LIÇÃO 6, A DESPENSA VAZIA



Lições Bíblicas do 3º Trimestre de 2012 - CPAD - Jovens e Adultos
Vencendo as Aflições da Vida - "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” (Salmos 34:19).
Comentários da revista da CPAD: Pr. Eliezer de Lira e Silva
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO
 
 
TEXTO ÁUREO 
"Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão"  (Sl 37.25).  
 
 
VERDADE PRÁTICA 
Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.
 
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 16.15 A provisão no Antigo Testamento
Terça - 2 Rs 4.42-44; Jo 6.5-13 O DEUS que multiplica
Quarta - 1 Rs 17.8-16 O DEUS da provisão
Quinta - At 4.32,36,37 A provisão em o Novo Testamento
Sexta - 2 Co 8.14; Ef 4.28 A provisão na Igreja do primeiro século
Sábado - 1 Jo 3.17,18 Amando o próximo
 
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Reis 4.1-7 
1 E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos. 2 E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3 Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos. 4 Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio. 5 Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia. 6 E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou. 7
Então, veio ela e o fez saber ao homem de DEUS; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
 
 
DESPENSA
Era, pois, o provimento de Salomão cada dia, trinta coros de flor de farinha, e sessenta coros de farinha; 1 Reis 4:22
Para que as nossas dispensas se encham de todo provimento; para que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas.Salmos 144.1
Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e DEUS os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? Lucas 12:24
 
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que a fé em DEUS nos ajuda a lutar contra os imprevistos. 
Conscientizar-se de que DEUS age segundo aquilo que temos.  
Explicar a providência divina no Antigo e Novo Testamentos. 
 
RESUMO DA LIÇÂO  6, A DESPENSA VAZIA 
I. LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO 
1. A viuvez.
2. A dívida.
3. A solução.
II. DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM 
1. A botija de azeite.
2. A farinha na panela.
3. Cinco pães e dois peixes.
III. A PROVIDÊNCIA DIVINA 
1. No Antigo Testamento.
2. Em o Novo Testamento.
3. Na atualidade.
 
ESTUDO DA LIÇÂO  6, A DESPENSA VAZIA 
Viúva de um dos filhos dos profetas - Provavelmente um aluno da Escola de Profeta
 
PARTE I. LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO 
Quem poderia imaginar que aquele promissor aprendiz de profeta viesse, de repente, a falecer? Devemos estar prontos para qualquer emergência.
PRECIOSA É, À VISTA DO SENHOR, A MORTE DOS SEUS SANTOS (Salmo 116:15).
Viúva com filhos sendo levados como escravos - morreria de fome - esposo era um homem de DEUS, confiou toda sua vida em DEUS, inclusive a subsistência de sua família. 80 % dos missionários fazem isto.
A dívida, agora legalmente, da viúva, não era pequena, pois seria necessário que os dois filhos fossem levados como escravos.
Nessas horas devemos nos lembrar da única solução que o cristão deve buscar - DEUS.
O representante de DEUS era seu profeta, Elizeu. A viúva foi até ele crendo na solução.
O verdadeiro servo de DEUS deve ter a solução para os problemas de seus liderados. deve ter comunhão com DEUS e ser usado por DEUS em milagres.
 
PARTE II. DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM 
DOIS PROFETAS - DUAS VIÚVAS - DOIS TIPOS DE AZEITE - DUAS SOLUÇÕES DE DEUS
 
 
A viúva de Sarepta 1 Reis 17- ELIAS
9 Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente. 10 Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, numa vasilha um pouco de água que beba. 11 E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão. 12 Porém ela disse: Vive o SENHOR, teu DEUS, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos. 13 E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho. 14 Porque assim diz o SENHOR, DEUS de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra. 15 E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. 16 Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do SENHOR, que falara pelo ministério de Elias.
 
17.15 E ASSIM COMEU ELA... E A SUA CASA MUITOS DIAS. DEUS estava atento às necessidades e aflições de uma viúva pobre. Ele enviou Elias para fortalecer-lhe a fé e trazer-lhe bênçãos materiais no momento em que ela julgava que tudo estava perdido (v. 12). A fé que essa viúva tinha em DEUS e na sua palavra, através do profeta Elias, levou-a a permutar o certo pelo incerto, e o visível pelo invisível (vv. 10-16; cf. Hb 11.27). A viúva crente recebeu do profeta de DEUS, não somente uma bênção material, como também uma bênção espiritual.
Lucas 4:26 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva.
A viúva de Sarepta usou o resto do azeite que tinha em casa e fez um pão para o profeta Elias, abençoando aquele homem que levava a palavra de DEUS. Ela não pensou na seca e crise econômicas que o país estava passando, ou, que aquele pão poderia ser a última refeição que poderia ter juntamente com seu filho antes de morrerem. Talvez até tivesse ponderado estes fatos, entretanto, aquela mulher creu que DEUS era poderoso para fazer infinitamente mais que sua mente humana pudesse imaginar. E DEUS em sua majestade e poder fez prosperar onde não havia esperança de salvação para vida da viúva e de seu filho. Olhando por um outro ângulo vemos uma mulher que não se limitou em sua fé ao se predispor em ajudar o seu próximo.
Fique atento para que você não fique somente como um espectador daquilo que DEUS está fazendo na Igreja, esteja pronto para trabalhar na seara. Faça parte e aproveite a oportunidade que DEUS tem nos dado. Não tente agradar a DEUS com sacrifícios vãos, escute aquilo que Ele tem te falado e te chamado para fazer. Obedecer e melhor que sacrificar.
 
 
A viúva de um obreiro é honrada por DEUS - II Reis 4 - ELIZEU
1 - E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos. 2 - E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3 - Então, disse ele: Vai, pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos. 4 - Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio. 5 - Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia. 6 - E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou. 7 - Então, veio ela e o fez saber ao homem de DEUS; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.
 
4.1 UMA MULHER... DOS FILHOS DOS PROFETAS. Os atos milagrosos de Eliseu, registrados no cap. 4, apresentam verdades espirituais surpreendentes. A narrativa da viúva com seus dois filhos revela que DEUS cuida dos seus fiéis quando estão em necessidade e aflição. A viúva com os filhos representam o povo de DEUS quando estão em abandono e opressão. Tanto no AT como no NT, a compaixão pelos necessitados e o cuidado por eles são evidência da fé genuína em DEUS e da verdadeira piedade (Êx 22.22-24; Dt 10.18; 14.29; Jó 29.12; Tg 1.27).
HOMEM DE DEUS.  Eliseu era conhecido pelo povo de todas as camadas como "o homem de DEUS" (e.g., 4.9,16,22,25,27,40; 5.8; 6.6,9,10; 7.18; 8.4,8,11). O mais alto tributo que se pode prestar a um pastor é ser ele conhecido como um "homem de DEUS". Seguem-se cinco características desse "homem de DEUS". (1) Mantinha comunhão íntima e constante com DEUS. Conhecia a DEUS e era conhecido por Ele. (2) Era um homem santo, totalmente separado da lassidão religiosa e moral dos seus dias e dedicado ao Senhor DEUS de Israel. (3) Sentia, como DEUS, os pecados do povo do concerto e se opunha à maré de idolatria e de apostasia em Israel. (4) O ESPÍRITO do Senhor estava sobre ele e o capacitava a falar com autoridade espiritual, como representante de DEUS e a proclamar com fidelidade a palavra do Senhor. (5) Como profeta de grande estatura espiritual e de muitos dons, seu ministério foi confirmado por DEUS com milagres e poderosos sinais.
HAVIA FOME NAQUELA TERRA. Essas duas narrativas sobre os "filhos dos profetas" ilustram a verdade de que "os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome" (Sl 33.18,19). Quem permanece fiel à Palavra de DEUS, permanece sob os cuidados especiais do Senhor (cf. Mc 16.18).
 
Elizeu, sucessor de Elias no ministério de Jeová, que realizando maravilhas para a glória de DEUS se depara com uma situação inusitada, talvez estando ele em sua casa talvez na hora da oração da tarde, chega uma mulher o procurando, desesperada, com um grande problema. Viu! Parece me toda a vez que se surge um problema é que se lembra de DEUS, e parece me também que ainda isso não mudou.
Aquela viúva chega para Elizeu e faz uma indagação como quem vem cobrar alguma coisa e lhe diz que seu marido era servo de Elizeu e agora ela tinha dívidas e os credores estavam vindo pegar os seus filhos.
Notem que ela também havia vendido tudo, pois ela relata ao profeta que não tinha mais nada em casa, e ainda iria perder os filhos, pois os filhos são a esperança de uma viúva e ela não queria perde-los, deixando seus filhos virarem escravos. Mas o profeta lhe faz uma pergunta para buscar um ponto inicial para realizar o milagre, ele diz para mulher: o que te hei eu de fazer? Me diz o que tens em casa? Essa pergunta é boa. O que é que você tem hoje para que DEUS possa fazer um milagre em sua vida? Muitos de nós hoje queremos que DEUS opere maravilhas, mas não oferecemos nada.
Diante daquela pergunta àquela mulher se lembra de algo esquecido que pertencia a seu marido. Como ele era um filho de profeta e aprendiz de profeta ele também tinha uma ferramenta de profeta, uma botija de azeite. Era uma botija que ela não dava mais importância, estava esquecida, jogada em um canto da casa, mas o profeta então tem a revelação de Jeová e manda que a mulher empreste vasilhas e as enchas, mas no interior de sua casa.
Há um mistério aqui. Como era um azeite de unção e não um azeite de culinária, o profeta ao mandar ela emprestar vasilhas estava tratando o relacionamento daquela mulher, ela precisava ter relacionamento com as pessoas. Muitas pessoas são assim, mulheres de pastores que não tem relacionamento com as ovelhas, pastores pregadores que se julgam intocáveis, ninguém pode chegar perto, tem até seguranças, pensam que são estrelas pop, coitados!
Então aquela mulher que precisava extremamente de um milagre obedece ao profeta. Obedecer a DEUS é sempre melhor! Então o milagre acontece e aquela mulher começa a prover do poder sobrenatural de Jeová. Um azeite caríssimo começa a brotar sem parar diante dos olhos dela e de seus filhos que perplexos traziam as vasilhas e ela as enchia.
A bíblia revela que depois de não ter mais vasilhas ela vai ao profeta dar testemunho do milagre, aí eu sempre falo da importância de se dar testemunhos das bênçãos, e o profeta diz para a agora rica viúva, paga os seus credores e tu e teus filhos vivei do resto.
Queridos a benção de DEUS é de medida sacudida, recalcada e transbordante, ela sempre dará para você e para os outros, isso para que todos vejam DEUS na sua vida e queiram ser iguais a você.
Aquela viúva agora tinha um bom motivo para dar glória a DEUS, pois o impossível aconteceu em sua vida, pois recebeu um milagre e ainda não perdeu seus filhos, que eram o seu bem maior. Assim será com você se tão somente obedecer à voz de Jeová, pois Ele que te abençoar. Tão somente creia.
 
Nos dois casos de viúvas que tinham um pouquinho de azeite em casa (Uma no tempo de Elias - Azeite culinário e essa, no tempo de Elizeu - azeite de unção). DEUS enviou um profeta em cada caso para encontrar com as viúvas, e nos dois casos, elas ouviram e obedeceram aos profetas e que os dois problemas foram solucionados com um milagre. Então saiba, que sempre existirá a Igreja de DEUS pertinho de você, para lhe ajudar, mas lembre-se OBEDEÇA A DEUS, e assim você provará do milagre. (http://www.webartigos.com/artigos/duas-viuvas-dois-profetas-dois-problemas-mas-um-so-deus/23170/#ixzz21RzkiYtx).
 
 
Mateus 14.19 Tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, epartindo os pães, deu-os aos discípulos, e os
discípulos, à multidão.
14.19 PÃES E... PEIXES. O milagre da alimentação dos cinco mil é registrado em todos os quatro Evangelhos (Mc 6.34-44; Lc 9.10-17; Jo 6.1-14). A mensagem do milagre inclui os seguintes aspectos:
(1) Destaca JESUS como o Pão da Vida (cf. Jo 6), Aquele que provê para o corpo e para a alma;
(2) Comprova que o Senhor tem poder para operar milagres;
(3) Exemplifica sua compaixão pelos necessitados (v. 14; cf. Êx 34.6; Mq 7.18); e
(4) Ensina que o pouco que temos pode ser transformado em muito, se for colocado nas mãos do Senhor e por Ele abençoado (v. 19).
 
Marcos 6.34 E JESUS, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; de começou a ensinar-lhes muitas coisas.6.34 COMPAIXÃO. O termo original é splagchnizomai, o qual descreve uma emoção que comove a pessoa até o íntimo do seu ser. Fala da tristeza que alguém sente pelo sofrimento e infortúnio do próximo, juntamente com o desejo de ajudá-lo. É uma característica de DEUS (Dt 30.3; 2 Rs 13.23; Sl 78.38; 111.4) e do seu Filho JESUS CRISTO (1.41; 6.34; 8.2; Mt 9.36; 14.14; 15.32; Lc 7.13). Em todas as épocas, e particularmente nestes dias de indiferença ante o sofrimento dos outros, JESUS espera que semelhante atitude motive atos compassivos dos seus seguidores (Mt 18.33; Lc 10.33).
6.41 CINCO PÃES... DOIS PEIXES. Ver Mt 14.19 acima.
6.41 AÇÕES DE GRAÇAS ÀS REFEIÇÕES. Antes de comer, CRISTO dava graças ao seu Pai celestial. O crente deve seguir o seu exemplo e render graças cada vez que se alimentar. Comer, dando antes graças a DEUS, é reconhecer sua solicitude e provisão em nosso favor. Cada refeição deve ser um ato de adoração para a glória de DEUS. Sobre a oração de agradecimento antes das refeições, ver 1 Sm 9.13; Mt 14.19; 15.36; 26.26; Lc 24.30; Rm 14.6; 1 Co 10.31; 1 Tm 4.4,5.
 
PARTE III. A PROVIDÊNCIA DIVINA 
NO ANTIGO TESTAMENTO
Êx 16.15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes, pois, Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer.
 
 
CADA MANHÃ. DEUS ordenou que colhessem maná somente o suficiente para cada dia, a fim de ensinar o povo que sua existência diária dependia exclusivamente da provisão divina (Mt 6.11).
Filipenses 4.19 O meu DEUS, segundo as suas riquezas, tsuprirá todas as vossas necessidades em glória, por CRISTO JESUS.
19 SUPRIRÁ TODAS AS VOSSAS NECES-SIDADES. Paulo enfatiza o cuidado amoroso de DEUS Pai pelos seus filhos. Ele suprirá todas as nossas necessidades (materiais e espirituais), à medida que as apresentarmos diante dEle. O suprimento das nossas necessidades vem "por CRISTO JESUS". Somente em união com CRISTO e na comunhão com Ele é que podemos experimentar o provimento da parte de DEUS. Entre as muitas promessas das Escrituras que confere esperança e encorajamento ao povo de DEUS, no tocante ao seu cuidado, provisão e socorro, temos: Gn 28.15; 50.20; Êx 33.14; Dt 2.7; 32.7-14; 33.27; Js 1.9; 1 Sm 7.12; 1 Rs 17.6,16; 2 Cr 20.17; Sl 18.35; 23; 121; Is 25.4; 32.2; 40.11; 41.10; 43.1,2; 46.3,4; Jl 2.21-27; Ml 3.10; Mt 6.25-34; 14.20; 23.37; Lc 6.38; 12.7; 22.35; Jo 10.27,28; 17.11; Rm 8.28,31-39; 2 Tm 1.12; 4.18; 1 Pe 5.7; ver o estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA
 
DEUS, o nosso DEUS, sempre se lembrou de socorrer aos aflitos, aos necessitados, às viúvas, aos órfãos, nunca se esquece daqueles que o servem com zelo. Devemos amar como ELE nos amou, pois foi capaz de dar até mesmo o seu filho único para morrer em nossos lugar. Não amemos apenas de palavras, mas com boas obras de amor.
 
A PROVIDÊNCIA DIVINA (BEP - CPAD)
Gn 45.5 “...não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, DEUS me enviou diante da vossa face.”
Depois de o Senhor DEUS criar os céus e a terra (1.1), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. DEUS não é como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim; pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de DEUS por sua criação e por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.

ASPECTOS DA PROVIDÊNCIA DIVINA. Há, pelo menos, três aspectos da providência divina.
(1) Preservação. DEUS, pelo seu poder, preserva o mundo que Ele criou. A confissão de Davi fica clara: “A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais” (Sl 36.6). O poder preservador de DEUS manifesta-se através do seu filho JESUS CRISTO, conforme Paulo declara em Cl 1.17: CRISTO “é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Pelo poder de CRISTO, até mesmo as minúsculas partículas de vida mantêm-se coesas.
(2) Provisão. DEUS não somente preserva o mundo que Ele criou, como também provê as necessidades das suas criaturas. Quando DEUS criou o mundo, criou também as estações (1.14) e proveu alimento aos seres humanos e aos animais (1.29,30). Depois de o Dilúvio destruir a terra, DEUS renovou a promessa da provisão, com estas palavras: “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão” (8.22). Vários dos salmos dão testemunho da bondade de DEUS em suprir do necessário a todas as suas criaturas (e.g., Sl 104; 145). O mesmo DEUS revelou a Jó seu poder de criar e de sustentar (Jó 38—41), e JESUS asseverou em termos bem claros que DEUS cuida das aves do céu e dos lírios do campo (Mt 6.26-30; 10.29). Seu cuidado abrange, não somente as necessidades físicas da humanidade, como também as espirituais (Jo 3.16,17). A Bíblia revela que DEUS manifesta um amor e cuidado especiais pelo seu próprio povo, tendo cada um dos seus em alta estima (e.g., Sl 91; ver Mt 10.31). Paulo escreve de modo inequívoco aos crentes de Filipos: “O meu DEUS, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por CRISTO JESUS” (ver Fp 4.19). De conformidade com o apóstolo João, DEUS quer que seu povo tenha saúde, e que tudo lhe vá bem (ver 3Jo 2).
(3) Governo. DEUS, além de preservar sua criação e prover-lhe o necessário, também governa o mundo. DEUS, como Soberano que é, dirige, os eventos da história, que acontecem segundo sua vontade permissiva e seu cuidado. Em certas ocasiões, Ele intervém diretamente segundo o seu propósito redentor.
Mesmo assim, até DEUS consumar a história, Ele tem limitado seu poder e governo supremo neste mundo. As Escrituras declaram que Satanás é “o deus deste século” [mundo] (2Co 4.4) e exerce acentuado controle sobre a presente era maligna (ver 1Jo 5.19; Lc 13.16; Gl 1.4; Ef 6.12; Hb 2.14). Noutras palavras, o mundo, hoje, não está submisso ao poder regente de DEUS, mas, em rebelião contra Ele e escravizado por Satanás. Note, porém, que essa autolimitação da parte de DEUS é apenas temporária; na ocasião que Ele já determinou na sua sabedoria, Ele aniquilará Satanás e todas as hostes do mal (Ap 19—20).

A PROVIDÊNCIA DIVINA E O SOFRIMENTO HUMANO. A revelação bíblica demonstra que a providência de DEUS não é uma doutrina abstrata, mas que diz respeito à vida diária num mundo mau e decaído.
(1) Toda pessoa experimenta o sofrimento em certas ocasiões da vida e daí surge a inevitável pergunta “Por quê?” (cf. Jó 7.17-21; Sl 10.1; 22.1; 74.11,12; Jr 14.8,9,19). Essas experiências alvitram o problema do mal e do seu lugar nos assuntos de DEUS.
(2) DEUS permite que os seres humanos experimentem as conseqüências do pecado que penetrou no mundo através da queda de Adão e Eva. José, por exemplo, sofreu muito por causa da inveja e da crueldade dos seus irmãos. Foi vendido como escravo pelos seus irmãos e continuou como escravo de Potifar, no Egito (37; 39). Vivia no Egito uma vida temente a DEUS, quando foi injustamente acusado de imoralidade, lançado no cárcere (39) e mantido ali por mais de dois anos (40.1—41.14). DEUS pode permitir o sofrimento em decorrência das más ações do próximo, embora Ele possa soberanamente controlar tais ações, de tal maneira que seja cumprida a sua vontade. Segundo o testemunho de José, DEUS estava agindo através dos delitos dos seus irmãos, para a preservação da vida (45.5; 50.20).
(3) Não somente sofremos as conseqüências dos pecados dos outros, como também sofremos as conseqüências dos nossos próprios atos pecaminosos. Por exemplo: o pecado da imoralidade e do adultério, freqüentemente resulta no fracasso do casamento e da família do culpado. O pecado da ira desenfreada contra outra pessoa pode levar à agressão física, com ferimentos graves ou até mesmo o homicídio de uma das partes envolvidas, ou de ambas. O pecado da cobiça pode levar ao furto ou desfalque e daí à prisão e cumprimento de pena.
(4) O sofrimento também ocorre no mundo porque Satanás, o deus deste mundo, tem permissão para executar a sua obra de cegar as mentes dos incrédulos e de controlar as suas vidas (2Co 4.4; Ef 2.1-3). O NT está repleto de exemplos de pessoas que passaram por sofrimento por causa dos demônios que as atormentavam com aflição mental (e.g., Mc 5.1-14) ou com enfermidades físicas (Mt 9.32,33; 12.22; Mc 9.14-22; Lc 13.11,16).
Dizer que DEUS permite o sofrimento não significa que DEUS origina o mal que ocorre neste mundo, nem que Ele pessoalmente determina todos os infortúnios da vida. DEUS nunca é o instigador do mal ou da impiedade (Tg 1.13). Todavia, Ele, às vezes, o permite, o dirige e impera soberanamente sobre o mal a fim de cumprir a sua vontade, levar a efeito seu propósito redentor e fazer com que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que lhe são fiéis (ver Mt 2.13; Rm 8.28).

O RELACIONAMENTO DO CRENTE COM A PROVIDÊNCIA DIVINA. O crente para usufruir os cuidados providenciais de DEUS em sua vida, tem responsabilidades a cumprir, conforme a Bíblia revela. (1) Ele deve obedecer a DEUS e à sua vontade revelada. No caso de José, por exemplo, fica claro que por ele honrar a DEUS, mediante sua vida de obediência, DEUS o honrou ao estar com ele (39.2, 3, 21, 23). Semelhantemente, para o próprio JESUS desfrutar do cuidado divino protetor ante as intenções assassinas do rei Herodes, seus pais terrenos tiveram de obedecer a DEUS e fugir para o Egito (ver Mt 2.13). Aqueles que temem a DEUS e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que DEUS endireitará as suas veredas (Pv 3.5-7). (2) Na sua providência, DEUS dirige os assuntos da igreja e de cada um de nós como seus servos. O crente deve estar em constante harmonia com a vontade de DEUS para a sua vida, servindo-o e ajudando outras pessoas em nome dEle (At 18.9,10; 23.11; 26.15-18; 27.22-24). (3) Devemos amar a DEUS e submeter-nos a Ele pela fé em CRISTO, se quisermos que Ele opere para o nosso bem em todas as coisas (ver Rm 8.28).
Para termos sobre nós o cuidado de DEUS quando em aflição, devemos clamar a Ele em oração e fé perseverante. Pela oração e confiança em DEUS, experimentamos a sua paz (Fp 4.6,7), recebemos a sua força (Ef 3.16; Fp 4.13), a misericórdia, a graça e ajuda em tempos de necessidade (Hb 4.16; ver Fp 4.6). Tal oração de fé, pode ser em nosso próprio favor ou em favor do próximo (Rm 15.30-32; ver Cl 4.3).
 
NO NOVO TESTAMENTO
O CUIDADO DOS POBRES E NECESSITADOS (Estudo da Bíblia de Estudos Pentecostal em CD - CPAD)
Am 5.12-14 “Porque sei que são muitas as vossas transgressões e enormes os vossos pecados; afligis o justo, tomais resgate e rejeitais os necessitados na porta. Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau. Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o DEUS dos Exércitos, estará convosco, como dizeis.”

Neste mundo, onde há tanto ricos quanto pobres, freqüentemente os que têm abastança material tiram proveito dos que nada têm, explorando-os para que os seus lucros aumentem continuamente (ver Sl 10.2, 9,10; Is 3.14,15; Jr 2.34; Am 2.6,7; 5.12,13; Tg 2.6). A Bíblia tem muito a dizer a respeito de como os crentes devem tratar os pobres e necessitados.
O ZELO DE DEUS PELOS POBRES E NECESSITADOS. DEUS tem expressado de várias maneiras seu grande zelo pelos pobres, necessitados e oprimidos.
(1) O Senhor DEUS é o seu defensor.
Ele mesmo revela ser deles o refúgio (Sl 14.6; Is 25.4), o socorro (Sl 40.17; 70.5; Is 41.14), o libertador (1Sm 2.8; Sl 12.5; 34.6; 113.7; 35.10; cf. Lc 1.52,53) e provedor (cf. Sl 10.14; 68.10; 132.15).
(2) Ao revelar a sua Lei aos israelitas, mostrou-lhes também várias maneiras de se eliminar a pobreza do meio do povo (ver Dt 15.7-11). Declarou-lhes, em seguida, o seu alvo global:
“Somente para que entre ti não haja pobre; pois o SENHOR abundantemente te abençoará na terra que o SENHOR, teu DEUS, te dará por herança, para a possuíres” (Dt 15.4). Por isso DEUS, na sua Lei, proíbe a cobrança de juros nos empréstimos aos pobres (Êx 22.25; Lv 25.35,36). Se o pobre entregasse algo como “penhor”, ou garantia pelo empréstimo, o credor era obrigado a devolver-lhe o penhor (uma capa ou algo assim) antes do pôr-do-sol. Se o pobre era contratado a prestar serviços ao rico, este era obrigado a pagar-lhe diariamente, para que ele pudesse comprar alimentos a si mesmo e à sua família (Dt 24.14,15). Durante a estação da colheita, os grãos que caíssem deviam ser deixados no chão para que os pobres os recolhessem (Lv 19.10; Dt 24.19-21); e mais: os cantos das searas de trigo, especificamente, deviam ser deixados aos pobres (Lv 19.9). Notável era o mandamento divino de se cancelar, a cada sete anos, todas as dívidas dos pobres (Dt 15.1-6). Além disso, o homem de posses não podia recusar-se a emprestar algo ao necessitado, simplesmente por estar próximo o sétimo ano (Dt 15.7-11). DEUS, além de prover o ano para o cancelamento das dívidas, proveu ainda o ano para a devolução de propriedades — o Ano do Jubileu, que ocorria a cada cinqüenta anos. Todas as terras que tivessem mudado de dono desde o Ano do Jubileu anterior teriam de ser devolvidas à família originária (ver Lv 25.8-55). E, mais importante de tudo: a justiça haveria de ser imparcial. Nem os ricos nem os pobres poderiam receber qualquer favoritismo (Êx 23.2,3,6; Dt 1.17; cf. Pv 31.9). Desta maneira, DEUS impedia que os pobres fossem explorados pelos ricos, e garantia um tratamento justo aos necessitados (ver Dt 24.14). (3) Infelizmente, os israelitas nem sempre observavam tais leis. Muitos ricos tiravam vantagens dos pobres, aumentando-lhes a desgraça. Em conseqüência de tais ações, o Senhor proferiu, através dos profetas, palavras severas de juízo contra os ricos (ver Is 1.21-25; Jr 17.11; Am 4.1-3; 5.11-13; Mq 2.1-5; Hc 2.6-8; Zc 7.8-14).
A RESPONSABILIDADE DO CRENTE NEOTESTAMENTÁRIO DIANTE DOS POBRES E NECESSITADOS. No NT, DEUS também ordena a seu povo que evidencie profunda solicitude pelos pobres e necessitados, especialmente pelos domésticos na fé.
(1) Boa parte do ministério de JESUS foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser JESUS (cf. Lc 4.18,19; 21.1-4; Lc 17.11-19; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; Lc 17.11-19; Lc 7.11-15; 20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31).
(2) JESUS espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (ver Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (ver Jo 12.5,6; 13.29). Em mais de uma ocasião, ensinou aos que o queriam seguir a se importarem com os marginalizados econômica e socialmente (Mt 19.21; Lc 12.33; 14.12-14,16-24; 18.22). As contribuições não eram consideradas opcionais. Uma das exigências de CRISTO para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (Mt 25.31-46).
(3) O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam igualmente profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e Barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). Quando o concílio reuniu-se em Jerusalém, os anciãos recusaram-se a declarar a circuncisão como necessária à salvação, mas sugeriram a Paulo e aos seus companheiros “que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência” (Gl 2.10). Um dos alvos de sua terceira viagem missionária foi coletar dinheiro “para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15.26). Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1Co 16.1-4). Como a igreja em Corinto não contribuísse conforme se esperava, o apóstolo exortou demoradamente aos seus membros a respeito da ajuda aos pobres e necessitados (2Co 8;9). Elogiou as igrejas na Macedônia por lhe terem rogado urgentemente que lhes deixasse participar da coleta (2Co 8.1-4; 9.2). Paulo tinha em grande estima o ato de contribuir. Na epístola aos Romanos, ele arrola, como ação do ESPÍRITO SANTO em nós, a capacidade de se contribuir com generosidade às necessidades da obra de DEUS e de seu povo (ver Rm 12.8; ver 1Tm 6.17-19).
(4) Nossa prioridade máxima, no cuidado aos pobres e necessitados, são os irmãos em CRISTO. JESUS equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele próprio (Mt 25.40, 45). A igreja primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses a fim de suprir as necessidades uns dos outros (At 2.44,45; 4.34-37). Quando o crescimento da igreja tornou impossível aos apóstolos cuidar dos necessitados de modo justo e equânime, procedeu-se a escolha de sete homens, cheios do ESPÍRITO SANTO, para executar a tarefa (At 6.1-6). Paulo declara explicitamente qual deve ser o princípio da comunidade cristã: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10). DEUS quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo (2Co 8.14,15; cf. Ef 4.28; Tt 3.14). Resumindo, a Bíblia não nos oferece outra alternativa senão tomarmos consciência das necessidades materiais dos que se acham ao nosso redor, especialmente de nossos irmãos em CRISTO.
 
 
 
Ajuda extra: Atos 2.42-46 e 47
42. Lucas registra como viviam os novos convertidos. Alistam-se quatro atividades das quais participavam. Geralmente, são consideradas como quatro coisas separadas, mas também é possível argumentar que são, na realidade, os quatro elementos que caracterizavam uma reunião cristã na igreja primitiva e, de modo geral, é este o ponto de vista preferível.
Em primeiro lugar, havia a doutrina dada pelos apóstolos, que eram qualificados para esta tarefa por causa do seu convívio com JESUS.
Em segundo lugar, havia comunhão; a palavra significa "co-participação", e, embora pudesse referir-se à distribuição dos bens conforme a descrição nos vv. 44 e 45, é mais provável que aqui se refira a uma refeição em comum ou a uma experiência religiosa da qual todos participavam.
Em terceiro lugar, havia o partir do pão. Este é o termo que Lucas emprega para aquilo que Paulo chama de "Ceia do Senhor". Refere-se ao ato que dava início a uma refeição judaica, e que passara a ter um significado especial para os cristãos, tendo em vista a ação de JESUS na Última Ceia, e também quando alimentou as multidões (Lc 9:16; 22:19; 24:30; At 20:7, 11). Alguns alegam que o que há em mira aqui não passa de mera refeição de convívio, talvez uma continuação das refeições feitas com o Senhor ressurreto, sem qualquer relação específica à Última Ceia ou à forma paulina da Ceia do Senhor, que celebrava a Sua morte; é muito mais provável, no entanto, que Lucas aqui está empregando um nome antigo palestiniano para a Ceia do Senhor no sentido rigoroso.
Finalmente, mencionam-se as orações. Caso não se trate de uma referência a parte de uma reunião cristã, então trata-se da maneira dos cristãos observarem as horas de oração marcadas pelos judeus (3:1). Estes são os quatro elementos essenciais na prática religiosa da igreja cristã.
 
g. Resumo da vida da igreja primitiva (2:43-47).
44; 45. Um aspecto distintivo foi o modo de os crentes viverem juntos, na prática de algum tipo de comunhão de bens. O significado disto fica mais claro no v. 45, onde se esclarece que as pessoas vendiam suas propriedades para aplicar o preço na assistência dos necessitados. A primeira impressão que obtemos, portanto, é aquela de uma sociedade cujos membros viviam juntos e tinham tudo em comum (4 :33). Não seria surpreendente, sendo que sabemos que pelo menos um outro grupo contemporâneo judaico, a seita de Cunrã, adotou este modo de vida; Filo e Josefo, nas suas descrições dos essênios (com os quais usualmente se identificam os cunranitas), dizem a mesma coisa. É bem provável que, no primeiro impacto do entusiasmo religioso, a igreja primitiva tenha vivido desta maneira; os ditos de JESUS acerca da abnegação podem ter sugerido este modo de vida. Depara-se, porém, na narrativa em 4:32-5:11, que vender os bens pessoais era assunto voluntário, e a atenção especial dada a Barnabé por ter vendido um campo talvez sugira que houvesse algo de incomum no seu ato. Não devemos, portanto, tirar a conclusão de que tomar-se cristão necessariamente acarretasse uma vida numa comunidade cristã" estreitamente fechada em si. O que realmente aconteceu foi, talvez, que cada pessoa deixava seus bens à disposição dos outros quando surgia a necessidade. Evitamos o emprego do termo "comunismo" na descrição da praxe, visto que o comunismo moderno é uma descrição de um sistema político e econômico de um caráter tão diferente que é anacronístico e enganoso empregar-se o termo no presente contexto?
46. A devoção religiosa dos cristãos primitivos era assunto de todos os dias. Reuniam-se em espírito de unanimidade no templo. Participavam do culto diário do templo (3:1). Ao mesmo tempo, porém, os cristãos se reuniam para seus próprios ajuntamentos religiosos. Reuniam-se de casa em casa, nos lares uns dos outros,e juntamente partiam o pão num espírito de gozo intenso e sincero. A idéia é que faziam refeições em comum, as quais também incluíam o partir do pão; podemos comparar a descrição que Paulo deu da refeição em conjunto na igreja em Corinto, que incluía a celebração da Ceia do Senhor (1 Co 11 :17-34). A grande alegria que caracteriza estes encontros era, sem dúvida, inspirada pelo ESPÍRITO (13:52) e talvez se associasse com a convicção de que o Senhor JESUS estava presente com eles (cf. 24 :35).
47. Um comentário final nota que a atividade evangelizadora da igreja continuava diariamente. Na medida em que os cristãos eram vistos e ouvidos pelo restante do povo em Jerusalém, suas atividades formavam uma oportunidade para o testemunho. Mais uma vez, Lucas se refere ao processo de tornar-se cristão como o ser salvo, i. é, salvo de pertencer ao povo pecaminoso em derredor que está sob o julgamento divino por ter rejeitado ao Messias (2:40, cf. 2:21).
 
 
Atos 4.32-37
Outro resumo da vida da igreja primitiva (4:32-37).
Representa a atitude em comum dos discípulos, bem como a sua generosidade na sua vida em conjunto. Esta comunhão estreita acompanhava a pregação dos apóstolos. Haenchen sugere que Lucas estava querendo enfatizar que o dom do ESPÍRITO (v. 31) levava não somente à pregação inspirada como também à comunhão e à generosidade cristãs.
32. Dois fatos caracterizavam a vida da comunidade cristã. A escolha da palavra multidão reflete o crescimento no tamanho do grupo cristão. A despeito do seu tamanho, tinha uma mentalidade e um propósito em comum; noutras palavras, era unida na sua devoção ao Senhor (para a expressão que se empregou, ver 1 Cr 12:38). O outro fato foi que ninguém considerava que seus bens estavam sujeitos ao seu próprio controle, mas, sim, dispunha-se a deixá-los para o emprego da comunidade como um todo, Este modo de expressar a situação ressalta o fato que as coisas que cada um possuía claramente ficavam sendo sua propriedade até que ficasse necessário vendê-las para o bem comum. As duas características assim descritas correspondem, de modo lato, aos dois grandes mandamentos do amor (ou devoção) a DEUS e do amor ao próximo. Foi notado, outrossim, que a fraseologia que se emprega para descrevê-las relembra a do filósofo grego Aristóteles para expressar os ideais para a vida humana na comunidade. Os ideais cristãos não são menos cristãos por também serem reconhecidos pelos moralistas seculares.
33. Entrementes, os apóstolos, como aqueles que foram especialmente chamados para serem testemunhas da ressurreição de JESUS, continuavam a testificar com grande poder a despeito da proibição dos judeus contra a sua pregação.
34-35. A promessa feita no Antigo Testamento ao povo de DEUS, no sentido de que não haveria pobre entre eles (Dt 15 :4) foi cumprida na igreja pela generosidade dos membros mais prósperos. Aqueles que tinham propriedades ou casas as vendiam, e traziam os valores correspondentes aos apóstolos, que então os distribuíam aos necessitados.41 A referência aos pés dos apóstolos (4:37; 5:2) sugere algum tipo de transferência jurídica expressa em linguagem formal; é desnecessário acompanhar a sugestão de Stahlin (p. 79) de que os apóstolos se sentavam em cadeiras altas, os protótipos dos tronos eclesiásticos posteriores. Agora, incidentalmente, percebemos por que a pregação dos apóstolos se mencionou em v. 33. Tinham, também, o fardo adicional de administrar os fundos coletivos da igreja; e, embora esta tarefa talvez não fosse pesada logo de inicio, dentro em breve foram necessários planos novos (6:1-6).
36. O exemplo da generosidade de Barnabé é destacado para menção especial, possivelmente por ser de vulto excepcional, e certamente porque Barnabé aparecerá mais tarde na história como líder cristão que era conspícuo pela sua pura bondade (11 :24). Seu nome, se supõe, refletia o seu caráter. Não fica clara a conexão entre "Barnabé" e "filho de exortação", e há várias explicações do nome.42 Um "Filho de encorajamento" era uma pessoa que encorajava os outros, e Barnabé certamente fazia assim (9:27; 11 :23; 15:37). Era levita de nascimento, membro da tribo judaica da qual se tirava alguns dos funcionários menos importantes do templo (Lc 10:32; Jo 1 :19), mas a sua fama decerto migrara para Chipre, onde havia uma população judaica de certo vulto (cf. 11 :19; 13:4-5).
37. A lei antiga que proibia aos levitas a propriedade de terras (Nm 18:20; Dt 109) parece ter caído em desuso (Jr 32:7 e segs.). Não fica claro se o campo que pertencia a Barnabé ficava em Chipre ou na Palestina; presume-se que era neste último lugar, pois v. 35 indica apenas que Barnabé nascera em Chipre.
 
2 Coríntios 9.1
Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos, 2 porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós, para com os macedônios, que a Acaia está pronta desde o ano passado, e o vosso zelo tem estimulado muitos. 3 Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nessa parte; para que (como já disse) possais estar prontos, 4 a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos, vós) deste firme fundamento de glória. 5 Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que, primeiro, fossem ter convosco e preparassem de antemão a vossa bênção já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção e não como avareza. 6 E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. 7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque DEUS ama ao que dá com alegria. 8 E DEUS é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, 9conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. 10 Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; 11 para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a DEUS. 12 Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a DEUS, 13 visto como, na prova desta administração, glorificam a DEUS pela submissão que confessais quanto ao evangelho de CRISTO, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos, 14 e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de DEUS que em vós há. 15 Graças a DEUS, pois, pelo seu dom inefável.
9:1-5 No início do capítulo 8, Paulo usou o exemplo dos macedônios para incentivar a liberalidade dos coríntios. Agora, ele disse que usou, também, o exemplo dos coríntios para estimular os macedônios! Devemos estimular uns aos outros em amor e boas obras (veja Hebreus 10:24).
Paulo enviou os irmãos citados no fim do capítulo 8 para evitar algum constrangimento mais tarde. Eles ajudariam os coríntios a preparar a oferta, para que não se envergonhassem com a chegada de outros irmãos depois.
9:6-15 - Paulo incentiva os coríntios a darem generosamente. Ele cita um princípio bem conhecido nas Escrituras: ceifamos o que semeamos. A oferta é voluntária, segundo a decisão de cada um para dar com alegria.
**Obs.: É obrigação contribuir? Aqui, Paulo diz que a oferta não deve ser feita por necessidade, mas 1 Coríntios 16:1-2 aborda o mesmo assunto como ordem. Podemos entender assim: é a responsabilidade de cada cristão contribuir, mas não devemos fazê-lo só por causa da obrigação. Devemos entender o propósito da oferta e participar com alegria, reconhecendo o privilégio de participar do trabalho do Senhor.
Ao invés de segurar o nosso dinheiro, recusando utilizá-lo para servir a outros, devemos lembrar que todas as nossas bênçãos e a nossa capacidade de dar vêm do Senhor.
**Obs.: O versículo 9 é uma citação de Salmo 112:9. O Salmo 112 inteiro fala sobre a importância da bondade e fidelidade do servo para ser abençoado por DEUS.
A generosidade dos gentios em ajudar os santos necessitados de Jerusalém teve outros benefícios:
-Além de ajudar aqueles santos, demonstrou gratidão para com DEUS.
-Além de ajudar aqueles santos, demonstrou comunhão com todos os santos.
Por outro lado, os outros santos oravam em favor dos coríntios.
Quem merece a gratidão e a glória é o próprio DEUS.
 
 
Rm 12.13 comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; 14abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. 15Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. 16Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.
 
As Responsabilidades da Igreja (Discípulos Agindo Coletivamente)
O principal papel da igreja é espiritual. 1 Timóteo 3:14-15 diz: "Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de DEUS, que é a igreja do DEUS vivo, coluna e baluarte da verdade." A missão básica da igreja é espiritual, não física nem social. Porém, pessoas passam por dificuldades financeiras, e precisamos seguir o padrão do Novo Testamento para saber como lidar com tais necessidades.
"Naqueles dias, desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia, e, apresentando-se um deles, chamado Ágabo, dava a entender, pelo ESPÍRITO, que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio. Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na Judéia; o que eles, com efeito, fizeram, enviando-o aos presbíteros por intermédio de Barnabé e de Saulo" (Atos 11:27-30).
"Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos. Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém" (Romanos 16:25-26).
"Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for. E, quando tiver chegado, enviarei, com cartas, para levarem as vossas dádivas a Jerusalém, aqueles que aprovardes" (1 Coríntios 16:1-3).
"...pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos" (2 Coríntios 8:4).
"Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos....Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a DEUS, visto como, na prova desta ministração, glorificam a DEUS pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de CRISTO e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos" (2 Coríntios 9:1,12-13).
O que podemos aprender desses trechos? Quais são os limites colocados por DEUS em relação ao trabalho benevolente da igreja? Observamos no Novo Testamento que:
Esses versículos falam sobre pessoas necessitadas. A assistência aos santos não é para fornecer luxo ou fazer de todos ricos. JESUS falou em Mateus 6:25-33 que devemos buscar o reino de DEUS e confiar no Senhor para nos dar as coisas necessárias (o que comer, o que beber, com que nos vestir). Uma das maneiras como ele cuida das necessidades dos santos é através da benevolência da igreja, satisfazendo as necessidades dos irmãos pobres.
As pessoas ajudadas pela igreja são os próprios santos, ou irmãos em CRISTO. Algumas pessoas podem estranhar lendo os relatos do Novo Testamento, porque muitas igrejas nos últimos dois séculos se transformaram em grandes agências sociais oferecendo ajuda material para todas as pessoas, cristãs ou não. Os nomes de algumas denominações aparecem com mais freqüência em hospitais e orfanatos do que em casas de oração e louvor. Mas as tendências históricas não mudam os fatos bíblicos. As igrejas do Senhor no Novo Testamento ajudaram os santos necessitados. Como já observamos, cristãos ajudaram outros individualmente e não sobrecarregaram a igreja com tais obras sociais.
O dinheiro da igreja foi usado ou para ajudar os necessitados na própria congregação, ou enviado de uma congregação para outra para ajudar os santos pobres no outro lugar. Nisso encontramos um padrão definido de cooperação entre congregações, onde as mais ricas enviaram dinheiro para suprir as necessidades das congregações mais pobres. O trabalho de benevolência foi feito pelas igrejas quando a necessidade surgiu. O trabalho principal da igreja, o ensinamento da palavra de DEUS, nunca pára. Mas as igrejas nesses exemplos bíblicos não alocaram fundos de rotina a algum trabalho de benevolência. Quando a necessidade surgiu, não mediram esforços para ajudar os irmãos.
Podemos ver que a ajuda sempre foi dada, não emprestada. A prática de muitas igrejas de oferecer empréstimos que serão pagos de volta à igreja é mais um exemplo da desobediência de homens que seguem opiniões humanas e não respeitam a palavra de DEUS (veja Provérbios 14:12; Isaías 55:8-9; Jeremias 10:23). A igreja não é banco.
Tomando Decisões Sábias
Como seguidores de CRISTO, temos que aceitar nossa responsabilidade para usar o dinheiro da igreja numa maneira que agrada a DEUS. Devemos sempre agir segundo os princípios ensinados por JESUS em Mateus 22:37-39: "Amarás o Senhor, teu DEUS, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." O amor ao próximo exigirá sacrifícios (Tiago 2:15-16; 2 Coríntios 8:2-4). O amor ao Senhor exigirá cuidadosa adesão ao padrão dele, respeitando os limites que ele nos deu. Por exemplo, pessoas que amam a DEUS não tolerarão a preguiça de homens que desrespeitam a palavra de DEUS: "se alguém não quer trabalhar, também não coma" (2 Tessalonicenses 3:10).
Colocando a palavra de DEUS acima das nossas próprias opiniões, jamais acrescentaremos ao trabalho da igreja algo que DEUS não mandou. A igreja não tem autorização de DEUS para dar ajuda benevolente aos cristãos que não têm necessidade. O papel da igreja é suprir as necessidades da vida diária (Atos 6:1). Ela não pode sustentar os preguiçosos (2 Tessalonicenses 3:10).
Uma vez que o trabalho da igreja é espiritual, especialmente o de ensinar a palavra, ela não deve negligenciar esse aspecto do trabalho em relação aos irmãos necessitados. Presbíteros, evangelistas e outros professores devem orientar irmãos sobre as próprias responsabilidades. O irmão necessitado pode precisar de comida hoje, mas não devemos deixar de ajudá-lo a saber como cuidar de si mesmo amanhã. Devemos ensinar sobre a responsabilidade de cada irmão em relação a sua família (1 Timóteo 5:8). Ele deve trabalhar (2 Tessalonicenses 3:10). Deve procurar viver dentro das suas condições (Lucas 3:14; Atos 20:33-34; 1 Timóteo 6:8). Numa época em que muitas pessoas se afogam em dívidas, devemos exortar os nossos irmãos a falar sempre a verdade (Efésios 4:25; Mateus 5:37). Comprar a prazo quando não se tem condições para pagar é uma maneira de mentir, e pode até chegar a ser fraude.
Enquanto cada irmão deve procurar suas próprias soluções através de trabalho honesto e de boa administração dos seus bens, existem casos de necessidade verdadeira entre cristãos. Devemos praticar o amor não fingido, mostrando a compaixão digna dos filhos de DEUS. Cada um de nós deve ler com freqüência as instruções importantíssimas de Romanos 12:9-16: "O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos."
 
O AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA CRISTÃ
Individualismo e amor. Os dois vocábulos sobressaem não em função de suas correspondências, mas de seus contrastes. A visão individualista é unidimensional, isto é, de uma única dimensão - o próprio individuo. O amor, entretanto, é pluridimensional, ou seja, possui várias dimensões - DEUS, o indivíduo e o próximo. Em razão de esta lição tratar do amor, apresente aos alunos a visão unidimensional do individualismo, segundo a tabela abaixo. Na coluna da esquerda, apresentamos alguns termos próprios do individualismo, enquanto, na coluna seguinte, o conceito das palavras observadas.
 
 
Observações
Como se coloca a questão da ação social hoje? De múltiplas maneiras. Não há uma só forma de atuar. Do ponto de vista da relação com a missão da igreja, há diferentes aspectos em jogo. Fazer para dentro ou para fora (priorizando os membros de igreja ou qualquer pessoa que precise)? Com quem fazer (referência eclesial ou como “fermento na massa”, sozinhos ou em redes e parcerias)? Com que objetivo ou horizonte de mudança (imediato, de médio e longo prazo, local, regional, nacional, assistencial, transformador)?
 
Observação - Dê uma passadinha pelo departamento de assistência social de sua congregação (se é que tem) e faça uma pesquisa de como estão de suprimentos: remédios, agasalhos, material escolar, alimentos, etc...
Com quanto e com o que você contribuiu neste ano para a assistência social de sua congregação? A obra de DEUS é feita com ações e não apenas com palavras, chegou a hora de praticar a Palavra e não ser apenas ouvinte.
Muitos vizinhos nossos podem estar desempregados, doentes ou vivendo miseravelmente. Ajude, mostre JESUS a eles. Como estão vivendo nossos irmãos? Quantos são os excluídos de nosso bairro. Podemos ter uma congregação cheia de novos ouvintes no próximo Domingo, se pudermos praticar o evangelho em nosso próprio quintal.
 
 
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA 
BARNETT, Tommy. Há um milagre em sua casa: A solução de DEUS começa com o que você tem. 9. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.  
SAIBA MAIS PELA Revista Ensinador Cristão, CPAD, nº 51, p.39.
 
SINÓPSE DO TÓPICO (1) - Nos momentos de angústia e escassez, DEUS sempre tem uma solução para os seus filhos.   
SINÓPSE DO TÓPICO (2) - Quando entregamos tudo nas mãos de DEUS, Ele transforma o pouco em muito. 
SINÓPSE DO TÓPICO (3) - DEUS pode e deseja prover alimento para os seus filhos. Porém, Ele nos convida a fazer parte dessa gloriosa missão: socorrer àqueles que passam por privações. 
 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 6, A DESPENSA VAZIA
Responda conforme a revista da CPAD do 3º Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas
 
TEXTO ÁUREO 
1- Complete
"Fui ________________________ e agora sou ______________________________; mas nunca vi _________________________________ o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão"  (Sl 37.25).  
 
VERDADE PRÁTICA 
2- Complete
Mesmo em meio à _____________________________, cremos que o Senhor é poderoso para _________________________________, em glória, todas as nossas ____________________________.
 
COMENTÁRIO - INTRODUÇÃO 
3- Complete:
DEUS utiliza o que _____________________________ para alimentar os _____________________________ (2 Rs 4.42-44). Em o Novo Testamento, o apóstolo João exorta-nos à prática do __________________________ verdadeiro; um sentimento que nos constrange a ser solícitos uns com os outros e a buscar o bem dos ___________________________________ (1 Jo 3.17,18). 
 
I. LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO 
4- Qual era a "herança" dessa pobre mulher, que fora surpreendida pela repentina morte do esposo, cuja atividade era servir aos profetas do DEUS Altíssimo (2 Rs 4.1)?
(    ) Tinha pouco dinheiro e uma grande dívida.
(    ) Sem dinheiro e uma grande dívida.
(    ) Seu esposo era infiel. Ohomem deixou a família em uma situação calamitosa, pois não havia comida em casa nem meios de subsistência para a viúva e os dois filhos.
(    ) Apesar de fiel, o homem deixou a família em uma situação calamitosa, pois não havia comida em casa nem meios de subsistência para a viúva e os dois filhos.
(    ) A forma como a mulher dirige-se ao homem de DEUS demonstra a sua situação desesperadora, pois provavelmente ela não tinha nenhum familiar para auxiliá-la.
 
5- Esta Mulher não poderia, passivamente, ver os filhos padecerem de fome e, ainda, correndo o risco de serem levados como escravos como pagamento da dívida do pai. O que fez ela?
(    ) Foi buscar ajuda no profeta Eliseu, confiando mais no homem do que em DEUS, mas ele intercedeu a DEUS por ela e sua situação foi resolvida.
(    ) Foi buscar ajuda, recorrendo ao profeta Eliseu, pois sabia que, como homem de DEUS, poderia interceder por toda a família.
(    ) Ir a DEUS significa conversar com Ele e crer em sua provisão.
 
6- Como era a dívida daquela mulher?
(    ) O credor foi como um carrasco, impiedoso e malvado.
(    ) A Bíblia não revela o valor da dívida deixada pelo falecido, mas o certo é que era uma alta soma, pois seria necessário dar os dois filhos do casal como escravos para quitar o débito.
(    ) De acordo com a lei, o devedor que não pudesse pagar o seu débito era obrigado a servir ao credor até ao ano do Jubileu.
(    ) O credor estava amparado pela lei; ninguém podia repreendê-lo.
(    ) Não era incomum um israelita vender-se como escravo ou dar algum membro de sua família para saldar dívidas.
 
7- Que importante lição podemos extrair da situação daquela mulher?
(    ) As esposas devem poupar para as horas difíceis, não confiando inteiramente na providência divina.
(    ) Os maridos nunca devem confiar inteiramente na providência divina, mas ter sempre uma poupança.
(    ) É preciso pensar no futuro de nossa família bem como sermos zelosos com as nossas finanças, pois caso sobrevenha-nos um imprevisto, os nossos não sofrerão determinados constrangimentos.
 
8- Qual a solução encontrada por aquela mulher?
(    ) A viúva fez algo comum a todos, na hora da angústia respeitou as convenções humanas e foi atraz do profeta de DEUS.
(    ) A mulher foi ao encontro de Eliseu, ciente de que, através dele, o Todo-Poderoso interviria.
(    ) A viúva fez algo incomum, pois raramente as mulheres conversavam com os homens sem serem convidadas, contudo, aquela pobre viúva não poderia intimidar-se com as convenções humanas.
(    ) A pobre mulher decidiu aproximar-se de Eliseu e relatou a sua triste história.
 
9- Como o profeta Elizeu reagiu a sua interpelação?
(    ) O profeta se encheu de compaixão.
(    ) O profeta chorou e clamou a DEUS por uma solução.
(    ) Eliseu realiza o milagre da multiplicação do azeite e, com a venda deste, a viúva liquida o débito do esposo e tem para si uma reserva financeira (2 Rs 4.1-7).
 
II. DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM 
10- O que podemos aprender com essa botija de azeite?
(    ) O profeta procurou usar o pouco dinheiro que a mulher tinha em casa.
(    ) Quando Eliseu perguntou à viúva sobre o que ela tinha em casa, a resposta imediata da mulher foi que não havia nada além de uma botija de azeite (2 Rs 4.2).
(    ) Essa pequena quantidade de azeite era insignificante, mas nas mãos do Senhor tornou-se muito.
(    ) O profeta usou o que a mulher tinha em casa.
(    ) Eliseu orientou-a a pedir vasos emprestados aos vizinhos, todos quantos pudesse pegar.
(    ) Depois que estivesse com as vasilhas em casa, ela deveria fechar a porta e despejar o azeite nelas.
(    ) O azeite cessou de jorrar da pequena botija quando não havia mais vasilhas.
(    ) O DEUS que servimos é um DEUS de milagres.
(    ) Ele multiplica o pouco que temos (1 Rs 17.14).
 
11- O que podemos aprender com o episódio da farinha na panela e o azeite da viúva de Serepta, com o profeta Elias?
(    ) A única pessoa indicada para sustentar o profeta Elias só poderia ser mesmo uma mulher viúva.
(    ) Após dizer que haveria seca em Israel (1 Rs 17.1), o profeta Elias recebeu a ordem divina de ir à Sarepta, porque ali residia uma viúva que o sustentaria (1 Rs 17.8,9).
(    ) É paradoxal imaginar Elias sendo sustentado por uma mulher viúva.
(    ) O Senhor não se esquece dos seus filhos e desejava usar essa situação para amparar aquela mulher necessitada, pois Ele trabalha com o pouco que temos.
(    ) Mesmo sem condições, a viúva preparou uma refeição para o profeta e este disse que o Senhor DEUS não deixaria faltar farinha na panela e nem azeite na botija (1 Rs 17.16).
 
12- O que podemos aprender com o episódio dos Cinco pães e dois peixes?
(    ) Cinco pães de cevada e dois peixinhos foram suficientes para JESUS alimentar uma grande multidão.
(    ) Cinco peixes e dois pães de cevada foram suficientes para JESUS alimentar uma grande multidão.
(    ) Para o Senhor JESUS o lanche oferecido pelo rapaz era o suficiente, pois ainda sobraram doze cestos cheios de pedaços de pães.
(    ) Mais uma vez vemos DEUS multiplicando o pouco que temos.
(    ) Ele jamais despede os seus filhos de mãos vazias. 
 
III. A PROVIDÊNCIA DIVINA 
13- O que podemos aprender sobre a providência divina no Antigo Testamento?
(    ) A ocorrência desses sinais ensina-nos a não ficar dependentes da ação do Senhor dia após dia, precisamos poupar para as horas difíceis. 
(    ) No Antigo Testamento encontramos a provisão divina para alimentar Israel.
(    ) Assim, vemos DEUS agindo na natureza e em sua criação, operando grandes milagres de multiplicação.
(    ) A ocorrência desses sinais ensina-nos a depender do Senhor dia após dia. 
 
14- O que podemos aprender sobre a providência divina no Novo Testamento?
(    ) Os irmãos desfrutavam de um sentimento de unidade, que os levava a vender seus todos os seus bens trazendo-os para a igreja, a fim de que o valor fosse dividido conforme as necessidades dos santos.
(    ) Além dos milagres para a provisão de alimentos, o Novo Testamento apresenta também a disposição de homens e mulheres em ajudar uns aos outros, repartindo tudo o quanto possuíam.
(    ) Os irmãos desfrutavam de um sentimento de unidade, que os levava a vender seus bens trazendo-os para a igreja, a fim de que o valor fosse dividido conforme as necessidades dos santos.
(    ) O que os movia era o amor fraternal que CRISTO tanto ensinou.
(    ) Aprendamos, pois, com a Igreja do século I e pratiquemos a generosidade e a verdadeira comunhão.
 
15- Como é a providência divina na atualidade?
(    ) O apóstolo Pedro exorta-nos a trabalhar para repartir com aqueles que passam por dificuldades.
(    ) DEUS pode prover alimento para os seus filhos da maneira que Ele quiser, porém, convida-nos a fazer parte dessa gloriosa missão que é socorrer àqueles que passam por privações.
(    ) O apóstolo Paulo exorta-nos a trabalhar para repartir com aqueles que passam por dificuldades.
(    ) Tiago fala da fé sem obras, e João do amor "só de palavras".
(    ) Através da nossa vida, DEUS deseja sustentar os necessitados. Não sejamos negligentes com a nossa nobre missão.
 
CONCLUSÃO 
16- Complete:
A história do povo de DEUS é marcada por milagres e ___________________________, pois o Senhor tem cuidado do seu povo e o seu ___________________________ é notório. Todavia, não podemos nos esquecer de praticar o ____________________________________ que o Senhor JESUS nos ensinou (Mc 12.31). O apóstolo Paulo deixou um rico ensinamento: "Então, enquanto temos tempo, façamos o __________________________ a todos" (Gl 6.10). DEUS pode e quer usar a nossa vida no ___________________________ ao sofrimento dos que nos rodeiam. _________________________________ ao nosso próximo como gostaríamos de ser assistidos (1 Jo 3.16-18).
 
 
RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM fontewww.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm