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22 junho 2016

Lição 13: O cultivo das relações interpessoais



Romanos 16.1,2
Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencreia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.

Um Documento Preciosíssimo!
“Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencreia” (16.1). Chegou o momento especial de Paulo terminar a carta e apresentar quem a levaria até Roma: uma cristã a quem Paulo chama apenas de Febe. Warren W. Wiersbe destaca que essa foi a encomenda mais preciosa que Febe teve a oportunidade de levar. Febe era de Cencreia, um porto de Corinto. Os intérpretes acreditam que Febe se converteu durante a estadia de Paulo em Corinto, que durou dezoito meses. Ela era uma pessoa de confiança e que ajudava na obra de Deus. Paulo diz que ela “servia” à igreja de Cencreia. A palavra grega para “servir” é a tradução do grego diakonos, que tem o sentido de “servir”. Febe auxiliava e ajudava a sustentar a obra ali.
“para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo” (16.2). Paulo destaca que Febe era uma “protetora” de muitos e também dele. O sentido aqui, como destacam os lexicógrafos, é de uma pessoa que não mede esforços para ajudar alguém. Febe, portanto, foi um apoio espiritual, moral e financeiro para o apóstolo em seu projeto missionário.
Estou convencido, e a prática pastoral me dá esse convencimento, de que muito mais poderia ser feito pela obra de Deus se muitas pessoas a quem Deus deu condições privilegiadas se dispusessem a ajudar. Todavia, o que se observa é que quem de fato mais ajuda a igreja são aqueles que pouco tem. São os aposentados, as pensionistas, o trabalhador braçal, etc. Não é a regra, mas há grandes empresários que não se envolvem com nada da igreja que demanda gastos. Ficam olhando de longe. Muitos nem dizimistas conseguem ser. Andam na contramão de Febe.

Romanos 16.3-16
Saudai a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram a sua cabeça; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia em Cristo. Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós. Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo. Saudai a Amplíato, meu amado no Senhor. Saudai a Urbano, nosso cooperador em Cristo, e a Estáquis, meu amado. Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo. Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor. Saudai a Trifena e a Trifosa, as quais trabalham no Senhor. Saudai à amada Pérside, a qual muito trabalhou no Senhor. Saudai a Rufo, eleito no Senhor, e a sua mãe e minha. Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermas, a Pátrobas, a Hermes, e aos irmãos que estão com eles. Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão. Saudai-vos uns aos outros com santo ósculo. As igrejas de Cristo vos saúdam.

Uma Igreja sem Estrelas
“Saudai... ” (16.3). O apóstolo estava chegando ao final de sua carta. A saudade batia no peito. Chegara o momento de enviar congratulações às pessoas que ele tanto estimava. Eram todas pessoas queridas, do convívio apostólico, e isso ele demonstra quando lembra nominalmente de cada um. Eugene Peterson diz que nunca quis pastorear uma igreja que tivesse mais do que trezentos membros porque isso o impossibilitaria de conhecer todos os membros. Ele gosta de conhecer as ovelhas e chamá-las pelo nome. Vemos esse mesmo princípio aplicado na vida de Paulo.
Como todas essas pessoas que Paulo conhecia estariam naquele momento em Roma? É uma pergunta que tem intrigado os comentaristas. Todavia, deve ser levado em conta que Roma era a capital do império e para lá concorria gente do mundo todo, inclusive os cristãos. O edito do imperador que mandava expulsar todos os judeus de Roma havia sido revogado e isso permitiu o retorno de muitos cristãos de origem judaica à capital do império.
O apóstolo já havia dito na introdução de sua carta que “em todo o mundo é anunciada a vossa fé” (Rm 1.8). A igreja de Roma se torna uma igreja relevante, visível para o mundo. Na sua pregação havia eco. Era uma igreja formada por judeus e gentios, a grande maioria gentios. Havia pessoas das classes sociais mais altas, mas a grande maioria eram pessoas simples. Não havia estrelas, mas cristãos dispostos a se tornar mártires. Paulo lembra o nome de umas 26 pessoas, a grande maioria permaneceu no anonimato. Era nessa igreja, formada em sua maior parte por anónimos, que Paulo viu uma oportunidade de estabelecer ali uma base missionária. Na nossa cultura personalista, onde se cultua a imagem, é bem difícil encontrar espaço para os anónimos. Todavia, eles existem e estão fazendo muito pelo Reino de Deus. Nessa palavra de saudação, o apóstolo tira alguns deles do anonimato, mas muitos outros continuaram lá. Não há dúvidas de que a obra de Deus é feita na sua grande maioria por cristãos que não têm o seu nome exposto. São anónimos que estão construindo a história do Reino de Deus.
Como não me lembrar de Antônio de Pádua Mendes Ferro Gomes? Um homem que não tem seu nome exposto na literatura, mas que causou um enorme impacto nos primeiros anos da minha via espiritual. Foi ele que há mais de trinta anos me introduziu na leitura da Bíblia, da literatura evangélica e na oração. Causou um impacto tremendo em minha vida espiritual. Como esquecer os jejuns, acompanhados da leitura do livro de Provérbios, que fazíamos no sítio de sua avó? Jamais vou me esquecer do seu zelo evangelístico que o levava a pregar nas praças e se jogar de corpo e alma no evangelismo pessoal. Devo muito a esse homem de Deus. Sem dúvida, ele também faz parte desse livro e de todos os outros que escrevi. E com esse sentimento de saudade que Paulo envia suas últimas saudações e recomendações.
“...a Priscila e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram a sua cabeça; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios” (16.3,4). O apóstolo lembra primeiramente de velhos cooperadores — Priscila e Áquila. Eles haviam trabalhado com Paulo em Corinto (At 18.1-3,18,19,26). Agora estavam em Roma. Paulo tem uma dívida de gratidão com esse casal porque eles arriscaram a vida pelo apóstolo. É interessante notar que o nome Priscila aparece sempre em primeiro lugar quando o casal é citado. Os intérpretes acreditam que ela era a pessoa que mais se destacava. Quem não conhece um casal em que a mulher se destaca mais do que o homem? Eu poderia citar muitos casos. Paulo reconhece que tem uma dívida com esse casal — eles haviam arriscado a vida por ele (v. 5). Como naqueles dias as igrejas eram domésticas, esse casal hospedava uma parte da igreja na casa deles.
“... Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Ásia em Cristo. Saudai a Maria, que trabalhou muito por nós. Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo” (16.5,6,7). Ao lado das saudações, o apóstolo sempre põe em destaque o que o fazia lembrar-se desses irmãos. Um deles fora as primícias do seu labor missionário; outras trabalharam muito pela igreja, enquanto outros se tornaram notáveis entre os apóstolos. Outros haviam se convertido antes de Paulo. Isso deveria servir de exemplo para muitos novatos que querem desprezar o legado deixado pelos mais velhos. Não adianta querer passar por cima da história quando se deu apenas os primeiros passos. É preciso aprender com a história.
Todos esses fatos narrados marcaram a memória do apóstolo. Eles também nos marcam. Um nome aqui se destaca dos demais, Maria, a quem Paulo acrescenta que “muito trabalhou” pela igreja. Expressão “trabalhou muito” traduz o termo grego kopiao, que tem o sentido de “esforçar-se”, “trabalhar duramente”. O sentido no grego é que ela se sacrificou, derramou muito suor, gastou tudo o que tinha para que pudesse ajudar seus irmãos na fé. E o fato é que se tratava de uma mulher. Isso mostra como nas Escrituras as mulheres têm um papel de destaque. Infelizmente, hoje queremos um cristianismo sem custo, sem gasto e sem esforço. Talvez seja por isso que a fé tenha perdido aquele poder de contagiar como fazia antes.
“Saudai a Amplíato, meu amado no Senhor. Saudai a Urbano, nosso cooperador em Cristo, e a Estáquis, meu amado. Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo. Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor” (16.8-11). Algumas palavras usadas aqui pelo apóstolo se destacam: “amigo” (v. 8, ARA); “amado” (v. 9) e “aprovado” (v. 10). Essas palavras mostram o grau de comunhão que havia na Igreja Primitiva. Eles eram amigos, amados e aprovados.
No livro de minha autoria As Ovelhas Também Gemem, escrevi sobre a necessidade da koinonia cristã. Sem dúvida, uma das doutrinas mais exaltadas nas páginas da Bíblia é a da unidade cristã. A falta de unidade foi uma das principais razões que levou o apóstolo Paulo a escrever a sua Primeira Carta aos Coríntios. Escrevendo àquela igreja ele disse estar informado de que havia contendas entre eles (1 Co 1.11). Aos efésios, o mesmo apóstolo aconselhou a que se esforçassem diligentemente para “guardar a unidade do Espírito” (Ef 4.3); a dois crentes filipenses o apóstolo dos gentios recomendou: “pensem concordemente, no Senhor” (Fp 4.2, ARA). E inegável o valor da unidade cristã. A unidade traz a comunhão. E bom lembrar que um dos segredos do grande e explosivo crescimento da Igreja Primitiva era justamente a comunhão existente entre os crentes. No livro da história da igreja, Atos dos Apóstolos, lemos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42). A palavra “comunhão” traduz o termo gregokoinonia. W. E. Vine observa que a koinonia é “um ter em comum, companheirismo, comunhão” e denota “a parte que um tem em qualquer coisa, uma participação, um companheirismo reconhecido, e se usa das experiências e interesses comuns dos cristãos”. E oportuno observarmos o uso desse termo na literatura grega, incluindo o Novo Testamento. William Barclay nos dá uma excelente visão panorâmica desse termo na literatura grega, incluindo o Novo Testamento:
1. Na vida cristã há uma koinonia que significa um “compartilhar de amizade” e uma permanência no convívio dos outros (At 2.42; 2 Co 6.14).
2. Na vida cristã há uma koinonia que significa uma “divisão prática” com os que são menos afortunados. A comunhão cristã é uma coisa prática (Rm 15.26; 2 Co 8.4; 9.13).
3. Na vida cristã há uma koinonia que é uma “cooperação na obra de Cristo” (Fp 1.5).
4. Na vida cristã há uma koinonia “na fé”. O cristão nunca é uma unidade isolada; é membro de um convívio da fé (Ef 3.9).
5. Na vida cristã há uma “comunhão (koinonia) no Espírito” (2 Co 13.14; Fp 2.1).
6. Na vida cristã há uma koinonia “com Cristo”. Os cristãos são chamados para a koinonia de Jesus Cristo, o Filho de Deus (1 Co 1.9).
7. Na vida cristã há a koinonia “com Deus” (1 Jo 1.3). Mas deve ser notado que aquela comunhão tem condições éticas, porque não é para aqueles que escolheram andar nas trevas (1 Jo 1.6). A koinonia cristã é aquele vínculo que liga os cristãos aos outros, a Cristo e a Deus.

Princípios Bíblicos para um Bom Relacionamento
Seguem alguns princípios bíblicos que extraí do livro de Provérbios, que nos ajudarão a nos relacionar bem uns com os outros:
1. Saiba ouvir (Pv 18.13).
Um dos grandes problemas em nos relacionar bem uns com os outros surge por conta da nossa falha em ouvir. Ouvimos, mas ouvimos mal. Ou ainda: ouvimos mais do que foi dito. Precisamos aprender a ouvir.
2. Não se apresse para falar (Pv 19.2; 17.28).
A precipitação em falar é outro grande problema. Jesus mesmo condenou o juízo temerário. Isto é, falar apressadamente sem um conhecimento total dos fatos.
3. Fale pouco (Pv 10.19; 13.3; 12.18).
Aqui talvez esteja um dos maiores fatores de desajuste nos relacionamentos. É um comentário inoportuno que fazemos. Uma palavra a mais, que aparentemente não tem a intenção de ofender, mas que vem sublimada.
4. Fale coisas boas das pessoas (Pv 16.24; 16.28; 20.19).
A tendência de só enxergar coisas ruins nos outros é uma herança da nossa velha natureza adâmica. Dificilmente falamos de alguém para exaltar suas virtudes. Necessitamos enxergar algo de bom no nosso semelhante se queremos nos relacionar bem.
5. Não atice (fomente) conversas (Pv 30.33; 26.20,21).
Acredito que se não passássemos à frente as fofocas que chegam até nós muitas intrigas seriam evitadas.
6. Fale pouco de si mesmo (Pv 27.2).
A atitude de falar de si mesmo, além de revelar um complexo de inferioridade, acaba também por arranhar os relacionamentos. Isso por uma razão simples: é difícil louvar a si mesmo sem diminuir o outro.

Romanos 16.17-20
E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos símplices. Quanto à vossa obediência, é ela conhecida de todos. Comprazo-me, pois, em vós; e quero que sejais sábios no bem, mas símplices no mal. E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém!

Uma Palavra de Advertência
“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (16.17). Os versículos 17 a 20 aparecem como uma intersecção entre os versículos 16 e 21. No meio das saudações, o apóstolo lembrou que havia aqueles que trabalhavam contra a unidade da igreja. Era preciso alertar a igreja de Roma nesse ponto. Depois ele voltaria às saudações. Esses “cristãos” eram agentes de Satanás e trabalhavam contra a paz na igreja (v. 20). Eram agentes semeadores de contendas; por isso, a melhor forma de neutralizar suas ações era afastar-se deles. Muitos intérpretes acreditam que o fermento gnóstico está presente na ação dessas pessoas, pois a forma escandalosa como se portavam é aqui denunciada por Paulo. O que eles faziam estava em desacordo com o ensino que os crentes romanos haviam recebido. A igreja possui uma padronização, e os seus membros precisam se ajustar a ela.
Romanos 16.21-23
Saudação da minha própria mão, de Paulo. Se alguém não ama o Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata! A graça do Senhor Jesus Cristo seja convosco.

Lembrança dos Amigos
O expositor Warren W. Wiersbe comenta com maestria essa porção das Escrituras: “Que lista de heróis! Timóteo é mencionado com frequência no livro de Atos e nas Epístolas. Era um dos ‘filhos na fé’ de Paulo e trabalhou com o apóstolo em vários lugares difíceis (ver Fp 2.19-24). Lúcio era um compatriota judeu, como também o eram Jasom e Sosípatro. Não há evidência alguma de que foi esse mesmo Jasom que protegeu Paulo em Tessalônica (At 17.1-9). E bem provável que esse Jasom fosse um gentio. Tércio foi o secretário que escreveu a carta enquanto Paulo a ditava. Gaio foi o homem que abriu a casa para hospedar Paulo, enquanto o apóstolo estava em Corinto. 1 Corintios 1.14 relata como Paulo ganhou Gaio para Cristo e o batizou quando fundou a igreja de Corinto. Tudo indica que havia uma congregação de cristãos se reunindo na casa dele. Erasto ocupava um cargo importante na cidade, provavelmente de tesoureiro. O evangelho alcançou tanto os mais altos escalões de Corinto quanto o povo mais humilde (1 Co 1.26-31; 6.9-11)”.

Romanos 16.24-27
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém! Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé, ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!

Graça para todos
“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto” (16.25). Não havia uma maneira mais adequada de terminar essa magistral carta senão com um profundo sentimento de gratidão a Deus. Foi ele quem revelou os mistérios ocultos noutros tempos e que agora se tornaram manifestos por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Paulo já havia dito em Romanos 11.36 que “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!”. A esse Deus, eternamente sábio, que nos justificou pela sua infinita graça, pertence toda honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!


Autor: José Gonçalves