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24 novembro 2011

LIÇÃO 9 – HABACUQUE, O PROFETA DA FÉ


4º Trim. 2011 - JUNIORES – CPAD - Lição 9: Habacuque, o Profeta da Fé
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema:
 Deus fala com o seu povo
Comentarista: Laudicéia Barboza da Silva

Texto Bíblico:Habacuque caps. 1-3.
Ao Mestre
Prezado (a), o livro de Habacuque parece referir-se ao avanço dos caldeus (babilônicos) para a Palestina após a destruição de Nínive em aproximadamente 612 a.C.
O curto livro desse profeta é diligentemente composto. Começa com um diálogo entre Deus e o profeta, deixando o livro dividido da seguinte forma:
1.      A justiça divina: Deus castigará mesmo o ímpio? – para as duas questões há resposta de Deus;
2.      Ameaças contra a nação opressora (os caldeus) – é desprendido cinco “ais” contra o opressor;
3.      Oração de Habacuque – após compreender a soberania de Deus sobre o tempo e a história humana, o profeta intercede pela humanidade e louva a Deus por sua fidelidade para com seu povo.
Ao ler o livro de Habacuque podemos ver distintamente as fases emocionais do profeta:
1.      Luta e dúvida
2.      Reconhecimento da Soberania de Deus
3.      Esperança no cuidar fiel de Deus para com os seus
Com Habacuque aprendemos que Deus quer que nos acheguemos a ELE com súplicas, por nossas lutas e dúvidas, porém devemos crer em Seu cuidar e conscientizar-nos de que em Sua Soberania ELE fará o lhe apraz, ou seja, nem sempre sua resposta será da forma que esperamos. Devemos confiar em Seus sábio cuidar. ELE nos sustenta e em meio as adversidades se revela a nós. A confiança NELE nos leva a uma esperança tranqüila, não é uma resignação amarga, é uma esperança tranqüila reconhecendo que estamos nas Mãos do Deus Altíssimo, que Tudo pode fazer e Seu amor para conosco é inenarrável em grandeza e misericórdia.
Deus continue a abençoar o seu ministério. Boa aula!
Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno ao oramos devemos fazê-lo confiando no cuidar de Deus, e mesmo quando aprece que ELE está demorando em responder, devemos esperar pois certamente a resposta virá em tempo oportuno. Deus sempre tem em mente o melhor para nós, pois nos ama muito e quer a nossa felicidade.
Exercitando a memória
“Os maus não terão segurança, mas as pessoas corretas viverão por serem fiéis a Deus.” (Hb 2.4 – NTLH).
O original desse versículo está assim disposto na Bíblia Hebraica:
“Eis que sua alma (do rei da Babilônia)se sente altaneira e desafiadora, e ao mesmo tempo indecisa. O justo, porém, por sua fidelidade (a Deus)será salvo”
Deus responde a Habacuque que o rei babilônico apesar de estar cheio de soberba,  lá no fundo de seu ser há insegurança, pois somente em Deus é que o ser humano se completa. Os maus podem fazer o que desejarem seus corações maldosos, mas o justo sempre será livrado de suas tramas. Deus é o guardador fiel de todos os que NELE esperam 
Crescendo no conhecimento
Crianças, hoje iremos conhecer o profeta Habacuque. Ele viveu em período muito triste e turbulento da história. Dias de invasão da Babilônia em várias nações. 
Quando o Império babilônico começou a se expandir, foi conquistando novos territórios. Aproximadamente no ano de 605 a. C. o rei Nabucodonozor ao vencer a batalha de Carquemis viu que conseguia ter todo o Oriente Médio em suas mãos, e assim, uma a uma as nações foram sendo vencidas pelo exército da Babilônia.
O profeta Habacuque vivia em Judá, e em seu dia a dia ele presenciava as pessoas cada vez mais distantes de Deus. O povo de Israel sempre foi ensinado na Torah (instrução de Deus para seu povo praticar), mas não viviam mais essas instruções, crescia dia a dia a violência de uns para com os outros. Os ricos oprimindo os pobres. Pessoas boas sendo maltratadas, e os profetas que anunciavam a Palavra de Deus eram desprezados.
Assim enquanto o rei Nabucodonozor avança sobre o Oriente Médio, Habacuque vê-se em angustia por ver o povo de Deus em desenfreada apostasia (abandono da prática da fé). E em meio as suas aflições ele pergunta ao SENHOR:
__ Ó SENHOR Deus, até quando clamarei pedindo ajuda, e tu não me atenderás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não nos salvarás? Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte. Por isso, ninguém obedece à lei, e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida.
Habacuque estava cansado de ver tanta coisa errada sendo praticada no meio do povo de Deus. Ele não compreendia como um Deus justo podia ver as pessoas praticarem maldades com os bons e não castigá-los?  E em meio a sua angustiante pergunta Deus responde:
__ Olhem as nações em volta de vocês e fiquem admirados e assustados. Pois o que vou fazer agora é uma coisa em que vocês não acreditariam, mesmo que alguém contasse. Estou atiçando os babilônios, aquele povo cruel e violento, sempre pronto a marchar pelo mundo inteiro, a fim de conquistar as terras dos outros. Eles espalham o medo e o terror e fazem valer as suas próprias ordens e leis. Os seus cavalos são mais rápidos do que os leopardos, são mais ferozes do que os lobos do deserto. Os seus cavaleiros avançam montados; eles vêm correndo de longe, rápidos como a águia quando se joga sobre o animal que ela está caçando. Os soldados avançam, ansiosos para conquistar; conforme avançam, vão espalhando o terror.
Deus responde ao profeta que naquele momento Nabucodonozor está bem próximo de Judá, acabara de conquistar Nínive e não demoraria e iria conquistar também os judeus.
Habacuque ao ouvir isso desesperou-se. A resposta de deus ao invés de acalmá-lo aumentou ainda mais sua angustia e sua mente encheu-se de confusão. E desafaba com Deus: 
__  Ó SENHOR, tu escolheste os babilônios e lhes deste forças para nos castigar. Mas como podes tolerar esses traidores, essa gente má? Os teus olhos são puros demais para olhar o mal; tu não suportas ver as pessoas cometendo maldades. Como é, então, que ficas calado quando esses malvados matam pessoas que são melhores do que eles?
Habacuque já havia ouvido falar das atrocidades cometidas pelos caldeus, além do mais não cria no Deus verdadeiro, então como o SENHOR iria usar um povo pior em maldade do que os judeus para puni-los?
E em um suspiro, Habacuque pensa:
__  Será que os babilônios nunca deixarão de lutar e, sem dó nem piedade, continuarão a matar os povos?
A angústia de Habacuque foi tão grande que ele procurou um lugar solitário, em quietude, e ficou esperando a resposta de Deus. Ali ele ficou em silencio, então ouve-se novamente a resposta divina. Deus não repreendeu ao profeta por sua queixa, antes sua resposta é uma das mais grandiosas declarações das Escrituras Sagradas:
__ O justo por sua fidelidade será salvo.
Nessa resposta Deus mostra ao profeta que ELE é Soberano, ELE tem poder para usar a quem quiser e como quiser. ELE usaria o povo caldeu para castigar a impiedade de seu povo, mas que também os caldeus não ficariam imunes, no tempo certo Deus os puniria.
E quanto ao seu povo seriam preservados os justos, todos os que serviam a Deus fielmente seriam guardados, apenas os desobedientes seriam punidos. Mesmo que em meio a conquista dos caldeus algum judeu fiel a Deus fosse levado para a Babilônia, seria guardado e prosperaria lá, fazendo a vontade de Deus (vemos que isso se cumpriu em Daniel, Sadraque, Mesaque, Abdenego, Ester, Neemias, Esdras e muitos outros judeus deportados para a Babilônia).
Habacuque ao ouvir a resposta de Deus, seu coração se eleva em uma oração de agradecimento e louvor ao Deus que tudo pode fazer. Ele se lembra dos grandes milagres que Deus operou em favor de seu povo, seu coração se alegra muitíssimo e cheio de confiança e gratidão ele louva a Deus:  
__ Ainda que as figueiras não produzam frutas, e as parreiras não dêem uvas; ainda que não haja azeitonas para apanhar nem trigo para colher; ainda que não haja mais ovelhas nos campos nem gado nos currais, mesmo assim eu darei graças ao SENHOR e louvarei a Deus, o meu Salvador. O SENHOR Deus é a minha força. Ele torna o meu andar firme como o de uma corça e me leva para as montanhas, onde estarei seguro.
Habacuque agora não tinha mais duvidas. Em Deus ele e seu povo estariam seguro. Não importava as circunstancias que surgisse, Deus os socorreria. Não havia mais temor, só alegria, só confiança no Deus fiel, e em seu amoroso cuidado para com todos os que lhe obedecem.
Aplicação da Lição
Amado (a) enfatize aos pequenos que mesmo que venham a sofrer alguma adversidade, não precisam ter medo, faça como o profeta Hacabuque, procure um lugar, ajoelhe-se e fale com Deus, e espere, pois certamente ELE responderá, e junto com a resposta ELE também lhe dará forças, e encherá seu coração de confiança e alegria, assim como fez com Habacuque.
Deus não está distante de nós. ELE sempre está atendo as nossas necessidades. ELE nos ama, e por isso seu cuidar é constante sobre as nossas vidas. Confiemos pois NELE.
Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – Edição 2003
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Recursos para o Ministério com crianças – APEC – Editora Hagnos – Edição 2009
·         Bíblia Sagrada – Tradução da CNBB – 9ª Edição. Editora Canção Nova, São Paulo/SP, 2009.
·         Bíblia de Jerusalém – Nova edição revista e ampliada. 6ª impressão. Editora Paulus, São Paulo/SP, 2002.
·         Bíblia Hebraica: baseada no Hebraico e à luz do Talmude e das Fontes Judaicas. 1ª reimpressão revisada. Editora SEFER, São Paulo/SP, 2006.  
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8º Edição/2009
Colaboração para o Portal Escola Dominical  – Profª. Jaciara da Silva

Lição 9 - Meu Super-Herói


4º Trim. 2011 - PRÉ-ADOLESCENTES CPAD - Lição 9: Meu Super-Herói

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRÉ-ADOLESCENTES CPAD
4º Trimestre de 2011
Tema: Escolhas que Agradam a Deus
Comentarista: Ângela Sueli Silva da Costa

Texto bíblico: Mt 16.17,18    Ef 6.11-13
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo;
Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Para aula de hoje, temos dois textos distintos, porem ligados ao assunto.
O texto em Mateus demonstra a sublime revelação que Pedro recebeu da parte de Deus.
Nos versículos anteriores vemos que o Senhor Jesus reunidos com seus discípulos lhe perguntam  “O que os homens diziam a seu respeito” tendo todos respondidos, o Senhor lhe diz: E vós quem dizeis que Eu sou?
Certamente todos silenciaram, então Pedro tomando iniciativa respondeu: Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.  (Mt 16.16)
Em seqüência a sua resposta o Senhor lhe diz que não foi por sua própria capacidade que Pedro tinha esta verdade, mas pela revelação direta de Deus. E esta revelação seria base a qual a sua Igreja seria edificada, pois nada seria mais poderosa do que esta verdade.
Quando o Senhor afirmou; “As portas do inferno não prevaleceriam” estava dizendo que haveria ataques, combates, lutas, porem nada poderia vencer a Igreja.
No segundo texto em Efésios, temos um complemento desta verdade, pois como membros da Igreja faríamos parte dos ataques. O fato de termos a certeza da vitória não impedia que houvesse guerra, ainda mais quando o arquiinimigo é um ser espiritual. Paulo faz menção que a nossa principal luta não é contra pessoas humanas mas sim contra seres espirituais.
É por esta razão que o apostolo Paulo usando a figura de linguagem da armadura nos aconselha que tomemos da armadura de Deus para termos condições de lutar e prevalecer contra esse inimigo.
Introdução
A lição de hoje nos trás um assunto a qual se faz necessário aplicarmos a vida do adolescente, pois este por ocasião do desenvolvimento natural, tende a buscar por modelos a ser seguido, nesta fase é comum o adolescente desvincular da imagens dos pais e associar a uma outra pessoa, isto pode ocorrer por varias situações, mas é importante conscientizá-los da realidade, pois no aspecto do assunto tratado nesta lição, a vida cristã tem fatores semelhantes.
O nosso assunto será “meu super herói”, dentro no assunto do trimestre, escolhas que agradam a Deus, devemos incentiva-los a escolher ter como herói um que é mais do que isto, é todo poderoso.
I- Falando de herói
Mas para darmos prosseguimento, vamos definir o que é um herói?
Segundo o dicionário a palavra herói vem do grego “héros” e do latim “heroe”
Seria um homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
Na mitologia grega era considerado um semideus, ou seja, filho de um “deus” e de uma mortal.
O herói é tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz,  suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis.
Aqui é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral. O indivíduo que seja um exemplo de superação; que demonstre virtudes típicas do herói; que seja vitorioso e que cause admiração.
I.1- Super-herói
O Super-herói é a realização máxima do mito do herói, à figura do qual se engendram feitos ainda mais fantásticos que os feitos dos próprios heróis.
Geralmente os Super-heróis são frutos da invenção humana, da fantasia e da ficção. Na sua grande maioria, podem usufruir de superpoderes que não são comuns aos simples mortais, grande força, uniformes e máscaras que ocultam a verdadeira identidade.
Através das histórias e quadrinhos, do cinema e de outras mídias, a cultura de massa popularizou a figura do ’’super-herói’’, que são indivíduos dotados de atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas, capacidade de voar, etc.
O objetivo de todo o Super-herói é a defesa do bem, da paz, o combate ao crime, tomando para si a responsabilidade de ser protagonista na luta do bem contra o mal, idéia esta que é justamente o que faz com que os Super-heróis conquistem grande respaldo social,  principalmente entre os jovens.
Alguns exemplos de super-heróis:
O Primeiro Super-Herói dos quadrinhos que surgiu foi o Fantasma em 1936
Super-homem 1938 , Batman, 1939 , Flash,1940 , Lanterna Verde, 1940 , Aquaman, 1941
Mulher-Maravilha, 1941 , Ajax,  1955 , Super Choque, Liga da Justiça, Quarteto Fantástico no Brasil, 1961 , O Incrível Hulk, 1962 , Homem-Aranha, 1962  etc...
Geralmente, de um super-herói deriva pelo menos um super-vilão., assim todos os super herois tinham tambem um inimigo, ou varios inimigos.
I.2 – Explorando o tema
O objetivo do tópico acima nao é enaltecer esses “super-herois” mas tirar lições aplicaveis a lição, neste proposito o professor pode fazer as seguintes observações:
a) A razão dos super herois
Em geral os super-herois ficticios foram criados apartir das necessidades humanas, o homem não tendo em si capacidade para resolver seus problemas, expoe suas ideias em um personagem que tivesse essa capacidade, mesmo usando meios que não são reais. Um exemplo disto podemos ver neste texto:
Nesta época, os Estados Unidos se recuperavam da grande depressão e o mundo reconstruía-se no sentido de apagar os resquícios da primeira grande guerra - sonhar com o futuro e com tempos melhores era possível através de novas descobertas tecnológicas e principalmente pelas histórias em quadrinhos.
Por isso, naquela noite tórrida de 1933, onde o ar estava estagnado, Jerry (criador) não conseguia dormir, envolto em seus pensamentos e a observar as nuvens que passavam por sua janela, empurradas pelo vento alto, em frente da lua, ocorreu-lhe como seria bom se ele pudesse voar para ir se refrescar com o vento - Claro! Voar ! Ali nascia um dos mais famosos e importantes personagens das histórias em quadrinhos, o Super-Homem !
Esta razão pode ser associada ao fato dos adolescentes buscarem alguém para se espelharem, é necessário conscientizá-los de que os nossos problemas não podem ser resolvidos por meios fictícios, que estão distantes da realidade, e conseqüentemente da verdade.
E isto se torna grave quando existe por trás um objetivo maligno, a exemplo disto estamos próximo a uma festa bem comemorada todos os anos, a qual a imagem do “bom velhinho” (papai noel) se fez um herói para muitas crianças e adolescentes.
b) Os heróis do passado não são os de hoje
Como afirmamos acima, os heróis mesmo que fictícios tinham em certo sentido uma característica ética e moralmente correta, pois combatiam o mal e a injustiça, hoje essa situação mudou, muitos heróis que influenciam crianças e jovens não possuem tais virtudes, ao contrario são incentivadores de vários pecados.
Neste aspecto o professor deve aconselhar os alunos a cerca deste fato.
c) Os heróis modernos
No passado a figura do herói, estava ligada a algumas boas virtudes, nos dias atuais e principalmente em desenhos vemos o total envolvimento desse heróis com misticismo, e espiritismo, a exemplo disto já se vinculou na mídia acusações contra a Disney, devido ao fato de haver mensagens subliminares em seus desenhos.
Outro fato notável é associação dos desenhos a figuras místicas, como mágicos, bruxos, demônios, Harry Potter é um exemplo disto, para muitos adolescentes ele é um herói.
No Brasil existem grupos de adolescentes que se vestem como no filme, aprendem feitiços e bruxarias.
I.3- Cristo o verdadeiro herói
Existe dois fatos que nos levar a ter Cristo como nosso verdadeiro herói;
Primeiro pelo fato de sermos cristãos; na definição falamos que o herói é alguém que realiza feitos extraordinários, alguém de grande valor e magnitude, certamente Cristo se enquadra neste aspecto. A obra que o Senhor realizou em prol da humanidade nunca poderia ser realizada por nenhuma outra pessoa, uma obra perfeita e abrangente.
Em segundo lugar, em razão do seu poder, em quanto os poderes dos super-heróis são apenas fictícios, o do Senhor são verdadeiros, poderes estes capazes de resolver os problemas de qualquer natureza.
Certa ocasião o Senhor Jesus disse a alguns fariseus:
Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. (Mt 22.29)
Neste versículo destaco “poder de Deus” este poder do Senhor é algo que se manifesta em muito sentidos, tanto de forma espiritual, como no literal.
Existem muitas referencias bíblicas onde este poder foi manifestado, é claro que devemos contextualizar com a lição.
A exemplo disto, mencionamos na lição um herói bem conhecido o super homem, dentro muitas  suas principais habilidades é voar e sua visão; na bíblia encontramos uma passagem no livro de Atos onde menciona o fato do Espírito Santo ter transportado um homem de uma parte para outra. Existem muitas passagens também em que seus servos tiveram visões.
O Senhor Jesus depois de ressuscitar entrou algumas vezes aonde os discípulos estavam unidos; sem passar pela porta. Como vemos os super-heróis possuem poderes fictícios, mas o poder que o Senhor possui é verdadeiro.
Por esta razão mesmo, o Senhor aparece a Abrão e lhe diz: “Eu sou o Deus Todo-poderoso” alias este é um de seus atributos; a Onipotência, ou seja, aquele que tudo pode realizar.
É evidente que o poder de Deus não é para enaltecer o ser humano, mas sim para prover o meio de solucionar seus problemas. Quando necessário Felipe, arrebatado pelo Espírito Santo fez mais do que voar, se transportou.
Não existe citação bíblica, mas podemos supor que esta habilidade será um dia dada a nós, pois a bíblia nos fala que seremos como os anjos de Deus, semelhantes ao Senhor, assim não haverá barreira no espaço. No Milênio quando a Igreja reinará com Cristo certamente usufruiremos deste poder.
II- Basta ter fé
A criação dos super-heróis se dava pelo desejo de que eles pudessem resolver os mais difíceis problemas e também porque certamente os criadores gostariam de ter tais poderes.
Alias esta é uma das razões porque o misticismo chama tanto a atenção das pessoas; o fato de haver possibilidade de adquirir “alguns poderes”
Ai esta dois fatores as quais esses heróis devem ser deixados de lado, primeiro porque são fictícios, mas Cristo é real. Segundo, a habilidade desses heróis jamais poderiam ser obtidas visto serem falsas, fictícias, imaginação. Mas as habilidades de Cristo podem ser alcançadas, pois o próprio Senhor repartiu esse poder.
Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum. (Lc 10.19)
Para tanto se faz necessário apenas crer, alias o Senhor mencionou o fato de que se alguém crer nele, poderá fazer obras ainda maiores.
Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. (Jo 14.12)
Os discipulos tiveram este privilégio, certa ocasião o Senhor os enviou a pregar o evangelho pelas aldeias, ao retornar eles relataram quantas coisas maravilhosas haviam realizado; doentes haviam sido curados, endemoniados  tinham sido libertos; os apóstolos experimentaram o poder de Deus.
E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios
se nos sujeitam. (Lc 10.17)
Isto ocorreu porque verdadeiramente os discípulos receberam um poder de fazer coisas extraordinárias, é evidente que não podemos comparar os poderes fictícios dos super-heróis porque muitos desses poderes é meramente para satisfação humana, mas os poderes que Cristo nos concede é para o que é útil, principalmente em fazer o bem ao nosso próximo.
Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum. (Lc 10.19)
II. 1- A Armadura de Deus
Se os super-heróis possuíam roupas especiais para executarem “seus poderes” não é diferente do cristão, pois também temos uma roupa especial, mas precisamente uma armadura, assim como os heróis tinham seus arqueinimigos; o cristão tem um inimigo, que precisa combater.
Essa batalha não é guerra material, e sim espiritual. Então, como alguém pode sobreviver? Precisamos ser "fortalecidos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6:10) e devemos vestir "toda a armadura de Deus" (Ef 6:11,13).
Para tanto Deus nos forneceu essa roupa especial, a Armadura de Deus.
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; (Ef 6.11)
Ao lermos na carta aos Efésios 6.10-16 veremos que são três os objetivos de nos
revestir com a Armadura de Deus, vejamos:
a)      Permanecermos firmes contra as ciladas do diabo;
b)      Resistir no dia mau, para no final dele, permanecermos firmes;
c)      Batalhar e vencer o diabo e suas hostes espirituais.
Sem dúvida, a armadura de Deus é uma arma espiritual poderosíssima, mas seu uso correto depende de termos uma sólida base bíblica. E esta base bíblica se refere a conhecer bem cada item desta armadura, e não somente isto mas viver uma vida cristã de forma reta e justa.
Vejamos cada parte que compõe a Armadura de Deus:
a) O Cinturão da Verdade
O cinturão da verdade é uma arma de defesa. A verdade é Jesus Cristo (João 10:10). E é a verdade que nos justifica e nos defende perante as acusações do inimigo.
Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. (Dt 32.4)
O próprio Senhor Jesus em seu corpo já glorificado, na visão de João em Apocalipse está vestindo o cinto de ouro, que é o cinturão da verdade:
E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. (Ap 1.12)
b) A Couraça da Justiça
A couraça da justiça, analogamente ao cinturão da verdade, é o revestimento da justiça de Deus em nós, como defesa em meio aos ataques e acusações do inimigo. A própria visão de Jesus dada pelo Espírito Santo a Isaías, revela o Senhor vestido com esta couraça.
Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs na cabeça o capacete da salvação; e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto. (Is 59.17)
Esta mesma couraça é composta também pela fé e pelo amor, conforme a palavra nos diz em 1 Tessalonicenses.
...Mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação. (1Ts 5.8)
c) O Calçado da pregação do Evangelho
Os apóstolos que andavam com Jesus, calçavam os pés para saírem a campo a fim de pregar o evangelho. E assim iam pregando a verdade, e as cadeias inimigas eram quebradas em cada local por onde o evangelho da verdade passava.
Chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos; e ordenou-lhes que nada tomassem para o caminho, senão somente um bordão; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no cinto; mas que calçassem alparcas, e que não vestissem duas túnicas. (Mc 6.7-9)
É exatamente assim que Jesus também nos instrui a fazer: calçar os pés e sair a campo pregando o evangelho, para destruir as fortalezas inimigas. Deus se regozija em nós quando assim fazemos, conforme Isaías 52:7:
Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que diz a Sião: O teu Deus reina! (Is 52.7)
d) O Escudo da Fé
As setas, ou dardos inflamados do maligno, são lançadas contra nós o tempo todo. O escudo da fé é a única arma capaz de desviar estas setas. Sem a fé, não podemos nos defender dos ataques do inimigo. Fé bíblica é sinônimo de certeza de vitória em Jesus Cristo. E a fé somente é adquirida da seguinte maneira.
De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. (Rm 10.17)
Sem estar em contato permanente com a Palavra de Deus, é impossível usar esta arma tão poderosa. Lembrem-se da definição de fé, em Hebreus.
Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das
coisas que se não vêem. (Hb 11.1)
Davi tinha plena convicção de que os ataques do inimigo não lhe derrotaria, porque ele sabia usar o escudo da fé. A sua fé em Deus lhe fazia forte, com plena disposição de batalha. Que este exemplo fique de lição para nós.
e) O Capacete da Salvação
Ao vestirmos este capacete, estamos assumindo a nossa salvação em Jesus Cristo, ou seja, estamos convictos e obviamente sem dúvidas a respeito de que já somos salvos.
O Espírito Santo de Deus, durante sua revelação ao profeta Isaías quanto à primeira vinda de Cristo (cerca de 700 a.C.), revelou também que Cristo usava exatamente o capacete da salvação.
Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs na cabeça o capacete da salvação; e por vestidura pôs sobre si vestes de vingança, e cobriu-se de zelo, como de um manto. (Is 59.17)
Ou seja, É Jesus Cristo quem traz a salvação ao mundo. O apóstolo Paulo novamente menciona a necessidade de usarmos o capacete da salvação em 1 Tessalonicenses 5:8:
f) A Espada do Espírito Santo
A espada do Espírito Santo é a própria Palavra de Deus. Portanto, é uma arma de ataque fundamental. Voltando ao cenário da tentação de Jesus pelo diabo no deserto: Jesus usou da Palavra para paralisar os intentos malignos.
Em Hebreus 4:12, Deus nos descreve a eficácia de sua Palavra:
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hb 4.12)
O nosso conhecimento na Palavra é o pré-requisito necessário para sabermos usar esta arma. Uma das maiores brechas que legaliza ataques demoníacos aos cristãos, é a falta de conhecimento na Palavra de Deus. O próprio Senhor Deus lamentou este fato em Oséias.
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento...(Os 4.6)
Conclusão
Concluirmos aqui nossa lição, afirmando somente Cristo é um verdadeiro herói,
seus poderes são reais e não fictícios, e mais; Ele quer repartir com todos que o obedecem.
Portanto sejamos também heróis no combate do mal.
Que Deus em Cristo vos abençoe.
Colaboração para o Portal Escola Dominical- Prof. Jair César S. Oliveira

LIÇÃO 9 – AS REGRAS DO JOGO


4º Trim. 2011 - ADOLESCENTES – CPAD - Lição 9: As Regras do Jogo
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2011
Tema: O atleta cristão
Comentarista: Silas Daniel

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Compreender que é necessário conhecer e obedecer os mandamentos contidos na Palavra de Deus. Ela é nossa bússola
Para refletir
“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”(Sl 119.11).
A Palavra de Deus serve-nos de arma moral na hora da tentação, quando colocamos suas palavras penetrar em nosso subconsciente, guardando-a moldamos nosso comportamento segundo a Vontade de Deus.
Texto Bíblico em estudo: Js 1.7-9.
Introdução
Após a morte de Moisés, o Senhor diz a Josué:
Meu servo Moisés morreu; levanta-te e passa o Jordão, tu e todo o povo contigo, entra na terra que eu darei aos filhos de Israel. Todo lugar onde pisar a planta do vosso pé, eu vo-lo darei, como disse a Moisés. Ninguém vos poderá resistir em todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem desampararei. Tem ânimo e sê forte ... e reveste-te de grande fortaleza para observar e cumprir toda a lei que Moisés, meu servo, prescreveu ... não tenhas medo nem temor, porque o Senhor teu Deus está contigo em qualquer parte para onde fores” (Js 1.2-9).
Confortado assim com as promessas do Criador, Josué mandou alertar o povo que fizesse provisão de mantimentos, porque dentro de três dias passariam o Jordão para entrar na posse da terra reservada pelo Senhor.
Josué conquistou todo o país montanhoso e meridional, a terra de Gosen, a planície, a parte ocidental, o monte de Israel, as suas campinas e muitas outras terras. Venceu também os reis da Transjordânia e os de Canaã, liberando assim toda a terra prometida por Deus a Moisés.
De acordo com o estipulado pelo Senhor, Josué fez a divisão dessas terras pelas tribos dos hebreus, sendo que já as tribos de Ruben e Gad e a meia tribo de Manassés haviam tomado posse da terra que lhes havia sido dada por Moisés, na outra margem do Jordão.
Josué teve êxito, porque seguiu o conselho do Senhor, e ateve-se a cumprir tudo os mandamentos contidos na Lei do SENHOR, na Palavra de Deus.
Coloque Deus em primeiro lugar
Para que o nosso trabalho em desenvolvimento tenha êxito, devemos colocar Deus em primeiro lugar em tudo o que fazemos. No entanto, as coisas materiais geralmente são colocadas em primeiro lugar em nossas vidas de tal maneira que, às vezes, estas se tornam nosso deus. Ao invés disso.
Devemos confiar em Deus com todo o nosso coração e nossa alma, e não no homem ou em nossas próprias capacidades. Ao enfrentarmos todas as circunstâncias da vida, devemos continuar a acreditar, a orar e a colocar em prática a Palavra do Senhor. Assim, Ele nos manterá com boa saúde e nos ajudará a prosperar.
A nossa eficácia no trabalho que fazemos é determinada por nossa sabedoria – em outras palavras, a maneira como aplicamos o conhecimento que possuímos. A sabedoria significa pôr em prática todas as teorias e regras que aprendemos. A sabedoria determina o nosso êxito e as nossas realizações, tanto no lar como no trabalho – ela é a chave para o sucesso total. A sabedoria não significa o conhecimento da ciência, da geografia ou da história moderna. A sabedoria e o conhecimento aplicado começam com Deus. A sabedoria satisfará as suas necessidades, trará felicidade e assegurará uma coroa de glória no paraíso.
A sabedoria é, em primeiro lugar, respeitar e temer a Deus. Para muitas pessoas, o trabalho vem em primeiro lugar. Porém, a eficácia de nosso trabalho depende da prioridade que um agente de desenvolvimento dá a Deus, que é quem fornece a sabedoria realmente importante. A sabedoria que vem de Deus prolonga a vida, traz recompensa. Ela permite que a pessoa cresça e obtenha bons resultados.
Andar em amor
Muitos cristãos são derrotados na vida, porque não sabem Andar em Amor.
Mateus 5.43-47  diz:
 "Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo.
Eu, porém, vos digo; Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem;
Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? não fazem os publicanos também o mesmo?
E, se saudardes únicamente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os publicanos também assim?“
Hoje em dia, as pessoas chamam “Amor”, a qualquer sentimento mais forte do que o normal. Na verdade o perfeito “Amor” é o “Amor do Tipo do Amor de Deus”.
O amor de Deus é incondicional, não está dependente de uma resposta positiva: “Eu amo-te, se, tu me amares também”. Não o amor de Deus diz: “Eu amo-te, mesmo que tu me rejeites, que fales mal de mim, que me persigas”.
Romanos 5.7,8 – “Porque dificilmente alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que por um homem bom alguém ouse morrer.
Mas, Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Andar no Amor: é, sem dúvida, amar os irmãos. Amar a Deus que não vemos, é amar os irmãos que vemos. Quando o Senhor Jesus, em ressurreição, procurou por Pedro no mar de Tiberíades, disse a Pedro: "Tu me amas? Então apascenta..." Amar o Senhor é apascentar os santos. Logo, andar no amor é amar os irmãos de maneira prática - visitando, telefonando, se preocupando... (1 Jo 4.20).
Seja humilde
Humildade refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.
Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra", ao analisarmos esta frase, encontramos material suficiente para aprender sobre a humildade:
Se diz que a humildade é uma virtude humilde, quem se vangloria da sua, mostra simplesmente que lhe falta.
A humildade é preciosa aos olhos de Deus e revela que quem a possuir será mais e mais abençoado e agraciado com os Seus cuidados; ela conserva a alma na tranqüilidade e contentamento, mesmo em meio às dificuldades diárias e gera a paciência e resignação nos momentos mais difíceis possíveis.
Pode-se defini-la como “um sentimento que leva a pessoa a reconhecer suas próprias limitações; modéstia; ausência de orgulho”.
A humildade é um sentimento de extrema importância no coração do homem que procura santificar-se, na realidade, sem esta evidência do caráter de Cristo, é impossível servir integralmente a Deus.
Tenha uma vida santificada
Quando mencionamos a palavra santidade, muitas vezes o que nos vêm a mente, é algo muito difícil, que não conseguiremos nunca e achamos que só aqueles mais certinhos – quietinhos, calados ou que se vestem de modo santo - é que conseguem viver assim. Realmente, esta é a idéia que muitas pessoas tem de santidade, algo visto, contemplado exteriormente; porém a santidade começa no coração.
Esta realidade vivida por muitos se assemelha a uma exortação que Jesus fez aos escribas e fariseus, pois se preocupam com o exterior (leis, regras) do que com o interior (coração) Mt 23.25-29. Jesus mostra para aqueles homens que a pureza do homem começa no coração.
 “O Senhor, contudo, disse a Samuel: ‘Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração”.1 Samuel 16.7.
Entendendo a santificação:
- Santificação é uma obra progressiva da parte de Deus e do homem que nos torna cada vez mais livres mais do pecado e semelhantes a Cristo em nossa vida presente. Por exemplo: quando uma pessoa que falava mentira se arrepende, nessa área ela cresceu, conseqüentemente está sendo mais semelhante a Cristo.
- Uma vez que nascemos de novo não podemos continuar pecando como um hábito ou como um padrão de vida (1 Jo 3.9).
- A santificação é um alvo de modo cristão, a partir do momento que a pessoa aceita a Cristo (1 Pe 1.16), o seu desejo é ser como seu mestre; Cristo é nosso referencial de vida. Através do exemplo, e das palavras, podemos ver que conseguimos vencer cada obstáculo que vem sobre as nossas vidas.
- A Bíblia diz em Rm 6.11, 14, que “o pecado não terá domínio sobre nós”, portanto não somos mais escravos do pecado, isto significa que nós cristãos por meio do auxilio do poder do Espírito Santo, temos poder para superar as tentações e seduções do pecado.
- A santidade é um processo na vida do cristão. Paulo diz, que por toda a nossa vida cristã, estaremos sendo aperfeiçoados. “Todos nós (...) somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem”.(2 Co 3.18). Gradualmente nos tornamos cada vez mais semelhantes a Cristo, conforme avançamos na vida cristã.
- Santidade não é deixar de fazer, mas fazer conforme a palavra de Deus.
Dependa sempre do Espírito Santo
O Espírito Santo nos completa para que possamos ser bem-aventurados,, capazes de viver na lei divina, e ser eficazes na obra de Deus e que tenhamos santidade para chegar diante do Pai.
Por isso dependemos do Espírito Santo, pois ele é que nos direciona ao Pai e sua vontade, como está escrito em Romanos 8.14-16.
Sem buscarmos o Espírito de Deus não teremos sucesso algum em nossas vidas tão pouco conseguiremos fazer a obra de Deus, pois é o Espírito de Deus quem faz através de nós.
O Espírito é o nosso combustível que nos impulsiona e nos dá força, energia, intrepidez para seguir adiante. O Espírito é que dá poder para viver uma vida de santidade, sem o Espírito Santo o homem é incapaz de viver uma vida vitoriosa.
Conclusão
O valor da palavra excede qualquer coisa que a criação tenha guardado.  Davi viu as qualidades da lei de Deus como mais desejáveis do que a riqueza e mais agradável do que os melhores deleites da terra (Sl 19.10). É observando estas qualidades duradouras da revelação que o servo de Deus é admoestado (Sl 19.11). Aqui está o valor culminante da lei.  Ela dá bênçãos, mas estas não vêm sem compromisso (Sl 19.11). Assim, a admoestação é essencial.  Contudo, o galardão prometido não somente vem depois de guardar os mandamentos de Deus, mas vem enquanto estão sendo guardados.  Ela traz bênçãos agora e na eternidade.
NOTA: Peço a compreensão dos prezados (as), não foi-me possível elaboração de uma Dinamica para essa lição. Deus continue vos abençoando.
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.

LIÇÃO Nº 9 – A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO


4º Trim. 2011 - Lição 9: A Organização do Serviço Religioso I
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2011

TEMA –  Neemias – integridade e coragem em tempos de crise

COMENTARISTA :  Elinaldo Renovato de Lima

ESBOÇO Nº 9

                                                           Neemias não reedificou apenas os muros e portas de Jerusalém, mas também restaurou a adoração a Deus.
INTRODUÇÃO
- Na sequência de estudos do livro de Neemias, estudaremos hoje o capítulo 12, quando o governador restaura o culto de adoração a Deus.
O objetivo de Neemias não era tão somente reedificar Jerusalém e repovoá-la, mas tornar a fazer da cidade o centro de adoração do povo judeu ao Senhor.
I – NEEMIAS INICIA A EXECUÇÃO DA TERCEIRA PARTE DE SEU PLANO PARA JERUSALÉM: A RESTAURAÇÃO DO CULTO A DEUS
- Desde o início do estudo deste trimestre letivo, temos visto que Neemias era um exímio administrador pois, além de ser chamado por Deus para a restauração de seu povo, tudo fez com o devido planejamento. Desde o instante em que sentiu do Senhor a convicção de que deveria ser o instrumento do Senhor para a mudança da situação em Jerusalém, vemos Neemias cuidadosamente elaborando um plano para que a vontade do Senhor se fizesse.
- Um bom administrador deve, antes de mais nada, fazer o planejamento, uma etapa indispensável para que tenha êxito no exercício de suas tarefas. “…O planejamento é uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Sendo, portanto, o lado racional da ação. Tratando-se de um processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os resultados esperados. Esta deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns objetivos pré-definidos.…” (Planejamento. In: WIKIPÉDIA. Disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Planejamento. Acesso em 18 out. 2011).
- O servo de Deus  (notadamente os líderes mas não somente eles) deve estar sempre sob a direção e orientação do Espírito Santo no seu dia-a-dia, mas não deve jamais se esquecer de que foi dotado de racionalidade pelo Senhor quando de sua criação e, desta maneira, tudo deve fazer com o devido planejamento, nada fazendo a esmo. É indispensável que tudo que façamos seja previamente planejado, projetado, para que alcancemos bom êxito. Evidentemente que todos os nossos planos devem ser submetidos ao Senhor, pois somos Seus servos, visto que “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor, a resposta da boca” (Pv.16:1), texto que, porém, antes de infirmar, confirma a necessidade que tenhamos planejamento.
Neemias, em seu governo, mostrou que era um exímio planejador. Já quando conseguira a licença do rei Artaxerxes para ir a Jerusalém, mostrou que tinha tudo planejado, tanto que foi para Jerusalém munido do necessário para que pudesse realizar o seu trabalho, como materiais e cartas aos governadores dalém do rio. Ao chegar à cidade, foi verificar a situação existente e, depois, revelou seus projetos ao povo e obteve seu consentimento, iniciando tudo pela reedificação dos muros e das portas de Jerusalém.

- Realizado o trabalho da reedificação dos muros e das portas em cinquenta e dois dias, iniciou todo o processo para o repovoamento da cidade, processo este que, como vimos, começou pelo resgate da memória e da conscientização da identidade do povo judeu como povo de Deus, passando pelo avivamento, arrependimento, confissão e abandono do pecado, para, então, com um povo qualitativamente diferente daquele encontrado na sua chegada, pudesse fazer o repovoamento da capital, inclusive dando prioridade aos que voluntariamente se decidiam por morar em Jerusalém.
- Terminada esta fase do repovoamento, Neemias, então, dá seguimento a seu plano, mediante a conscientização daquele povo que passava a compor a população de Jerusalém, de que não eram eles meros habitantes e ocupantes de um espaço geográfico, mas que, sendo, como agora o eram, moradores de Jerusalém, deviam estar cônscios de que deveriam ser os primeiros a adorar a Deus no meio do povo de Judá.

- Jerusalém não era para ser apenas a principal cidade do ponto-de-vista social, político ou administrativo, mas, notadamente, deveria ser o centro religioso da nação, pois, afinal de contas, era ali que Deus havia escolhido para Se fazer presente no meio do Seu povo (Dt.12:5,14), era ali que estava o Templo, o centro da adoração a Deus naqueles dias.
Já no repovoamento da cidade, Neemias tomou o cuidado de criar as condições para que Jerusalém fosse o centro de adoração a Deus, não somente pela localização do Templo ali, mas para que todos os seus habitantes participassem deste culto ao Senhor. Assim, tomou o cuidado de que os sacerdotes e levitas habitassem preferencialmente em Jerusalém, sendo, inclusive, constituído superintendente sobre eles a Uzi, filho de Bani, filho de Hasabias, filho de Matanias, filho de Mica (Ne.11:22), que era um dos descendentes dos “filhos de Asafe”, os cantores que haviam sido postos a serviço da casa de Deus desde os dias de Davi (I Cr.25:1), tendo-lhes instituído uma porção por ordem do rei (Ne.11:23), ordem que teve, certamente, origem em sugestão do próprio Neemias, a nos mostrar que, desde antes de sair de Susã, o governador já tinha em mente a restauração do culto ao Senhor.
- Em mais uma demonstração de que Neemias visava, agora em sua nova etapa de governo, a restauração do culto a Deus, temos que, em seu livro, há a transcrição da lista dos sacerdotes e levitas que retornaram do cativeiro com Zorobabel (Ne.12:1-26). Neemias procedia, agora com os sacerdotes e levitas, da mesma forma que procedera com o restante do povo – havia a necessidade do resgate da memória e da conscientização de sacerdotes e levitas de seu papel no meio do povo de Judá. Os sacerdotes e levitas deveriam ter consciência de que haviam sido chamados por Deus para o serviço de adoração, de que tinham sido escolhido pelo Senhor para efetuarem aquele trabalho de grande importância para todo o povo.
Neemias fez questão de rememorar os sacerdotes e os levitas de que todos descendiam da tribo de Levi, que havia sido escolhida por Deus para fazer o Seu serviço diante do povo de Israel em lugar dos primogênitos, que passaram a pertencer ao Senhor desde o momento da libertação do povo no Egito (Nm.3:13,41). Por isso, quando da volta do cativeiro, Zorobabel, então o governador, fez questão de listar todos os levitas que haviam retornado, entre eles, os sacerdotes, que eram os descendentes de Arão (Ex.28:1-3). Assim, se todo sacerdote era levita, nem todo levita era sacerdote.
- Ao fazer este resgate da memória e dar consciência aos sacerdotes e levitas de seu papel no meio do povo, Neemias queria, em primeiro lugar, mostrar-lhes que eles ali estavam não porque o quisessem, mas porque Deus o havia querido, de tal sorte que deveriam estar cônscios de que haviam sido escolhidos e que isto era um verdadeiro privilégio.
- Do mesmo modo, nós, os salvos, que somos os sacerdotes desta dispensação (I Pe.2:9; Ap.1:6), não podemos nos esquecer que também fomos escolhidos e não escolhemos ao Senhor (Jo.15:16) e que, por isso, por termos sido escolhidos, não podemos fazer o que queremos, mas aquilo para o que o Senhor nos chamou. Quando temos esta consciência, nossa conduta será completamente diferente e seremos exitosos e ricamente abençoados por Deus.
- Na relação dos levitas e sacerdotes do tempo do cativeiro, Neemias fez questão de acrescentar aqueles que trabalhavam nos seus dias. Assim, o governador mostrava que tudo não passava de uma continuidade e que todos deveriam manter a tradição de seus pais, permanecendo no serviço ao Senhor. Assim, foram inscritos na relação os levitas nos dias de Eliasibe, que era o sumo sacerdote dos dias de Neemias : Joiada, Joanã e Jadua (Ne.12:22).
- Estes três chefes dos levitas tinham nomes muito elucidativos e instrutivos. “Joiada” significa “Deus conhece”; “Joanã”, “Deus é gracioso” e “Jadua”, “conhecido”. Os nomes dos três chefes dos levitas neste momento de restauração do serviço religioso de Jerusalém revela-nos que Deus conhece todo aquele que se põe a Seu serviço, que todo que trabalha na obra de Deus é conhecido por Ele e que somente podemos fazer a obra de Deus pela Sua graça. Temos esta consciência, amados irmãos? Estamos a fazer a obra de Deus conscientes de que Deus tudo conhece e que nossas obras são conhecidas por Ele e que nada poderemos fazer a não ser pela Sua graça?
- Esta é uma realidade de que não podemos escapar. Muitos estão a fazer a obra do Senhor relaxadamente (Jr.48:10 ARA), achando que ninguém o está percebendo. Outros, ainda, fazem a obra de Deus apenas como pretexto para seu próprio engrandecimento, para a sua própria vaidade. Esquecem-se estes, porém, que são “conhecidos” de Deus, que o Senhor tudo conhece e que nada se faz sem a graça do Senhor. Por isso, no tribunal de Cristo, a obra de cada se revelará e saberemos, perfeitamente, quem fez algo que tenha tido proveito (I Co.3:13). A Deus ninguém engana, amados irmãos!
Outra importante iniciativa de Neemias neste resgate de memória e conscientização foi o estabelecimento de uma prática. Com efeito, a inscrição dos filhos de Levi nestes livros foi mantida até os dias de Joanã, o filho de Eliasibe (Ne.12:23) e que, como tal, sucedeu a seu pai no sumo sacerdócio. Vemos, pois, que o resgate da memória não foi uma atitude episódica, mas uma prática que se estendeu até a geração seguinte. A conscientização não se deve limitar, pois, apenas à lembrança do passado, mas deve prosseguir em relação ao futuro. Que bom será se, quando chegamos ao centenário das Assembleias de Deus, possamos, como a geração do centenário, fazer com que a consciência do que significa servir a Deus prosseguir pelas gerações futuras se o Senhor demorar ainda para arrebatar a Sua Igreja!
- Mas, para que a geração seguinte tenha podido manter o resgate da memória e a consciência obtidas por Neemias, foi fundamental que se mantivesse a Palavra de Deus como regra para aquele povo que era conscientizado no presente. A Palavra de Deus permanece para sempre (I Pe.1:25) e, por isso, para que o povo se mantenha nela, faz-se preciso o resgate do passado e o ensino no presente, para que se mantenha a fidelidade no futuro.
- O fato de se ter mantido nos dias de Joanã a busca da conscientização obtida nos dias de Neemias está na circunstância de que os chefes dos levitas (Hasabias, Serebias e Jesua, filho de Cadmiel), além de seus irmãos terem estudado detidamente as Escrituras e procurado segui-las integralmente, tanto que louvavam e davam graças segundo o mandado de Davi, o homem de Deus (Ne.12:24).
- Os chefes dos levitas nominalmente mencionados na relação que se acresceu a de Zorobabel honravam a tradição dos pais, tudo fazendo consoante havia sido estabelecido por Davi ainda antes da construção do templo, pois foi Davi quem organizou todo o serviço religioso do templo, como se vê nos capítulos 23 a 27 de I Crônicas. Eles eram entendidos na lei do Senhor (Ed.8:18,19; Ne.8:7), piedosos e adoradores do Senhor (Ne.9:4,5) e que, por isso mesmo, não permitiam que se criassem “inovações” ou “invenções” na adoração a Deus.
- Nos dias em que vivemos, precisamos de pessoas deste porte na casa do Senhor, pessoas que sejam entendidas nas Escrituras, que tenham uma vida espiritual sincera e de intimidade com Deus, sem o que não poderemos levar o povo a cultuar corretamente. Necessitamos de Hasabias, Serebias e Jesuas em nosso meio, que está cada vez mais infestado de “inventores de males” (Rm.1:30), que tanto prejuízo têm causado ao povo de Deus.
- Os nomes destes chefes de levitas que mantiveram a pureza do culto a Deus nos dias de Neemias também são elucidativos. “Hasabias” significa “Deus estimou”; “Serebias”, “Deus fez tremor” e “Jesua”, “Deus é salvação”, sendo este “Jesua”, filho de “Cadmiel”, que significa “Deus é desde o princípio”. Notamos, pelos nomes destes chefes dos levitas, que o culto a Deus deve ser tal que, por primeiro, seja “estimado por Deus”, ou seja, seja um culto que agrade ao Senhor, que suba como “cheiro suave” à presença de Deus, algo que nem sempre ocorre, como podemos verificar nas palavras do profeta Isaías, nos dias de Uzias (Is.1:11-15).
- Por segundo, vemos que o culto que agrada a Deus é um culto em que “Deus fez tremor”. Nos dias em que vivemos, em vez de sentirmos o tremor de Deus, a operação poderosa do Senhor no meio do Seu povo, o que temos constatado, com tristeza, é a manifestação da carne, do emocionalismo barato, que não traz qualquer edificação espiritual. Quando, porém, voltarmos à Bíblia Sagrada, quando nos portarmos segundo o modelo estabelecido por Deus em Sua Palavra, sem dúvida alguma, teremos, novamente, o “tremor divino” em nossas reuniões.
- Por terceiro, o culto que agrada a Deus mostra-nos que “Deus é salvação e é desde o princípio”. Quando mantemos o modelo bíblico no culto ao Senhor, temos, como resultado, a salvação das almas, a libertação do pecado, a renovação espiritual, a santificação do povo e o Senhor mostra que não mudou, salvando, curando, libertando, batizando com o Espírito Santo e preparando um povo para levar ao céu. Quais tem sido as consequências de nossas reuniões? Tem havido transformação de vidas? Tem havido edificação espiritual? Tem havido cura divina? Tem havido sinais e maravilhas?
- Na relação dos sacerdotes e levitas, Neemias também não deixou de incluir os guardas e os porteiros, que faziam a segurança tanto das tesourarias quanto das portas (Matanias, Baquebuquias. Obadias, Mesulão, Talmom e Acube), pessoas que serviram tanto nos dias de Joiaquim, filho de Jesua, o filho de Jozadaque, como também nos dias de Neemias, o governador e do sacerdote Esdras, o escriba (Ne.12:26).
- Ao relacionar estes homens, Neemias fez questão de mostrar que aqueles homens, incumbidos da guarda e da segurança do templo, eram de confiança, tanto que, apesar de terem iniciado seu serviço diante do sumo sacerdote Joiaquim, o segundo sumo sacerdote depois do cativeiro, que foi o pai de Eliasibe, o sumo sacerdote dos dias de Neemias e de Esdras, foram mantidos em suas funções. O mérito deve ser o critério para a escolha dos auxiliares. É com tristeza que vemos um mau costume dos dirigentes na casa do Senhor de mudarem todas as pessoas que serviam ao antecessor, sem antes avaliar se se trata, ou não, de pessoas dignas de confiança. Lembremos que a obra é de Deus e não dos homens.
- Nesta menção aos porteiros e guardas, vemos que Neemias também tinha o cuidado de mostrar que o trabalho referente aos tesouros da casa de Deus tinha o mesmo caráter sagrado dos demais serviços. Nunca podemos nos esquecer que as finanças da casa do Senhor devem ser cuidadas com toda reverência, pois tais recursos, embora devam ser utilizados para as coisas desta vida, nem por isso deixam de ser sagrados. Nossa atitude para com os recursos financeiros da Igreja deve ser a mesma que teve o apóstolo Paulo, que nos dá preciosos ensinos de como devemos nos portar neste assunto nos capítulos 8 e 9 de II Coríntios.
OBS: Sobre o assunto, sugerimos a leitura do artigo “Paulo e a questão da contribuição financeira em Corinto” de nossa autoria no Portal Escola Dominical, disponível em: http://www.portalebd.org.br/principal/estudos-biblicos/item/478-paulo-e-a-questão-da-contribuição-financeira-em-corinto).
II – NEEMIAS FAZ A DEDICAÇÃO DOS MUROS DE JERUSALÉM
Depois de ter feito o resgate da memória e a conscientização de sacerdotes e levitas sobre o seu papel no povo de Judá, Neemias, então, organiza o serviço religioso, fazendo a dedicação dos muros de Jerusalém.
- Ao determinar a realização da dedicação dos muros de Jerusalém, Neemias faz como que uma consagração de Jerusalém a Deus. Não apenas o templo, que era a casa de Deus, devia ser consagrada ao Senhor, mas toda a cidade, pois ali Deus escolhera estar presente. Além do mais, os muros haviam sido reedificados por obra do próprio Deus (Ne.6:16), em virtude da prosperidade vinda diretamente de Deus (Ne.2:20) e, assim, nada mais justo do que se dedicarem os muros ao Senhor, de forma a se reconhecer a soberania divina e de ser grato ao Senhor por aquela grande vitória.
- Muitos dos que cristãos se dizem ser não procedem deste modo. Durante as dificuldades e adversidades, clamam a Deus, buscam ao Senhor intensamente, mas, quando a vitória chega, esquecem-se de ser gratos a Ele e de renderem toda glória Àquele que foi o responsável pelo êxito alcançado. A estes ingratos, lembremos que o Senhor está a ver tudo, e, assim como fez com os leprosos que não voltaram para agradecer-Lhe a bênção, está a perguntar onde estão (Lc.17:17). Tomemos cuidado, amados irmãos, e sigamos o conselho do apóstolo Paulo, sendo agradecidos a Deus por tudo (Cl.3:15).
- Neemias, por primeiro, mandou buscar todos os levitas de todos os lugares para que participassem da festa da dedicação dos muros (Ne.12:27), tendo vindo os filhos dos cantores tanto da campina dos arredores de Jerusalém, como das aldeias dos netofatitas, local situado perto de Belém de Judá (I Cr.9:16; Ed.2:22), como também da casa de Gilgal, dos campos de Geba e Azmavete (Ne.12:29). Mais uma vez, Neemias dá mostra de ser um grande líder, querendo o envolvimento de todos os levitas naquela festividade, tanto os que haviam ido morar em Jerusalém, quanto os que haviam ido morar em outras cidades (Ne.11:36).
- Neemias mostra-nos, também, que o culto a Deus deve envolver todo o povo, indistintamente. O que temos observado, atualmente, é que, cada vez mais, as reuniões das igrejas locais está perdendo esta característica, que é a de que o culto é feito por todos, não por alguns apenas. Os cultos estão se tornando “espetáculos”, onde há dois grupos de pessoas: os “participantes”, que, muitas vezes, realizam seus “shows”, “exibições” e “apresentações”, e os “assistentes”, aqueles que apenas acompanham, assistem às referidas apresentações. Nada menos bíblico! O culto deve ser feito por todos os presentes. Não vamos a uma reunião para vermos outros cultuarem a Deus, mas para apresentarmos o nosso culto ao Senhor. Neemias tinha esta consciência e, por isso, mandou buscar todos os levitas de todos os seus lugares para fazerem a dedicação com alegria, e com louvores, e com canto, saltérios, alaúdes e com harpas.
Todos os levitas vieram a Jerusalém para fazerem a dedicação dos muros. A dedicação deveria ser feita, em primeiro lugar, “com alegria”. Não é possível cultuarmos a Deus sem alegria. Davi, no primeiro cântico dos degraus de sua autoria, é bem claro ao nos indicar quando deve começar nossa alegria, a saber: quando nos disserem que devemos ir à casa do Senhor (Sl.122:1).
- Temos de ter alegria já no instante mesmo em que vamos para a reunião de adoração ao Senhor. Temos de expressar a nossa gratidão pela graça e misericórdia do Senhor que nos libertou do pecado e nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef.1:3). Chegando ao local da reunião, ali devemos também expressar nossa alegria, por podermos ali estar e ter condições de apresentar a Deus o nosso culto racional, que é o sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm.12:1).
- Preocupa-nos contemplar, na atualidade, muitos que cristãos se dizem ser demonstrar enfado e automatismo nas reuniões de adoração. Estão ali como que cumprindo apenas uma obrigação, não deixando de olhar seguidamente para o relógio, querendo dali sair o mais rápido possível, embora não tenham tido pressa para ali chegar (hoje em dia, aliás, temos verificado que há verdadeiros “turnos” na chegada aos cultos: nenhuma pressa para chegar e pressa para que o culto acabe). Isto é uma demonstração de falta de comunhão com Deus, de falta de alegria em servir ao Senhor. Será que não temos o mesmo prazer manifestado por Davi no Salmo 122? Não devemos nos apressar para sair da presença de Deus (Ec.8:3).
Além de alegria, os levitas deveriam fazer a dedicação dos muros com louvores, e com canto, saltérios, alaúdes e com harpas. A música faz parte do louvor, mas o louvor não se resume à música. Vemos aqui, claramente, esta realidade, pois os levitas deveriam louvar, além de cantar e tocar instrumentos. O louvor é uma atitude de reconhecimento da soberania divina, que pode se expressar através da música.
- Observemos que os louvores, o canto e os instrumentos deveriam seguir o “mandado de Davi, homem de Deus” (Ne.12:24), repetindo-se aqui o que já se observara na rededicação do primeiro templo nos dias de Ezequias, quando os levitas na casa do Senhor foram postos “com címbalos, com alaúdes e com harpas, conforme o mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã; porque este mando veio do Senhor, por mão de seus profetas” (II Cr.29:25), escrito, aliás, que a tradição judaica diz ter sido feito por Esdras. Os cantores foram instruídos para fazerem como havia sido determinado nos dias de Davi e de Salomão (Ne.12:45).
- O verdadeiro louvor, canto e técnica instrumental na Igreja devem seguir o que se encontra na Bíblia Sagrada, deve ser fruto de uma verdadeira direção do Espírito Santo, algo que provenha de Deus e não dos homens. Séculos depois da organização do serviço musical no primeiro templo, o povo de Judá mantinha as mesmas diretrizes e princípios estabelecidos pelo Senhor nos dias de Davi, sem “inovações” ou “novidades”, visto que a Palavra de Deus permanece para sempre, é imutável, atemporal.
- Em nossos dias, infelizmente, esta pureza não mais se encontra em nossos louvores, canto e técnica instrumental em nossas reuniões. Temos permitido o ingresso de ritmos, instrumentos e cantos que não são sacros, que não foram criados para louvar e bendizer o nome do Senhor, mas, pelo contrário, foram criados para a música profana, a música que mexe com o corpo, que estimula a sensualidade, quando não provoca a perturbação nervosa e mental das pessoas. O resultado é a perda da espiritualidade em nossas reuniões, muitas das quais não podem sequer ser chamadas de cultos, pois não passam de ajuntamentos, de “shows”, de “bailes”, enfim, de abominações aos olhos do Senhor. Fujamos disto enquanto é tempo!
- Assim que chamados, estes levitas cantores demonstraram que eram dedicados ao trabalho do Senhor, pois se deslocaram de suas cidades e aldeias de origens e vieram a Jerusalém, onde edificaram para si aldeias em redor da cidade (Ne.12:29). Por que o fizeram? Porque, devidamente conscientizados de seu papel, decidiram ficar à inteira disposição para participar da festividade. Temos tido este mesmo espírito nos que se dedicam à música na casa do Senhor? Têm eles reservado parte de seu tempo no seu dia-a-dia para se aprimorarem na técnica musical? Têm eles participado de ensaios para as apresentações nas reuniões? Têm eles dedicado tempo para a vida devocional para realmente louvarem a Deus e não somente se apresentarem?
- Além de se porem à disposição dos organizadores do evento, edificando para si aldeias ao redor de Jerusalém, os levitas cantores, juntamente com os demais levitas (pois levita não é apenas cantor, como se diz equivocadamente nos dias hodiernos) e os sacerdotes, antes da festividade, purificaram-se e purificaram o povo (Ne.12:30).
Não podemos cultuar a Deus se não estivermos devidamente purificados, o que não significa participarmos de cerimônias de lavagem ritual física de nossos corpos, como faziam os fariseus nos dias de Jesus e fazem até hoje os muçulmanos. A purificação que se exige de cada servo de Deus para apresentar seu culto a Deus é a purificação espiritual, pois o Pai está à procura de adoradores que O adorem em espírito e em verdade, como ensinou Jesus à mulher samaritana (Jo.4:23).
- Um dos grandes males da atualidade é a falta de consideração da necessidade de que, para cultuar a Deus, precisamos ofertar a Ele um sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor. O culto racional exige que ofertemos a Deus algo vivo, santo e agradável, ou seja, devemos, antes de mais nada, estarmos limpos dos nossos pecados, sermos devidamente purificados pelo sangue de Jesus (I Jo.1:7).
- Para que isto ocorra, porém, faz-se preciso que “andemos na luz como Ele na luz está”. Sem que tenhamos uma vida de separação do pecado, uma vida de imitação de Cristo (I Co.11:1; I Pe.2:21), jamais poderemos cultuar a Deus corretamente. Faz-se preciso que nos purifiquemos antes de nos apresentarmos diante do Senhor e muito do que se verifica nos dias difíceis em que vivemos é a falta de purificação do povo de Deus, motivo pelo qual seus ajuntamentos, em vez de produzirem agrado de Deus, são causa de abominação, como ocorria, como já dissemos, nos dias de Isaías.
Nosso culto a Deus começa com a nossa santificação, com a nossa separação do pecado, com o nosso “andar na luz”. Este “andar na luz” produz a “comunhão recíproca entre os irmãos” e o resultado disto é que somos purificados pelo sangue de Cristo e, assim, temos condição de oferecer um sacrifício vivo (pois não temos mais pecado, cujo salário é a morte – Rm.6:23), santo (pois estaremos separados do pecado) e agradável a Deus (pois, assim, Deus Se agradará de nós).
- Não apenas os levitas e sacerdotes se purificaram, como também purificaram o povo, como também as portas e o muro (Ne.12:30). Verdade que estamos diante de um evento ocorrido durante a lei, quando havia uma distinção entre sacerdotes e o restante do povo, o que não ocorre na graça, onde todos são sacerdotes. No entanto, temos os ministros, aqueles que devem servir o povo, que também precisam de purificação e, como estão à frente do povo, devem levar o povo a também se purificar. Lamentavelmente, os púlpitos, muitas vezes, são o primeiro local em que há abominação, numa verdadeira “abominação da desolação” mencionada pelo profeta Daniel. Tomemos cuidados, amados irmãos!
- Também por estar no tempo da lei, efetuou-se a purificação das portas e dos muros, seguindo-se todos os rituais de limpeza existentes naquela época. Hoje em dia, não falamos mais de purificação física, mas é inegável que tudo quanto utilizarmos para servir a Deus deve ser devidamente dedicado e mantido para que façamos o melhor para Deus. Não há a menor possibilidade de usarmos utensílios, instrumentos e demais objetos para servir a Deus se eles são dedicados a tarefas que não agradam a Deus. Tudo o que nos pertence deve servir à adoração ao Senhor. Por isso, não podemos, de modo algum, nos utilizar de coisas que não agradam a Deus para Lhe prestar culto, como, infelizmente, muitos estão a fazer, como, v.g., usando de instrumentos musicais criados para cultos demoníacos e satânicos. Os instrumentos utilizados na dedicação dos muros eram os “instrumentos músicos de Davi, homem de Deus” (Ne.12:36). Tomemos cuidado, amados irmãos!
- Tomadas as devidas cautelas e precauções para que se fizesse a dedicação dos muros, Neemias, como sempre, mandou que os príncipes de Judá estivessem à frente das procissões, tendo Neemias mandado que se formassem dois grupos, que deveriam dar a volta na cidade, em sentidos opostos, reunindo-se diante do Templo para a realização do culto. Um dos grupos era liderado pelo próprio Neemias (Ne.12:40) e o outro, por Esdras (Ne.12:36).
Neemias foi o primeiro a se dispor a participar das procissões, ficando à frente de um dos grupos, enquanto que Esdras, o encarregado do ensino da lei para o povo, ficava à frente do outro. Os líderes devem ser os primeiros a demonstrar alegria e satisfação na adoração a Deus, bem como envolvimento na obra do Senhor. A exemplo de Jesus, devem começar não só a fazer mas a ensinar (At.1:1).
- Um dos grupos começou a procissão à mão direita da porta do monturo, ou seja, iniciou seu curso a partir da porta do lixo, ou seja, dando as costas ao lixo, numa bela figura do que devemos fazer para cultuar a Deus, ou seja, dar as costas ao embaraço e ao pecado que tão de perto nos rodeia neste mundo (Hb.12:1). Temos abandonado o pecado para servir a Deus?
- Após os príncipes, deste grupo liderado por Esdras, ia Hosaías, cujo nome significa “Deus ajuda, ou libertado pelo Senhor”. Somente podemos dar as costas ao pecado, quando somos ajudados e libertados por Deus. Não temos condição de, por nós mesmos, de nos salvarmos a nós mesmos, mas quando o Filho nos liberta, verdadeiramente somos livres (Jo.8:36). Não há como iniciarmos nossa jornada de adoração a Deus se não formos libertados do pecado. Pensemos nisto!
- O grupo liderado por Esdras, partindo da porta do monturo, que simboliza a santificação, foram para a porta da fonte, que é a porta que simboliza as bênçãos decorrentes da salvação, inclusive a plenitude do Espírito Santo, subiram as escadas da cidade de Davi pela subida do muro, como a nos indicar que, tendo uma vida de santificação e de plenitude do Espírito, podemos subir a “escada” que é a vida espiritual, sempre aumentando nossa intimidade para com Deus, chegaram então à porta das águas, a nos revelar que não há como subirmos espiritualmente a não ser por intermédio da água que é a Palavra de Deus (Ne.12:37).
- Já o grupo liderado por Neemias partiu da torre dos fornos até a muralha larga (Ne.12:38), dando-nos um outro aspecto da vida espiritual, qual seja, o de que temos de partir nossa jornada nos alimentando da Palavra de Deus, pois a torre dos fornos era o local onde eram feitos os pães que abasteciam a cidade. Como disse Jesus, a sobrevivência espiritual está vinculada à nossa alimentação pela Palavra (Mt.4:4). Dali foram até a “muralha larga”, a nos demonstrar que o abastecimento espiritual pela Palavra nos dá fortaleza espiritual.
- Em seguida, passaram pela porta de Efraim ou porta velha (Ne.12:39), que simboliza o acúmulo de conhecimentos de Deus ao longo dos anos, que simboliza a vida lastreada na doutrina, que deve gotejar continuamente em nossa vida (Dt.32:2), até a porta do peixe, que simboliza o serviço que devemos ter na casa de Deus, em especial, a proclamação do Evangelho, já que somos “pescadores de homens”. Sem que estejamos firmados na doutrina, sem que conheçamos ao Senhor, não temos condição alguma de transmitirmos a Palavra aos outros, de anunciarmos Cristo aos que precisam da salvação.
- Após passarem pela porta do peixe, o grupo liderado por Neemias foi até a torre de Hananel, a “torre da graça”, a nos mostrar que somente podemos fazer eficazmente o serviço do Senhor se formos fortificados na graça que há em Cristo Jesus (II Tm.2:1), como também passaram pela torre de Meá, a “torre dos cem”, que nos mostra tanto que não devemos nos distanciar de Jesus Cristo, pois este nome da terra poderia indicar que ela estava a apenas cem côvados da porta das ovelhas, quanto que temos de estar totalmente separados do pecado, pois este nome também poderia indicar que a torre era alta, tinha cem côvados de altura, a fim de que se tivesse ampla visão do que estava do lado de fora dos muros, indicando a necessidade de termos constante vigilância em nossa vida espiritual (Mc.13:37).
- Em seguida, o grupo liderado por Neemias passou pela porta do gado ou porta das ovelhas, onde os animais eram levados para ser sacrificados e se deteve à porta da prisão, ou seja, não propriamente uma porta da cidade, mas a entrada de onde se ia até o pátio da prisão, que ficava junto à fortaleza da cidade de Davi.
O ponto de encontro dos dois grupos foi na casa de Deus (Ne.12:40), a mostrar que deve haver um lugar de encontro para que o povo de Deus possa adorar ao Senhor. Embora estejamos no tempo da lei, onde havia um lugar específico para a oferta de sacrifícios ao Senhor, que era o Templo, o que inocorre nos dias da graça, não podemos negligenciar que deve, sempre, haver um local em que a igreja local deva se reunir. A ideia de que a construção de templos é uma influência pagã na história da Igreja, defendida hoje por alguns movimentos, não tem respaldo bíblico, vez que se deve sempre ter um lugar em que o povo possa se reunir para adorar a Deus.
- Os sacerdotes e levitas que acompanhavam os dois grupos, chegando a casa de Deus, continuaram a louvar ao Senhor, como o fizeram durante a procissão, tendo, também, louvado ao Senhor com trombetas diante do Templo. Ofereceram, também, sacrifícios, que Neemias diz que foram “grandes sacrifícios”, tudo fazendo com alegria.
- A alegria era a nota característica daquela reunião. Não só os sacerdotes se alegraram na oferta dos sacrifícios, como também todos os que ali estavam, inclusive as mulheres e crianças, “de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe” (Ne.12:43). Quais têm sido os sentimentos que externamos em nossos cultos em nossas igrejas locais? O que os nossos vizinhos e os que passam diante de nossos cultos enquanto estão eles se realizados têm visto? Somos apenas perturbadores de barulho e do sossego de nossos vizinhos, ou temos revelado a eles uma “alegria que se ouve até de longe”? Pensemos nisto!
Esta alegria tão marcante não dispensava a reverência que se tinha na realização daquela festividade. Todos se apresentaram diante de Deus com decência, após a devida purificação, tendo seguido uma ordem tanto na procissão, quanto no momento em que se fizeram os sacrifícios e se entoaram louvores no templo.
- A reverência é uma atitude que sempre deve estar presente no culto a Deus. Não é possível que cultuemos a Deus sem reconhecer a Sua soberania, o Seu senhorio e, portanto, de nos portarmos diante d’Ele com todo respeito, consideração e obediência.
- Nos louvores, já durante a procissão, é mencionado por Neemias que os instrumentos músicos eram de Davi, homem de Deus, a demonstrar que se estava seguindo tudo quanto havia sido revelado não só a Davi, mas a Gade e Natã, profetas que receberam juntamente com Davi as instruções para o serviço do templo.
- Os louvores foram entoados durante a procissão, mas ninguém ofereceu sacrifícios fora do templo, pois era esta a orientação dada por Deus (Dt.12:14). O culto que fazemos a Deus deve seguir a ordem determinada pelo Senhor, constante de Sua Palavra, e não a vontade dos homens, como, lamentavelmente, tem sido a tônica em diversas ocasiões.
- Estamos na graça, não mais na lei e, por causa disso, não devemos seguir o ritual estabelecido pela lei, até porque não mais necessitamos fazer sacrifícios pelo pecado, pois Jesus já fez o sacrifício definitivo na cruz do Calvário (Hb.9:11-14; 10:12). Entretanto, não é pelo fato de estarmos na graça que não devemos ter ordem em nossos cultos.
- O apóstolo Paulo mostra-nos, claramente, que o culto a Deus em nossa dispensação deve ter uma ordenação, pois todos devemos, quando nos ajuntamos, ter salmo, doutrina, revelação, língua e edificação, tudo fazendo para edificação (I Co.14:26). Isto exige de nós que cheguemos às nossas reuniões já devidamente preparados, em reverência ao Senhor e em plena comunhão com Ele para que possamos ser portadores da mensagem divina, como também de louvor ao nome do Senhor. Temos feito isto, ou estamos na ilusão de que vamos à presença de Deus tão somente para “receber”?
- Somente podemos oferecer um culto a Deus se não nos conformarmos com este mundo e nos transformarmos pela renovação do nosso entendimento, a fim de que possamos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm.12:2). Como podemos dizer que estamos a cultuar a Deus se não nos apresentamos perante Ele com a mente de Cristo, como homens espirituais (I Co.2:12-16), se não abandonamos a vida pecaminosa?
III – NEEMIAS REORGANIZA O SERVIÇO DO TEMPLO
- Depois da oferta dos sacrifícios e dos louvores ao Senhor, Neemias aproveitou a ocasião para, no mesmo dia, nomear homens sobre as câmaras, para os tesouros, para as ofertas alçadas, para as primícias e para os dízimos, para ajuntarem nelas, das terras das cidades, as porções designadas pela lei para os sacerdotes e para os levitas (Ne.12:44).
- O que se verifica, pois, é que, após ter sido feito o culto a Deus, que tinha a devida prioridade, Neemias tratou de organizar a parte administrativa do templo, a fim de que as contribuições, com o que os judeus haviam se comprometido, fossem bem cuidadas e servissem ao propósito para que haveriam de ser recolhidas, ou seja, para a manutenção do sustento dos envolvidos no serviço do Templo e para o cuidado do necessitado, como prescrevia a lei de Moisés.
Um outro importante processo na administração é a organização. “Em sentido geral organização é o modo em que se organiza um sistema, segundo a conhecida sigla usada em administração, POCCC, atribuída a Fayol [um dos teóricos clássicos da ciência da administração, francês, 1841-1925 – observação nossa]  é do Planejamento (o "P" da sigla), que se atinge à Organização (o "O", da sigla) e a desenvolve pelas diversas categorias de "Com - mando" e/ou "mando - com", segundo Fayol, facilitando, dessa forma, pela consecução dos diversos objetivos dessa organização, o alcance final de um objetivo fim, que é o cerne da organização. É a forma escolhida para arranjar, dispor ou classificar os diversos objetos, documentos e informações, bem como sua necessária contabilidade, através do CONTROLE…” (Organização. In: WIKIPÉDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o Acesso em 18 out. 2011).
- Neemias havia planejado a restauração do serviço do templo, pois o templo, embora já estivesse edificado desde os tempos de Zorobabel, funcionava precariamente e fora dos parâmetros estabelecidos pela lei de Moisés. Por isso, não bastava apenas ter planejado, bem como feito esta festividade da dedicação dos muros, mas, agora que o templo estava protegido, era indispensável que funcionasse conforme o parâmetro estabelecido por Deus e isto demandava a organização.
- Cumpre observar que a organização é uma tarefa que compete aos servos do Senhor realizar. Muitos acham que Deus é quem deve organizar a Sua obra, o que não é correto. Tudo deve estar sob a direção de Deus, mas a organização é tarefa que o Senhor deixa ao homem. Neemias seguiu tudo quanto se encontrava na lei, mas era ele quem tinha de organizar aquele serviço de acordo com o modelo estatuído por Deus.
- Neemias mandou que as câmaras, que eram quartos, aposentos construídos junto ao templo, fossem devidamente ocupadas com cada uma das contribuições que viriam da parte do povo, ou seja, as primícias, os dízimos, os tesouros, as ofertas alçadas, para que fossem ali armazenadas e, depois, distribuídas as porções para os sacerdotes, levitas e necessitados.
- Neemias mostrou todo o seu zelo com a obra de Deus, a fim de que, com a devida centralização dos recursos, pudesse ser feita uma equitativa distribuição, impedindo-se que o serviço do Templo sofresse solução de continuidade.
- Este mesmo zelo devemos ter, na atualidade, com a obra de Deus. Tudo deve ser organizado, de modo a que o trabalho atinja os seus objetivos. É com tristeza que vemos o improviso, a falta de organização ser uma característica de muitos aspectos na obra de Deus, o que revela não só uma irreverência diante do Senhor, como também um desleixo inadmissível para quem serve ao Deus que é ordenado (I Co.14:40).
- Espanta-nos a falta de organização em nossas reuniões. Muitos confundem ordem com formalismo ou frieza espiritual, esquecidos de que nosso Deus não é Deus de confusão e que, portanto, não pode Ele operar onde há baderna, onde há bagunça, onde há desorganização. Temos de oferecer o melhor para Deus e, por isso, é imperioso que, em nossos cultos, tenhamos ordem e decência, pois é na ordem que o Senhor vai operar. Organização não é formalismo, organização é consideração e respeito para com o nosso Deus. Lembremos disto!
- A forma como Neemias organizou a recepção e a distribuição dos recursos para o sustento da obra do Senhor também nos revela que devemos ser extremamente cuidadosos e zelosos com os recursos econômico-financeiros de nossas igrejas locais, máxime diante da sociedade. Torna-se absolutamente necessário que cuidemos do patrimônio das igrejas, tudo registrando, tudo documentando, para que não venhamos a ter problemas com as autoridades. É um dever primeiramente diante de Deus tudo fazer com clareza e transparência, mas também diante dos homens. Neemias mostra-nos que tudo devemos ter de forma organizada e pronta a ser fiscalizada, pois não temos que temer, se realmente servirmos a Deus com sinceridade.
- Neemias resolveu organizar o serviço de recepção e distribuição dos recursos do templo porque Judá estava alegre por causa dos sacerdotes e dos levitas que moravam ali (Ne.12:44).

- Vemos que a origem para que tenhamos uma boa contribuição na casa do Senhor e para que a obra se mantenha financeiramente é a alegria do povo, a satisfação com o trabalho responsável, transparente e dedicado dos ministros e oficiais. Não é com ameaças ou com promessas de barganha que se fará com que o povo sustente a obra de Deus, mas com a alegria e o exemplo dado pelos ministros e oficiais. Que bom seria que todos entendessem isso como Neemias…
- A propósito, a organização foi motivada pela alegria. A organização deve sempre acompanhar a motivação do povo, para que não se tenha uma desmotivação e a perda de tudo quanto se conquistou. A falta de organização leva ao desestímulo do povo e à sua falta de envolvimento, o que não é de se admirar, pois se Deus não Se agrada da falta de organização, porque haveria o Seu povo, que tem o Seu Espírito, reagir de forma diferente?
- Nos dias de Zorobabel, diz o texto sagrado, o povo também contribuía com alegria para as porções dos envolvidos na obra de Deus, mas a falta de organização do serviço, bem como a falta de ânimo para a reedificação de Jerusalém havia feito com que aquela situação que era de abundância se tivesse tornado um estado de “grande miséria e desprezo”, como havia anunciado Hanani e alguns de Judá a Neemias quando este começou a buscar a Deus.
- Nos dias de hoje, muitos também se encontram em estado de “grande miséria e desprezo”, porque a falta de organização fez com que a alegria inicial se tornasse em desânimo e em desestímulo, gerando uma situação que não agrada a pessoa alguma, a não ser ao inimigo. Neemias sabia que estava a lidar com um povo voluntário, com um povo que não precisava passar por situações de adversidade, mas um povo que não tinha consciência do que era. Por isso, assim que fez com que o povo se voltasse a Deus e tornasse a ter alegria, sem que criasse novos recursos econômico-financeiros, pôde estabelecer, de novo, a situação de suficiência e de abundância que permitia fazer funcionar convenientemente o culto ao Senhor.
- Neemias, aliás, ao retratar isto, não agiu como muitos que se acham “iluminados” e os “únicos responsáveis” pela situação benéfica vivida no momento em que estão à testa do povo. Sofrem da mesma síndrome que caracteriza conhecido político brasileiro que insiste em dizer que “nunca antes neste país” se fez isto ou aquilo, esquecido de que não se trata do Criador, o único que pode dizer que do nada fez alguma coisa.
- Nós, seres humanos, meras criaturas, sabemos que tudo que fazemos devemos ao que foi feito antes de nós. Neemias fez questão de deixar registrado que os que faziam a guarda do seu Deus e a guarda da purificação, como também os cantores e porteiros, nada faziam de si mesmos, mas seguiam as instruções existentes desde os dias de Davi e de Salomão, faziam aquilo que estava sendo feito “desde a antiguidade”. Da mesma maneira, as porções dos cantores e dos porteiros e a devida santificação se fazia como se havia feito desde os dias de Zorobabel (Ne.12:45-47). Nenhum estrelismo, nenhum desejo de arrogar para si glória e reconhecimento além do real e veradeiro. Assim deve ser o líder: alguém que sabe que está sob a direção de Deus, que faz o que é certo, mas que é humilde não só para dar toda glória a Deus como reconhecer a contribuição de seus antecessores.
- Neemias cumpria, assim, o que havia planejado para o seu mandato e, isto, num tempo recorde, com menos de um ano de governo. Mesmo assim, como era preciso estabilizar tudo quanto havia realizado, ficou por doze anos, conforme havia prometido ao rei Artaxerxes (Ne.13:6).
- Terminado o período, Neemias, obedientemente, sem se prender ao que havia feito em Jerusalém, retornou para ser o copeiro de Artaxerxes, mal sabendo que, quando de seu retorno, muita coisa haveria de desandar em Judá, mas isto passaremos a estudar na próxima lição.
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Profº Dr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes