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08 outubro 2012

CPAD realiza 7º Congresso de Escola Dominical



Faculdade da CGADB emitirá aos participantes certificados com carga horária de 20h/a


CPAD realiza 7º Congresso de Escola Dominical
A Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) realiza nesta semana o seu 7º Congresso Nacional de Escola Dominical. O evento acontece entre os dias 10 e 13 de outubro, nas instalações do Centro de Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ). É mais um empreendimento da editora, que é comprometida com o ensino bíblico e a Escola Dominical. O evento terá plenárias, workshops, seminários e muito mais.

Nesta sétima edição, os participantes vão contar com o mesmo zelo na ministração da doutrina bíblica e de matérias de reciclagem para professores e superintendentes de ED, através de preletores munidos de importantes informações, destacando o conhecimento e a aprendizagem a fim de alcançar os objetivos propostos.

O início dos trabalhos será na quarta-feira (10), a partir das 9h. O culto terá início às 19h com a ministração da Palavra de Deus pelo  pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Os cadastros acontecerão apenas no período das 9h às 18h da quarta-feira. Tanto na quinta como na sexta, haverá duas plenárias no período da manhã, além de seminários e workshops à tarde e uma plenária à noite. No sábado, encerramento do Congresso das 9h às 11h, com duas outras plenárias e a ministração do pastor José Wellington Costa Júnior, presidente do Conselho Administrativo da CPAD.

Os certificados com cerca de 20 h/a (horas/aulas) serão expedidos pela Faecad, contando ponto para estudantes que precisam cumprir carga horária exigida pelas Instituições de Ensino Superior (IES) de frequência a cursos.

Os preletores são pastores Antonio Gilberto (RJ), Johnnie Moore  e Tommy Barnett (EUA), Claudionor de Andrade (RJ), Elienai Cabral (DF), César Moisés (RJ), Marcos Tuler (RJ), Eliezer Morais (RS), Jamiel Lopes (SP) e Esdras Bentho (RJ); o diretor da CPAD, Ronaldo Rodrigues de Souza (RJ); e os professores Marlene LeFever (EUA), Elaine Cruz (RJ), Newton Cezar (RJ), Joane Bentes (PR), Telma Bueno (RJ), Helena Figueiredo (RJ), Siléia Chiquini (PR), Anita Oyaizu (SP).

Mais informações, clique aqui.


Por Eduardo Araújo / Mensageiro da Paz

Marta Costa é reeleita vereadora em São Paulo



Vereadora recebeu mais de 32 mil votos na capital paulista



Marta Costa é reeleita vereadora em São Paulo
A candidata Marta Costa (PSD) foi eleita neste domingo (7) vereadora para a Câmara de São Paulo com 32.914 votos. Marta tem 55 anos é casada com Luiz Junior e filha do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil e do Ministério do Belém.

A vereadora é membro da Assembléia de Deus e coordenadora do Departamento Infantil do ministério do Belém SP.
     
Marta Costa, vem atuando, há vinte anos na esfera política. Formada em Letras e Administração de empresas é Fiscal concursada do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, onde atuou fiscalizando as contas públicas de cidades e prefeitos.
     
Em 2004 foi indicada pelos Pastores da Igreja Evangélica Assembléia de Deus para ser a candidata da Igreja à vereadora na cidade de São Paulo sendo eleita com a expressiva votação de 35.989 votos.
     
Em 2008 reconhecendo o trabalho realizado, 39.159 pessoas reconduziram a vereadora para mais um mandato na Câmara Municipal de São Paulo.
     
Em 2010 Marta Costa foi convidada pelo partido para compor a chapa do candidato Aloysio Nunes candidato ao Senado da República como sua suplente,candidatura vencedora com a maior votação do Brasil.


Fonte: Creio

Falece pastor Elyzeu Queiroz, aos 102 anos



Ele foi pioneiro da Assembleia de Deus no interior de São Paulo



Falece pastor Elyzeu Queiroz, aos 102 anos
Faleceu nesta segunda-feira, com quase 102 anos (que seriam completados em novembro), o pastor Elyseu Queiroz de Souza, ex-líder da Assembleia de Deus em Jundiaí (SP), escritor, articulista de periódicos da CPAD e pioneiro de igrejas Assembleias de Deus no interior de São Paulo.

Ele nasceu em 22 de novembro de 1910, na cidade de Água Branca (atual Delmiro Gouveia), no Estado de Alagoas, filho de Pedro Queiroz de Souza e Ana Maria de Queiroz. Casou-se com Eunice Cavalcante Queiroz, com quem teve sete filhos: Sônia (in memorian), Rubens, Helenice (in memoriam) Eliseu Sérgio, Joel, Jaziel e Elizabete. Sua esposa faleceu em 1991.

Pastor Elyzeu aceitou a Jesus lendo sozinho um exemplar da Bíblia da biblioteca de seu irmão, o jornalista Sérgio Queiroz, falecido no Rio de Janeiro vítima de um atropelamento. De volta a Delmiro Gouveia, o alfaiate Raimundo Alencar o levou a dar testemunho público de sua conversão a Cristo em uma Assembleia de Deus, em 1935. Novo convertido, tornou-se um grande evangelizador em sua cidade, tendo sido perseguido em Alagoas pelo Frei Damião. 
Em 1939, mudou-se para Marília (SP), ajudando na formação da Assembleia de Deus naquela cidade.

Foi ordenado pastor em 13 de outubro de 1950, pelo pastor Cícero Canuto de Lima, então líder da Assembleia de Deus no Belenzinho (SP). Fundou uma AD em Votuporanga (SP) e, em 1961, assumiu o pastorado da AD em Jundiaí (SP), onde permaneceu até 23 de março de 1996, quando foi jubilado como presidente de honra da igreja, sendo substituído na liderança pelo pastor Esequias Soares, presidente da Comissão de Apologética da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Nessa época, a AD em Jundiaí contava com 5 mil membros e 54 congregações. Foi secretário do Conselho Administrativo da CPAD de 1959 a 1962.

Seu corpo será velado no templo-central da AD em Jundiaí (SP), na Rua Fortunato Mori, 436, no Vianelo, onde acontecem dois atos fúnebres. O primeiro, hoje, às 20 horas; e amanhã, às 9 horas. O cortejo rumo ao cemitério Parque dos Ipês, sairá da igreja às 10 horas da manhã. 

Mais informações no telefone (11)4586-5878.


Redação CPADNews

Campanha de oração gera avivamento histórico no Paraguai



País experimenta um aumento sem precedentes no número de conversões


Campanha de oração gera avivamento histórico no Paraguai
Durante doze anos uma maratona de oração reuniu cristãos evangélicos no Paraguai. Foram vinte e quatro horas de oração ininterrupta, que envolvem milhares de pessoas de todas as denominações cristãs em 85 locais por todo o país. Essa é apenas uma evidência do reavivamento espiritual que está transformando aquela nação.

Todos os domingos, às seis horas da manhã, não importa a temperatura, seja inverno ou  verão, um grupo de pessoas se reúne para orar no alto da colina Lambaré. Este monte, localizado na periferia de Assunção, durante quase dois anos tornou-se um altar de oração para muitas famílias no Paraguai.

“Há grupos cristãos, igrejas e denominações que estão entendendo que o movimento de renovação espiritual pessoal, que atinge nossos vizinhos e o país como um todo, só ocorre através da oração. Contato pessoal, comunhão, um novo sentido de relacionamento com o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo e o compartilhar de sua Palavra. Eu não tenho dúvida nenhuma de que isso vai produzir um avivamento nacional que será uma bênção para todos”, diz Hugo Sanz, um líder da Igreja Adventista Central de Assunção.

Pessoas testemunham os milagres que ocorreram desde que eles começaram a orar, como pessoas que foram curadas sem explicação médica. Mas, acima de tudo, intercederam para que o Evangelho de Jesus Cristo chegue a todo o país, começando pelos governantes.

“Há um mandamento bíblico para orarmos pelas autoridades de nosso país e estamos clamando a Deus que esses homens sejam tomados por sabedoria divina e façam o melhor pelo nosso povo”, diz Zully Yegros, membro da mesma congregação.

Não por coincidência, pela primeira vez ocorreu no Paraguai um culto evangélico de ação de graças pela nação no Dia da Independência, 15 de agosto. O evento contou com a presença do presidente, Federico Franco, e outras autoridades do governo paraguaio.

Para o Pastor Walter Neufeld, que preside uma das maiores fundações cristãs do país, Deus está abrindo as portas para a evangelização, através do avivamento. “Houve grandes mudanças, porque se você lembrar, há sete anos, o Paraguai tinha de 2 a 3% de evangélicos. Números semelhantes aos de Cuba e do Uruguai. Nunca na história do nosso país tivemos um presidente que assistiu a cultos evangélicos. Nós nem podíamos entrar em instituições estatais. Hoje podemos fazer algo assim, livremente, com o apoio do Ministério da Educação e Cultura. Para mim todos estes são indicadores de uma recuperação espiritual”.

Apesar de não existirem estatísticas precisas sobre a porcentagem de evangélicos da população paraguaia, o fato é que as igrejas relatam um crescimento médio de 10 a 15% ao ano, com milhares de batismos em todo o país. Para o pastor Emilio Abreu, que lidera o Centro de Culto da Família, uma das maiores igrejas evangélicas do Paraguai, o avivamento atingiu os jovens de forma significativa.

Ele acrescenta a necessidade de “ajudar a nossa juventude, abrir suas mentes ungi-los, e capacitá-los a sair e conquistar a nação. Eles estão trazendo milhares de pessoas a Cristo. Todo  mês novas pessoas vêm para nossas igrejas e isso está crescendo. Agora vamos começar a invadir a mídia, vai ser um tsunami”, diz ele.

Porém, há um grande desafio para a igreja: incentivar o estudo profundo da Bíblia entre os seus líderes, para levar o Evangelho a todo o país. De acordo com o pastor Walter Neufeld, as pesquisas realizadas pelo Instituto Bíblico de Assunção indicam que uma grande porcentagem dos líderes das igrejas evangélicas de todo o país não teve nenhuma formação teológica.


Fonte: Gospel Prime

LIÇÃO 2, OSEIAS, A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS


LIÇÃO 2, OSEIAS, A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS
LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2012 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Os Doze Profetas Menores - Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de CRISTO.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Esequias Soares
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
Veja também http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/oseias1.htm  - Revista 2º Trimestre de 2002
 
 
TEXTO ÁUREO  
"Porque estou zeloso de vós com zelo de DEUS; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a CRISTO"  (2 Co 11.2).
 
 
VERDADE PRÁTICA 
O casamento de Oseias ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de DEUS.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Is 54.5 DEUS se apresenta a Israel como um marido
Terça - Jr 2.2 A união de marido e mulher é uma figura do relacionamento entre DEUS e Israel
Quarta - Mt 25.1 O Senhor JESUS compara o cortejo nupcial a sua vinda
Quinta - Sl 45.9-11 O resplendor do casamento real ilustra a beleza e a pureza da Igreja
Sexta - Hb 13.4 O casamento deve ser honrado por todos
Sábado - Ap 19.7 O encontro de CRISTO com a Igreja é comparado a um casamento
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Oseias 1.1, 2;  2.14-17,  19, 20
Oseias 1.1 Palavra do SENHOR que foi dita a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel. 2 O princípio da palavra do SENHOR por Oséias; disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.
Oseias 2.14 Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. 15 E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito. 16 E acontecerá naquele dia, diz o SENHOR, que me chamarás: Meu marido e não me chamarás mais: Meu Baal. 17 E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória.
Oseias 2.19 E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.
Oseias 2.20 E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR.
 
1.2 VAI, TOMA UMA MULHER DE PROSTITUIÇÕES. O relacionamento entre DEUS e Israel é freqüentemente comparado a um contrato matrimonial (e.g., Is 54.5; Jr 3.14; cf. Ef 5.22-32). "Desviando-se do Senhor", a fim de adorar aos ídolos, Israel foi considerado por DEUS como um caso de infidelidade ou prostituição espiritual. O casamento de Oséias deveria ser, portanto, uma lição prática para o infiel Reino do Norte. Há forte probabilidade de que Gomer não fosse prostituta por ocasião do seu matrimônio, tendo posteriormente se voltado ao adultério e à imoralidade, talvez como prostituta no templo de Baal. Ao abandonar o Senhor, ela não somente foi levada à
adoração falsa, mas também ao rebaixamento dos padrões morais. Hoje se pode ver o mesmo padrão de vida imoral sempre que o povo de DEUS se desvia da genuína dedicação ao Todo-poderoso (ver Pv 5.3).
1.4 VISITAREI O SANGUE DE JEZREEL. O mais provável é que este versículo se refira à matança dos setenta filhos de Acabe, executada por Jeú (2 Rs 10.1-8). Embora fosse elogiado por ter trazido o justo juízo de DEUS à família de Acabe, Jeú portara-se com demasiada severidade (2 Rs 10.30,31).
1.4 FAREI CESSAR O REINO DA CASA DE ISRAEL. DEUS não demoraria para trazer juízo e destruição ao Reino do Norte. É provável que Oséias tenha vivido até ver cumprida esta profecia, em 722 a.C., quando os assírios conquistaram Samaria, deportaram cerca de dez por cento da população, e tornaram os demais habitantes parte de uma mera província assíria.
1.6 EU NÃO ME TORNAREI MAIS A COMPADECER. O nome "Lo-Ruama" (lit., "não é compadecida" ou "ela não recebe compaixão e amor") significa que DEUS, em sua santidade, declarara ter chegado a hora de cessar a sua longanimidade, e acionar a sua justiça. O juízo finalmente teria de vir contra o povo pecaminoso e rebelde.
1.7 E OS SALVAREI. O Reino do Sul (Judá) não seria destruído na mesma ocasião que o Reino do Norte -(Israel). Em virtude de o rei Ezequias estar conduzindo sua nação pelo caminho da fé e do arrependimento, o Senhor os salvaria naquela ocasião (2 Rs 19.32-36; Is 37.36). O reino de Judá perduraria ainda por 136 anos.
1.9 NÃO SOIS MEU POVO. Acredita-se que o terceiro filho de Gomer, um menino chamado "Lo-Ami" (que significa "não meu povo"), não fosse de Oséias. O nome da criança simbolizava a quebra do relacionamento pactual em conseqüência da contínua rebeldia contra DEUS mediante a idolatria. O povo do Reino do Norte já não poderia esperar que DEUS o abençoasse e o livrasse de seus adversários. Oséias estava aprendendo, através de sua própria angústia, sobre como se achava o coração de DEUS por causa dos pecados de seu povo.
1.10,11 ISRAEL SERÁ COMO A AREIA DO MAR. A rejeição do Reino do Norte como nação separada não significava que DEUS se esqueceria de sua promessa a Abraão, Isaque e Jacó, a respeito da terra e da nação. Apesar de Israel haver pecado, DEUS restauraria o seu povo à condição de filhos. Ele reuniria as doze tribos para formar uma única nação sob um único líder. A promessa de reunificação anuncia o Messias vindouro.
1.11 GRANDE SERÁ O DIA DE JEZREEL. Jezreel significa "DEUS espalha". E, aqui, tal nome é empregado num sentido ligeiramente distinto daquele que aparece no versículo quatro. DEUS espalharia o seu povo (v. 4), mas posteriormente o recolheria das terras para onde havia sido espalhado, e o semearia de novo na terra que lhe pertencia, assim como o agricultor esparge as sementes no solo devidamente preparado.  
 
 
À MESA COM OSÉIAS - INSTRUMENTOS DE DEUS
Quando o Senhor começou a falar por meio de Oséias... (Os 1.2)
A BOCA QUE TORNA a Palavra audível pode ser humana (às vezes pode ser animal, como no caso da jumenta de Balaão), mas a Palavra é de Deus e não do homem. Deus fala por meio de Oséias, por meio de Ageu (Ag 1.1), por meio de Malaquias (Ml 1.1). Por meio dos cinco profetas maiores e por meio dos doze profetas menores. Mas, desde os tempos remotos até hoje, nem todos que se dizem profetas falam da parte de Deus. Esse é um dos problemas mais complicados da história do povo de Deus, da história religiosa.
É loucura deixar de ouvir um profeta por meio de quem Deus fala. É loucura dar ouvidos à voz de um profeta por meio de quem Deus não fala. Há profetas verdadeiros e profetas falsos. O profeta verdadeiro pode ser um
homem simples, mas fala da parte de Deus. O profeta falso pode ser um crânio, mas não fala da parte de Deus. É o tal dilema entre o trigo e o joio, que exige uma dose muito grande de responsabilidade da parte do ouvinte.
Geralmente o falso profeta fala aquilo que queremos ouvir e não aquilo que precisamos ouvir.
 
Nunca mais vou ouvir a voz de um profeta que se coloca aos meus pés para me servir!
 
POR CAUSA DO MASSACRE
Castigarei a dinastia de Jeú por causa do massacre ocorrido em Jezreel (Os 1.4)
O MASSACRE OCORREU lá pelo ano 841 antes de Cristo. Foi massacre mesmo. Jeú fez muito além do que era para fazer. Ultrapassou os oráculos de Elias (1 Rs 21.21-24) e a ordem de Eliseu (2 Rs 9.7-10). Em Jezreel, “Jeú matou todos os que restavam da família de Acabe [...], bem como todos os seus aliados influentes, os seus amigos pessoais e os seus sacerdotes, não lhe deixando sobrevivente algum” (2 Rs 10.11). Depois, o rei de Israel ainda matou 42 parentes de Acazias, rei de Judá, em Bete-Equede dos Pastores, e muitos outros em Samaria (2 Rs 10.12-36). O pior é que Jeú não era coerente: eliminou a adoração a Baal, mas manteve a adoração aos bezerros de ouro (2 Rs 10.28,29). O fim da dinastia de Jeú aconteceu no trigésimo nono ano do reinado de Uzias, rei de Judá (752 a.C.), cerca de 110 anos depois do fatídico massacre e pouco depois da profecia de Oséias. Nesse tempo, um tal de Salum derrubou Zacarias, o último descendente de Jeú, e tomou posse do governo de Israel (2 Rs 15.8-16).
 
Obrigo-me a fazer a medida certa da vontade de Deus; nem menos nem mais!
 
O ARCO QUEBRADO
Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel (Os 1.5).
QUANDO A PEÇA DE MAIOR valor se quebra, ficamos de pés e mãos amarrados. A peça de maior valor, a peça imprescindível, varia de uma pessoa para outra, de uma época a outra, de uma circunstância a outra. Pode ser uma atiradeira, um conjunto de arco e flechas, uma espada, uma espingarda, um revólver, um lança-bombas. Como também pode ser uma dentadura, um veículo, um celular, um notebook. Qualquer apetrecho experimentado e continuamente usado, quando é quebrado, gera insegurança e até pânico. Significa perder o imperdível. Oséias se fez entender quando ameaçou: “Naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel”. Logo no vale de Jezreel, onde o arco de Israel havia provocado o famoso massacre de muitas dezenas de pessoas relacionadas com o rei Acabe. Nessa hora de arco quebrado, de dentadura quebrada, de carro quebrado, de celular quebrado, Deus nos deixa vazios, indefesos, humilhados e estáticos. Então começa a hora e a vez dele!
 
Não farei minha segurança girar em torno de meros apetrechos quebráveis!
 
AMOR E PERDÃO
Não mais mostrarei amor para com a nação de Israel, não a ponto de perdoá-la (Os 1.6)
QUAL É A RELAÇÃO entre amor e perdão? O que vem primeiro, o amor ou o perdão? Em todos os casos, o perdão só é possível por causa do amor. Quando o amor se esgota, o perdão não tem a menor chance. Se o nível do amor de Deus abaixasse, a disponibilidade do perdão também cairia. É isso que o profeta Oséias quer que a nação entenda. Esse mecanismo é de conhecimento público por causa do versículo mais conhecido e amado da Bíblia: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Deus só “arrepende-se, e não envia a desgraça” porque é “cheio de amor”
(Jl 2.13; Jn 4.2). Ele é misericordioso e compassivo e muito paciente porque é cheio de amor. Jesus jamais faria a oração “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23.34), referindo-se aos seus algozes, se não tivesse profundo amor por aquela turba que o maltratava e zombava dele.
 
Àquele que me amou e perdoou, devo o maior respeito e a maior devoção!
 
NÃO PELO ARCO
Eu lhe concederei vitória, não pelo arco, pela espada ou por combate [...], mas pelo Senhor, o seu Deus (Os 1.7).
ERA UMA TAREFA dificílima convencer o povo eleito de que a vitória viria não por esforço puramente humano, mas pela intervenção de Deus, ora por meios naturais ora por meios sobrenaturais. Todos os profetas gastaram
muita saliva para deixar isso suficientemente claro. A salvação tem como ponto de partida o amor de Deus: “Tratarei com amor a nação de Judá”. E se torna viável e concreta porque Ele concede vitória, “não pelo arco, pela espada ou por combate [ou ‘pela guerra’], nem por cavalos e cavaleiros, mas pelo Senhor, o seu Deus”. Não era para o povo insistir na idéia de salvação por força nem por violência, mas pelo Espírito de Deus (Zc 4.6), por causa dos antecedentes históricos que ele mesmo recitava: “Não foi pela espada que [nossos antepassados] conquistaram a terra, nem pela força do seu braço que alcançaram a vitória; foi pela tua mão direita, pelo teu braço, e pela luz do teu rosto” (Sl 44.3).
 
Deponho as armas e renuncio à guerra e à violência: vou confiar no braço do Senhor!
 
ALGUM DIA O SOL NÃO NASCEU?
Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno (Os 6.3)
ALGUM DIA O SOL não nasceu? Algum dia a noite durou mais de 12 horas? Assim é o Senhor. Ele esconde o seu rosto só por um momento: “Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de
inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra”. Pode demorar um pouco, até mais do que gostaríamos, mas virá! O Senhor não tem o hábito de marcar datas... Ele não marca a data de suas muitas voltas particulares nem de sua volta especial, “com poder e grande glória” (Mt 24.30). Com Ele vem as chuvas há tanto tempo necessárias e esperadas. Chuvas para desfazer os torrões, a seca, a poeira e a sede. Chuvas para trazer de volta o verde, a sombra, o mato, as árvores, as flores, os frutos, o perfume do eucaliptal, os riachos, as cachoeiras, as aves do céu, a justiça, novos céus e nova terra e o bendito refrigério da alma cansada, exausta e ansiosa. As
chuvas que vêm com o Senhor enchem as nossas cisternas vazias (Sl 84.6)!
 
O Senhor será o meu pastor para sempre, pois é Ele quem me conduz a águas tranqüilas!
 
A NEBLINA DA MANHÃ
Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora (Os 6.4)
NÃO É SÓ A MULHER que reclama do amor do marido. Não é só o marido que reclama do amor da mulher. Não é só a mãe que reclama do amor da filha. Não é só a filha que reclama do amor da mãe. O Senhor também reclama do amor humano: “Seu amor é como a neblina da manhã, como o primeiro orvalho que logo evapora”. Não é a única vez que Deus cobra amor de Israel ou da igreja. Ao pastor da igreja em Éfeso, Jesus escreveu: “Você abandonou o seu primeiro amor” (Ap 2.4). Que diferença há entre nenhum amor e amor tão efêmero como a neblina? Sobretudo se comparado com “a largura, o comprimento, a altura e a profundidade” do “amor de Cristo que excede todo conhecimento” (Ef 3.18,19)?
O assunto é muito sério já que o maior mandamento da lei de Moisés é: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento” (Mt 22.37). E não como a neblina da manhã.
 
Prometo exercitar o meu amor pelo Senhor para que eu o ame como Ele me ama!
 
MEMÓRIA COMPRIDA
[Efraim e Samaria] não percebem que eu me lembro de todas as suas más obras (Os 7.2)
TRÊS VEZES O Senhor declara que não se esquece dos pecados de Israel (Os 7.2; 8.13; 9.9). Aí está uma situação que exige reflexão. Pois em outras passagens encontra-se uma declaração exatamente oposta a esta. Em Isaías está escrito: “Sou eu, eu mesmo, aquele que apaga suas transgressões, por amor de mim, e que não se lembra mais de seus pecados” (Is 43.25). Em Jeremias também lemos: “Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jr 31.34). Afinal, Deus tem memória curta ou memória comprida? Os textos não se contradizem. Deus só se esquece quando perdoa e só perdoa quando há arrependimento. Deus quer que Efraim e Samaria percebam que Ele não se esqueceu de seus pecados recentes. Eram ainda problemas pendentes, não resolvidos. Embora acentuadamente graves, os pecados cometidos por eles ainda não tinham sido localizados, admitidos, confessados e abandonados. Em situações assim, a memória de Deus é necessariamente comprida e não curta!
 
Não permitirei que o pecado já confessado me venha à lembrança e me atormente!
 
O BOLO QUEIMADO E CRU
Efraim é um bolo que não foi virado (Os 7.8)
QUE DENÚNCIA inteligente: “Efraim é um bolo que não foi virado”. O povo de Israel não presta para nada. De um lado está cru; do outro, está queimado. É como o sal que perde o seu sabor: “Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens” (Mt 5.13). O padeiro perdeu a farinha, perdeu os ovos, perdeu a manteiga, perdeu o tempo e perdeu a confiança de seus fregueses. Foi um desperdício total. Todos os que pendem para um lado só são como Efraim, “um bolo que não foi virado”. Quem não acha o equilíbrio e não se compromete com ele, mais cedo ou mais tarde será semelhante a um bolo queimado e cru. Os que são empolgados na oração e reticentes na ação ou vice-versa são como Efraim. Os que são empolgados na ortodoxia e reticentes na espiritualidade ou vice-versa são como Efraim. Não vale a pena ser como Efraim. É preciso virar o bolo na hora certa para ele não ficar queimado de um lado e cru do outro.
 
Não vou me permitir o destempero religioso que pode me tornar fanático.
 
RAIZ SECA
Efraim está ferido, sua raiz está seca, eles não produzem frutos (Os 9.16)
TODAS AS VEZES que o livro de Oséias menciona o nome de Efraim não se refere a uma pessoa, ao filho de José, mas a uma das doze tribos de Israel. Por ser a principal tribo do reino do Norte, o nome Efraim quase sempre
diz respeito ao país inteiro. Além de estar com os seios ressecados (Os 9.14), a raiz de Efraim também está seca (Os 9.16). O adjetivo seco lembra expressões desagradáveis e incômodas, como árvore seca, erva seca, espiga seca, ossos secos, pão seco, rio seco e terra seca. Agora Efraim sofre de ventre seco, seios secos e raiz seca. A nação está em maus lençóis. O que se pode esperar dela se sua raiz está seca? Se está seca é porque rompeu com Deus, deixou de procurá-lo, distanciou-se dos rios subterrâneos cheios de água viva. Efraim deixou de ser aquela “árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro”. Uma árvore assim não teme o calor nem deixa de dar fruto mesmo no ano da seca (Jr 17.8).
 
Serei como árvore plantada à beira de águas correntes, cujas folhas não murcham!
 
 
 
RESUMO DA BEP EM CD - CPAD - (BEP - Bíblia de Estudo Pentecostal)
Esboço
Título (1.1)
I. O Casamento de Oséias Ilustra a Infidelidade de Israel, e a Rejeição e Restauração
da  Nação (1.2—3.5)
A. O Casamento com Gomer (1.2)
B. O Nascimento dos Três Filhos (1.3-9)
C.  Profecia da Restauração (1.10—2.1)
D.  Gômer Como Símbolo de Israel (2.2-23) 1. O Adultério de Israel (2.2-5) 2. O Juízo Divino (2.6-13) 3. DEUS Promete a Restauração de Israel (2.14-23)
E. A Redenção de Gomer (3.1-5)
II. A Mensagem de Oséias Descreve a Infidelidade, Rejeição e Restauração de Israel
(4.1—14.9)
A. O Adultério Espiritual de Israel (4.1-19)
B. O Juízo Divino Sobre Israel (5.1-14)
C. O Arrependimento Insincero de Israel (5.15—6.3)
D. O Registro dos Pecados de Israel (6.4—8.6)
1. Violação do Concerto (6.4-10)
2. Recusa em Confiar em DEUS, e Obedecê-lo (6.11—7.16)
3. Servir a Falsos Deuses (8.1-6)
E. A Predição do Juízo de Israel (8.7—10.15)
1. Será Devorada pelas Nações (8.7-14)
2. A Prosperidade Evaporará (9.1-9)
3. A Madre se Tornará Estéril (9.10-17)
4. A Nação Será Destruída (10.1-15)
F. O Amor Persistente de DEUS por Israel (11.1-11)
G. Repetição dos Pecados de Israel (11.12—12.14)
H. O Cuidado Passado de DEUS e Sua Ira Presente (13.1-16)
1. A Idolatria de Israel (13.1-3)
2. O Cuidado Divino no Êxodo (13.4-6)
3. O Plano Divino em Destruir Israel (13.7-13)
4. O Plano Divino para a Restauração Final de Israel (13.14)
5. Insistência na Destruição Iminente de Israel (13.15,16)
I. DEUS Promete Restaurar Israel (14.1-9)
1. A Chamada ao Arrependimento (14.1-3)
2. A Promessa de Bênçãos Abundantes (14.4-9)
 Autor: Oséias
 

Tema: O Julgamento Divino e o Amor Redentor de DEUS
Data: 715-710 a.C.
Considerações Preliminares
Oséias, cujo nome significa “salvação”, é identificado como filho de Beeri (1.1). Nada mais se sabe do profeta, a não ser os lances biográficos que ele mesmo revela em seu livro. Que Oséias provinha de Israel, e não de Judá, e que profetizou à sua nação, fica patente: (1) em suas numerosas referências a “Israel” e “Efraim”, as duas principais designações do Reino do Norte; (2) na sua
referência ao Rei de Israel, em Samaria, como “nosso rei” (7.5); e (3) em sua intensa preocupação com a corrupção espiritual, moral, política e social de Israel. O ministério de Oséias, ao Reino do Norte, seguiu-se logo depois ao ministério de Amós que, embora fosse de Judá, profetizou a Israel. Amós e Oséias são os únicos profetas do AT, cujos livros foram dedicados inteiramente ao Reino
do Norte, anunciando-lhe a destruição iminente.Oséias foi vocacionado por DEUS a profetizar ao Reino de Israel, que desmoronava espiritual e moralmente, durante os últimos quarenta anos de sua existência, assim como Jeremias seria chamado a fazer o mesmo em Judá. Quando Oséias iniciou o seu ministério, durante os últimos anos de Jeroboão II, Israel desfrutava de uma temporária prosperidade econômica e de paz política, que acabariam por produzir um falso senso de segurança. Logo após a morte de Jeroboão
II (753 a.C.), porém, a nação começa a deteriorar-se, e caminha velozmente à destruição em 722 a.C. Passados quinze anos da morte do rei, quatro de seus sucessores seriam assassinados. Decorridos mais quinze anos, Samaria seria incendiada, e os israelitas, deportados à Assíria e, posteriormente, dispersados entre as nações. O casamento trágico de Oséias, e sua palavra profética, harmonizavam-se com a mensagem de DEUS a Israel durante esses anos caóticos.DEUS ordenou a Oséias que tomasse “uma mulher de prostituições” (1.2) a fim de ilustrar a infidelidade espiritual de Israel. Embora há os que interpretem o casamento do profeta como
alegoria, os eruditos conservadores consideram-no literal. Parece improvável, porém, que DEUS instruísse seu piedoso servo a casar-se com uma mulher de má fama para exemplificar sua mensagem a Israel. Parece mais provável que Oséias haja se casado com Gomer quando esta ainda era casta, e que ela haja se tornado meretriz posteriormente. Sendo assim, a ordem para se tomar
“uma mulher de prostituições” era uma previsão profética do que estava prestes a acontecer.O contexto histórico do ministério de Oséias é situado nos reinados de Jeroboão II, de Israel, e de quatro reis de Judá (Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias; ver 1.1) — i.e., entre 755 e 715 a.C. As datas revelam que o profeta não somente era um contemporâneo mais jovem de Amós, como também de
Isaías e Miquéias. O fato de Oséias datar boa parte de seu ministério mediante uma referência a quatro reis em Judá, e não aos breves reinados dos últimos seis reis de Israel, pode indicar ter ele fugido do Reino do Norte a fim de morar na terra de Judá, pouco tempo antes de Samaria ter sido destruída pela Assíria (722 a.C.). Ali, compilou suas profecias no livro que lhe leva o nome.
Propósito
A profecia de Oséias foi a última tentativa de DEUS em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniqüidade persistentes, antes que Ele entregasse a nação ao seu pleno juízo. O livro foi escrito com o objetivo de revelar: (1) que DEUS conserva seu amor ao seu povo segundo o concerto, e deseja intensamente redimi-lo de sua iniqüidade; e (2) que conseqüências trágicas se seguem quando o povo persiste em desobedecer a DEUS, e em rejeitar-lhe o amor redentor. A infidelidade da esposa de Oséias é registrada como ilustração da infidelidade de Israel. Gomer vai atrás de outros homens, ao passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gomer comete prostituição física; Israel, prostituição espiritual.
Visão Panorâmica
Os capítulos 1—3 descrevem o casamento entre Oséias e Gomer. Os nomes dos três filhos são sinais proféticos a Israel: Jezreel (“DEUS espalha”), Lo-Ruama (“Não compadecida”) e Lo-Ami (“Não meu povo”). O amor perseverante de Oséias à sua esposa adúltera simboliza o amor inabalável de DEUS por Israel.Os capítulos 4—14 contêm uma série de profecias que mostram o paralelismo entre a infidelidade de Israel e a da esposa de Oséias. Quando Gomer abandona Oséias, e vai à procura de outros amantes (cap. 1), está representando o papel de Israel ao desviar-se de DEUS (4—7). A degradação de Gomer (cap. 2) representa a vergonha e o juízo de Israel (8—10). Ao resgatar Gomer do mercado de escravos (cap. 3), Oséias demonstra o desejo e intenção de DEUS em
restaurar Israel no futuro (11—14). O livro enfatiza este fato: por ter Israel desprezado o amor de DEUS e sua chamada ao arrependimento, o juízo já não poderá ser adiado.
Características Especiais
Sete aspectos básicos caracterizam o livro de Oséias. (1) Ocupa o primeiro lugar na seção do AT
chamada “O Livro dos Doze”, também conhecida como os “Profetas Menores”, por causa de sua brevidade em comparação com Isaías, Jeremias e Ezequiel. (2) Oséias é um dos dois únicos profetas do Reino do Norte a terem um livro profético no AT (o outro é Jonas). (3) À semelhança de Jeremias e Ezequiel, as experiências pessoais de Oséias ilustram sua mensagem profética. (4)
Contém cerca de 150 declarações a respeito dos pecados de Israel, sendo que mais da metade deles relaciona-se à idolatria. (5) Mais do que qualquer outro profeta do AT, Oséias relembra aos israelitas que o Senhor havia sido longânimo e fiel em seu amor para com eles. (6) Não há ordem visível entre suas profecias (4—14). É difícil distinguir onde uma profecia termina e outra começa.
(7) Elas acham-se repletas de vívidas figuras de linguagem, muitas das quais tiradas do cenário rural.
O Livro de Oséias ante o NT
Diversos versículos de Oséias são citados no NT: (1) o Filho de DEUS é chamado do Egito (11.1; cf. Mt 2.15); (2) a vitória de CRISTO sobre a morte (13.14; cf. 1 Co 15.55); (3) DEUS deseja a misericórdia, e não o sacrifício (6.6; cf. Mt 9.13; 12.7; e (4) os gentios que não eram o povo de DEUS, passam a ser seu povo (1.6, 9-10; 2.23; cf. Rm 9.25,26; 1 Pe 1.10). Além dos trechos específicos, o NT expande o tema do livro — DEUS como o marido do seu povo — e diz que CRISTO é o marido de sua noiva redimida, a igreja (ver 1 Co 11.2; Ef 5.22-32; Ap 19.6-9; 21.1-2, 9-10). Oséias enfatiza a mensagem do NT a respeito de se conhecer a DEUS para se entrar na vida
(2.20; 4.6; 5.15; 6.3-6; cf. Jo 17.1-3). Juntamente com esta mensagem, Oséias demonstra claramente o relacionamento entre o pecado persistente e o juízo inexorável de DEUS. Ambas as ênfases são resumidas por Paulo em Rm 6.23: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de DEUS é a vida eterna, por CRISTO JESUS, nosso Senhor”.
 
 
INTERAÇÃO
O casamento de Oseias denota uma diversidade de sentimentos humanos que desabrocham numa história trágica entre DEUS e seu povo. Sim! Tristezas e frustrações fazem parte da vida pessoal do profeta. Mas também é verdade que renovadas esperanças estão implícitas na mensagem dramática desse profeta. Como marido, ele esperava a reconciliação plena com sua esposa Gomer. Tal retrato reflete o amor, a beleza e a intimidade que o verdadeiro casamento pode proporcionar. No caso de Israel, o Altíssimo almeja que a nação deixe o caminho do adultério espiritual e retorne ao amor inefável do esposo que, acima de tudo, a ama.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Conhecer a estrutura do livro de Oseias. 
Compreender a linguagem simbólica usada no livro. 
Conscientizar-se de que DEUS está pronto a nos reconciliar e acolher.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Reproduza o esquema da página abaixo. Utilize-o na introdução do primeiro tópico da lição. O esquema facilitará a compreensão dos alunos a respeito da estrutura do livro de Oseias. Explique que os assuntos principais do livro são: a apostasia de Israel; o grande amor de DEUS; o juízo divino e as promessas de restauração. O objetivo do livro é mostrar quão grande e abenegado é o amor de DEUS por seu povo. 
 
ESBOÇO DO LIVRO DE OSEIAS
Esposa do profeta Oseias
(Os 1 - 3)
O povo de Oseias 
(Os 4 - 14)
Mensagem de julgamento
(Os 4 - 10)
 
 
RESUMO RÁPIDO
A situação de Israel na época do profeta Oséias era deplorável, o povo estava corrompido pela idolatria e DEUS na sua ira prepara o ato final para deportá-los a fim de que o conheçam como único e verdadeiro DEUS, mas é com o sofrimento de um marido traído que DEUS os chama ao arrependimento, procurando de todas as formas perdoá-los.
O casamento de Oséias e o seu triste relacionamento com Gômer, sua esposa, era o retrato do relacionamento de Israel com Jeová. A mensagem aqui é de castigo e restauração. A mensagem de Oséias anuncia também a vinda do Messias e o surgimento da Igreja (11.1; 1,10). Os pormenores aparecem nos capítulos subseqüentes.
 
O livro do profeta Oséias nos chama a uma urgente reflexão: 
Em 2 Co 11.2 o apóstolo Paulo guiado pelo ESPÍRITO SANTO, escreve:
"Porque estou zeloso de vós com zelo de DEUS; pois vos desposei com um só Esposo, CRISTO, para vos apresentar a ele como virgem pura."
Pergunta nº 1- Existem porventura alguns pontos de semelhança entre seu relacionamento com o Senhor JESUS CRISTO e o relacionamento de Israel com DEUS? De que maneira você está agradando o Noivo Celestial? Você está dilacerando o coração de DEUS de alguma forma?
Pergunta nº 2- Que providências você tem que tomar; o que precisa fazer? 
Pergunta nº 3- De que maneira você acha que DEUS vai reagir e por que?
 
O autor do livro é Oséias, filho de Beeri, de Israel. Profundamente influenciado pelo profeta Amós, tragicamente ferido pela terrível infidelidade de sua esposa Gomer, agudamente cônscio dos terríveis pecados de seu próprio povo, sensível à voz de DEUS dirigida a um povo pecador, o profeta roga intensamente enquanto procura fazer que o povo infiel volte para seu DEUS. É o evangelista divinamente escolhido para persuadir os pecadores empedernidos a que se voltem para um DEUS cheio de amor, que está ansioso por perdoar-lhes e salvá-los. O ministério de Oséias estendeu-se por vários anos depois do ano de 756 a.C.
 
No reino do Sul, Judá, cuja capital era Jerusalém, profetisaram nesta época os profetas Isaías e Miquéias.
No reino do Norte, Israel, cuja capital era Samaria, profetisaram nesta época Amós e Oséias.
 
"Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada" (Rm 9.25-26). Paulo faz aqui uma ligação direta com o chamado de DEUS a todos nós que não somos Judeus. "Mas pergunto ainda: Porventura Israel não o soube? Primeiro diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, com um povo insensato vos provocarei à ira" (Rm 10.19).
 
“Por que a idolatria era tão fascinante aos israelitas? 
Há vários fatores implícitos.
“(1) As nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único DEUS. Noutras palavras: quanto mais deuses, melhor. O povo de DEUS sofria influência dessas nações
e constantemente as imitava, ao invés de obedecer ao mandamento de DEUS, no sentido de se manter santo e separado delas.
“(2) Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o DEUS de Israel requeria. Por exemplo, muitas das religiões pagãs incluíam imoralidade sexual religiosa no seu culto, tendo para
isso prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraía muitos em Israel. DEUS, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua lei, sem o que, não haveria comunhão com Ele.
“(3) Por causa do elemento demoníaco da idolatria, ela, às vezes, oferecia, em bases limitadas, benefícios materiais e físicos temporários. Os deuses da fertilidade prometiam o nascimento de filhos; os deuses do tempo
(sol, lua, chuva etc.) prometiam as condições apropriadas para colheitas abundantes e os deuses da guerra prometiam proteção dos inimigos e vitórias nas batalhas. A promessa de tais benefícios fascinava os israelitas;
daí, muitos se dispunham a servir aos ídolos.” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pág. 446)
 
Êx 20,3-4 = Não terás outros deuses diante de mim.Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
 
O adultério espiritual: 
    É trocar DEUS por outro deus ou querer servir a DEUS e ao mundo ao mesmo tempo. DEUS não aceita isso.
    Is 42.8 Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas.
    Mt 6.24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a DEUS e às riquezas.
    Ap 2.22 Eis que a lanço num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela.
    Jr 3.8 Sim viu que, por causa de tudo isso, por ter cometido adultério a pérfida Israel, a despedi, e lhe dei o seu libelo de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
 
Crime e pecado: 
"O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera". (Levítico 20:10)
Por que será que a religião que mais cresce depois do Cristianismo é o Islamismo?
Uma das respostas tem que passar pelo adultério. Veja o que diz o Alcorão, livro sagrado dos muçulmanos: SURATA AN NISSÀ 4 SURATA 3-5   (Até mesmo seu mestre e profeta maior tinha mais de uma esposa - SURATA 66)
Em Marcos 10, JESUS diz que Moisés permitiu aos Judeus darem cartas de divórcio, não foi DEUS, foi Moisés, por causa da dureza de coração dos judeus e também porque insistiram tanto e fizeram tanta pressão que Moisés permitiu sem consultar a DEUS.
 
A mentira e o engano de Israel são, nos sentidos vertical e horizontal, infidelidade a DEUS e ao próximo. 
 
SENTIDO
ENVOLVIDOS
SITUAÇÃO
RESULTADO
Vertical 
DEUS e os Homens
Idolatria e alianças com ímpios.
Deportação e exílio.
Horizontal
Os Homens entre si mesmos
Mentira e Engano (Finanças e Comércio)
Guerras e Inimizades.

 
A aliança foi desfeita pelos israelitas e quem desfaz a aliança é passível de maldições: 
Dt 28.15 Se, porém, não ouvires a voz do Senhor teu DEUS, se não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que eu hoje te ordeno, virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:
Os Sacerdotes são os principais culpados pelos pecados do povo, mas DEUS também cita os líderes, os Profetas e o próprio povo que deveriam ser fiéis ainda que seus ensinadores não o fossem, como fez Daniel na Babilônia e outros tantos servos de DEUS que em meio a um povo corrupto, idólatra e maldizente têm se mantido fiel a DEUS.
 
JEOVÁ RESTAURARÁ SEU POVO 

1. “Vinde e tornemos para o Senhor” (v.1). Muitos expositores entendem que os vv.1-3 estão vinculados ao v.15 do capítulo anterior: 

Vinde = Chamamento, está no imperativo, não é apenas um pedido, mas uma ordem como última oportunidade.
Tornemos = Mudança de atitude, de vida, de direção, agora rumo ao verdadeiro DEUS.
 
2. “Ele despedaçou e nos sarará, fez a ferida e a ligará” (v.1). 
Na última oportunidade dada por DEUS ao seu povo o profeta os lembra de que a diáspora é para causar arrependimento e volta ao caminho correto. O oleiro amassa o vaso e faz outro. A aliança deve ser ratificada para ter renovação de promessas. 
 
“Ao terceiro dia nos ressuscitará” (v.2). Essa profecia tem dupla aplicação: a restauração de Israel e a ressurreição de CRISTO. 
 
É provável que a indicação de tres dias queira dizer um período suficiente de juízo como em: 
Gn 40.19 dentro de três dias tirará Faraó a tua cabeça, e te pendurará num madeiro, e as aves comerão a tua carne de sobre ti.
Êx 10.22 Estendeu, pois, Moisés a mão para o céu, e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.
Jn 1.17 Então o Senhor preparou um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.
 
Também tem a ver com a necrose ou tempo que o corpo suporta para começar a se decompor; indicando que Israel estaria no cativeiro até um determinado período de tempo para que não desaparecessem totalmente da terra. DEUS reservaria alguns fiéis joelhos para ELE, o remanescente é que se salvará.
1 Rs 19.18 Todavia deixarei em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou.
Ed 9.13 E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso DEUS, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades, e ainda nos deixaste este remanescente;
 
Ressuscitará quer dizer que após o período de quase destruição (Juízo, quase chegando ao extermínio), haverá ressurreição.
A nação será restabelecida. Após setenta anos de cativeiro foram restabelecidos como nação como vimos na lição passada.
Ez 37.21 Dize-lhes pois: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todos os lados, e os introduzirei na sua terra;
 
OSÉIAS 14.1-9

Exortação ao arrependimento e promessa de perdão

1 Converte-te, ó Israel, ao SENHOR, teu DEUS; porque, pelos teus pecados, tens caído.
CONVERTE-TE... AO SENHOR. Embora seus pecados fossem a causa de sua ruína, os israelitas ainda tinham a oportunidade de se arrependerem e voltar ao Senhor. DEUS, porém, queria mais do que sacrifícios sem sentido. Queria que os israelitas oferecessem palavras provenientes do coração palavras de submissão e louvor, que demonstrassem uma nova atitude; palavras de absoluta confiança no Senhor. Tais palavras levariam a ações que agradariam a DEUS.

2 Tomai convosco palavras e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Expulsa toda a iniqüidade e recebe o bem; e daremos como bezerros os sacrifícios dos nossos lábios.
Hb 13.15 Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a DEUS sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

3 Não nos salvará a Assíria, não iremos montados em cavalos e à obra das nossas mãos não diremos mais: Tu és o nosso DEUS; porque, por ti, o órfão alcançará misericórdia.
Is 31.1 Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro e se estribam em cavalos! Têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos; e não atentam para o SANTO de Israel e não buscam ao SENHOR.

4 Eu sararei a sua perversão, eu voluntariamente os amarei; porque a minha ira se apartou deles.
5 Eu serei, para Israel, como orvalho; ele florescerá como o lírio e espalhará as suas raízes como o Líbano.
6 Estender-se-ão as suas vergônteas, e a sua glória será como a da oliveira, o seu odor, como o do Líbano.
7 Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano.
14.4-7 EU VOLUNTARIAMENTE OS AMAREI. Depois de os israelitas terem suportado o castigo, DEUS os curaria e os restauraria plenamente, cuidando deles assim como um pai cuida de seus filhos. Seriam caracterizados por um novo modo de vida, belo e puro como o lírio; tal como os cedros do Líbano, o povo seria forte, altamente estimado e profundamente arraigado na Palavra de DEUS. Todas as figuras de linguagem nestes versículos demonstram quão precioso será para DEUS o povo restaurado.

8 Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos? Eu o tenho ouvido e isso considerarei; eu sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto.
Jr 31.18 Bem ouvi eu que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e converter-me-ei, porque tu és o SENHOR, meu DEUS.
 
RESUMO DA LIÇÃO 2, OSEIAS, A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS
I. O LIVRO DE OSEIAS 
1. Contexto histórico.
2. Estrutura.
3. Mensagem.
II. O MATRIMÔNIO 
1. Etimologia.
2. Simbolismo.
3. A ordem divina para o casamento de Oseias.
III. A LINGUAGEM DA RECONCILIAÇÃO 
1. O casamento restaurado.
2. O vale de Acor e a porta de esperança.
3. A reconciliação.
IV. O BANIMENTO DA IDOLATRIA EM ISRAEL 
1. Meu marido, e não meu Baal.
a) Significados.
b) Divindade dos cananeus.
2. O fim do baalismo.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1) O livro do profeta Oseias é  repleto de metáforas e símbolos. Sua mensagem denuncia o pecado e a corrupção do povo. 
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O matrimônio de Oseias com Gômer simboliza a infidelidade do povo em relação a DEUS.  
SINÓPSE DO TÓPICO (3) A linguagem da reconciliação no livro de Oseias é apresentada através do amor, tema principal do oráculo divino neste livro.  
SINÓPSE DO TÓPICO (4) O baalismo foi definitivamente extinguido em Israel. Isso pode ser confirmado até hoje. 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI - Subsídio Bibliológico
"Livro de Oseias
[...] Quando Oseias iniciou seu ministério, Israel estava desfrutando o zênite da sua prosperidade e poder sob o reinado de Jeroboão II. Para entender melhor o livro de Oseias, leia 2 Reis 14.23 a 15.31. Oseias distinguia as dez tribos pelo nome de Israel, ou de Samaria, sua capital, ou de Efraim, a tribo principal. Oseias não morreu antes de ver o cumprimento de suas profecias. // O autor: Oseias, 1.1 // A chave: Adultério espiritual, 4.12. A idolatria com toda espécie de vício, permeava todas as classes sociais. Oseias por mais ou menos 60 anos condenava do modo mais veemente o procedimento do povo, qualificando-o de adultério. Continuava seus avisos sem resultados, o que é um tocante exemplo de perseverança no meio dos maiores desânimos. // As divisões: I. Israel, a esposa infiel de DEUS, caps. 1 a 3. II. Israel pecaminoso, 4.1. a 13.8 // III. Israel restaurado, 13.9 a 14.9." (BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.394).
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II - Subsídio Teológico
"Diante de tudo que temos estudado podemos compreender que o homem tem sido ingrato e rebelde e mesmo assim DEUS trabalha para a redenção humana. Primeiro levantou um povo na antiguidade para a glória de seu nome: Israel. Esse povo fracassou, mas ainda será restaurado. Quando Israel fracassou, rejeitando o seu Messias, DEUS levantou outro povo, a Igreja.
É comum encontrar no livro do profeta Oseias as promessas de bênçãos após as advertências de juízos. Isso revela o grande amor de DEUS por seu povo e isso é confirmado no Novo Testamento pela expressão: 'Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo' (2 Tm 2.13).
Depois de anunciar o fim da casa de Israel, 'farei cessar o reino da casa de Israel' (1.4), e de afirmar que Israel não é mais seu povo, 'porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso DEUS' (1.9), logo em seguida afirma que os filhos de Israel são povo de DEUS e também chama de filhos de DEUS. Não há nisso contradição alguma, pois essa promessa é escatológica, vem depois dos juízos anunciados nesse capítulo, em outros lugares do livro de Oseias.
Vemos que no Velho Testamento Jeová se utilizou da experiência de seu povo para se revelar a si mesmo de maneira progressiva, culminando com a manifestação de sua plenitude na Pessoa de seu Filho JESUS CRISTO (Cl 2.9). Agora, em Oseias, começa-se a vislumbrar o amor de Jeová pelo seu povo e por toda a humanidade, amor manifestado no calvário (Jo 3.16)" (SOARES, Esequias. Oseias: A restauração dos filhos de DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.53). 
 
VOCABULÁRIO 
Corregente: Pessoa que governa com outra.
ARA: Versão Almeida Revista e Atualizada.
TB: Versão da Tradução Brasileira.
Metáfora: Consiste na transferência da palavra para outro âmbito semântico; fundamenta-se numa relação de semelhança entre o sentido próprio e o figurado.
Execrada: Abominável. 
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
SOARES, Esequias. Oseias: A restauração dos filhos de DEUS. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002. 
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 52, p.37.
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 2, OSEIAS, A FIDELIDADE NO RELACIONAMENTO COM DEUS
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO  
1- Complete:
"Porque estou zeloso de vós com zelo de DEUS; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma __virgem__ pura a um __marido__, a saber, a __CRISTO__"  (2 Co 11.2).
 
VERDADE PRÁTICA 
2- Complete:
O casamento de __Oseias__ ilustra a __infidelidade__ de Israel e mostra a __sublimidade__ do amor de DEUS.
 
I. O LIVRO DE OSEIAS 
3- Qual o contexto histórico do livro de oseias?
(    ) O ministério de Oseias deu-se no período da supremacia política e militar da Assíria.
(    ) Ele profetizou em Samaria, capital do Reino do Norte, durante os "dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel" (1.1).
(    ) A soma desses anos deve ser reduzida significativamente porque Jotão foi corregente com seu pai, Uzias, e da mesma forma Ezequias reinou com Acabe, seu pai (2 Rs 15.5; 18.1,2, 9, 10, 13).
(    ) Esses dados fornecidos pelo profeta nos permitem datar o seu ministério entre 793-753 a.C.
(    ) Jeroboão II, reinou 41 anos num período de prosperidade econômica, mas também de apostasia generalizada (2 Rs 14.23-29).
 
4- Qual a estrutura do livro de Oseias?
(    ) A revelação foi entregue ao profeta pela palavra "dita a Oseias" (1.1a).
(    ) A segunda declaração: "O princípio da palavra do Senhor por Oseias" (1.2a), reitera a forma de comunicação do versículo anterior.
(    ) A ordem para Oseias se casar com "uma mulher de prostituições" aconteceu no começo do seu ministério, como fica claro na ARA e na TB (1.2b).
(    ) Primeira parte do livro: É uma biografia profética escrita em prosa que descreve a crise do relacionamento de Oseias com sua esposa infiel, ao mesmo tempo que compara essa crise conjugal com a infidelidade e a apostasia do seu povo (1-3).
(    ) Segunda parte do livro: Escrita em forma poética e se constitui de profecias proferidas durante um longo intervalo de tempo (4-14).
 
5- Qual a mensagem central do livro de Oseias?
(    ) O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de DEUS revelado, que compreende advertência, juízo divino e promessas de restauração futura (8.11-14; 11.1-9; 14.4-9).
(    ) Mesmo num contexto de decadência moral, o oráculo descreve o amor de DEUS de maneira bela e surpreendente (2.14-16; 6.1-4; 11.1-4; 14.4-8).
(    ) Seus oráculos são cheios de metáforas e símbolos dirigidos aos contemporâneos.
(    ) Sua mensagem denuncia o pecado do povo e a corrupção das instituições sociais, políticas e religiosas das dez tribos do norte (5.1).
 
6- Onde Oseias é citado no Novo Testamento?
(    ) Os 1.10; 2.23 cp. Rm 9.25,26; 6.6 cp. Mt 9.13; 12.7; 11.1 cp. Mt 2.15.
(    ) Mt 2.15 e 9.13; Lc 23.30; Rm 9.25-26; Ap 6.16.
 
II. O MATRIMÔNIO 
7- Qual a etimologia da palavra "matrimônio"?
(    ) Os termos "casamento" e "matrimônio" são equivalentes e ambos usados para traduzir o grego gamos, que indica também "bodas" (Jo 2.1,2) e "leito" conjugal (Hb 13.4).
(    ) Trata-se de uma instituição estabelecida pelo Criador desde a criação, na qual um homem e uma mulher se unem em relação legal, social, espiritual e de caráter indissolúvel (Gn 2.20-24; Mt 19.5,6).
(    ) É no casamento que acontece o processo legítimo de procriação (Gn 1.27,28), gerando a oportunidade para a felicidade humana e o companheirismo.
 
8- Qual o simbolismo do "matrimônio"?
(    ) A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade que o casamento proporciona fazem dele o símbolo da união e do relacionamento entre CRISTO e a sua Igreja (2 Co 11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7).
(    ) Essa figura é notada desde o Antigo Testamento.
 
9- como foi a ordem divina para o casamento de Oseias? Complete:
Considerando a __santidade__ do casamento confirmada em toda a Bíblia, a ordem divina parece contradizer tudo o que as Escrituras falam sobre o matrimônio. Temos dificuldade em aceitá-la, mas qualquer interpretação contra o caráter literal do texto é forçada. Quando Jeová deu a ordem, acrescentou: "porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR" (1.2b). Isso era literal. A infidelidade a DEUS é em si mesma um __adultério__ espiritual (Jr 3.1,2; Tg 4.4), ainda mais quando se trata do culto a __Baal__, que envolvia a chamada __prostituição__ sagrada (4.13,14; Jz 8.33). 
 
III. A LINGUAGEM DA RECONCILIAÇÃO 
10- De forma é apresentado o casamento restaurado de Jeová e israel?
(    ) O amor é o tema central de Oseias.
(    ) Com ele, Israel será atraído por Jeová (11.4; Jr 31.3).
(    ) O deserto foi o lugar do julgamento (2.3) e nele Israel achou graça, tal qual a noiva perante o noivo (Êx 5.1; Jr 2.2).
(    ) A expressão "e lhe falarei ao coração" (2.14) é a linguagem de um esposo falando amorosamente à esposa (4.13,14; Gn 34.3; Jz 19.3).
(    ) Nós fomos atraídos e alvejados pelo amor de DEUS (Rm 5.6-8).
 
11- Qual a simbologia do vale de Acor e a porta de esperança?
(    ) Há aqui uma menção do monumento erguido no vale de Acor, onde Acã pagou pelos seus crimes e foi executado com toda a sua casa (Js 7.2-26).
(    ) A promessa é que esse vale não será mais lembrado como lugar de castigo.
(    ) Será transformado em lugar de restauração (Is 65.10), cujas vinhas serão dadas "por porta de esperança" (2.15).
 
12- como é feita a reconciliação em Oseias?
(    ) A sentença de divórcio (2.2) será anulada: "desposar-te-ei comigo para sempre" (2.19).
(    ) O baalismo generalizado (2.13) virá a ser transformado em conversão nacional e genuína.
(    ) Todo o povo servirá a Jeová em fidelidade, e cada um voltará a ter conhecimento do DEUS verdadeiro (2.20). 
 
IV. O BANIMENTO DA IDOLATRIA EM ISRAEL 
13- O que querem dizer as expressões: "naquele dia" (2.6, 18, 21), "meu marido" e "meu Baal"?
(    ) A fórmula "naquele dia" (2.6, 18, 21) é escatológica (Jl 3.18).
(    ) As expressões "meu marido" e "meu Baal", em hebraico ishi e baali, são um jogo de palavras muito significativo.
(    ) Marido - a palavra ish significa "homem, marido" (Gn 2.24; 3.6);
(    ) Baal, ou baalim, no plural, quer dizer "dono, marido" (Êx 21.29; 2 Sm 11.26).
(    ) Baal, ou baalim também é aplicado metaforicamente a DEUS, como marido: "Porque o teu Criador é o teu marido" (Is 54.5).
(    ) A palavra "baal", como "dono, proprietário", aparece 84 vezes no Antigo Testamento, sendo 15 delas como esposo de uma mulher, portanto "marido".
 
14- Como aparece nos escritos bíblicos o nome Baal para os fenícios e para os isarelitas?
(    ) Como nome da divindade nacional dos fenícios com a qual Israel e Judá estavam envolvidos naquela época, aparece 58 vezes, sendo 18 delas no plural.
(    ) Essa palavra se corrompeu por causa da idolatria e por isso Jeová não será mais chamado de "meu Baal", mas de "meu marido" (2.16).
 
15- Como será o fim do baalismo?
(    ) Os ídolos desaparecerão da terra (Jr 10.11).
(    ) Isso inclui os baalins, cuja memória será execrada para sempre, uma vez que a palavra profética anuncia o fim definitivo do baalismo: "os seus nomes não virão mais em memória" (2.17).
(    ) Apesar de a promessa divina ser escatológica, esses deuses são hoje repulsa nacional em Israel. 
 
CONCLUSÃO 
16- Complete:
O emprego das coisas do dia a dia como ilustração facilita a compreensão da mensagem __divina__, e a Bíblia está repleta desses recursos literários. O __casamento__ é o símbolo perfeito para compreendermos o relacionamento de DEUS com o seu povo, e do Senhor JESUS CRISTO com o __cristão__. 
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de DEUS na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. 
fonte//www.apazdosenhor.org.br/profhenrique

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes