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30 novembro 2015

ACONSEHAMENTO PRÉ-MATRIMONIAL 2 SESSÃO



Valores e modelos familiares

Resumo
Analisar o funcionamento das famílias de origem é essencial para cada casal que se forma, a fim de quecada cônjuge possa compreender os valores, interesses, expectativas e comportamentos do outro e de si próprio. A família de origem é o primeiro e mais importante modelo na formação da nova família e este modelo será tanto mais positivo quanto os novos cônjuges forem capazes de o analisar e terem para com ele uma atitude crítica adulta, rejeitando ou aceitando livremente este modelo ou alguns dos seus aspectos.
É importante que cada casal possa escolher e construir o seu próprio sistema familiar recusando-se a perpetuar modelos que não lhe convêm; claro que isso depende, em grande medida, da maturidade de cada cônjuge e de um distanciamento emocional em relação à família, adquirido antes do casamento. O tipo de relação a estabelecer com as respectivas famílias de origem é da competência dos dois esposos e jamais de um só, menos ainda das respectivas famílias.

Palavras-chave
Família de origem – genograma – sistemas de famílias – expectativas conjugais – papeis
de desempenho – aceitação – sublimação

Sugestões para o conselheiro
Este módulo tem como objectivo levar os nubentes a analisar o funcionamento das suas famílias de origem e o quanto estas podem influenciar a sua relação através de expectativas criadas sobre o casamento e sobre o cônjuge, assim como os tipos de comportamentos interiorizados. A realização e análise dos testes permitirão aos noivos, juntamente com o conselheiro, a despistagem de tendências, de diferenças, de incompatibilidades, assim como a necessidade de negociação e de ajustamentos específicos na relação. Pensar e falar sobre as diferenças é esvaziá-las duma parte substancial do seu conteúdo negativo. A confrontação lúcida, calma e respeitosa é aqui um instrumento indispensável, assim como a busca conjunta de meios para os ajustes e aprendizagem de novos comportamentos. Parece-nos pois indispensável que o conselheiro analise previamente os testes para melhor poder orientar a análise dos noivos. O capítulo seis deste módulo –situações familiares atípicas – não faz parte do manual para os noivos; só deve ser utilizado pelo conselheiro quando perante situações que o exijam.

1. Introdução
Cada pessoa chega ao casamento, tendo deste uma imagem forjada, em grande parte, pela experiência que teve do casamento dos seus pais. A piada de que existem seis no leito conjugal faz-nos rir, mas não deixa de ser uma afirmação que se comprova a cada passo na vida da maioria dos casais. Foi dito que o que diferencia os seres humanos de todos os outros animais é o facto os humanos terem parentes por afinidade. No reino animal, o acasalamento envolve apenas dois parceiros, que geralmente estão maduros, separados das suas famílias, e se acasalam sozinhos. Para os seres humanos, este acontecimento significa a união de dois sistemas imensamente complexos. Assim parece-nos indispensável, para o êxito da sua relação conjugal, que os futuros cônjuges lancem um olhar retrospectivo e crítico ao funcionamento das suas famílias de origem.
Quanto mais adequadamente o futuro casal poder diferenciar-se do programa emocional das respectivas famílias de origem mais fácil, livre e satisfatoriamente estabelecerá o funcionamento da sua própria. Essa análise dá-lhes a oportunidade de escolherem emocionalmente aquilo que levarão da família de origem, aquilo que deixarão para trás e aquilo que irão criar sozinhos.

2. Construindo a história da família

2.1. Elaboração do genograma
Trazemos as histórias e as rotinas da nossa família de origem para a família que fundamos nós mesmos e gastamos uma grande quantidade de tempo e energias em negociar que tipos de rotinas específicas serão usados. É útil, para maridos e esposas, colocar lado a lado as histórias das suas próprias famílias, e falarem sobre as diferenças, apercebendo-se do que necessitam negociar, a fim de formar a sua própria família.
Uma maneira de reunir a história da família é fazer uma lista de todas pessoas que a compõem. Enumeram-se os nomes, as datas e lugares de nascimento, casamento (com quem e a data), separações, divórcios e mortes. Esta informação poderá ser escrita na forma de uma “árvore” de família.
Há outras pessoas que são parentes de sangue que partilharam o teu lar? Inclui-as também. Quem são as pessoas que faltam na tua família? Onde viveu a tua família e que mudanças fez? Quem foram os doentes na família? Qual era a educação dos membros da família? Qual era a sua ocupação?
Quais são, na tua família, os eventos chave, os traumas, as recordações felizes, as tragédias, a atmosfera? Como são os papéis distribuídos, quais são as alianças? Quais são os valores da família? Qual é a sua experiência e expressão religiosa? Qual é a sua experiência e expressão política?
Há alguns fantasmas na tua família? (Pessoas que ofenderam a família de modo que ninguém fala deles: alcoólicos, doentes num hospital psiquiátrico, suicidas, criminosos, desertores). Quais são os mitos na família? (Um mito neste contexto é algo comummente crido e afirmado, quer seja, objectivamente, verdade quer não. Por exemplo, “os membros da família devem ser protegidos de serem magoados, caso contrário esta desintegrar-se-á.”
Assim cada membro da família, neste caso, usa uma enorme quantidade de energia para proteger os outros de serem magoados, na crença errada de que assim estão a manter unida a família). Um mito pode ter a idade de duas ou três gerações. Quais são os rituais na tua família? Que coisas fez como uma unidade completa? Quais foram as coisas que a tua família fez junta, regularmente, com algum tipo de organização?

Inter-agindo:
Tomando como modelo o genograma nº 6.1., elabora o teu próprio genograma. Começa contigo no fundo da página. Usa uma estrela como símbolo para ti, e coloca na página os membros da família que foram antes de ti. Utiliza um círculo para indicar as mulheres e um quadrado para representar os homens Usa linhas verticais para representar irmãos e horizontais para representar casamentos. Faz um traço na linha onde houver uma separação, dois traços onde houver divórcio, faz uma cruz no interior do símbolo para representar morte. Às vezes crianças morrem muito cedo ou nascem mortas. Estas também devem aparecer na árvore da família. Esta informação é factual. Se não se está certo de conhecer toda a informação com precisão, é então importante procurá-la junto de um membro da família, que poderá ser um irmão, tio, avô ou outro membro que a conheça bem. A percepção que cada um tem dos eventos particulares pode ser diferente, não significa, porém, que uns estejam certos e outros errados; a percepção de cada um está certa para si. É muito útil falar com outros membros sobre a história da nossa família ainda que, por vezes, isso possa assustá-los, por haverem situações sobre as quais não desejem falar, mas são sobretudo essas situações difíceis que revelam o funcionamento profundo da família. A informação reunida deve ser, quanto possível, de três gerações: A tua, a dos teus pais e a dos teus avós. A geração em que eras criança, a geração em que os teus pais eram crianças e, pelo menos, uma lista dos irmãos e irmãs dos teus avós.

2.2. Análise do genograma
Quando tu e a tua noiva tiverem completado os vossos respectivos genogramas (o que devem fazer entre sessões porque talvez precisem de pedir a membros da família alguns dados precisos) devem colocá-los em paralelo com uma linha a unir as duas famílias junto aos vossos nomes.
Enquanto se analisam as histórias de cada família deve explorar-se como estas funcionam a respeito de:

2.2.1. Intimidade emocional
Existe um sentimento de segurança, pertença, cuidado e intimidade na família? Quão unida é a família? Quem é mais próximo de quem na família alargada? É dado espaço a cada membro para fazerem as suas próprias coisas ou faz a família sempre as coisas juntas?

2.2.2. Corte do cordão umbilical emocional
Existe tensão entre os membros da família? Há separação de alguns membros da família ou estão distantes uns dos outros?

2.2.3. Poder e alianças
Onde se situa o poder na família? Quem decide o que vai acontecer? Há alguém dominante, submisso, combativo, competidor, informal, inferior, superior? Quem está aliado com quem? Quem gere as finanças da família?

2.2.4. Regras e tradições da família
Que regras ou expectativas existem na família a respeito de:
· Resolução de conflitos;
· Expressão de afecto;
· Expressão de sentimentos;
· Como mostram o amor;
· Quem é responsável por certas tarefas;
· Como deve estar limpo o quarto de cada um;
· Culto da família;
· Como celebram aniversários e outros eventos da família;
· Reguslaridade das refeições e comportamento à mesa;
· Como gerem o dinheiro;
· Como despendem o tempo de lazer;
· Quem decide aonde ir para férias.
2.2.5. Modelos de papéis
Como classificam tu e a tua noiva/o a satisfação marital dos vossos pais? Que qualidades no casamento dos vossos pais querem para a relação no vosso casamento? Em que coisas gostariam que o vosso casamento fosse diferente do dos vossoss pais?

3. Sistemas de famílias
Cada família tem pois o seu próprio sistema de funcionamento. Para análise do mesmo são tomados em conta dois aspectos fundamentais: A adaptabilidade, ou seja, a capacidade de mudança e de adaptação a novas situações e a coesão, ou seja, a sua capacidade de criar e manter laços de união entre os seus membros.
A coesão e a adaptabilidade da família são dois aspectos considerados muito importantes no seu funcionamento. Combinando os quatro níveis de coesão e os quatro níveis de adaptabilidade, cria-se um gráfico com 16 tipos de relações de casais e de famílias diferentes (ver “mapa da família”, nº 7.3.). Identifica onde se situa a tua família de origem no mapa e onde colocarias, no mesmo, a tua relação. Com o pastor ou conselheiro podes então analisar e discutir sobre a influência que as respectivas famílias de origem, tua e da tua noiva/o, poderão vir a ter na formação da vossa própria famíla e o tipo de relacionamento que, como casal, terão tendência a formar como herdeiros dessas influências. Esta análise só deve ser começada depois de terem feito também os testes sobre os sistemas de famílias, em anexo.

3.1. Sistemas de famílias segundo a adaptabilidade
Em relação à adaptabilidade, as famílias podem variar, desde rígidas, com um dirigente autoritário, a caóticas com liderança errática ou limitada.
· Um sistema de família rígido é aquele em que os pais controlam demasiado, há consequências estritas e rígidas para o mau comportamento, as decisões são impostas, os papéis estão rigorosamente definidos e as regras não mudam sendo forçadas com rigor.
· Um sistema de família estruturado é em geral menos rígido. A liderança é algo autoritária e controladora, mas é partilhada entre os pais. A disciplina é, às vezes, democrática e as decisões são principalmente impostas pelos pais. Os papéis são estáveis, mas há alguma partilha de papéis. Há algumas mudanças de regras, mas não muitas.
· Um sistema de família flexível é mais democrático. A liderança é igualmente partilhada, a disciplina é democrática, com os filhos a poderem dizer como ser disciplinados. Os papéis são partilhados e as regras podem mudar pois foram impostas de modo flexível.
· Um sistema de família caótico tem uma liderança errática e os pais são, quase totalmente, incapazes de dirigir a família. A disciplina é inconsistente e muito indulgente. As decisões são impulsivas e não bem expressas. Os papéis não são claros e mudam rapidamente de pessoa para pessoa. As regras mudam muito e são inconsistentemente impostas.
Com base no “mapa da família”, podemos dizer que, níveis muito elevados de mudança (Caótico) e níveis muito baixos de mudança (Rígido) podem ser problemáticos para as famílias. Por outro lado, as famílias com classificações moderadas (Estruturadas e Flexíveis) são capazes de equilibrar alguma mudança e alguma estabilidade de maneira mais funcional. Embora não haja nenhum nível óptimo para qualquer família, muitas famílias poderão ter problemas se sempre funcionarem num ou noutro extremo do mapa (Rígido e Caótico).

3.2. Sistemas de famílias segundo a coesão
Em relação à coesão, as famílias podem variar de unidas ou envolvidas, a muito distantes ou desprendidas.
· Um sistema de família desprendida tem uma separação emocional extrema. Há pouco envolvimento entre os membros da família, e pouca proximidade emocional, quer entre os pais quer entre os pais e os filhos. Há uma grande separação e independência pessoais. As pessoas fazem as suas próprias coisas e têm interesses separados.
· Um sistema de família separada tem alguma separação emocional, mas não é tão extrema como no sistema desprendido. Há algum envolvimento entre os membros da família e alguma união entre os pais e entre os pais e os filhos. Embora seja importante o tempo à parte uns dos outros, há algum tempo que passam juntos e fazem decisões conjuntas. Há interesses separados, mas há também alguns interesses partilhados dentro da família.
· Um sistema de família ligado tem mais proximidade emocional. Espera-se lealdade à família e há muita proximidade emocional entre os pais e entre os pais e os filhos. Os sentimentos são partilhados facilmente. O tempo passado juntos é mais importante do que o tempo passado à parte ou cada um entregue a si mesmo. Há uma ênfase na união da família. Embora haja amigos separados, há também muitos amigos partilhados por toda a família. Há muitos interesses comuns partilhados dentro da família.
· No sistema de família envolvido há uma quantidade extrema de proximidade emocional e exigência de lealdade à família. Os membros da família são muito dependentes uns dos outros e altamente reactivos uns aos outros. Às vezes, um dos progenitores alinha com os filhos contra o outro progenitor. Há uma falta geral de separação pessoal e pouco espaço privado é permitido. A energia da família está principalmente focada dentro de si própria e há poucos amigos individuais ou interesses vindos de fora. Usando a contagem de percentagem, é também possível classificar uma família num dos quatro níveis de coesão da família usados no “mapa da família”. Os quatro níveis de coesão são:
· Desprendidos (25% ou menos);
· Separados (25%-50%);
· Ligados (50%-75%);
· Envolvidos (75% ou mais).

Separados e Ligados são os dois níveis moderados onde existe um equilíbrio entre os dois extremos. Com base no mapa da família, altos níveis de coesão (Envolvidos) e baixos níveis de coesão (Desprendidos) podem ser problemáticos para as famílias. Por outro lado, as famílias que têm valores moderados (Separados e Ligados) são capazes de equilibrar entre sozinhos e juntos de uma maneira muito mais funcional. Embora não haja nenhum nível óptimo para nenhuma família, algumas famílias poderão ter problemas se elas funcionarem num ou noutro extremo do mapa (Desprendidos ou Envolvidos). Todas as pessoas tentam, frequentemente, recriar o seu sistema passado de família nas suas relações presentes. Recriam o tipo de sistema de família que tiveram quando eram crianças ou reagem fazendo o oposto. Assim, se ambos vieram de dois sistemas de família bastante diferentes, na coesão ou na adaptabilidade, isso pode criar algum conflito no casal. Por exemplo no caso da coesão, se um veio de uma família que era ligada ou envolvida, e o outro veio de uma família que era separada ou desprendida, então o primeiro poderá
experimentar alguma frustração sobre quão próximo ou distante o seu parceiro se sente em relação aos pais dos dois lados. Um pode sentir necessidade de partilhar sentimentos enquanto o outro evita fazê-lo. Ou um poderá sentir que o seu parceiro deseja mais união e passar mais tempo com a sua família (dele/dela). As diferenças na adaptabilidade das respectivas famílias também podem criar problemas. Um poderá ter vindo de uma família rígida ou estruturada e o outro de uma flexível ou caótica. Poderão então experimentar conflitos sobre quão rígidos ou flexíveis devem ser os papéis que cada um deverá desempenhar. Um pode gostar muito de estrutura ou previsibilidade, e o outro pode achar isso sufocante e aborrecido. Por outro lado, o parceiro poderá desejar menos previsibilidade e mais criatividade e mudança no casamento. Quando ambos vêm de sistemas de família similares, não haverá tantas probabilidades de terem conflitos nestas duas dimensões tão fundamentais. Mas isto não quer dizer que fiquem livres de conflitos. Terão ainda de decidir e negociar a respeito dos níveis de união (Coesão) ou níveis de mudança (Adaptabilidade) que ambos desejam ter no casamento.

A Família de Origem é importante para o futuro de cada novo casal. Os novos cônjuges poderão fazer tentativas deliberadas para mudar o tipo de relacionamento que têm para o tornar diferente do sistema de família em que cresceram, essa mudança é possível, mas devem estar conscientes que sob pressão a tendência para se comportarem mais semelhantemente às suas famílias de origem é muito maior.

Inter-agindo:
Analisando os sistemas de famílias, preenche o teste nº 6.2. e analisa com o pastor o diagrama “O mapa da família” nº 6.3., tentando identificar onde se situa a tua família de origem quanto à adaptabilidade e à coesão e onde, no mesmo diagrama, colocarias a tua própria relação. Perguntas a fazer ao casal pelo conselheiro:
· Quanta união (coesão) e adaptabilidade (mudança), percebem na vossa Família de Origem, e quão satisfeitos estão com a coesão e adaptabilidade da vossa família?
· Localizem no Mapa da Família como cada um de vocês descreveria a sua Família de Origem.
· Analisem o que foi viver nesse tipo de família (por exemplo, flexivelmente ligada).
· De que maneiras foi satisfatório o vosso tipo de família e em que foi frustrante para vocês?
· Em que é que terias gostado que a tua família fosse diferente, na coesão e adaptabilidade, se a tivesses podido mudar?
· Como mudava a tua família no que concerne a coesão e adaptabilidade quando enfrentava situações de tensão? Depois de cada um ter partilhado esta informação seria útil comparar similaridades e diferenças em termos de coesão e adaptabilidade nas duas famílias. Analisem as similaridades e diferenças entre os vossos dois tipos de famílias. Que nível de coesão (união) e adaptabilidade (flexibilidade) querem no vosso Casamento?
(Excerto de “Building a Strong Marriage”, Dr. David Olson, p. 17-22)

4. Sistema de expectativas conjugais
Ligado à influencia da família de origem está também o sistema de expectativas de cada indivíduo. No casamento cada um dos esposos espera do outro, na sua função de marido ou mulher, a satisfação de um certo número das suas necessidades. Cada um tem expectativas de natureza variada em relação ao outro, desde o como e o quando das relações sexuais até à maneira como apresentar-se em público ou como lidar com as restectivas famílias, passando por uma multidão de pequenas e grandes tarefas consideradas importantes para a vida em comum. Quando essas expectativas não são suficientemente preenchidas as frustrações podem acumular-se e constituir um verdadeiro veneno para a felicidade conjugal. Elas provocam a desilusão e o desencanto, sentimentos altamente daninhos para a relação. Daí a importância de conhecer minimamente, à partida, o conjunto de expectativas um do outro, sabendo no entanto que as expectativas mais profundas nunca são ditas, devem ser descobertas um pelo outro o que implica a faculdade de saber escutar e de dar-se a conhecer. Roger Mucchielli no seu livro “Psicologia da Vida Conjugal” sugere a divisão das expectativas conjugais em três níveis:

4.1. Aspirações interpessoais fundamentais
Estas aspirações têm que ver com as expectativas de amor autêntico, como:
· Sentir que se ocupa o 1º lugar no coração do outro. Cada um espera manifestações e provas dessa preferência absoluta.
· Ter a certeza de poder apoiar-se sobre o outro. Expectativa de assistência, a qual implica aceitação e compreensão.
· Ter o sentimento de ser indispensável ao outro. Ser a “razão de viver” para o outro. Cada membro do casal tem necessidade de saber que existe para o outro e que é reconhecido e amado incondicionalmente. Cada um espera a confirmação permanente disso pois jamais essa confirmação cansa. Cada um deve, pois, encontrar os meios para satisfazer as necessidades fundamentais do seu cônjuge pois a sua satisfação é a pedra basilar da verdadeira felicidade e a sua não satisfação o fundamento da infelicidade.

4.2. Expectativas gerais de papéis ou funções
Estas expectativas estão ligadas à ideia do papel, ou papéis, que se deseja que o cônjuge desempenhe como tal e que cobre uma variedade imensa de comportamentos que, tal como já foi dito, pode ir do comportamento sexual ao social, passando pela organização e funções a desempenhar no espaço doméstico, a educação dos filhos, a gestão das finanças, etc. (ver testes em anexo). Muito destas expectativas tem que ver com os modelos parentais interiorizados, como já foi referido, e com os papéis conjugais estereotipados. Estes papéis mudam duma cultura para outra mas têm sempre muita influência no funcionamento dos casais. Na cultura ocidental a distribuição dos papéis de desempenho é bastante flexível e equitativa, no entanto existem ainda bastantes casais com uma distribuição de papéis estereotipados de masculino e feminino. É pois muito importante que possas analisar com a tua noiva/o as respectivas concepções sobre o assunto (os testes “De Quem é a Responsabilidade?”) em anexo podem facilitar essa análise.

4.3. Expectativas pessoais particulares
Estas expectativas têm que ver com o universo pessoal de cada um, universo que comporta as mais variadas necessidades, umas de natureza temperamental ou constitucional (como a necessidade de falar ou de silêncio, a necessidade de estar em sociedade ou em intimidade etc.), outras têm que ver com a saúde ou beleza do corpo, as ambições intelectuais, a profissão, a vida social e económica, o lazer, a cultura…etc. Estas expectativas são sentidas em relação ao casamento e, ou, ao cônjuge. É no campo das expectativas pessoais particulares que se encontra o bem conhecido problema da incompatibilidade e da complementaridade.

4.4. Necessidade de realismo e aceitação
As expectativas devem ser realistas, ou seja, ajustadas à realidade do cônjuge e da relação. Os cônjuges podem ter, pessoalmente, muitos sonhos e é bom que os tenham, mas têem que ter a coragem e a sabedoria de os confrontar com a realidade de cada um e da relação. Nenhum parceiro conjugal poderá jamais satisfazer totalmente todas as expectativas de alguém. É importante, indispensável mesmo, reconhecer isso. Cada cônjuge deverá sempre, em maior ou menor quantidade, abdicar de algumas das suas expectativas e sublimar outras. A capacidade para fazê-lo revela grande maturidade, pois isso significa reconhecer que o outro nem sempre dispõe do comportamento desejado e revela a aceitação da sua individualidade e dos seus limites. Só a aceitação permitirá que o outro “empurre” os seus limites e cresça.
“É um daqueles paradoxos da vida, simples mas belo, quando, uma pessoa sente que é verdadeiramente aceite por outra, tal como é, liberta-se e está pronta para começar a pensar sobre o que quer mudar, como quer crescer, como poderá tornar-se diferente, como poderá tornar-se mais naquilo que é capaz de ser.Thomas Gordon

4.5. Construindo com o tempo
Por outro lado, cada ser humano tem uma grande capacidade de mudança, se motivado, e pode aprender sempre novos comportamentos. Fazê-lo para satisfazer as expectativas do seu cônjuge é a mais eloquente prova de amor e o maior sinal de maturidade afectiva. No entanto, necessário é reconhecer que o tempo é aqui um factor muito importante. As mudanças são, infelizmente, sempre mais lentas do que se deseja, mas não são elas um dos materiais mais importantes da construção do casal, e essa construção não é a obra da vida?

4.6. Buscando a Deus
Já dissemos que nenhum ser humano pode preencher totalmente o sistema de expectativas de outro. Exigir isso é exigir o impossível. O problema de muitos casamentos é que se esperou demasiado deles. Como se o casamento, ou o cônjuge, fosse uma espécie de varinha mágica capaz de fazer desaparecer num momento todos os problemas pessoais e preencher todas as necessidades, mesmo as não confessadas. Cada um deve buscar a satisfação das suas necessidades mais íntimas em Deus, Ele, que é o Criador, a Causa e Objectivo da toda existência, é O único que as pode não só preencher plenamente, mas também dar a lucidez sobre a sua legitimidade e pelo crescimento espiritual, fazer superar algumas delas. A oração e a comunhão, a confiança em Deus e o colocar nas Suas mãos todas as expectativas, serão os melhores instrumentos na construção de todo casal.

Inter-agindo:
Discute com a tua noiva/o as tuas expectativas de papéis no casamento. O teste nº 6.4. intitulado “De quem é a responsabilidade?” pode ser utilizado para facilitar este exercício. Prenche o teste e depois analisa com a tua noiva/o os pontos um por um esclarecendo as diferenças e expectativas.

5. Lidar com familiares (sogros/cunhados…)
Algo que o novo casal terá forçosamente que negociar e renegociar são os relacionamentos com os pais, irmãos, amigos e família alargada. Esta negociação é muitas vezes factor de desentendimento entre os esposos e de grande stress emocional. Os conselhos e advertências que seguem revelar-se-ão muito úteis.

5.1 Factos principais sobre tensão entre parentes
1. A pessoa que causa a maioria destes conflitos é, infelizmente, a sogra. Um estudo indicou que ela é responsável por tantos conflitos como o resto dos parentes juntos.
2. As vítimas da interferência de parentes são quase sempre as noras. Muitas vezes a sogra fica ciumenta da sua nora pela divisão da afeição do seu filho, e tenta recuperar a sua posição central na vida dele procurando aliená-lo da sua esposa.
3. A competição e os conflitos entre estas duas mulheres atingem a sua forma mais violenta quando elas têm de viver juntas na mesma casa.
4. A criação dos filhos é frequentemente outra área na qual interfere a sogra.
5. Uma sogra que aja destas maneiras pode ser muito conflituosa. Porém, ela merece certamente mais da tua piedade do que da tua hostilidade. O que esta pessoa realmente necessita é do amor dos que vivem à sua volta, mas uma vez que ela se sente incapaz de o obter, ela tenta, em vez disso, obter as suas necessidades mediante manipulação e intriga. Infelizmente ela não compreende, geralmente, que está a destruir completamente contra o seu próprio propósito.

5.2. Princípios a seguir com parentes
1. Nenhuma interferência de qualquer parente pode prejudicar um casamento saudável. Os parentes não conseguem criar fissuras entre um marido e esposa que se mantenham unidos.
2. A política a adoptar é tornar claro que querem ser amigos e desejam trabalhar para a harmonia entre as gerações, mas que não tolerarão interferências indevidas no vosso casamento. Isto deve ser deixado claro sem nenhum compromisso.
3. Uma confrontação ou discussão deveria ser seguida de tentativas sinceras e genuínas de boa convivência sendo amistosos e conciliatórios. Podem comportar-se carinhosamente para com eles, mesmo que não sintam carinho por eles. Porque a acção tende a promover o sentimento. Um esforço real nesta direcção ajudará e animará muito o teu cônjuge. A experiência mostra que esta política pode, com o tempo, alcançar um surpreendente grau de sucesso.
4. Se vocês e os vossos parentes tiverem realmente muito pouco em comum, o é melhor fazerem visitas curtas de tempos a tempos.
5. Lembrem-se de que os laços de família não podem ser quebrados e que duram por toda uma vida. Mesmo que o vosso relacionamento com os vossos parentes seja, como deve ser, independente, pode chegar o tempo em que vocês precisem da ajuda deles ou eles da vossa.
Adaptado de: We Can Have Better Marriages If We Really Want Them, Por David Mace, Abingdon Publishers, 1974.

As sugestões seguintes, de Landis e Landis, poderão oferecer directrizes para os casais, na relação com os seus parentes:
1. Tratem os vossos parentes com a mesma consideração e respeito que dão a amigos que não são parentes.
2. Quando os parentes se interessam pela vossa vida e dão conselhos, façam exactamente o mesmo que fariam se fosse um dos vossos amigos a fazê-lo: se for bom, sigam-no; se não for bom, aceitem-no benevolentemente e depois ignorem-no.
3. Lembrem-se que muitas vezes quando os parentes parecem estar muito preocupados com os vossos assuntos, eles não estão a tentar interferir na vossa vida, mas sinceramente interessados no vosso bem-estar.
4. Procurem os pontos bons nos vossos parentes.
5. Quando visitarem os vossos parentes, tornem as visitas razoavelmente curtas.
6. Quando visitarem parentes, sejam tão ponderados, corteses e acessíveis como costumam ser quando visitam outros amigos.
7. Aceitem os vossos parentes como eles são; lembrem-se que eles também gostariam provavelmente de fazer mudanças em vocês.
8. As sogras estiveram junto dos seus filhos antes do casamento; dêem-lhes tempo para encontrarem novos interesses na vida.
9. Vão para o casamento com uma atitude positiva para com os vossos parentes – acreditem que é uma boa família à qual se vão ligar e procurem amá-la e apreciá-la.
10. Dêem conselhos aos vossos parentes só se eles os pedirem; ainda assim, limitem-se ao mínimo possível.
11. Discutam as faltas do vosso cônjuge só com ele e não com as vossas famílias.
12. Não citem a vossa família nem a apresentem ao vosso cônjuge como modelo.
13. Lembrem-se que são precisas pelo menos duas pessoas para criar um problema. Judson T. Landis & Mary G. Landis, Personal Adjustment, Marriage & Family Living (Englewood Cliffs, N. J.: Prentice-Hall, Inc., 1966), pp. 238-239).

Para que um casal tenha um bom relacionamento com os pais, e outros parentes numa base positiva, ambos precisam de:
1. Lembrar o facto de que os laços de família são normais, necessários e importantes e que uma rejeição brusca dos mesmos só poderá trazer infelicidade a todos.
2. Tornar o processo de separação gradual e não abrupto.
3. Aceitar a preocupação do cônjuge pela sua família.
4. Aceitar o facto de que os pais não podem parar automaticamente de estar interessados e preocupados a respeito dos seus filhos, só porque eles casaram, e que a ajuda paterna pode muitas vezes ser uma coisa preciosa.
5. Apresentar uma frente unida contra qualquer tentativa de interferência por parte dos pais; a firmeza é mais eficaz do que a hostilidade. Norman Lobenz & Clark Blackburn, How to Stay Married, New York, pp. 55-56.

APÊNDICE

Situação familiar atípica
(Material a usar se necessário)
O conselheiro precisa de ser sensível às diferentes dinâmicas envolvidas com casais que casam a segunda vez ou com uma relação que envolve meios-irmãos, padrastos, madrastas ou uma família de culturas diferentes. As histórias do passado poderão ser
dolorosas para contar e a nova relação pode envolver a necessidade de discutir algumas áreas que não são fáceis de falar livremente. Contudo, estas questões precisam de ser discutidas.

1. Diferenças inter culturais que afectam o casamento
Porque os casamentos inter-culturais têm de lidar com muitas diferenças em atitudes, valores e cultura, é vital que o pastor conselheiro explore as áreas seguintes com um casal que planeie realizar um casamento “inter-cultural”.

1.1. Reacções da família ao casamento
Qual é a reacção da vossa família alargada ao casamento? Como estão vocês a enfrentar a situação?
· A família marginaliza o casal;
· Desejo do casal de romper com a sua própria família de origem, amigos e padrões sociais;
· Níveis de aceitação – barreiras que ainda existem para o casal.

1.2. Expectativas culturais para as relações da família
Como se adaptarão às exigências culturais?
· Expectativas dos papéis maritais;
· Expectativas do papel do sexo;
· Tamanho da família – filhos;
· Família e relações com parentes:
- Lidar com parentes (sogros, cunhados/as).
- Lidar com família alargada (interligação).
- Lidar com a solidariedade da família.
· Cuidado dos filhos.

1.3. Herança cultural
Que grau de compreensão e respeito experimentam vocês nas vossas diferenças em:
· Religião/ Práticas Religiosas;
· Língua;
· Rituais da Família (por ex., celebrações, aniversários, etc.);
· Preferências dietéticas (por ex., comidas);
· Propriedade/heranças;
· Gestão de dinheiro.
Já discutiram quaisquer possíveis diferenças de atitude a respeito de:
· Autoridade;
· Influências sociais ou políticas na história da vossa família;
· Identidade étnica e estereotipagem;
· Revelação do eu e resolução de conflitos;
· Dificuldades que os filhos poderão experimentar ao crescerem nessa cultura.

1.4. Razões pessoais para o casamento
Ao analisarem as vossas razões pessoais para quererem casar, o que é que motiva a vossa decisão?
· Rebelar-se contra os pais, igreja ou cultura;
· Estatuto social – aceitação ou mobilidade ascensional;
· Um parceiro altamente irrealista;
· Empenhamento genuíno um com o outro;
· Outras razões.

2. Questões nos ajustes pós divórcio
Estádios para a recuperação

Estádio 1: Transição (8-10 meses)
Questões:
· Desorganização – depressão – baixa na auto-estima – solidão;
· Continua o processo de luto, lamentação, tristeza, negação, ira, perda de raízes, e o sentimento de “deixar andar”;
· Busca caótica do escape à tristeza;
· Tempo de eliminar emoções intensas sem abusar de familiares ou amigos;
· Ruptura do padrão de vida, porém sem objectivos ou compromissos notáveis integrados;
· Entusiasmo com a nova liberdade e novas possibilidades.

Estádio 2: Recuperação (2-3 anos)
Questões:
· Menos vulnerável à depressão e às oscilações de humor;
· Recuperada a auto-estima
· Restabelecimento de um padrão de vida estável e identidade coerente mas não ainda firmemente integrada
· Parece estar organizada e a funcionar bem mas sérios reveses podem despedaçar
as esperanças
· Resolução do cuidado pelos filhos
· Organizar-se no meio da confusão e destruição do divórcio – é capaz de identificar o que aprendeu?
· Aceitar responsabilidades outra vez
· Planeamento concreto para o futuro
· Problemas:
- Como restabelecer a comunidade
- Como encontrar alguém novo
- Devo buscar aconselhamento
- Conseguirei arranjar emprego (se não estiver a trabalhar antes)
Perguntas:
Onde estás em relação com a tua relação anterior – o que é que está resolvido? Qual é o teu nível actual de funcionamento? (estável/instável) Tens uma rede de apoio? Estás a conseguir arcar com as tuas responsabilidades? Quais são as tuas razões para voltar a casar? Qual é a tua situação como membro de igreja? Qual é o nível de aceitação do/s teu/s filho/s do padrasto/madrasta?

3. Lidar com um segundo casamento
Um terço de todos os casamentos envolve um segundo casamento para um dos parceiros.
O segundo casamento envolve:
· Diferente estrutura familiar
· Diferente concepção do casamento e da vida familiar
· Diferentes regras (isto é, tem que se inventar novas regras para gerir a vida familiar)

3.1. Quatro diferentes subsistemas familiares
1. Casal
2. Ex-cônjuge
3. Pai/mãe natural e filhos
4. Pai/mãe que visita e filhos
NB: - Conflitos existirão inevitavelmente entre subsistemas
- Muitos indivíduos são membros de mais do que um subsistema
- Há muitas regras/limitações opostas

3.2. Quatro estádios no estabelecimento de um segundo casamento
1. A dissolução da primeira família
· A questão do desprendimento – acusação, culpa, perda
· Problemas pessoais levados para a segunda relação (exemplo, continuação da disfunção anterior)
· O segundo parceiro é muitas vezes como o parceiro do primeiro casamento.
2. O divórcio
· São necessários 8-10 meses para ultrapassar a ira e a negação.
· Período de transição – recuperação emocional e da autonomia.
3. Ajuste a um novo parceiro
· 2-4 anos para o encerramento emocional sobre a perda e tristeza anteriores;
· A tentação de fazer comparações.
· Quão bem se entrou na nova relação a nível da comunicação, tomada de decisões, planeamento financeiro, etc.
4. Formação da segunda família
A segunda família:
- É baseada numa perda prévia.
- Completa-se com outras histórias.
- Precede, muitas vezes, o compromisso do casal.
- Há um pai/mãe biológico/a algures.
- Os filhos pertencem a outra casa (segunda).
- Não há nenhuma relação legal das crianças para com o padrasto/madrasta.
- Existem 4 subsistemas (ver 6.3.1.).
A questão dos filhos:
- Com quem vão viver? (pai/mãe biológico/a ou com o novo cônjuge).
- Quem terá a custódia?
- Quem vai educar e cuidar?
Filhos e expectativas do novo parceiro:
- Filhos vistos como em competição com a relação marital.
- Ciúmes por causa dos filhos (os teus e os meus).
- Ressentimento a respeito das crianças.
Problemas específicos das crianças:
- Lidar com a continuação e manutenção de relações com os pais biológicos.
- Construir uma relação com o padrasto/madrasta ou novo pai/mãe.
- Relações com a família alargada.

4. Sinais anunciadores de dificuldades no segundo casamento
1. Grandes diferenças nos estádios do ciclo de vida familiar para cada pessoa.
2. Negação da perda anterior.
3. Preocupação com o parceiro anterior.
4. Fracasso em resolver a relação anterior.
5. Incapacidade em renunciar à primeira família intacta.
6. Não estabelecer fronteiras claras ao redor da nova família.
7. Agir como uma primeira família nuclear vulgar.
8. Fraco nível de ajustamento dos filhos.
9. Clarificação do casal a respeito dos seus novos/velhos papéis de paternidade.


FONTE: Bryan Craig /Hortelinda Gal

TESTES::

http://sermaoesbocos.blogspot.com.br/2013/10/aconsehamento-pre-matrimonial-2-sessao.html