ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2016 – LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 45)

Tema: JÓ – DRAMA POÉTICO DE SOFRIMENTO E FÉ

Texto Áureo: Jó 1.22
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição apresente a poesia do livro de Jó, não deixe de analisar o propósito do livro no tópico 1.4, parece que ficou um pouco vago, mas nós apresentamos um propósito interessante aqui no nosso esboço.
“aproximam-se do Senhor”, os que se aproximam de Deus alcançam sucesso, superam suas adversidades e dão a volta por cima, uns demoram mais outros menos, mas sempre há vitória para os que estão perto de Deus.
“a perder a esperança”, é no momento da perda da esperança que ocorrem os suicídios, porém muitos dos que se afastam de Deus se entregam aos vícios. –“mas saiu do outro lado do vale de aflição”, a história de Jó é o exemplo de superação pela mão do Senhor.
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1. CONTEXTO DO LIVRO DE JÓ
“registro do livro de Jó não é histórico”, algo que não ocorreu de verdade, apenas uma composição literária fictícia.
“filosófico-religiosa”, que trás ideias filosóficas num contexto religioso.
“o antigo Oriente”, a região Ásia oriental na época dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó.
“pano de fundo”, é o contexto onde está inserida a obra. O período patriarcal é o pano de fundo do livro de Jó.

1.1. Local em que foi escrito
“forte natureza aramaica”, o Aramaico é uma língua bem mais antiga que o Hebraico, era a língua falada pela família de Abraão.
“centro aramaico de erudição”, seria uma espécie de centro de estudos ou alguma cidade onde se reunia os sábios.
“exame geográfico”, seria a análise de fatos e expressões dentro do livro de Jó comparando com escritos de outras épocas e regiões para saber o local de onde surgiu a obra.

1.2. Autoria
“não nos permite asseverar que Jô a tenha redigido”, o texto está narrado em terceira pessoa, começa a narrativa assim: “Havia um homem na terra de UZ...” abre em terceira pessoa, como se alguém contasse a história.
“afirmar que Moisés escreveu”, essa afirmação é devida ao fato de Moisés ser um dos poucos hebreus (senão o único) a dominar a escrita em seu tempo.

1.3. Data
“amplos limites”, isso porque as palavras dentro do texto não fazem referência a fatos conhecidos, como o cativeiro por exemplo.
“aspectos do livro”, como as falas dos amigos de Jó, a forma de comunicar.
“segundo milênio”, se refere ao período mencionado de 2000 a 1000 a.C.

1.4. Propósito
“diálogos poéticos”, devido ele ter sido escrito em hebraico o texto não parece ter um teor poético, com os recursos da poesia que conhecemos, como a rima, jogo de palavras e trocadilhos. Quando é feita a tradução de uma poesia não se pode manter os recursos poéticos.
“cita-o junto a Noé”, no caso a citação é de Deus escrita por Ezequiel em seu livro. Se Deus cita Jó juntamente com outros personagens reais então ele também foi real.
“experiência do sofrimento humano”, pelo que é falado no versículo 5 de Jó 42, podemos entender que o livro de Jó mostra como é possível aprofundar mais a intimidade com Deus, ainda que sejamos servos fieis do Senhor.
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2. ESTILO E ESTRUTURA DO LIVRO DE JÓ
- “um organização incomum”, esse livro apresenta uma narração histórica de abertura, série de debates, palavras do Senhor e conclusão.

2.1. Estilo
“colóquios poéticos”, são conversações em forma de poesia.
“formato descritivo”, quer dizer que os diálogos são descritivos da situação de Jó. Isso porque há maior interesse dos amigos de Jó em apresentar os motivos e não ajudar o amigo com as palavras. Por outro lado Jó procura apresentar sua defesa e seu lamento.
“toque ácido de ironia”, percebe-se pelas palavras dos amigos de Jó. Até mesmo o próprio Jó fala de maneira irônica em Jó 27.7-23 a ironia também é um estilo poético, que mesmo após a tradução do texto pode ser notada.
“prólogo”, é a cena inicial de uma peça, no caso do livro de Jó é a parte em que há reuniões no céu, no capítulo 1 e 2.
- “epílogo”, é o desfecho da obra, as cenas finais.
“poema autônomo”, quer dizer que o livro de Jó é um poema num contexto único, que não está relacionado com qualquer outra poesia ou livro da Bíblia.
“drama judicial”, drama sobre a questão da culpa, por isso é chamado de drama judicial. Os amigos acusavam Jó de culpa e este se defendia das acusações deles.
“teodiceia”, é o conjunto de argumentos que tentam defender a crença na bondade de Deus no mundo dominado pela maldade.

2.2. Estrutura de Jó
- “rupturas estruturais”, também chamadas de quebras, onde o estilo muda completamente, exemplo: do capítulo 2 para o 3 muda completamente, no capítulo 2 fala de fatos e no capítulo 3 começa as palavras de Jó, isso é uma mudança brusca, uma ruptura estrutural.
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3. TEMA PRINCIPAL DO LIVRO DE JÓ
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3.1. Contexto inicial
“fornecem o pano de fundo”, se refere à sequência de desgraça que ocorre na vida de Jó.
“aposta feita entre eles”, Deus acreditou em Jó, enquanto o inimigo acreditava que Jó blasfemaria contra Deus. Deus sabia que Jó jamais blasfemaria. Satanás perdeu a aposta e os cristãos no mundo inteiro ganharam um exemplo de fé e paciência para suas lutas.

3.2. Mensagem
- “Philip Yancey”, é um escritor e jornalista cristão dos Estados Unidos.
- “seu tema central é a fé”, o livro apresenta a fé de Jó e também a fé estereotipada de seus amigos.
“não era circunstancial”, não estava vinculada às circunstâncias, existem pessoas que estão bem com Deus enquanto não ocorre uma adversidade.

3.2.1. Atitudes e declarações do patriarca
“sua fé fosse burilada”, burilar significa aperfeiçoar, quer dizer que a fé de Jó seria aperfeiçoada por uma experiência marcante em sua vida.
“época da escrita do livro”, ou seja, a época patriarcal.
“soberania do Senhor”, é um atributo divino que declara que o Senhor faz o que lhe apraz, sem precisar dar satisfação a ninguém.
“percebia a ação divina”, ele atribui tudo a Deus, sabia que Deus estava no controle da situação, embora não entendesse o porque daquilo estava acontecendo.
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CONCLUSÃO
“sua esperança estava sendo aperfeiçoada”, Jó declara sua esperança no redentor Jó 19.25
“nesse momento que mais necessitamos dela”, a fé é exatamente para os momentos de aflição, quando as coisas parecem estar fora de controle. Muitos conservam a sanidade e se mantém na luta por terem fé.
“aparentemente despropositado”, aparentemente sem propósito.
- Corrija o questionário e faça o seu resumo.

Boa aula!

Marcos André – professor