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27 dezembro 2016

Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO 1º Trimestre de 2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.



Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO

1º Trimestre de 2017 - Título: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista: Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
Ajuda para a Lição -
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-espiritosanto-ofrutodoespirito.htm
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao10-espiritosanto-ofrutodoespirito-oamor.htm
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/estudofrutodoespirito.htm
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao1-ofrutodoespiritoeocaratercristao.htm
 
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao13-ofrutodoespirito-frutificacaoespiritual-contraissonaohalei.htm
 
 
TEXTO ÁUREO
"Digo, porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne." (Gl 5.16)
 

VERDADE PRÁTICA
Para vencer as obras da carne precisamos andar em ESPÍRITO.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Rm 8.4 O crente não pode mais andar segundo a carne, mas segundo o ESPÍRITO
Terça – Ef 5.18 Para vencermos as obras da carne precisamos ser cheios do ESPÍRITO
Quarta – Rm 8.1,2 Não existe condenação para aqueles que estão em CRISTO
Quinta – Gl 5.25 Precisamos andar e viver no ESPÍRITO
Sexta – Gl 5.21 Os que andam segundo a carne não herdarão o Reino de DEUS
Sábado – Gl 5.24 Os que são de CRISTO precisam crucifi car a carne

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gálatas 5.16-26
16 - Digo, porém: Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne. 17 - Porque a carne cobiça contra o ESPÍRITO, e o ESPÍRITO, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis. 18 - Mas, se sois guiados pelo ESPÍRITO, não estais debaixo da lei. 19 - Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, 20 - idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, 21 - invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. 22 - Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. 23 - Contra essas coisas não há lei. 24 - E os que são de CRISTO crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. 25 - Se vivemos no ESPÍRITO, andemos também no ESPÍRITO. 26 - Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
 
OBJETIVO GERAL - Mostrar que as obras da carne só podem ser vencidas mediante o ESPÍRITO SANTO.
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Explicar o que é carne e espírito no contexto bíblico;
Saber que ou o crente vive de acordo com a carne, ou de acordo com o ESPÍRITO;
Entender que o verdadeiro cristão é reconhecido pelo seu caráter e suas ações.
 
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, mais um ano se inicia para a glória do Senhor! Anelamos pelo glorioso dia em que O veremos face a face no seu Reino de Glória! Você está preparado? Sua classe está preparada? Enquanto vivemos neste mundo, devemos a cada dia aperfeiçoar as nossas vidas para estarmos mais perto do céu. Neste trimestre, teremos a oportunidade de nos aprofundar num assunto que nunca se esgota: obras da carne versus fruto do ESPÍRITO.
O comentarista do trimestre é o pastor Osiel Gomes - escritor, conferencista, bacharel em Teologia, Direito e graduado em Filosofia; líder da AD em Tirirical, São Luís - Maranhão.
As lições que serão estudadas servirão de despertamento para os crentes a fim de que possamos alimentar, em nossas vidas, o fruto do ESPÍRITO e não ceder às obras da carne.
 
PONTO CENTRAL - O cristão deve andar em ESPÍRITO para vencer as obras da carne, pois sozinho jamais conseguirá.

Resumo da Lição 1, As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO
I - ANDAR NA CARNE X ANDAR NO ESPÍRITO
1. O que é a carne?
2. O que é o espírito?
3. Andar na carne x andar no ESPÍRITO.
II - OBRAS DA CARNE, UM CONVITE AO PECADO
1. A cobiça.
2. A oposição da carne.
III - FRUTO DO ESPÍRITO, UM CHAMADO PARA SANTIDADE
1. O que é o fruto do ESPÍRITO?
2. Os frutos provam a nossa verdadeira santidade.
3. A santidade que o ESPÍRITO SANTO gera em nós.
a) Posicional. b) Progressiva. c) Final.
 
SÍNTESE DO TÓPICO I - A diferença entre a carne e o espírito, é que a carne foge de DEUS e o espírito tem sede do Senhor.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A carne não tem mais poder sobre o crente quando este entrega a direção da sua vida ao ESPÍRITO SANTO.
SÍNTESE DO TÓPICO III - O fruto do ESPÍRITO produz a santificação na vida do crente que se manifesta de forma posicional, progressiva e final.
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO top1
Professor, elabore um cartaz de acordo com o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um contraponto ESPÍRITO x Natureza pecadora.
"Ao descrever este conjunto de opostos, Paulo nos lembra de verdades vitais e maravilhosas. O que não conseguimos fazer, DEUS consegue e fará, tanto em nós quanto para nós. Nunca nos tornaremos as pessoas verdadeiramente boas que desejamos ser, tentando obedecer à Lei de DEUS. Mas, nos tornaremos gradativamente mais justos à medida que confiarmos no ESPÍRITO de DEUS para nos orientar e capacitar" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 414).

 
CONHEÇA MAIS top1
"O ESPÍRITO... contra a carne (Gl 5.17)
O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da 'carne', o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do ESPÍRITO SANTO, continuando o crente sob o senhorio de CRISTO (Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com CRISTO (Rm 7.7-252 Tm 2.12Ap 12.11)." Para conhecer mais, leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1801.
"A carne não pode ter vez na vida do crente, posto que a força do ESPÍRITO SANTO é maior".
 
SUBSÍDIO DEVOCIONAL top2
"Não cumprireis a concupiscência da carne
Quando nos tornamos crentes, a nossa natureza pecadora continua existindo. Mas DEUS nos pede que coloquemos a nossa natureza pecadora sob o controle do ESPÍRITO SANTO de modo que Ele possa transformá-la. Este é um processo sobrenatural. Nunca devemos subestimar o poder da nossa natureza pecadora, e nunca devemos tentar combatê-la com as nossas próprias forças. Satanás é um tentador ardiloso, e nós temos uma capacidade ilimitada de inventar desculpas. Em lugar de tentar superar o pecado com a nossa própria força de vontade, devemos aproveitar o tremendo poder de CRISTO. DEUS permite a vitória sobre a nossa natureza pecadora - Ele envia o ESPÍRITO SANTO para residir em nós e nos capacitar. Mas a nossa capacidade de resistir aos desejos da natureza pecadora irá depender do quanto estamos dispostos a 'viver de acordo' com o ESPÍRITO SANTO. Para cada crente, este processo diário requer decisões constantes" (Comentário do Novo Testamento: Aplicação pessoal. Vol.2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 294).
 
SUBSÍDIO TEOLÓGICO tp3
"Andai em ESPÍRITO e não cumprireis a concupiscência da carne" (Gl 5.16)
O texto original apresenta 'andai (peripateite) em ESPÍRITO'. Esta frase reflete uma expressão idiomática comum em hebraico, na qual 'andar' significa 'conduzir a própria vida'.
Os judaizantes disseram aos gálatas que conduzissem as suas vidas observando a Lei. Mas Paulo argumentou que a lei não tem papel algum na vida do cristão. A pessoa que procura ser 'justificada pela lei' (5.4) cai da graça, e se separa de CRISTO como a fonte da vida justa.
Em Romanos 7.4-6, Paulo vai ainda mais adiante, e diz que a natureza pecadora (sarx, a carne) na verdade é energizada (ou estimulada) pela Lei.
Então, o que o cristão deve fazer? O cristão deve conduzir sua vida observando não a Lei, mas o ESPÍRITO de DEUS. Pois, Paulo promete, a pessoa que olhar para o ESPÍRITO (confiar nEle) 'não cumprirá a concupiscência da carne [sarx]'" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 412).
 
PARA REFLETIR - A respeito das obras da carne e o fruto do ESPÍRITO, responda:
De acordo com a lição, defina carne.
Essa palavra é utilizada para designar a natureza adâmica que domina o velho homem e o leva a praticar as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21.
O que é o espírito?
Esse termo significa sopro, vento, respiração e princípio da vida. Esse vocábulo também descreve o espírito que habita no homem o qual foi soprado por DEUS (Gn 2.7)Quais são as obras da carne relacionadas em Gálatas 5.19-21?
Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias.
Segundo Gálatas 5.22, relacione o fruto do ESPÍRITO.
Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
Segundo os pressupostos bíblicos, quais são os três tipos de santificação?
Posicional, progressiva e final.
 
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p. 36. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.
 
SUGESTÃO DE LEITURA
O Fruto do ESPÍRITO, Gálatas Comentário, Gálatas, Filipenses, 1 E 2 Tessalonicenses Hebreus
 
 
VÁRIOS COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMA CORREÇÃO DO Ev. Luiz Henrique
 

CARNE (Dicionário Strong)
σαρξ sarx - Natureza animal com desejo ardente que incita a pecar .
A carne, denotando simplesmente a natureza humana, a natureza terrena dos seres humanos separada da influência divina, e por esta razão inclinada ao pecado e oposta a Deus.
 
CARNE (Enciclopédia Ilúmina)
A natureza humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19; 6.8; v. CARNAL).
 
CARNE (Dicionário Almeida)
O ser humano fraco e mortal (Sl 78.39). - A natureza humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos (Gl 5.19; 6.8; v. CARNAL).
 
CARNE (Dicioário teológico - Claudionor Correa de Andrade)
[Do hb. basar ; do gr. sarx ; do lat. carnem ] Nas Sagradas Escrituras, o termo é usado tanto para descrever a
natureza humana, como para qualificar o princípio que está sempre disposto a oporse ao espírito. Este último
sentido foi desenvolvido como doutrina pelo apósto- lo Paulo (Rm 7.7-25). O crente carnal, segundo muito bem
explica ele em suas epístolas, é o que dá inteira guarida ao pecado. 
 
CARNE (Dicioário Português)
Natureza humana, do ponto de vista da sensibilidade: A carne é fraca. Concupiscência.
 
Bíblia The Word
A capacitação do Espírito para uma vida santa (gL 5.13-26). Comentários Expositivos - Hernandes Dias Lopes.
Paulo transmitiu a base doutrinária para as igrejas da Galácia; agora, está aplicando a doutrina. A teologia desemboca na ética; o conhecimento produz vida. A influência perniciosa dos falsos mestres entre as igrejas gentílicas trouxe grande confusão acerca dos limites da liberdade cristâ. Mais tarde Paulo tratou desse mesmo tema em sua Primeira Carta aos Coríntios (6.12; 8.9,13; 9.12,19,22; 10.23,24; 11.1).
Paulo, no texto em tela, esclarece a igreja sobre esse momentoso tema.
Compreendendo a liberdade cristã (Gl 5.13-15)
Há dois extremos perigosos com respeito à liberdade cristã: o legalismo de um lado e a licenciosidade de outro. Há aqueles que querem regular a liberdade apenas por regras exteriores. Esses caem na armadilha do legalismo e privam as pessoas da verdadeira liberdade em Cristo. Porém, há aqueles que, em nome da liberdade, sacodem de si todo o jugo da lei e querem viver sem nenhum preceito ou limite. Esses confundem liberdade com licenciosidade e caem na prática de pecados escandalosos.
William Hendriksen ilustra esse fato dizendo que a vida cristã é semelhante a atravessar uma pinguela que cruza sobre um lugar onde se encontram dois rios contaminados: um é o legalismo e o outro é a libertinagem. O crente não deve perder o equilíbrio para não cair dentro das faltas refinadas do judaísmo nem nos grosseiros vícios do paganismo. Concordo com John Stott quando diz que o cristianismo não é escravidão, mas um chamamento da graça para a liberdade. A liberdade cristã, porém, não é liberdade para pecar, mas liberdade de consciência, liberdade para obedecer. O cristão salvo pelo sangue de Cristo é livre para viver em santidade.
Destacamos aqui quatro verdades importantes.
Em primeiro lugara liberdade cristã não é uma licença para pecar. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne...” (5.13a). No versículo 13 temos um chamado, uma advertência e um mandamento. Veremos neste ponto o chamado e a advertência e, no próximo ponto, analisaremos o mandamento. Fomos chamados para a liberdade, e não para a escravidão do pecado. Calvino destaca que, após exortar os gálatas a não permitirem nenhum impedimento de sua liberdade (5.1), Paulo agora lhes recomenda que sejam moderados em usá-la (5.13).
Fomos chamados para uma vida nova e não para viver com o pescoço na coleira do pecado. A liberdade cristã não é uma licença para pecar, mas o poder para viver em novidade de vida. A liberdade cristã não é licenciosidade, mas deleite na santidade. A liberdade cristã é a liberdade do pecado, não a liberdadepara pecar. E uma liberdade irrestrita para aproximar-se de Deus como seus filhos, não uma liberdade irrestrita para chafurdar em nosso egoísmo. A licenciosidade desenfreada não é liberdade alguma; é outra forma mais terrível de servidão, uma escravidão aos desejos de nossa natureza caída.
Jesus disse que aquele que pratica o pecado é escravo do pecado (Jo 8.34). Paulo disse que o homem antes da sua conversão é escravo de toda a sorte de paixões e prazeres (Tt 3.3). A palavra “liberdade” está profundamente desgastada. Muitos defendem a liberdade do amor livre, a prática irrestrita do aborto, o uso indiscriminado das drogas e o homossexualismo. Isso, porém, não é liberdade; é escravidão.
A palavra grega aphorme, traduzida por “ocasião à carne”, era usada no contexto militar em referência a um lugar do qual se faz um ataque, se lança uma ofensiva. Portanto, significa um lugar vantajoso e também uma oportunidade ou pretexto. Assim, a nossa liberdade em Cristo não deve ser usada como um pretexto para a autoindulgência. Nessa mesma linha, Donald Guthrie explica que a palavra aphorme é um vocábulo militar para “base de operações”. Dessa forma, a carne é representada como um oportunista, sempre pronto a aproveitar-se de qualquer oportunidade.
Em segundo lugara liberdade cristã não é uma permissão para explorar o próximo. “... sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (5.13b). O método para impedir a liberdade de irromper em abuso imoderado e licencioso é regulá-la pelo amor. Quem ama não explora, mas serve o próximo. Somos livres para amar e servir, e não para explorar nosso próximo. O amor não pratica o mal contra o próximo. Como na parábola do bom samaritano, o cristão não agride o próximo nem passa de largo para não se envolver com os feridos, caídos à margem da estrada; mas vê, aproxima-se e cuida do próximo, ainda que seja seu inimigo. Concordo com John Stott quando diz: “Somos livres em nosso relacionamento com Deus, mas escravos em nosso relacionamento com os outros”.
Não podemos usar o próximo como se fosse uma coisa para nos servir; temos de respeitá-lo como pessoa e nos dedicar a servi-lo. Pelo amor temos de nos tornar douleuete, “escravos” uns dos outros, não um senhor com uma porção de escravos, mas um pobre escravo com uma porção de senhores, sacrificando o nosso bem pelo bem dos outros, e não o bem deles pelo nosso. A liberdade cristã é serviço, não egoísmo.
Em terceiro lugara liberdade cristã não é uma autorização para ignorar a lei. “Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (5.14). Somos libertos da condenação da lei, mas não dos seus preceitos. Não nos aproximamos mais da lei com o propósito de sermos aceitos por Deus; mas porque já fomos aceitos em Cristo, aproximamo-nos da lei para obedecer a Deus.
John Stott destaca com razão que, embora não possamos ser aceitos por Deus por guardarmos a lei, depois que somos aceitos continuamos guardando a lei por causa do amor que temos a Deus, que nos aceitou e nos deu o seu Espírito para nos capacitar a guardá-la. William Hendriksen complementa a ideia dizendo que a motivação do crente para obedecer a esse mandamento é a gratidão pela redenção consumada por Cristo; o poder para realizá-la é proporcionado pelo Espírito de Cristo (5.1,13,25).479
A síntese da lei é o amor, o amor a Deus e ao próximo. Aqui Paulo usa uma figura de linguagem, na qual ele toma uma parte como o todo. E que podemos ver a face de Deus no próximo e, quando amamos o próximo, estamos amando a Deus quem o criou. Deus resolve provar o nosso amor para com ele por meio do amor ao nosso irmão. E por isso que o amor é chamado de “...o cumprimento da lei” (Rm 13.8,10). Não porque o amor ao próximo seja superior à adoração a Deus, mas porque é a prova dessa adoração. Deus é invisível, mas se representa nos irmãos. O amor para com os homens flui do amor a Deus.480
Em quarto lugara liberdade cristã não é uma chancela para destruir o próximo. “Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos” (5.15). Somos livres para amar e servir uns aos outros, e não para devorar e destruir uns aos outros. Nas igrejas da Galácia, os dois extremos — os legalistas e os libertinos - destruíram a comunhão.481 Os dois verbos gregos dakno, “morder”, e katesthio, “devorar”, sugerem animais selvagens engajados em uma luta mortal. Desse modo, a força da alma e a saúde do corpo, o caráter e os recursos, são consumidos por lutas e intrigas.482
 
 
FRUTO
καρπος karpos1) fruta
1a) fruto das árvores, das vinhas; colheitas
1b) fruto do ventre, da força geratriz de alguém, i.e., sua progênie, sua posteridade.
2) aquele que se origina ou vem de algo, efeito, resultado.
2a) trabalho, ação, obra.
2b) vantagem, proveito, utilidade.
2c) recolher frutos (i.e., uma safra colhida) para a vida eterna (como num celeiro) é usado figuradamente daqueles que pelo seu esforço têm almas preparadas almas para obterem a vida eterna.
 
FRUTO DO ESPÍRITO (Dicionário Teológico)
[Do gr. karpós;do lat. fructus, resultado final da maturação de uma planta + Espiritus] Conjunto de virtudes morais e espirituais amadurecidas pelo Espírito Santo na vida do crente como resultado de uma permanente comunhão com Cristo (Gl 5.22-23).
A expressão certa é fruto e não frutos como se acha registrado em muitos trabalhos e livros teológicos. No Novo Testamento, o fruto é mostrado como o fator determinante e revelativo de um caráter. A árvore ruim não pode dar frutos bons, nem a árvore boa há de produzir frutos ruins. Por nossos frutos somos conhecidos (Mt 7.16).
 
AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO - BEP -CPAD

Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de DEUS (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do ESPÍRITO SANTO (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17). As obras da carne (5.19-21) incluem:
(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.
(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).
(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).
(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que DEUS e sua Palavra (Cl 3.5).
(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).
(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.
(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).
(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).
(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).
(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).
(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de DEUS (Rm 16.17).
(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).
(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.
(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.
(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.
(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.
As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em JESUS e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de DEUS, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9 nota).

O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com DEUS (ver Rm 8.5-14; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:
(1) “Caridade” (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).
(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de DEUS, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em CRISTO (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14 nota).
(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).
(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).
(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).
(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).
(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).
(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de JESUS, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).
(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.
 
Ajuda da Revista e Cd Da BEP da www.cpad.com.br
 
Gl 5.22 - Quando o apóstolo passa a recomendar como o cristão deve viver, ele usa a expressão "fruto do Espírito" no singular. Cada arvore só dá um tipo de fruto, segundo a sua espécie.
 
1-            Quando aceitamos a JESUS CRISTO como senhor e salvador, recebemos o ESPÍRITO SANTO em nossas vidas, nosso espírito é ligado a DEUS e o ESPÍRITO SANTO implanta em nós o seu fruto, ou semente, que devidamente tratada e regada crescerá e se tornará numa frondosa árvore cheia de frutos.
            Se dermos lugar ao ESPÍRITO SANTO e santificarmos nossas vidas todos verão que DEUS está em nossas vidas, pois pelos frutos somos conhecidos tanto pelo mundo, como pelo pai.
 
2-        o fruto do espírito representa os atributos de DEUS; os traços do seu caráter; o fruto vem de dentro e aparece do lado de fora, no quotidiano.
 
3-        do amor precede todos os demais atributos de DEUS que são desenvolvidos no crente pelo ESPÍRITO SANTO que nele habita.
 
4-        nossa maturidade cristã é medida pelo grau de permissão que damos ao ESPÍRITO SANTO de agir e dirigir a nossa vida.
 
5-            virtudes ou qualidades do ESPÍRITO SANTO:
tem a ver com o relacionamento íntimo com DEUS.
            5.1-           Amor: ágape ou agapao rm 5.5; jo 3.16; jo 15.2-13 é o amor de DEUS, misericordioso e cheio de graça. É o mais importante, sem este não se chega aos outros.
            5.2-           Gozo: senso de bem-estar, sobretudo de bem-estar espiritual, por causa de uma correta relação com DEUS.
            5.3-           Paz: paz com DEUS gera paz no meio da guerra e dos problemas; é ter certeza da salvação e do perdão de DEUS, é amar nossos inimigos.
tem a ver com nosso relacionamento com os outros
            5.4-           Longanimidade: não se deixando levar pela ira, pelas provocações, pelas perseguições; é demorar-se a dar lugar á inimizade; é ver as boas qualidades onde todos enxergam só o mau.
            5.5-           Benignidade: honestidade, é nunca ser inflexível ou amargo.
            5.6-           Bondade: generosidade, mais bem aventurado é o que dá do que o que recebe.
            5.7-           : indicando fidelidade a DEUS e ao próximo. é crer nas promessas de DEUS e aplicá-las ao nosso viver. 
  5.8-     5.8-          Mansidão: humildade, autocontrole, considerar aos outros superiores a si mesmo. Apaziguar.
            5.9-           Temperança:
5.9.1- nas palavras: quão boa à palavra dita ao seu tempo.
5.9.2- nas ações: equilíbrio no viver e perante DEUS; nas orações, no estudo da palavra e nos jejuns.
5.9.3- nos pensamentos: manter os pensamentos cativos na palavra de DEUS.  
 
O FRUTO DO ESPÍRITO A BONDADE(Gálatas 5.16-25 )
1. INTRODUÇÃO 
Durante sua obra criativa, DEUS fazia admiráveis pausas nas quais refletia sobre o que fizera. Diz a Bíblia que Ele classificou cada obra sua como boa. O resultado de Sua ação lhe proporcionava uma satisfação estética. A palavra bondade na Bíblia se aplica àquilo que proporciona satisfação estética ou moral. No hebraico, a palavra para expressar este conceito é tobh, literalmente "agradável", "alegre". No grego, há duas palavras para traduzir essa idéia: a primeira é agathos (bom), que é o termo usado por Paulo para indicar o fruto espiritual da bondade; a segunda é kalos (belo), que tem a ver com harmonia. Bondade, portanto, tem uma dimensão ética e uma dimensão estética. Na dimensão ética, significa viver de acordo com padrões elevados. Na dimensão estética, pode ser entendida como beleza interior.
A vida cristã é aquela vivida no ESPÍRITO SANTO. Na verdade, a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa.
2. A BONDADE DE DEUS
O salmo 33.5 diz que a terra está cheia da bondade de DEUS. Esta bondade está presente na Sua criação.
O universo reflete a bondade de DEUS. Eu gosto de ler as páginas sobre ciência nos jornais e revistas. Um dos temas que me fascina é a idade do cosmos. A cada dia aparece uma teoria nova, dando alguns bilhões a mais ou a menos para o nosso mundo. A sabedoria bíblica fala que tudo começou "no princípio". Os astrônomos querem datá-lo. Por isto, de vez em quando eles fotografam alguma estrela nascendo. É fascinante saber que ela está onde está há alguns bilhões de anos, mas só agora conseguimos fotografá-la porque só agora a sua luz pôde ser captada por algum telescópio gigante espionando o cosmos. Nós sabemos pouco sobre o cosmos, mas o pouco que sabemos mostra que nele está presente a bondade de DEUS, bondade ordenadora, bondade harmonizadora. O ser humano reflete a bondade de DEUS. Alguns biólogos têm procurado uma explicação para a natureza humana. Contra a corrente dos que acham que os genes são egoístas, Matt Ridley escreveu um livro para mostrar um paradoxo: os genes, embora egoístas, são solidários para que possam sobreviver. O debate entre esses autores apenas confirma que a biologia não pode explicar a natureza humana, senão parcialmente. Recentemente, o mundo assistiu a frustração dos geneticistas encarregados de mapear os genomas humanos; sua conclusão foi patética: ainda não dá para entender a natureza humana. Nós sabemos pouco sobre a natureza humana, mas o pouco que sabemos mostra que nela está presente a bondade de DEUS, bondade que injeta no homem o desejo de ser bom. É por isto que o ESPÍRITO SANTO produz bondade. Ele produz algo que a natureza humana deseja, mas não consegue produzir por si só. DEUS, portanto, está presente no desejo do bem e está presente na capacitação para a prática deste bem. Este desejo humano é uma decorrência da bondade de DEUS. A Bíblia afirma a sua bondade como algo que dura para sempre (Salmos 106.1; 107.1; 118.1; 136.1; Jeremias 33.11). Diz mais ainda a Bíblia, agora pela boca do Filho JESUS CRISTO, que só DEUS é bom (Marcos 10.18; cf. Lucas 18.19) Só produzimos o bem pela presença do Espírito conosco. Fora dEle, nossa inclinação é para o caos, não para a beleza; é para a maldade, não para a bondade. O caos e a maldade são naturais; a beleza e a bondade são espirituais.
Estamos sendo naturais ou espirituais?
3. A BONDADE HUMANA
O apóstolo Paulo apresenta três sinônimos para fruto do Espírito que guardam relação muito próxima entre si. Conquanto todas sejam produções do Espírito em nós e por nosso intermédio, são expressões com sentidos complementares mas distintos. São elas: amor, benignidade e bondade.
O amor é um sentimento a ser aprendido e que se caracteriza pela entrega incondicional sem espera pelo troco. A benignidade é a qualidade que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença; tem a ver, portanto, com empatia e simpatia. A bondade é uma virtude interior que inunda todas ações. A mais perfeita ilustração bíblica para a bondade é a parábola contada por JESUS acerca de um homem caído. Por ele passaram várias pessoas, entre elas duas que não eram boas. No interior deles não havia nada que as impelisse em direção àquele viajante caído e abandonado. Por ele, no entanto, passou uma pessoa boa. Sua bondade abafou-lhe a lógica, segundo a qual a imprudência daquele merecia ser punida como fora. Sua bondade libertou-lhe do medo das conseqüências e dos custos do seu gesto. Sua bondade livrou-lhe do sentimento de impotência diante de um quadro tão grave. Sua bondade falou mais alto que seus afazeres e seus compromissos. Os dois viajantes deram o que tinham para dar: nada, porque não eram bons. O terceiro viajante deu o que tinha para dar: Há muitos crentes se comportando como os dois primeiros viajantes. Há muitos crentes que tocam suas vidas num plano apenas natural, sem produzir o fruto espiritual da bondade. Crente cansado de ser bom é crente que abafou o ESPÍRITO SANTO na sua vida. Ao contrário, a bondade deve estar presente nos Seus filhos. Nossa tarefa, como seres habitados pelo ESPÍRITO SANTO, é encher a terra de bondade. Se não o fizermos, o mundo não terá como ver a bondade de DEUS.
4. A MATRIZ DE NOSSA BONDADE
Pelo ESPÍRITO SANTO, podemos produzir bondade, embora não sejam bons.
1. Produzimos bondade quando reconhecemos a bondade de DEUS, que nele significa perfeição absoluta e generosidade completa. Este reconhecimento implica que este é o padrão que buscamos para nós mesmos. Se queremos produzir bondade, precisamos meditar na bondade de DEUS. O nosso louvor deve ser parte desta contemplação. Quando exaltamos a DEUS, contemplamos a Sua bondade. Diante dela, eis o que nos cabe fazer: meditar nela, esperando que ela nos penetre.
2. Produzimos bondade quando reconhecemos que a bondade DEUS nos alcançou e nos alcança. Quando achamos que somos o que somos porque somos esforçados, não produzimos bondade. Ao contrário, quando nos lembramos que é a bondade de DEUS que permite que estejamos vivos e ativos (Lamentações 3.22), nosso compromisso muda. Quando recordamos que Ele nunca se cansou de nós, nem se cansa de nós, nossa disposição muda.
3. Produzimos bondade quando deixamos de nos considerar os crentes-padrões. A nosso respeito, o apóstolo Paulo traça um retrato arrasador. Eu tomo o que ele escreveu sobre os juDEUS, porque se aplica completamente aos cristãos: Se, porém, tu, que tens por sobrenome cristãos; repousas no evangelho; te glórias em DEUS; conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído no evangelho; estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo no evangelho a forma da sabedoria e da verdade; porque (....) não te ensinas a ti mesmo? Por que tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Por que dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Por que abominas os ídolos e lhes roubas os templos? Por que tu, que te glórias na lei, desonras a DEUS pela transgressão da lei? (Romanos 2.17-23) O moralista tem dois pesos: um para si mesmo, brandíssimo, e outro para o próximo: severíssimo. O moralista produz justiça para os outros, nunca bondade, a não ser para si mesmo; bondade para si mesmo não é bondade, é auto-indulgência.
4. Produzimos bondade quando temos interesse em perfumar a terra com ela. Podemos pensar as nossas vidas como sendo frascos de perfume. Enquanto o perfume está fechado, não passa de um frasco de perfume. Ninguém sabe qual é o seu cheiro. Às vezes, o frasco é lindo. Às vezes, a marca é charmosa. Há muitos cristãos-frascos. Precisamos ser cristãos-perfumes.
Quando queremos perfumar a terra, nós nos desencapsulamos, nós nos desenfrascamos. É assim que damos o fruto da bondade. Se nos contentamos em ficar fechados em nós mesmos, não produzimos bondade.
5. CONCLUSÃO
Aqueles que vivem pelo Espírito devem encher a terra de bondade, de modo que o mundo veja a bondade de DEUS.
De que estamos enchendo a terra?
Esperemos que de bondade. É dela que o mundo precisa. É ela que DEUS espera de nós.
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AJUDA
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Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal, Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006, Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
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Tesouro de Conhecimentos Biblicos / Emilio Conde. - 2* ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983
Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008,
Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001,
Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico "The Treasury of Scripture Knowledge"
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia The Word
Dicionário Strong Hebraico e Grego
Dicioário teológico - Claudionor Correa de Andrade
Enciclopédia Ilúmina
FONTE  http://www.apazdosenhor.org.br/