ADOLESCENTES - Lição 9: Aprenda a perdoar

1º Trim. 2014 - ADOLESCENTES - Lição 9: Aprenda a perdoar
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
1º Trimestre 2014
Tema: Conselhos para o dia-a-dia
Comentarista: Jamiel Lopes


LIÇÃO 9 – APRENDA A PERDOAR

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Conscientizar-seda importância do perdão na caminhada cristã, e aplicá-lo em seu cotidiano.

Para refletir
“Quem perdoa uma ofensa mostra que tem amor, mas quem fica lembrando o assunto estraga a amizade.”(Pv. 17:9 – NTHL)
Perdoar o irmão significa se reconciliar comigo mesmo. Perdoar não é esquecer, pois isso não seria humano. Quando somos feridos,  lembramo-nos do ocorrido, e o perdão só acontece quando me reconcilio com a situação vivida, compreendendo quem me magoou, amando-o (a). Perdoamos através do amor de Deus derramado em nosso ser pelo Espírito Santo.

Texto Bíblico em estudo: Pv. 18:19; 19:11.

Introdução
Por que devo perdoar?
  • Tenho de perdoar, porque, antes de tudo, o perdão é um ato de justiça a Deus.
  • Tenho de perdoar, porque sou e me sinto amado por Deus. E isso exige que eu morra para minhas vontades, para nascer para Cristo.
    É preciso fundamentar minha decisão de perdoar, caso contrário, não conseguirei conceder o perdão. O que alimenta minha caminhada é essa decisão sincera.
  • Tenho de perdoar, porque não quero morrer nem me afastar da graça do Senhor.

Só conseguimos perdoar quando unimos nosso coração ao do Senhor. É preciso superar nossas fraquezas e viver a humildade e os princípios do Evangelho

O que é o Perdão?
A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada no sentido de perdoar um débito financeiro. Para entendermos o significado desta palavra dentro do conceito bíblico de perdão, precisamos entender que o pecador é um devedor espiritual.
O Senhor Jesus usou esta linguagem figurativa quando ensinou aos discípulos como orar:
"e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores"(Mt
6:12).

Uma pessoa se torna devedora quando transgride a lei de Deus (1 Jo 3:4). Cada pessoa que peca precisa suportar a culpa de sua própria transgressão (Ez 18:4,20) e o justo castigo do pecado resultante (Rm 6:23). Ele ocupa a posição de pecador aos olhos de Deus e perde sua comunhão com Deus (Is 59:1-2; 1 Jo 1:5-7).

A boa nova do Evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados com sua morte na cruz. Quando aceitamos o convite para a salvação através de nossa obediência aos mandamentos de Deus, Ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa por nossas transgressões. Não ficamos mais na posição de infratores da lei ou devedores diante de Deus. Somos perdoados!
Devemos perdoar, como Deus nos perdoou
"Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe"(Lc 17:3-4).

O pecado danifica as relações entre as pessoas como prejudica nossa relação com nosso Criador. A pessoa contra quem se pecou frequentemente se sente ferida, talvez irada pela injustiça do pecado cometido. O perdão é necessário para a cura espiritual da relação, mas precisamos preparar nossos corações para perdoar.

Precisamos aceitar a injustiça do ferimento, a deslealdade do pecado, e ficarmos prontos para perdoar (observe os exemplos de Jesus e Estevão; Lc 23:34; At 7:60). Mesmo se o pecador se recusar a se arrepender, não podemos continuar a nutrir a raiva, ou ela se tornará em ódio e amargura (veja Ef 4:26-27,31-32).

Como posso aprender a perdoar?
Jesus contou uma parábola sobre um servo que devia uma quantia enorme (10.000 talentos) ao seu rei (Mt 18:23-35). Ele era incapaz de pagar a dívida e implorou ao rei por compaixão. O rei perdoou-o por sua enorme dívida, mas este servo prontamente saiu e encontrou um dos seus companheiros servos que devia a ele uma quantia relativamente pequena e exigiu pagamento, agarrando-o pelo pescoço.

Ainda que o companheiro implorasse por compaixão, o credor entregou-o à prisão. Quando o rei foi informado dos atos de seu servo incompassivo, irou-se e reprovou este servo, entregando-o aos torturadores até que ele pagasse totalmente sua dívida.
É claro que estamos representados na parábola pelo servo que tinha uma dívida enorme. Não há comparação entre as ofensas que temos cometido contra Deus e aquelas que têm sido cometidas contra nós. Jesus observou que, justo como no caso do servo não misericordioso, o Pai não nos perdoará por nossas infrações se não perdoarmos nossos companheiros (18:35; veja também Mt 5:7).

Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Rm 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida. Quando nos lembramos da grandeza da dívida que Deus quer nos perdoar, certamente podemos perdoar aqueles que nos devem muito menos em comparação à nossa. (Ef 4:32; Cl 3:13).

Você me perdoa? 
Como você responderia se ouvisse a frase do título? Você perdoaria? Não falo aqui daquele pedido de perdão apenas verbalizado por palavras sem sentimentos, me refiro ao verdadeiro perdão, aquele em que a pessoa refletiu, analisou e teve a humildade para reconhecer que errou.
Humildade! Um jeito de ser que faz toda a diferença. Faz com que cada pessoa se torne especial, importante, mas que muitos esquecem de seu real valor.

Quando somos machucados em nosso íntimo, em nossa alma, em nossos sentimentos, tendemos a manter a raiva dentro de nós e isso só faz crescer a mágoa e afastar as pessoas. Podemos e devemos entender que pode parar de doer se formos capazes de perdoar. É difícil para você perdoar? Quem se sente incapaz de perdoar acaba focando sua atenção em quem ou no que o feriu e isso faz muito mal.

É como se a raiva sentida permanecesse presente. Não perdoar é manter o papel de vítima, que não permite crescimento. É manter a raiva, mágoa, o rancor, pois mantém uma situação do passado, que influencia o presente e compromete não só o futuro, mas as relações de maneira geral, fazendo com que se rompam. Geralmente as pessoas com dificuldade em pedir perdão ou perdoar, tendem a ser rígidas, inflexíveis, críticas com o outro e principalmente, consigo mesmas.

São ainda pessoas com muita dificuldade em se perdoar. Quantas vezes você se machucou com suas próprias atitudes? Você se perdoou? Ou se culpa até hoje do que fez e do que não fez? Perdoar, ou seja, aceitar o perdão, está diretamente ligado com a capacidade que cada um tem de perdoar a si mesmo, pois requer enfrentar os próprios medos, julgamentos, injustiças, limitações, olhar para a própria vida e lembrar de quantas vezes já errou e desejou ser perdoado. Somos seres humanos, estamos em constante processo de aprendizagem e evolução. E nesse caminho muitos erros acontecem, e também acertos.

Mas o que é o Perdão? – significa necessariamente esquecer a mágoa e aceitar o que foi feito, mas sim superar, elevar, ver por outro ponto de vista e valores e praticar a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro.
A opção é sua, mas lembre-se que toda situação mal resolvida gera sentimentos negativos e podem se tornar seu inferno particular. É o perdão que permite que um casamento não acabe, que uma amizade tenha continuidade depois de um conflito, ou que as relações de trabalho sobrevivam em meio aos desentendimentos que costumam ocorrer em ambiente profissional. Já está mais do que comprovado que acumular sentimentos negativos compromete a saúde física e mental, desencadeando não só conflitos psicológicos, mas também muitas doenças.

O perdão nos livra de mágoas e ressentimentos acumulados de raiva, ira. Mas, se para tanto tiver de passar por cima de princípios básicos, questionar sua própria identidade, é mais indicado deixar um pouco o assunto de lado e repensar em outro momento. Para perdoar é preciso antes fazer uma análise do acontecimento, uma revisão dos valores e da relação dos envolvidos. É importante esclarecer o assunto em questão, ouvindo o que o outro tem a falar e expondo o que sente. Se sentir sinceridade, por que não relevar e perdoar?

Conclusão
Quando não perdoamos, estamos fazendo um julgamento e eu pergunto: quem somos nós para julgarmos a atitude de alguém? Por mais prejuízos que se possa ter, o maior prejuízo é viver mal consigo mesmo e com seus sentimentos. Pior ainda é alguém te pedir perdão e por orgulho ou superioridade, esse perdão ser negado por você. Seja humilde, releve. Mas depois que perdoou, olhe para frente sem ficar remoendo o que já aconteceu ou voltando ao assunto na primeira discussão.

O perdão requer auto-conhecimento, inteligência emocional, responsabilidade, humildade e deve ser praticado entre aqueles que se amam. Se for o seu caso, por que não perdoar?

O perdão é muito importante porque ele demonstra um princípio espiritual muito sério: Deus trata você de acordo com a maneira como você trata o seu irmão.
Jesus disse: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt 6.14-15).
Assim, Deus só nos perdoa se perdoarmos a quem nos ofende.
Além disso Ele deseja que tratemos uns aos outros da forma como Ele nos tratou, como diz Efésios 4.32: “Sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou”.
A única barreira que o Senhor colocou para as suas orações é guardar rancor e ressentimento.
Se você não perdoa aos outros também não é perdoado. Porque acontece isso? Não é o perdão de Deus pela graça? O problema é que quando você reluta em perdoar você está dizendo que é perfeito e pode cobrar perfeição dos outros. A conseqüência é que quando se declara perfeito você sai da posição de pecador e já não necessita da graça de Deus. Já pensou nisso?
Ore ao Senhor e peça-lhe que te auxilie. Perdoe os que lhe ofenderam..

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva.
fonte  portal EBD