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24 dezembro 2012

Congregação do Funcionários 2 faz a 1ª Conferência Missionária



A congregação da Assembleia de Deus, localizada no bairro Funcionários 2, em João Pessoa, convida todos os assembleianos e pessoas não evangélicas para participar de um domingo missionário diferente.
É que, pela primeira vez, a congregação sediará uma Conferência Missionária. Esse evento fecha o ciclo de Conferências organizadas, este ano, pela Assembleia de Deus em João Pessoa, com o apoio da Secretaria de Missões da ADPB.
O presbítero Mércio Alexandre, dirigente da congregação, divulgou a programação que começa às 09H00, com o primeiro estudo bíblico da Conferência. A missionária Dineide Oliveira, a qual passou um tempo na Bolívia, será a responsável para ministrar o estudo.
No culto de encerramento da 1ª Conferência Missionária da AD no Funcionários 2 estará presente  o missionário Elyvaldo Mendes da Costa – pastor presidente do ministério em La Paz (Bolívia) – o qual está de férias no Brasil.No turno da tarde, o período de estudo bíblico continua e dessa vez, o missionário Rosenildo Maciel é o preletor convidado para ministrar a Palavra de Deus.
O cantor Cláudio Dantas também foi convidado para participar deste evento.
fonte ADPB

Templo central foi palco da Cantata de Natal 2012, na noite deste domingo




Neste ano, o Coral Jovem Beth Raphá apresentará mais uma emocionante Cantata de Natal, representando a vida de Jesus, o Filho de Deus, de forma cantada e encenada.
Será um culto de adoração ao nome do Senhor Deus, onde um elenco de cerca de 100 adolescentes, jovens e adultos estarão envolvidos na representação da vida do Mestre.
O coral convida sua família e sua turma de amigos para celebrar o nascimento de Jesus, o Rei dos Reis, neste domingo, dia 23 de Dezembro, às 19H00, no templo central da Assembleia de Deus na Paraíba (Av. Coelho Lisboa, 553, no bairro de Jaguaribe/João Pessoa).
Quem é o Beth Raphá?
O Coral Jovem Beth Raphá é um órgão vinculado à igreja evangélica Assembleia de Deus em João Pessoa – templo central – que foi inaugurado no dia 28 de Janeiro de 2007, com o intuito de adorar a Deus através do canto coral. Numa formação diferenciada e com arranjos inovadores, a proposta do grupo é ser mais uma alternativa sócio-religiosa, que mantém os jovens em contato com a arte e a cultura.
Atualmente o coral é composto por 80 integrantes, entre cantores e músicos, coordenados por Aynara Dilma e Arlenne Dayana, contando ainda com o auxílio de Alessandro Santos na regência.

LIÇÃO 13, MALAQUIAS, A SACRILIDADE DA FAMÍLIA


 
LIÇÃO 13, MALAQUIAS, A SACRILIDADE DA FAMÍLIA
LIÇÕES BÍBLICAS - 4º Trimestre de 2012 - CPAD - Para jovens e adultos
Tema: Os Doze Profetas Menores - Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de CRISTO.
Comentários da revista da CPAD: Pr. Esequias Soares
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO
http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm  
 
 
TEXTO ÁUREO
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24).
 
 
VERDADE PRÁTICA
É da vontade expressa de DEUS que levemos a sério o nosso relacionamento com Ele, com a família e com a sociedade.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Sl 128.3,4 O modelo da família
Terça - Ef 5.22-24 Submissão na família
Quarta - Ef 5.25-28 Amor sacrifical na família
Quinta - Ef 6.1-3 Obediência na família
Sexta - Sl 133.1 A comunhão no âmbito familiar
Sábado - Tt 2.2-6 A família que agrada a DEUS
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Malaquias 1.1; 2.10-16
1 Peso da palavra do SENHOR contra Israel, pelo ministério de Malaquias. 2 Eu vos amei, diz o SENHOR; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não foi Esaú irmão de Jacó? disse o SENHOR; todavia amei a Jacó
 
10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo DEUS? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?  11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.  12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e
o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.  13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele
não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.  14 E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto. 15 E não fez ele somente um, sobejando-lhe espírito? E por que somente um? Ele buscava uma semente de piedosos; portanto, guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja desleal para com a
mulher da sua mocidade. 16 Porque o SENHOR, DEUS de Israel, diz que aborrece o repúdio e aquele que encobre a violência
com a sua veste, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais.
 
Esboço DE MALAQUIAS - BEP - CPAD
Introdução (1.1)
I. A Mensagem do Senhor e as Perguntas Israel(1.2—3.18)
A. Primeira Mensagem: DEUS Amou Israel (1.2-5)
            Pergunta de Israel: “Em que nos amaste?” (1.2)
B. Segunda Mensagem: Israel Tem Desonrado ao Senhor (1.6—2.9)
            Perguntas de Israel: “Em que desprezamos nós o teu nome?” (1.6); “Em que te      havemos profanado?” (1.7)
C. Terceira Mensagem: DEUS Não Aceita as Oferendas de Israel (2.10-16)
            Pergunta de Israel: “Por quê?” (2.14)
D. Quarta Mensagem: O Senhor Virá de Repente (2.17—3.6)
            Perguntas de Israel: “Em que o enfadamos?”
            “Onde está o DEUS do juízo?” (2.17).
E. Quinta Mensagem: Voltai para o Senhor (3.7-12)
            Perguntas de Israel: “Em que havemos de tornar?” (3.7);
            “em que te roubamos?” (3.8)
F. Sexta Mensagem: Declarações Injustificáveis de Israel contra DEUS (3.13-18)
            Perguntas de Israel: “Que temos falado contra ti?” (3.13);
            “Que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos?” (3.14)
II. O Dia do Senhor (4.1-6)
A. Será um Dia de Juízo para o Arrogante e o Malfeitor (4.1)
B. Será um Dia de Triunfo para os Justos (2,3)
C. Será Precedido por uma Restauração Sobrenatural dos Relacionamentos entre Pais     e Filhos e entre o Povo de DEUS (4.4-6)

Autor: Malaquias
Tema: Acusações de DEUS Contra o Judaísmo Pós-Exílico
Data: Cerca de 430—420 a.C.

Considerações Preliminares
“Malaquias” significa “mensageiro de Jeová”. A opinião de que “Malaquias”, em 1.1, seja um título descritivo, ao invés de um nome pessoal, é altamente improvável. Embora não tenhamos mais informações no restante do AT a respeito do profeta, sua personalidade fica bem patente neste livro. Era um judeu devoto da Judá pós-exílica, e contemporâneo de Neemias. Era, provavelmente, um profeta sacerdotal. Suas firmes convicções a favor da fidelidade ao concerto (2.4,5, 8, 10), e contra a adoração hipócrita e mecânica (1.7—2.9), a idolatria (2.10-12), o divórcio (2.13-16) e o roubo de dízimos e ofertas (3.8-10), revelam um homem de rigorosa integridade e de intensa devoção a DEUS. O conteúdo do livro indica que (1) o templo já havia sido reedificado (516/515 a.C.), e que os sacrifícios e festas achavam-se plenamente restaurados; (2) um conhecimento geral da Lei havia sido reintroduzido por Esdras (c. 457—455 a.C.; ver Ed 7.10; 14.25,26); e (3) uma apostasia subseqüente ocorrera entre os sacerdotes e o povo (c. 433 a.C.). Além disso, o ambiente espiritual e a negligência contra as quais Malaquias clamava, assemelhavam-se à situação que Neemias encontrara em Judá depois de ter voltado da Pérsia (c. 433—425 a.C.), para servir como governador em Jerusalém pela segunda vez (cf. Ne 13.4-30); (b) os dízimos e as ofertas eram negligenciados (3.7-12; Ne 13.10-13); e (c) o concerto do casamento era violado, pois os homens judeus divorciavam-se para se casarem com mulheres pagãs, provavelmente mais jovens e bonitas (2.10-16; Ne 13.23-28). É razoável acreditar que Malaquias haja proclamado sua mensagem entre 430—420 a.C.

Propósito
Quando Malaquias escreveu, os judeus repatriados passavam novamente por adversidade e declínio espiritual. Eles se haviam tornado cínicos, e questionavam a justiça de DEUS, duvidando do proveito em se obedecer aos seus mandamentos. À medida que a sua fé minguava, iam se tornando mecânicos e insensíveis na sua observância ao culto divino, e indiferentes às exigências da Lei. Eles faziam-se culpados de muitos tipos de transgressões contra o concerto. Malaquias confronta os sacerdotes e o povo com o apelo profético (1) para se arrependerem de seus pecados e da hipocrisia religiosa para que não fossem surpreendidos pelo castigo divino; (2) para removerem a desobediência que bloqueava o fluxo do favor e bênção de DEUS; e (3) para voltarem ao Senhor e ao seu concerto com corações sinceros e obedientes

Visão Panorâmica
O livro, que consiste num sêxtuplo “peso da palavra do SENHOR contra Israel, pelo ministério de Malaquias” (1.1), está entremeado por uma série de dez perguntas retóricas e irônicas feitas por Israel com as respectivas respostas de DEUS por intermédio do profeta. Embora o emprego de perguntas e respostas não seja exclusivo de Malaquias, seu uso é distintivo por ser crucial à estrutura literária do livro.
O “peso” (ou “mensagem repressiva”) do Senhor proclamado por Malaquias é assim constituído: (1) DEUS reafirma seu fiel amor a Israel segundo o concerto (1.2-5). (2) DEUS repreende os profetas por serem vigilantes infiéis do relacionamento entre o Senhor e Israel segundo o concerto (1.6—2.9). (3) DEUS repreende Israel por ter rompido o concerto dos pais (2.10-16). (4) DEUS relembra a Israel a certeza do castigo divino por causa dos pecados contra o concerto (2.17—3.6). (5) DEUS conclama toda a comunidade judaica pós-exílica a arrepender-se, e a voltar-se ao Senhor, para que tornasse a receber as suas bênçãos (3.7-12). (6) A mensagem final refere-se ao “memorial escrito” diante de DEUS a respeito daqueles que o temem e lhe estimam o nome (3.13-18). Malaquias encerra seu livro com uma advertência e promessas proféticas a respeito do futuro “dia do Senhor” (4.1-6).

Características Especiais
Cinco aspectos básicos caracterizam o livro de Malaquias. (1) De modo simples, direto e vigoroso, retrata vividamente o debate entre DEUS e seu povo. O debate é levado a efeito na primeira pessoa do singular. (2) Dá destaque ao método de perguntas e respostas na apresentação da palavra profética com nada menos que vinte e três perguntas trocadas entre DEUS e o povo. Sugere-se que o método adotado por Malaquias pode ter-se originado quando o profeta apresentou, pela primeira vez, sua mensagem nas ruas de Jerusalém ou nos átrios do templo. (3) Malaquias, o último dos profetas do AT, é seguido por 400 anos de silêncio profético. A longa ausência profética terminaria no surgimento de João Batista. Foi este o previsto por Malaquias como o antecessor do Messias (3.1). (4) A expressão “o SENHOR dos Exércitos” ocorre vinte vezes neste breve livro. (5) Destaca-se que a profecia final (que encerra a mensagem profética do AT) prediz que DEUS enviaria alguém como Elias para restaurar os pais piedosos em Sião, contrariamente às tendências sociais predominantes que levaram a desintegração da família (4.5,6).

O Livro de Malaquias ante o NT
Três trechos específicos de Malaquias são citados no NT. (1) As frases “amei a Jacó” e “aborreci a Esaú” (1.2,3) são registradas por Paulo em suas considerações sobre a eleição (Rm 9.13). (2) A profecia de Malaquias a respeito do “meu anjo, que preparará o caminho diante de mim” (3.1; cf. Is 40.3) é citada por JESUS como referência a João Batista e seu ministério (Mt 11.7-15). (3) Semelhantemente, JESUS entendia que a profecia de Malaquias a respeito do envio do “profeta Elias”, antes do “dia grande e terrível do SENHOR” (4.5), aplicava-se a João Batista (Mt 11.14; 17.10-13; Mc 9.11-13).
Além destas três claras referências a Malaquias no NT, a condenação que o profeta faz do divórcio injusto (2.14-16) antevê o ensino do NT sobre o tema (Mt 5.31,32; 19.3-10; Mc 10.2-12; Rm 7.1-3; 1 Co 7.10-16,39). A profecia de Malaquias a respeito do aparecimento do Messias (3.1-6; 4.1-3) abrange tanto a primeira quanto a segunda vinda de CRISTO.
 
1.1 MALAQUIAS. Malaquias profetizou cerca de cem anos após os primeiros exilados terem voltado de Babilônia. Embora os repatriados tivessem, de início, reagido com zelo à sua restauração, com o decorrer dos anos a sua dedicação a DEUS foi diminuindo. Por volta de 430 a.C., Malaquias censura-os por sua falta de confiança em DEUS, adoração insincera e desobediência à lei divina.
1.2 EU VOS AMEI. Os israelitas achavam-se duvidosos quanto ao amor divino, por causa das aflições que sofriam. Chegaram, inclusive, a acusar a DEUS de ser infiel às promessas do concerto. O Senhor mostra-lhes, então, o cuidado especial que lhes vinha dispensando no decurso dos anos. Na realidade, era Israel que havia deixado de amar e honrar a DEUS por haver desobedecido à Lei (vv. 6-8).
1.3 ABORRECI A ESAÚ. A palavra "aborreci" significa apenas que DEUS escolhera a Jacó em lugar de seu irmão Esaú para herdar as promessas do concerto, e ser progenitor do povo escolhido, através do qual viria o Messias. A rejeição de Esaú e de seus descendentes nada tem a ver com o seu destino eterno. O desejo de DEUS era que eles viessem a servi-lo e a receber-lhe a bênção (ver Gn 25.23; Rm 9.13).
1.6-8 Ó SACERDOTES, QUE DESPREZAIS O MEU NOME. Malaquias apresenta uma acusação contra os sacerdotes da terra. (1) Eles desprezavam o Senhor, oferecendo-lhe animais aleijados ou doentes, o que contraria a Lei de DEUS (Lv 22.22). (2) Como crentes em CRISTO, devemos ofertar a DEUS o melhor que possuímos: nossa vida inteira como sacrifício vivo (Rm 12.1). O tempo que dedicamos à oração e ao estudo da Bíblia deve ser o horário nobre do dia, e jamais quando estivermos cansados para fazer outra coisa. (3) "A mesa do SENHOR" era usada para sacrificar os animais trazidos em oferenda pelos filhos de Israel.
1.11 SERÁ GRANDE ENTRE AS NAÇÕES O MEU NOME. Malaquias prediz o tempo quando as nações adorarão a DEUS com sinceridade e em verdade (cf. Is 45.22-25;49.5-7; 59.19). O DEUS da Bíblia será conhecido no mundo todo. Esta profecia está sendo parcialmente cumprida, com os missionários enviados até aos confins da terra para anunciar o evangelho de CRISTO. Uma maneira de demonstrarmos a genuinidade de nossa fé é ajudar no sustento e manutenção das missões mundiais.
2.1-4 Ó SACERDOTES. Os sacerdotes haviam corrompido o ministério para o qual DEUS os chamara. Eles não o temiam, nem lhe reverenciavam o nome. Não proclamavam a sua palavra, nem viviam uma vida virtuosa e reta. Por isso, DEUS lhes enviaria um castigo terrível: amaldiçoaria-os bem como ao seu ministério.
2.4-6 PARA QUE O MEU CONCERTO SEJA COM LEVI. Os sacerdotes tinham de ser escolhidos da tribo de Levi. DEUS usa a Levi e aos seus fiéis descendentes como exemplos do que devem ser os ministros do altar. Hoje, os obreiros precisam demonstrar as mesmas qualidades mencionadas nestes versículos: amor e respeito a DEUS, honestidade e retidão no viver, pregar a verdade e, mediante o exemplo e ensino, conduzir muitos à justiça.
2.9 FIZESTES ACEPÇÃO DE PESSOAS NA LEI. Os sacerdotes estavam demonstrando parcialidade quanto aos ricos e influentes, permitindo-lhes continuar nos seus caminhos iníquos e pecaminosos. Não os confrontava com a palavra de DEUS. Os pastores devem pregar todo o conselho divino (ver At 20.27), proclamando à congregação as exigências do DEUS justo e santo. Pregar as bênçãos de DEUS e omitir suas justas reivindicações é abominação diante dEle.
2.11-16 ABOMINAÇÃO SE COMETEU. Malaquias repreende os israelitas por causa de sua dupla transgressão da Lei de DEUS: divorciavam-se de suas esposas, e casavam-se com mulheres pagãs (ver as duas notas seguintes).
2.11 E SE CASOU COM A FILHA DE DEUS ESTRANHO. Os homens casavam-se com mulheres pagãs, prática esta proibida pela Lei de Moisés (ver Êx 34.15,16; Dt 7.3,4; 1 Rs 11.1-6). O NT declara que o crente não pode casar-se com incrédulo, por ser isto jugo desigual (ver 1 Co 7.39). O cristão que se casa com alguém que não se dedica ao Senhor, corre o risco de se apartar de CRISTO, o mesmo acontecendo com os filhos do casal.
2.14 A MULHER DA TUA MOCIDADE. Muitos homens eram infiéis às suas esposas, com as quais se haviam casado quando jovens. Agora procuravam divorciar-se delas, para se casarem com outras. O Senhor detesta tal ação, pois é movida pelo egoísmo. Ele declara que, do marido e da mulher, fez um só (v. 15). Em conseqüência destes pecados e transgressões, DEUS lhes virara as costas, recusando-se a atender-lhes as orações (vv. 13,14).2.16 ABORRECE O REPÚDIO. DEUS odeia o divórcio motivado por propósitos egoístas. Quem pratica tal tipo de divórcio, assemelha-se "aquele que encobre a violência com a sua veste". O divórcio, aos olhos de DEUS, iguala-se à injustiça mais brutal, à crueldade e ao assassinato (ver Mt 19.9).
3.1 ENVIO O MEU ANJO. Respondendo ao ceticismo do povo, Malaquias enfatiza a certeza na vinda do Messias. Antes, porém, que o Messias chegasse, Ele enviaria um mensageiro para preparar-lhe o caminho. Esta profecia foi cumprida quando João Batista apresentou-se como precursor de JESUS CRISTO (ver Mt 11.10; Mc 1.2; Lc 1.76; 7.27).
3.1-5 O ANJO DO CONCERTO. Este "anjo" é JESUS, o Messias. Neste trecho, a primeira e a segunda vindas de CRISTO são unidas numa só profecia.
3.2 O DIA DA SUA VINDA. O cumprimento final desta profecia dar-se-á na segunda vinda de CRISTO. Ele, então, purificará (v. 3) e julgará a Israel (v. 5), e expurgará todos os ímpios do país. Somente os justos hão de permanecer até o fim (cf. Is 1.25; Ez 22.17-22).
3.8 ROUBARÁ O HOMEM A DEUS? Os israelitas roubavam a DEUS ao deixarem de lhe trazer os dízimos (a décima parte do que ganhavam). O dízimo era exigido pela Lei de Moisés (Lv 27.30). (1) Por isto, DEUS ameaça com maldições os que, egoisticamente, recusam-se a contribuir (vv. 8,9), e promete abençoar os que sustentam a sua obra (vv. 10-12). (2) Os crentes do NT têm a obrigação de contribuir com os seus dízimos para manter a obra do Senhor tanto local quanto no campo missionário (ver 2 Co 8.2).
3.10 DERRAMAR SOBRE VÓS UMA BÊNÇÃO. Se o povo se arrependesse e se voltasse ao Senhor, e como sinal de seu arrependimento, passasse a sustentar a obra de DEUS e os seus ministros com os dízimos e ofertas, o Senhor o abençoaria de forma abundante. DEUS espera que demonstremos amor e devoção a Ele e à sua obra por meio dos dízimos e ofertas para que o seu reino seja promovido. As bênçãos que acompanham a fidelidade na contribuição financeira virão tanto nesta vida como na do porvir.
3.14 INÚTIL É SERVIR A DEUS. Os judeus acreditavam que a adoração externa seria suficiente para se merecer a bênção de DEUS, mas estavam enganados. Por isso, alegavam que não valia a pena servi-lo. Eles não conseguiam perceber que o seu coração não era reto diante do Senhor.
3.16 AQUELES QUE TEMEM AO SENHOR. Contrastando com a maioria, ainda havia uns poucos que honravam a DEUS. (1) O Senhor, então, promete que conservará no céu um registro permanente dos que o honram e o temem através de uma vida fiel diante dEle. Esta passagem assegura-nos que DEUS observa e anota nossa fidelidade e o amor que lhe dedicamos. Quando comparecermos diante de sua presença, Ele há de se lembrar de nossa leal dedicação, e nos tratará como seus filhos.
4.1 AQUELE DIA VEM. Este "dia" concerne tanto à primeira quanto à segunda vinda de CRISTO. O profeta fala como se ambas fossem um único evento. Semelhante superposição é vista freqüentemente nas profecias do AT (ver Zc 9.9,10 notas). Os que se entregam ao orgulho e à iniqüidade, serão excluídos do reino de DEUS (cf. 3.2,3; Is 66.15; Sf 1.18; 3.8; 1 Co 6.9-11).
4.2 MAS PARA VÓS, QUE TEMEIS O MEU NOME. O dia do Senhor implicará também na salvação e livramento de todos quantos o amam e o servem. No reino de DEUS, a sua glória e justiça brilharão como o sol, trazendo aos fiéis a bondade, a bênção, a salvação e a cura de maneira mais que abundante. Tudo será endireitado! O povo de DEUS saltará de alegria tal como os bezerros ao se verem livres no campo.
4.4 LEMBRAI-VOS DA LEI DE MOISÉS. Malaquias alerta que, para se sobreviver ao dia do Senhor, é necessário obedecer a Lei de Moisés. A fé em DEUS implica na obediência sincera ao Senhor. Os crentes, hoje, não estão desobrigados da observância dos requisitos morais da Lei do AT, juntamente com os mandamentos de CRISTO (ver Mt 5.17)
4.5 EIS QUE EU VOS ENVIO O PROFETA ELIAS. Malaquias profetiza que Elias viria ministrar antes que chegasse o dia do Senhor. O NT revela que esta profecia refere-se a João Batista (Mt 11.7-14) que, "no espírito e virtude de Elias" (ver Lc 1.17), preparou o caminho ao Messias. Alguns ainda crêem que Elias virá outra vez. Desta feita, aparecerá no período da tribulação para atuar como uma das duas testemunhas men-cionadas no Apocalipse (ver Ap 11.3).
4.6 CONVERTERÁ O CORAÇÃO DOS PAIS AOS FILHOS. O ministério do profeta vindouro teria por objetivo reconciliar as famílias com DEUS e consigo próprias, i.e., entre seus respectivos membros. João Batista direcionava sua pregação neste sentido (Lc 1.17). (1) Não poderá haver bênçãos, nem vida abundante no ESPÍRITO, se o povo de DEUS não fizer da autoridade familiar, do amor e da fidelidade, as prioridades absolutas da igreja. A pureza e a retidão do lar precisam ser mantidas. Doutra forma, nossas congregações fracassarão. (2) A responsabilidade pela realização de tais tarefas cabe ao pai de família. Os pais devem amar os filhos, orando por eles (ver Jo 17.1), dedicando-lhes tempo, advertindo-os contra os caminhos ímpios, e ensinando-lhes diligentemente a Palavra de DEUS e os padrões de retidão. (3) Os pastores também devem fazer do alvo de João Batista sua própria meta na condução da igreja a fim de prepará-la à vinda do Senhor (ver Lc 1.17).
 
 
Malaquias - Revista 2002 Juvenis - CPAD - Profetas Menores
 
"Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a DEUS, e o que não serve" (Ml 3.18).
 
Objetivos: Após esta aula, seu aluno deve estar apto a:
Entender que DEUS não aceita qualquer coisa como oferta, ou um culto prestado de qualquer jeito .
Saber que não devemos esquecer do pacto que temos com DEUS.
Compreender que DEUS não deseja que seu povo se misture, casando-se com pessoas que não fazem parte do seu aprisco.
Reconhecer que DEUS trata os justos como seu tesouro peculiar.
 
ENSINANDO A LIÇÃO
Estudaremos nesta lição o livro do profeta Malaquias. Este livro encerra as profecias do AT e marca o inicio de um período de quatrocentos anos de silêncio profético . Malaquias foi o terceiro profeta que profetizou após o exílio. Seu ministério desenvolveu-se
durante os dias de Neemias. O propósito deste livro era fazer um apelo ao povo a sair da hipocrisia religiosa para se voltar a DEUS e
ao seu concerto com corações sinceros e obedientes.
SOBRE O AUTOR
O nome Malaquias significa "Meu mensageiro". Pouco se sabe acerca do profeta Malaquias. A única menção a ele e feita no primeiro
versículo do seu próprio livro. Malaquias prediz a vinda de João Batista , o precursor do Messias. Veja o cumprimento desta profecia: Mt 3.3; 11.10-14; 17.9-13; Mc 1.3; 9,10-11; Lc 1.17; 3.4; Jo 1.23.
 
Avisos e repreensão aos infiéis:
Mensagens a nação inteira
 
Após o exílio o povo voltou a transgredir praticando os mesmos pecados do cativeiro. A nação vivia novamente um momento de declínio espiritual. A fé minguava e o povo tornava-se indiferente as exigências da lei, realizando o culto de forma desordenada. Pior ainda, muitos questionavam a DEUS e duvidam da sua justiça ; outros perguntavam se valeria a pena servir ao Senhor (2.17; 3.14,15). Malaquias repreende aquela nação mostrando sua ingratidão diante do grande amor de DEUS para com seu povo, que escolhera Jacó, elegendo-o como filho seu (1.2,3).
 
Mensagens aos sacerdotes
Malaquias exorta os sacerdotes que, de forma inescrupulosa, desonravam a DEUS na forma de cultuá-lo. Veja as questões apresentadas pelo profeta:
 
- Falta de reverência - “ ...desprezais o meu nome" (1.6). O povo havia se tornado insensível e indiferente. Havia uma correta hipocrisia religiosa. Um "faz de conta". O povo já não era tão idólatra como os seus pais, que foram levados para o cativeiro. Havia uma preocupação quanto a questão da idolatria. Porem havia um outro problema tão grave quanto o primeiro. O povo dizia servir somente a DEUS, porem DEUS era tratado com desdém. Atualmente, ocorre o mesmo. Há pessoas que "louvam", se emocionam, oram, no entanto, continuam praticando os velhos costumes que desagradam a DEUS. Se dizem cristãs, mas desonraram o nome de DEUS com seu mau testemunho. O verdadeiro cristão é diferente do mundo.
 
- Oferecimento de sacrifícios defeituosos - Os sacerdotes desrespeitavam DEUS oferecendo-lhe coisas vis e desprezíveis,
“ ...ofereceis sobre o meu altar pão imundo" (v.7b), “ Vós ofereceis o roubado, e o coxo e o enfermo" (v.13). DEUS não aceita qualquer
coisa como oferta, ou um culto prestado de qualquer jeito. "...Ser-me-á isto aceito de vossa mão? Pois maldito seja o enganador que ... promete e oferece ao Senhor uma coisa vil" (13,14). Devemos oferecer o melhor para DEUS. A viúva pobre foi enaltecida por oferecer a JESUS tudo quanto possuía. A mulher que quebrou o vaso de alabastro e ungiu JESUS foi elogiada por ter feito tudo quanto ela podia fazer. E você está disposto a oferecer o melhor que possui para DEUS?
 
Certo irmão, que trabalha numa multinacional, levou um relatório a seu superior. Este, antes de ler o que estava escrito, perguntou-lhe: " Isto é o melhor que você pode fazer?" Ele prontamente respondeu: “Não! Acredito que posso fazer melhor." O chefe devolveu-lhe o relatório e disse: “ Volte e faça o melhor que você pode e, em seguida, traga-me". Enfatize para seus alunos que devemos, da mesma forma, oferecer o melhor para DEUS.
 
- Indiferença e descontentamento - Os sacerdotes consideravam a obra de DEUS enfadonha. “Mas vos profanais quando dizeis: A mesa do Senhor é impura, e o seu produto, a sua comida é desprezível. E dizeis: Eis aqui que canseira! e o lançastes ao desprezo, diz o Senhor dos exércitos (1.12,13). Havia uma certa indiferença e descontentamento no desempenho do serviço de DEUS.
Não devemos realizar a obra de DEUS relaxadamente (J r 48.10).
 
- Violação do pacto Levítico - Os sacerdotes já não cumpriam as qualidades que o pacto requeria. "Mas vós vos desviastes do
caminho, a muitos fizestes tropeçar na lei; corrompestes o concerto de Levi, diz o Senhor dos Exércitos (2.8). Jamais esqueçamos do pacto que temos com DEUS (Hb 10.16,23).
 
MENSAGENS DO POVO
Malaquias censura o povo contra
tre s graves problemas:
 
- Problemas nas relações familiares
- Muitos haviam se divorciado de suas esposas e casado com mulheres estrangeiras que viviam no paganismo (2. 11,14,15; Ne 13.23-27). DEUS estabeleceu o matrimonio com o propósito que este durasse para sempre (Mc 10.6-9). Por outro lado, ele não desejava que seu povo se misturasse casando-se com pessoas que não fazem parte do seu aprisco (II Co 6.14). Procure enfatizar que o matrimonio é uma instituição divina. O casamento foi instituído antes que o pecado entrasse no mundo. DEUS criou o matrimonio com alguns propósitos básicos:
1. Companheirismo e satisfação amorosa do casal (Gn 2.18; Ec 9.9; I Co 11.9-11).
2. Propagação do gênero humano através do impulso genético (Gn 1.28).
3. Preservação da pureza moral na família e na sociedade. (I Co 7.2; I Ts 4.3,4).
4. Estabelecimento do lar, o qual deve ser uma pequena Igreja, uma pequena comunidade, uma pequena escola e uma pequena oficina (Gilberto, A.)
 
- Ceticismo - Havia uma descrença nas coisas de DEUS. Os cépticos insinuavam que os malfeitores agradavam a DEUS em virtude destes prosperarem (3.14,15) e exclamavam: “ Inútil é servir a DEUS" (v.14). Malaquias, repreende o povo e diz que DEUS não muda e fará juízo contra todos os transgressores. Em seguida apresenta uma lista de pecados que serão julgados (3.5,6).
 
retenção do dizimo- Finalmente Malaquias mostra que o povo roubava a DEUS, a medida que não dizimava (3.8). Veja as referências bíblicas em relação ao dizimo ( Lv 27.30; Nm 18.21). A expressão "todos os dízimos"(v,10) sugere que algumas pessoas não traziam seus dízimos ou não dizimavam honestamente. O povo estava retendo uma parte do que deveria ser trazido a casa do Senhor. O dízimo precisa ser entregue inteiro. Não cabe a pessoa que dizima administrá-lo ou usá-lo para fazer obras de caridade, ou mesmo envia-lo a missionários etc. O dizimo precisa ser trazido a "Casa do Tesouro" (Ne 13.5). A obediência ao Senhor em relação aos dízimos resultará em grandes bênçãos. Malaquias apresenta uma grande promessa de DEUS para aqueles que são fiéis dizimistas: "...fazei prova de mim diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma benção tal, que dela vos advenha maior abastança (v.10).
 
O tesouro particular de DEUS
Apesar da situação em que se encontrava o povo após o exílio, quando a chama religiosa estava prestes a se apagar, havia um grupo
de fiéis que não aceitava os argumentos dos cépticos, mas procurava aprofundar sua relação com DEUS. DEUS faz uma distinção entre
o justo e o ímpio. Entre aquele que lhe serve e o que não o serve (3.18). Malaquias mostra que haverá uma restauração da ordem moral que existia nos dias pré-exilicos, com a punição dos ímpios e justificação dos justos. Enquanto ao ímpio resta o castigo, aos justos, virá a benção. DEUS trata os justos como seu tesouro peculiar (v.17), seus nomes e seus feitos são registrados num memorial (v.16). O sol da justiça nascerá para os que temem a DEUS, mas para os ímpios vira como forno ardente (4.1,2).
 
Predições e promessas
Malaquias encerra o seu livro exortando o povo a lembrar-se da lei de Moises. Em seguida promete que antes do Dia do Senhor DEUS enviaria o precursor do Messias, que viria no poder e no espírito de Elias para preparar o caminho para a chegada do Messias. A vinda desse profeta reconciliaria pais e filhos, e desviaria a maldição. Após as profecias de Malaquias, houve quatrocentos anos de silêncio profético. Durante este período não houve nenhuma manifestação de DEUS para o povo de Israel. Este silêncio profético foi quebrado quando João Batista apareceu no deserto pregando a mensagem do arrependimento (M t 3.1-12). Em seguida, veio JESUS trazendo luz para a humanidade que vivia em densas trevas espirituais (Is 9.3)
 
CONCLUSÃO
Querido irmão(ã), guarde consigo as lições extraídas desses livros Proféticos. Lembre-se, você é especial para DEUS. E um tesouro particular de DEUS. Portanto: "Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça" (Ec 9.8). CRISTO vira em breve. Aleluia!
 
 
INTERAÇÃO
Comumente isolamos um assunto de determinado contexto literário ignorando o tema central daquela obra. O livro de Malaquias é o exemplo perfeito disso. Quando falamos nele, pensamos logo em "dízimo". É como se "Malaquias" e "dízimo" fossem termos amalgamados. No entanto, veremos que o assunto predominante do profeta Malaquias não é o dízimo (este apenas é tratado num contexto de corrupção sacerdotal e da nação), mas contrariamente, é o relacionamento familiar e civil entre o povo judeu que constituem o seu tema principal.
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar o contexto social, a estrutura e a mensagem do livro de Malaquias.
Reconhecer quais são as implicações de um péssimo relacionamento familiar.
Conscientizar-se que é vontade de DEUS vivermos um bom relacionamento na família e na sociedade.
 
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado professor, chegamos a última lição desse trimestre. Estudamos os doze livros dos Profetas Menores. Sugerimos que você inicie a aula dessa semana fazendo uma recapitulação dos profetas estudados anteriormente. Pergunte aos alunos qual o profeta que eles mais gostaram e o porquê.  Você também pode relembrar o período histórico dos profetas e o propósito dos livros. Para auxiliar na recapitulação, utilize o esquema da Orientação Didática da Lição 1. E para introduzir a lição de hoje, use o esquema abaixo, mostrando aos alunos um panorama geral do livro de Malaquias.
 
ESBOÇO DO LIVRO DE MALAQUIAS
Introdução (1.1)
Parte I: A Mensagem do Senhor (1.2 - 3.18)
Primeiro oráculo: o amor de DEUS por Israel (1.2-5)
Segundo oráculo: pecados dos sacerdotes        (1.6 - 2.9)
Terceiro oráculo: pecados da comunidade         (2.10-16)
Quarto oráculo: a justiça divina (2.17 - 3.5)
Quinto oráculo: ofensas rituais (3.6-12)
Sexto oráculo: os servos de DEUS (3.13-18)
Parte II: O Dia do Senhor (4.1-6)
Para o arrogante e malfeitor (v.1)
Um dia de triunfo para os justos (v.2,3)
Restauração dos relacionamentos entre pais e filhos e entre o Povo de DEUS (v.4-6)
 
RESUMO DA LIÇÃO 13, MALAQUIAS, A SACRILIDADE DA FAMÍLIA
I. O LIVRO DE MALAQUIAS
1. Contexto histórico.
a) O governador de Judá.
b) A indiferença religiosa.
2. Vida pessoal de Malaquias.
3. Estrutura e mensagem.
II. O JUGO DESIGUAL
1. A paternidade de DEUS (2.10).
2. A deslealdade.
3. O casamento misto (2.11).
a) Abominação.
b) Profanação.
III.  DEUS ODEIA O DIVÓRCIO
1. O relacionamento conjugal (2.11-13).
2. O compromisso do casamento.
3. A vontade de DEUS.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1) O tema do livro de Malaquias é a denúncia contra a formalidade religiosa, a prática da corrupção generalizada entre os fariseus e escribas e o despertamento da nação de Judá.
SINÓPSE DO TÓPICO (2) O jugo desigual ou casamento misto, é a união matrimonial de um homem ou uma mulher com alguém descrente. O profeta chama isso de abominação ou profanação.
SINÓPSE DO TÓPICO (3) A poligamia e o divórcio são obstáculos aos propósitos divinos. 
 
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
"Malaquias, o profeta           
[...] DEUS sempre amou seu povo, dizia Malaquias, mas este nunca havia assimilado a profundidade deste amor, e na verdade retribuía-o com desonra e desobediência (Ml 1.6-14). Tudo isto pode ser visto na própria indiferença do povo para com as ofertas, pois enquanto se empenhavam em importar o melhor para suas próprias casas, os sacrifícios eram da pior espécie, com animais cegos e doentes. Os próprios sacerdotes se voltavam contra DEUS, violando abertamente o compromisso de levitas (Ml 2.8). Além disso, muitos judeus tinham se divorciado de suas mulheres, sinalizando assim seu descaso para com os ensinamentos das Escrituras (Ml 2.10). Como resultado, o Senhor enviaria seu mensageiro messiânico para purgar o mal enraizado no coração do povo e purificar um remanescente que andaria diante da presença do Senhor em verdade" (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp.548-49).
 
VOCABULÁRIO
Lassidão: Prostração de forças, cansaço.
Purgar: Tornar puro, purificar.
Perfídia: Deslealdade, traição.
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que DEUS colocou entre as nações. 6.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de DEUS na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.
 
SAIBA MAIS pela Revista Ensinador Cristão. CPAD, nº 52, p.42.
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 13, MALAQUIAS, A SACRILIDADE DA FAMÍLIA
Responda conforme a revista da CPAD do 4º Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Portanto, __deixará__ o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua __mulher__, e serão ambos uma __carne__" (Gn 2.24).
 
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
É da vontade expressa de DEUS que levemos a sério o nosso relacionamento com Ele, com a família e com a sociedade.
 
COMENTÁRIO  - INTRODUÇÃO
3- Quais mensagens Malaquias enfoca em seu livro?
(    ) A sacralidade do relacionamento com o Altíssimo e com a família.
 
I. O LIVRO DE MALAQUIAS
4- Qual o contexto histórico do livro de Malaquias?
(    ) O livro não menciona diretamente o reinado em que Malaquias exerceu seu ministério.
(    ) Não informa o nome do seu pai, nem o seu local de nascimento.
 
5- Há evidências internas que permitem identificar o contexto político, religioso e social do livro de Malaquias. Quais são?.
(    ) Jerusalém era governada por um pehah, palavra de origem acádica traduzida por "príncipe" na ARC (Almeida Revista e Corrigida), ou "governador", na ARA e TB (1.8).
(    ) O termo indica um governador persa e é aplicado a Neemias (Ne 5.14).
(    ) O seu equivalente na língua persa é tirshata ("tirsata, governador", cf. Ed 2.63; Ne 7.65; 8.9; 10.1).
(    ) A profecia mostra que o templo de Jerusalém já havia sido reconstruído e a prática dos sacrifícios, retomada (1.7-10).
(    ) As principais denúncias de Malaquias são contra a lassidão e o afrouxamento moral dos levitas (1.6); o divórcio e o casamento com mulheres estrangeiras (2.10-16); e o descuido com os dízimos (3.7-12).
(    ) Tudo isso aponta para o período em que Neemias ausentou-se de Jerusalém (Ne 13.4-13,23-28).
(    ) O primeiro período de seu governo deu-se entre os anos 20 e 32 do rei Artaxerxes (Ne 5.14) e equivale a 445-433 a.C.
 
6- Como era a vida pessoal de Malaquias?
(    ) A expressão "pelo ministério de Malaquias" (1.1) é tudo o que sabemos sobre sua vida pessoal.
(    ) A forma hebraica do seu nome é mal'achi, que significa "meu mensageiro".
(    ) A Septuaginta traduz por angelo sou ("seu mensageiro, seu anjo"). O termo é ambíguo, pois pode referir-se a um nome próprio ou a um título (3.1).
(    ) Entendemos que Malaquias é o nome do profeta, uma vez que nenhum livro dos doze profetas menores é anônimo. Por que com Malaquias seria diferente?
 
7- Como é a estrutura e a mensagem do livro de Malaquias?
(    ) A profecia começa com a palavra hebraica massá - "peso, sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia" (1.1; Hc 1.1; Zc 9.1; 12.1).
(    ) O discurso é um sermão contínuo com perguntas retóricas que formam uma só unidade literária.
(    ) São três os seus capítulos na Bíblia Hebraica, pois seis versículos do capítulo quatro foram deslocados para o final do capítulo três.
(    ) O assunto do livro é a denúncia contra a formalidade religiosa: prática generalizada com os fariseus e escribas na época do ministério terreno de JESUS (Mt 23.2-7).
 
II. O JUGO DESIGUAL
8- Por que podemos adotar a paternidade de DEUS (2.10) para conosco?
(    ) A ideia de que DEUS é o Pai de todos os seres humanos é biblicamente válida.
(    ) O Antigo Testamento expressa que essa paternidade refere-se a Israel (Êx 4.22,23; Jr 31.9; Os 11.1).
(    ) A criação divina dá base para isso, embora não garanta uma relação pessoal com Ele (At 17.28,29).
(    ) JESUS, porém, fez-nos filhos de DEUS por adoção.
(    ) Por isso, temos liberdade e direito de chamar ao Senhor de Pai (Mt 6.9; Jo 1.12; Gl 4.6).
 
9- O que é deslealdade no livro de Malaquias?
(    ) O termo "desleal" aparece cinco vezes nessa seção (2.10,11,14-16).
(    ) Trata-se do verbo hebraico bagad, que significa "agir traiçoeiramente, agir com infidelidade".
 
10- O que nos ensina a bíblia sobre união matrimonial com cônjuges estrangeiros?
(    ) Não profanar o concerto dos pais - estabelecido no Sinai (2.10) que proíbe a união matrimonial com cônjuges estrangeiros (Dt 7.1-4) - é uma instrução ratificada em o Novo Testamento (2 Co 6.14-16,18).
 
11- O que é e qual a punição prevista para o casamento misto (2.11)?
(    ) É a união matrimonial de um homem ou uma mulher com alguém descrente.
(    ) O profeta chama isso de abominação e profanação.
(    ) Os envolvidos são ameaçados de extermínio juntamente com toda a sua família (2.12).
 
12- O que é abominação?
(    ) O termo hebraico para "abominação" é toevah e diz respeito a alguma coisa ou prática repulsiva, detestável e ofensiva.
(    ) A Bíblia aplica-o à idolatria, ao sacrifício de crianças, às práticas homossexuais, etc. (Dt 7.25; 12.31; Lv 18.22; 20.13).
(    ) Trata-se de um termo muito forte, mas o profeta coloca todos esses pecados no mesmo patamar (2.11).
 
13- O que é profanação? Complete:
Profano é aquele que trata o sagrado como se fosse __comum__ (Lv 10.10; Hb 12.16). A "santidade do SENHOR", que Judá profanou (2.11), diz respeito ao Segundo Templo, pois em seguida o oráculo explica: "a qual ele ama".
Aqui Malaquias considera o casamento misto como __transgressão__ da Lei de Moisés: "Judá [...] se casou com a filha de __deus__ estranho" (2.11b). A expressão indica mulher pagã e idólatra. E mais adiante inclui também o __divórcio__ (2.13-16).
 
III.  DEUS ODEIA O DIVÓRCIO
14- Como é o relacionamento conjugal (2.11-13) em Malaquias?
(    ) Malaquias é o único livro da Bíblia que descreve o efeito devastador do divórcio na família, na Igreja e na sociedade.
(    ) As lágrimas, os choros e os gemidos descritos aqui são das esposas judias repudiadas.
(    ) Elas eram santas e piedosas, mas foram injustiçadas ao serem substituídas por mulheres idólatras e profanas.
(    ) As israelitas não tinham a quem recorrer.
(    ) Nada podiam fazer senão derramar a alma diante de DEUS.
(    ) Por essa razão, o Eterno não mais aceitou as ofertas de Judá (2.13).
 
15- Com respeito ao casamento o que vale para os nossos dias?
(    ) DEUS não ouve a oração daqueles que tratam injustamente o seu cônjuge (1 Pe 3.7).
(    ) O marido deve amar a sua esposa como CRISTO ama a Igreja (Ef 5.25-29).
 
16- Como é o compromisso do casamento na Bíblia?
(    ) Os votos solenes de fidelidade mútua entre os noivos numa cerimônia de casamento não são um acordo transitório com data de validade, mas "um contrato jurídico de união espiritual" (Myer Pearlman).
(    ) O próprio DEUS coloca-se como testemunha desse contrato.
(    ) A ruptura de um casamento é deslealdade e traição (2.14).
(    ) A reação divina contra tal perfídia é contundente.
 
17- Qual a vontade de DEUS com relação ao casamento? 
A construção gramatical hebraica do versículo 15 é difícil. Mas muitos entendem o seu significado como defesa da __monogamia__. DEUS criou apenas uma só mulher para Adão, tendo em vista a formação de uma descendência __piedosa__ (2.15). A poligamia e o __divórcio__ são obstáculos aos propósitos divinos. É uma desgraça para a família! Por isso, o Altíssimo aborrece e odeia o __divórcio__ (2.16). Ele ordena que "ninguém seja desleal para com a mulher da sua __mocidade__" (2.15).
 
CONCLUSÃO
18- Complete:
A sacralidade do relacionamento __familiar__ deve ser levada em consideração por todos os __cristãos__. Todos devem levar isso a sério, pois o __casamento__ é de origem divina e __indissolúvel__, devendo, portanto, ser honrado e venerado.
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm 
 
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal.
VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD.
Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de DEUS na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009. 
William Macdonald - Comentário Bíblico popular (Antigo Testamento).
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI - EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão - nº 52 - CPAD.
Comentário Bíblico Beacon, v.5 - CPAD.
Revista - LIÇÃO JUVENIS CPAD 2002= ESTUDO PANORÂMICO DOS PROFETAS MENORES
GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA
ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por Versículo. HAGNOS.
SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
LIÇÃO JUVENIS CPAD 2002 = ESTUDO PANORÂMICO DOS PROFETAS MENORES
Livro AGEU, ZACARIAS, MALAQUIAS - Introdução e Comentário, por JOYCE G. BALDWIN, B.A., B.D. Deã das Mulheres, Trinity College, Bristol,;SOCIEDADE RELIGIOSA EDIÇÕES VIDA NOVA E ASSOCIAÇÃO RELIGIOSA EDITORA MUNDO CRISTÃO
FONTE /www.apazdosenhor.org.br/

Lição 13 - Malaquias, a sacralidade da família V


4º Trim. 2012 - Lição 13 - Malaquias, a sacralidade da família V
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2012
OS DOZE PROFETAS MENORES - advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo
COMENTARISTA: ESEQUIAS SOARES DA SILVA
COMENTÁRIOS - SUPERINTENDÊNCIA DAS EBD'S DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RECIFE/PE


LIÇÃO 13 – MALAQUIAS – A SACRALIDADE DA FAMÍLIA
INTRODUÇÃO
            Nesta lição estudaremos sobre o último dos profetas Menores - Malaquias. Destacaremos algumas informações a respeito desse profeta, e também a situação em que se encontrava o povo a quem ele profetizou. Veremos qual a mensagem que Deus pronunciou através do seu mensageiro, e que as doutrinas por ele defendidas, aplicam-se ainda hoje para a Igreja. 

I –  INFORMAÇÕES SOBRE O PROFETA MALAQUIAS
1.1 Nome. Seu nome hebraico é Malakhyah, que significa “anjo” ou “mensageiro de Jeová”. Sua forma abreviada é Maleachy“meu mensageiro”. Durante muito tempo não se soube se “Malaquias” era o nome do profeta ou se era uma referência a um mensageiro de Jeová. Mas, é evidente que se trata de um nome próprio, pois nenhum livro dos profetas deixa de trazer seu nome no início da obra (SOARES, 2003, p. 220). Além do seu nome, nada é mais conhecido, pois este profeta não relata em seu livro quem são seus pais, cidade natal ou data do ministério (Ml 1.1). Atradição nos conta que Malaquias era membro da “Grande Sinagoga” e que ele era um levita nascido em Sufa de Zebulom(MOODY, sd, p. 26).
1.2 Livro. O livro do profeta Malaquias é o último do Antigo Testamento e também dos profetas menores.Ele se divide em seis partes. Cada uma começa com uma declaração, seguida de uma objeção na forma de pergunta introduzida por “vós dizeis”ou “perguntais” (Ml 1.2,6 2.14,17; 3.7,13), para depois refutar a objeção. O livro se constitui numa série de censuras contra o povo por causa da ingratidão a Deus e contra a irreverência quanto às coisas sagradas. A infidelidade dos sacerdotes (Ml 1.12,13) e as advertências continuam no capítulo 2, até o versículo 9.  A crise social diz respeito aos casamentos mistos, e o grande índice de divórcio também é parte da censura. É parte da crise espiritual o desprezo pelos dízimos e ofertas (Ml 3.7-11). O capítulo 4 reacende a esperança messiânica com o aparecimento do “Sol da Justiça” (Ml 4.2), precedida pela vinda de Elias (Ml 4.5,6). O livro é citado no Novo Testamento. O profeta anunciou a vinda de Elias, identificado com João Batista, o precursor do Messias, (Ml 3.1; 4.6; Mc 1.2; Mt 11.10,14;17.11).  A célebre frase: “amei a Jacó e aborreci Esaú” (Ml 1.2,3) reaparece em Romanos 9.13 (SOARES, 2003, p. 221).     
1.3 Período que profetizou. Quando Malaquias, cem anos ou mais já haviam decorrido desde a volta dos judeus a Jerusalém, após o cativeiro na Babilônia (MEARS, 1997, p.295).Não há menção dos muros de Jerusalém e nem da construção da Casa de Deus, nem de Esdras e nem de Neemias. Tudo isso nos leva a concluir que a mensagem de Malaquias veio numa época em que o Templo  já estava construído.Parece que seu ministério coincide com o período em que Neemias havia retornado à metrópole, “no ano trinta e dois de Artaxerxes” (Ne 13.6,7), uma referência a Artaxerxes I, conhecido como Longímano, rei da Pérsia que reinou entre 465 e 425 a.C. A Ausência de Neemias na Judéia aconteceu por volta de 433 a 425 a.C. A denúncia do profeta reflete as irregularidades religiosas desse período (SOARES, 2003, p. 220).
II – A SITUAÇÃO DE JUDÁ NO PERÍODO DE MALAQUIAS
2.1 Situação política. Embora Zorobabel tivesse sido designado governador da Judéia em 537 a.C. e a data do seu falecimento seja incerta, nenhum dos seus filhos foi designado para substituí-lo. Neemias, burocrata judeu da corte de Artaxerxes I, foi designado governador em 444 a.C. e exerceu o cargo até voltar à Pérsia em 432 a.C. (Ne 5.14) (ELISSEN, 2004, p. 344). 
2.2 Situação social e espiritual. O conteúdo do livro do profeta Malaquias nos mostra que o primeiro entusiasmo do retorno da Babilônia havia cessado. Apesar de o templo ter sido reconstruído (516 a.C.), o sistema de culto restaurado de maneira digna por Esdras (457 a.C.) e o muro da cidade reconstruído (444 a.C.), o estado espiritual dos judeus estava de novo em um nível muito baixo. O povo tinha deixado de dar o dízimo, e em consequência as colheitas fracassaram. Os sacerdotes, vendo-se no desamparo, tornaram-se descuidados e indiferentes para com as funções do Templo. A moral mostrava-se frouxa e havia frequentes contatos comprometedores com os pagãos circunvizinhos (ELISSEN, 2004, p. 344).     
III – A MENSAGEM DE DEUS ATRAVÉS DE MALAQUIAS
            O profeta Malaquias inicia sua mensagem da seguinte forma: “Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias” (Ml 1.1). Nos livros proféticos do Antigo Testamento, profecias e revelações são chamados de “pesos ou sentenças”, no hebraico“massa”, que nesse contexto quer dizer: “uma mensagem pesada”. Já a expressão “palavra do Senhor” afirma a inspiração de sua mensagem e o fato de que ele foi autorizado por Jeová como mediador ou porta-voz divino. Como tal, Malaquias se pronuncia “contra Israel”, ou seja, em oposição as suas práticas civis, morais e religiosas desprovidas de justiça, santidade e sinceridade. Apesar de Deus tê-los amado (Ml 1.2-a). Os judeus chegaram ao ponto de duvidarem desse amor, por causa das aflições que sofriam (Ml 1.2-b). No entanto, eram eles que haviam deixado de amar e honrar a Deus, pois desobedeceram a sua Lei (Ml 1.6). Por isso, o mensageiro do Senhor, exorta-os severamente por estarem tratando com desprezo coisas que para Deus possuíam grande valor. Vejamos em que pecavam os sacerdotes e os judeus da época de Malaquias:
3.1 Desprezo ao culto (Ml 1.6-8). O profeta Malaquias apresenta uma acusação contra os sacerdotes da terra, pois eles estavam desprezando o Senhor, oferendo-lhe animais aleijados ou doentes “Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau?” (Ml 1.8-a). A Bíblia nos mostra que a oferta de animais a Deus tinha que estar dentro dos requisitos bíblicos (Lv 22.17-24; Dt 15.21). O profeta pergunta, se presentes imperfeitos apresentados a um governador terrestre seriam ou não ofensivos. Porventura, não seria um insulto muito maior oferecer presentes defeituosos ao Governador do universo? (Ml 1.8-b). Ainda que não dissessem abertamente que a mesa do Senhor fosse desprezível, ao ofertar de forma errada, sua atitude estava dizendo isso (Ml 1.7).
3.2 Desprezo ao matrimônio(Ml 2.11-16). Malaquias repreende os judeus por tratarem de forma leviana o matrimônio. Segundo o relato dos profetas, eles estavam: (1) casando com mulheres pagãs (Ml 2.11), prática esta proibida pela Lei de Moisés                       (Êx 34.15,16; Dt 7.3,4; I Rs 11.1-6; Ed 9.1,2; Ne 13.26, 27); (2) Muitos deles eram infiéis as suas esposas, com as quais haviam se casado quando ainda eram jovens (Ml 2.14). O Senhor deixa claro que DETESTA tal ação, motivado por propósitos egoístas Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais (Ml 2.16), pois Ele declara que, do marido e da mulher fez um só (Ml 2.15). Esse pecado é tão grave aos olhos do Senhor, que obstruía as respostas das orações “...de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão” (Ml 2.13).   
3.3 Desprezo aos dízimos e as ofertas (Ml 3.8-10). Os judeus estavam roubando a Deus ao deixarem de trazer os dízimos e ofertas “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8). Como podemos ver, a mordomia ou administração falha, do ponto de vista divino, equivale à fraude ou roubo. O dízimo era uma prática feita antes da Lei (Gn 14.18-20; Gn 28.18-22). Mas, foi na Lei, que Deus estabeleceu princípios para a entrega dos dízimos, tais como: (1) o que deveria ser dizimado (Lv 27.30-34); (2) a quem eram entregues os dízimos (Nm 18.21-32); (3) onde deveria ser entregue os dízimos (Dt 12.1-14; 14.22-29; Ml 3.10). Descumprindo a exigência divina, eles encontravam-se sob maldição: “com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação” (Ml 3.9).
IV – A ATUALIDADE DA MENSAGEM DE MALAQUIAS PARA A IGREJA
            A mensagem de Malaquias não ficou restrita apenas ao povo de Judá, mas serve também para a Igreja de Cristo, pois ela contém ordenanças, ensinadas por Jesus Cristo e seus apóstolos no Novo Testamento, os quais são:
4.1 O culto.Por meio do sacrifício de Cristo Jesus, fomos feitos sacerdotes (I Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10); e o apóstolo Paulo nos orienta a ofertamos o melhor que possuímos: nossa vida inteira como sacrifício vivo. Isto porque além de sermos os sacerdotes, somos a oferta: “...apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). Portanto, antes de trazermos algum sacrifício ao Senhor, devemos nos chegar a Ele da forma como a Sua Palavra nos exorta: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa (Hb 10.22).
4.2 O matrimônio.O casamento não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação, pois é uma instituição divina (Gn 1.27-31; Mc 10.6-9). No projeto de Deus, o casamento é indissolúvel. Ninguém tem autoridade para separar o que Deus uniu. “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mt 19.6). Portanto, a vontade de Deus para o casamento é que cada cônjuge seja único até que a morte os separe (Mc 10.7-9; Gn 2.24). No entanto, Jesus cita uma exceção, a “prostituição”, palavra que no grego “porneia” inclui o adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual (Mt 5.32; 19.9). Embora possa haver perdão e restauração do casamento, que é sem dúvida o que Deus prefere (Ml 2.16).
4.3 Os dízimos e as ofertas.Os cristãos também têm a obrigação de contribuir com os seus dízimos e ofertas para manter a obra do Senhor, poisoSenhor Jesus não apenas reconheceu a importância da prática do dízimo, mas também a recomendou(Mt 23.23); e, o apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, fez referência ao dízimo para extrair o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (I Co 9.9-14; Lv 6.16,26; Dt 18.1). Não esquecendo que Deus prometeu abençoar com: (1) multiplicação(Ml 3.10);                    (2) proteção(Ml 3.11); e (3) prosperidade material(Ml 3.12).
CONCLUSÃO
            Deus levantou o profeta Malaquias com a finalidade de exortar os judeus que voltaram do exílio a fim de melhorarem seus caminhos diante do Senhor, pois eles se tornaram indiferentes e questionavam a justiça de Deus. Os princípios defendidos pelo profeta, tais como: o caráter do culto verdadeiro, a união indissolúvel no casamento, bem como a observância dos dízimos e das ofertas, tanto deveriam ser observados por Judá como também pela Igreja de Cristo.
REFERÊNCIAS
  • STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal.  CPAD.
  • ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA.
  • MEARS, Henrietta C. Estudo Panorâmico da Bíblia. VIDA.
  • SOARES, Esequias. Visão Panorâmica do Antigo Testamento. CPAD.
  • GARNER, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada. VIDA.
  • ADEYEMO, Tokunboh. Comentário Bíblico Africano. MC
  • COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PROF. PAULO AVELINO
 FONTE PORTAL EBD

Lição 5, A Mordomia da Igreja Local

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