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24 abril 2014

JUVENIS - Lição 4: Vamos filosofar?

2º Trim. 2014 - JUVENIS - Lição 4: Vamos filosofar?
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS- CPAD
2º Trimestre de 2014
Tema: Os perigos do relativismo moral
Comentarista: Telma Bueno e Marcelo Oliveira




LIÇÃO 4 – VAMOS FILOSOFAR?


Texto bíblico: 2 Tm 3.14-17
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
 E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

Enfoque bíblico
“Adquire  a sabedoria, adquire a inteligência e não te esqueças
nem te apartes das palavras da minha  boca”  (Pv 4.5).


Objetivos
Após a aula os alunos devem:

Estarconscientes de devem buscar a sabedoria;
Reconhecerque a filosofia é útil neste tempo e
Aprenderque a sabedoria é uma dádiva de Deus e sem
                  a mesma nos tornamos presas fácil do diabo.



Introdução

Estaremos na lição 04 dando prosseguimento nos estudos sobre o relativismo, nesta lição abordaremos a filosofia.
A filosofia em si  não é má, o problema se deu quando alguns homens  fizeram o mal uso desta. O seu significado simples é o “amor pela sabedoria”, ate aqui esta tudo bem, pois a própria bíblia nos estimula a buscar o conhecimento e a sabedoria.

Tudo se complica quando o homem, não busca o conhecimento e a sabedoria que vem de Deus. E assim procura estabelecer a sua própria sabedoria, o que acaba afundando em pensamentos e conclusões  que estão distanciadas da verdade bíblica;











Orientação didática
Conforme indicado na revista segue a abaixo o quadro acerca das correntes teológicas:


Parte I – O que é filosofia?
Etimologia
A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). A primeira é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.

A tradição atribui ao filósofo Pitágoras de Samos (que viveu no século V a.C.) a criação da palavra. Conforme essa tradição, Pitágoras teria cunhado o termo para modestamente ressaltar que a sabedoria plena e perfeita seria atributo apenas dos deuses; os homens, no entanto, poderiam venerá-la e amá-la na qualidade defilósofos.



Parte II- Doutrinas filosóficas contrarias aos princípios bíblicos

a)      Humanismo
Humanismoé a filosofia moralque coloca os humanos como principais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a umaautoridade superior.
 Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado dos filósofos Iluministas do século XVIII. O termo abrange religiõesnão teístasorganizadas, o humanismo secular e uma postura de vida humanista


b)      Materialismo
Em filosofia, materialismo é o tipo de fisicalismo que sustenta que a única coisa da qual se pode afirmar a existência é a matéria; que, fundamentalmente, todas as coisas são compostas de matéria e todos os fenômenos são o resultado de interações materiais; que a matéria é a única substância. Como teoria, o materialismo pertence à classe da ontologia monista. Assim, é diferente de teorias ontológicas baseadas no dualismo ou pluralismo. Em termos de explicações da realidade dos fenômenos, o materialismo está em franca oposição ao idealismo e ao metaficismo, deixando bem claro que o materialismo pode sim se co-relacionar com o idealismo e vice-versa em alguns casos, mas o real oposto da materialidade é mesmo o sentido da metafisicidade.

História
O termo foi inventado em 1702 por Leibniz , e reivindicado pela primeira vez em 1748 por La Mettrie. Entretanto, em termos da origem das idéias, pode-se considerar que os primeiros filósofos materialistas, são alguns filósofos pré-socráticos: Demócrito, Leucipo, Epicuro, Lucrécio, os estóicos, que se opunham na questão da continuidade da matéria: os átomos evoluiriam no vácuo ? O atomismo de Demócrito influenciou Platão em sua teoria (idealista) dos elementos (fogo, ar, água, terra, éter, identificados em sua forma atômica aos polígonos regulares, respectivamente : tetraedro, octaedro, icosaedro, cubo, dodecaedro).

Para o materialismo científico, o pensamento se relaciona a fatos puramente materiais (essencialmente mecânicos) ou constituem epifenômeno.

Na filosofia marxista, o materialismo dialético (ou materialismo marxista) é uma forma desta doutrina estabelecida por Karl Marx e Friedrich Engels que, introduzindo o processo dialético na matéria, admite, ao fim dos processos quantitativos, mudanças qualitativas ou de natureza, e daí a existência de uma consciência, que é produto da matéria, mas realmente distinta dos fenômenos de ordem material.

O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a qual o modo de produção da vida material determina, em última instância, o conjunto da vida social, política e espiritual. É um método de compreensão e análise da história, das lutas e das evoluções econômicas e políticas. Essa tese foi definida e utilizada por Karl Marx (em O 18 do brumário de Luis Bonaparte, O capital), Friedrich Engels (Socialismo utópico e socialismo científico), Rosa Luxemburgo e Lênin.

O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores e prazeres materiais.

No campo artístico, o materialismo constitue uma tendência a dar às coisas uma representação realista e sensual.


c)      Ateísmo
Ateísmo, num sentido amplo, é a rejeição da crença na existência de divindades. Em um sentido mais restrito, o ateísmo é precisamente a posição de que não há divindades. De forma mais ampla, o ateísmo é simplesmente a ausência da crença de que divindades existem. O ateísmo é o oposto do teísmo,que em sua forma mais geral é a crença de que pelo menos uma divindade existe.

O termo ateísmo proveniente do grego ἄθεος (atheos), que significa "sem Deus", foi aplicado com uma conotação negativa aos pensamentos que rejeitavam os deuses adorados pela maioria da sociedade. Com a difusão do pensamento livre, do ceticismo científico e do consequente aumento da crítica da religião, a aplicação do termo foi reduzida em seu escopo. Os primeiros indivíduos a se identificarem como "ateus" surgiram no século XVIII.

Ateus tendem a ser céticos em relação a afirmações sobrenaturais, citando a falta de evidências empíricas. Os ateus têm oferecido vários argumentos para não acreditar em qualquer tipo de divindade. Estes incluem o problema do mal, o argumento das revelações inconsistentes e o argumento de descrença. Outros argumentos do ateísmo são filosóficos, sociais e históricos. Embora alguns ateus adotem filosofias seculares, não há nenhuma ideologia ou um conjunto de comportamentos a que todos os ateus aderem.

Na cultura ocidental, ateus são frequentemente assumidos como sendo exclusivamente irreligiosos ou não espiritualistas.No entanto, o ateísmo também aparece em certos sistemas de crenças religiosas e espirituais, como o jainismo, budismo e hinduísmo. O jainismo e algumas formas de budismo não defendem a crença em deuses,enquanto o hinduísmo mantém o ateísmo como um conceito válido, mas difícil de acompanhar espiritualmente.

Como as concepções sobre o ateísmo variam, é difícil determinar quantos ateus existem no mundo atualmente.Segundo uma estimativa, cerca de 2,3% da população mundial descreve-se como ateia, enquanto um 11,9% descreve-se como não-religiosa.[15] De acordo com outra estimativa, as taxas auto-relatadas de ateísmo são mais altas em países ocidentais, embora também varie bastante em grau—Estados Unidos (4%), Itália (7%), Espanha (11%), Reino Unido (17%), Alemanha (20%) e França (32%).

Fonte  textos: Wikipédia


Parte III- Paulo e os filósofos
Para este tópico seriam importante relatarmos aos alunos, o episodio bíblico a qual Paulo enfrentou, descrito no Livro de Atos dos apóstolos cap. 17.16-32.

E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria.
De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na praça, com os que se apresentavam.
E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele. Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição.
E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos nós saber que nova doutrina é essa de que falas?
Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos, pois, saber o que vem a ser isso.
(Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes de nenhuma outra coisa se ocupavam senão de dizer e ouvir alguma novidade.)
E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio.
O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.
Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas;
e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação,
para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós;
porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.
Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.
Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam,
porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.
E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos outra vez.


Estóicos e epicureus
Os epicureus e os estóicos eram dois grupos de filósofos da antiga Grécia.

Os epicureus acreditavam que o mundo começou a existir por acaso e que se os deuses existissem eles não se preocupavam nem se envolviam com os homens. Para eles, o maior ideal da vida era buscar o prazer e evitar o sofrimento e a dor.

Os estóicos acreditavam em um poder divino que havia criado e ordenado o universo e depois estabelecido leis fixas para governar a vida. Eles ensinavam que as necessidades individuais do homem não eram importantes e que seu dever era aceitar seu destino na vida. Os estóicos também acreditavam que apenas as coisas que podiam ser percebidas pelos sentidos físicos eram reais.


Conclusão
Concluirmos nossa lição com o célebre conselho de Tiago.

E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. (Tg 1.5)

 fonte portal ebd 
Colaboração para Portal Escola Dominical  – Prof. Jair César S. Oliveira