4º Trim. 2014 - Lição 9 - O prenúncio do tempo do fim I Plano de Aula

4º Trim. 2014 - Lição 9 - O prenúncio do tempo do fim I Plano de Aula
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
QUARTO TRIMESTRE DE 2014
INTEGRIDADE MORAL E ESPIRITUAL: o legado do livro de Daniel para a Igreja hoje
COMENTARISTA: ELIENAI CABRAL
PLANO DE AULA - EV. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PLANO DE AULA Nº 9
LIÇÃO Nº 9 – O PRENÚNCIO DO TEMPO DO FIM
1º SLIDE   INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do livro do profeta Daniel, estudaremos o capítulo 8, onde o profeta tem nova visão a respeito do tempo do fim.
- Deus tinha interesse em que Daniel jamais se esquecesse de que o Senhor estava no controle de todas as coisas.
2º SLIDE   I – A VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE
- Dois anos haviam se passado desde que o profeta Daniel tivera a visão dos quatro animais simbólicos.
- Parece que Daniel é retirado do ostracismo a que estava relegado desde a morte de Evil-Merodaque e lhe é dada uma tarefa que as Escrituras não especificam (Dn.8:27). Isto fez com que ressurgisse no profeta alguma esperança de recuperação não só de seu prestígio mas de todo o seu povo que vivia cativo em Babilônia.
3º SLIDE
- Para se evitar esta legítima euforia que veio ao velho profeta, o Senhor, então, quis reforçar o que havia revelado anteriormente a Daniel, ou seja, que não haveria qualquer futuro para o Império Babilônico, que ele se aproximava do seu término e que o intuito de Deus era substituí-lo por outro império mundial, que também seria, por sua vez, substituído por outro.
- Deus, então, a fim de não deixar o profeta iludido com esta sua “lembrança” na corte, traz-lhe uma nova visão, a fim de confirmar o que já havia revelado ao profeta em duas outras oportunidades.
4º SLIDE
- Desta feita, Daniel registra a visão que teve em hebraico, a língua sagrada dos judeus, a sua língua própria, ao contrário das outras duas visões, em que o registro é feito em aramaico.
- O uso do hebraico é como um indicativo que se tratava de um “segredo”, de uma revelação destinada precipuamente ao povo de Israel.
5º SLIDE
- O início da visão já indica que o futuro do povo judeu não estava, de modo algum, vinculado ao Império Babilônico, tanto que Daniel se vê na cidade de Susã, na província de Elão, já então, na época da visão, fora do domínio babilônico,
- Susã que viria a ser a capital administrativa do Império Persa (Et.1:2), o império mundial que substituiria Babilônia.
6º SLIDE
- Daniel viu-se às margens do rio Ulai, que ficava na cidade de Susã, levantou seus olhos e viu um carneiro que estava diante do rio, o qual tinha duas pontas, duas pontas que eram altas, mas uma ponta era mais alta do que a outra, e a mais alta subiu por último (Dn.8:3).
- Este carneiro dava marradas para o ocidente e para o norte para o meio-dia e nenhum animal podia estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão e e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia (Dn.8:4).
7º SLIDE
- Daniel ainda observava aquele carneiro quando, então, veio do ocidente um bode sobre toda a terra, mas uma espécie de “bode voador”, pois ele não tocava o chão. O bode tinha uma ponta notável entre os olhos (Dn.8:5).
- O bode que vinha do ocidente, então, dirigiu-se ao carneiro e correu contra ele com todo o ímpeto de sua força, aproximar-se dele,, irritar-se contra ele e feri-lo, quebrando-lhe as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele, lançando-o por terra e o pisando, pois não havia quem pudesse livrar o carneiro do bode (Dn.8:6,7).
8º SLIDE
- Na sequência da visão, o bode se engrandeceu em grande maneira mas, estando na sua maior força, aquele grande ponta foi quebrada e subiram, no seu lugar, quatro pontas também notáveis para os quatro ventos do céu (Dn.8:8).
- De uma das pontas, saiu, então, uma ponta muito pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, para o oriente e para a terra formosa. Esta ponta se engrandeceu até ao exército do céu e a alguns do exército e das estrelas, deitou por terra e as pisou e se engrandeceu até ao príncipe do exército e por ele foi tirado o contínuo sacrifício e o lugar do santuário foi lançado por terra (Dn.8:9).
9º SLIDE
- Daniel, ainda, viu que o exército lhe foi entregue, com o sacrifício contínuo, por causa das transgressões e lançou a verdade por terra e, tendo feito isso, prosperou (Dn.8:10-12).
- Em seguida, Daniel, então, ouviu um santo que falava com outro, o qual perguntou durante quanto tempo duraria a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora para que fossem entregues o santuário e o exército, a fim de que fossem pisados e ouviu o profeta a resposta de que isto ocorreria durante duas mil e trezentas tardes e manhãs, quando, então, o santuário seria purificado (Dn.8:13,14).
10º SLIDE
- Daniel, então, buscava entender a visão, tendo, então, se apresentou a ele como uma semelhança de um homem, que, então, mandou que Gabriel desse a entender ao profeta o significado daquela visão (Dn.8:15,16).
- Esta afirmação permite-nos verificar que os dois santos que falavam entre si eram de ordem diversa. O primeiro santo, que falava, tudo sabia, era onisciente, enquanto que o outro santo era inferior ao primeiro, pois não sabia todas as coisas, tanto que perguntou o tempo que duraria a cessação do contínuo sacrifício. O primeiro ser, ademais, mandou que o segundo fizesse o profeta entender a visão.
11º SLIDE
- A segunda personagem foi claramente identificada na visão, tratava-se do anjo Gabriel, que, pela vez primeira, é nomeado nas Escrituras.
- Quando Gabriel se aproximou do profeta, ele se assombrou e caiu sobre o seu rosto, mas o ser celestial mandou que ele entendesse a visão, pois ela se realizaria no final do tempo (Dn.8:17).
12º SLIDE  II – A INTERPRETAÇÃO DA VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE: O SIGNIFICADO DO CARNEIRO
- A visão do carneiro e do bode é, conforme disse Gabriel, o que haveria de acontecer no último tempo da ira, porque ela se exerceria no determinado tempo do fim (Dn.8:19).
- Isto nos mostra, portanto, que a visão deveria ser entendida num duplo sentido, ou seja, num sentido histórico e num sentido profético.
13º SLIDE
- Gabriel, então, começa a interpretação da visão, referindo-se ao carneiro que foi o início da visão.
- O anjo diz que aquele carneiro com duas pontas eram os reis da Média e da Pérsia.

14º SLIDE
- As duas pontas do carneiro representam os medos e os persas, sendo que a segunda ponta era a maior, como a indicar que, primeiramente, os medos teriam o domínio e, em seguida, este domínio seria exercido pelos persas, em maior extensão e com maior fulgor.
- As três direções para as quais o carneiro dava marradas (ocidente, norte e meio-dia) correspondem às três costelas que havia na boca do urso da visão dos quatro animais simbólicos, ou seja, indicam as três grandes conquistas que seriam feitas por Ciro e que consolidariam o Império Medo-Persa, ou seja, as conquistas de Babilônia, Lídia e Egito.
15º SLIDE  III – A INTERPRETAÇÃO DA VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE: O SIGNIFICADO DO BODE
- Gabriel também identifica o bode, que era o “rei da Grécia”, sendo que a ponta grande, que tinha entre os olhos é o rei primeiro (Dn.8:21).
- A ponta entre os olhos é Alexandre, o Grande e o não tocar os pés no chão fala da velocidade com que Alexandre dominou o mundo.
16º SLIDE
- O bode ter a ponta quebrada quando estava na sua maior força fala da morte de Alexandre no auge de suas conquistas.
- Diante da morte de Alexandre, seu império foi dividido entre seus quatro generais (Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco), que são as quatro pontas que surgiram no bode.
17º SLIDE
- O anjo revela ao profeta que teríamos reinos distintos, quatro reinos, mas que todos eram da “mesma nação”.
- Aqui se está a falar da uniformidade cultural que foi construída por Alexandre, o chamado “helenismo”, que seria uma síntese entre as culturas orientais e a cultura grega.
18º SLIDE  IV – A INTERPRETAÇÃO DA VISÃO DO CARNEIRO E DO BODE: O SIGNIFICADO DA PONTA PEQUENA QUE SE ENGRANDECEU
- Gabriel, então, passa a falar do terceiro ponto da visão, qual seja, a ponta que sairia de uma das pontas, uma ponta pequena que cresceria muito.
- Aqui se nota a mudança de tratamento da visão. Se até então, o bode e o carneiro haviam sido explicitamente identificados pelo ser angelical, o mesmo não se dá com relação à ponta.
19º SLIDE
- Gabriel refere-se a dois momentos: um referente ao término do reinado do bode, ou seja, na proximidade do fim do domínio destes quatro reinos surgidos da quebra do rei primeiro da Grécia, que nós sabemos tratar-se dos reinos oriundos da divisão do império de Alexandre, o Grande, mas, também, a um período em que se teria a “medida da injustiça cheia”, um momento da máxima cumulação dos pecados.
- Por isso, esta parte da visão tem um duplo cumprimento: o cumprimento histórico, que corresponde ao período final do Império Greco-Macedônio, dos reinos oriundos da divisão do Império de Alexandre, como também do tempo do fim, quando se terá esta medida da injustiça cheia, o que ocorrerá durante o período da Grande Tribulação.
20º SLIDE
- Este rei, no cumprimento histórico, é o rei da Síria, Antíoco IV Epifânio, que reinou entre 175 e 164 a.C., foi posto no trono sírio por influência dos romanos e guerreou contra o Egito, tendo, então, se voltado contra os judeus, inclusive profanando o templo.
- Antíoco IV Epifânio venceu os judeus, invadiu Jerusalém e profanou o templo, mandando não só pôr uma imagem de Zeus no santuário, como também sacrificando um porco no altar dos holocaustos.
21º SLIDE
- O texto não se refere apenas a Antíoco IV Epifânio, mas, também, ao Anticristo, que ainda não está no poder.
- A “destruição maravilhosa” e o “entendimento para prosperar o engano” (Dn.8:24,25) apontam para o Anticristo (II Ts.2:9-10-a; Ap.13:2,7 c.c. 20:4).
22º SLIDE
- Ainda outro ponto importante para que se verifique que o cumprimento completo desta “ponta pequena” não se encontra na figura de Antíoco IV Epifânio é a circunstância de que é dito por Gabriel que este rei serão “quebrado sem mão” (Dn.8:25),
- Isto, segundo o sonho da estátua do rei Nabucodonosor, diz respeito ao término do sistema gentílico, algo que jamais poderia ocorrer com relação a este rei, que saiu do bode, uma vez que o bode representa o Império Greco-Macedônio, o terceiro império mundial. Assim, esta ponta fala de alguém que surgirá no quarto império.
23º SLIDE
- O próprio Gabriel mandou que o profeta selasse a visão porque “só daqui a muitos dias se cumprirá” (Dn.8:26), a confirmar que o cumprimento somente se daria no “último tempo da ira”.
 - Se Gabriel manda selar a visão, temos que seu cabal cumprimento se dá com a retirada dos selos, ou seja, somente após o reinício da contagem do tempo para a redenção de Israel, na Grande Tribulação, como se vê a partir do capítulo 5 do Apocalipse.
24º SLIDE
- A visão das tardes e das manhãs, a que o anjo Gabriel se refere quando fala do selo a se pôr nesta profecia, confirma o que o Senhor Jesus fala em Mt.24:15, ou seja, que a “transgressão assoladora”, a interrupção do sacrifício contínuo era algo do “tempo do fim”, tanto que, muitos anos depois da profanação do templo por Antíoco IV Epifânio, o Senhor Jesus se referirá a este episódio como algo ainda futuro.
- O templo de Jerusalém, profanado por Antíoco IV Epifânio foi restaurado e purificado três anos depois, graças a Judas Macabeu, período inferior às 2.300 tardes e manhãs ouvidas por Daniel no diálogo entre os dois santos, mais um fator a nos indicar que Antíoco é apenas uma figura do Anticristo.
25º SLIDE
- Diante de tamanhas revelações e do contato direto com o poder de Deus, Daniel se enfraqueceu, sua estrutura física não conseguiu suportar tamanho contato com as dimensões celestiais e, por isso, ficou ele enfermo por alguns dias (Dn.8:27).
- Daniel, uma vez mais, era confortado quanto ao futuro de seu povo.


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