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25 fevereiro 2017

Lição 9, Fidelidade, Firmes na Fé




Lição 9, Fidelidade, Firmes na Fé

1º Trimestre de 2017 - Título:As Obras da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.
Comentarista:Pr. Osiel Gomes da Silva (Pr Pres. Tirirical - São Luis -MA)
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos:Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
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AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO - POLÊMICOS
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TEXTO ÁUREO
"Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2 Tm 2.13)



VERDADE PRÁTICA
A fidelidade, como fruto do ESPÌRITO, ajuda o crente a permanecer firme na fé em CRISTO.



LEITURA DIÁRIA
Segunda- Dt 6.4 DEUS é o único Senhor
Terça - Dt 5.7 Não terás outros deuses
Quarta - Dt 5.8 Não farás imagens de escultura
Quinta - Dt 6.5 Ame somente a DEUS de todo coração
Sexta - Ap 2.10 Permaneça fiel a DEUS até a morte
Sábado - 3 Jo 5 Procedas fielmente em tudo que fazes

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Hebreus 10.35-39
35 - Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36 - Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de DEUS, possais alcançar a promessa. 37 - Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. 38 - Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 - Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.

OBJETIVO GERAL
Explicar que a fidelidade, fruto do ESPÌRITO, nos ajuda a permanecermos firmes na fé até a Segunda Vinda de JESUS.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Saber que a fidelidade é a característica do que é fiel;
Mostrar que a idolatria e a heresia são um perigo à fidelidade;
Compreender que precisamos permanecer fiéis até o fim.

PONTO CENTRAL
A fidelidade nos ajuda a permanecermos firmes na fé.

Resumo da Lição 9, Fidelidade, Firmes na Fé
I - O SIGNIFICADO DE FIDELIDADE
1. Definição.
2. A fidelidade como fruto do ESPÌRITO.
3. A fidelidade de DEUS.
II - IDOLATRIA E HERESIA: UM PERIGO À FIDELIDADE
1. O que é idolatria?
2. A idolatria no Novo Testamento.
3. O que significa heresia?
III - SEJAMOS FIÉIS ATÉ O FIM
1. Olhando para o passado.
2.A fé que nos ajuda a permanecermos fiéis.
3. Seja fiel.

SÍNTESE DO TÓPICO I - Fidelidade é a característica de quem é leal.
SÍNTESE DO TÓPICO II - A idolatria e a heresia são um perigo à fidelidade
SÍNTESE DO TÓPICO III - A fidelidade, fruto do ESPÌRITO, nos ajuda a nos mantermos fiéis até o fim.

PARA REFLETIR - A respeito da fidelidade, firmes na fé, responda: 
Defina fidelidade.
Fidelidade, segundo o Dicionário Houaiss é a "característica do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito por alguém ou algo, lealdade". Logo podemos afirmar que a fidelidade é a característica de quem tem fé.
Como podemos definir fé?
Dentro da perspectiva bíblica, podemos dizer que "é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem" (Hb 11.1). 
Segundo a lição, nossa fidelidade a DEUS nos ajuda e nos livra de quê?
Livra-nos da idolatria.
O que é idolatria?
O vocábulo idolatria, no grego, é eidololatria e significa culto destinado a adoração de ídolos.
Quem fundou, depois da morte de Salomão, um sistema religioso idólatra em Israel?
Jerobão fundou um sistema religioso idólatra, mandando fazer dois bezerros de ouro, institucionalizando a idolatria em Israel (1 Rs 12.26-33).

CONSULTE - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 69, p40.



Resumo Rápido do Pr. Henrique
A fidelidade que ora estudamos é sobrenatural, não deve ser confundida com fé e nem com ser fiel ou honesto. é uma manifestação do ESPÍRITO SANTO concedida ao crente quando necessária e somente dada quando o mesmo está em comunhão intima com o ESPÍRITO SANTO.
Mas o justo viverá da fé (fidelidade a DEUS e de DEUS); e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Hebreus 10. 38

A Idolatria é a falta da fidelidade do crente e também a falta de ser fiel e a falta de fé do mesmo. É colocar em mesmo pé de igualdade ou em superioridade ou até mesmo em substituição o DEUS verdadeiro por um deus falso, ou uma representação deste deus ou até mesmo do DEUS verdadeiro.
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu DEUS, sou DEUS zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.
Êxodo 20:3-6

As heresias são a substituição voluntária de doutrinas bíblicas por doutrinas que vão apoiar a opinião de alguns dentro da igreja para que criem outro grupo, como por exemplo, os Nicolaítas e os seguidores de Balaão e os de Jezabel, como em Apocalipse.
Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. Apocalipse 2:6
Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Apocalipse 2:15
Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem.Apocalipse 2:14
Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria. Apocalipse 2:20

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de DEUS, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, Perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o  Senhor de todas me livrou; E também todos os que piamente querem viver em CRISTO JESUS padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em CRISTO JESUS. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de DEUS seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. 2 Timóteo 3:1-17

VÁRIOS COMENTÁRIOS DE LIVROS COM ALGUMAS CORREÇÕES DO Pr. Luiz Henrique
Hebreus 10.35-39
35 - Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. 36 - Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de DEUS, possais alcançar a promessa. 37 - Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará. 38 - Mas o justo viverá da fé (fidelidade a DEUS e de DEUS); e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. 39 - Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da alma.

Comentários da Bíblia Diário Vivir - Hb 10.35-38 O escritor anima a seus leitores a não abandonar a fé em tempos de perseguição, a não ser a demonstrar mediante a paciência que essa fé é verdadeira. A fé significa depender do que CRISTO tem feito por nós no passado, mas também significa esperar o que fará em nosso favor no presente e no futuro (vejam-se Rom 8:12-25; Gal 3:10-13).

Comentário Esperança N.T. - Hb 10.
38 Esta esperança torna-se a força propulsora mais forte da fé. Nela separam-se fé e descrença, salvação e perdição. Existem somente duas possibilidades de decisão – um só caminho para a vida, para a salvação eterna. De maneira bem despreocupada o autor interpreta e proclama a palavra do at da perspectiva da revelação do nt:
o meu justo viverá pela fé. Que quer dizer isto? Certamente não significa outra coisa senão que a verdadeira justiça, a única que vale diante de DEUS, é concedida e atribuída exclusivamente ao que crê. A fé em JESUS CRISTO é a nossa justiça. Quem foi justificado pela fé, alcança a promessa. Entretanto, quem abandona este único fundamento que resiste às crises, ou quem por culpa da descrença nem mesmo o encontra, desse DEUS não se agrada. Irremediavelmente torna-se réu no juízo de DEUS e passível da perdição eterna.
39 A igreja de JESUS é a multidão das pessoas que tomaram em definitivo sua decisão a favor de CRISTO. Enquanto no v. 23 o autor havia convocado os fiéis para perseverarem na confissão da esperança, no testemunho público de sua fé perante o mundo, ele agora mais uma vez presta um depoimento pessoal para a esperança da comunidade diante dos fiéis, a fim de fortalecer e confirmar a sua fé.
Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma. Outra vez o autor se une aos destinatários de sua carta e lhes assegura mais uma vez: quem vive na fé, está plenamente certo de seu caminho e de seu alvo.
Coloquemos diante de nós um segundo ponto: a palavra de exortação de Hb 10.26-31 está posicionada entre duas frases (v 25,37) que apontam para a volta de JESUS. Constituem de certo modo o tema principal. Apontando para o perigo, o autor não visa levar à aflição os destinatários da missiva. Pelo contrário, quer mostrar-lhes que nos encaminhamos a um evento histórico, por causa do qual vale a pena resistir a todos os perigos, superar todo o cansaço. JESUS CRISTO há de retornar, e junto dele terão fim todos os nossos sofrimentos. Acima da escuridão do tempo atual brilha já agora o esplendor da eternidade. Todas as perguntas aflitas de nosso coração podem ser encobertas pelo som de júbilo inefável por causa da vitória de DEUS.

Comentário Bíblico Wesleyana - Incentivo à perseverança final ( 10: 35-39 )
Não rejeiteis pois a vossa confiança, que tem uma grande recompensa ... sois ... dos que têm fé para a salvação da alma (vv. 35 , 39 ). JB Phillips abruptamente e, caracteristicamente, traduz: "Não jogue fora a sua confiança agora ... A paciência é o que você precisa. ..."
O escritor chega ao fim deste grande capítulo com aconselhamento apropriado e sério para seus leitores.
Na primeira instância, ele entrega admoestação quente e zeloso para os crentes a manterem a sua ousadia, a audácia da fé em CRISTO. Sua necessidade presente de reparação moral e espiritual, de modo algum justifica a sua rejeição da fé em CRISTO que permanece. Isso eles devem manter, e os outros que eles devem ganhar. JESUS entregou como admoestações às igrejas do Apocalipse (cf. Ap 2: 5 , 6 , 25 ; 3: 2 , 11 , 21 ).
O galardão foi a razão suficiente citados pelo autor para a sua perseverança na fé (cf. Heb. 11:26 ). Aqui parece haver uma intimação na referência para recompensar de uma figura de linguagem do autor é para usar no final deste capítulo, o de um navio em um mar tempestuoso de condução para seu objetivo final ou porto. Esta é a recompensa para que os marinheiros olhar com fé. Mas esta recompensa não é para ser pensado em termos de presentes materiais, ou prêmios de DEUS, por sua fidelidade. A justiça de fidelidade traz consigo sua própria recompensa. Sua recompensa é inerente a ela. A realização e perfeição de suas próprias personalidades, pela redenção fornecida em CRISTO é a recompensa prometida de DEUS para estes e para todos os crentes fiéis e perseverantes (cf. v. 34 ; Heb 11:26. ; 12: 23b ).
Em segundo lugar , ele aponta-se a necessidade de resistência deliberada paciente e lealdade contínua e fidelidade a CRISTO. Fé e paciência estão inextricavelmente unidos em uma espécie de relação "espirituais siamês-gêmeos (cf. Heb. 6:12 ). A fé ativa gera paciência, paciência e por sua vez suporta fé. O objetivo final ( a promessa ) é novamente citado por seu encorajamento. O homem é constituído de forma que ele requer uma marca, uma meta, para visar se ele deve ser mantido em um curso direto para o seu destino final (cf. Heb. 11:39 ).
Em terceiro lugar , o autor apresenta três fatores projetados para o incentivo dos leitores no caminho cristão: (1) ele encoraja-os com a lembrança da iminência do retorno de CRISTO; (2) ele faz fé a realidade sobre a qual tudo é contingente ou dependente de fé não descansa no fato, mas fato concretizada pela fé; e (3) ele expressa sua confiança neles através da aplicação de uma citação do Antigo Testamento ( Hab. 2: 4 ), indicando a sua aceitação contínua com DEUS ( o meu justo ), e em seguida, delicadamente os adverte contra a falta de fé em CRISTO com a conseqüente descontentamento de DEUS.
Quarta e, finalmente, o autor desafia seus leitores, identificando-se com eles, como um general valente na batalha, e oferecendo-os a continuar com ele no conflito para a vitória final: nós não somos daqueles que recuam para a perdição; mas daqueles que crêem para a conservação da alma (v. 39 ).
O uso enfático do pronome "nós" aqui parece destinado a desidentificar o autor e seus leitores completamente dos vira-casacas espirituais e morais cujo destino final será a desilusão e destruição. Se o desenho de volta no cristão é expressa em decepção, desilusão e desânimo, derrota, ou depressão, é sempre rastreáveis ​​a desconfiar ou falta de fé em CRISTO. Positivamente, o autor conclui: "temos fé que leva à salvação da alma" (Williams). A tempestade da oposição é feroz e as ondas estão correndo alto e ameaçando nosso navio de fé, o autor parece estar dizendo, mas não estamos entre aqueles que vão "tomar em vela" (cf. Gal. 2:12 ). Tomé comenta sobre estas palavras:

Hebreus - SÉRIE Comentário Bíblico - SEVERINO PEDRO DA SILVA  - A Paciência Necessária ao Cristão
35- Não rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão.
Desde a Igreja Primitiva e nos séculos que se seguiram, muitos cristãos perderam tudo o que possuíam por causa de sua fé. Porém, seus olhos estavam fixados numa recompensa maior e mais valiosa, porque não era terrena, e sim, eterna. O próprio DEUS é a recompensa grandiosa de seu povo; foi assim que Ele se apresentou a Abraão, quando este temeu a perda de seus bens por causa de sua fé. “Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão” (Gn 15.1). CRISTO e a sua glória, bem como as suas riquezas, é uma recompensa sem igual, que ultrapassa todos os limites passageiros dos bens desta vida, não podendo ser expressada pela linguagem humana. “... como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que DEUS preparou para os que o amam” (I Co 2.9).
36- Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de DEUS, possas alcançar a promessa.
Nos versículos que se seguem, o autor sagrado faz uma citação do profeta Habacuque, quando DEUS exortou seu povo quanto à paciência, dizendo que seu juízo sobre os caldeus dar-se-ia no tempo determinado (Hc 2.3). Esta promessa divina é de igual modo aplicada com respeito a estes cristãos hebreus, quando o apóstolo Paulo nos diz que num futuro mui breve DEUS cumpriria sua promessa de vingança para com seus inimigos e de recompensa para seus santos (cf. 2Ts 1.6-10). A vinda de JESUS terminaria com todo e qualquer sofrimento humano. Restava, portanto, para eles e para nós, um pouco de paciência até que JESUS volte, conforme fica demonstrado nos versículos seguintes. Todavia, a necessidade de paciência não deve somente envolver a esperança da vinda de nosso Senhor, mas ela deve estar presente em outros sofrimentos que acompanham a vida humana (cf. Tg 5.11).
37- Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há de vir virá e não tardará.
O grego, aqui, indica “um pouco, quão muito, muito pouco”, e algumas traduções dizem: “dentro de pouco tempo, e o que há de vir virá”. O contexto deste versículo, como também do seguinte, segue uma citação do profeta Habacuque, que diz: “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará. Eis que a sua alma se incha, não é reta nele; mas o justo, pela sua fé, viverá” (Hc 2.3,4). O sentido implícito na passagem de Hebreus é, em primeiro plano, a vinda de JESUS, mas o sentido também adiciona a ajuda divina em nosso favor, “... a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”, alcançando assim, da parte do Senhor nosso DEUS, todas as promessas que dizem respeito ao nosso bem-estar, tanto na vida presente como na vida futura.
38 - Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.
Apesar de o Antigo Testamento ser de uma gigantesca extensão, a palavra “fé” somente aparece por duas vezes. A primeira delas, em I Samuel 21.5, quando, questionado pelo sacerdote Aimeleque no tocante à pureza moral dos mancebos, Davi responde: “Sim em boa fé, as mulheres se nos vedaram desde ontem; e, anteontem...” Porém como substantivo, ela somente é vista em Habacuque 2.4, quando o profeta diz: “... mas o justo, pela sua fé, viverá”; citação esta que é reiterada por três vezes no Novo Testamento (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38). Neste ponto, a idéia é que aquele que é verdadeiramente justo confia inteiramente em CRISTO, seja na abundância, seja na necessidade. Em todos os aspectos de sua vida CRISTO ocupa o primeiro lugar (cf. Fp 4.11-13). A fé deve estar presente em nosso viver, devendo também nos acompanhar quando chegar a hora da partida desta vida para a outra. O sucesso daquelas testemunhas que são mencionadas no capítulo 11 desta epístola, é que todas elas viveram e morreram na “fé” (11.13).
39 - Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.
Um dos motivos da demora de JESUS em vir buscar o seu povo escolhido deve-se ao fato de que DEUS, “... não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender- se”, orienta-o que demore um “poucochinho de tempo” até que estas almas se arrependam (cf. 2 Pe 3.9). Este mesmo sentimento encontra-se no coração amoroso de nosso Senhor JESUS CRISTO. Por esta razão Ele orou ao Pai, dizendo: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição...” (Jo 17.12). Muitos opinam que Judas Iscariotes foi predestinado por DEUS para cumprir as Escrituras. Mas em tudo quanto este discípulo fez, de alguma forma jamais deixou-se levar pela influência de JESUS em sua vida. Ele preferiu a maldade, tornou-se maldoso e se perdeu por causa dessa maldade. Até mesmo depois de trair seu Mestre poderia ainda ter sido salvo, se realmente tivesse se arrependido e buscado o perdão de seus pecados. Mas as Escrituras mostram seu caráter anterior. Ele era um “ladrão” (Jo 12.6); “um hipócrita” (Lc 22.48); “um diabo” (Jo 6.70); “um filho da perdição” (Jo 17.12); “um precipitado” (At 1.18). Ele não desejou a salvação, então ela se afastou dele (SI 109.17). Contudo, afora a atitude de Judas, nosso Senhor disse: “nenhum deles se perdeu”, isto é, “nenhum outro” discípulo cujo coração era dominado pelo amor de DEUS.

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FIDELIDADE
BEP - CPAD - Fé” (gr. πιστις - pistis - Lê-se Pístês), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7, Tt 2.10). Fidelidade.

DICIONÁRIO Strong Português - πιστις - pistis - Lê-se Pístês
1) convicção da verdade de algo, fé; no NT, de uma convicção ou crença que diz respeito ao relacionamento do homem com DEUS e com as coisas divinas, geralmente com a idéia inclusa de confiança e fervor santo nascido da fé e unido com ela 
1a) relativo a DEUS 
1a1) a convicção de que DEUS existe e é o criador e governador de todas as coisas, o provedor e doador da salvação eterna em CRISTO 
1b) relativo a CRISTO 
1b1) convicção ou fé forte e bem-vinda de que JESUS é o Messias, através do qual nós obtemos a salvação eterna no reino de DEUS 
1c) a fé religiosa dos cristãos 
1d) fé com a idéia predominante de confiança (ou confidência) seja em DEUS ou em CRISTO, surgindo da fé no mesmo
2) fidelidade, lealdade 
2a) o caráter de alguém em quem se pode confiar

Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay  - πιστις - pistis - Lê-se Pístês - Fé OU FIDELIDADE
A Virtude da Confiança, ou convicção, ou coragem, ou fé, ou fidelidade
O sétimo elemento no fruto do ESPÍRITO e pistis, que a ARC traduz por fé. Pistis e uma das palavras mais comuns no NT, porque a fé é a base de toda a religião cristã. Mas nesta lista do fruto do ESPÍRITO SANTO, fé é um termo que provoca equívocos. Na grande maioria dos casos em que pistis ocorre no NT significa a fé que é confiança, entrega e obediência totais no que diz respeito a JESUS CRISTO. É o que se pode chamar de uma virtude teológica; é a base da crença e da totalidade do nosso relacionamento com DEUS mediante JESUS CRISTO. Mas as virtudes alistadas no fruto do ESPÍRITO não são virtudes teológicas; são virtudes éticas: tem mais a ver com nosso relacionamento com nosso próximo do que com DEUS. Pistis aqui significa fidelidade; ê a confiabilidade e fidedignidade que torna uma pessoa totalmente confiável e cuja palavra podemos aceitar completamente. É justamente fidelidade que temos em português em todas as versões brasileiras em consideração, exceto a ARC. Em inglês, C. Kingsley Williams diz honestidade. Quando examinarmos as ocorrências de pistis com este significado no NT, frequentemente parecerá que a melhor tradução é simplesmente lealdade. O número de casos em que pistis tem este significado no NT é comparativamente reduzido. Em Mt 23.23 JESUS acusa os escribas e fariseus de serem meticulosos em darem o dizimo da hortelã, do enduro e do cominho, negligenciando as questões mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. O significado é que muito cuidadosamente levam a efeito as exigências rituais e cerimoniais da lei, mas negligenciam as qualidades humanas básicas da justiça, benignidade e lealdade. Moffatt e Kingsley Williams tem fidelidade aqui. Em Tt 2.10 e estipulado que os servos nunca devem furtar, mas demonstrar boa fidelidade. O servo cristão deve ser honesto e fidedigno. Em Rm 3.3 Paulo compara a inconstância dos homens com a fidelidade de DEUS. As promessas de DEUS permanecem fieis a despeito de toda a infidelidade dos homens. A infidelidade do homem nunca poderá anular a fidelidade de DEUS. É provável que neste sentido a palavra pistis seja usada mais de uma vez no Apocalipse. O Apocalipse foi escrito num pano de fundo de perseguição, numa situação em que as virtudes do mártir são as virtudes supremas do cristão, uma situação em que a maior virtude e a lealdade inflexível a JESUS CRISTO. O CRISTO Ressurreto sabe que os cristãos em Pérgamo têm de habitar onde está o trono de Satanás, e Ele os parabeniza porque, mesmo nos dias em que a perseguição ardia, não negaram a fé nEle e a lealdade deles resistiu à prova (Ap 2.13). Um tempo de matança e uma chamada a perseverança é a fé, ou seja: a lealdade dos santos (Ap 13.10; 14.12).
Aos santos e irmãos fiéis em CRISTO, que estão em Colossos: Graça a vós, e paz da parte de DEUS nosso Pai e do Senhor JESUS CRISTO. Colossenses 1:2
Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. 2 Timóteo 2:13
Estes são os principais usos da palavra pistos no sentido de fidelidade ou lealdade, mas possuímos um modo de desenvolver e ampliar o seu significado. O adjetivo correspondente, pistis, é muito mais comum do que o substantivo. Ele também tem dois significados que correspondem aos dois sentidos de pistis; significa crente, e significa confiável, fidedigno, fiel. Examinemos, pois, o caso do segundo significado, e veremos o que constitui esta lealdade néo-testamentária.
i. Pistos é caracteristicamente o adjetivo mediante o qual o servo bom e leal é descrito. Requer-se dos despenseiros que sejam encontrados fiéis (1 Co 4.2). Esta é a palavra que JESUS usa a respeito do servo fiel (fidedigno) que é nomeado mordomo da casa inteira (Mt 24.45; Lc 12.42). É a palavra da recomendação e louvor dos servos bons e fiéis nas parábolas afins acerca dos talentos e das minas (Mt 25.21, 23; Lc 19.17). Ocorre nas três lições associadas a parábola do mordomo injusto. Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito. Se o homem não for fiel nas riquezas temporais, quem lhe dará as riquezas da eternidade? O homem fidedigno é fiel com os bens alheios (Lc 16.10-12). A fidedignidade é a qualidade que os homens procuram em seu próximo, e aquilo que JESUS CRISTO procura em Seus seguidores também.
ii. Portanto, pode-se esperar que esta palavra descreva o servo bom do evangelho, da Igreja e de JESUS CRISTO. Paulo a emprega a respeito de si mesmo. Dá graças a JESUS CRISTO por considerá-lo fiel e por colocá-lo no ministério (1 Tm 1.12). Os ensinos da Igreja devem ser confiados a homens fiéis que os ensinarão aos outros (2 Tm 2.2). Aqui a palavra pode ter  um duplo sentido, podendo significar homens que são crentes e fidedignos.
Repetidas vezes, Paulo caracteriza seus ajudantes como fieis no Senhor. Timóteo, Tiquico, Epafras e Onésimo são descritos assim (1 Co 4.17; Ef 6.21; Cl 1.7; 4.9); Pedro usa a mesma palavra a respeito de Silvano (1 Pe 5.12), e João a usa a respeito de Gaio (3 Jo 5). O patrimônio mais valioso que qualquer líder pode possuir consiste nos homens que são fieis e leais, homens dos quais pode depender totalmente quanto a lealdade e ao trabalho fiel.
Pistos não somente é a palavra da Igreja e das suas virtudes, mas também é a palavra da virtude doméstica, porque as esposas devem ser sóbrias e fieis em todas as coisas (1 Tm 3.11).
Nenhuma igreja ou casamento pode ficar em pé a não ser que estejam baseados na lealdade.
iii. Especialmente nas Epistolas Pastorais, uma ocorrência característica de pistos acha-se em conexão com logos, que e uma palavra ou declaração. Um pistos logos é uma declaração sobre cuja verdade o ouvinte pode ter absoluta confiança, e da qual pode ter total certeza. CRISTO JESUS veio ao mundo para salvar os pecadores (1 Tm 1.15); desejar o cargo de bispo e desejar uma boa obra (1 Tm 3.1); o serviço de DEUS deve provocar, em si, sofrimento (1 Tm 4.9); aqueles que declaram crer em DEUS devem produzir boas obras (Tt 3.8); o cristão deve apegar-se a palavra em que pode confiar (Tt 1.9) — cada uma destas declarações e descrita como pistos logos, uma declaração acerca da qual não pode haver dúvidas. Assim, no Apocalipse a mensagem do CRISTO Ressurreto é fiel e verdadeira (Ap 21.5;22.6).
Pistos logos é uma palavra de cuja veracidade é impossível duvidar-se.
iv. Pistos descreve o homem cuja lealdade o capacitara a morrer por JESUS CRISTO. Antipas é o mártir fiel de CRISTO; e o cristão é conclamado a ser fiel até a morte (Ap 2.10; 3.14). O homem pistos preferiria perder a vida e não perder a honra.
v. Ainda não chegamos ao completo significado da palavra pistos. Pistos é usado mais de uma vez para descrever o próprio JESUS CRISTO. JESUS é a testemunha fiel, o fiel e o verdadeiro (Ap 1.5; 19.11). Um homem pode apostar sua vida na veracidade daquilo que JESUS disse. JESUS é o Sumo Sacerdote misericordioso e fiel (Hb 2.17). O homem pode depender totalmente dEle para abrir o caminho até DEUS. JESUS é fiel a DEUS que O nomeou para a Sua tarefa (Hb 3.2, 5).
vi. Podemos dar o último passo além do qual nenhuma palavra pode ir em circunstância alguma. Repetidas vezes pistos é uma descrição de DEUS. Este e o caso especialmente nas cartas de Paulo. O DEUS que nos chamou à comunhão de Seu Filho é fiel (1 Co 1.9). DEUS é fiel, e não permitira que sejamos tentados além das nossas forças (1 Co 10.13). Paulo assevera enfaticamente que DEUS é verdadeiro (2 Co 1.19). O DEUS que nos chamou é fiel e cumprirá a Sua promessa e obra (1 Ts 5.24). O DEUS que nos confirmará é que nos guardará do maligno e fiel (2 Ts 3.3). Ainda que os homens descreiam, DEUS permanece fiel (2 Ts 2.13).
A ideia aparece várias vezes como um refrão nas cartas de Paulo: “Vocês podem depender de DEUS.” O escritor aos Hebreus insiste em que podemos depender do DEUS que deu Sua promessa (Hb 10.23). Sara teve um filho na sua velhice porque acreditava poder depender totalmente da promessa de DEUS (Hb 11.11).
Pedro conclama os seus leitores, mesmo no meio de seus sofrimentos, a encomendarem as suas almas ao Criador, de quem podem depender (1 Pe 4.19). Se confessarmos os nossos pecados, diz João, podemos depender de DEUS no sentido de recebermos perdão (1 João 1.9).
Em uníssono, os escritores do NT dão testemunho daquilo que eles mesmos experimentaram repetidas vezes — a grande verdade de que podemos depender de DEUS.
Pistos realmente é uma palavra importante. Descreve o homem em cujo serviço fiel podemos confiar e cuja palavra podemos aceitar sem reservas. Descreve o homem com a fidelidade inflexível de JESUS CRISTO e a total fidedignidade de DEUS.

Dicionário Bíblico Wycliffe - FIDELIDADE 1 - (Gr. πιστις - pistis - Lê-se Pístês, “fidelidade״, “confiabilidade").
O adjetivo pistos é geralmente traduzido como “fiel”. A palavra pistis é traduzida como "fidelidade” ou “lealdade” apenas uma vez no NT (Tt 2.10), embora seja possível que em Gálatas 5.22 ela devesse ser traduzida dessa forma. Em Romanos 3.3, “a fidelidade de DEUS” expressa a justiça de DEUS.
Há uma possibilidade de que em Lucas 18.8: “Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura, achará fé na terra”, o significado deva ser “fidelidade”. Mais duas passagens que trazem a palavra fé – 1Timóteo 6.11: “a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão”, e 2 Timóteo 2.22: “Segue a justiça, a fé, a caridade” - fariam melhor sentido se fossem traduzidas como “fidelidade”. Em todos os outros usos de pistis no NT o significado parece ser "fé” ou “a fé” (q.v.). Quando a palavra “fidelidade” é usada em relação a DEUS, como em Romanos 3.3, o significado é que podemos confiar que DEUS jamais mudará o seu caráter ou a sua disposição. Ele possui o atributo da “fidelidade”. Em Tito 2.10; “Mostrando toda a boa lealdade”, os escravos (ou os servos) são exortados a demonstrar a qualidade da fidelidade. Como cristãos, devemos todos permanecer fiéis a CRISTO, isto é, termos fidelidade em nossa vida e em nossa fé cristã, e manifestar “a perseverança dos santos”. Desta maneira também nos tornamos “dignos de confiança”.  F. E. H.

Dicionário Bíblico Wycliffe - FIDELIDADE 2 -
DEUS, como revelado na Bíblia, é vivo e pessoal, e, dessa forma, possuidor de um caráter determinado. Um ponto central neste caráter é a fidelidade ou a possibilidade de se ter total dependência dele. A passagem em Tiago 1.17 apresenta a constância de DEUS, que é a antítese de tudo que é instável e variável. Um texto muito semelhante é 2 Timóteo 2.13, onde se declara que a fidelidade de DEUS é corolário da sua autocoerência. Estas passagens do NT destacam a mesma característica que é metaforicamente expressada nos textos do AT que chamam o Senhor de Rocha (Dt 32.4,15,18). Em outras palavras, o caráter de DEUS é o fundamento sólido e inabalável da realidade. Desse modo, a sua aliança é inviolável (Dt 7,9), a sua palavra é mais firme que a estrutura da natureza obediente à lei (Mt 7.24-27; 24.35; Lc 21.33). Pelo fato de DEUS ser fiel, suas promessas são infalivelmente confiáveis (Hb 10.23). DEUS permanece firme para com os seus compromissos auto-impostos e leva a cabo os seus acordos auto-iniciados. O perdão, portanto, está enraizado na fidelidade divina (1 Jo 1.9), assim como a vitória de seu povo sobre as mais duras provações da vida (1 Co 10.13; 1 Pe 4.19), como também a sua perseverança (1 Ts 5.24).
Como a auto-revelação do caráter divino, JESUS CRISTO é adequadamente designado como Fiel e Verdadeiro (An 19.11), aquele que com absoluta fidelidade cumpre todas as responsabilidades de Sumo Sacerdote (Hb 2.17), Apóstolo (Hb 3.1,2) e Testemunha (Ap 1.5; 3.14).
Esta qualidade do caráter divino encontra o sem reflexo humano em homens de fé (Hc 2.4). Como o seu Divino Exemplar, eles manifestam uma firme confiabilidade em todas as suas obrigações (Mt 25.21; 1 Co 4.2); eles são tenazmente leais, a ponto de enfrentar o martírio (Ap 2.10). Em resposta à fé, o ESPÌRITO SANTO produz nos homens este traço de fidelidade (Gl 5.22). V. C. G.

Claudionor Correia de Andrade - Dicionário Teológico - (Do heb. aman; do gr. aletheia; do lat. fidelitatem) πιστις - pistis - Lê-se Pístês
Firme compromisso de DEUS em manter as cláusulas das alianças que Ele estabeleceu com o seu povo. Sua fidelidade advém de sua natureza moral, absoluta e infinitamente justa (2 Ts 3.3), e do exercício de seus atributos incomunicáveis: onipotência, onisciência, onipresença, infinitude etc. Ele mesmo é o aval de todos os pactos que, no transcorrer da história da salvação, firmou com a raça humana (Hb 11.11). A mesma atitude devemos ter com o Senhor DEUS. Caso contrário: desobriga-se Ele a cumprir os termos de suas alianças. Pois estas sempre são firmadas em caráter condicional.

Teologia Sistemática Pentecostal - Verdade e fidelidade.
Verdade é um atributo relacionado com a fidelidade de DEUS. Ela diz respeito à sua veracidade e é algo próprio da natureza divina. Já a fidelidade, do latim fdelitas, é a garantia do cumprimento das promessas dEle:
“DEUS é consistente e constante em suas promessas e em sua graça”. É, pois, um atributo relacionado com a imutabilidade de DEUS.
O termo “verdade” (hb. ’emeth) “tem o sentido enfático de certeza, confiança”. Daí derivam as palavras ’emuna, “fé”, “fidelidade”, “firmeza” (Hc 2.4) e ’amen, “amém”, “verdadeiramente”, “de fato”, “assim seja”. Esse vocábulo aplica-se duas vezes a DEUS, em Isaías 65.16, onde foi traduzido por “verdade” (gr. aktheia, na Septuagínta, “sinceridade” ou “franqueza”), cuja idéia é “não oculto”, “não escondido”; veritas, em latim, que denota, ainda, “precisão”, “rigor”, “exatidão de um relato”. Todas essas qualificações reúnem-se em DEUS, em grau absoluto e infinito.
A “veritas Dei” ou verdade de DEUS, é em última análise a correspondência, de fato, a identidade do intelecto... e a vontade... de DEUS com a... essência de DEUS.
DEUS é a verdade em si mesmo, num senso absoluto.'Verdade e fidelidade não são diferentes nomes de um mesmo atributo, embora inseparáveis; são distintos, pois não pode haver fidelidade sem verdade. A verdade mostra que DEUS é real; é tudo aquilo que em sua Palavra Ele afirma ser; e nEle podemos confiar. Tal confiança envolve tanto a verdade como a fidelidade.
Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são; DEUS é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é (Dt 32.4).
Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, Senhor, DEUS da verdade (Sl 31.5).
De sorte que aquele que se bendisser na terra será bendito no DEUS da verdade; e aquele que jurar na terra jurará pelo DEUS da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas e estão encobertas diante dos meus olhos (Is 65.16).
Eu sou o caminho, e a verdade e a vida... (Jo 14.6).
JESUS, pois, é fiel e justo para nos perdoar: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9).

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IDOLATRIA

DICIONÁRIO Strong Português -  IDOLATRIA - ειδωλολατρεια - eidololatreia - Lê-se Idôlôlatria
1) adoração a deuses falsos, idolatria 
1a) de festas sacrificiais formais celebradas para honrar falsos deuses 
1b) da cobiça, como adoração a Mamom

IDOLATRIA -  ειδωλολατρεια eidololatreia - Lê-se Idôlôlatria - Livro Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
B, ARC, ARA, BJ, Mar., BV; idolatria; P: o culto aos falsos deuses; BLH: a adoração de ídolos.
Pela natureza das coisas, a adoração aos ídolos parece difícil de ser entendida pelo homem moderno. É difícil compreender como qualquer homem poderia considerar com reverencia um pedaço de madeira, pedra
ou metal, por mais bela que seja a forma em que e esculpido, e por mais dispendiosa que seja a sua ornamentação. Torna-se ainda mais difícil entender quando nos lembramos que muitos ídolos antigos eram tudo, menos belos. Por exemplo, a imagem de Artêmis ou Diana no famoso templo em Éfeso era uma figura negra, achatada, desajeitada, coberta de muitos seios, e totalmente destituída de beleza. O fato e que no inicio ninguém adorava o ídolo. Este tinha duas funções. Visava localizar e visualizar o deus que representava. Originalmente, nunca houve intenção de que o ídolo fosse adorado. Seu propósito era facilitar ao homem a adoração do deus a quem o ídolo representava, dando-lhe algo visível localizado num determinado lugar. Mas, uma vez que isto foi feito, era quase inevitável que o homem passasse a adorar o ídolo em
lugar do deus a quem representava.
Citemos como exemplo o desenvolvimento do culto ao imperador no Império Romano. Começou como expressão de gratidão pela segurança, pela integridade física, pela justiça e pela boa ordem que Roma trouxera aos homens. Roma varreu dos mares os piratas, e das estradas os bandidos. Trouxe a justiça imparcial para substituir o capricho dos tiranos. Os homens ficaram tão gratos a Roma pelo seu braço forte e pela sua justiça imparcial que havia reis que legaram seus países a Roma ao morrerem. A partir desta gratidão surgiu a adoração a deusa Roma, o ESPÍRITO de Roma; e esta adoração existia ha mais de um século antes de a adoração ao Imperador, propriamente dita, ter surgido. Mas os homens desejam algo para ver, e Roma e o ESPÍRITO de Roma foram, por assim dizer, encarnados no imperador. E assim, a adoração veio a ser transferida ao próprio imperador, fenômeno este que inicialmente deixava os imperadores romanos encabulados, procurando acabar comele. Mas para aqueles que estavam nas cercanias do Império, o Imperador
não passava de um nome, de modo que a sua estatua era erigida, e a adoração era transferida a estatua. Em primeiro lugar, o ESPÍRITO invisível de Roma; depois, o imperador visível; e finalmente, a estatua presente
- foi este o curso do desenvolvimento.
E aqui esta o primeiro erro básico da adoração aos ídolos — a adoração aos ídolos e a adoração do objeto criado ao invés da adoração do Criador de todas as coisas. E exatamente isto que Paulo viu no seu esboço da gênese da idolatria.
O que de DEUS se pode conhecer é manifesto entre eles, porque DEUS lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de DEUS, assim o seu  eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se
reconhecem, desde o principio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de DEUS não o glorificaram como DEUS, nem lhe deram graças, antes se tomaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tomaram-se loucos, e mudaram a glória do DEUS incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis (Rm 1.19-23). Este tipo de idolatria ainda existe, porque, basicamente, ela é a adoração  As coisas ao invés da adoração a DEUS. Pode-se dizer que o deus da pessoa, nem duvida alguma, e aquilo a que ela dedica seu tempo, seus bens e seus lntentos; e aquilo a que ela se entrega. Em tempos recentes tem entrado em nossa língua uma expressão nova: “ o sinal de status” . O sinal de status e aquilo que o homem deseja como prova e garantia externa de que alcançou certo grau de sucesso. O sinal de status pode ser uma casa em certo bairro da cidade, algum tipo de móvel ou eletrodoméstico que e cobiçado por muitos, mas possuído por poucos. Pode-se dizer com muita verdade que o sinal de status e o ídolo do homem, porque dedica-se totalmente a sua obtenção. Sempre quando algum objeto no mundo começa ocupar o lugar principal em nosso coração, mente e intenção, esse objeto torna-se um ídolo, porque tomou o lugar que pertence a DEUS. E interessante e relevante o fato de que a idolatria e alistada imediatamente depois do grupo de palavras que descrevem os pecados sexuais. No mundo antigo, a idolatria e a imoralidade sexual estavam estreitamente ligadas. O escritor da Sabedoria de Salomão, diz: “A ideia de fazer ídolos foi a origem da formicação, sua descoberta corrompeu a vida” (Sab. 14.12 - BJ). De onde vem esta associação?
Podemos ver esta conexão no AT. Emerge de modo vivido, impressionante e dramático na poesia do segundo capitulo de Oseias. A mãe, ou Seja: Israel, disse: “ Irei atrás de meus amantes, que me dão o meu pão e minha água, a minha lá e o meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas.” lenta, a voz de DEUS continua: “Ela, pois, não soube que eu é que lhe dei o grão, e o vinho, e o óleo” (Os 2.5, 8). Na Palestina, no antigo culto pre-Israelita, os baalins eram deuses da fertilidade. Eram os deuses das forcas por trás do crescimento da ceifa. Eram eles que davam o trigo, o vinho e o óleo. Israel voltou-se para eles, e, visto que Israel era a noiva de DEUS, podia-se dizer que estava adulterando com deuses estranhos; logo, o adultério veio a ser o símbolo da apostasia, pois a apostasia era a infidelidade mediante a qual Israel se desviou de DEUS, que era seu verdadeiro marido, para procurar um marido entre os deuses falsos. Ora, conforme já notamos, entre todos os poderes de crescimento, o do sexo e o mais vivido, o mais vital e o mais poderoso. Tendo em vista este fato, o ato sexual veio a ser um ato de adoração e de glorificação a DEUS; e, portanto, equipar os santuários antigos com prostitutas sagradas tornou-se um costume e as relações sexuais com elas vieram a ser um tipo de ato de adoração do poder da forca da vida. A atração que uma adoração deste tipo exerce sobre a parte mais baixa da natureza humana e bem obvia. O homem natural preferiria isto muito mais as rigorosas austeridades da adoração verdadeira. Achava-se nisto o perigo terrível do culto de Baal contra o qual os profetas pleiteavam e bradavam. A tragédia da idolatria era dupla. Nela, os homens adoravam o objeto criado ao invés do Criador de todas as coisas, e nela os homens usavam como adoração um ato, belo em si mesmo, de tal maneira que se, tornou em pecado. Com um só golpe, a idolatria destruiu a adoração; verdadeira e a pureza que é a mais sublime adoração.

Adoração de ÍDOLOS. Dicionário Bíblia Almeida
DEUS proíbe a adoração de qualquer imagem, seja de um deus falso ou do DEUS verdadeiro (Êx 20.3-6). As nações que existiam ao redor de Israel eram idólatras, e Israel muitas vezes caiu nesse pecado (Jr 10.3-5; Am 5.26-27). Entre outras, eram adoradas as imagens de BAAL, ASTAROTE, MOLOQUE e o POSTE-ÍDOLO.

IDOLATRIA - Tesouro de Conhecimentos Bíblicos - Emílio Conde - CPAD
A palavra tem uma interpretação de ordem material, isto é, imagem, em linguagem popular, é uma estátua, um desenho, uma estampa, representando, de modo geral, um motivo religioso.
Convém conhecer o que as Escrituras declaram acerca de imagens como objetos dedicados ao culto religioso. DEUS foi muito claro acerca desse assunto, quando entregou a Moisés os Dez Mandamentos que deveriam orientar a vida moral e religiosa do povo de Israel. Sempre é bom ler o que está escrito; é bom consultar a Bíblia: “Eu sou o Senhor teu DEUS que te tirou da terra do Egito, da casa de servidão. Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra” (Êx 20.2-4). Como se vê, o Senhor proibiu, de modo muito claro, que o seu povo desviasse a atenção do verdadeiro DEUS para objetos inanimados, para que não considerasse o DEUS vivo e verdadeiro igual a uma simples figura. A razão da inclusão dessa proibição nos Dez Mandamentos era, sem dúvida, para que o povo de Israel não se nivelasse espiritualmente com os povos pagãos, que faziam e adoravam deuses que não podiam ver, nem ouvir, nem ajudar a ninguém (Dt 4.15-19).
Os Dez Mandamentos são o conjunto mais perfeito de lei que se conhece. O decálogo tem servido de modelo para as constituições de vários países.
Convém saber que DEUS não proibiu a fabricação de estátuas, colunas ou monumentos em que a arquitetura apresenta a habilidade do escultor ou do arquiteto. A arte, a beleza e a inspiração sempre tiveram a apresentação divina. O que se lê nos Dez Mandamentos é a proibição de se fazer imagens para serem adoradas ou cultuadas. As obras de arte que povoam os parques e jardins são peças ornamentais que deleitam o espírito e alegram os sentimentos artísticos. Os quadros que figuram nos museus educam e ensinam a amar a perfeição e o belo. Convém lembrar que beleza, perfeição e nobreza são qualidades que DEUS deseja ver em todas as vidas. Assim sendo, convém não confundir a arte, a beleza e a inspiração criativa com a proibição expressa nos Dez Mandamentos.
Quando DEUS ordenou a Moisés que construísse o Tabernáculo, isto é, o templo da peregrinação no deserto, o mesmo Senhor outorgou inspiração artística a dois homens -chamados Bezaleel e Aoliabe, aos quais encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo o artifício para inventar em invenções para trabalharem em ouro, e em prata, e em cobre, e em artifício de pedras de engastar (Êx 35.31-33). O que os leitores acabam de ler demonstra que DEUS ama a arte e os artistas e Ele mesmo dá inspiração para produzir o que realmente é bom e belo. Mas DEUS não consente que se adorem as obras humanas nem que a elas se preste culto.
Ainda para completar a explicação acerca de imagens e suas finalidades e da arte ornamental e educativa, DEUS ordenou aos artesãos que Ele chamara e inspirara que, além das obras de madeira talhada, dos bordados de linho colorido, dos varais cobertos de ouro, além de tudo isso, e para completar a ornamentação do Tabernáculo, ordenou que se fizessem dois querubins, isto é, obra feita à mão, perfeita, como tudo que vem de DEUS.

IDOLATRIA - Definição - Dicionário Bíblico Wycliffe - CPAD
Esta é uma transliteração da palavra gr. eidololatria (Lê-se Idôlôlatria), cujo significado entendemos ser “a adoração a ídolos; a adoração a imagens como divinas e sagradas”. Esse vocábulo gr. é uma composição de dois termos; O primeiro é eido (cf. o latim rideo), significando “ver” e “saber”; assim ele traz em si o conceito básico de “saber por ver”. Com base nesse termo foi formada a palavra eidolon, “imagem”, que veio a significar especificamente uma imagem de um deus como um objeto de adoração, ou um símbolo material do sobrenatural como tal objeto. O segundo termo é latreia, significando “culto” ou, mais especificamente, “culto ou adoração aos deuses”.
Idolatria, então, é prestar honras divinas a qualquer produto de fabricação humana, ou atribuir poderes divinos a operações puramente naturais.
Descrição
Como uma criatura ligada ao tempo e ao espaço, o homem tem estado especialmente inclinado a prestar adoração a algum tipo de símbolo visível de divindade. Ele parece anelar por manifestações tangíveis da presença divina. Durante a história humana, esta atitude tomou várias formas e manifestações. Mesmo que o homem tenha abandonado a adoração ao verdadeiro DEUS, ele não renunciou à religião, mas procurou substituir o verdadeiro DEUS por um deus falso que estivesse de acordo com seu próprio gosto.
O animismo era a adoração ou a reverência aos objetos inanimados, tais como pedras, árvores, rios, fontes e outros objetos naturais. Também havia a adoração a coisas animadas, tais como aos animais: touros ou bezerros sagrados, símbolos do princípio da reprodução e procriação; a serpente, como símbolo de renovação anual, uma vez que ela troca sua pele velha por uma nova; e pássaros, tais como o gavião, a águia e o falcão, como símbolos de sabedoria e conhecimento interior. Estas formas animais eram às vezes combinadas com formas humanas como objetos de adoração - o teriomorfismo. Havia divindades astrais, tais como o sol, a lua e as estrelas. Os elementos e as forças da natureza também eram reverenciados e adorados: tempestades, ar, fogo, água e terra. Conseqüentemente, os deuses da vegetação e o espírito do lugar, recebiam uma posição importante.
O princípio da fertilidade era freqüentemente divmizado como uma deusa-mãe (veja Diana), como as imagens de Éfeso indicam. Isso envolvia a adoração ao sexo e a glorificação da prostituição.
Havia a tendência comum da adoração aos heróis, que também incluía os ancestrais mortos da tribo ou do clâ.
O totemismo representava não apenas a atividade em artes e ofícios, mas a adoração ao deus ou à deusa que eram patronos do clâ, qualquer que fosse a imagem sob a qual a divindade tivesse sido concebida. Geralmente este era um animal selvagem ou um pássaro, ou ainda a combinação de uma das formas animais com a humana.
O idealismo envolvia a adoração a conceitos abstratos tais como a sabedoria e a justiça. A adoração ao imperador deve ser incluída. Os reis, por terem o poder da vida e da morte sobre seus súditos, passaram a ser divinizados. “Ave César” significava mais que um desejo de “vida longa ao rei", assim como “Neil Hitler” (“Salve Hitler״); estes eram, na verdade, atos de adoração.
Somente o homem possui o dom de fazer imagens. Assim fazendo, ele busca a reprodução de impressões oculares que desaparecem, ou objetos sagrados imaginados. Assim a idolatria fica estreitamente relacionada ao avanço do homem em artes e ofícios, Sua história está repleta de tentativas de dar formas materiais a ideais e idéias religiosas. Uma vez que estes se tornassem objetos concretos, então a reverência e a adoração poderiam ser expressas em favor deles através da queima de incenso, curvando-se os joelhos, beijando-se a imagem, recobrindo-a com prata e ouro, adornando-a com jóias e pedras preciosas, ou vestindo-a com trajes suntuosos. Tudo isto consistia apenas em um outro passo para consultá-la como um oráculo de sabedoria divina e um meio de predizer o futuro de uma pessoa, ou o resultado de algum projeto militar ou político. Uma estátua de culto era, portanto, um objeto de adoração e deleite porque a imagem visível dava evidência da presença da divindade. Ela era regularmente guardada em algum santuário, e um completo culto para sua adoração era desenvolvido. Era chamada Imagem de Escultura. Em um sentido mais amplo, a idolatria em formas teóricas pode incluir as vãs filosofias dos homens, pois ela tira parte da glória de DEUS (Rm 1.23) e confere honras divinas a outrem. Assim, o naturalismo, o humanismo, e o racionalismo são tipos de idolatria. Da mesma forma, ligar-se a horóscopos e qualquer prática oculta de feitiçaria e espintualismo deve ser condenado como idolatria. (Exemplo: Magia; Feitiçaria).
A Idolatria dos Vizinhos de Israel
Práticas pagãs entraram em Israel principalmente por intermédio dos egípcios, dos cananeus e das nações assírio-babilônicas. A antiga arte e escrita egípcia deixaram evidências de milhares de divindades. Os próprios faraós eram considerados encarnações de alguma divindade. Além dos seres humanos, pensava-se que um touro, um crocodilo, um peixe, uma árvore, um gavião etc. também poderiam ser habitados por um espírito e, portanto, divinizados. Havia muitas divindades com cabeça de animal ou pássaro, porém com corpos de seres humanos.
Entre os cananeus, os muitos baalins com seus respectivos cultos de fertilidade eram os promotores de adorações orgiásticas da natureza e do princípio da produtividade.
A principal entre as divindades dos babilônios e assírios era a deusa imoral da luxúria e da procriação, a mesopotâmia Ishtar. Os babilônios pareciam estar dispostos a importar deuses de muitos vizinhos, ou de nações que eles haviam conquistado e sujeitado ao pagamento de tributos. Sendo assim, eles tinham um deus para quase tudo; aprendizado, guerra, fogo, maternidade, virgindade, fertilidade, céu, vento, água, terra, e o mundo dos mortos, juntamente com o habitual sol, lua e estrelas. O povo assírio era tâo idólatra quanto o babilônio e, além disso, ganhou a reputação nada invejável de ser a mais cruel e mais sádica de todas as nações antigas do Oriente Próximo.
A História da Idolatria Entre os Israelitas
Abraão viveu em um mundo de idolatria. Sua viagem para oeste tinha a finalidade de abandonar a idólatra de Ur dos caldeus e procurar um novo lar no qual poderia adorar ao único DEUS verdadeiro. É significativo notar que de seus descendentes tenham surgido as três grandes religiões monoteístas do mundo: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.
A proibição da idolatria é um dos poucos conceitos absolutos e imutáveis no sistema judaico de ética (juntamente com o incesto e o assassinato). A adoração sem a imagem de Jeová anunciava não meramente que Ele era maior do que a natureza, mas que também não era limitado por ela. No AT, há muitos termos heb. usados como escárnio à idolatria, indicando sua infâmia e obscenidade, bem como seu absoluto vazio.
Todas as camadas da lei judaica dão testemunho da oposição a se fazer um retrato de DEUS. Os dois primeiros mandamentos proíbem a adoração de imagens, bem como a adoração a qualquer outro deus ícf. Ex 20.1ss.; Dt 5.7,8; Lv 19.4). A idolatria era classificada como uma ofensa de estado e cheirava a traição, devendo ser punida com a morte (Dt 17.2-7).
A profecia heb. mostra, da mesma forma, uma hostilidade intransigente à idolatria. Qualquer imagem é uma mera obra das mãos do homem (Am 5.26; Os 13.2; Is 2.8), uma imitação das criaturas (Dt 4.16ss.) formada a partir de matéria sem vida (Os 4.12; Is 44.9,10; Sl 115). Portanto, sua adoração é absolutamente uma loucura. Só DEUS deve ser adorado, visto que somente Ele é o Criador vivo de todas as coisas, e um ESPÍRITO que não pode ser retratado de nenhuma forma. Contudo, mesmo entre os israelitas pode ser notada a adoração a Jeová sob a forma de alguma imagem ou símbolo; muitos deles se comportavam como se a adoração aos deuses das nações vizinhas sob qualquer símbolo fosse apropriada; e, além disso, adoravam as próprias imagens e símbolos (por exemplo, a serpente de bronze, 2 Rs 18.4).
A história da idolatria entre os hebreus começa com o relato do roubo - por parte de Raquel - dos ídolos do lar que pertenciam a Labão (Gn 31.19), que eram provavelmente estatuetas de deuses da família. Estes naturalmente não eram considerados como o DEUS de Abraão e Naor (Gn 31.53). No entanto, Raquel pode não ter tido interesse pelos ídolos do lar por motivos de adoração, porque descobertas em Nuzu indicam que com a posse de um ídolo do lar vinha a chefia da família. Ela pode ter tentado transferir a chefia patriarcal da família de seu pai para seu marido.
Os anos no Egito resultaram na fascinação de Israel pelos ídolos egípcios (cf. Js 24.14; Ez 20.7,8), e assim DEUS, por meio de Moisés, considerou imperativo desafiar os deuses do Egito (Nm 33.4). Durante a ausência de Moisés do acampamento ao pé do monte Sinai, os israelitas clamaram por alguma representação visível de Jeová (Ex 32.1). Somente uma mente completamente acostumada ao profundo respeito prestado aos touros sagrados do Egito poderia inventar uma representação tão estranha de Jeová (Êx 32.4). As pessoas que não estivessem familiarizadas com essa prática egípcia não poderiam ter respondido tão prontamente como fizeram esses israelitas. A festa que Arão proclamou para Jeová (Êx 32.5), que resultou no povo cantando e dançando nú diante do ídolo (32.6,18,19,25), era como a festa de Ápis; isto levou o povo à indecência — de uma forma pública ou privada (a palavra “divertir-se” ou “folgar”, saheq, em 32.6 implica em gestos ou atos sexuais; cf. “acariciava”, Gênesis 26,8). Portanto, a grande ira do Senhor e de Moisés é compreensível (32.4,8). Arão chamou ao bezerro de Senhor (32.5), mas representá-lo desse modo era idolatria (Sl 106.19,20).
Houve uma apostasia temporária em Sitim quando os homens de Israel, cedendo aos encantos das filhas de Moabe, deram lugar ao baalismo (Nm 25).
Ao entrar na Palestina, Israel teve contato com várias formas de idolatria. E embora tivessem recebido ordens expressas para destruir todos os ídolos (Dt 12.2,3), a ordem não foi obedecida integralmente em todos os casos (Jz 2.12,14).
O pai de Gideão havia levantado ou tomado posse de um altar a Baal, o qual Gideão foi obrigado a destruir (Jz 6.25-32). O éfode de Gideão pode ter sido uma oferta de voto a
Jeová, mas ele tornou-se um laço para todo o Israel, bem como para toda a sua casa (Jz 3.27). Assim que Gideão morreu, Israel retomou à sua adoração idólatra a “Baal- Berite” (Jz 8.33; 9.4). O episódio de Mica em Juízes 17 e 18 revela evidências de uma idolatria secreta por parte de muitas pessoas (Jz 17.1-6). Neste caso, um levita de todo o povo torna-se um sacerdote de imagens (cf Dt 27.15). Samuel, ao assumir o oficio de juiz de Israel, considerou necessário repreender o povo pela posse de deuses estrangeiros (1 Sm 7.3,4). Salomão já havia estabelecido o cenário para uma grande apostasia e idolatria por sua importação de tantas esposas estrangeiras, e com elas as suas respectivas formas de adoração pagã, cada uma com seu falso deus. Havia Astarote dos sidônios, Quemos dos moabitas, Milcom dos amonitas, só para citar alguns. Três dos cumes do monte das Oliveiras foram coroados com postes-ídolos para essas divindades, respectivamente, e o quarto ficou conhecido como o monte da corrupção (1 Es 11.5-8; 2 Rs 23.13,14). O filho de Salomão, Roboão, tinha uma mãe amonita, cuja religião introduziu algumas das piores características de idolatria licenciosa (1 Rs 14.21-24). Jeroboão, recém-saído de seu exílio no Egito, erigiu touros sagrados em homenagem a Jeová em Dã e Betel (1 Rs 12.26-33). Na prática, porém, a adoração parece ter sido dirigida aos animais de ouro ao invés de ser oferecida ao próprio Senhor (cf. Am 4.4,5). Esta adoração aos bezerros é tratada por Oséias como o “pecado de Israel” (Os 10.5-8). Um dos maiores promotores da idolatria na história hebraica foi o rei Acabe, influenciado por sua esposa, a princesa sidônia Jezabel (1 Rs 21.25,26). Ele não só construiu um templo e um altar para o Baal dos sidônios - Melcarte, como se envolveu na perseguição ativa aos profetas de Jeová (1 Rs 16.31-33). Diante dos profetas de Baal e Aserá, Elias proclamou seu famoso discurso em defesa do DEUS verdadeiro (1 Rs 18). A história do Reino do Norte então se toma, sucessivamente, com cada um de seus reis, um restabelecimento do pecado de Jeroboão. Isto veio a ser conhecido como o “caminho dos reis de Israel” (2 Rs 16.3; cf. 17.7-18). Assim houve uma longa linhagem de apóstatas reais na nação de Israel, o que não cessou até a conquista daquele reino pelos assírios. Um propagador da idolatria no Reino do Sul foi o rei Acaz. Ele construiu um altar de acordo com o modelo que havia visto em Damasco, bem no local do altar de bronze do Templo judeu (2 Rs 16.10-15). Também fez seu filho passar pelo fogo (2 Rs 16.3) e ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco (2 Cr 28.23). Um dos reinados mais longos e mais idólatras em Judá foi o do ímpio Manassés, que, embora tenha se voltado para o Senhor pouco antes de sua morte (2 Cr 33,10-17), não pôde desfazer os resultados de uma vida de apoio a encantamentos, adivinhações, feitiçaria, profanação dos pátios do Templo com altares às divindades astrais e uma imagem de Aserá no Lugar SANTO (2 Rs 21.1-9; Jr 32.34). Consequentemente, pouco antes de seu arrependimento e morte, seu próprio filho restaurou os altares de Baal e as imagens de Aserá. Contudo, como nos dias de Elias no Reino do Norte (1 Rs 19.18), também durante os reinados dos reis ímpios de Judá DEUS parece ter conservado um remanescente justo que se recusou a dobrar os joelhos diante de Baal. O tipo de idolatria mais deplorável era aquele dirigido pelos falsos profetas, que como líderes da apostasia juntaram-se a sacerdotes corruptos (2 Rs 23.5) e profetizavam por Baal e seguiam “coisas de nenhum proveito”, isto é, ídolos desprovidos de qualquer poder (Jr 2.8, cf. 2 Cr 15.3). Parece ter havido algumas tentativas de adorar ao DEUS verdadeiro sob imagens idólatras e uma contaminação da verdadeira adoração com rituais idólatras (2 Rs 17.32; 18.22; Jr 41.5). Naturalmente, o casamento com pessoas oriundas de nações idólatras era quase sempre o primeiro passo em direção à idolatria (Êx 34,14-16; Dt 7.3,4; Ed 9.2; 10.18; Ne 13.23-27). Ezequiel descreve um recinto de imagens em Jerusalém (Ez 8.7-12) que era sem dúvida alguma proveniente do Égito. A serpente de bronze parece ter se tomado um ídolo, e o povo lhe oferecia incenso (2 Rs 18.4). Até mesmo a adoração a Moloque foi algumas vezes restaurada (2 Rs 17.17), embora a prática de lançar seus filhos ao fogo fosse basicamente revoltante para a mente do povo hebreu. O exílio babilônico veio como uma repreensão direta à idolatria do povo hebreu (Jr 29.8- 10), como DEUS havia prevenido nos dias de Ezequias (Is 39.6). Nos tempos pós-exílicos, especialmente sob o governo de Alexandre e seus sucessores, os judeus mais uma vez depararam com a questão da idolatria (1 Mac 1.41-50,54-64). É bom lembrar, para crédito deles, que muitos judeus desse tempo escolheram a morte ao invés da idolatria (1 Mac 2,23-26,45-48). Mais tarde, a águia de ouro de Herodes, colocada acima de uma das portas do santuário, provocou uma tempestade de protestos (Josefo, Ant, xvii.6.3).
A Avaliação do Novo Testamento
Os primeiros cristãos inevitavelmente entraram em contato com a idolatria gentílica (At 17.16). Assim, eles freqüentemente tinham que encarar questões relacionadas aos alimentos e à carne oferecida aos ídolos durante as festividades (At 15.20; 1 Pe 4.3; Ap 2.14,20), especialmente em Corinto (1 Co 8; 10). Idólatra é o nome dado àquele que adora deuses pagãos e ídolos pessoais no NT (1Co 5.10,11; 6.9; 10.7; Ap 21.8; 22.15). A idolatria é especificamente equiparada à cobiça, que faz do dinheiro um deus, e torna o homem infiel em sua mordomia (Mt 6.24; Lc 16.13; Cl 3.5; Ef 5.5). As advertências contra a concupiscência maligna certamente não se referem apenas à idolatria no ambiente dos primeiros cristãos, mas também à nossa era, que é obcecada por sexo (Gl 5.19,20; Fp 3.19; cf. Rm 16.18). A fonte da idolatria é nasieamente um coração impuro e uma vontade impura (Rm 1.21). Paulo concorda com Isaías quando diz que o homem degenerou-se no paganismo ao invés de se desenvolver e abandoná-lo (cf. Rm 1; Is 44). Portanto, ele ordena que os cristãos fujam da idolatria (1 Co 10.14). João faz a mesma advertência (1 Jo 5.21).

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HERESIA

DICIONÁRIO Strong Português - HERESIA - αιρεσις - hairesis - Lê-se péressis
1) ato de pegar, capturar: p.ex. atacando uma cidade
2) escolha
3) aquele que é escolhido
4) um grupo de homens escolhendo seus próprios princípios (seita ou partido) 
4a) dos saduceus 
4b) dos fariseus 
4c) dos cristãos
5) dissensões originadas da diversidade de opiniões e objetivos


hairesis αιρεσις - Facções - Lê-se péressis - Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
B, Mar.: partidos: P: partidarismo; BLH: grupos; ARC: heresias; ARA: facções; BJ: divisões; NEB: intrigas partidárias.
A palavra em português: heresia, é, para todos os fins práticos, uma transliteração da palavra grega hairesis. Em nossa língua, “heresia” e uma palavra com um significado distintivamente mau; denota uma crença contraria a ortodoxia e a sã doutrina. Mas em grego hairesis não e necessariamente uma palavra má, porque significa ou um ato de escolher, ou uma escolha. No AT grego pode ser usada, por exemplo, para a escolha de uma dádiva como oferenda a DEUS (Lv 22.18);  e pode ser usada para um propósito ou um plano, um curso escolhido de ação.  Na LXX esta escrito que Simeão e Levi realizaram seu propósito iníquo (Gn 49.5). No NT a palavra denota mais comumente um grupo de pessoas que pertencem a uma escola especifica de pensamento e ação e que sustentam um tipo de crença; como, poderíamos dizer, um grupo de pessoas que fizeram todas a mesma escolha. Destarte, e usada no sentido de um partido, como no caso do partido dos fariseus (Ato 15.5; 26.5); dos saduceus (Ato 5.17);  dos nazarenos (Ato 24.5); e duas vezes dos cristãos (Ato 24.14; 28.22). Em tais casos e comumente traduzida por “ seita” , mas não ha nenhuma implicação necessária de que seita e aquilo que agora chamaríamos de uma seita herética; e simplesmente um grupo de pessoas que escolheu o mesmo modo de crer e de viver. Logo, quando hairesis atinge esta etapa de significado, por causa daquilo que e a natureza humana, sua degeneração adicional torna-se quase inevitável, porque passa, então, a significar uma escolha de crença, e talvez também de conduta, que separa o homem da comunidade da qual faz parte; e então que a palavra vem a significar “heresia” no significado moderno do termo.  Nesta passagem, não é tanto a heresia que está em epígrafe quando a divisão interna da Igreja em grupos e partidos, mediante a qual a harmonia eclesiástica é destruída. O uso mais significativo da palavra acha-se em 1 Co 11.19. Ali, Paulo esta repreendendo os cristãos de Corinto pela sua má conduta a mesa do Senhor. Na Igreja antiga, duas coisas eram combinadas; havia a Ágape, ou a Festa do Amor, e o próprio sacramento da Ceia do Senhor. A Festa do Amor era uma parte muito bela da vida da Igreja primitiva. Era uma refeição em comum onde todos os cristãos se reuniam no Dia do Senhor. Para vermos o quadro corretamente, devemos nos lembrar de que naquele tempo a Igreja não tinha edifícios próprios, e que os grupos cristãos se reuniam nas salas das casas comuns. Para esta refeição em comum, cada um trazia o que podia, e isto era repartido entre todos em comunhão amorosa. Bem provavelmente, em muitos casos, esta seria a única refeição razoável que o escravo comia no decurso da semana. Em Corinto, ao invés de se sentarem como grupo unido, compartilhando da comunhão, os membros do grupo estavam divididos em grupinhos e seções, haurísseis (a forma plural da palavra), e, ao invés de compartilharem de tudo quanto tinham numa reserva comum, cada partido dentro do grupo maior guardava para si aquilo que trouxera, e o resultado era que uns tinham pouquíssima coisa, ao passo que outros tinham em abundancia. Aquilo que deveria ter sido uma só união harmoniosa com participação e amor, foi dividido em pequenos fragmentos egoístas, exclusivistas e auto-suficientes. E isto que Paulo chama de hairesis. E a unidade da Igreja que se fragmenta em grupinhos que fecham seu circulo para todas as demais pessoas que não são seus próprios aderentes. Uma Igreja fragmentada não e uma Igreja de modo algum; um grupo cujo circulo esta fechado certamente não e um grupo cristão. Se alguém considera que sua posição social e algo que o separa de outras pessoas de uma posição social diferente, não começou nem a ter o menor vislumbre do significado do cristianismo. Há uma enorme diferença entre crer que temos razão e crer que todas as demais pessoas estão erradas. A convicção inabalável é uma virtude crista; a intolerância inexorável e um pecado. Ha muitos outros caminhos para DEUS e que são diferentes do caminho que nos percorremos. Aqui, mais uma vez, a mesma advertência e desafio nos são apresentados. Ninguém negara que a Igreja deve muita coisa aqueles que tiveram a coragem e a convicção de resistirem sozinhos; mas a verdade permanece: o homem deve examinar-se a si mesmo com cuidado, se descobrir que sua chamada piedade e sua crença escolhida o separam do seu próximo, porque o cristianismo nunca tencionou dividir os homens, mas uni-los, e, se reivindicarmos o direito de escolher por nos mesmos, devemos conceber o mesmo direito aos outros. O amor cristão deve ainda ser capaz de amar aqueles com cuja crença e conduta ele não pode concordar.


“Heresias” (gr. hairesis) - Bíblia de Estudo Pentecostal - BEP - CPAD - i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1 Co 11.19).
2 Pedro 2.1 ENTRE VÓS HAVERÁ TAMBÉM FALSOS MESTRES O ESPÍRITO SANTO adverte repetidas vezes nas Escrituras que surgirão muitos falsos mestres dentro das igrejas. As advertências a respeito de mestres e líderes introduzindo heresias no meio do povo de DEUS foram feitas antes por JESUS (ver Mt 24.11 .; 24.24,25), e o ESPÍRITO SANTO continuou advertindo através de Paulo (ver 2 Ts 2.7; 1 Tm 4.1 .; 2 Tm 3.1-5), de Pedro (vv. 1-22), de João (1 Jo 2.18; 4.1; 2 Jo 7,11), de Judas (Jd 3,4,12,18) e das cartas de CRISTO às sete igrejas (ver Ap 2.2,6)
2.1 NEGARÃO O SENHOR QUE OS RESGATOU. De conformidade com Pedro, os falsos mestres dentro da igreja que estavam "negando (gr. arneomai = repudiar ou renunciar) o Senhor que os resgatou" tinham abandonado o caminho certo e se desviado (v. 15), tornando-se "fontes sem água" (v. 17). Antes, eles tinham se livrado da maldade do mundo, mediante JESUS CRISTO, mas agora voltaram a emaranhar-se no pecado (v. 20).
2.2 SERÁ BLASFEMADO O CAMINHO DA VERDADE. Muitos crentes professos seguirão esses falsos pregadores, com suas "dissoluções" (i.e., imoralidades sexuais). Por causa da vida pecaminosa desses líderes e seus seguidores, DEUS e seu evangelho serão infamados (ver 2 Tm 4.3,4).
2.3 POR AVAREZA... PALAVRAS FINGIDAS. Os falsos mestres comercializarão o evangelho, sendo peritos na avareza e em conseguir dinheiro dos crentes, a fim de promover ainda mais seus ministérios e seus modos luxuosos de vida. (1) Os crentes devem estar a par de que um dos métodos principais dos falsos ministros é usar "palavras fingidas", ou seja, contar histórias impressionantes, mas inverídicas, ou publicar estatísticas exageradas a fim de motivar o povo de DEUS a contribuir com dinheiro. Glorificam a si mesmos e promovem seu próprio ministério com esses relatos inventados (cf. 2 Co 2.17). Deste modo, o crente sincero, mas desinformado, torna-se um objeto de exploração. (2) Pelo fato de esses obreiros profanarem a verdade de DEUS e fraudarem o seu povo com sua cobiça e engano estão destinados à perdição e à destruição.
2.4 ANJOS... HAVENDO-OS LANÇADO NO INFERNO. Provavelmente, trata-se dos anjos que se rebelaram juntamente com Satanás, contra DEUS (Ez 28.15 .), e tornaram-se os espíritos maus referidos no NT. As Escrituras não explicam por que uns espíritos malignos estão em cadeias, enquanto outros estão livres para agir com Satanás na terra (cf. Jd 6)
2.8 AFLIGIA... A SUA ALMA JUSTA. Uma característica principal do homem de DEUS é que ele ama a justiça e detesta a iniqüidade (ver Hb 1.9 .). Sua alma se angustia e se aflige (vv. 7,8) pelo pecado, imoralidade e impiedade reinantes no mundo (ver Ez 9.4 .; Jo 2.13-17; At 17.16).
2.9 LIVRAR... OS PIEDOSOS. O modo de Ló reagir ante a iniqüidade e imoralidade ao seu redor (v. 8) tornou-se uma prova que determinou, tanto o seu próprio livramento, quanto seu destino na eternidade. (1) DEUS livrou Ló porque este rejeitava o mal e sentia repugnância na sua alma, diante "da vida dissoluta dos homens abomináveis" (v. 7). (2) Quando CRISTO voltar para levar seu povo (ver Jo 14.3 .) e manifestar a sua ira sobre os ímpios (3.10-12), Ele levará para si mesmo a sua igreja visível que, por causa da sua fé nEle e do seu amor por Ele, é, aqui, como Ló, afligida pela conduta carnal, pela vida imoral e pelos demais pecados clamorosos da sociedade ao seu redor. (3) DEUS sabe como libertar seus servos fiéis do meio ambiente imoral e corrupto, em cada geração (cf. Mt 6.13; 2 Tm 4.18; Ap 3.10)
2.10 DESPREZAM AS DOMINAÇÕES... AS AUTORIDADES. Pedro fala das pessoas ímpias e imorais que, como os homossexuais de Sodoma (v. 8; cf. Gn 19.4-11), desprezam todos os tipos de autoridades que refreiam o mal, inclusive CRISTO e sua Palavra.
2.15 CAMINHO DE BALAÃO. Trata-se do amor às honrarias pessoais e aos ganhos materiais, às expensas do povo de DEUS (cf. Nm 31.16; Ap 2.14; ver Nm 25.2 .). Pedro enfatiza que a imoralidade sexual, o amor às honrarias e a cobiça por dinheiro, caracterizam esses falsos mestres e pregadores.
2.16 FALANDO COM VOZ HUMANA. Pedro claramente crê nos milagres relatados no AT. Hoje, críticos auto-eleitos dentro da igreja zombam com arrogância dos milagres registrados na Palavra de DEUS e consideram sem cultura e ingênuo quem neles acredita. O verdadeiro filho de DEUS, no entanto, crê em DEUS e aceita todos os milagres da Bíblia. Crê, também, que DEUS realiza milagres hoje em resposta às orações e à fé dos seus (ver Jo 6.2).
2.19 PROMETENDO-LHES LIBERDADE. O espírito de anarquia, prometendo liberação das restrições justas, predominará com altivez na sociedade e na igreja, nos últimos dias, antes da vinda de CRISTO (ver 1 Tm 4.1 .; 2 Tm 3.1). Os padrões morais imutáveis de DEUS serão considerados antiquados e tidos como simples restrições legalistas à liberdade pessoal, à autodeterminação e à felicidade dos seres humanos. À medida que os homens e mulheres se auto-elegem como autoridades máximas neste campo, tornam-se escravos da corrupção moral (v. 19b; ver Rm 1.24,27).
2.20 ESCAPADO... FOREM OUTRA VEZ ENVOL-VI-DOS. Os versículos 20-22 claramente mostram que alguns dos falsos mestres foram anteriormente redimidos do poder do pecado, e depois perderam a salvação (cf. vv. 1,15).

CARACTERÍSTICAS DESSES FALSOS MESTRES -  Comentário Bíblico Moody
13. Eles se regalam nas suas próprias mistificações. Pedro fala de um abuso da sociabilidade cristã. Sempre ávidos de um bom jantar, eles transformam essas ocasiões em oportunidade para uma alegria imprópria e persistentes ensinamentos falsos. A referência que Judas faz às refeições em comum que os cristãos realizavam nas "festas de amor" (lit., "vosso amor" ou "ocasiões de amor" (Santa Ceia), Judas 12) apresenta um padrão completamente diferente.
14-16. Tendo olhos cheios de adultério. Aqui está um quadro da instabilidade moral que encontra na igreja de hoje uma enorme constatação.
Tendo coração exercitado na avareza . . . seguindo pelo caminho de Balaão. É coisa sabida que a avidez pela remuneração financeira e o desejo de dirigir uma igreja grande e popular tem levado muitos profetas modernos a abandonar o caminho direito e a seguir o caminho de Balaão. E mesmo nos círculos evangélicos, uma preocupação excessiva pelo lucro financeiro, ou falta de cuidado no uso dos fundos, tem invalidado a obra de alguns príncipes do púlpito cujas palavras eram irresistivelmente poderosas.
Um mudo animal de carga . . . refreou a insensatez. À luz dos resultados eternos, o triste desatino de tal perversão de propósito provoca o desprezo até dos mais simples. Lembre-se de que o jumento teve a permissão de ver aquilo que fugia à visão míope de Balaão, "o vidente" (Nm. 22:25).
17-19. Fonte sem água. A condenação básica da falsa doutrina é sua completa esterilidade espiritual. É este aspecto do movimento conhecido por "liberalismo religioso" que tem levado grande número de pessoas espiritualmente famintas a abandonarem igrejas friamente formais. Finalmente também deu lugar à deserção do "liberalismo" até pelos intelectuais e eruditos. Esta deserção, conhecida como a "neo-ortodoxia", é um movimento reacionário que, triste é dizer, continua negando a plena autoridade das Escrituras.
Prometendo-lhes liberdade ... escravos da corrupção. Os teólogos de meio século atrás bebiam sedentamente do intoxicante vinho da liberdade da autoridade das Escrituras e até mesmo de DEUS. Dizia o Prof. Walter Rauschenbusch, "A pior coisa que poderia existir para DEUS seria Ele permanecer um autocrata quando o mundo se dirige para a democracia. Ele seria destronado com os demais" (Theology of the Social Gospel, pág. 178). Dizia o Prof. Hugh Hartshome, "Nós já não seguimos os padrões éticos que emanam de autoridades estabelecidas, quer da igreja, do estado, da família, das convenções sociais, ou sistema filosófico" (Jour, of Ed. Soc., Dec., 1930, pág. 202). Atualmente a nação enfrenta uma tremenda colheita do crime e da delinqüência que prolifera. Os falsos mestres descritos por Pedro, foram eles mesmos exemplos da servidão espiritual (cons. Jo. 8:34).
20-22. Melhor lhes fora nunca tivessem conhecido. Este é um solene tributo da terrível responsabilidade da apostasia, e constitui uma advertência implícita aos crentes para permanecerem firmes.

AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Dicionário Bíblico Wycliffe. 4.ed. Rio de Janeiro:CPAD, 2009, Bíblia de . - Aplicação Pessoal, Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 2006, Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA:CPAD, 1999.
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  --  www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/  --
Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD, Manual Bíblico Entendendo a Bíblia, CPAD, Dicionário de Referências Bíblicas, CPAD, Hermenêutica Fácil e descomplicada, CPAD, Revistas antigas - CPAD
Tesouro de Conhecimentos Biblicos / Emilio Conde. - 2* ed. Rio de Janeiro:Casa Publicadora das Assembleias de DEUS, 1983
Wiesber, Comentário Bíblico. Editora Geográfica, 2008,
Champlin, Comentário Bíblico. Hagnos, 2001,
Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico "The Treasury of Scripture Knowledge"
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
Bíblia The Word
Bíblia SWord
Dicionário Strong Hebraico e Grego
Dicioário teológico - Claudionor Correa de Andrade
Enciclopédia Ilúmina
Obra da Carne e o Fruto do ESPÍRITO - William Barclay
Bíblia da Liderança cristã - John C Maxwell
Comentário Bíblico Wesleyano
Comentario Biblico Moody
Comentário Bíblico - John Macarthur - NT
Coleção Comentários Expositivos Hagnos - Hernandes Dias Lopes
Série Cultura Bíblica - Vários autores - Vida Novahttp://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-ocfe-1tr17-fidelidade-firmes-na-fe.htm

Betel ADULTO – 3º Trimestre de 2017 – 24/09/2017 – Lição 13 – A perseverança do discípulo de Jesus Cristo

Este post é assinado por: Cláudio Roberto TEXTO ÁUREO Lucas 8:15 15  e a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra,...

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