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02 junho 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 10 - Revista CPAD - JOVENS


As duas portas e os dois caminhos
04 de Junho de 2017

TEXTO DO DIA
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).


SÍNTESE
Seguir o fluxo é o comportamento normal e corriqueiro, porém, o discípulo é convidado a tomar o caminho da justiça do Reino.

TEXTO BÍBLICO

Mateus 7.13,14.
13 — Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
14 — E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

INTRODUÇÃO
Encaminhando-se para o final do Sermão do Monte, o Mestre agora inicia seu apelo e desafio à escolha da justiça do Reino (Mt 7.13-27). Trata-se de um momento decisivo, pois Jesus Cristo não convida as pessoas para se reunir em torno dEle e, posteriormente, em seu nome a fim de discutir, teoricamente, o que foi ensinado. O convite é à prática, e isso ninguém pode fazer por outro, antes é uma decisão individual que interpela a uma ou a outra opção, sem meio-termo, pois essa possibilidade não existe (Jo 14.6).

I. A METÁFORA DA PORTA E DO CAMINHO

1. Uma metáfora conhecida.
Desde os tempos do Antigo Pacto, a imagem dos dois caminhos é muito conhecida (Dt 11.26,28; 30.11-20; Sl 1.6; 119.29,30; Jr 21.8). Trata-se de um recurso linguístico apropriado para se demonstrar a impossibilidade de se andar, simultaneamente, nos dois caminhos, ou de se pensar que possa existir um “terceiro caminho”. O raciocínio é simples, se o caminhante está em um não pode, automaticamente, estar no outro. O uso do plural também é recorrente e abundante, mas de igual forma, há caminhos do Senhor e há caminhos da perdição, isto é, existem apenas dois tipos de caminho (Dt 8.6; 10.12; 19.9; 26.17; 28.9; 32.4; Jz 2.19; 5.6; 1Rs 15.26; 2Rs 17.13 etc.).

2. A metáfora da porta.
O Mestre utilizou a metáfora da porta para dizer aos seus discípulos que Ele era a “porta das ovelhas” (Jo 10.7) e reiterou: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo 10.9). A indicação é oportuna, sobretudo, se nos lembrarmos da lição passada que falou acerca de “bater” (Mt 7.7,8). Só se bate em uma porta, e essa porta que abre passagem para outra realidade, é o próprio Mestre e não algum conhecimento teórico de que alguns se acham proprietários (Lc 11.52). Quem se dirige a essa “Porta”, certamente encontrará a liberdade que procura (Jo 10.9).

3. A metáfora do caminho.
Jesus igualmente ensinou que Ele era o Caminho (Jo 14.6). O Mestre é a porta e o caminho que conduz ao Pai. Não existe qualquer subterfúgio ou atalho, é preciso comprometer-se em entrar por Ele, caminhar nEle e assim permanecer até o destino final (Mt 24.13).

Pense!
Diante da verdade de que só há dois caminhos, você saberia dizer em qual deles você está?

Ponto Importante
Como porta e caminho de acesso a Deus, Jesus está à disposição de todos que quiserem aceitá-lo, pois Ele não é propriedade de ninguém.

II. A PORTA LARGA E O CAMINHO DA PERDIÇÃO

1. A opção pela porta estreita.
Antes de apresentar a porta larga e ao que conduz o caminho espaçoso, o Mestre convida os discípulos a entrar “pela porta estreita” (v.13). Por quê?

2. Porta larga e caminho espaçoso.
Sob qualquer ângulo que se analisar, é muito mais fácil que, entre uma porta larga e outra estreita e entre um caminho espaçoso e outro apertado, o caminhante opte pelos primeiros (v.13). O “normal” é seguir a multidão que, pelo próprio “tamanho” da porta e a largueza do caminho, é a maioria. No ensinamento de Jesus, tais metáforas representavam a religiosidade oficial de Israel que, com todo o seu legalismo, era incomparavelmente mais “fácil” de seguir que a justiça do Reino (Mt 15.14; Lc 11.52).

3. O destino final da porta larga e do caminho espaçoso.
Não obstante, serem a porta larga e o caminho espaçoso mais convidativos, o destino final de ambos é trágico, pois “conduz à perdição” (v.13). Muitos, porém, ignorando o destino, valorizam a facilidade do trajeto. Isso porque, no momento da peregrinação, não há necessidade alguma de renunciar a nada, e a aceitação popular acaba falando mais alto. Todavia, ao final a perdição será eterna (Lc 12.4-12 cf. Mt 10.16-30).

Pense!
Entre uma porta estreita e outra larga, e entre um caminho espaçoso e outro apertado, quais são os mais fáceis de serem aceitos?

Ponto Importante
Considerando a estimativa de vida de uma pessoa, parece ser mais “fácil” decidir optar por ter “facilidades” nesta vida em relação a vida eterna.

III. A PORTA ESTREITA E O CAMINHO DA VIDA

1. A conformidade com a porta larga e o caminho espaçoso.
O convite só acontece em relação à porta estreita e o motivo é óbvio: o estar na vida leva as pessoas a seguirem pelo rumo mais fácil. Neste caso, o da porta larga e do caminho espaçoso que, visivelmente, é mais bem popular (v.13).

2. Porta estreita e caminho apertado.
São poucos os que decidem por entrar pela porta estreita e andar pelo caminho apertado (v.14). A justiça do Reino exige renúncia. Mesmo tendo razão, abrir mão de si em favor dos outros, amar os inimigos e não retribuir o mal, ser rejeitado até mesmo pela família por causa da fé e assim por diante (Mt 5.20; Lc 14.25-27,33; Jo 15.18-21; 16.1-3, etc.). Em outras palavras, abrir mão de seguir o fluxo para tornar-se discípulo exige uma decisão radical.

3. A vida plena como destino final dos que são discípulos.
Como o próprio caminho e também a vida (Jo 14.6), Cristo promete vida em abundância (Jo 10.10). Tal vida inicia-se aqui e prolonga-se até a eternidade (Jo 4.13,14). Por isso, o discípulo é informado acerca dos percalços que certamente serão encontrados durante o trajeto. Nesse caso, não há uma negação mágica prometida pela religiosidade retributiva, onde o certo é feito para se obter o bem e o errado evitado apenas para não se atrair o mal. Na perspectiva da justiça do Reino, o bem é realizado sem que haja nenhuma expectativa de retorno ou reciprocidade, mas sim porque a nova natureza leva-nos a agir assim (Mt 5.13-16). Só é possível viver dessa forma sob a égide do Reino (Mc 8.34-38; Lc 9.23-26).

Pense!
Embora seja a opção mais difícil, entrar pela porta estreita e andar no caminho apertado, é uma decisão consciente e radical. Você já a fez?

Ponto Importante
O caminho feito por Jesus Cristo — da rejeição popular e da aceitação e aprovação divinas — é o caminho que o discípulo deve também trilhar.

CONCLUSÃO
A mensagem do Mestre é clara e não permite devaneios linguísticos, quem quiser segui-lo o fará através da passagem por uma porta estreita e da permanência em andar em um caminho apertado. Já em seu tempo, relata-nos João em seu Evangelho, que “apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga” (Jo 12.42). Na verdade, informa-nos ainda o apóstolo do amor, tais pessoas não assumiram a fé no Mestre, “porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (Jo 12.43).

HORA DA REVISÃO

1. Muitas vezes Jesus ensinava através de figuras de linguagem. Ele se exemplificou como várias coisas em algumas oportunidades. Fale sobre as duas do tópico I.
A porta e o caminho.

2. No ensinamento de Jesus, o que significava as metáforas da porta larga e do caminho espaçoso?
No ensinamento de Jesus, tais metáforas representavam a religiosidade oficial de Israel que, com todo o seu legalismo, era incomparavelmente mais “fácil” de seguir que a justiça do Reino (Mt 15.14; Lc 11.52).

3. Por que é mais fácil adentrar a porta larga e andar no caminho espaçoso?
Porque no momento da peregrinação, não há necessidade alguma de renunciar a nada, e a aceitação popular acaba falando mais alto.

4. O convite de Jesus se dá apenas em relação à porta estreita. Por quê?
O convite só acontece em relação à porta estreita e o motivo é óbvio: o estar na vida leva as pessoas a seguirem pelo rumo que for mais fácil, neste caso, o da porta larga e do caminho espaçoso que, visivelmente, é mais numeroso e bem popular (v.13).

5. Na perspectiva do Reino, o que significam as metáforas da porta estreita e do caminho apertado?
Estar em Jesus e andar na presença dEle.http://marcosandreclubdateologia.blogspot.com.br
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