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14 maio 2014

Lição 7 - O ministério de profeta I Plano de Aula

2º Trim. 2014 - Lição 7 - O ministério de profeta I  Plano de Aula
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2014
DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS: servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário

COMENTARISTA: ELINALDO RENOVATO DE LIMA
PLANO DE AULA - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PLANO DE AULA Nº 7
LIÇÃO Nº 7 –  O MINISTÉRIO DE PROFETA
1º SLIDE  INTRODUÇÃO
- Continuando o estudo dos dons ministeriais, estudaremos hoje o ministério de profeta.
- O profeta é aquele escolhido por Deus para ser Seu porta-voz, por intermédio das Escrituras, a fiel testemunha de Cristo (Jo.5:39).
2º SLIDE  I – A COMUNICAÇÃO ENTRE DEUS E O HOMEM
- Nosso Deus é um Deus vivo, real e que, portanto, fala, ao contrário dos ídolos que os homens, ao longo da história, têm criado para adorar (Sl.115:4,5; Rm.1:23).
- O Senhor tem todo o interesse de Se comunicar com o homem, a Sua principal criação sobre a face da Terra, não só para demonstrar o Seu amor para com ele, mas, também, para demonstrar que Se trata de um Deus vivo e que quer estar sempre junto à Sua criação, com ela conviver para sempre (Ap.21:3).
3º SLIDE
- O Senhor Se identificou aos homens como sendo “a voz” (Dt.4:12), um Deus único e invisível, que não poderia ser representado por qualquer imagem, mas que deveria ser ouvido como “a voz”, Aquele que dirige ao homem as Suas Palavras.
- É o conceito judaico de “Bat Kol” (“a filha da voz”) —  “a voz de Deus”. que é ouvida diretamente apenas em momentos extraordinários: no momento do pacto no monte Sinai (Ex.20:1-18); no juízo sobre Nabucodonosor (Dn.4:29-33) e em algumas ocasiões no ministério de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: Seu batismo (Mt.3:16; Mc.1:11; Lc.3:22), Sua transfiguração (Mt.17:5; Mc.9:7; Lc.9:35) e após a Sua entrada triunfal em Jerusalém (Jo.12:28-31).
4º SLIDE
- Logo no limiar da criação, vemos Deus falando (Gn.2:3) e Seu intento, ao criar um ser inteligente e com capacidade de com Ele se comunicar, era estabelecer um diálogo permanente, onde o homem pudesse desfrutar do amor e da glória divinos.
- Tendo criado o homem e o posto no jardim que formou no Éden (Gn.2:8), imediatamente o Senhor iniciou comunicação com o homem, seja lhe dando os limites de sua atuação (Gn.2:16,17), seja conscientizando o homem da sua capacidade de comunicação, de criação e da sua necessidade de viver em sociedade (Gn.2:19,20).
5º SLIDE
- Em toda viração do dia, o Senhor fazia questão de passear pelo jardim, a fim de manter contato direto com o primeiro casal (Gn.3:8).
- Comunicação  — “a ação de tornar comum”,  a primeira ação que se deve estabelecer para que se tenha a “comunhão” — “o estado de ser comum”. O objetivo de Deus é formar uma “comunhão” com o homem, estabelecendo com Sua principal criação terrena o mesmo estado de unidade que existe entre as Pessoas da Santíssima Trindade (Jo.17:21).
6º SLIDE
- Com a entrada do pecado no mundo, rompeu-se a comunhão entre Deus e o homem (Is.59:2).
- O texto sagrado não nos explica como, mas o fato é que, tanto Caim quanto Abel tinham algum contato com o Senhor, a ponto de terem discernido que Deus atentara para a oferta de Abel e não para a de Caim.
7º SLIDE
- O Senhor Se comunica com Caim, advertindo-lhe para que descaísse o seu semblante e para que mudasse a sua maneira de viver, a fim de que sua adoração fosse aceita, sob pena de ser dominado pelo pecado (Gn.4:6,7).
- Caim não deu ouvidos ao Senhor e nova comunicação se estabelece entre ambos, mas agora de juízo, diante do assassínio de Abel (Gn.4:9-12).
8º SLIDE
- Ante as duras consequências sofridas por Caim por causa de sua transgressão, vemos que Sete decide invocar o nome do Senhor e, desta invocação, surge a piedade de sua linhagem (Gn.4:26), que passa a ser conhecida como sendo a linhagem “dos filhos de Deus” (Gn.6:2).
- Não poderia, porém, o Senhor Se comunicar diretamente com o homem ante o pecado. Inicia-se uma atividade no meio da humanidade: a profecia.
9º SLIDE
- Na profecia, alguns homens, que se dedicavam a servir ao Senhor, trariam mensagens aos homens, revelando o Senhor e a Sua vontade, até que chegasse o tempo de “a semente da mulher” vir estabelecer, definitivamente, a comunhão entre Deus e a humanidade (Gn.3:15).
- A atividade profética apresenta-se, assim, como a comunicação entre Deus e os homens, medida indispensável e necessária para que se viesse a reconstruir a comunhão entre Deus e os homens. A comunicação como atividade precedente à comunhão.
10º SLIDE   II – A SANTIFICAÇÃO E FÉ DO PROFETA COMO PRESSUPOSTO DA ATIVIDADE PROFÉTICA
- “Profecia” — atividade de anúncio, de transmissão de uma mensagem, de estabelecimento de uma comunicação.
- “Profeta” é “anunciador”, “porta-voz”, “transmissor”, não necessariamente alguém que prediz o futuro.
11º SLIDE
- A atividade profética tem um pressuposto indispensável: uma vida santificada e consagrada de alguém diante de Deus.
- O primeiro profeta levantado foi Enoque, que andou com Deus e, para tanto, fez o que era bom, o que era agradável a Deus (Hb.11:5,6). Sua atividade profética foi precedida de uma vida de santificação e de fé.
12º SLIDE  III – O CONTEÚDO E AS CARACTERÍSTICAS DA MENSAGEM PROFÉTICA
- Os profetas, mesmo sem entenderem bem como isto se daria, tinham a esperança da salvação da humanidade e sobre ela inquiriram (I Pe.1:10). 
- A atividade profética está umbilicalmente relacionada com a redenção da humanidade. A comunicação que Deus faz ao homem tem em vista orientar-lhe para que proceda de modo a alcançar a promessa da redenção.
13º SLIDE
- A atividade profética é uma ação mediante a qual o Senhor mantém vívida no meio da humanidade a Sua promessa de redenção, o Seu compromisso de salvar o homem, alertando o homem para a necessidade do abandono do pecado e da fé em tudo quanto o Senhor revelar a respeito de Seu plano para executar referida salvação.
- A atividade profética é sobrenatural, não pode se dar por meios naturais, nem segue a lógica humana, pois o homem condições não tem de atingir o patamar do seu Criador (Is.55:8,9). Deus, pelo Seu Espírito, entra em contato com o profeta e, deste modo, transmite-lhe a mensagem que deseja seja verbalizada e transmitida ao povo.
14º SLIDE
- Esta sobrenaturalidade apresenta-se por intermédio de visões e de sonhos (Nm.12:6), com exceção feita a Moisés, a quem o Senhor falou “boca a boca”, “cara a cara” (Nm.12:7,8; Dt.34:10-12), por ter ele sido constituído pelo Senhor como padrão para os profetas da lei e como sinal e figura do próprio Messias.
- Daí porque o profeta ter sido, primeiramente, chamado de “vidente” (I Sm.9:9), porque era alguém que recebia “visões” da parte de Deus, que via aquilo que os outros não viam. Também, por isso, alguns profetas eram chamados de “sonhadores”, vez que muitas destas revelações divinas podiam vir, também, através de sonhos (Dt.13:1,3,5).
15º SLIDE
- A atividade profética revela uma perfeita comunhão entre Deus e o profeta e, deste modo, passa-se a ter uma comunidade de informações, tanto Deus quanto o profeta tornam-se conhecedores do teor da mensagem que está sendo revelada. Há um “compartilhamento” de um segredo entre Deus e o profeta (Am.3:7).
- O profeta não perde, em absoluto, a sua consciência, a sua liberdade quando recebe a mensagem divina. Esta consciência, no entanto, não significa plena compreensão do que se está a dizer.
16º SLIDE
- Consequências da sobrenaturalidade da profecia e da comunidade de informações entre Deus e o profeta:
a) toda mensagem profética apresenta-se um tanto quanto enigmática.
b) o conhecimento de ordem racional, pretensamente científico, nunca pode eliminar a profecia.
c)  a profecia tem de ser julgada, pois o profeta não fica inconsciente na transmissão da mensagem.
17º SLIDE   III - O  OFÍCIO PROFÉTICO ATÉ O MINISTÉRIO DE JESUS
- Deus escolheu Israel para ser a Sua propriedade peculiar entre as nações da Terra (Ex.19:5,6). Assim, para que o povo não se corrompesse(Pv.29:18), sempre levantou, no meio de Israel, profetas, que eram Seus porta-vozes, como havia sido prometido ainda no deserto através de Moisés(Dt.18:20,21), ele próprio um profeta de Deus (Dt.34:10).
- "Profeta” - palavra grega que significa "aquele que fala por alguém".
18º SLIDE
 -  No hebraico, três são as palavras utilizadas para profeta, a saber: "nabi"(נביא), "roeh" (ךאח) e "hozeh"חוזה)), palavras que aparecem reunidas em I Cr.29:29:
a)"Nabi"  - "anunciador", "declarador".
b) "roeh" e "hozeh"  - "aquele que vê", "vidente".
19º SLIDE
- os profetas também são identificados no Antigo Testamento como sendo os “homens de Deus” (“‘ish há Elohim”- אישאלהים) (Dt.33:1; Js.14:6; I Sm.2:27; 9:6-8; I Rs.12:22; 13:1).
- “Homens de Deus” - pessoas escolhidas por Deus para serem Seus mensageiros.
20º SLIDE
- Deus levantou profetas durante toda a história de Israel, embora tenha havido profetas antes da própria formação de Israel, como é o caso de Enoque (Jd.14) e Abraão (Gn.20:7), este a primeira pessoa que a Bíblia chama de profeta.
- O maior profeta do povo de Israel na antiga aliança foi Moisés (Dt.34:10), mas, para Jesus, o maior profeta foi João Batista (Mt.11:13).
21º SLIDE  V– JESUS, O PROFETA
- Ao falar sobre a vinda do Messias, Moisés disse que Ele seria profeta (Dt.18:18).
- Jesus é este profeta, porque, como disse a Seus discípulos, “tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo.15:15).
22º SLIDE
- A partir de Moisés, os profetas que se sucederam também iam recebendo “lampejos”, “iluminações” do Senhor, que, pouco a pouco, mostrava o plano de Deus para o homem.
- Com Jesus, porém, a situação se alterou. Jesus é a própria Luz (Jo.1:4,9; 8:12), luz esta que não se limitaria apenas a Israel, mas seria a luz das nações (Is.49:6).
23º SLIDE
- Jesus revelou Deus completa e integralmente a todos os homens, a ponto de quem vê a Jesus, vê o Pai (Jo.14:8-11).
- Jesus trouxe o pleno conhecimento do Pai, entendido este como o conhecimento necessário para a salvação da humanidade. Neste passo, Jesus é superior a Moisés, porquanto, se este foi fiel despenseiro da casa de Deus, Jesus é o próprio edificador desta mesma casa (Hb.3:2-6).
24º SLIDE
- Estando acima de Moisés, Jesus suplantou a lei e os profetas que, por isso, duraram só até João (Lc.16:16).

- Jesus, mesmo, disse que era profeta (Mt.13:57; Mc.6:4; Lc.4:24).
25º SLIDE
- Por isso, não pode surgir profeta igual ou maior a Jesus, pois Jesus é o próprio Deus que Se revela, é o Deus que Se humanizou e transmitiu a Sua Palavra, iluminando o entendimento daqueles que creram em Seu nome.
- Jesus não só disse que era profeta, como anunciou a Palavra de Deus, o que O qualificou como sendo profeta. Pregou o Evangelho, ou seja, as boas novas de salvação (Mc.1:14,16), tendo, por algumas vezes, dito explicitamente que o que falava era por determinação do Pai (Jo.7:16-18; 14:10; 15:15).
26º SLIDE
- Como profeta, Jesus também predisse o futuro, como, por exemplo, a destruição do templo de Jerusalém (Mt.24:2), profecia que se cumpriu literalmente no ano 70 d.C.
- Muitas outras predições foram feitas pelo Senhor, inclusive as relativas aos sinais de Sua vinda, que estão se cumprindo plenamente nos nossos dias. As Escrituras, mesmo, dizem que o testemunho de Jesus é o espírito de profecia (Ap.19:10).
27º SLIDE
- O povo judeu considerava Jesus como profeta (Mt.14:5; 21:11,46; Jo.4:9). Ora, a própria lei considera que o testemunho de dois ou três é verdadeiro (Dt.17:6; 19:15; Mt.18:16; II Co.13:1; Hb.10:28). O povo considerou a Jesus como profeta, assim como havia considerado João Batista como tal (Mt.21:26).
- O ministério profético de Jesus também foi objeto de reconhecimento pelos muçulmanos. Jesus é reconhecido como um profeta, como um porta-voz divino, entre os islâmicos, que o têm como o maior profeta depois de Maomé.
28º SLIDE  VI – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NA IGREJA
Dom ministerial de profeta - a capacidade que Jesus dá ao salvo de anunciar a Palavra de Deus, mas a aplicando, a expondo de modo a trazer orientação, edificação, exortação e consolação ao povo.
-  O profeta é aquele que, através da exposição das Escrituras, por mediação da Bíblia Sagrada, traz ao povo mensagens divinas que têm a finalidade e o objetivo de promover a edificação espiritual dos crentes, a correção da vida espiritual dos salvos, bem como a consolação, ou seja, o sentir da presença de Deus ao nosso lado em meio a todas as dificuldades desta vida.
29º SLIDE
- Os apóstolos, chamados pelo pastor Esequias Soares da Silva de “apóstolos-profetas”, sabiam que fazia parte de seu ministério a oração e o “ministério da Palavra” (At.6:4).
- No “ministério da Palavra”, os apóstolos sempre mostravam ao povo como o Evangelho e a vinda de Cristo estava previamente profetizado nas Escrituras, às quais sempre se reportavam em seus sermões (At.2:16,25-27; 3:22; 9:20-22; 13:16; 17:10,11).
30º SLIDE
- Este “ministério da palavra” envolvia o ministério profético, que, depois dos apóstolos, continuaria a ser exercido pelos profetas, que são os “ministros da Palavra”, aqueles que aplicam a Palavra de Deus às necessidades da Igreja, expondo as Escrituras e, por meio delas, trazendo edificação, consolação e exortação ao povo de Deus.
- Tanto assim é que, embora as Escrituras nos registrem este dom ministerial, apontando servos do Senhor como sendo portadores deste dom, como é o caso de Ágabo (At.21:10) e dos profetas e doutores da igreja de Antioquia (At.13:1), não os mostra trazendo quaisquer inovações na doutrina dos apóstolos.
31º SLIDE
- Esta omissão bíblica nos ensina que “profeta” não é um ministério de exibição ou de atração de crentes, mas um serviço dado por Jesus a alguns servos de Deus para que, sem que eles apareçam, sejam tão somente porta-vozes de Jesus, testificado através das Escrituras (Jo.5:39), somente Ele aparecendo e mais ninguém.
- O Senhor Jesus disse que o menor no reino dos céus é maior do que João (Mt.11:11), porque, com João, Jesus crescia e o profeta diminuía (Jo.3:30); na nova aliança, os verdadeiros profetas somem, desaparecem, e só Jesus aparece. Aleluia!
32º SLIDE
- O dom ministerial de profeta é um dom de Cristo e, como tal, é algo dado para ser exercido com regularidade. O profeta é conhecido pelo exercício do ministério da Palavra, pela capacidade extraordinária que lhe é conferida a cada instante em que está a expor as Escrituras.
- Entendem alguns que, por ser um dom relacionado com a exposição da Palavra, com a sua aplicação para fins de edificação, exortação e consolação da Igreja, o dom ministerial de profeta está sempre associado aos demais dons (evangelista, pastor e mestre), não podendo, portanto, aparecer de modo solitário.
33º SLIDE
- Sendo a exposição das Escrituras, seu esclarecimento e aplicação às necessidades cotidianas da Igreja, bem se vê que a profecia enquanto dom ministerial não pode se distanciar, em momento algum, da Bíblia Sagrada, é antes a sua aplicação e exposição.
- Por isso, de se repudiar toda e qualquer tentativa de se vincular a verdade bíblica da existência do dom ministerial de profeta na Igreja a qualquer mecanismo de acréscimo à revelação bíblica, como comumente fazem as falsas doutrinas.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
 fonte  portal ebd