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26 outubro 2011

Petição em favor do Pastor Yousef Nadarkhani

Quanto vale um louvor?


Quanto vale um louvor?
A indignação que estou sentindo neste momento, me leva a escrever este texto.
Quanto vale um louvor? Esta pergunta tem muitas respostas e argumentos, mas será que realmente é necessário cobrar uma quantia exorbitante para louvar o nosso Deus. Esta semana liguei para determinado empresário, para saber quanto custaria para que determinado Ministério comparecesse a um evento que será realizado por nossa Igreja, e fiquei espantado, indignado – poderia usar muitas outras expressões – e irritado com o absurdo que ouvi. Ele teve a coragem de falar que o Ministério está “bombando”,
uma expressão maravilhosa para quem se propõe a representar um Ministério de Louvor que tem um trabalho tão abençoado por Deus, e mandou a seguinte frase: “fica em R$ 5.000,00 todo o grupo, técnicos e transporte”. Isso mesmo – vou escrever por extenso para que vocês não duvidem – cinco mil reais.
Quando comecei este texto, afirmei que a pergunta que dá nome a este, tem muitas respostas e argumentos, até entendo que aquele Ministério, estudou, se dedicou para chegar a um nível quase perfeito, mas estamos falando de louvar o nome do Senhor. Ou será que eles estão achando que vamos fazer um grande show, com milhares de pessoas, e que cada vez mais eles vão ficar conhecidos e famosos, e dar cada vez autógrafos? Será essa a intenção?
Não vou ser hipócrita de dizer que gostaríamos que nosso evento tivesse uma grande quantidade de pessoas, e que estas mesmas pessoas ficassem felizes com a presença de um Ministério tão abençoado, se convertessem, ou então voltassem para os pés do Senhor, já que este é lugar de onde nunca deveriam ter saído, e que com isso pudéssemos arrecadar uma boa quantia para aplicarmos na obra da casa de Deus e em nosso projetos sociais, sim gostaria.
Mas aquele que se dedica a louvar o nome do Senhor, não tem que colocar um empresário para cuidar de sua “carreira”, mas sim alguém que entenda as circunstâncias espirituais e materiais de determinados convites. Dessa forma agiria com sensatez e assim cresceria espiritualmente, sendo assim estariam ajudando aqueles que, por muitas vezes, só não conseguem atingir mais vidas por não terem esse tipo de ajuda.
Aproveitando quero dizer que o empresário em questão ainda faz uma promoção, isso mesmo, leve dois e pague o segundo com desconto. Vou explicar, é que um levita – para não usar a expressão cantor – empresariado por ele, vai lançar seu Cd um mês antes do nosso evento, então para aproveitar a carona do Ministério que seria contratado, nós pagaríamos a passagem dele mais R$ 1.000,00, a título de despesa (“cachê”).
É uma pena vermos que o nome do Senhor está sendo usado para promover eventos, cantores (levitas), bandas (ministérios) e até igrejas, como vemos por aí - lembrando que haverá no Maracanã o evento Show da Fé -.
Desde de quando a fé faz show? O máximo que podemos dizer é que sermos cheio do Espírito Santo é “show”, e que Deus dá “show” no inimigo.
O nome do Senhor é algo maravilhoso, apenas soletrar o nome dele é algo que devemos fazer com respeito, admiração, amor, e muitos outros sentimentos que traduzam a Paz que Ele nos dá.
Os Ministérios e os Levitas da casa do Senhor, podem cobrar o quanto quiserem para se apresentar, mas soaria melhor, mesmo que cobrando as quantias absurdas que cobram, se falassem que estão cobrando uma oferta de R$ 5.000,00.
Paro por aqui, pois já falei sobre o que acho de tal atitude. Agora fico aguardando a opinião daqueles que fazem e daqueles que vão aos shows.
Deus abençoe
Luiz Otavio Medeiros
colaboração do Coral Ebenézer

LIÇÃO 5 – ELISEU, O PROFETA QUE DEFENDEU SEU PAÍS


4º Trim. 2011 - JUNIORES – CPAD - Lição 5: Eliseu, o Profeta que Defendeu seu País
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema:
 Deus fala com o seu povo
Comentarista: Laudicéia Barboza da Silva

Texto Bíblico:2 Reis 6.8-23
Ao Mestre
Prezado (a), Eliseu teve um ministério extremamente eficaz em toda a nação de Israel como em outras nações. Hoje veremos acontecimentos que envolvem o rei da Síria.
Deus sempre procura servos fiéis que se posicionem afim de que, o Nome DELE seja glorificado.
Abaixo um mapa que poderá auxiliá-lo (a), na aula desta semana.
Fonte:www.mentesbereanas.org
Deus continue a abençoar o seu ministério. Boa aula!
Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a confiar que Deus sempre está a nos proteger. Não importa dificuldade que venha a nos afligir, sempre ELE está conosco e nos salvará.
Exercitando a memória
“Deus mandará que os anjos Dele cuidem de você para protegê-lo aonde quer que você for.” (Sl 91.11 – NTLH).
Deus sempre está a nos proteger. Lemos nas Escrituras que uma das funções dos anjos é proteger os servos de Deus. Os anjos são mensageiros de Deus, logo também nos transmitem suas ordens. Eles não ficam visíveis, a não ser em ocasiões que seja necessário, eles sempre cumprem fielmente as ordens de Deus.
Crescendo no conhecimento
Crianças, hoje continuaremos aprendendo sobre o profeta Eliseu, lembram-se dos milagres que Deus realizou através dele: Isso mesmo, água foi purificada, veneno foi tirado de um cozido, pães foram multiplicado e muitos comeram. Que coisas maravilhosas aconteceram, não é mesmo?
Nos dias do profeta Eliseu, houve guerra intermitente entre Israel e a Síria. O rei da Síria se chamava Ben-Hadade e planejou várias emboscadas para apanhar o rei de Israel. Mas o profeta Eliseu mandou um recado ao rei de Israel, avisando-lhe que não fosse para perto daquele lugar, pois os sírios estavam ali esperando escondidos para atacá-lo.
Então o rei de Israel avisou os homens que moravam naquele lugar, e eles ficaram alerta. Isso aconteceu várias vezes. O rei da Síria ficou muito aborrecido; então chamou os seus oficiais e lhes perguntou:
— Qual de vocês está do lado do rei de Israel?
Um deles respondeu:
— Nenhum de nós, ó rei. O profeta Eliseu é quem conta ao rei de Israel tudo o que o senhor fala até mesmo dentro do seu próprio quarto.
Então o rei ordenou:
— Descubram onde ele está, que eu o prenderei.
Contaram-lhe que Eliseu estava em Dotã, e ele mandou para lá uma grande tropa de soldados com cavalos e carros de guerra. Os soldados sírios chegaram de noite à cidade e em silêncio cercaram toda a cidade.
No dia seguinte cedinho, o empregado de Eliseu levantou-se e saiu de casa para apanhar água. Então ele viu as tropas sírias com os seus cavalos e carros de guerra, cercando a cidade. Geazi tomou um susto!!!
Voltou correndo e entrou em casa gritando para Eliseu:
— Senhor, nós estamos perdidos! O que vamos fazer?
Mas, Eliseu já sabia o que estava acontecendo e disse:
— Não tenha medo, pois aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles.
Então Eliseu orou assim:
— Ó SENHOR Deus, abre os olhos do meu empregado e deixa que ele veja!
Geazi não entendeu nada e pensou: “como que eu veja? Eu não sou cego!”
Deus respondeu à oração de Eliseu e fez com que Geazi visse algo que ele nunca imaginou ver, ele viu que ao redor dele e de Eliseu o morro estava coberto de cavalos e carros de fogo, eram anjos que vieram para protegê-los.
Quando os sírios viram Eliseu atacaram, mas Eliseu não estava com medo e orou assim:
— Ó SENHOR Deus, faze com que esses homens fiquem cegos!
Deus respondeu à oração de Eliseu e fez com que os soldados sírios ficassem cegos.
Então Eliseu foi falar com eles e disse:
— Vocês estão no caminho errado; esta cidade não é a que estão procurando. Venham comigo, que eu vou levar vocês até o homem que estão procurando.
E os guiou até a cidade de Samaria, onde todos os soldados israelitas estavam.
Logo que chegaram lá, Eliseu orou assim:
— Ó SENHOR Deus, abre os olhos deles e deixa que eles vejam.
Então Deus fez com que os sírios enxergassem de novo, e eles viram que estavam dentro da cidade de Samaria, cercados pelos soldados israelitas, que imediatamente os prenderam.
Então o rei de Israel, perguntou a Eliseu:
— Devo matá-los, senhor? Devo matá-los?
Mas Eliseu respondeu veemente:
—Não! De jeito nenhum! Por acaso, o senhor mata os soldados que são feitos prisioneiros na guerra? Dê de comer e de beber a estes aqui e deixe que voltem para o rei deles.
Então o rei de Israel mandou fazer uma grande festa para aqueles sírios. E, depois que comeram e beberam, ele os mandou de volta para o rei da Síria são e salvos. E todos aqueles soldados e muitas pessoas na Síria creram no Deus de Israel, um Deus poderoso que realiza milagres e ainda cuida do seu povo. Daí em diante os sírios pararam de atacar a terra de Israel.
Aplicação da Lição
Professor (a) enfatize aos pequenos que vários eventos descritos nas Escrituras, demonstram que  claramente que os milagres de Eliseu foram realizados com o intuito de produzir fé em Deus tanto em Israel como em outras nações.  Não somente a cura do general Naamã, como a captura e livramento do exercito que veio para aprisioná-lo, testemunharam do poder de Deus.
E todos que fazemos parte da Igreja de Cristo, também devemos estar neste mesmo propósito, servir a Deus com integridade e justiça, para que ELE se torne conhecido através de nossas vidas.
Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – Edição 2003
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com crianças – Editora Hagnos – Edição 2009
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro - Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8º Edição/2009
·         www.iprb.org.br
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

LIÇÃO 5 – NÃO SEJA ARROGANTE, SEJA TEMENTE


4º Trim. 2011 - PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD - Lição 5: Não Seja Arrogante, Seja Temente
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRÉ-ADOLESCENTES - CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema: Escolhas que Agradam a Deus
Comentarista: Ângela Sueli Silva da Costa

Texto bíblico: 2 Cr 26.4.8 16-18
E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.
E os amonitas deram presentes a Uzias, e o seu renome foi espalhado até à entrada do Egito, porque se fortificou altamente.
Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso.
E resistiram ao rei Uzias e lhe disseram: A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Arão, que são consagrados para queimar incenso; sai do santuário, porque transgrediste; e não será isso para honra tua da parte do Senhor Deus.
O texto acima retrata de uma forma breve a historia de Uzias, um rei de Israel que bem novo iniciou seu reinado, precisamente na sua adolescência.
A sua dedicação e vontade de seguir ao Senhor o fez um rei muito prospero em todos os sentidos, pois o Senhor o fez prosperar, lhe dando condições de dirigir o povo bem como
Trabalhar pela nação.
Uzias foi abençoado também na sua vida pessoal, Deus lhe concedeu inteligência e sabedoria, para que além de rei desenvolvesse outras habilidades.
Por fim Uzias se deixar levar pelo engano de seu coração, pois se exalta e se torna orgulhoso a ponto de interferir na soberania de Deus, ou seja, Uzias fez o que na Lei do Senhor era proibido;
oferecer sacrifícios sem ser um sacerdote. O resultado foi a sua destruição como rei.
Introdução
Neste trimestre continuamos a estudar as escolhas que agradam a Deus, isto se dá pelo fato de que ao sermos salvos por Deus, temos ainda uma vida pela frente até a volta de Cristo.
Esta vida deve ser de um constante aperfeiçoamento espiritual.
Mas para crescermos temos por algumas vezes de fazer escolhas, e´ justamente estas escolhas que estamos estudando, sabemos que embora salvos não perdemos a natureza pecaminosa, ela deve ser combatida ao todo estante, para fazermos isto muitas vezes temos de negar a nós mesmos e fazermos as escolhas que agradam a Deus.
Nossa lição de hoje aborda a questão do orgulho, e nos indica a escolha da humildade, se assim o fizermos certamente não seremos arrogantes, mas sim tementes a Deus.
Para ilustrar a lição temos um exemplo bíblico que iniciou sua vida de rei bem novo ainda na adolescência, isto nos deixa o exemplo de que, ser adolescente não elimina o perigo do orgulho tomar o nosso coração.
I- Um rei adolescente, pode?
A Bíblia é um livro cheios de exemplos de vida, tanto de exemplos a serem seguidos, como os que não devem ser seguidos, e estes exemplos não se aplicam apenas a personagens de idade avançada. A vida do rei Uzias é um exemplo disto, ele iniciou a vida como rei ainda na adolescência.
Muitos outros exemplos a Bíblia nos dá, Daniel e seus amigos também foram jovens que tiveram que tomar decisões importantes, servir ou não a Deus, lembremos a sua situação difícil; eles haviam sido levados como escravos para a Babilônia, mesmo longe e de casa, da sua nação eles decidiram não ser contaminar, por fim Deus os abençoou muitíssimo.

O mesmo se dá como o jovem José, perseguidos por seus irmãos mais velhos, ele continuou servindo a Deus, mesmo vendido como escravo no Egito não desistiu da sua fé, ao contrario continuou sendo fiel, ate mesmo na prisão. Por fim o Senhor reverteu a sua situação, após
Algum anos ele veio a ser tornar o governador do Egito.
O mesmo se deu com Uzias, ainda adolescente ele decidiu servir a Deus, conforme seu pai havia feito, como resultado Deus o abençoou muito, mas infelizmente a historia de Uzias não termina bem, pois ele invés de manter a sua posição diante de Deus, permitiu que um sentimento ruim domina-se seu coração, o orgulho.
II- Os feitos do jovem rei
Todos os f eitos de Uzias não se deu pelo fato dele ser jovem, e bem disposto a trabalhar, mas seu sucesso foi exatamente pelo fato de ter se dedicado a buscar a Deus, observe a narrativa bíblica no livro de 2 cronicas:
E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Amazias, seu pai.
Porque deu-se a buscar a Deus nos dias de Zacarias, sábio nas visões de Deus; e, nos dias em que buscou o Senhor, Deus o fez prosperar. (2Cr 26.4,5)
O texto é claro ao afirmar que Deus o fez prosperar nos dias em que se deu a buscar a Deus, portanto todos os seus feitos foram realizados não por sua própria capacidade, mas porque o Senhor o abençoou;
A narrativa bíblica nos mostra o quanto Deus o engrandeceu:
- guerreou contra os seus inimigos e os venceu
- edificou cidades
- recebeu presentes de antigos adversários
- seu renome foi espalhado entre nações
- edificou torres em Jerusalém, e as fortificou.
- edificou torres no deserto e cavou muitos poços
- porque tinha muito gado, lavradores e vinhateiros, campos férteis.
- tinha um grande exército de homens destros nas armas
- preparou-lhes para todo o exército, escudos, e lanças, e capacetes, e couraças, e arcos, e até fundas para atirar pedras.
- Também fez em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras;
Enquanto Uzias buscava a Deus Ele o abençoou muitíssimo até que voou a sua fama até muito longe, todos os povos ouviam falar da sua sabedoria, da grandeza do seu reino, e da sua excelente trajetória, pois um jovem que bem cedo teve essa grande incumbência, ou seja, substituir seu pai no reinado.
Por fim havia alcançado o sucesso e prosperidade.
III- O orgulho real
O texto declara que Deus o ajudou até que se tornou forte (2Cr 26.15c)
Se levarmos em conta que ele começou a reinar ainda jovem e inexperiente, podemos crer que Deus o auxiliou como um filho nos primeiros passos da vida, com o passar do tempo se desenvolveu ao ponto de andar sozinho. Uzias passou por este processo, a sua vida teria sido outra se neste momento tivesse feito a escolha certa.
Ele deveria ter escolhido a humildade, ter reconhecido que cheguei ate ali unicamente por que Deus o ajudou, e deveria ser grato a Ele, não fazendo algo extraordinário, mas apenas sendo humilde e reconhecedor da bondade de Deus.
Mas ao contrario disto ele se deixou levar pelo engano do orgulho, pois o seu coração se exaltou-se.
Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso. (2Cr 26.16)
O resultado foi a corrupção do seu caráter, orgulhoso Uzias agiu com arrogância, pois se julgou tão importante e grande que poderia desfazer das leis do Senhor. Uzias entrou no templo do Senhor e tomou um incensario para oferecer incenso a Deus, mas isto era algo que tinha de ser feito somente pelos sacerdotes, porem Uzias achando acima de toda lei desagradou a Deus muitíssimo.
No mesmo momento que ele realizou este fato Deus os castigou fazendo aparecer em sua testa à lepra, lepra era uma doença terrível a qual simbolizava o pecado, deste modo Deus estava mostrando a todos e a Uzias também, que ele havia pecado contra Deus.
Naqueles dias um leproso era obrigado a viver separado da comunidade, pois alem de ser uma doença contagiosa o leproso era visto como uma pessoa imunda.
Na Lei que Deus deu a Israel, uma pessoa leprosa era considerada imunda (Levítico 13:2-3).
Quando era descoberta a imundícia da lepra, não se media esforço para se livrarem dela. Pessoas leprosas foram publicamente identificadas e afastadas da congregação para não contaminar outros. Assim ocorreu com Uzias, foi separado do seu reinado, da sociedade.
IV- A conseqüência do orgulho
As conseqüências do orgulho na vida de Uzias foram muitos trágicas, podemos afirmar que ele perdeu tudo quanto tinha, apenas lhe restou uma doença terrível ao qual consumiu a sua vida,
Seu reinado prospero foi passado a outro, seus amigos, servos e servas,e tudo quanto tinha não estava mais sob seu controle.
O mais difícil de tudo estava também no fato de não poder mais estar na presença de Deus, na bíblia a exemplos de pessoas que pecaram contra Deus e foram acometidas de lepra, mas houve arrependimento e consequentemente a restauração, mas quanto a Uzias a bíblia não menciona este fato, tal pode ser ao fato de que ele se deixou seu coração dominar pelo orgulho ao ponto de se corromper totalmente, de modo que não pode mais se arrepender. Um triste fim para um jovem que tinha tudo para ser bem sucedido.
O orgulho
Segundo o dicionário orgulho é: Sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez. Conceito elevado ou exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba.
O orgulho sufoca, cega, destrói, mata, derruba, é um pecado mencionado com bastantefreqüência na Bíblia e todas as suas menções indicam que Deus o reprova. Deus realmente abomina o sentimento de orgulho!
Todo ser humano que cai nesta perigosa cilada enfrenta a Deus todo poderoso sem a menor consideração e temor. Isto porque o orgulho cega o entendimento. Ele faz seus escravos pensarem que podem tomar o lugar de Deus ou que podem ser pessoas superiores às outras. Mas isto é engano, um caminho que leva tudo à destruição.
O primeiro pecado mencionado na Bíblia é o orgulho. O diabo queria ser como Deus, queria destroná-lo ele se orgulhou da sua beleza, Assim nasceu a primeira contenda no céu. Um terço dos anjos foram seduzidos. Acreditaram nas promessas do suposto futuro “senhor” de tudo. Se encheram de orgulho influenciados pelo diabo. A propósito, aqueles que pensam que o sentimento de orgulho não traz contenda e desordem, estão completamente errados. O orgulho causa confusão, contenda, mágoa, brigas, discussões, divisões, etc. Além disso, o cristão quando é orgulhoso envergonha o nome de Cristo, pois isto contraria tudo o que o Mestre ensinou e viveu.
Conclusão
Jesus, além de ser o nosso Salvador, foi o maior Mestre que pisou na face da terra. Suas maiores lições sempre tinham a ver com humildade. Ele sabia que a falta de humildade causava destruição, ruínas, separação, tristeza, e o pior de tudo, entristecia a Deus. Foram de Jesus as palavras:
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5.5)
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. (Mateus 5.11)
Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. (Mt 5.18)
Que nós possamos ter um coração desejoso de buscar a Deus, e se Ele por sua bondade nos abençoar, que possamos sempre ter em mente que sem Ele não podemos fazer nada de nós mesmos, mas tudo é por Ele.
Que o exemplo de Uzias nos sirva de lição para jamais permitirmos nosso coração se envaidecer escolhendo o caminho do orgulho, mas que a humildade e o temor a Deus, seja a nossa escolha.
Que Deus os abençoe.
Colaboração para o Portal Escola Dominical- Profº Jair César S. Oliveira

LIÇÃO 5 – TRABALHANDO EM EQUIPE


4º Trim. 2011 - ADOLESCENTES – CPAD - Lição 5: Trabalhando em Equipe
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2011
Tema: O atleta cristão
Comentarista: Silas Daniel

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Identificar as tentações que buscam minar a unidade da Equipe de Cristo;conscientizar-se da necessidade de manter-se unido, pois somente através da união verdadeiramente somos Corpo de Cristo, não há como ser Corpo sem a devida união de todos os membros para execução das funções de forma eficiente.
Para refletir
Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos.”(Sl 133.1 – ARA).
A união que este Salmo descreve, expressa a mesma verdade espiritual que João 15.1-9; 17.20-25. Não é somente a união de cada irmão individualmente com o SENHOR, mas também com os irmãos – somente com esta união poderemos apresentar um testemunho eficiente perante o mundo para que vidas sejam alcançadas e conduzidas à Deus.
Texto Bíblico em estudo: 1 Co 12.12-14,17-23.
Introdução
A diversidade no Corpo não surge por acaso; é planejada por Deus e é essencial. Por isso, não deve existir inveja, vangloria, timidez, preguiça ou ambição. Os membros não podem funcionar no Corpo sem o apoio e serviço dos demais membros.
Na Equipe de Cristo, todos são importantes
A função de cada membro não é escolha nossa, mas de um Deus Soberano que opera tudo em todos.O Senhor fez assim para que não nos ensoberbecemos e pensemos que a vida cristã pode ser edificada individualmente, fora do Corpo de Cristo:
"Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular"(I Cor 12.25-27).
Também para aprendermos que todos os membros são importantes, até mesmo os mais fracos: "Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela" (I Co 12.22-24).
Todos os membros são importantes para a edificação do Corpo de Cristo, bem como todos os dons que esses membros possuem da parte do Espírito, por isso, nem Jesus que é a cabeça diz que não precisa deles:
"Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós"(I Co 12.20-21).
Na Equipe de Cristo, devemos cuidar uns dos outros
Sabemos que a Igreja é o Corpo de Cristo. O apostolo Paulo diz que da Igreja o Cristo é a cabeça, e nós somos os membros. Formamos um único corpo. Somos na verdade um corpo, o corpo de Cristo. Ele viveu sua vida em seu corpo terreno, nascido de Maria.
Nós, Igreja, formamos o seu corpo místico, unidos a Ele como o corpo se une à cabeça. A Igreja é o corpo de Cristo. Ora, se ao recebermos a  Santa ceia, participamos do Corpo de Cristo, evidentemente também devemos ter comunhão com a Igreja. Toda a ordenança foi deixado por Deus à sua Igreja. Não existe ordenança para ser celebrado individualmente, mas em Igreja.
Assim devemos guardar esse relacionamento com a totalidade do Corpo místico de Cristo – a Igreja. Termos comunhão com a Igreja.
Nunca sozinhos. E em cada Santa Ceia, celebramos com a Igreja inteira, unidos misticamente a ela, como Corpo de Cristo. É importante lembrarmos disso para não ficar pensando que a comunhão é simplesmente um acontecimento entre eu e Deus. A Igreja é realidade necessária também na comunhão.
A Santa Ceia, é importantíssima para nossa comunhão com Deus,  é a fonte e o ápice da vida cristã. E a vida cristã é vivida em Igreja. Somos o Corpo de Cristo. Guardamos relações uns com os outros, com a Igreja inteira. Por isso, não se celebra a Santa Ceia numa única intenção, com uma única pessoa, grupo ou movimento, é sempre celebrada em união com toda a Igreja, com a Igreja.
Paulo escrevendo aos em l Cor 10.17 diz:
“Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão.”
Unindo-nos, pois participamos da mesma mesa, tomando o mesmo alimento. Daí que a comunhão não é só um acontecimento pessoal, mas eclesial, ligando-se à uma realidade maior, a toda a Igreja. Por outro lado, já que falamos de corpo, nós costumamos cuidar de nosso corpo, e isso deve acontecer. É justo e natural que cuidemos de nosso corpo. Pois bem, se somos Corpo de Cristo, Igreja, devemos também cuidar desse corpo.
Como Igreja, devemos cuidar dessa união. A unidade da Igreja diz respeito a todos nós, e a preocupação com ela deriva da própria realidade. Cuidar do corpo eclesial e de sua unidade é obrigação derivada da participação da Santa Ceia. E o cuidado com o corpo eclesial se dá, fundamentalmente, pela participação na comunidade.
Cuidamos da Igreja a partir de dentro, como quem dela faz parte. Da mesma maneira que cuidamos de nossa família. Não cuidamos dela como algo exterior, como se fosse exterior a nós e como se pudéssemos viver sem ela. Cuidamos a partir do interior, como interessados.
Esse cuidado se manifesta, claro, na oração que fazemos por toda a Igreja. Quando oramos, não oramos apenas por nós, mas por toda a Igreja. Mas é preciso mais que apenas oração, é preciso participação. Não freqüência simplesmente mas, participação, interesse, envolvimento.
A comunidade é construção nossa, somos nós que a fazemos. A Igreja é esta comunidade. Cuidamos de nosso corpo, cuidamos também do corpo eclesial. E é preciso que dele cuidemos que nos interessemos pelas coisas da comunidade, da Igreja, por sua situação, suas necessidades, suas realizações. Igreja não é os outros. Igreja somos nós. Sou também eu, que participo da Santa Ceia.

Alimentamo-nos de Deus para que nos tornemos capazes de nos alimentarmos uns aos outros, através da partilha e da caridade. Não se pode perder isso de vista, sob o risco de perder o significado mesmo da eucaristia. Não se pode falar do Corpo de Cristo e esquecer tantos irmãos nossos que fazem perdurar em seus corpos o sacrifício de Jesus.
Tentações contra a unidade
O culto ao prazer no mundo de hoje produziu uma geração incapaz de suportar adversidades, atribulações, provações. A alta incidência de pessoas deprimidas, em nossos dias, provavelmente, esteja, em grande parte, no fato de que elas não foram preparadas para enfrentar os fracassos, as frustrações, as perdas e os revezes que a vida trás.
Infelizmente, muitos meios evangélicos divulgam a moderna teologia, não bíblica, da prosperidade e da vida sem problemas, com promessas de soluções fáceis, sem que a pessoa precise lutar e se esforçar por uma mudança radical de vida, através de um contínuo amadurecimento aos pés do Senhor Jesus Cristo. Não estão pregando o evangelho do Reino que trás a visão de que é somente em Cristo encontramos a graça que nos faz vitoriosos sobre os insucessos, derrotas, malogros e reveses de cada dia.
O caminho do aperfeiçoamento dos santos, necessariamente, envolve o aprender a suportar com paciência as adversidades e provações da presente vida. Jesus advertiu aos discípulos: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Um discípulo incapaz de suportar sofrimento e provação é inútil para o serviço de Deus. Entretanto, aquele que é capaz de manter louvor e gratidão a Deus no meio dos problemas e lutas, desfrutará de uma privilegiada comunhão com Ele e, com isso, estará se conformando com a sua imagem. Esse crescerá na fé e se aperfeiçoará.
A comunhão espiritual entre os discípulos precisa ser convergente para a pessoa de Cristo. Quando, na família da fé, tudo converge para ele há concórdia, conciliação, entendimento e harmonia. Na vida cristã comunitária é importante que tudo convirja para Jesus. Sendo Ele o Cabeça do Corpo – a igreja – e, se os membros do corpo correspondam à sua vontade, haverá harmonia nas expressões do corpo.
O discípulo maduro se relaciona e trabalha junto com seus irmãos na fé, mesmo que eles sejam diferentes uns dos outros e, até mesmo, com os que, pessoalmente, não lhe são simpáticos. Deus se agrada e espera a perfeita unidade daqueles que, na glória, comporão a família eterna. Na comunhão cristã não pode haver melindres, pois, todos são um em Cristo e, consequentemente, buscam, em primeiro lugar, fazer a vontade de Deus e não as suas preferências pessoais.
A exortação de Romanos 15.1-3 é: ”Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós, agrade ao próximo no que é bom para a edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim”.
Se nós somos maduros não entramos em debates e dissensões, antes, somos edificados na diversidade de dons e ministérios, sem perder a unidade.
Conclusão
A medida com a qual valorizamos os dons e talentos dos irmãos revela o grau de crescimento que já alcançamos. É infantilidade querer ser superior e aparentar maturidade aos demais. O discípulo maduro é capaz de valorizar as manifestações, mesmo simples, dos demais irmãos. Ele não anda ansioso para ser edificado por coisas “espetaculares”, pelo contrário, ele vê no crescimento do irmão, no testemunho que o outro dá, na alegria que vem da comunhão, na participação da mutualidade e de tantas outras coisas simples que a vida dos irmãos apresenta e podem edificá-lo.
Para crescer é necessário que submetamos as nossas habilidades e dons à serviço do corpo. Em Romanos 12.3-8 o texto, discorre sobre a vida da igreja e ressalta que ninguém deve pensar de si mesmo além do que convém. Ninguém pode achar que é tão espiritual, ou tão abençoado, que não necessite de se edificar com os dons e os frutos do Espírito que estão presentes nos demais irmãos.
DINAMICA
LIÇÃO 5 – TRABALHANDO EM EQUIPE
Meu irmão, meu apoio
Objetivo:Mostrar-lhes a importância de se apoiar no irmão.
Como Fazer:
Peça a todos os participantes que se apóiem em um pé só, onde deverão dar um pulo para frente sem colocar o outro pé no chão, um pulo para a direita outro para esquerda, dar uma rodadinha, e por fim abaixar-se e levantar-se.
Aplicação:
Não podemos viver com o nosso individualismo porque podemos cair e não ter força para levantar. Por que ficarmos sozinhos se temos um ombro amigo do nosso lado?
Unidos iremos mais longe, venceremos os obstáculos somando o melhor de cada um.
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

LIÇÃO 5 – A CONSPIRAÇÃO DOS INIMIGOS CONTRA NEEMIAS


4º Trim. 2011 - Lição 5: A Conspiração dos Inimigos Contra Neemias I
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2011

TEMA –  Neemias – integridade e coragem em tempos de crise

COMENTARISTA :  Elinaldo Renovato de Lima


                                   O capítulo 6 de Neemias dá-nos uma preciosa lição de que como devemos enfrentar a oposição dissimulada contra a obra de Deus.
INTRODUÇÃO
No capítulo 6 de Neemias, vemos uma outra face da oposição dos inimigos da obra de Deus: a conspiração.
- Assim como Neemias, precisamos ter discernimento espiritual para que não venhamos ser enganados pelas astutas ciladas do adversário.
I – A NOVA ESTRATÉGIA DO INIMIGO: A CONSPIRAÇÃO
- Na lição anterior, iniciamos o estudo do relato de Neemias com relação à forte oposição que enfrentou para a reedificação dos muros e das portas de Jerusalém, o que apenas confirma o que fora profetizado por Daniel de que tudo se faria “em tempos angustiosos” (Dn.9:25).
- Na lição de hoje, continuaremos a estudar esta oposição, pois, como verdadeira figura do diabo, que é o nosso adversário (I Pe.5:8), os inimigos de Neemias não descansaram, mesmo verificando que suas estratégias não estavam impedindo de a obra ser realizada. Assim, depois de terem tentado obstar a reedificação por meio da zombaria, da união das forças adversárias que lançaram o pavor e a distração e, por fim, através da divulgação de más notícias para trazer o desânimo, nem por isso desistiram de seu intento.
- Verificando Sambalate, Tobias e Gesem que, apesar de todas as suas armas, Neemias havia perseverado em fazer a obra e, juntamente com os judeus, já haviam edificado o muro, no qual não havia mais brecha alguma, mas ainda não tinham sido postas as portas nos portais, passaram a usar de um último recurso, qual seja, a conspiração, como diz o título de nossa lição.
- A palavra “conspiração” tem como raiz “-spir-”, que significa “sopro”, de onde vem a palavra “espírito”. “Conspiração” é uma união, uma concórdia, um acordo de espíritos e de vontades para se conseguir algo, uma maquinação, uma trama para se obter um determinado propósito.
- As Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, falam de “conspiração” em quatro passagens, duas das quais revelam tramas efetuadas na história de Israel para a derrubada de um rei (I Rs.16:20; II Rs.15:15), uma sobre a traição do rei de Israel em relação ao rei da Assíria e que levou ao cativeiro do reino das dez tribos (II Rs.17:4) e, por fim, a trama dos inimigos de Paulo para o matarem antes que fosse julgado pelo Sinédrio (At.23:12). No Antigo Testamento, a palavra utilizada é “qesher” (קשר), cujo significado é, precisamente, o de “aliança ilegal”, de “união para fazer mal”. Já em o Novo Testamento, a palavra utilizada é “sustrophé” (συστροφή), que tem o mesmo sentido de “união de pessoas desordeiras”, de “aliança secreta”.
- Vemos, pois, que a “conspiração” caracteriza-se por ser uma aliança de pessoas que buscam, de forma velada, secreta, o mal de alguém, que se unem para promover o prejuízo, o mal. Neste sentido, portanto, toda conspiração tem como característica a união de pessoas e o segredo de seu verdadeiro intento.
- Vendo os adversários que Neemias não havia parado de executar a obra pelas armas anteriores, buscaram, então, usar da estratégia da união velada, da maquinação secreta, a fim de poder, com isso, enganar Neemias e impedir a conclusão da obra, já que somente faltava pôr as portas nos portais.
O inimigo de nossas almas não age de modo diferente. Ele é “a mais astuta das alimárias do campo” (Gn.3:1) e, por isso, é o mestre da conspiração, o mestre da dissimulação. Como “pai da mentira” (Jo.8:44), ele usa do engano e da dissimulação como algo que é próprio da sua natureza, razão pela qual “engana todo mundo” (Ap.12:9). Por isso, como diz o apóstolo Paulo, não podemos ignorar os seus ardis, se quisermos vencê-lo (II Co.2:10,11).
- Diante da notícia de que a obra estava para ser terminada, Sambalate e Gesem enviaram mensageiros a Neemias e o convidaram a que se congregasse juntamente nas aldeias, no vale de Ono (Ne.6:2).
- Se bem analisarmos a oferta apresentada por Sambalate e Gesem, veremos que seria extremamente razoável para Neemias ir a este encontro no vale do Ono. Afinal de contas, toda a reedificação dos muros se fizera diante das ameaças de ataque militar por parte dos inimigos, como, aliás, por dez vezes, já havia sido anunciado pelos próprios judeus que moravam entre os inimigos (Ne.4:11,12).
- Verdade é que os inimigos, até aquele momento, não haviam feito qualquer ataque, mas não nos esqueçamos de que Samaria tinha um exército (Ne.4:2) e que a obra estava no final, não tendo ainda Jerusalém portas, o que ainda tornava precária a sua segurança. Como a obra estava no final, com o muro já completamente acabado, nada mais natural que Neemias, dando um gesto de boa vontade, fosse ao encontro dos inimigos para que se fizesse um acordo de paz, para que se desse fim àquela situação aflitiva que passava o povo, até porque “o pior já havia passado”.
- Este raciocínio, perfeito do ponto-de-vista humano, era precisamente o que os inimigos de Neemias queriam que fosse feito. Conforme nos diz o texto sagrado, por detrás daquela oferta aparentemente magnânima e razoável, escondia-se um mau intento, pois a Bíblia nos diz que o objetivo real de Sambalate e Gesem era fazer mal a Neemias (Ne.6:2 “in fine”).
- Temos aqui uma grande astúcia que, quase sempre, é utilizada pelo adversário de nossas almas: o uso da razão humana para nos enganar. Jesus foi claro ao dizer que o inimigo é perito nas “coisas dos homens”, embora nada saiba sobre as “coisas de Deus” (Mt.16:23). O adversário sabe como o homem pensa e, por ter este conhecimento, é capaz de nos manipular através da razão humana. Por isso, não podemos, no nosso dia-a-dia, usar apenas da razão humana, deixarmos de lado a orientação do Espírito Santo, pois, se assim procedermos, certamente seremos enganados e vencidos por Satanás.
- Neemias, porém, era um homem de oração, um homem que preservava a sua comunhão com Deus. Diante desta proposta, não se deixou enganar, mas enviou mensageiros a Sambalate e Gesem com uma resposta extremamente sábia: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer. Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?” (Ne.6:3).
Neemias analisou a oferta dos inimigos e verificou que ali não se encontrava a vontade de Deus. Apesar da situação aflitiva que se vivia, o fato é que a zombaria, a união das forças adversárias, o pavor gerado e o desânimo que atingira até parte dos construtores, nada disso tinha impedido a realização da obra, que já se encontrava na parte final. Deus tinha feito prosperar a obra e continuaria a fazê-lo. Assim, que proveito haveria em se ir até o vale do Ono para se fazer um acordo com os inimigos, que não tinham podido até ali impedir a realização da tarefa que o próprio Deus lhe ordenara?
- Precisamos ter esta mesma consciência. Quando o inimigo nos chama para uma “trégua”, para o estabelecimento de “tratativas” que, aparentemente, melhorem a realização da obra de Deus, devemos fazer como Neemias, ou seja, rejeitar todo e qualquer acordo com o adversário, pois a sua oposição é incapaz de impedir a realização da obra do Senhor. Não dependemos da boa vontade do inimigo para fazermos a vontade de Deus, mas tão somente da mão do Senhor sobre nós, da companhia do Senhor conosco para que a obra prospere, pois é o Deus do céu que nos faz prosperar (Ne.2:20).
- Ao longo da história da Igreja, constata-se, com tristeza, que muitos que estavam a realizar a obra com dedicação, apesar de todas as aflições, diante do convite para descerem ao vale do Ono, infelizmente aceitaram tal oferta diabólica, deixaram de fazer a obra, desceram e acabaram sendo prejudicados, bem como prejudicando a obra do Senhor, porque não perceberam que o objetivo do adversário era tão somente fazer-lhes mal.
- “Ono” era uma cidade do território de Benjamim e que havia sido construída ou restaurada por Semede (I Cr.8:12), e que tinha sido habitada por alguns judeus quando do retorno do cativeiro da Babilônia (Ed.2:33), provavelmente artífices, já que a região era chamada de “vale dos artífices” (Ne.11:35). Seu nome significa “forte”, porque devia ter sido fortificada no passado. Tratava-se, pois, de um lugar aparentemente seguro, onde havia aldeias de judeus, judeus laboriosos, onde não haveria risco para um encontro com os inimigos.
- No entanto, Neemias percebeu que, ao aceitar a oferta dos inimigos, ele pararia de fazer a obra, justamente quando ela estava no final. Como se isto fosse pouco, ele teria de fazer uma viagem do lugar onde estava, e para onde Deus o mandara, para ir a um lugar desconhecido, onde nada tinha que fazer daquilo que propusera em seu coração e para o que Deus o havia chamado. Sairia de um lugar “alto” (Jerusalém) para um lugar baixo (o “vale”). Deixaria a companhia daqueles que havia unido em torno de um propósito divino, para se reunir com pessoas que não tinham parte, justiça nem memória em Jerusalém.
- Eis um grande problema que aparece na vida de todo aquele que se dispõe a obedecer a Deus neste mundo. Os “vales de Ono” surgem como uma “fortaleza”, como uma localidade segura onde podemos descansar e sair das aflições e das dificuldades de nossa vida. Ali tudo parece ser “forte”, ali tudo parece ser vantagem e segurança. No entanto, neste vale, não poderemos fazer a obra de Deus; neste vale, não poderemos, de modo algum, fazer a vontade do Senhor e somente aquele que faz a Sua vontade permanece para sempre (I Jo.2:17).
- Há um grande problema quando o servo do Senhor acha que pode ser “forte”. Paulo nos ensina que o poder de Cristo em nossa vida se aperfeiçoa na fraqueza (II Co.12:9,10), ou seja, quando achamos que estamos fortes, não permitimos que o poder de Jesus se aperfeiçoe em nós e isto é fatal para nossa vida espiritual, pois, sem Cristo, nada podemos fazer (Jo.15:5).
Ir para “o vale de Ono” é dizer que não se necessita mais de Deus, é afirmar que se é possível, por si só, por sua própria conta e risco, deixar de fazer a obra de Deus e buscar uma “zona de conforto”, onde a oposição do adversário diminua, onde se possa desfrutar mais da vida, mesmo que ainda faltem as portas nos portais. Quantos, infelizmente, têm preferido ser “fortes” a concluir a obra de Deus!
- Não foi este, porém, o procedimento de Neemias. Ele, que havia deixado o palácio real em Susã, para enfrentar o desafio da reconstrução de Jerusalém, não tinha a menor vontade de “descer para o vale de Ono”. Seu lugar era Jerusalém, sua tarefa era fazer a obra do Senhor, que ainda não estava concluída, embora estivesse no fim. Neemias, analisando as coisas pelo aspecto espiritual, pergunta: “Por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?”
- Amados irmãos, também estamos no término da obra do Senhor, pois tudo nos mostra que Jesus está às portas, já que todos os sinais do arrebatamento da Igreja estão se cumprindo. Por que, então, devemos cessar a obra, deixando-a, para ir ao encontro do adversário?
- Os inimigos eram insistentes. Por quatro vezes, de modo incansável, tentaram demover Neemias de seu intento, mas o servo de Deus, nas quatro oportunidades, deu a mesma resposta aos adversários (Ne.6:4).
- Não há a menor possibilidade de estabelecermos uma trégua com o adversário de nossas almas, até porque ele é mentiroso e não é digno de qualquer crédito. Seu único trabalho é matar, roubar e destruir (Jo.10:10). Alguns objetam a alusão deste texto ao diabo, dizendo que Jesus, na passagem, estava se referindo aos falsos pastores, não ao diabo. No entanto, estes falsos pastores não passam de agentes do inimigo, de instrumentos da ação conspiratória do inimigo, até porque o próprio Jesus disse que o inimigo é homicida desde o princípio (Jo.8:44), de sorte que o trabalho de morte é, sim, orquestrado e originado no próprio adversário.
Toda e qualquer proposta de trégua ou de acordo com o mundo, o pecado e a maldade esconde o intento de fazer mal ao servo do Senhor que, se aceitar a proposta, estará irremediavelmente perdido. A aparência pode ser a melhor possível, como era Dalila para Sansão, mas o intento é sempre o pior possível: a destruição do servo do Senhor.
- O inimigo não se cansa e, portanto, por quatro vezes, insitiram Sambalate e Gesem com a oferta do encontro no vale de Ono. Neemias não se deixou vencer pelo cansaço, como, infelizmente, ocorreu com Sansão que, após tanta insistência, acabou abrindo seu coração a Dalila (Jz.16:15-17), o que foi a causa da sua derrota. Que aprendamos com estes dois exemplos e jamais aceitemos entrar em acordo com o adversário, que jamais deixemos Jerusalém em direção ao “vale de Ono”.
II – A CARTA ABERTA DE SAMBALATE
Após a quarta resposta de Neemias de que não desceria ao vale do Ono, Sambalate, então, usou de nova estratégia. Até então a conspiração havia se circunscrito a um diálogo, por meio de mensageiros, entre ele (juntamente com Gesem) e Neemias. Sambalate, então, resolveu levar ao conhecimento de todos os judeus a sua oferta, querendo, com isso, criar uma pressão externa que obrigasse Neemias a ceder.
- Para tanto, mandou o seu moço com uma carta aberta na sua mão, onde estava escrito: “Entre as gentes se ouviu, e Gasmu diz, que tu e os judeus intentais revoltar-vos, pelo que edificas o muro; e que tu farás reis deles segundo estas palavras; e que puseste profetas, para pregarem de ti em Jerusalém, dizendo: Este é rei em Judá. Ora o rei o ouvirá, segundo estas palavras: vem, pois, agora e consultemos juntamente” (Ne.6:6,7).
- Como diz Russell Norman Champlin, “…palavras bondosas e fingidas não surtiram efeito, pelo que os inimigos dos judeus e de seu líder, Neemias, apelaram para uma abordagem mais drástica…” (O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo, v.3, p.1793). Neemias é publicamente acusado de se revoltar contra o rei da Pérsia, com o intuito de fazer-se rei de Judá, utilizando-se da reconstrução dos muros e das portas de Jerusalém como pretexto.
Os inimigos tentam levar Neemias até o vale do Ono pela pressão externa. A acusação de sedição, feita em carta aberta, era um convite à perturbação de todo o povo que, já aflito com a possibilidade de serem atacados pelo exército de Samaria, diante da notícia de que se estava a acusar Neemias de sedição, bem podiam achar que não somente o exército de Samaria, mas que o próprio exército persa poderia vir contra Jerusalém, caso Neemias não deixasse sua “teimosia” e fosse ao encontro dos inimigos no “vale do Ono” para assim fazer um “acordo de paz”.
- Vemos aqui que, embora se tenha mudado a estratégia, o inimigo continuava a esconder o seu verdadeiro intento e buscava, de todas as maneiras, que a obra cessasse e que Neemias, deixando de fazer a obra, fosse ao encontro dos inimigos no vale do Ono, onde, certamente, seria assassinado.
- Todo este raciocínio, que recomendava, ainda mais, a ida de Neemias até o vale do Ono para o seu próprio bem e “para o bem do povo e da obra”, era, contudo, enganoso, visto que baseado em mentiras. Observemos o teor da carta aberta: “Entre as gentes se ouviu, e Gasmu diz…”. Ora, quem estava a dizer? A acusação não identifica os autores da notícia, até porque se tratava de uma mentira. Era apenas um “boato”, na base do qual se construía todo o raciocínio enganoso que pretendia fazer Neemias demover de seu intento.
- Nos dias em que vivemos, de grande quantidade de informações, a verdadeira era da informação, não podemos nos deixar vencer pelos “boatos”, pelas “notícias” que circulam e cuja autoria nos é desconhecida, mas que acabam sendo tomadas por verdades. Como já dizia o ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, uma mentira repetidas seguidas vezes “vira” verdade e é precisamente o que estamos a contemplar em nossos dias.
- Tudo quanto Sambalate escrevera na sua carta aberta era mentira, mas, se o raciocínio se fizesse sobre esta mentira, não se teria outra conclusão senão a de que Neemias deveria ir ao vale do Ono para “mostrar a verdade”. Entretanto, nesta sua ida, estaria a desagradar a Deus, visto que viera de Susã para fazer aquela obra, que Deus estava prosperando, e não para dar satisfação a quem quer que seja.
- Tristemente, verificamos que, em muitíssimas ocasiões, o povo de Deus deixa de fazer a obra do Senhor, abandona aqueles que foram chamados para realizá-la, porque dá ouvidos a mentiras e “boatos” que surgem não se sabe de onde mas que são cridos pelos que as ouvem sem que antes haja uma análise, sem que antes haja a oitiva de todas as versões, sem que as notícias sejam verificadas com os fatos. Crer cegamente no que se ouve, sem qualquer investigação, é um procedimento típico de quem não serve a Deus, do ímpio (Sl.11:3). Os justos, os servos de Deus, no entanto, devem investigar o que se diz e, em especial, observar se o que estão a ouvir está, ou não, de acordo com as Escrituras.
- Como todo acusador, Sambalate, em sua carta, não assume qualquer responsabilidade pelo que diz. Afirma que “entre as gentes se ouviu e Gasmu (que é Gesem) diz”. É próprio do acusado imputar a outrem a prática de suas calúnias e injúrias, porque é um irresponsável, um criminoso covarde, que jamais assume a sua própria condição. Tomemos cuidado com pessoas que somente culpam os outros, que jamais assumem a sua responsabilidade. Tais pessoas estão a imitar ao diabo (“diábolos”, palavra grega, significa “acusador”), jamais a Cristo que, pelo contrário, tomou sobre si toda a culpa da humanidade.
- Na sua ardilosa acusação, Sambalate procurou não só incutir medo entre os judeus, mas, também, criar uma intriga entre os judeus e Neemias. Esta é também uma atitude própria do inimigo da obra de Deus: o fomentar de dissensões, de divisões, de discórdias entre os irmãos. Não é à toa que o proverbista diz que ao Senhor é abominável aquele que semeia contendas entre os irmãos (Pv.6:16,19).
- Assim, acusa os judeus de sedição contra o rei da Pérsia, mas também acusa Neemias de querer se fazer rei de Judá. Com esta acusação, procura incutir medo entre os judeus e, assim, convencê-los a se livrar de Neemias, a fim de que a acusação de revolta não lhes fosse imputada. Estava em xeque o relacionamento entre Neemias e o povo, a confiança que o povo depositava em Neemias.
- Numa demonstração de como a trama era bem elaborada, Sambalate, na carta, ainda acusa Neemias de ter contratado “profetas” para dizerem que ele deveria ser rei em Judá. Alguém poderá argumentar que esta parte da carta era, provavelmente, a mais fraca, visto que, como Neemias não havia contratado profeta algum, não haveria porque se temer esta acusação ou, ainda, que esta acusação, por ser absurda, poderia ser um desserviço para o intento dos inimigos, em vez de ajudá-los.
- Não resta dúvida de que Neemias não estava a contratar profetas para que dissessem que ele seria rei em Judá, até porque, por não ser da descendência de Davi, tais profecias jamais seriam aceitas no meio do povo. O intento do inimigo, no entanto, era muito mais ardiloso: com esta acusação, procurava fazer o povo descrer da própria piedade de Neemias. Era uma trama muito bem elaborada com o intuito de fazer com que o povo judeu resolvesse até deixar de servir a Deus ou se dedicar menos ao Senhor como prova de que não tencionava se revoltar contra o rei da Pérsia.
A alusão de Sambalate aos profetas era, portanto, uma estratégia de fazer com que o povo se distanciasse do Senhor, até porque, certamente, tinha pleno conhecimento de que, nas tentativas anteriores, Neemias havia recorrido a Deus para manter a obra e, sejamos francos, era a confiança em Deus que havia sido a responsável pela prosperidade da obra até aquele estágio terminal.
- Sambalate buscava, então, trazer divisão no meio do povo, tentando jogar o povo contra Neemias e, mais do que isso, procurar fazer com que a própria piedade e fidelidade de Neemias fosse um fator que fizesse com que o povo judeu o abandonasse.
- Nos dias hodiernos, a ação do inimigo de nossas almas não tem sido diferente. Ele procura, com grande estardalhaço, lançar suas mentiras de modo a causar divisão no meio do povo de Deus, pôr liderados contra líderes, bem como incutir na mente dos salvos a ideia de que não há tanta necessidade de se buscar a Deus, que é necessário não ser “radical” para que se tenha uma vida mais sossegada sobre a face da Terra. Devemos, porém, diante dessas mentiras e falsidades, que são extremamente razoáveis aos olhos humanos, desconsiderar tudo e continuar a fazer a obra do Senhor.
- A reação à carta aberta de Sambalate não demorou. Diz Neemias que todos procuravam atemorizar Neemias, pressionando-o para que cedesse e fosse se encontrar com os inimigos no vale do Ono (Ne.6:9). Quando se usa o estratagema da “carta aberta”, devemos saber, como servos do Senhor, que alguém será atingido e amedrontado com todo o escândalo proporcionado pelo inimigo. Nem todos têm a mesma estrutura e, portanto, não se pode exigir que todos permaneçam inabalados diante de tanta pirotecnia, e pirotecnia muito bem elaborada, não podendo, pois, os mais fortes na fé se abalarem por causa destes mais fracos.
Diante da “carta aberta”, Neemias mantém a sua firmeza, mandando um mensageiro com a seguinte declaração: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu, mas tu do coração o inventas” (Ne.6:8).
- Neemias usou da arma que todos nós devemos usar quando formos alvo de acusações mentirosas, ainda que com grande estardalhaço, do adversário: a verdade. O apóstolo Paulo, ao falar sobre o embate espiritual que todo salvo tem contra as hostes espirituais da maldade, entre as armas que descreveu, fala-nos do “cinturão da verdade” (Ef.6:14), por sinal, a primeira arma que manda que nos revistamos.
- Jesus, em Sua oração sacerdotal, também pediu ao Pai que fôssemos santificados na verdade, esclarecendo que a verdade é a Palavra de Deus (Jo.17:17). Não há outra forma de vencermos o pai da mentira a não ser com a verdade. Jesus é a própria verdade (Jo.14:6), de sorte que não temos como deixarmos de conhecer a verdade, pois é ela que nos liberta das ciladas do inimigo (Jo.8:32).
- Ultimamente, diante das acusações proferidas pelo inimigo, com grande estardalhaço, muitas vezes se utilizando da mídia, que está praticamente em suas mãos, muitos servos do Senhor não seguem este exemplo de Neemias e, em vez de falar a verdade, de pregar a Palavra de Deus, ficam tentando iniciar discussões e contendas com base em investigações científicas, filosofias e discursos racionalmente elaborados, mas que não têm o condão de nos fazer libertar do mal. A arma utilizada por Neemias foi a verdade e só ela pode nos libertar.
- Mas, para que a arma da verdade seja utilizada, torna-se necessário que ela “cinja os nossos lombos”, ou seja, é preciso que estejamos atados na verdade, que não tenhamos movimentos próprios, conforme a nossa própria vontade, mas que nos conformemos à vontade do Senhor. A verdade precisa “prender” as nossas vestes, ou seja, precisamos andar na verdade, seguir a vontade de Deus, entrar pela porta estreita, pelo caminho apertado, difícil, mas que leva à vida (Mt.7:13,14).
- Neemias somente pôde falar a verdade, porque a vivia, porque servia a Deus com integridade e sinceridade, tendo, pois, autoridade diante do povo judeu para se contrapor às falsas acusações dos inimigos. Apesar de alguns, pelo pavor, terem se abalado com as acusações, o fato é que todos sabiam que Neemias não tinha qualquer intenção de ser rei nem de revoltar contra o rei da Pérsia, pois demonstrava, no dia-a-dia, sua lealdade e fidelidade não só a Deus, o que o impedia de querer ser rei pois sabia ele que o trono pertencia à casa de Davi, como ao rei, a quem havia pedido autorização para realizar aquela obra.
Neemias vivia no meio do povo, trabalhava junto com o povo e, por isso, quando vieram estas acusações, seu testemunho e o conhecimento que o povo tinha dele foram suficientes para evitar que o boato abalasse a maior parte do povo ou gerasse dissensão entre o povo e Neemias. Fosse Neemias alguém isolado do povo, uma pessoa inatingível, certamente que as calúnias teriam outro resultado, como, aliás, tem ocorrido em muitos lugares.
A liderança se legitima e se fortalece quando o líder tem empatia com os liderados, ou seja, quando há um relacionamento próximo, aberto e franco entre líder e liderados. Jesus, o exemplo máximo de liderança, ao término de Seu ministério público, pôde dizer que já não chamava Seus discípulos de servos, mas de amigos, ante a intimidade e franqueza que havia entre Ele e Seus apóstolos (Jo.15:15). Se Jesus, sendo o Senhor (Jo.13:13), tinha esta proximidade com os discípulos, por que algumas lideranças cristãs insistem em se manter distantes dos liderados? Nesta arrogância apenas criam condições para que a “arma da carta aberta” surta muito efeito. Vigiemos, amados irmãos!
- Além de afirmar que não era verdade o que Sambalate havia dito, Neemias, ao contrário do seu adversário, bem apontou a origem de todas as invenções que haviam sido ditas: “o coração de Sambalate”. Enquanto Sambalate não indicava a fonte de suas assertivas, Neemias, como homem de Deus, mostrava qual era a origem de todas aquelas acusações.
- Como servos do Senhor, ao falarmos a verdade, devemos, também indicar a fonte das mentiras. Muitos estão a acusar os salvos, na atualidade, de fomentarem “teorias da conspiração”, de “delirarem” e “inventarem complôs inexistentes”. Se é certo que há muito exagero na atualidade, muitos ensinamentos escatológicos cujo objetivo é tão somente aterrorizar (e que, neste passo, são armas do inimigo, como já tivemos ocasião não só de estudar na lição anterior mas nesta própria lição), também não podemos deixar de reconhecer que há, no mundo, uma conspiração com origem no inimigo de nossas almas contra a Igreja e que esta conspiração está a alcançar o seu ápice.
- O apóstolo Paulo foi claríssimo ao nos dizer que “o mistério da injustiça” já operava nos seus dias e que esta operação tem por finalidade fazer manifestar-se “o homem do pecado, o filho da perdição” (II Ts.2:3-10). Trata-se de uma verdadeira conspiração satânica que terá o condão de enganar a todos os que perecem e, se possível fosse, enganariam até os escolhidos (Mt.24:24). A jornalista e escritora Marilyn Ferguson (1930-2008), ligada à Nova Era, desnudou este movimento, que chamou de “conspiração aquariana”, uma mudança de mentalidade que levaria a uma “nova era”, que sabemos, à luz da Palavra de Deus, que é “o engano da injustiça”.
OBS: Eis a descrição de um adepto da Nova Era sobre esta “conspiração aquariana” segundo a concebeu Ferguson: “…Conspirar quer dizer ‘respirar junto’, numa ligação íntima, harmônica e introspectiva, quase imperceptível. Era dessa forma que ela [Ferguson]  enxergava a conexão existente entre essas pessoas, que não pareciam estar ligadas a nenhum movimento, mas que se comportavam como se obedecessem a uma estratégia comum, como se seguissem uma voz silenciosa, mística e imperceptível.(…)Espalhados por esse mundo afora existem milhões de pessoas, sem o mesmo nível de consciência desses conspiradores mais atuantes, mas ainda assim conectadas a essa rede de transformação. Elas não se dão conta de que fazem parte dessa rede, mas estão contribuindo, cada uma do seu jeito, para que a conspiração aquariana tenha sucesso.…” (GONÇALVES, Gilberto. A conspiração aquariana. 23 mar. 2009. Disponível em: http://brasilan.blogspot.com/2009/03/conspiracao-aquariana.html Acesso em 09 set. 2011). Explicitamente, mostra-se que se trata de um movimento em que grande número de pessoas está a agir inconscientemente, pois se trata, mesmo do “engano da injustiça”.
- Por isso, ao ouvirmos as “cartas abertas” que chamam a um “acordo no vale do Ono”, devemos falar a verdade, devemos mostrar a Palavra de Deus e indicar a verdadeira fonte de todas estas acusações infundadas, que não é outro lugar senão o “coração do inimigo”. E o que há no “coração do inimigo”? Ora, sabemos que naquele coração somente há maldade, uma revolta contra Deus e tudo quanto Deus ama. Daí porque a “conspiração aquariana” somente trazer “oposição e levantamento contra tudo o que se chama Deus ou se adora” (II Ts.2:4).
- O inimigo está atuando de forma cada vez mais terrível, sem dó nem piedade, porque sabe que tem pouco tempo, mas muitos dos salvos está inerte, agindo como se o inimigo tivesse se cansado. Por isso, vivem uma vida dúbia, uma vida de mistura com a mentalidade mundana e, sem que saibam, passam a ser agentes desta mesma “conspiração”, que, como nos mostra Paulo, traz a “apostasia”, i.e., o desvio espiritual, que é absolutamente necessário para que haja o triunfo desta conspiração.
- O Senhor Jesus foi bem claro ao mostrar que, quando nos deixamos levar pela nossa natureza pecaminosa, pelo nosso “coração” corrompido pelo pecado, somente estaremos a espalhar tudo quanto ofende a Deus, “porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt.15:19). Jeremias diz que nada é mais enganoso e perverso que o coração humano (Jr.17:9). Por isso, não podemos, de modo algum, aceitar a oferta do inimigo e passarmos a agir “segundo o coração”, pois dele somente virão males, como estas acusações infundadas de Sambalate.
- Por isso, para termos o mesmo resultado que teve o povo judeu nos dias de Neemias, a começar das lideranças, devemos ter uma vida sincera e reta diante de Deus. Neemias não só falou a verdade como a verdade estava respaldada pela sua maneira de viver e, diante de seu testemunho, salvo alguns, mais fracos, que o pressionaram para ceder à oferta do inimigo, que o faziam por medo e não por convicção, o povo pôde continuar a obra apesar do uso da “arma da carta aberta”. Será que estamos nas mesmas condições para superar esta estratégia do inimigo?
- A pressão trazida pelos fracos era de que, caso Neemias não descesse ao vale do Ono, ele não terminaria a obra, visto que os exércitos do rei da Pérsia viriam e impediriam a sua conclusão. Era, pois, necessário, segundo o entendimento destas pessoas, que Neemias fosse até o vale do Ono, fizesse um acordo com os inimigos e, depois, em segurança, retornasse para a conclusão da obra (Ne.6:9a).
- Diante de tais afirmações que, como vemos, eram razoáveis, Neemias não se intimidou. Deveria ele parar a obrar, que estava sendo realizada por causa da prosperidade do Deus do céu, para impedir que ela não cessasse? Se Deus garantia a continuidade da obra, por que deveria ele pará-la, exatamente para que ela não parasse?

- Esta mesma contradição observamos nas “cartas abertas” apresentadas pelo inimigo de nossas almas na atualidade. Tais “cartas abertas” convidam os salvos a terem um “diálogo interreligioso”, uma “tolerância com os demais credos”, uma “convivência pacífica com todas as religiões”, uma “fraternidade com o mundo”. Ora, se a Igreja veio pregar o Evangelho, para que Jesus salve as pessoas e as liberte, como podemos cumprir nossa tarefa deixando e permitindo que as pessoas continuem presas no pecado? Como podemos fazer a obra de libertação do pecado mantendo e permitindo que as pessoas continuem presas ainda nele?
- Lamentavelmente, muitos dos que cristãos se dizem ser têm abraçado esta proposta satânica e tem alardeado a “convivência pacífica entre os credos”, a “atuação unida contra os males deste mundo”, esquecidos de que o maior mal do mundo é o pecado e que Jesus veio tirá-lo do mundo e que ninguém pode fazê-lo a não ser o Senhor Jesus. Estão descendo ao “vale do Ono” e ali serão mortos, passando a ser tão somente daqueles que perecem, daqueles que foram vítimas do “engano da injustiça”. Qual é a nossa condição?
- Evidentemente que o salvo em Jesus Cristo, por amar até os próprios inimigos (Mt.5:44), não quer o mal de pessoa alguma e, portanto, sempre respeitará, como o próprio Deus o faz, aqueles que rejeitam a verdade e não querem crer em Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Com eles, conviverá pacificamente sobre a face da Terra, não lhes querendo fazer mal, mas sempre mostrando a eles que caminham para a perdição eterna. Agora, há uma diferença muito grande entre o amor que o salvo tem para com o próximo e a concordância com o que o próximo faz em desacordo com a Palavra de Deus e, mais ainda, com a comunhão com o pecado do próximo.
- Neemias sabia que a obra que estava a fazer não era resultado de nenhuma permissão ou paciência do inimigo, mas, sim, consequência da prosperidade dada pelo Deus dos céus. Por isso, não dependia de qualquer acordo com os inimigos para prosseguimento da obra. Pelo contrário, saísse ele do lugar onde Deus o havia posto, aí sim a obra não mais se faria. Ir ao vale do Ono teria o efeito de paralisação da obra e isto não poderia ser feito de modo algum.
Que faz, então, Neemias? O que sempre esteve a fazer desde que havia recebido a notícia da situação de miséria e desprezo em que estava Jerusalém: ora a Deus. Sua oração agora foi: “Agora, pois, ó Deus, esforça as minhas mãos” (Ne.6:9b).
- O pedido de Neemias era de que fosse fortalecido, que tivesse suas forças aumentadas (como traduz a Nova Tradução na Linguagem de Hoje). Na Bíblia de Jerusalém, o texto mostra que, enquanto os inimigos tencionavam desanimar e amedrontar com a “carta aberta” Neemias e o povo, o efeito foi de que tudo isto fortaleceu ainda mais o ânimo dos edificadores.
OBS: Reproduzimos o texto da Bíblia de Jerusalém: “ A verdade é que todos eles queriam nos amedrontar, pensando: ‘Suas mãos se cansarão do trabalho e jamais será terminado’. No entanto, dava-se o contrário: eu fortalecia as minhas mãos!” (Ne.6:9,.10).
- Quando vemos, como estamos a ver, todas as coisas que o Senhor Jesus disse que iriam acontecer quando estivesse próxima a Sua vinda para arrebatar a Igreja, não podemos desfalecer, nem desanimar. É certo que o aumento da perseguição ao Evangelho, as sucessivas vitórias dos inimigos do povo de Deus em todo o mundo podem nos abalar, nos abater, pois somos humanos. Mas, diante destas circunstâncias, não podemos nos esquecer de que isto é sinal de que Jesus está às portas e que a nossa esperança está cada vez mais perto de se concretizar. Não é, portanto, motivo de desânimo mas de fortalecimento de nossa fé. Aleluia!
 III – A UTILIZAÇÃO DE FALSOS PROFETAS CONTRA NEEMIAS
Neemias não foi para o vale do Ono, continuando a edificar, juntamente com o povo judeu, os muros e portas de Jerusalém, dando início à colocação das portas nos portais. E os inimigos, que fizeram? Desistiram de seu intento? De jeito nenhum! Usaram de mais um recurso: a utilização de falsos profetas.
- Já na sua “carta aberta”, Sambalate havia tentado levar o descrédito à Palavra de Deus ao povo judeu, acusando Neemias de “contratar profetas” para lançá-lo como rei de Judá. Conforme conhecido provérbio popular, “quem disso usa, disso cuida”. Ao acusar Neemias de “contratar profetas”, o inimigo acabou denunciando uma de suas armas, que era, precisamente, a de “subornar profetas” para confundirem tanto o povo quanto Neemias.
- Esta é, também, uma arma que o inimigo de nossas almas se utiliza, com permissão divina, no meio do povo de Deus. Desde os dias de Israel, o Senhor já alertava contra os “falsos profetas” (Dt.13:1-5) e o apóstolo Pedro foi claro ao dizer que, como sucedeu em Israel, também ocorreria na Igreja (II Pe.2:1-3). O Senhor Jesus deu grande ênfase aos falsos profetas e seu alto poder de engano (Mt.7:15; 24:11,24; Mc.13:22).
A arma dos falsos profetas é extremamente perigosa, pois se trata de uma arma que se utiliza no meio do povo de Deus. Não é uma pressão externa, mas algo que vem do próprio interior da comunidade e que, portanto, passa despercebido por quem não se encontrar atento, por quem não estiver “atado com o cinturão da verdade”, pois o falso profeta só é conhecido quando sua mensagem é analisada à luz da Palavra de Deus, que é a verdade (Jo.17:17).
- Neemias continuava a sua obra e, num certo dia, entrou na casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel. Segundo nos diz o texto sagrado, Semaías estava impedido de ir até Neemias. Não sabemos qual teria sido este impedimento, mas, sendo Semaías um profeta, Neemias, ao ser comunicado de que Semaías desejava falar-lhe, prontamente foi ao seu encontro, como, aliás, era do perfil de Neemias que, como vimos, era próximo ao povo, não ficava separado dos seus liderados.
- Ao chegar à casa de Semaías, o profeta lhe trouxe uma mensagem: “Vamos juntamente à casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo, porque virão matar-te; sim, de noite, virão matar-te” (Ne.6:10 “in fine”).
- Notemos o cenário. Semaías, um profeta, manda chamar Neemias, que vai até sua casa e o profeta, como que a ter uma “revelação” de uma conspiração, fala que Neemias estava para ser assassinado e que deveria ir, com ele, até o templo e ali se refugiar. Nada mais razoável para um homem de oração: refugiar-se no templo, onde é a presença do Senhor. Nada mais razoável para um homem de oração: Deus estava preservando-lhe a vida!
- Contudo, Neemias tinha discernimento espiritual. Poderia um profeta verdadeiro dar um conselho contrário à lei do Senhor? Poderia um profeta desdizer o que Deus já havia dito? Em suma: poderia o mesmo Deus que dissera que o lugar santo somente poderia ser frequentado pelos sacerdotes (Ex.40:31-33) e mandar Neemias ali entrar para se refugiar? Poderia o mesmo Deus que havia dito que prosperaria, e estava prosperando a obra, mandar que Neemias ficasse no templo enquanto o restante do povo ficasse à mercê de assassinos e inimigos?
Neemias confrontou a mensagem do “profeta” Semaías com a Palavra de Deus, com as Escrituras e com aquilo que Deus já lhe havia dito desde o momento em que começou a buscá-lo ainda em Susã. A mensagem de Semaías discrepava do que Deus havia falado através de Moisés, bem como do que Deus lhe havia falado. Diante desta contradição, Neemias ficou com a Palavra de Deus, rejeitando a mensagem, que compreendeu ser uma falsa mensagem, a mensagem de um falso profeta.
- Se Neemias não conhecesse a lei de Moisés, como poderia saber que Semaías era um falso profeta? Se Neemias não vivesse em comunhão íntima com o Senhor, como saber que Semaías era um falso profeta? Eis o motivo por que muitos que cristãos se dizem ser, na atualidade, encontram-se iludidos e enganados pelos falsos profetas que proliferam e se multiplicam no meio do povo de Deus: desconhecimento da Palavra de Deus. Não é à toa que Oseias constatava, com tristeza, nos últimos dias do reino das dez tribos, do reino de Israel: “O meu povo foi destruído porque lhe faltou o conhecimento” (Os.4:6 “in initio”).
Só há um modo para não sermos enganados pela mentira: conhecer a verdade. Neemias, ao receber a mensagem de Semaías, identificou que ela contrariava a lei e tudo quanto o Senhor já lhe dissera ao longo daqueles meses e, por isso mesmo, rejeitou a mensagem. Com convicção, disse a Semaías: “Um homem como eu fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo e viva? De maneira nenhuma entrarei” (Ne.6:11).
- Neemias diz, com convicção, em seu relato inspirado pelo Espírito Santo e que hoje compõe o texto sagrado: “Então conheci que eis que não era Deus quem o enviara; mas esta profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. Para isto o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse, e pecasse, para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem, e assim me vituperarem” (Ne.6:12,13).
- Neemias, por discernimento espiritual, pôde entender que a mensagem de Semaías era falsa, porque contrariava as Escrituras. Toda e qualquer mensagem que contrarie a Bíblia Sagrada deve ser repudiada, pois o que contraria a verdade é mentira e nosso compromisso é com Cristo Jesus, a Verdade. Não nos iludamos com “profecias”, “visões”, “sonhos”, “revelações” que contrariem a Palavra de Deus. Em vez de corrermos atrás disso, leiamos e meditemos na Bíblia Sagrada para que não venhamos a ser enganados.
Mas Neemias não ficou apenas com o discernimento espiritual. Como justo, investigou o que se passava e acabou descobrindo que Semaías havia sido subornado por Sambalate e Tobias para que levasse Neemias ao pecado e, assim, tivessem eles o que falar de Neemias para o povo. Como é importante que o líder seja íntegro, pois, assim fazendo, não tem como o inimigo infamá-lo e vituperá-lo. Por isso mesmo, deve se manter em comunhão com Deus, em constante oração e meditação nas Escrituras, para que não venha a cair. Tem misericórdia de nós, Senhor!
- Nesta sua investigação, Neemias descobriu que Semaías não foi o único, mas que também outros profetas foram subornados por Tobias e Sambalate, entre os quais a profetisa Noadias (Ne.6:14).
Triste é quando o profeta passa a amar o dinheiro. Nos dias de Miqueias, era esta também a situação do povo de Israel. Lá, os profetas também profetizavam por dinheiro (Mq.3:11) e o resultado disto foi o cativeiro (Mq.3:12). Não é diferente nos dias atuais. Paulo advertiu que muitos se desviarão da fé por causa do amor do dinheiro (I Tm.6:10). Devemos ter muito cuidado pois o vil metal continua atuando e fazendo com que as pessoas deixem de servir a Deus, pois quem serve às riquezas não pode servir a Deus (Mt.6:24).
- Uma característica desta gente é bem explicitada por Neemias em seu relato. Os traidores, os conspiradores são os conhecidos “leva-e-traz”. Assim nos diz Neemias: “Também as suas bondades contavam perante mim, e as minhas palavras lhe levavam a ele” (Ne.6:19a).
- Quando percebermos que, no meio do povo de Deus, existem os “leva-e-traz”, aqueles que tudo nos contam, mas que também contam tudo para outrem, devemos deles nos distanciar, pois são agentes do inimigo, conspiradores introduzidos no meio do povo do Senhor. Por isso, a lei já condenava os mexeriqueiros (Lv.9:17), como também Paulo pedia que não houvesse mexericos no meio da igreja (II Co.12:20).
- Que fez Neemias ao saber dos subornos? Mandou matar os falsos profetas? Não. E por que não o fez? Porque não podia se distrair com outros assuntos que não fosse a obra que tinha de ser concluída. Além do mais, a conspiração, soube ele, não se limitara aos profetas, mas o fato é que alguns nobres de Judá trocavam cartas com Tobias, que era genro de Secanias, filho de Ará e Joanã, filho de Tobias, tomara como esposa a filha de Mesulão, filho de Berequias (Ne.6:17,18), que era um dos edificadores mais laboriosos (Ne.3:4,30).
- Neemias bem percebeu que, caso tomasse atitudes drásticas, além de não ter condições de extirpar todos os conspiradores, ainda enfraqueceria o ânimo do povo. Seu papel ali era a edificação dos muros e portas de Jerusalém e isto é que teria de ser feito. Muitas vezes, somos distraídos da obra de Deus por causa das traições, das conspirações e, mesmo quando tudo nos é revelado, devemos sempre agir com prudência, pois o objetivo maior é a realização da obra de Deus, que não pode ser paralisada por causa das traições, das infidelidades.
- Lembremo-nos do que o Senhor Jesus nos ensina na parábola do joio e do trigo, quando nos ensina que não devemos tirar o joio quando ele é detectado, mas que aguardemos a colheita, quando, então, será separado o joio do trigo (Mt.13:24-30,36-43). Foi, precisamente, o que fez Neemias: ao tomar conhecimento de toda a conspiração, entregou o caso nas mãos do Senhor: “Lembra-Te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme a estas suas obras, e também da profetisa Noadias, e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me” (Ne.6:14).
- O objetivo destes falsos profetas era buscar atemorizar Neemias para que este viesse a pecar e, assim, dar alguma causa para que fosse infamado diante do povo. Sabendo que este era o propósito dos inimigos, Neemias tão somente não deu lugar para a infâmia. O objetivo era atemorizá-lo? Ele não se atemorizou. O objetivo era fazê-lo pecar? Ele não pecou. O objetivo era fazê-lo paralisar a obra? Ele não a paralisou.
- O líder tem de ter este discernimento. Era bom ter tamanha quantidade de traidores no meio do povo? Não, não era bom. Entretanto, o objetivo daquela traição era a paralisação da obra e não havia resposta melhor para os inimigos que a continuação da obra. Neemias não pensava em si, mas na obra, na realização da vontade de Deus. Quando o líder assim age, a obra do Senhor continua a prosperar, sem que se precise gastar tempo e energia com uma “execução de vingança”, com uma “execução de justiça”, pois o Senhor, ao seu tempo, saberá de tudo cuidar. Aprendamos com Neemias!
IV – A CONCLUSÃO DA OBRA
Não se deixando levar por todos os estratagemas do inimigo, Neemias pôde ver concluída a obra, o que se deu no dia vinte e cinco de Elul, num prazo recorde de cinquenta e dois dias (Ne.6:15). Não tendo dado lugar ao inimigo, não se distraindo com as artimanhas dos adversários, não se deixando enganar com os ardis, que não ignorou nem um só momento, Neemias alcançou a vitória. Assim também, se procedermos da mesma maneira, também seremos vitoriosos.
O resultado da conclusão da obra foi muito maior do que poderiam imaginar Neemias e o povo judeu. Ao saberem todos os gentios que a obra fora concluída em prazo tão exíguo, abateram-se em seus próprios olhos, porque reconheceram que Deus fizera aquela obra (Ne.6:16).
Sem ir ao vale do Ono, sem temer pela sua própria vida, sem se distrair com as diversas artimanhas do inimigo, Neemias concluiu a obra e a conclusão da obra, a realização da vontade do Senhor trouxe a paz que se prometia na descida ao vale do Ono e, mais do que isto, trouxe a glorificação do nome do Senhor, pois foram os gentios que reconheceram que a obra se fez por Deus e não pelos judeus nem tampouco por Neemias.
- É isto que temos de entender enquanto estamos sobre a face da Terra fazendo a obra do Senhor. Não podemos titubear, nem deixar nos enganar pelo inimigo de nossas almas, que sempre está a se opor ao que fazemos para Deus. Temos de prosseguir realizando aquilo que Deus nos mandou, sem vacilação, numa constante vigilância, com amor e dedicação, em oração e meditação nas Escrituras. Quando a obra se concluir, os homens saberão que foi Deus quem o fez e o glorificarão por causa de nossas boas obras.
- Muitos, no entanto, não compreendem esta situação e se embaraçam com as coisas desta vida, inquietam-se com os movimentos do inimigo e deixam de fazer a obra de Deus que, desta maneira, não é concluída. Deus é quem faz a obra, Ele é que será glorificado, mas depende de nossas mãos para que ela se realize. Sem que nos disponhamos a realizar a obra, ela não se fará e o nome do Senhor não será glorificado.
- Muitos, ainda, diante da pressão externa, atemorizam-se e fogem, deixando de fazer a obra. Nestes casos, também, a obra não será feita e o resultado é que o nome do Senhor também não é glorificado.
- Outros, por fim, no meio da obra, dela se desviam, passam a trabalhar contra ela, por amor do dinheiro e seduzidos pelas ofertas apresentadas pelos inimigos. Estes, além de não poderem impedir a obra de ser realizada, em vão buscarão uma glória própria, pois a obra de Deus somente permite a glorificação do Senhor.
- Todos têm se unido contra Deus e o Seu Cristo (Sl.2:1-3) e parece mesmo que não há mais condições para que a Igreja, que é o corpo de Cristo, possa subsistir. No entanto, diz-nos o texto sagrado, que “Aquele que habita nos céus Se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na Sua ira, e no Seu furor os confundirá” (Sl.2:4,5). Estamos, ainda, no tempo da graça, não é momento ainda da manifestação da ira divina, que somente se iniciará com o arrebatamento da Igreja.
- Assim, o que nos resta a fazer? O salmista mesmo responde: “Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que Se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a Sua ira; bem-aventurados todos aqueles que n’Ele confiam” (Sl.2:10-12).
- Diante desta grande “conspiração” do inimigo contra nós, os que estamos a edificar, com o Senhor Jesus, a Sua Igreja, sejamos prudentes e aprendamos com o Senhor Jesus. Sirvamos a Ele e O adoremos, cumprindo a Sua vontade e, assim como Neemias e os judeus concluíram a obra da reedificação de Jerusalém, também concluiremos as nossas tarefas e alcançaremos a bem-aventurança eterna por termos confiado no Senhor. Amém!
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Profº Dr. Caramuru Afonso Francisco

Lição 5, A Mordomia da Igreja Local

  Lição 5, A Mordomia da Igreja Local