14 junho 2011

Cristãos iraquianos não veem fim para a intolerância religiosa

  
 
Vila cristã na planície de Nínive 
IRAQUE (8º) - Um dos líderes, no Iraque, disse que os cristãos do país acreditam “não haver futuro” para eles, mas também não fogem para outros países vizinhos, porque a região vive em uma atmosfera de incerteza política.

Bashar Warda, arcebispo de Erbil (região norte do Iraque), descreveu os conflitos que ocorreram após a morte de Arakan Yacob, um cristão ortodoxo pai de quatro crianças. Yacob foi assassinado a tiros em uma terça-feira, 31 de maio, em uma cidade próxima de Mosul.

Yacob não foi o último a ser morto, em uma série de ataques contra cristãos. Segundo Dom Warda, desde 2002 mais de 570 cristãos foram mortos por violência política motivada pela religião. Em entrevista, o arcebispo Warda disse que, desde a morte de Yacob, muitos fiéis querem sair do país.

Mas a saída do país se tornou mais difícil, pois os países vizinhos, Síria e Turquia, vivem em clima de incerteza e fortes crises políticas. Ambos os países já haviam providenciado templos para os cristãos, que fugiam do Iraque desde 2003, quando a violência religiosa cresceu vertiginosamente, com a queda do então ditador, Saddam Hussein.

“O último assassinato aumenta ainda mais a visão de que não há futuro para o país. Não importa quantas vezes você diga às pessoas que as coisas estão melhorando. Elas olham ao redor e veem o que realmente está acontecendo.”

O arcebispo não faz segredo sobre os dados de violência no país. Ele apresentou o dado de que, desde 1980, o número de cristãos no Iraque despencou de 1 milhão e 400 mil para a quantidade mínima de 150 mil. Por esse motivo, muitos cristãos iraquianos fogem do país. Ele também disse que, entre 2006 e 2010, 17 sacerdotes iraquianos e dois bispos foram sequestrados, espancados e torturados por seus sequestradores.

Tradução: Lucas Gregório  PORTAS ABERTAS


Fonte: Aid to Church

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