que era zeloso com a guarda dos Mandamentos, mas na realidade sabia que o seu zelo não era suficiente. A sua nova pergunta demonstra essa verdade: “Que me falta ainda?”. Talvez o jovem houvesse presenciado alguns dos vários debates entre Jesus e os principais líderes judaicos e fosse convencido da necessidade de mudanças no seu interior.

Os discursos de Jesus causavam um grande desconforto aos praticantes do judaísmo, em especial os escribas e fariseus. Eles eram os mestres da lei, bem como os principais beneficiários das interpretações que eles mesmos faziam dela. Os principais líderes religiosos, independente da situação de Israel em relação com os dominadores, sempre eram beneficiados pelo seu poder de influência e dominação. O Reino de Deus propagado por Jesus visava salvação, bem-estar, prosperidade e felicidade para todos e não para um grupo específico. Jesus expõe a verdadeira justiça do Reino dos Céus com base na lei, nos profetas e nos salmos. Portanto, a base era a mesma, o que diferenciava era a interpretação.

Pense! 
Jovem, falta-te algo para “conseguir a vida eterna”?

Ponto Importante 
Os preceitos morais e éticos dos Mandamentos são importantíssimos, mas não têm a função de compensar a injustiça oriunda do amor ao dinheiro.

II. O PERIGO DE PERDER A VIDA ETERNA DEVIDO AO APEGO DEMASIADO AOS BENS MATERIAIS 

1. O apego excessivo aos bens materiais impediu o jovem de seguir Jesus (v.21,22).
A resposta de Jesus não foi o que o jovem esperava ouvir: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me”. Ele que, aparentemente almejava ser um seguidor de Jesus e queria a vida eterna, se vê impossibilitado pela falta de desprendimento de seus bens. O que chama a atenção é que o diálogo se encerra imediatamente, por que o jovem não consegue disfarçar a sua insatisfação. Assim que ouve a resposta de Jesus, ele fica triste, retira-se e não interroga mais o Mestre. Mateus deixa bem claro o motivo de sua tristeza e rejeição ao convite de Jesus: “Porque possuía muitas propriedades”. Alguns pregadores, erroneamente, se aproveitam dessa passagem para exigir e tirar contribuições forçadas de fiéis.

Entretanto, vender todos os bens e entregá-los aos líderes religiosos não são uma condição para a salvação. O que Jesus mostra é que o apego demasiado aos bens materiais distancia o ser humano do projeto de Deus. Jesus, na Parábola do Semeador, já havia destacado o perigo de a sedução das riquezas sufocar a Palavra (Mt 13.22). Ele compara essa experiência com a semente (Palavra) semeada entre os espinhos, símbolo dos cuidados deste mundo e da sedução das riquezas, que sufocam a Palavra recebida. A Palavra de Jesus foi semeada em um terreno (coração) que não estava apropriado para germinar, apesar do interesse do jovem rico.

2. Jesus explica o que havia acontecido aos discípulos (vv.23-26).
Jesus, como de costume, tem uma conversa reservada com seus discípulos e revela o que havia acontecido. Ele evidencia que o apego demasiado às riquezas pode impedir a entrada no Reino dos Céus. Jesus primeiro afirma ser difícil um rico entrar no Reino de Deus (v.23) e na sequência, usa uma expressão bem conhecida dos judeus: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus”. Essa é uma linguagem hiperbólica para dizer que, na realidade, é impossível um rico, nas condições daquele jovem, se salvar.

Os discípulos, como em outras vezes, também não entenderam o que Jesus afirmou. Eles fazem o seguinte questionamento: “Quem poderá, pois, salvar-se?”. Os discípulos também eram influenciados pela crença popular de que as riquezas significavam bênção e era sinal da justificação de Deus (Dt 28.1-14). Embora os perigos da riqueza também sejam abordados no judaísmo (Pv 15.16; 30.8,9; Ez 7.19), Jesus esclarece que a verdadeira fonte de salvação é somente Deus (v.26).

3. A vida eterna é para os “pobres de espírito”.
As bem-aventuranças apresentadas por Jesus no Sermão da Montanha e registradas no Evangelho de Mateus 5.1-12 declaram serem felizes os pobres de espírito. A expressão “pobres de espírito” têm vários significados, como por exemplo: humildes, carentes, modestos e miseráveis. Contudo o Comentário Bíblico Pentecostal afirma que “os pobres de espírito são os que percebem que estão moral, espiritual e até fisicamente falidos e sem a graça de Deus. Eles estão conscientes de que sempre necessitam de Deus”.

Infelizmente muitos são pobres, mesmo tendo muitos bens materiais, pois não reconhecem a graça, o favor de Deus. Rejeitam a justiça divina, se tornam soberbos e opressores. Jesus não somente ensinou o caminho da bem-aventurança, como também testemunhou com seu próprio exemplo de vida. Jesus Cristo tendo tudo, escolheu, por amor a nós, viver como pobre (Zc 9.9 cf. Mt 21.5). Ele chorou pelos necessitados (Lc 19.41; Jo 11.35) e tratou a todos com humildade e mansidão (Mt 11.29); teve fome e sede de justiça (Mt 17.17; 21.12,13). Jesus foi misericordioso (Mt 9.13) e perseguido por causa da justiça (Jo 11.46-53).

Pense! 
Jovem, você tem se apegado de maneira exagerada aos bens materiais?

Ponto Importante 
A salvação não é exclusiva de um grupo de pessoas. A vida eterna, com Deus, está reservada a todas as pessoas que são “pobres de espírito”.

CONCLUSÃO 
Aqueles que amam os bens materiais e os colocam em primeiro lugar correm o risco de perder a vida eterna com Deus. O cristão deve seguir o estilo de vida de Jesus, que não somente ensinou o caminho da vida eterna, como também testemunhou com seu próprio exemplo de vida.

ESTANTE DO PROFESSOR 
CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A Justiça sob a Ótica de Jesus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2017.

HORA DA REVISÃO 

1. Qual a primeira pergunta que o jovem rico fez a Jesus? 
Bom Mestre, que bem farei, para conseguir a vida eterna?

2. Com qual doutrina o apóstolo Paulo contrastou a crença da salvação por méritos? 
Com a doutrina da justificação pela fé.

3. Qual a atitude do jovem rico diante da resposta de Jesus? 
Assim que ouve a resposta de Jesus ele fica triste e se retira.

4. Qual foi o motivo que levou o jovem rico a rejeitar o convite de Jesus e se entristecer? 
O evangelista deixa bem claro que o motivo da tristeza do jovem rico e da re­jeição ao convite de Jesus foi “porque possuía muitas propriedades”.

5. Em qual das suas parábolas Jesus destaca o perigo da sedução das riquezas sufocar o efeito da Palavra de Deus? 
Na Parábola do Semeador (Mt 13.22).

SUBSÍDIO I 
“No mundo, as economias crescem, e se desenvolvem, graças à chamada globalização, em que se maximizam os lucros, através da diminuição dos custos, pela utilização da tecnologia avançada, ao lado do uso exploratório de mão-de-obra barata, nos países emergentes. A vida de milhões de pessoas melhorou, graças à maior produção de bens, e de oportunidades de trabalho. Porém, ainda há muitos milhões de excluídos dos resultados econômicos; há muitos pobres e miseráveis que não tem sequer o mínimo de calorias para manter uma vida saudável, por comerem somente uma vez por dia. Eles estão por aí, na periferia das cidades e metrópoles; e alguns são evangélicos. Pasmemos: há igrejas, onde o luxo é tão grande, que os miseráveis não conseguem entrar. E nem são bem recebidos. São as igrejas da ‘classe A’! Um pastor me disse que, numa igreja, quando um pobre vai à frente, seu nome sequer é anotado. É aconselhado a ir procurar uma igreja mais próxima de sua casa, que tenha pessoas do seu nível social. Nessas igrejas, o carpinteiro de Nazaré talvez se sentisse pouco à vontade. Para os excluídos, não adianta pregar apenas com palavras. É necessário demonstrar amor por eles, falando e agindo; pregando, e dando o pão cotidiano; assistindo, dando o peixe, e, mais que isso, ensinando a pescar, para que experimentem algum tipo de ascensão social” (RENOVATO, Elinaldo. Perigos da Pós-modernidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p.216).

SUBSÍDIO II 
“O fim da Lei era produzir uma justiça, isto é, uma forma de organização de vida que levasse os que a seguissem a agir de maneira justa e solidária, a partir do coração, e não meramente observando mecânica e friamente a regras (Lv 19.15; Dt 4.5-8; Is 1.10-17; 22.3,16; Mq 6.6-8; Zc 7.8-14). Um simples exemplo ilustra o ponto. Quando procurado por uma figura ilustre da sociedade e questionado acerca do que deveria ser feito para se herdar a vida eterna, Jesus disse-lhe que era necessário guardar os mandamentos. Sem titubear, o interlocutor respondeu ao Mestre que isso ele já fazia desde a sua juventude. Entretanto, a observação feita por Jesus na sequência demonstra que a observação rigorosa dos mandamentos não passava de uma atitude cuja motivação era apenas o cumprimento mecânico e frio: ‘Se queres ser perfeito [teleios], vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me’ (Mt 19.21). A Bíblia de Estudo Palavras-Chave faz uma distinção importantíssima a respeito da expressão teleios, dizendo que ela não ‘deve ser confundida com anarmatetos’ expressão grega cujo significado é ‘sem pecado’. Isso não é exigido do ser humano, pois apenas Deus não tem pecado (Mt 19.17 cf. Jo 8.7 e 1Jo 1.8-10; 3.5), mas agir de forma verdadeira é possível” (CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte: A justiça sob a ótica de Jesus. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2017, p.78). https://marcosandreclubdateologia.blogspot.com/