Betel Adultos – 1º Trimestre de 2019 – 10-03-2019 -Lição 10: Como ajudar os que sofrem com o narcisismo



Este post é assinado por Leonardo Novais de Oliveira

TEXTO ÁUREO

“Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”. Fp 2.3

TEXTO DE REFERÊNCIA

2 Tm 3.1-5 
1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; 
2 porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 
3 sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, 
4 traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, 
5 tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

  • Mostrar o que é TPN;
  • Ensinar como conviver com o TPN;
  • Apresentar os traços do TPN.

INTRODUÇÃO

Caros (as) irmãos (ãs), Paz do Senhor.
É uma honra e privilégio comentar esta lição e contribuir para o aprendizado de centenas de pessoas.
Como somos seres dotados de espírito, alma e corpo, parabenizo a Editora Betel por abordar temas com tamanho complexidade, com o intuito de auxiliar-nos a compreender os problemas relacionadas à alma humana.
Precisamos nos lembrar que assim como existem advogados, engenheiros e administradores de empresas, também existem profissionais que estudaram e continuam a estudar os transtornos mentais e, caso você esteja vivenciando problemas nesta área, quero aconselhá-lo a procurar ajuda profissional, pois não são todas as doenças que possuem causa espiritual.
Analisando a Bíblia, chegamos à conclusão que o mal pode nos atingir por no mínimo três causas:
1 – Pecado original: Por causa deste, TODOS estamos sujeitos aos problemas do corpo, da mente e do espírito.
2 – Ação de satanás: Ele veio para roubar, matar e destruir e trabalho de forma incansável para que sejamos prejudicados.
3 – Estilo de vida: O que fazemos hoje ecoará daqui a alguns anos. Desta forma, precisamos comer bem, beber água em quantidade suficiente e nos exercitar, para que não tenhamos problemas causados por nossas irresponsabilidades com o corpo, que é Templo do Espírito Santo.
Estudaremos nesta lição, uma síndrome complexa, que teve seu nome derivado de um personagem grego conhecido como Narciso.
Existem várias versões sobre a história de Narciso, como a Ovídio, Partênio e Pausânias, mas, para efeito de curiosidade, abordaremos a versão de Ovídio.
De acordo com este, Narciso era um rapaz plenamente dotado de beleza. Seus pais eram o deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope. Dias antes de seu nascimento, seus pais resolveram consultar o oráculo Tirésias para saber qual seria o destino do menino. E a revelação do oráculo foi que ele teria uma longa vida, desde que nunca visse seu próprio rosto.
Narciso cresceu, e se transformou um jovem bonito de Beócia, que despertava amor tanto em homens quanto em mulheres, mas era muito orgulhoso e tinha uma arrogância que ninguém conseguia quebrar. Até as ninfas se apaixonaram por ele, incluindo uma chamada Eco que o amava incondicionalmente, mas o rapaz a menosprezava. As moças desprezadas pediram aos deuses para vingá-las. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis, o condenou a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando. Depois da sua morte, Afrodite o transformou numa flor, Narciso.

1 – TPN E SEUS SINTOMAS

A sigla TPN é traduzida como: “Transtorno de Personalidade Narcisista” e, de acordo com o DSM – IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), tal transtorno é caracterizado por um padrão generalizado de grandiosidade, necessidade de adulação e falta de empatia. O diagnóstico é por critérios clínicos. O tratamento é com psicoterapia psicodinâmica.
No final do século XIX, de acordo com Roudinesco e Plom (1998), o seu uso foi incorporado ao discurso científico, mais precisamente à sexologia nascente, para designar “uma perversão sexual caracterizada pelo amor do sujeito por si mesmo” (p.530). Em 1914, o termo entra definitivamente para o discurso psicanalítico, quando Freud (1914/1974) abre caminho para o entendimento do narcisismo como elemento constitutivo do amor-próprio e da autoestima e, portanto, destinado à autopreservação do sujeito e formação dos laços sociais.
Os estudos apontam que cerca de 0,5% da população em geral tem transtorno de personalidade narcisista; é mais comum entre homens do que entre mulheres.
Os sintomas mais importantes são:
  • Superestima de habilidades e realizações;
  • Sensação de superioridade e subestimação dos outros;
  • Preocupação exagerada com super-realizações fantasiosas,
  • Necessidade de reconhecimento pelos feitos e pela beleza avassaladora;
  • Necessidade de relacionamento com pessoas de aspecto superior;
  • Auto estima frágil, pois depende da aprovação dos outros;
  • Baixíssimo nível de resiliência;
  • Arrogância e altivez;
  • Exploração dos outros para alcançar seus objetivos.

1.1 – Fatores que levam ao TPN

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 Antes de comentarmos sobre estes fatores, vamos nos lembrar do que a Bíblia fala sobre o amor próprio: 
“Um dos mestres da lei achegou-se e os ouviu argumentando. Ao constatar como Jesus lhes houvera respondido esplendidamente, perguntou-lhe: “De todos os mandamentos, qual é o mais importante? ” Esclareceu Jesus: “O mais importante de todos os mandamentos é este: ‘Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor. Amarás, portanto, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força’. E o segundo é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não existe qualquer outro mandamento maior do que estes”. (Mc 12.28-31 – KJA) 
A Bíblia nos orienta a nos amar e amar ao próximo como nos amamos, logo, para amarmos ao próximo, torna-se vital que nos amemos.
Amar a nós mesmos é bíblico e, portanto, saudável, desejável e de vital importância para que tenhamos uma vida alegre e vitoriosa.
Sendo assim, não existe nenhum problema em cuidarmos da nossa aparência, do nosso corpo, alma e espírito, pois, como já afirmamos, somos Templo do Espírito Santo.
“Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos”? (1 Co 6.19 – ARC)
Voltando a TPN, precisamos deixar claro que tal doença é uma adoração ao próprio eu, sendo um distúrbio de personalidade.
O estudo do Narcisismo foi feito por Freud em 1910, para referir-se a escolha sexual das crianças.
Dizemos que um ser humano tem originalmente dois objetos sexuais – eles próprios e a mulher que cuida dele – e ao fazê-lo estamos postulando a existência de um narcisismo primário em todos, o qual em alguns casos, pode manifestar-se de forma dominante em sua escolha objetal (FREUD, 1914/1974, p. 105). Porém, em determinada idade, é descoberto que ainda que sejamos filhos (as), não somos tudo para nossa mãe, pois esta possui outros interesses.
Essa percepção da criança é, nas palavras de Poulichet (1992): “[…] a ferida infligida ao narcisismo primário da criança. A partir daí o seu objetivo consistirá em fazer-se amar pelo outro, em agradá-lo para reconquistar seu amor; mas isso só pode ser feito através de certas exigências do ideal do eu” (p.51).
É importante reforçarmos que TODAS as crianças vivenciam esta fase.
Não se sabe ao certo, quais são as causas do TPN, mas acredita-se que envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como grande parte dos transtornos de personalidade.
Ao concluir seus estudos sobre este tema em 1914, Freud deixou um oceano de possibilidades para serem estudados por aqueles que enveredam pelo estudo do ser humano.
A revista cita o texto de 2 Timóteo, capítulo 3 como sendo sintomas de quem tem TPN, mas o que Paulo estava descrevendo eram problemas de caráter e não problemas psicológicos ou psiquiátricos.
Leiamos o texto:
“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. 
Precisamos ter sabedoria e discernimento para compreender qual é a origem dos problemas que assolam o ser humano, pois, como já estudamos, eles podem ter causas espirituais, emocionais e físicas.

1.2 – Humildade, uma arma contra o TPN

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Como cristãos que somos, por acreditar na Palavra de Deus e no poder que Ele tem, temos convicção de que o Senhor pode curar qualquer tipo de problema, independentemente de sua etiologia ou causa.
Assim, ao ser diagnosticado a origem do mal, com sabedoria precisamos buscar no Senhor a cura para os males que nos assolam.
O TPN (Transtorno da Personalidade Narcisista) tem como característica principal a adoração do eu e isto é algo que a Bíblia trata, leiamos alguns textos:
“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.  Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz”. 
A Humildade caminha na contramão do que o TPN apresenta, porém, não podemos nos esquecer que tal transtorno é uma doença.
O texto apresentado por Paulo aos Filipenses nos ensina a considerar cada um superior a nós mesmos e nisto está a base da humildade.
Jesus mostrou aos judeus que o propósito de sua vinda era resgatar os judeus que haviam se distanciado de Deus, apesar de conhecer Sua Palavra. Desta forma, sua pregação e ensino no capítulo 5 de Mateus, mostra que é necessário que o interior do homem seja transformado para que o interior resplandeça luz. Se o interior estiver bem, o exterior demonstrará.
O único que tem o poder de transformar o homem, segundo a vontade de Deus é o Espírito Santo, agindo no homem através da Palavra.
Aquele que tem o interior transformado, manifestará o FRUTO DO ESPÍRITO e tal fruto é contrário a adoração do ego, ou egolatria.
Leiamos o que Paulo escreve aos Gálatas:
“Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida! Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros”. (Gl 5.22-26 – NTLH) 
Precisamos buscar constantemente a face do Senhor através da oração e leitura da Palavra, para que o Fruto do Espírito seja produzido em nós.

1.3 – O engano do orgulho

Por Cláudio Roberto de Souza
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