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22 julho 2017

Lição 4 - Diga não ao ritmo de vida deste mundo IV






ASSEMBLEIA DE DEUS - CAMPINA GRANDE/PB
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2017
Jovens: Tempo para todas as coisas: aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
COMENTARISTA: REYNALDO ODILO
COMENTARISTA: PROF. FRANCISCO DE ASSIS BARBOSA

LIÇÃO Nº 4 – DIGA NÃO AO RITMO DE VIDA DESTE MUNDO

...
INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito da preguiça — usar o tempo no minimum (do latim, que significa mínimo, “o menor de todos”), ativismo — usar o tempo no maximus (do latim, que significa máximo, “o maior de todos”) e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: “no passo do gado [...] e dos meninos” (Gn 33.14). [ Comentário: O tempo é algo precioso, há até um dito popular que reza: “tempo é dinheiro”. Saber usar adequadamente o tempo é primordial para as finanças, para a vida social e principalmente, para a vida espiritual – sabendo que para o crente não existe separação entre ‘profano e sagrado’, porque "... quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31). O crente é chamado a perceber e a viver a dimensão do tempo numa realidade cujo sentido deve ser mais pleno de significado, mais do que o simples suceder das horas e dos dias. O que deve marcar o ritmo do tempo para o crente é o seu encontro pessoal com Deus, Senhor do tempo e da eternidade.]Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?]
I. UMA VIDA QUE VALE A PENA
1. A verdadeira riqueza. Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C — 65 d.C) afirmava que “até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém”.
Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: “Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria. Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? [...]” (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13.46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes.[Comentário: Não devemos entender aqui uma defesa à pobreza ou condenação de projetos que nos alcem mais altos profissionalmente, ou que seja errado almejar uma vida digna. Em 1 Timóteo 6.10, Paulo escreve: “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. Para entender o que Paulo nos diz, devemos evitar dois erros: Primeiro, Paulo não diz que o dinheiro é a raiz de todos os males, mas sim que o amor ao mesmo. Segundo, não devemos negligenciar entender o porquê o amor ao dinheiro é declarado como sendo “a raiz de todos os males”. Afinal, de acordo com Gênesis 3.1-5, o pecado original, a raiz de todos os males, foi o desejo do homem de ser seu próprio deus e determinar o bem e o mal, a lei e a moralidade para si mesmo. Como isso está relacionado com o amor ao dinheiro? Observe que Paulo não diz que o amor à riqueza é a raiz de todos os males. Riqueza tem várias definições. Um homem forte na fé é rico, pois tem riquezas que a maioria dos homens carece. Além disso, no decorrer da história, a riqueza tem sido definida em termos de uma família e clã forte. Em algumas culturas, um homem sem uma família não pode encontrar trabalho e é considerado como um criminoso, visto que não tem nenhuma família para avalizá-lo ou corrigir algum erro que cometa; um homem que deixa sua família em tal sociedade é um criminoso. Na esfera material, a maior forma de riqueza na história tem sido a terra. A terra fornece ao homem tanto um lar como uma fonte de alimento potencial. No decorrer dos séculos, um homem com terras era um homem livre. (Nossa estrutura de impostos colocou um fim nisso, e tal foi feito deliberadamente). Uma vez foi verdade que “a casa de um homem é o seu castelo”, e a terra de um homem era imune à intrusão. Em meu tempo de vida, mais que uns poucos vaqueiros do oeste mantinham que eles tinham o direito de atirar num invasor. O pensamento deles tinha raízes antigas. Paulo não fala contra nenhuma dessas formas de riqueza. Na verdade, essas são totalmente bíblicas em caráter. Por que ele escolheu o dinheiro? O dinheiro tem uma história curiosa. O dinheiro verdadeiro é ouro ou prata, enquanto moedas comuns e papel-moeda representam a falsificação estatista do dinheiro. Roma teve uma longa história de desvalorizar sua cunhagem. Por que o dinheiro era tão perigosamente mal aos olhos de Paulo? A raiz de todos os males é a vontade do homem de ser o seu próprio deus e seu próprio determinador da realidade, do bem, mal e tudo o mais. Extraído de ‘O Amor ao Dinheiro’ Rev. R. J. Rushdoony, Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto, disponível em: http://www.monergismo.com/textos/dizimos_ofertas/amor-dinheiro_rushdoony.pdf]
2. Definindo princípios. Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as “coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.2,3). [Comentário: Jesus diz: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12.15). Desde o início, sabemos que uma pessoa nunca deve ser obcecada por dinheiro. Contudo, dinheiro é o assunto sobre o qual muitas pessoas pensam constantemente, e elas avaliam a si mesmos e aos outros com base em suas riquezas. Certamente, as pessoas se preocupam com todos os tipos de coisas, tais como seus relacionamentos, seus filhos e sua saúde. Todavia, é verdade que muitas delas gastam muito ou até mesmo a maioria do seu tempo se preocupando com questões financeiras. Por outro lado, Jesus diz que “a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”, e pensar e se comportar de uma forma que seja contrário a isso pode ser uma indicação de ganância. Ele tinha muito mais o que dizer sobre o assunto do que isso, como o seguinte estudo de duas parábolas sobre riquezas mostrará. [...]Deus não é contra que tenhamos dinheiro, e realmente ele faz com que pessoas prosperem à medida que ele quer, mas ele quer que estejamos preocupados apenas com as coisas de Deus: Observem como crescem os lírios. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! Não busquem ansiosamente o que comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas. Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar-lhes o Reino. (Lc 12.27-32) Fonte: Vincent Cheung, The Parables Of Jesus, Capítulo 5. Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto felipe@monergismo.com, Cuiabá-MT, 31 de Agosto de 2005]
3. A importância do próximo. O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecer a relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: “Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”. Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas. [Comentário: Não podemos esquecer que nosso mundo tem regras que não podemos mudar. Antes, temos que nos adaptar a elas, mesmo que a contragosto. “Foste chamado sendo escravo? não te preocupes; mas se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade. Pois aquele que foi chamado no Senhor, mesmo sendo escravo, é um liberto do Senhor; e assim também o que foi chamado sendo livre, escravo é de Cristo” (1Co 7. 21-22), contudo, não podemos permitir que a cultura nos escravize e nos afaste de Deus (1Co 7.23-24). Filipenses 2.1-8 diz: "Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns estranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-Se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz". Quando Deus fez o ser humano segundo a sua imagem e semelhança, conferindo-lhe atributos, como espiritualidade, racionalidade e sociabilidade, instituiu-se no cenário histórico do Éden uma relação unilateral entre o Criador e as pessoas, as quais foram criadas para amá-lo sobre todas as coisas e se amarem mutuamente. Na perspectiva cristã, a relação alteritária, que hoje tem sido um valioso objeto de estudo para educadores, sociólogos, psicólogos e tantos outros cientistas sociais, teve início no ser de Deus, que sempre subsistiu num relacionamento Triúno, criando-nos para a relação mútua com tudo aquilo que nos cerca. Nesse sentido, é importante que estejamos sempre conscientes de que somos seres sociais e precisamos nos envolver com o outro, e constatar que, apesar dos sentimentos egoístas que conduzem as filosofias de um século materialista e hedonista, as pessoas podem experimentar de maneira limitada, a partir da graça comum, mudanças imperceptíveis e necessárias que acontecem no universo das relações humanas, produzindo, ainda que imperfeitamente, sombras da sensibilidade, solidariedade, acessibilidade, diálogo e respeito mútuo. ‘A importância do outro em nossa história’, Pr Emerson de Arruda, disponível em: http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=192]
Para continuar lendo este artigo baixe o anexo no link abaixo.
Fonte: https://www.slideshare.net/FranciscoBarbosa72/jovenslio-4-diga-no-ao-ritmo-de-vida-deste-mundo?from_action=save Acesso em 20 jul. 2017.
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