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23 outubro 2012

JARDIM DA INFANCIA - Lição 4: Não fique aborrecido


4º Trim. 2012 - JARDIM DA INFANCIA - Lição 4: Não fique aborrecido

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JARDIM DE INFANCIA – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: Valorizando os bons Princípios
Comentaristas: Midiam Pessoa, Monica Barreto Valente Varela


LIÇÃO 4 - NÃO FIQUE ABORRECIDO


Texto Bíblico: 1 Samuel25.1-42


Objetivo
Ensinar as crianças que deus não se agrada quando ficamos brigados ou aborrecidos com alguém


Palavra do dia...
ABORRECIDO

Amplie o desenho Jd4 fig 1 na galeria de imagens e mostre aos pequenos, pergunte o que o desenho diz a eles, se o personagem está feliz ou aborrecido.


Explique que quando ficamos aborrecidos com alguém, nosso semblante fica pesado, mesmo sendo bonitos ficamos feios .Pergunte quem quer ficar feio espere as respostas e diga que o papai do céu quer que perdoamos sempre.


Aprendendo a Bíblia
``... Façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas.” Rm 12.18



História Bíblica
Havia um descendente de Calebe, chamado Nabal, da cidade de Maom, que ganhava a vida na cidade de Carmelo. Ele era muito rico. Tinha três mil ovelhas e mil cabras. A sua mulher se chamava Abigail. Ela era bonita e inteligente, mas ele era mau e grosseiro. Nabal estava em Carmelo, cortando a lã das suas ovelhas. Davi estava no deserto e soube disso.

Então enviou dez rapazes a Carmelo, com ordem de encontrarem Nabal e o cumprimentarem em nome dele.
Mandou que dissessem o seguinte:
 “Meu caro amigo, Davi lhe manda saudações, desejando tudo de bom para o senhor, a sua família e tudo o que é seu. Ele soube que o senhor está cortando a lã das suas ovelhas e mandou lhe contar que os seus pastores estiveram com a gente, e nós não lhes fizemos nenhum mal. Durante o tempo em que estiveram em Carmelo, não roubamos nada do que era deles.
Pergunte, e eles lhe contarão. Davi pede para o senhor nos receber com amizade porque viemos aqui num dia de festa. Assim, por favor, dê o que puder a nós, os seus criados, e ao seu querido amigo Davi.”

Os homens de Davi foram e deram o recado a Nabal, em nome de Davi. Então ficaram esperando, e Nabal respondeu:
 — Davi? Filho de Jessé? Quem é ele? Nunca ouvi falar nele! Hoje em dia há muitos escravos que fogem dos seus donos! O meu pão, a minha água e os animais que matei para dar aos meus empregados eu não darei a homens que eu nem sei de onde vieram!

Os homens de Davi voltaram e contaram o que Nabal tinha dito.Então Davi disse:
 — Ponham as suas espadas nos cintos! E todos obedeceram. Davi também pegou a sua espada e saiu com mais ou menos quatrocentos dos seus homens enquanto duzentos ficaram atrás com a bagagem.

Um dos empregados de Nabal disse a Abigail, a mulher de Nabal:
 — A senhora soube? Davi enviou do deserto uns mensageiros com saudações para o nosso patrão, mas ele os tratou mal. No entanto, eles têm sido muito bons para a gente: nunca nos incomodaram e, durante todo o tempo em que estivemos com eles nos campos, eles não roubaram nada que era nosso. Eles nos protegeram dia e noite todo o tempo em que estivemos com eles tomando conta dos nossos rebanhos. Pense nisso e resolva o que fazer. Isso poderá vir a ser um desastre para o nosso patrão e toda a sua família. Ele é tão mau, que ninguém pode falar com ele.

Então Abigail pegou depressa duzentos pães, dois odres cheios de vinho, cinco ovelhas assadas, uns dezessete quilos de trigo torrado, cem cachos de passas e duzentas pastas de figos secos e pôs tudo sobre jumentos. Então disse aos empregados:
 — Vão na frente, que eu vou atrás. Porém não contou nada ao seu marido.
Abigail ia montada no seu jumento e, de repente, numa curva, na descida, encontrou Davi e os seus homens, que vinham na sua direção.

Davi tinha pensado assim: “De que me adiantou proteger a propriedade desse homem aqui no deserto? Nós não roubamos nada que era dele, e é assim que ele me paga a ajuda que lhe dei?
Que Deus me castigue se eu não matar até o último daqueles homens antes do amanhecer!”

Quando Abigail viu Davi, desmontou depressa, ajoelhou-se diante dele e encostou o rosto no chão, aos seus pés, dizendo:
 —Por favor, senhor! Escute-me! Eu sou a culpada! Por favor, não dê atenção a Nabal, pois ele não vale nada! Ele é exatamente o que seu nome quer dizer: um tolo! Eu mesma não vi os rapazes que o senhor mandou. Foi o SENHOR Deus quem impediu que o senhor se vingasse e matasse os seus inimigos. Agora eu juro, pela sua vida e pela vida do SENHOR, que todos os seus inimigos e todos os que querem prejudicá-lo serão castigados como Nabal. Senhor, faça o favor de aceitar este presente que eu lhe trouxe e o entregue aos seus homens. Perdoe, por favor, qualquer coisa errada que eu tenha feito. O SENHOR Deus fará com que o senhor seja rei e também os seus descendentes, pois o senhor está combatendo o combate dele e o senhor não vai fazer nenhum mal enquanto viver. Se alguém o atacar e tentar matá-lo, o SENHOR, seu Deus, o protegerá como um homem que guarda um tesouro precioso. Mas ele vai jogar longe os seus inimigos, como um homem que atira pedras com a sua funda. O SENHOR Deus cumprirá todas as coisas boas que lhe prometeu e o fará rei de Israel. E, quando isso acontecer, o senhor não terá motivo para se arrepender, ou sentir remorso por haver matado sem razão, ou por ter se vingado por si mesmo. E, quando o SENHOR Deus o abençoar, não esqueça de mim.

Davi respondeu:
—Louvado seja o SENHOR, o Deus de Israel, que mandou você hoje para me encontrar!
Graças ao que você fez hoje e ao seu juízo, eu deixei de cometer um crime de morte e fui impedido de me vingar por mim mesmo. Que o SENHOR Deus me livre de fazer algum mal a você! Eu juro pelo SENHOR, o Deus de Israel, o Deus vivo, que, se você não tivesse se apressado e não tivesse vindo me encontrar, amanhã cedo todos os homens de Nabal estariam mortos.

Então Davi aceitou o que ela havia trazido e disse:
—Volte para casa e não se preocupe. Eu farei o que você quiser.
Abigail voltou para o seu marido Nabal, que estava em casa, festejando como um rei. Ele estava bêbado e alegre. Então ela não lhe contou nada. Na manhã seguinte, quando ele não estava mais bêbado, ela lhe contou tudo. Aí ele teve um ataque e ficou completamente paralisado.

Uns dez dias depois, a ira de Deus feriu Nabal, e ele morreu.
Quando Davi soube que Nabal havia morrido, disse:
 — Louvem a Deus, o SENHOR! Ele me vingou de Nabal, que me insultou. E assim livrou este seu servo de fazer o mal. O SENHOR castigou Nabal por sua maldade.

Davi era homem segundo o coração de Deus. Mas no momento da ira ia fazer besteira e Abigail foi instrumento de Deus para alertá-lo. Tanto a mulher como o homem precisam saber a hora certa de falar e como falar. Mesmo quando nos aborrecemos, não devemos agir com ira. Isso desagrada a Deus.


Fixando a aprendizagem
Reproduza o desenho Jd4 fig 2 na galeria de imagens para as crianças colorir



Colaboração para Portal Escola Dominical  -  Profª  Cristina Araújo


Galeria de imagens

 fonte  

PRIMARIOS - Lição 4: Sirvo a um Deus que me dá amigos


4º Trim. 2012 - PRIMARIOS - Lição 4: Sirvo a um Deus que me dá amigos

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMÁRIOS – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: A alegria de servir a Deus
Comentaristas: Midian Pessoa e Laudicéia Barboza

LIÇÃO 4 – SIRVO A UM DEUS QUE ME DÁ AMIGOS!


Texto Bíblico: Rute 1.1-16;2.1-4


Objetivo
Ministre sua aula de forma a conduzir os pequenos a conscientizar-se de que através da amizade podemos demonstrar o amor de Deus em nós.


Frase do dia...
EU SIRVO A DEUS PORQUE ELE ME DÁ AMIGOS

Amplie e cole o desenho Prim4 fig 1 na galeria de imagens em um cartaz e escreva a frase do dia e o versículo para memorização.


  

Memória em ação
“O amigo ama sempre.”  (Pv 17.17 - NTLH)

Leia várias vezes este versículo com os pequenos, isso auxiliará na memorização.
Pode usar a sugestão da revista mestre.


Explorando a Bíblia
Rute, cujo nome significa "amizade", nos mostra um exemplo de uma verdadeira amizade, e ajuda mutua.

Muito tempo atras, houve uma grande fome em Israel. Um homem chamado Elimeleque viajou com sua esposa Noemi e filhos de Belém para o pais de Moabe. Enquanto moravam lá Elimeleque morreu. Seus dois filhos cresceram e cada um casou com uma moça moabita. Alguns anos mais tarde, os filhos de Noemi também morreram e ela ficou sozinha com suas noras.

Ouvindo falar que não havia mais fome em Israel, ela resolveu voltar para Belém, e disse as suas noras:
__ Voltem para seus lares. Que o SENHOR ajude cada uma de de voces a encontrar um novo esposo em seu país.

Uma das noras beijou-a e se despediu, voltando à sua família. A outra, por nome Rute abraçou e disse:
—Não me proíba de ir com a senhora, nem me peça para abandoná-la! Onde a senhora for, eu irei; e onde morar, eu também morarei. O seu povo será o meu povo, e o seu Deus será o meu Deus. Onde a senhora morrer, eu morrerei também e ali serei sepultada. Que o SENHOR me castigue se qualquer coisa, a não ser a morte, me separar da senhora!

E foi assim que Noemi voltou de Moabe, com Rute, a sua nora moabita. Elas chegaram a Belém quando a colheita de cevada estava começando. Noemi tinha um parente chamado Boaz, que era um homem rico e muito importante. Ele era da família de Elimeleque, o marido de Noemi.
Um dia Rute disse a Noemi:
 — Deixe que eu vá até as plantações para catar as espigas que ficam caídas no chão. Talvez algum trabalhador me deixe ir atrás dele, catando as espigas que forem caindo.
— Vá, minha filha! respondeu Noemi.

Então Rute foi ao campo e andava atrás dos trabalhadores, catando as espigas que caíam. E por acaso ela entrou numa plantação que era de Boaz, um parente de Elimeleque. Nisso Boaz chegou de Belém e disse aos trabalhadores:
— Que o SENHOR esteja com vocês!
— Que o SENHOR o abençoe! —responderam eles.

Aí Boaz perguntou ao chefe dos trabalhadores:
__ Quem é aquela moça ali?

Ele respondeu:
 — É a moabita que veio de Moabe com Noemi.  Ela me pediu que a deixasse ir atrás dos trabalhadores, catando as espigas que fossem caindo. E assim ela está trabalhando desde cedo até agora e só parou um pouco para descansar debaixo do abrigo.

Então Boaz disse a Rute:
— Escute, minha filha. Não vá catar espigas em nenhuma outra plantação. Fique aqui e trabalhe perto das minhas empregadas. Preste atenção e fique com elas no campo onde vão cortar espigas. Eu dei ordem aos empregados para não mexerem com você. Quando ficar com sede, beba da água que os empregados tirarem para beber.

Aí Rute ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e disse:
— Por que é que o senhor reparou em mim e é tão bom para mim, que sou estrangeira?

Boaz respondeu:
 — Eu ouvi falar de tudo o que você fez pela sua sogra desde que o seu marido morreu. E sei que você deixou o seu pai, a sua mãe e a sua pátria e veio viver entre gente que não conhecia. Que o SENHOR a recompense por tudo o que você fez. Que o SENHOR, o Deus de Israel, cuja proteção você veio procurar, lhe dê uma grande recompensa.

Rute disse a Boaz:
 — O senhor está sendo muito bom para mim. O senhor me dá ânimo, falando comigo com tanta bondade, pois eu mereço menos do que uma das suas empregadas.

E assim Rute catou espigas no campo até de tarde. Depois debulhou os grãos das espigas que havia apanhado, e estes pesaram quase vinte e cinco quilos. Pegou a cevada, voltou para a cidade e mostrou à sua sogra o quanto havia catado. Também lhe deu a comida que tinha sobrado do almoço.

Então Noemi perguntou:
 — Onde é que você foi catar espigas hoje? Onde foi que você trabalhou? Que Deus abençoe o homem que se interessou por você! Aí Rute contou a Noemi que havia trabalhado na plantação de um homem chamado Boaz.

E Noemi disse:
 — Que o SENHOR abençoe Boaz, que sempre tem sido bom, tanto para os que estão vivos como para os que já morreram! Noemi continuou:
 — Esse homem é nosso parente chegado e um dos responsáveis por nós.

Então Rute disse:
— Além de tudo isso, ele disse que eu posso continuar trabalhando com os seus empregados até acabar a colheita.

Noemi respondeu:
 — É bom que você vá com as empregadas dele, minha filha. Pois, se fosse trabalhar na plantação de outro homem, você poderia ser humilhada.

Assim Rute trabalhou com as empregadas de Boaz e catou espigas até terminar a colheita da cevada e do trigo. E continuou morando com a sua sogra.
Um dia Noemi disse a Rute:
— Minha filha, preciso arranjar um marido para você, a fim de que você tenha um lar. Você lembra que Boaz, o homem que a deixou trabalhar com as suas empregadas, é um dos nossos parentes? Pois bem!

Boaz achou Rute uma jovem adorável,  e decidiu casar-se com ela.

Aí Boaz disse às autoridades e a todo o povo:
— Hoje vocês são testemunhas de que eu  casarei com Rute, a moabita, viúva de Malom, para que a propriedade continue com a família do falecido. Assim o nome de Malom será sempre lembrado no meio deste povo e na sua cidade natal. Hoje vocês são testemunhas disso.

Todos responderam:
— Sim, nós somos testemunhas. E as autoridades disseram a Boaz: —O SENHOR abençoe seu casamento

Então Boaz e  Rute se casaram e foram para casa, , e o SENHOR deu a Rute a bênção de ficar grávida, e ela deu à luz um filho.
E as mulheres disseram a Noemi:
— Louvado seja o SENHOR, que lhe deu hoje um neto para cuidar de você! Que este menino venha a ser famoso em Israel! Que ele seja um consolo para o seu coração e lhe dê segurança na velhice! A sua nora, a mãe do menino, a ama; e ela vale para você mais do que sete filhos.

Noemi pegou o menino no colo e cuidou dele e ficou muito feliz pela nova família que Deus lhe deu.


Oficina criativa
Amplie o desenho Prim4 fig 2 na galeria de imagens para os pequenos colorir


Fonte: www.karolpoerner.blogspot.com


Fontes Consultadas:
·         Bíblia NTLH - SBB
·         Curso para Professor de EBD - Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL – Pr. Vicente de Paula Leite
·         53 Histórias de Jesus – Geográfica Editora
·         Bíblia Ilustrada Infantil – Editora Geográfica – Edição 2000.


Colaboração para EBDnet – Profª. Jaciara da Silva 

JUNIORES - Lição 4: Um por todos e todos por um


4º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 4: Um por todos e todos por um

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: Fé em ação
Comentaristas: Miriam Reiche e Luciana Alves de Souza


LIÇÃO 4 – UM POR TODOS E TODOS POR UM


Texto Bíblico:Atos 4.32-37-5.1-10


Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a conscientizar-se da importância de termos união com nossos irmãos, e que Deus é Verdade, e a mentira é abominável aos olhos Dele..


Exercitando a memória
“Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se todos fossem irmãos!”(Sl 133.1 – NTLH).


Crescendo no conhecimento
Todos os que aceitaram a Jesus e creram pensavam e sentiam do mesmo modo. Ninguém dizia que as coisas que possuía eram somente suas, mas todos repartiam uns com os outros tudo o que tinham.
Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e Deus derramava muitas bênçãos sobre todos. Não havia entre eles nenhum necessitado, pois todos os que tinham terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro e o entregavam aos apóstolos. E cada pessoa recebia uma parte, de acordo com a sua necessidade.

Foi assim que José vendeu um terreno dele e entregou o dinheiro aos apóstolos. José era levita e havia nascido na ilha de Chipre. Os apóstolos o chamavam de Barnabé, que quer dizer “Aquele que dá ânimo”.
Foi assim que José vendeu um terreno dele e entregou o dinheiro aos apóstolos. José era levita e havia nascido na ilha de Chipre. Os apóstolos o chamavam de Barnabé, que quer dizer “Aquele que dá ânimo”.

Mas um homem chamado Ananias, casado com uma mulher que se chamava Safira, vendeu um terreno e só entregou uma parte do dinheiro aos apóstolos, ficando com o resto. E Safira sabia disso.
Então Pedro disse a Ananias:
 — Por que você deixou Satanás dominar o seu coração? Por que mentiu para o Espírito Santo? Por que você ficou com uma parte do dinheiro que recebeu pela venda daquele terreno? Antes de você vendê-lo, ele era seu; e, depois de vender, o dinheiro também era seu. Então por que resolveu fazer isso? Você não mentiu para seres humanos — mentiu para Deus!

Assim que ouviu isso, Ananias caiu morto; e todos os que souberam do que havia acontecido ficaram com muito medo. Então vieram alguns moços, cobriram o corpo de Ananias, levaram para fora e o sepultaram.
A mulher de Ananias chegou umas três horas depois, sem saber do que havia acontecido com o marido.
Aí Pedro perguntou a ela:
— Me diga! Foi por este preço que você e o seu marido venderam o terreno?
—Foi! —respondeu ela.
 Então Pedro disse:
—Por que você e o seu marido resolveram pôr à prova o Espírito do Senhor? Os moços que acabaram de sepultar o seu marido já estão lá na porta e agora vão levar você também.

No mesmo instante ela caiu morta aos pés de Pedro. Os moços entraram e, vendo que ela estava morta, levaram o corpo dela e o sepultaram ao lado do marido. E toda a igreja e todos aqueles que souberam disso ficaram apavorados. Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas entre o povo, e os seguidores de Jesus se reuniam no Alpendre de Salomão. Ninguém de fora tinha coragem de se juntar ao grupo deles, mas o povo falava muito bem deles. Uma multidão de homens e mulheres também creu no Senhor e veio aumentar ainda mais o grupo
 
Aplicação da Lição
Enfatize aos pequenos que a comunhão é uma das mais belas características da igreja de Cristo. Os primeiros cristãos se destacaram nela de maneira tão evidente que o povo ao redor se admirava e simpatizava com eles. O resultado era o crescimento do número de salvos (At 2.47). Na verdadeira comunhão dos salvos há amor mútuo e a alegria de compartilhar bênçãos e experiências.

Comunhão é promover o bem estar dos irmãos e também receber o carinho nos momentos oportunos. Há uma marcante reciprocidade na comunhão. É participar da dor e do sofrimento do irmão. É “levar as cargas uns dos outros e assim cumprir a lei de Cristo” que é o amor. É estar juntos no culto sincero em adoração a Deus, cantando, orando, estudando a Palavra.

Comunhão é servir uns aos outros com dons e habilidades dados pelo Senhor, e deste modo promover a edificação e aperfeiçoamento do corpo de Cristo. É chorar com os que choram e participar da alegria dos que se alegram. É promover a paz com todos. É ter paciência com os mais fracos e ajuda-los a crescer no conhecimento de Jesus.


 Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – edição 2003
·         Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
·         Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002.
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Estudo da Mulher – Editora Mundo Cristão/SBB – Edição 2003
·         Dicionário Vine – Editora CPAD – 3ª Edição 2003
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8[ Edição/2009

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva 

JUVENIS - Lição 4: O dia da prestação de contas


4º Trim. 2012 - JUVENIS - Lição 4: O dia da prestação de contas

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUVENIS – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: O Que A Biblia Fala Sobre O Futuro Da Igreja
COMENTARISTA: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 4 - O DIA DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

TEXTO BIBLICO- 1Co 3.6-15

ENFOQUE BIBLICO
“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.” (2Co 5.10)

OBJETIVOS
Definir o Tribunal de Cristo, distinguindo-o dos outros julgamentos mencionados na palavra de Deus.
Encorajar os alunos a trabalhar no Reino de Deus com fidelidade e humildade por amor a Deus.
Enfatizar que todo trabalho feito com perseverança para o Senhor terá sua devida recompensa.

INTRODUÇÃO
Após o arrebatamento, todos os cristãos deverão comparecer perante Cristo para o julgamento. Eis a razão do Apostolo Paulo dizer: “Porem cada um veja como edifica” (1Co 3.10-17), manifestar se a, a obra de cada um, o Dia a demonstrara, revelando-a por meio do fogo, aquela que permanecer nos dará o galardão. Mas há os que serão salvos através do fogo. O que significa isso? É o mesmo que a pessoa estar no décimo andar de um edifício e derrepente o mesmo arde em chamas, os bombeiros consegue arrancar aquela pessoa do lugar apenas de pijamas, pois estava dormindo e ao acordar tudo estava ardendo em chamas. Está vivo, mas perdeu tudo que tinha, é a situação de alguns que hoje dorme, caso não venha a despertar, serão salvos apenas como se estivesse de “pijamas”. Salvo como que pelo fogo, não sobrou nada de seus 40, 30, 20, 10 anos de fé. Que Deus nos ajude e que nós nos esforcemos a trabalhar com fidelidade, humildade e amor na obra do Mestre. Esteja certo agindo assim teremos galardão.

O TRIBUNAL DE CRISTO
O crente não será julgado como pecador, nessa condição ele já foi julgado em Cristo, quando no Calvário ele morreu. Também não será julgado como filho, pois esse processo se deu durante a vida. No Tribunal de Cristo o crente será julgado como servo é o seu serviço prestado que estará em julgamento. Todos os que comparecerem ao tribunal de Cristo estarão salvos, não perderão mais a salvação, pois o mesmo já se dará nos céus (2Co 5.10; Lc 14.14; Ap 22.12).

Durante a nossa vida aqui temos prestados serviços para o Reino de Deus, alguns mais outros menos, são esses serviços que apresentaremos ao Senhor. Assim que a Igreja for arrebatada, os salvos comparecerão diante desse tribunal. A pergunta é: Já não estamos salvos? E por que esse tribunal? A salvação é pela Graça e Misericórdia de nosso Bondoso Deus, agora uma vez salvo devemos reconhecer e dentro de nosso livre arbítrio prestar lhe serviço, fazer isso com gratidão e adoração. O evangelista Lucas fala de uma mulher que soube que Jesus estava à mesa na casa de  certo fariseu, ela levou um vaso de alabastro com ungüento e regava os pés de Jesus com lagrimas enxugava como os cabelos e ungia com o ungüento.
O fariseu que convidou Jesus para estar em sua casa não gostou da atitude da mulher e reprovou o comportamento de Jesus. O Mestre contou lhes a parábola dos dois devedores, um devia quinhentos dentários e outro cinqüenta, ambos não podia pagar seus credores, foram perdoados.  O que tinha maior divida ficou mais grato, concluiu o fariseu. (Lc 7.41-50)

Quando achamos que nosso trabalho é para o pastor, fazemos a obra de Deus de acordo com o tratamento que recebemos do pastor ou do ministério. O fariseu levou Jesus em sua casa, certamente ele de suas posses serviria ao Mestre uma boa ceia. E é interessante, o serviço para o Reino de Deus, não é recompensado quando eu faço da sobra, mas quando eu vou alem das minhas possibilidades, o ungüento usado era caríssimo, ela deve ter trabalhado muito, uma vez que não era de muitas posses (Jo 11.2). Há muita gente enganada com essa doutrina, pensam que a recompensa é o cargo que ele vai receber no dia da consagração. Ter ministério não é recompensa de trabalhos prestados para o Reino de Deus, ministério é uma vocação, um chamado divino, para o trabalho. Será exigido de cada um que se ache fiel na hora da prestação de contas.
a)      Será julgado todo o trabalho do cristão feito para Deus – como administramos os nossos bens? Perguntei certa vez numa igreja: do que ganhamos quanto sobra? A maioria disse 90%, uma vez que 10% é o dizimo do Senhor. Bem! Eu diria que os 10%, quando somos fieis estão garantidos, receberemos por ele, mas como gastamos os 90%? O dinheiro é seu, faça o que bem quiser com ele (At 5.3,4). Mas não se esqueça da prestação de contas, naquele dia muitos, vão dizerem: eu deveria ter contribuído mais, ter sustentado missionários, ajudado aquele irmão quando necessitado etc, etc.. Cuidado com as aplicações, na há pecado, mas aplicando no Reino de Deus, recebera por isso. Também haverá o julgamento dos dons, esses dados por Deus a igreja para edificação muitos se omitem. Talentos que são desperdiçados com coisas banais desta vida, enquanto poderia ser usados no ganhar almas para o Reino de Deus. Trabalhe procurando o máximo de qualidade, não se preocupe muito com a quantidade.
b)      A nossa conduta estará em julgamento – o procedimento de cada cristão em particular. Como você age? Em vários lugares a Bíblia ensina a agir com sobriedade. Ajamos assim.
c)      O nosso relacionamento com os irmãos – é o reto juiz, ninguém escapará, as injustiças que aqui cometemos para com nossos irmãos, estarão sendo julgada no tribunal. Devemos dar um tratamento de qualidade a nossos irmãos. 

O certo é que cada crente passará diante de Cristo, haverá galardão aos que suportarem as provações, recompensa aos que sofrem com paciência por causa do Senhor, aos que praticam atos de bondade, movido por amor, terá galardão, até mesmo um copo de água fria, proporcionará galardão.
O contrario também irá acontecer, a perda de galardões àqueles que agem aqui com preguiça, são salvos, mas deixam as coisas de Deus para quando der certo. E quando fazem, é relaxado. Ficará envergonhado no tribunal de Cristo. Esse tribunal, não lançara ninguém no inferno, ele apenas recompensara os salvos, analisando a obra de cada um, um juiz reto e justo, dará a cada crente segundo seu merecimento.

COMO DEVEMOS TRABALHAR NO REINO DE DEUS?
Vivemos em um mundo capitalista, a ganância tem tomado conta dos homens e isso até no meio do cristianismo. Há uma corrida por “quero mais”, ninguém se contenta com o que tem, temos visto as barganhas até no meio evangélico.  Dias destes vimos pela TV, o descontentamento das pessoas que se acham lesados, pois deram dinheiro a uma determinada igreja e não receberam as promessas. É interessante, não quero aqui criticar a fé de ninguém, mas chamar atenção para um fato que é muito comum em algumas pregações. Os fieis são levados a crerem que dando certo valor serão retribuídos com o dobro ou mais, isto não é trabalhar para Deus. Pelo contrario, incita a pessoa em querer ter mais, ou comprar uma cura ou solução de problemas.

 O trabalho no Reino de Deus deve ser feito com muita humildade e com grande zelo, nunca devemos trabalhar por ganância e nem para demonstração. O trabalho que fazemos com a intenção de sermos vistos não será recompensado por Deus. Às vezes temos a impressão de descaso dos homens por aquilo que fazemos, vez por outra há irmãos que se desesperam por essa razão e vão embora perdendo tudo. Não devemos agir assim, nenhum trabalho por simples que seja perderá sua recompensa, quando feito com amor e dedicação. Não devemos firmar a esperança em receber dos homens, eles nada podem fazer, pode sim beneficiar com cargos, posições, porem, isso fica por aqui mesmo e na maioria das vezes o beneficiado não consegue desempenhar a função a ele imposta como pagamento. A nossa recompensa vem de Deus, mesmo que não somos vistos pelos homens, nada passa despercebido diante do Pai celestial.
O trabalhador deve ser fiel, a fidelidade é algo de sumo importância no Reino de Deus, a parábola dos talentos mostra o quanto vale ao servo ser fiel em tudo (Mt 25.14-30). Os que foram fieis no pouco foram colocados em muito, ou seja, foram recompensados acima de suas expectativas e o que foi infiel no pouco, perdeu até o pouco que tinha. Mesmo que o trabalho confiado a nós seja pequeno, mesmo que pareça insignificante, façamos com alegria e fidelidade. Davi era um jovenzinho que cuidava das ovelhas de seu pai Jesse, acredito que ninguém o via como rei em Israel, talvez se ele contasse a alguém, seria criticado e zombado. O serviço rude e simples o jovem Davi fazia com amor e dedicação, defendendo as ovelhinhas dos lobos, dos leões a ponto de lutar com elas. O resultado de sua fidelidade para com seu pai terrestre, cuidando dos animais de sua família com amor e dedicação, foi a coroação dele como rei em Israel e mais, o nome Davi na Bíblia é único, não há mais ninguém no Livro Santo com esse nome. Que recompensa? Como você está fazendo a obra de Deus?

HAVERÁ RECOMPENSA?
Certa vez li em um livro que não possuo mais e por essa razão não tenho a fonte, o autor contou uma pequena historia de um mordomo muito obediente a seu senhor. Diz o autor daquele livro que o senhor do mordomo mandou que ele construísse uma casa, deu a ele a liberdade de ir ao cofre e gastar o que precisasse, mas fizesse a casa como ele achasse por bem. O mordomo preparou o terreno, contratou o construtor, comprou o material e no tempo determinado a casa estava pronta. O patrão veio para a inauguração, fez elogios ao mordomo, desatou a fita inaugural e após o discurso, chamou o mordomo e disse: essa casa é sua, pelos serviços a mim prestados, tenho grande alegria em presenteá-lo com essa bonita casa. O mordomo entrou em prantos e chorou, chorou como quem está inconformado, seus amigos foram ao encontro e quiseram saber qual o motivo do choro e ele então declarou em meio a soluços: é que eu tive a oportunidade de fazer a melhor casa do mundo, no entanto procurei tudo do mais barato, economizei tanto com medo de meu senhor, portanto agora tenho que me contentar com esta casa de baixo valor.

Seremos sim recompensados, mas veja cada um como esta construindo, os cofres da graça estão abertos ao nosso favor, o Senhor nos deu a oportunidade para trabalhar. Não somos robotizados, ou metodizados, somos livres para fazer, com ouro que significa a expressão máxima de tudo o que se pode fazer para Deus. Esse metal era usado no santuário, indicando a divindade de Cristo e a Gloria de Deus. Construímos com ouro quando há desaparecimento total do eu. Outro material com o qual podemos construir é a prata, era usado na base do tabernáculo e  exigido 5 gramas tanto do rico quanto do pobre, fala da aproximação total entre Deus e o homem, indicando a morte expiatória de Cristo na cruz do calvário. Construímos com prata quando há comunhão irrestrita com Deus, um tem prazer com o que o outro faz. O terceiro material é a pedra preciosa, não encontrada encima da terra, mas nas profundidades, o crente precisa ser cheio do Espírito Santo, trabalhar mergulhado nesse poder.

Os três materiais citado acima no julgamento resistira ao fogo, mas Paulo adverte sobre outros três que queimarão. São eles: Madeira, que significa obras puramente humanas, aquele formalismo visto em algumas pessoas que vivem apenas de obras sociais e agem com farisaísmo (Mt6.2; 16.6). O segundo material que não resistira ao fogo é o feno, que simboliza as obras da carne, aqui fala com os racionalistas, fazem apenas aquilo que lhes vem a cabeça, não obedecem a ninguém, quando em vez ele vem a igreja, parece indiferente, tocam e vão embora, cantam e ficam do lado de fora do templo. É o saduceu com seu fermento (Mt 6.25,31,32; 16.6). E finalmente pode se também construir com palha, não precisa nem dizer o que acontece com a palha junto ao fogo, na igreja tem muita gente hipócrita, político, é o irmão do jeitinho, tem jogo de cintura. (Mc 8.15) Jesus chamou a hipocrisia de fermento de Herodes.
Construir com ouro, prata e pedras preciosas, da muito trabalho, mas tem recompensa, pois uma vez que no trabalho você desaparece e reconhece o sacrifício de Cristo, levando assim uma vida de profundidade e submissão a Deus. Agora é fácil construir com madeira, feno e palha, não custa muito ser formal, fazer o que pensa e o que quer, levar uma vida de mentira, ou seja, dizendo que é aquilo que na verdade não o é. Você é quem sabe, espero que não haja como aquele mordomo, é melhor chorar aos pés do Senhor em oração e jejum do que chorar porque deveria ter feito e agora não dá mais tempo, pois já é o tribunal.

CONCLUSÃO
“Portanto meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, o vosso trabalho não é vão.” (1Co 15.58 EC – VIDA)

OBRAS CONSULTADAS
  • SILVA, Antonio Gilberto – Escatologia Biblica – adp. A EETAD – 2ª Ed – Campinas 1997

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jair Rodrigues

 fonte  www.portalebd.

ADOLESCENTES - Lição 4: Confronto Histórico


4º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 4: Confronto Histórico

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 4 - CONFRONTO HISTÓRICO

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Entenderque combatemos constantemente as obras das trevas, porém que nosso maior inimigo é nossa própria natureza; conscientizar-se da necessidade do fruto do Espírito para vencermos no dia a dia.

Para refletir
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis”.(Gl. 5.17 – ARC).

O espírito e a carne são opostos um ao outro, conforme evidenciado por suas obras e frutos (Gl 5.19-22). O resultado dessa oposição é um conflito interno dentro de todos os cristãos, aqueles que aprendem que não podem ser vitoriosos por sua própria força (Rm 7.15-23), que se submetem ao Espírito Santo e procura desenvolver o fruto do Espírito, esses serão mais que vencedores.

Texto Bíblico: Gl. 5:16-26.

Introdução
Na Bíblia de Estudo Genebra, o texto em questão já começa com duas coisas interessantes: Paulo usa o verbo Andar na forma imperativa Andai e o advérbio de tempo jamais que modifica completamente a atitude do verbo (v. 16). O apóstolo quis nos passar a seguinte ordem: "Caminhai, continuamente, no Espírito e, em tempo nenhum (nunca) cumprireis os desejos (vontades) da carne".
Definição do termo "Carne"
Paulo diz no cap. 6:13 que os agitadores da Galácia queriam circuncidar os gálatas a fim de gloriarem-se em sua "carne" e, em 2:16, o apóstolo relata que pela observação da lei, "nenhuma carne" (isto é, ninguém) será justificada. Paulo usa o termo "carne" em, pelo menos, três sentidos. Em um sentido mais geral, refere-se ao que é humano. Em outro sentido, refere-se ao corpo físico. Em um sentido mais específico, principalmente quando aparece em oposição ao "espírito", refere-se à natureza humana pecaminosa, que envolve também a mente e a alma.

O Conflito da Oposição
O Espírito e a carne são diretamente opostos um ao outro, conforme evidenciado por seu fruto e obras (v. 19-22). O resultado é um constante conflito implacável e arrebatador dentro dos cristãos, em que eles não podem ser vitoriosos por sua própria força.
Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos. O único caminho para nos libertarmos de nossos desejos pecaminosos é por intermédio do poder recebido do Espírito Santo (veja Rm 8:9; Ef 4: 23,24; Cl 3: 3-8).
Eles, o Espírito e a Carne, opõem-se entre si para não nos deixar fazer o que queremos (v.17b); isto significa que não temos vontade própria (Rm 7: 15-23).

Obras Versus Fruto
Segundo o Aurélio (dicionário), Obras são efeitos do trabalho ou da ação; Fruto é Resultado, conseqüência. Os termos usados por Paulo nos vs. 19a e 22a fazem ligação direta com a escolha do cristão. Se optarmos pela carne, desfrutaremos de sua ação e provaremos seus efeitos; entretanto, se escolhermos o Espírito, conseqüentemente, colheremos seu fruto.
Outra coisa interessante que precisamos observar nesses termos é que, quando se refere à carne, encontramos suas obras ligadas indiretamente, porém, distintas entre si. Exemplo: enquanto um idolatra, outro se prostitui, outro pratica homicídios, outros pregam heresias e assim sucessivamente; porém, todas as obras estão ligadas à mesma natureza pecaminosa.
Agora, quando se trata do Espírito, muda completamente o cenário. Ao invés de usar o plural, tudo fica no singular. Isto é, a conseqüência de quem anda no Espírito é o Seu fruto produzido gradativamente dentro do cristão. Exemplo: ninguém pode ser benigno, se não tiver paz, gozo, alegria, amor, bondade, fé, mansidão, domínio próprio e amor. Tudo está interligado. Não há distinção.

Todos nós temos desejos pecaminosos e não podemos ignorá-los. A fim de podermos seguir a orientação do Espírito Santo, devemos, decididamente, enfrentá-los (crucificá-los - 5:24).
Quem vencerá essa árdua batalha entre o Espírito e a carne? Vencerá aquele que nós escolhermos.

As Obras Da Carne
Para facilitar a compreensão, vamos dividir as obras da carne em 04 (quatro) grupos e, assim, analisar cada grupo detalhadamente.
Nesta parte do estudo, refletiremos sobre os dois primeiros grupos. São os seguintes:

1. Pecados da carne - Os pecados da carne são aqueles que pertencem à própria natureza humana pecaminosa. São eles:
·         Prostituição (vs 19a)
A prostituição têm vários conceitos, segundo o Dicionário Aurélio - Século XXI. São eles:
 a) Iniciar na vida de prostituto; entregar à devassidão (libertinagem); desmoralizar, corromper;
 b) Fig. Tornar vil (Mesquinho, miserável, insignificante) ou degradante; degradar, aviltar, desonrar. Ex: prostituir a justiça;
 c) Expor publicamente: as dançarinas que prostituem o corpo aos olhos dos fregueses de cabaré;
 d) Entregar-se à vida de pública devassidão; tornar-se prostituto;
 e) Produzir (o artista ou o cientista de capacidade) obra artística ou científica com o objetivo exclusivo de enriquecer, desprezando princípios, idéias, ou a qualidade do trabalho: muitos pintores de talento se prostituem, tornando-se verdadeiros comerciantes;
 f) Desonrar-se, aviltar-se, praticando ações vergonhosas ou indecorosas; rebaixar-se: a justiça não pode prostituir-se;
 g) Deixar-se corromper por suborno de favores.

Por que Deus proibiu a prostituição? (Dt 23: 17-18)
Quase todas as outras religiões conhecidas na época incluíram a prostituição como ritual de adoração aos ídolos. Mas a prostituição escarnece da idéia original de Deus para a família, ao tratar o sexo como um ato que não exige compromisso entre o homem e a mulher. Fora do casamento, o sexo é destrutivo.

Onde se origina a Prostituição?
Jesus nos ensina que a prostituição tem origem no coração do homem (Mt 15: 19). Porém, o corpo não foi feito para ser dado à prostituição (I Co 6: 13).

Como lidar com a Prostituição?
 - Fugir dela - I Co 6: 18
 - Mortificá-la (torturar, castigar) - Cl 3: 5.
 - Abster-se dela (privar, impedir) - I Ts 4: 3.

·         Impureza (v. 19a)
A impureza, segundo o Aurélio, é a qualidade ou estado de impuro (imundo, contaminado, infetado).
Esse pecado está ligado diretamente aos pensamentos profanos e imundos que permeiam a mente dos cristãos. Paulo disse aos filipenses que "... tudo que é puro...nisso pensai" (Fp 4: 8). A pureza é caracterizada por tudo aquilo que de Deus. Pensar ao contrário, é impureza.
Esse pecado também pode ser conhecido como "maus pensamentos" (Mt 15: 19a) e, consequentemente, gera a cobiça (Mt 5: 27-28).
·         Lascívia (Luxúria, libidinagem, sensualidade)
Esse pecado também pode ser conhecido por dissolução, do original grego, significa deboche total, indecência desavergonhada, desejo desenfreado, depravação irrestrita. A pessoa com essa característica tem uma oposição insolente à opinião pública, pecando à luz do dia com arrogância e desdém (Ap 4:3).

2.Pecados ligados à religião
Nesse grupo, relacionamos dois pecados ligados à religião pagã, relatados por Paulo aos cristãos da Galácia.
A.     Idolatria (vs 19b)
Esse pecado tem dois conceitos interessantes:
1. Culto prestado a ídolos. O ídolo pode ser uma estátua ou um simples objeto cultuado como deus ou deusa; todavia, figuradamente, é uma pessoa a quem se tributa respeito ou afeto excessivo.
2. Amor ou paixão exagerada, excessiva. Um sentimento avassalador, excessivo, por algo ou alguém, também se caracteriza como idolatria. Geralmente, as pessoas que possuem esse tipo de sentimento, proferem as seguintes expressões: "meu filho é a minha vida", "minha mãe é tudo pra mim", "se eu perder essa mulher, mato-me", "sem esse homem, não sou nada", "mexa comigo, mas não toque em minhas roupas", "toque em mim, mas não nas minhas coisas".
A Palavra de Deus nos manda "fugir" da idolatria com o mesmo fervor que fugimos da prostituição (1 Co 10:14).

B.     Feitiçarias (v. 19b)
Segundo o Aurélio, é a Ação ou prática de feiticeiro ou feiticeira. É o mesmo que Bruxaria, que têm as seguintes definições:
1. Suposto exercício de poderes sobrenaturais
2. Acontecimento que se atribui a artes diabólicas ou a espíritos sobrenaturais. Exemplos: bagata, bozó, bruxedo, caborje, carochas, coisa-feita, feitiçaria, feitiço, fungu, macumba, malfeito, mandinga, mandraca, mandraquice, mocô ou mocó, mundrunga, sacaca, salgação, sortilégio, trabalho;
3. Ação maléfica atribuída a bruxos ou magos; magia negra;
4.Magia:
 - Arte ou ciência oculta com que se pretende produzir, por meio de certos atos e palavras, e por interferência de espíritos, gênios e demônios, efeitos e fenômenos extraordinários, contrários às leis naturais; mágica, bruxaria;
 - Religião ou doutrina dos magos; magismo;
 - Magnetismo, fascinação, encanto, mágica;
 - Conjunto mais ou menos sistemático de saberes, crenças e práticas, relativamente institucionalizados dentro de um grupo social e que dizem respeito à possibilidade de manipular certas forças impessoais ou indecifráveis que se manifestam na natureza, na sociedade ou nos indivíduos.

O Apostolo Paulo condena categoricamente quem faz uso dessas práticas, dizendo que "... Não herdarão o Reino dos Céus" (Gl 5:21b).
Portanto, não podemos, como cristãos, compartilhar e/ou concordar com esse tipo de prática em nosso meio. Precisamos protestar com a Palavra de Deus e lutar todos os dias, andando em Espírito, para vencermos essas obras da carne.


3. Pecados de temperamento
o   Inimizades.É o mesmo que falta de amizade, aversão, malquerença. É o tipo de pessoa que não tem afinidade com ninguém, arruma problema com todo mundo, não tem amigos, vive metido (a) em confusão. Uma pessoa que exerce essa obra da carne não se satisfaz em ver duas pessoas como amigas, não acredita em ninguém, desconfia de tudo e todos e faz de tudo para que as pessoas ao seu redor se dêem bem.
o   Porfias.Oriunda do Latim "perfídia", essa palavra quer dizer "por via popular". Esmiuçando melhor, é agir por instinto natural do ser humano, que já se tornou um costume popular. Em sentido literal, porfia significa: 1. Discussão ou contenda de palavras; polêmica e 2. Insistência, pertinácia, teima, obstinação; no sentido figurado, essa palavra assume um sentido de competição, rivalidade; disputa.
Nesta passagem aos gálatas, Paulo usa porfia para exemplificar àqueles irmãos que gostam de discutir por tudo, criar polêmica com coisas pequenas e criar contendas por coisas fúteis.
o   Ciúmes.Essa palavra tem uma origem interessante. Vem do Latim Zelumen, de Zelus, que vem do grego Zêlos, que significa 'cuidado'; 'ardor'; 'inveja'; 'ciúme'.
É um sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto, o desejo de posse da pessoa amada, a suspeita ou a certeza de sua infidelidade fazem nascer em alguém; zelos. Perceba que ciúme e inveja são sinônimos e, é acerca deste último que o apóstolo lista para os gálatas. O ciúme aqui é um despeito invejoso; inveja. E diz um ditado popular que inveja é o mesmo que "falta de capacidade".
o   Iras.O sentido usado nesse texto é o mesmo usado em Lc 4:28, que traz o significado de "raiva inflamatória, raiva explosiva, agitação turbulenta, agitação fervorosa, ímpetos impulsivos de raiva". Paulo está falando aqui daqueles cristãos que têm "o pavio curto", que se explodem com facilidade, que enchem o coração de ira por qualquer coisa.
o   Discórdias(Pelejas) e Dissensões. É o mesmo que desarmonia, desentendimento, desinteligência, desavença, desordem, briga, contenda
o   Heresias(Facções). Do grego Haireseis, essa palavra originalmente denotava fazer uma escolha ou ter uma opção. Depois evoluiu para ter uma preferência devido a uma opinião ou sentimento, e passou facilmente para um sentimento de desunião, escolha de lados, ter diversidade de crença, criar dissensão e substituir a submissão à verdade por opiniões rebeldes.
o   Invejas.A palavra propriamente dita significa desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem e desejo violento de possuir o bem alheio. Este sentimento esteve presente na vida dos irmãos de José de tal forma, que os fizeram vender seu irmão como escravo (Gn Cap. 37).
o   Homicídios.É a Morte de uma pessoa praticada por outrem; assassínio. A Bíblia nos informa que este sentimento procede do coração corrompido do homem (Mc 7:21). Quando falamos em homicídio pensamos, diretamente, no ato propriamente dito; porém, matamos as pessoas não só fisicamente, mas sentimentalmente e socialmente todos os dias, quando dizemos palavras duras e impensadas, quando podemos e não queremos ajudá-las, quando humilhamos essas pessoas, nos achando superiores, quando somos indiferentes à situação alheia, dentre outros fatores.

Paulo, após fazer toda a listagem das obras da carne, enfatiza e decreta que, todos os que praticam essas obras, NÃO herdarão o Reino de Deus (Gl 5:21).
Como cristão, não podemos permitir que essas obras façam parte da nossa vida cotidiana. Precisamos "esmurrar nosso corpo" todos os dias e crucificá-lo na cruz de Cristo, para que a vontade do Espírito Santo prevaleça em nossa vida.


O Fruto do Espírito
Chegamos a melhor parte deste estudo. Porque, enquanto nas partes anteriores tratamos sobre o que NÃO fazer, aqui trataremos sobre tudo que precisamos fazer em nosso dia-a-dia.
Essas virtudes são caracterizadas como fruto em contraste a "obras". Somente o Espírito Santo pode produzi-la, e não nossos próprios esforços. Um outro contraste é que, enquanto as obras da carne são mais de uma, o fruto do Espírito é um e indivisível. Quando o Espírito controla completamente a vida de um cristão, ele produz todas essas graças.
Paulo usa a metáfora do fruto para descrever a condução do cristão em Rm 6:22; Ef 5:9; Fp 1:11. João Batista da mesma forma proclamou que o verdadeiro arrependimento produz ações morais concretas como "fruto" (Mt 3:8; Lc 3:8).
Para facilitar nossa compreensão, também dividiremos o fruto do Espírito em seções (grupos). São eles:
1.  FRUTO DE ATITUDE EM RELAÇÃO A DEUS (Amor, Alegria e Paz)
1.1. Amor
Na Bíblia há dois principais sentidos bíblicos para entendermos o amor. Ele pode ser DOM ou FRUTO.
1.1.1. Dom. Esse é o amor Ágape mencionado no capítulo 13 de I Coríntios. É um presente de Deus para o ser humano, expresso na pessoa do Senhor Jesus e é a maior dádiva espiritual. É o amor "que tudo espera, tudo crê e tudo suporta". Como a base de todos os dons é o amor, esse espírito de amor é o fator de qualificação para o exercício bíblico dos dons do Espírito Santo.
1.1.2. Fruto. Essa característica apresentada no texto aos gálatas é, na verdade a ação da primeira, mais conhecida como "caridade". No vocabulário cristão, o amor que move a vontade à busca efetiva do bem de outrem e procura identificar-se com o amor de Deus; ágape, amor-caridade. Mais precisamente, é o exercício do dom supremo derramado em nós pelo Espírito Santo.
O Amor produzido pelo Espírito é como o amor de Cristo.

1.2.  ALEGRIA.
Quando as coisas estão bem, sentimos alegria. Quando as dificuldades chegam, muitas vezes, afundamo-nos na depressão. Mas a verdadeira alegria transcende a onda gigante das circunstâncias; vem de um relacionamento consistente com Jesus Cristo (Jo 15:11).
A alegria é um tema comum nos ensinamentos de Cristo; Ele quer que sejamos alegres (Jo 17:13; 15:11; 16:24). A chave para essa alegria incomensurável é viver em contato íntimo com Cristo, a fonte de toda a alegria. É o resultado de quem anda em Espírito.

1.3.  PAZ.
Do grego eirene, que pode ser comparado com "irênico" ou "Irene", denota um estado de descanso, quietude e calma; inexistência de rivalidade; tranqüilidade. Geralmente tem o sentido de bem-estar. Eirene inclui relacionamentos harmônicos entre Deus e os seres humanos, os seres humanos entre si, nações e famílias. Jesus, como o Príncipe da Paz, dá paz àqueles que o invocam para salvação pessoal.
O Senhor Jesus e o apóstolo Paulo nos convocam a termos paz com todos os homens (Mc 9:50; Rm 12:18).

2.   FRUTO DE RELACIONAMENTOS SOCIAIS(Longanimidade, Benignidade, Bondade)
2.1.  Longanimidade.
Makrothumia, no grego, é a palavra usada para paciência. Essa palavra denota tolerância, paciência, firmeza, resistência, resignação. A capacidade de suportar perseguição e maus-tratos também está inclusa em makrothumia. Descreve uma pessoa que tem o poder de vingança, mas ao invés disso é comedida. Longanimidade nada mais é do que o exercício contínuo da paciência. É o mesmo que paciência sem limites. Essa característica é fruto do Espírito.
2.2.  Benignidade.
A palavra no original usada para benignidade é chrestotes, que significa bondade em ação, amabilidade em disposição, carinho ao lidar com os outros, benevolência, generosidade, afabilidade. Esta palavra descreve a capacidade de agir pelo bem-estar daqueles que testam sua paciência. O Espírito Santo tira características abrasivas de alguém sob o seu controle.
2.3.  Bondade.
O sentido usado nesse texto de Paulo aos gálatas, é o mesmo usado na carta aos romanos (Rm 15:14), que é o de beneficência, bondade em manifestação verdadeira, virtude equiparada com a ação, propensão generosa tanto para querer como para fazer o que é bom, bondade intrínseca produzindo generosidade e um  estado ou existência divinos.

3.  FRUTO DE CONDUTA CRISTÃ(Fé, Mansidão, Temperança)
3.1.   Fé.
Não há maior conceito usado para a fé, como o que é usado na carta aos hebreus, onde ela é o "firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem" (Hb 11:1).
A Fé assemelha-se a uma mulher grávida, que espera um filho, porém, não o vê e tem a certeza da sua existência.
Ela é o pré-requisito para se achegar a Deus, porque é impossível agradá-lo sem Fé (Hb 11:6).
3.2.   Mansidão.
Esta palavra é mais bem traduzida como serenidade, não como uma indicação de fraqueza, mas de poder e força sob controle. A pessoa que possui essa qualidade perdoa injúrias, corrige erros e governa bem seu próprio espírito (Cf. 1 Tm 6:11).
3.3.   Temperança (Domínio Próprio).
É a qualidade ou virtude de quem é moderado, ou de quem modera apetites e paixões; sobriedade. É aquela pessoa que consegue dominar seus desejos, instintos, paixões e vontades.

Conclusão
Estar cheio do Espírito nos chama tanto para o caráter quanto para a atividade cristã. O fruto do Espírito Santo deve crescer em nossas vidas da mesma forma que seus dons devem ser mostrados através de nós.
O fruto do Espírito é uma obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. São os subprodutos do seu controle sobre a nossa vida - não conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda.
Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos unir nossa vida à Dele (Jo 15:4,5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo.

Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva  
 fonte   www.portalebd.

PRE ADOLESCENTES - Lição 4: A Igreja Organizada


4º Trim. 2012 - PRE ADOLESCENTES - Lição 4: A Igreja Organizada

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: O pré adolescente e a Igreja
Comentaristas: Damaris  Ferreira da CostaVerônica AraujoTelma Bueno

LIÇÃO  4 -  A IGREJA ORGANIZADA

Texto bíblico   1Corintios 12.12,14-20
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos
são um só corpo, assim é Cristo também.
Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo.

Objetivos  após a aula seu aluno deve  entender as diversas funções eclesiásticas,  bem como reconhecer que cada membro recebe de Deus  dons e talentos para servir a igreja de Cristo.
 Introdução
Seguindo a seqüência de estudos sobre a igreja de Cristo, estaremos na lição 04 abordando o tema: A Organização da igreja.
O Senhor Jesus não apenas edificou a sua igreja na Terra, mas também estabeleu-a de forma organizada. 

I-A organização da igreja
A primeira vez que o Senhor mencionou sua igreja, foi em conversa com Pedro.
 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt. 16:18

Todas as citações nos não a idéia que a igreja é um corpo vivo, formado por todos os lavados e redimidos no sangue de Cristo, sendo Ele_o cabeça.
Esta igreja se expressa de duas maneiras:
1) Igreja Universal, ou como é chamada por alguns Igreja invisivel
Composta de todos os santos, de todas as eras e localidades.
“A universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” Hb.12:23a e,

2) Igreja Local  ou visível
Esta fazem parte os santos vivos de uma mesma localidade.
“A igreja de Deus que está em Corinto”. 1Co 1:2a.

Sendo assim, entendemos que como Igreja Universal ela é um organismo vivo, atuante, é o corpo de Cristo, como igreja local  ela também é uma organização.

II- No serviço do mestre
Quando Jesus partiu para o Pai e estabeleceu a sua igreja na Terra. O objetivo principal era que os seus discípulos continuassem a sua obra na terra, anunciando o evangelho.
Com a volta de Jesus para a glória a igreja seria o seu representante neste mundo, por isso mesmo a igreja é identificada como o corpo de Cristo.
De forma semelhante ao corpo humano, que possui muitos membros com funções distintas, isso ocorre na igreja, Cristo é o cabeça e a igreja o seu corpo, com  muitos membros e funções diferentes.
Na lição anterior vimos que Deus concede dons aos homens, nesta lição vemos que alguns destes dons é justamente para que a sua igreja possa ser edificada, isto de forma organizada.
O Senhor através do Espírito Santo concedeu a igreja dons, não somente dons espirituais, mas também Ministeriais.

III- As diversas funções eclesiásticas
Em Efésios quatro, Paulo nos disse que quando Jesus deixou
esta terra, Ele deu dons aos homens. Estes são chamados dons ministeriais.
Efésios 4.11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.
Estes Cinco ministérios são também chamados “Os dons da  ascensão de Cristo,” porque eles foram dados “quando Ele ascendeu nas alturas.”
Os dons ministeriais são:
Apóstolos
Profetas
Evangelistas
Pastores
Mestres

....................................................................................................
Vejamos especificamente cada ministério:
APÓSTOLOS
O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos do NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8.9, 1 Ts 2.6,7).
O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2 Co 8.23; Fp 2.25)
Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas.
Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52)
Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).
O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores. 
PROFETAS
Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia. (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21,10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.
O caráter e solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela natureza da igreja (Jo 17.15-17; 1 Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9). (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2 Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1 Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1 Co 14.29-33; 1 Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2 Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1 Co 14.3; 1 Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).


EVANGELISTAS
No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
Filipe, o “evangelista! (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT, (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).
O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).


PASTORES
Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.7).
A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1 Ts 5.12; 1 Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1 Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1 Pe 2.25; 5.2-41).
Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do Espírito concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato.
O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (ver 1 Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2 Tm 1.13,14).
Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1 Tm 4.6-14-16; 6.20.21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2 Tm 4.4). Se, por outro lado, os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da são doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1 Tm 4.6,7).


DOUTORES OU MESTRES
Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica.
Autor:  Diversos
Fonte:  Bíblia de Estudo Pentecostal


Conclusão
Tanto o dons espirituais como os dons ministeriais foram dados a igreja com o único objetivo a edificação do corpo de Cristo, e a obra do ministério; conforme o apostolo Paulo declara em sua epistola aos  efésios.
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para 
evangelistas, e outros para pastores e doutores,
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, (Ef 4.11,12)

Colaboração para Portal Escola Dominical - Prof. Jair César S. Oliveira
 fonte  4º Trim. 2012 - PRE ADOLESCENTES - Lição 4: A Igreja Organizada

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: O pré adolescente e a Igreja
Comentaristas: Damaris  Ferreira da CostaVerônica AraujoTelma Bueno

LIÇÃO  4 -  A IGREJA ORGANIZADA

Texto bíblico   1Corintios 12.12,14-20
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos
são um só corpo, assim é Cristo também.
Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo.

Objetivos  após a aula seu aluno deve  entender as diversas funções eclesiásticas,  bem como reconhecer que cada membro recebe de Deus  dons e talentos para servir a igreja de Cristo.
 Introdução
Seguindo a seqüência de estudos sobre a igreja de Cristo, estaremos na lição 04 abordando o tema: A Organização da igreja.
O Senhor Jesus não apenas edificou a sua igreja na Terra, mas também estabeleu-a de forma organizada. 

I-A organização da igreja
A primeira vez que o Senhor mencionou sua igreja, foi em conversa com Pedro.
 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt. 16:18

Todas as citações nos não a idéia que a igreja é um corpo vivo, formado por todos os lavados e redimidos no sangue de Cristo, sendo Ele_o cabeça.
Esta igreja se expressa de duas maneiras:
1) Igreja Universal, ou como é chamada por alguns Igreja invisivel
Composta de todos os santos, de todas as eras e localidades.
“A universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” Hb.12:23a e,

2) Igreja Local  ou visível
Esta fazem parte os santos vivos de uma mesma localidade.
“A igreja de Deus que está em Corinto”. 1Co 1:2a.

Sendo assim, entendemos que como Igreja Universal ela é um organismo vivo, atuante, é o corpo de Cristo, como igreja local  ela também é uma organização.

II- No serviço do mestre
Quando Jesus partiu para o Pai e estabeleceu a sua igreja na Terra. O objetivo principal era que os seus discípulos continuassem a sua obra na terra, anunciando o evangelho.
Com a volta de Jesus para a glória a igreja seria o seu representante neste mundo, por isso mesmo a igreja é identificada como o corpo de Cristo.
De forma semelhante ao corpo humano, que possui muitos membros com funções distintas, isso ocorre na igreja, Cristo é o cabeça e a igreja o seu corpo, com  muitos membros e funções diferentes.
Na lição anterior vimos que Deus concede dons aos homens, nesta lição vemos que alguns destes dons é justamente para que a sua igreja possa ser edificada, isto de forma organizada.
O Senhor através do Espírito Santo concedeu a igreja dons, não somente dons espirituais, mas também Ministeriais.

III- As diversas funções eclesiásticas
Em Efésios quatro, Paulo nos disse que quando Jesus deixou
esta terra, Ele deu dons aos homens. Estes são chamados dons ministeriais.
Efésios 4.11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.
Estes Cinco ministérios são também chamados “Os dons da  ascensão de Cristo,” porque eles foram dados “quando Ele ascendeu nas alturas.”
Os dons ministeriais são:
Apóstolos
Profetas
Evangelistas
Pastores
Mestres

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Vejamos especificamente cada ministério:
APÓSTOLOS
O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos do NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8.9, 1 Ts 2.6,7).
O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2 Co 8.23; Fp 2.25)
Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas.
Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52)
Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).
O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores. 
PROFETAS
Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia. (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21,10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.
O caráter e solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela natureza da igreja (Jo 17.15-17; 1 Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9). (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2 Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1 Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1 Co 14.29-33; 1 Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2 Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1 Co 14.3; 1 Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).


EVANGELISTAS
No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
Filipe, o “evangelista! (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT, (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).
O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).


PASTORES
Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.7).
A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1 Ts 5.12; 1 Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1 Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1 Pe 2.25; 5.2-41).
Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do Espírito concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato.
O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (ver 1 Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2 Tm 1.13,14).
Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1 Tm 4.6-14-16; 6.20.21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2 Tm 4.4). Se, por outro lado, os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da são doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1 Tm 4.6,7).


DOUTORES OU MESTRES
Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica.
Autor:  Diversos
Fonte:  Bíblia de Estudo Pentecostal


Conclusão
Tanto o dons espirituais como os dons ministeriais foram dados a igreja com o único objetivo a edificação do corpo de Cristo, e a obra do ministério; conforme o apostolo Paulo declara em sua epistola aos  efésios.
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para 
evangelistas, e outros para pastores e doutores,
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, (Ef 4.11,12)

Colaboração para Portal Escola Dominical - Prof. Jair César S. Oliveira
 4º Trim. 2012 - PRE ADOLESCENTES - Lição 4: A Igreja Organizada

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: O pré adolescente e a Igreja
Comentaristas: Damaris  Ferreira da CostaVerônica AraujoTelma Bueno

LIÇÃO  4 -  A IGREJA ORGANIZADA

Texto bíblico   1Corintios 12.12,14-20
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos
são um só corpo, assim é Cristo também.
Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; não será por isso do corpo?
Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.
E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo.

Objetivos  após a aula seu aluno deve  entender as diversas funções eclesiásticas,  bem como reconhecer que cada membro recebe de Deus  dons e talentos para servir a igreja de Cristo.
 Introdução
Seguindo a seqüência de estudos sobre a igreja de Cristo, estaremos na lição 04 abordando o tema: A Organização da igreja.
O Senhor Jesus não apenas edificou a sua igreja na Terra, mas também estabeleu-a de forma organizada. 

I-A organização da igreja
A primeira vez que o Senhor mencionou sua igreja, foi em conversa com Pedro.
 “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt. 16:18

Todas as citações nos não a idéia que a igreja é um corpo vivo, formado por todos os lavados e redimidos no sangue de Cristo, sendo Ele_o cabeça.
Esta igreja se expressa de duas maneiras:
1) Igreja Universal, ou como é chamada por alguns Igreja invisivel
Composta de todos os santos, de todas as eras e localidades.
“A universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” Hb.12:23a e,

2) Igreja Local  ou visível
Esta fazem parte os santos vivos de uma mesma localidade.
“A igreja de Deus que está em Corinto”. 1Co 1:2a.

Sendo assim, entendemos que como Igreja Universal ela é um organismo vivo, atuante, é o corpo de Cristo, como igreja local  ela também é uma organização.

II- No serviço do mestre
Quando Jesus partiu para o Pai e estabeleceu a sua igreja na Terra. O objetivo principal era que os seus discípulos continuassem a sua obra na terra, anunciando o evangelho.
Com a volta de Jesus para a glória a igreja seria o seu representante neste mundo, por isso mesmo a igreja é identificada como o corpo de Cristo.
De forma semelhante ao corpo humano, que possui muitos membros com funções distintas, isso ocorre na igreja, Cristo é o cabeça e a igreja o seu corpo, com  muitos membros e funções diferentes.
Na lição anterior vimos que Deus concede dons aos homens, nesta lição vemos que alguns destes dons é justamente para que a sua igreja possa ser edificada, isto de forma organizada.
O Senhor através do Espírito Santo concedeu a igreja dons, não somente dons espirituais, mas também Ministeriais.

III- As diversas funções eclesiásticas
Em Efésios quatro, Paulo nos disse que quando Jesus deixou
esta terra, Ele deu dons aos homens. Estes são chamados dons ministeriais.
Efésios 4.11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.
Estes Cinco ministérios são também chamados “Os dons da  ascensão de Cristo,” porque eles foram dados “quando Ele ascendeu nas alturas.”
Os dons ministeriais são:
Apóstolos
Profetas
Evangelistas
Pastores
Mestres

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Vejamos especificamente cada ministério:
APÓSTOLOS
O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos do NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2 Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8.9, 1 Ts 2.6,7).
O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (ver At 14.4,14; Rm 16.7; cf. 2 Co 8.23; Fp 2.25)
Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas.
Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito (ver At 11.23-25; 13.2-5,46-52)
Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).
O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje. O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores. 
PROFETAS
Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: (a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1 Co 12.10; 14.3). (b) Devia exercer o dom de profecia. (c) Às vezes, ele era vidente (cf. 1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21,10,11). (d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.
O caráter e solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: (a) zelo pela natureza da igreja (Jo 17.15-17; 1 Co 6.9-11; Gl 5.22-25); (b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9). (c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2 Co 11.12-15); (d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1 Co 15.3,4; 2 Tm 3.16; 1 Pe 4.11); (e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).
A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1 Co 14.29-33; 1 Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1 Co 14.3; cf. Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2 Tm 3.1-9; 4.3-5; 2 Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1 Co 14.3; 1 Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).


EVANGELISTAS
No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).
Filipe, o “evangelista! (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT, (a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35). (b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12). (c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13). (d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).
O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).


PASTORES
Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1 Tm 3.1; Tt 1.7).
A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1 Ts 5.12; 1 Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1 Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1 Pe 2.25; 5.2-41).
Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do Espírito concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato.
O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (ver 1 Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2 Tm 1.13,14).
Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1 Tm 4.6-14-16; 6.20.21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2 Tm 4.4). Se, por outro lado, os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da são doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1 Tm 4.6,7).


DOUTORES OU MESTRES
Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (Ef 4.12).
A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2 Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica.
Autor:  Diversos
Fonte:  Bíblia de Estudo Pentecostal


Conclusão
Tanto o dons espirituais como os dons ministeriais foram dados a igreja com o único objetivo a edificação do corpo de Cristo, e a obra do ministério; conforme o apostolo Paulo declara em sua epistola aos  efésios.
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para 
evangelistas, e outros para pastores e doutores,
querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, (Ef 4.11,12)

Colaboração para Portal Escola Dominical - Prof. Jair César S. Oliveira

LIÇÃO 09 - A MORDOMIA DO TRABALHO / SLIDES / CLASSE ADULTOS

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