SEJÁ VOCÊ TAMBÉM UM SEGUIDOR

Google+ Followers

Marcadores

Aborto ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMÓNIAL Adolecentes Cristão ADOLESCENTES ADPB ADULTÉRIO ADULTOS Agradecimento Aniversario Apologética Cristã Arqueologia As Inquisições Assembleia de Deus Barack Obama Batismos Bíblia Brasil Casamento CGADB Ciência Círculo de Oração CLASSE BERÇARIO CLASSE BERÇÁRIO CLASSE DOS DISCIPULADOS CLASSE DOS DISCIPULANDO CLASSE DOS DISCIPULANDOS CLASSE JOVENS E ADULTOS CENTRAL GOSPEL CLASSE JOVENS E ADULTOS BETEL CLASSE MATERNAL Congresso CPAD Cruzada Curiosidades Cursos Departamento Infantil Depressão Desaparecido DESENHOS BIBLICOS Desfiles Dia do Pastor Discipulado Divórcio EBD EBO Escatologia Estudantes Estudos Eventos FALECIMENTO Família Filmes Galeria de Fotos Gospel Gratidão a Deus Hinos Antigos História Homenagens Homilética Homoxesualismo Ideologia de Gênero Idolatria Inquisição Islamismo Israel LIção de Vida Louvor Luto Maçonaria Mães Mensagens Ministério Missões MODISMOS Mundo Mundo Cristão MUSICAS EVANGÉLICAS Namoro Cristão Noivados Notícias Obreiros ONU Oração Pneumatologia política PRIMARIOS Psicopedagogia Pureza sexual Realidade Social Reforma Protestante RELIGIÕES Retiro Revista Central Gospel REVISTA CLASSE PRIMARIOS REVISTA CLASSE DOS PRE-ADOLESCENTES REVISTA CLASSE DOS ADOLESCENTES REVISTA CLASSE JARDIM DA INFANCIA REVISTA CLASSE JARDIM DA INFÂNCIA REVISTA CLASSE JUNIORES REVISTA DA CLASSE JOVENS. REVISTA DA CLASSE ADULTOS REVISTA DA CLASSE JUVENIS Revista Maternal Santa Ceia Saúde Seminário Sexualidade Subsídios Subsídios EBD Subsídios EBD Videos Templos Teologia Testemunho TRANSGÊNEROS Utilidade publica UTILIDADE PÚBLICA Vida de Adolecente videos Virgilha

10 junho 2016

O papa entregou a Europa ao islamismo?


Comentário de Julio Severo: Por que o Vaticano está facilitando a invasão islâmica na Europa? Uma das explicações foi apontada pelo católico neocon Cliff Kincaid no artigo “Igreja Católica recebe milhões de dólares para facilitar invasão de imigrantes nos EUA.” Meotti, o autor deste artigo, é também católico e autor do excelente livro “O Vaticano contra Israel” mostrando que historicamente todos os papas foram contra os judeus e contra Israel. Por que o Vaticano tem facilitado a invasão de muçulmanos, que são os piores inimigos dos judeus, é de coçar a cabeça, mas há uma consequência direta e óbvia: o antissemitismo está aumentando na Europa e os judeus estão partindo. Neste artigo, Meotti tenta expor os problemas do atual papa, mas comete um erro fundamental, apresentando o papa como “chefe do cristianismo.” O cabeça do Cristianismo é exclusivamente Jesus Cristo, o Judeu por excelência, da mesma raça perseguida há séculos pelo catolicismo. O Papa Francisco e todos os papas que o antecederam eram chefes exclusivos da Igreja Católica, sem nenhum poder e autoridade reconhecida sobre as outras igrejas da Cristandade, inclusive igrejas protestantes, evangélicas, pentecostais, neopentecostais e cristãs ortodoxas. Tirando esse grave erro, o artigo de Meotti é aproveitável. Eis o artigo:
Ao desenrolarmos a lista das viagens apostólicas do Papa Francisco -- Brasil, Coreia do Sul, Albânia, Turquia, Sri Lanka, Equador, Cuba, Estados Unidos, México, Quênia, Uganda, Filipinas -- poder-se-ia dizer que a Europa não está exatamente no topo da sua agenda.
Os dois pontífices que o antecederam lutaram pela continuidade do cristianismo. O Papa João Paulo II enfrentou o Comunismo ao auxiliar na derrubada do Muro de Berlim e a Cortina de Ferro. O Papa Bento XVI atacou de frente "a ditadura do relativismo" (a crença segundo a qual a verdade está nos olhos de quem a vê) e apostou tudo na renovação da evangelização do continente ao viajar através dele (ele visitou três vezes a Espanha) e em discursos magnificentes como os proferidos em Regensburg, onde ele falou franca e firmemente a respeito da ameaça do Islã e no Parlamento Alemão, onde alertou os políticos presentes no tocante ao declínio da religiosidade e o "sacrifício de seus próprios ideais em nome do poder".
O Papa Francisco, diferentemente, simplesmente ignora a Europa, como se já a considerasse perdida. O Ex-cardeal argentino, representante do cristianismo "Sul global", realizou viagens espetaculares às ilhas dos migrantes de Lampedusa (Itália) e Lesbos (Grécia), mas nunca ao coração do continente. O Papa Francisco também dificultou o ingresso dos Anglicanos na Igreja Católica, ao menosprezar o diálogo com eles.
Acima de tudo, no entanto, em seu importante discurso proferido em 6 de maio durante a entrega do Prêmio Internacional Carlos Magno, o Papa perante líderes europeus, repreendeu severamente a Europa no tocante aos imigrantes pedindo-lhes que sejam mais generosos com eles. Em seguida ele introduziu algo revolucionário no discurso: "a identidade da Europa é, e sempre foi uma identidade multicultural", ressaltou o Papa. Essa concepção é questionável.
O multiculturalismo é uma política específica, formulada nos anos 1970, estando ausente do vocabulário político de Schuman e Adenauer, dois dos fundadores da Europa. Agora ela foi invocada pelo Papa que falou da necessidade de uma nova síntese. E essa síntese trata do quê?
Hoje o cristianismo na Europa parece não ter importância e ser irrelevante. A religião se defronta com um desafio ideológico e demográfico, ao mesmo tempo em que os remanescentes pós Auschwitz das comunidade judaicas estão fugindo do novo antissemitismo. Nessas condições, uma síntese do velho continente e o Islã equivaleria a rendição à pretensão da Europa em decidir seu próprio futuro.
O "multiculturalismo" é a mesquita erguida sobre as ruínas da igreja. Não é a síntese defendida pelo Papa. É o caminho da extinção.
Pedir à Europa para que ela seja "multicultural" enquanto está passando por uma dramática 'descristianização' também é extremamente arriscado. Na Alemanha, um relatório que acaba de ser divulgado, constatou que o "país se tornou, em termos demográficos, um país multireligioso". No Reino Unido, uma pesquisa de opinião abrangente constatou que a "Grã-Bretanha não é mais um país cristão". Na França, o Islã também está superando o cristianismo como religião dominante. É possível encontrar a mesma tendência em todos os lugares, da Protestante Escandinávia à Bélgica Católica. É por esta razão que o Papa Bento XVI estava convencido que a Europa precisava ser "'re-evangelizada'." O Papa Francisco nem tentou 're-evangelizar' ou reconquistar a Europa. Contrariamente, ao que tudo indica, ele acredita piamente que o futuro do cristianismo está nas Filipinas, Brasil e África.
Provavelmente pela mesma razão, o Papa utiliza menos de seu tempo censurando o terrível destino dos cristãos no Oriente Médio. Sandro Magister, o observador do Vaticano mais conceituado da Itália, lança uma luz sobre o silêncio do Papa:
"Ele permaneceu em silêncio em relação a centenas de estudantes nigerianas sequestradas pelo Boko Haram. Ele permaneceu em silêncio a respeito de Meriam, a jovem mãe sudanesa, sentenciada à morte exclusivamente por ser cristã e no final libertada com a intervenção de outros. Ele nada diz em relação à mãe paquistanesa Asia Bibi, que se encontra no corredor da morte há cinco anos porque ela também é uma 'infiel', o Papa sequer respondeu a duas cartas devastadoras que ela lhe enviou este ano, tanto antes quanto depois da reconfirmação da sentença".
Em 2006, o Papa Bento XV, em sua palestra proferida em Regensburg, ressaltou que nenhum Papa jamais ousou dizer que havia um elo entre violência e Islã. Dez anos depois o Papa Francisco jamais invoca pelo nome os responsáveis pela violência anticristã e nunca menciona a palavra "Islã". Recentemente o Papa Francisco também reconheceu o "Estado da Palestina", antes mesmo dele existir -- uma estreia simbólica sem precedentes. O Papa também poderá abandonar a longa tradição da Igreja da "guerra justa", a guerra considerada justificável moral e teologicamente. O Papa Francisco sempre fala da "Europa dos povos", mas nunca da "Europa das Nações". Ele defende o acolhimento de migrantes e lava seus pés, ao passo que ignora que essas incontroladas ondas demográficas estão transformando a Europa, pouco a pouco, em um estado islâmico.
O significado das viagens do Papa Francisco às ilhas de Lampedusa na Itália e Lesbos na Grécia: ambas símbolos de uma dramática fronteira geográfica e civilizacional. Também é este o significado do discurso do Papa na entrega do Prêmio Internacional Carlos Magno.
Será que o chefe do cristianismo desistiu da Europa como uma terra cristã?
Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
Traduzido por Joseph Skilnik do original em inglês do Instituto Gatestone: Has the Pope Abandoned Europe to Islam?
Divulgação: www.juliosevero.com