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08 julho 2011

Al-Qaeda é suspeita de matar ministro cristão

  
 
Shahbaz Bhatti 
PAQUISTÃO (11º) - A investigação sobre o assassinato de um ministro do governo paquistanês que criticava a rígida lei islâmica da blasfêmia está no “caminho certo”, segundo informações do irmão da vítima.

Shahbaz Bhatti, assassinado em março, era ministro para assuntos das minorias do Paquistão e fez campanha em favor dos direitos dos cristãos, mas foi morto a tiros em Islamabad – aparentemente por extremistas islâmicos.

“As investigações sobre o homicídio do meu irmão estão, finalmente, no caminho certo”, disse Paul Bhatti, atual assessor de governo no Paquistão para assuntos das minorias religiosas, à agência de notícias católica Fides.

“Ele foi vítima de fanáticos talibãs e islâmicos. Agora, estamos esperando para capturar os criminosos, que estão em Dubai”, disse ele. Paul ainda disse que investigadores determinaram que foi a Al-Qaeda, liderada pelo talibã paquistanês Ilyas Kashmiri. “Estávamos convencidos de que ele tinha sido assassinado por seu trabalho, por defender os direitos humanos e os direitos dos cristãos. A investigação apenas confirmou isso”, acrescentou o irmão da vítima.

Bhatti foi baleado ao sair da casa de sua mãe, em uma área residencial em Islamabad. A polícia disse que os agressores dispararam, pelo menos, vinte e cinco balas em seu veículo.

Uma carta foi encontrada na cena do crime, supostamente de adeptos da Al-Qaeda e dos talibãs paquistaneses, reivindicando a responsabilidade pelo assassinato.

Dois meses antes de Bhatti ser morto, o governador da província de Punjab, Salma Taseer, foi assassinado a tiros por um de seus guarda-costas, que citou a oposição do político à lei da blasfêmia como justificativa para o assassinato.

Tradução: Lucas Gregório portas abertas


Fonte: Persecution

Líderes religiosos querem fim do conflito



 
 
Cena de rua em Gaza 
ISRAEL E PALESTINA - Os líderes religiosos protestantes, católicos e cristãos ortodoxos pediram ao presidente Obama que tome “medidas ousadas” para estabelecer a paz em Israel e na Palestina.

Em uma carta redigida por “Igrejas para a Paz do Oriente Médio”, feita essa semana, o presidente foi chamado a ter uma posição clara e corajosa na Assembleia Geral das Nações Unidas.

A carta diz que Obama deve fazer uma declaração que aborde todas as questões que envolvem esse conflito, incluindo a questão de Jerusalém, com soluções justas para os refugiados e acesso assegurado para todas as crenças a seus lugares sagrados.

Em um comunicado, a NCC  disse: “A carta ao presidente vem em um momento em que o caminho para a paz está cheio de obstáculos e os líderes israelitas e palestinos entendem os desafios que estão enfrentando no âmbito político.”

A carta a Obama diz que “o tempo não está do lado da paz”, e os líderes solicitam que a questão seja priorizada pelo presidente. A carta foi assinada por líderes religiosos de todas as igrejas cristãs (protestantes, católicos e ortodoxos).

Na quinta-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse em um discurso ao parlamento holandês, em Haia, que o povo palestino reconhece o direito de Israel de existir. Segundo o Jerusalem Post, Abbas acrescentou que esperava que o governo israelense respondesse aos seus comentários.

A WAFA, agência palestina de notícias, informou que Abbas disse: “Nosso principal objetivo são as negociações de paz com o lado israelense e espero que os Estados Unidos, a União Europeia e a Federação Russa tenham sucesso em seus esforços para retomar as negociações de paz.”

Sobre o progresso, nas últimas semanas tem sido feito um acordo de reconciliação entre as autoridades palestinas e o Hamas.

Tradução: Lucas Gregório


Fonte: Christian Today

"Espero que meu depoimento encoraje outras pessoas", diz ex-coroinha


O ex-coroinha Cícero Flávio Barbosa, que teria sido molestado por padres em Arapiraca, cobrou, em depoimento ao juiz João Luiz de Azevedo Lessa, nesta sexta-feira (8). “Espero que meu depoimento encoraje outras pessoas a denunciar abusos praticados por sacerdotes”, frisou, em entrevista ao repórter Tiago Correia à TV Pajuçara, quando se encontrava na Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca, onde estão sendo julgados os padres Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes e Edílson Duarte, acusados de pedofilia.
Ele foi o segundo ex-coroinha a depor nesta sexta-feira (8), na Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca. Antes dele, Fabiano Silva Ferreira já havia prestado depoimento, mas não falou com a imprensa. Neste momento, está depondo o ex-coroinha Anderson Farias Silva. Ainda nesta sexta-feira, irão depor os três sacerdotes acusados.
Posteriormente, segundo o juiz João Luiz Azevedo Lessa, devem depor 20 testemunhas do caso. Delas, cinco são de acusação e as demais irão defender os três padres suspeitos de molestar os três ex-coroinhas. Por conta da audiência de instrução, o acesso à Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca foi interditado. Ao chegar para prestar esclarecimentos ao magistrado, o monsenhor Luiz Marques Barbosa afirmou estar “tranquilo” e disse que acreditava “na força da Justiça e da verdade”.
Já o padre Edílson Duarte negou que tenha mantido relação sexual com os ex-coroinhas. No entanto, durante depoimento ao senador Magno Malta (PR-ES), que presidente a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, o religioso afirmou que fez sexo com os jovens.
Na oportunidade, ele disse que pagou os ex-coroinhas com dinheiro do dízimo dos fiéis. Nesta sexta-feira, seu advogado afirmou que a confirmação de padre Edílson Duarte se deu porque ele foi pressionado e coagido a dizer que manteve relação sexual com os denunciantes.
Ao chegar à Vara da Infância e da Juventude de Arapiraca para depor, padre Raimundo Gomes também negou qualquer prática sexual e disse que rezou muito após as denúncias. Em razão do escândalo, o bispo diocesano de Penedo, Dom Valério Breda, decidiu afastar os três religiosos de suas funções eclesiásticas.

Denúncia do MPA denúncia de pedofilia foi apresentada à 8ª Vara Criminal, em março de 2010, pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE-AL). Para o órgão, os religiosos se aproveitaram do poder que tinham para abusar sexualmente dos coroinhas. Se forem condenados, os três sacerdotes podem receber penas de até sete anos de prisão, como prevê o artigo 244-A, da Lei 8.069/90.
O advogado Daniel Fernandes, que fazia a defesa do monsenhor Luiz Marques, alegou no ano passado que as relações sexuais filmadas eram consentidas e negou que se trate de pedofilia. Ele assegurou que os jovens tentaram extorquir o religioso e até assinaram um documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo, em troca de dinheiro.

Entenda o caso
Os denúncias de casos de pedofilia em Arapiraca vieram à tona depois que o programa Conexão Repórter, do SBT, veiculou uma reportagem revelando o caso. Em um trechos da matéria, um vídeo mostra o monsenhor Luiz Marques Barbosa, de 82 anos, mantendo relações sexuais com um jovem de 19 anos.
A gravação teria sido realizada em janeiro de 2009, por outro jovem que também afirma ter sofrido abusos, segundo as denúncias apresentadas pelo programa do SBT. O jovem contou que, desde os 12 anos, quando entrou para a Igreja Católica, era alvo do assédio sexual do monsenhor. O caso consternou a opinião pública brasileira e gerou uma onda de denúncias de novos casos na imprensa e na polícia.

Notícias cristãs com informações do Tudo na Hora


SOU ÉTICO E CITO AS FONTES! Acabei de copiar do Site Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com/2011/07/espero-que-meu-depoimento-encoraje.html#ixzz1RYMLmUUd
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial

Pastor é detido em São Paulo, após pregar sobre práticas homossexuais- video


Dr. Zenóbio Fonseca
Foi detido em São Paulo um pastor que pregava sobre práticas homossexuais citando versículos da Bíblia. Ele foi levado para prestar depoimento na delegacia porque um “ouvinte” que passava por ali se sentiu ofendido com as palavras que o pastor dizia e logo chamou a polícia. Assista ao vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=-zQ8piq_zX8




A detenção ocorreu em 28 de junho de 2011, por volta das 15h, na Praça da Sé, onde é comum pastores pregarem todos os dias.
Ainda que discordando da forma e do modelo de pregação feita naquele local, o pastor que foi detido estava em seu direito constitucional e liberdade de expressar a sua fé e valores. Mas ele foi impedido de continuar a sua pregação por causa de um ouvinte gay “ofendido”, enquanto a marcha pela maconha, a marcha gay e a marcha das vadias são livres e recebem apoio estatal e liberdade do judiciário, mesmo quando a população fica ofendida.
O PLC 122/06 que criminaliza a homofobia ainda não foi aprovado no Brasil, e os gays “ofendidos” já têm mais direitos do que a população. Se estivesse em vigor, o que os gays “ofendidos” poderiam fazer contra os cristãos?
Divulgação: www.juliosevero.com

LIÇÃO 2 - A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

3º Trim. 2011 - A Missão integral da Igreja - Lição 2 - Pr. Josaphat Batista
INTRODUÇÃO
   A primeira mensagem pregada por Jesus ao iniciar o seu ministério foi sobre o reino. Esta mensagem não era estranha ao povo judeu. Muitas profecias do Antigo Testamento apontavam para a chegada de um Rei que reinaria sobre todos os povos. Entretanto, a expectativa alimentada pelo povo, girava em torno de um reino que o tirassem do jugo das nações vizinhas que o subjugavam.  Eles desejavam um poder maior do que o poder romano. Mas Jesus anunciava que o seu reino não tinha nada a ver com o governo humano. “O meu reino não é desse mundo” Jo 18:36. O Reino de Deus é a coluna vertebral, a viga-mestra de todo o ensino do Novo Testamento. Antes e depois de sua morte e ressurreição, Jesus ministrou sobre a importância de se viver no Reino de seu Pai. At 1:3.

I – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO.
E expectativa judaica geral começou a girar em torno da chegada de um Rei da linhagem de Davi que seria um político terreno. Segundo a expectativa apresentada no Antigo Testamento esse Rei seria:
     As questões mais presentes e espirituais do Reino eram inimagináveis na expectativa judaica. A ideia de um reino real e presente no indivíduo pareciam uma distorção da mensagem do Reino aos olhos dos judeus. A chamada ao arrependimento, a primazia dos pecadores e o novo nascimento (em todas as suas figuras) pareciam distantes demais da expectativa judaica. Por fim, a mensagem do Antigo Testamento se resume na mensagem de um futuro Rei (JESUS) e que já era sentido o seu reinado pelo próprio Deus quando cuidava dos seus (Hebreus) e lhes ensinava o caminho da retidão, embora, muitos deles rejeitaram (Jo 1:11,12). A mensagem Veotestamentária apontava Jesus o grande Rei. Vejamos:
  1. Será Rei constituído por Yahweh: Uma das verdades sobre esse Messias-Rei é que Ele seria constituído como tal por Yahweh: “Eu, porém,constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião”( Sl.2.6). A expressão usada pelo salmista aqui demonstra claramente essa dupla função do Ungido Esperado como Messias e Rei O termo “constituí” foi traduzido em outras versões como “ungi”, “consagrei”, duas designações comuns para se falar do Messias. Entretanto, aqui ele é Ungido como Rei. (cf. Sl.18.50)
  2. Seu Reino será Eterno: Uma das características desse Reino do descendente de Davi é que seria Eterno. Desde que a promessa divina foi dada a Davi esse aspecto ficou claro: “Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino” (2Sm.7.12-13). Assim, Yahweh ao apresentar a ideia de um Rei descendente de Davi, prometeu um reino eterno, conceito que foi expandido pelos profetas (cf. 2Pe.1.11; Dn.2.44; 7.14)
  3. Seu Reino será Justo: O Messias-Rei prometido exercerá a justiça e o juízo durante seu Reinado eterno. Essa verdade é atestada em outros lugares na escritura: “Eis aí está que reinará um rei com justiça, e em retidão governarão príncipes” (Is.32.1). A idéia de um Rei Justo que viria é parte da expectativa judaica sobre o Messias (Zc.9.9; Mt.21.5; Sl99.4; Ez.37.24)
  4. Será Rei Digno de Adoração: Um dos detalhes que merece atenção é a promessa de Yahweh de que o Seu Ungido será adorado, por causa do amor de Yahweh: “Assim diz o SENHOR, o Redentor e Santo de Israel, ao que é desprezado, ao aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o verão, e os príncipes se levantarão; e eles te adorarão por amor do SENHOR, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu“ (Is.49.7).
  5. Será Rei Eterno:  O Reino de Yahweh é Eterno, do mesmo modo que o Reino do Messias-Rei prometido. E por isso que o Messias é chamado nesse verso de Yahweh: “Dias sobre dias acrescentas ao rei; duram os seus anos gerações após gerações” (Sl.61.6; cf. Gn.21.33; Sl10.16; Jr.10.10; Ex15.25; Sl29.10; Zc.14.9; Mq.5.2).
II – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
“A erudição moderna revela quase que uma unanimidade ao afirmar que o Reino de Deus constitui-se na mensagem central de Jesus. Marcos introduz a missão de Cristo com as palavras: ‘Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus, e dizendo: O tempo está cumprido e é chegado o Reino de Deus. Arrependei-vos e crede no evangelho’ (Marcos 1.14-15). Mateus sumariza seu ministério com as palavras: ‘E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino’ (Mateus 4.23). A cena introdutória de Lucas não menciona o Reino, mas, por outro lado, cita a profecia de Isaías a respeito da vinda do Reino e depois relata a afirmação de Jesus: ‘Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos’(Lucas 4.21)”.  (LADD, George Eldon, Teologia
  •        O Reino de Deus é espiritual e presente
Como já demonstramos, havia nos tempos de Jesus uma clara expectativa da vinda do Messias-Rei como libertador político. A expectativa judaica era que o Messias-Rei viria de Jerusalém (Mt.5.35), como o magos do oriente já tinham demonstrado (Mt.2.2), fato não negado pelo próprio Cristo (Mt.27.11; Jo.18.37), mas ironizado por aqueles que o crucificaram (Mt.27.27, 37, 42). De modo interessante, os judeus tinham certa resistência com esse fato, pois não o viam como o Filho de Davi, Messias-Rei libertador de Israel. Note que é exatamente essa uma das acusações contra Jesus Cristo: “E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei” (Lc.23.2). Isso é importante ser ressaltado, pois nesse sentido Jesus foi uma decepção para aqueles que o esperavam, pois não viam nele um Rei Valente, um líder político que vira para libertar a Israel. Essa frustração não veio sem evidências, pois o próprio Jesus em algumas ocasiões rejeitou a ideia de ser feito rei entre eles: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei,retirou-se novamente, sozinho, para o monte” (Jo.6.15). Além disso, Ele mesmo testificava que seu Reino não era desse mundo: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; masagora o meu reino não é daqui” (Jo.18.36).

    A verdade é que o Reino de Deus, segundo ensinado por Ele mesmo, na ocasião da sua encarnação não era estritamente um Reino Físico: “Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc.17.20-21). Esse reino apresentado por Cristo não era o Reino que os judeus pareciam esperar, apesar de ser o Reino Prometido. O Reino apresentado por Cristo, era um Reino dos céus (Mt.3.2; 4.17), uma forma mais aceitável de se apresentar o Reino de Deus a um Judeu. É evidente que o Reino dos céus apresentado por Cristo no Evangelho de Mateus é o Reino de Yahweh, mas que por zelo ao uso do nome do Senhor, foi apresentado como Reino dos céus. Uma rápida observação nos evangelhos sinóticos irá revelar esse fato. Reforça essa ideia o eventual uso do termo céu (Gr. ouranós) como alusão ao próprio Deus em Mateus (Mt.21.25; cf. Mt.5.16; 5.34; 5.45; 6.9; 16.1; 23.22). Esse Reino dos céus estava próximo e essa era a mensagem pregada por Cristo (Mt.3.2; 9.35; Lc.4.43; 8.1; 10.9) e ensinada aos seus seguidores (Mt.10.7; Lc.9.2, 60), a quem revelaria os mistérios desse reino (Mt.13.11). Esse reino seria visto por seus seguidores antes que viessem a morrer (Mt.16.28), o que reforça a ideia de um Reino espiritual e não físico. A participação nesse Reino exigia arrependimento (Mc.1.15), ser como uma criança (Mt.18.3-4; 19.14; Mc.10.14; Lc.12.32; 18.16-17), nascer de novo (Jo.3.3-5; 8), ser desapegado ao dinheiro (Mt.19.24; Lc.6.20), ser humilde de espírito (Mt.5.3), persistente no trabalho do Reino (Lc.9.62), perseguido por causa da justiça (Mt.5.10), ou seja, manter uma ética adequada ao Reino (Mt.5.20; 19.12; Mc.9.47). Entretanto, não são as obras que determinam a entrada nesse Reino, nem mesmo as riquezas do homem (Mc.10.23-25; Lc.18.24-25), mas a graça de Deus (Mt.21.31). Em outras palavras, era necessário exercer a fé centrada no Messias-Rei como Salvador e Senhor (At.2.36; Rm.10.9). Não é à toa que os judeus não aceitavam sua mensagem, e que o acusavam de usurpar das escrituras um direito que não era dele (Lc.23.2).Ele é manifesto na pessoa de Cristo na demonstração de seu poder-autoridade com o mundo espiritual (Mt.12.28; Lc.11.20),  na restituição graciosa do Rei (Mt.20.1) e não na falsa religião defendida pelos doutores da lei (Mt.23.13). Na sua infinda graça, Jesus Cristo é quem dá a conhecer o Reino de Deus a quem ele quer (Mc.4.11; Lc.8.10).
   O Reino de Deus também deveria ser buscado com sua justiça (Mt.6.33; Lc.12.31), com esforço apodera-se dele (Mt.11.12; Lc.16.16) e com abnegação dele participa (Lc.18.29).  Ele é o alvo da oração dos seguidores de Cristo, que clamam para que o Reino venha até nós (Lc.11.2) e nesse sentido  ele não tem aparência externa, mas está dentro de nós (Lc.17.20-21). E por fim, esse Reino é confiado, destinado aos seguidores de Cristo (Lc.22.29), que fazem do reino sua mensagem (At.8.12; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23; 31). Nesse sentido, o Reino de Deus pregado por Cristo era primariamente espiritual e, por conseguinte presente. Era uma mensagem para o já, para o agora.
 do Novo Testamento, Hagnos, 2001, pp.55).
OBS: Considerando as palavras de Ladd, de que o Reino de Deus é parte central da mensagem de Cristo, vamos observar que a visão que Ele apresenta sobre o Reino de Deus tem diferente nuances, que pretendemos respeitar antes de se levantar uma conclusão sobre o modo como ele usa a expressão.
III – A MENSAGEM DO REINO É ESPIRITUAL
   A Bíblia nos informa claramente que as mensagens dos Apóstolos era a mensagem do arrependimento pregado por João Batista e confirmada pelo próprio Cristo (Mt 3). O cristianismo foi diluindo esta experiência ao longo dos anos. Desde que Constantino transformou o cristianismo em religião oficial do Império Romano, uma verdadeira desgraça aconteceu. As pessoas passaram a serem "cristãs" por adesão e não pelo novo nascimento. Ser cristão, antes uma vergonha, passou a ser a moda da época. Todos queriam estar alinhados com o imperador. Nasce um cristianismo divorciado de Cristo, fundamentado nas idéias políticas dos homens. Por mais distante que possa ser este fato histórico, suas conseqüências e desdobramentos estão tão vivos como nunca. A mensagem da cruz nunca foi tão rejeitada como nos dias atuais.

   O evangelho da prosperidade engana suas vítimas com uma mensagem inimiga de Cristo. Diz ao homem o que ele pode ganhar, enquanto a mensagem da cruz pergunta se o homem está disposto a perder tudo (Lucas 14: 25-35). A mensagem de que o homem precisa ganhar o mundo inteiro com as suas riquezas é uma  mensagem que não existe na Bíblia, mas que ganhou forte adesão entre os cristãos. Não duvido que o criador dela tenha se munido das melhores intenções, mas o erro cresceu e se transformou num engano terrível. A Bíblia ensina o contrário, que nós que aceitamos Jesus passamos a desfrutar da maior riqueza que é Cristo e as demais coisas são conseqüências dessa decisão maravilhosa, até porque nessa terra ganharemos cem vezes tanto, mais o melhor é a vida eterna. Só alcançaremos o maior tesouro em nossa vida se estivermos de acordo com a mensagem do reino que nos ensina que mediante uma experiência profunda de novo nascimento, de arrependimento, de conversão, de morte do velho homem e de libertação do pecado (Atos 3:19 ; II Cor. 7:10), é que vivemos a desfrutar do reino de Cristo mesmo ainda aqui na terra e quando Ele voltar continuaremos, agora, não mais sujeito as misérias deste mundo. É bom lembrar que Jesus só pode salvar a quem Ele governa a quem Ele é o Senhor (Mat. 7:21 ; João 14:21).  É bom observar que o  novo nascimento insere no homem os valores do Reino de Deus. A nova natureza do homem rejeita os valores do mundo (Gal. 6:14 ; I João 2: 15-17), tem nojo do pecado (Rom 6:21-22), é dotado da capacidade de amar incondicionalmente (Mat. 5:44-48) e tem sua fé e esperança solidificada na rocha que é Cristo (Col. 2: 6-7). O novo nascimento não faz uma reforma no homem. Liquida-o e o faz ressuscitar juntamente com Cristo. O faz assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus (Ef. 2: 5-6) e o faz desejar as coisas do alto e não as coisas da terra (Col. 3:1). Morre o homem inclinado ao pecado e renasce outro homem inclinado para Deus (Rom 8: 1-8). Da vida antiga nada serve para Deus, pois tudo estava contaminado pelo pecado (Is. 64:6). Da árvore do conhecimento do bem e do mal nada serve para Deus. Em Cristo, Deus estava dizendo ao homem que ele estava morto e rejeitado, mas que uma esperança foi dada: a nova vida em Cristo. Devemos pregar a mensagem do Reino que deve girar em torno de Jesus o Rei por excelência! Ou essa já não é uma atitude de quem nasceu de novo?

IV –   CARACTERÍSITCAS DOS SÚDITOS OU HABITANTES ALCANÇADOS PELA MENSAGEM DO REINO DE DEUS.
A palavra chave do sermão do monte proferido por Jesus é “quão abençoados”, no grego seria “Makarios” que corresponde ao Hebraico “Asher”, que significa “felizes”, e “afortunados”. Temos o Salmo 144:15 como exemplo: “Bem aventurados/abençoado/feliz/afortunado é o povo cujo Deus é Adonai”. Os versículos de 3 a 12 do Sl 144 são conhecidos como  as “beatitudes” porque a palavra “beatos” foi usada na mais conhecida versão Latina, a “Vulgata” de Jerônimo (c. 410 E.C.), para traduzir “makarios”.
  • Pobre de espírito
Aqueles que têm a atitude humilde, dependente, vulnerável das pessoas pobres, mesmo se acontecer  de elas serem ricas.
  • Os que choram
Chorar por si só não tem valor nenhum, por isso, muitos choram sem consolação. É o caso das constantes lástimas pelas perdas egoístas ou ambições frustradas, das lágrimas excessivas pelos entes queridos que partiram. O choro com valor é aquele que evoca um arrependimento sincero ante o erro cometido, não só com relação ao próximo como com relação a Deus. Nesse sentido chorar é ter saúde espiritual.
  • Os mansos
Ser manso não significava ser um covarde servil, mas um crente na bondade de Deus e na benignidade do universo, mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso. Essa regra exprimia a aceitação da vontade de Deus.
  • Os misericordiosos
A palavra “misericórdia” é formada de dois termos no Latim: “miseris” e “Cordis”. A primeira significa “miserável” e a segunda “coração”. Então chegamos a conclusão que é prática da misericórdia não é outra se não: “colocar um miserável no coração”, ação essa que Jesus disse que feliz, afortunado, abençoado é quem o faz.
  • Os que tem fome e sede de justiça
São aqueles que não só defendem como também amam e procuram as coisas justas aborrecendo as injustas que não tem ligação com o nosso criador. Dar-nos também a entender que as expressões “fome” e “sede” estão sempre no presente dizendo-nos que a cada dia clamamos pela justiça de Deus.
  • Os limpos de coração
O coração é a sede das nossas emoções e ele representa a alma, parte interior do homem e Jesus está a dizer que feliz é todo aquele que foi lavado e continua sendo purificado pelo sangue vertido na cruz.
  • Os pacificadores
Aqueles que encontram a paz em Deus mediante a morte e ressurreição de Cristo reconciliando-nos e dando-nos o poder e autoridade para usufruirmos dessa maravilhosa e bendita paz para também proclamarmos aos outros.
  • Os que são perseguidos por causa de Cristo
A bem-aventurança final tem que ver com os que sofrem perseguição porque mantêm na confissão de fé na vida as exigências de retidão impostas por Deus.
Insultos, oposição e mentiras devem ser esperadas pelos seguidores , quando isso acontecer, regozija-vos e alegrai-vos. O segundo verbo é composto por duas palavras gregas que significam “saltar excessivamente”.
CONCLUSÃO
   A igreja forma o território do governo espiritual de Cristo. A igreja e o reino são intimamente ligados, mas não são palavras sinônimas. Reino destaca o governo do Rei. Igreja salienta o povo de Deus que está sob o governo de seu Senhor e Rei, Jesus Cristo. Portanto, devemos fazer do governo soberano de Deus, e do correto relacionamento com Ele, a mais alta prioridade da nossa vida. Ao invés de nos gastarmos em busca de bens materiais a fim de saciarmos nossas vontades, carecemos dirijir nossa ‘ambição’ em 'buscar primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça'. Ele comprometeu-se a responder com lealdade: 'e todas essas coisas vos serão acrescentadas' (Mt 6.33).
Bibliografia
Bíblia de Estudo Plenitude (ARC)
Comentário Judaico (David H. Stern)
Apontamentos Teológicos
Dicionário da lingua Portuguesa
Comentarista
Pastor Josaphat Batista  Credenciado CEADEB 5.651 - CGADB 28.509 –
Presidente da Assembléia de Deus na cidade de Ibotirama-Ba. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Teologia Convalidado pelo MEC, Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembleia de Deus em Ibotirama), Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.
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LIÇÃO Nº 2 – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS

3º Trim. 2011 - A Missão integral da Igreja - Lição 2

                                               O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
INTRODUÇÃO
- Na continuidade da doutrina do reino de Deus, hoje estudaremos qual é a “mensagem do reino de Deus”, ou seja, qual o significado do reino de Deus para a humanidade.
O reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo(Rm.14:17).

I – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS COMEÇOU COM O MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS CRISTO
- Na primeira lição deste trimestre, vimos o que é o “reino de Deus”, algo importantíssimo para entendermos qual é a “missão integral da Igreja”, que é o tema deste nosso trimestre letivo.
- Vimos que “…o reino de Deus fala-nos, pois, do senhorio de Deus sobre a vida de cada um dos Seus servos, senhorio que nos faz pertencer a um povo, com leis e regras próprias, as estabelecidas pelo Rei. O reino de Deus é a realidade espiritual do pleno domínio que Deus exerce sobre cada um dos que aceitam a Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador.…”
- Deste modo, não há como falarmos em “reino de Deus” se não vier o Rei e é exatamente por isso que a pregação do “reino de Deus” se inicia apenas quando o Senhor Jesus inicia o Seu ministério público. Quem o diz é o próprio Jesus, ao afirmar que “a lei e os profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega força para entrar nele” (Lc.16:16).
- “…A expressão ‘reino de Deus’ também é usada para designar a esfera da salvação na qual se entra apenas pelo novo nascimento (Jo.3:5-7), em contraste com o reino dos céus como esfera de profissão da fé cristã, profissão esta que pode ser tanto real como falsa(…) Assim como o reino dos céus, o reino de Deus se realiza no governo de Deus na era presente e também será cumprido no futuro reino do milênio…” (Bíblia de Estudo SCOFIELD, nota a Mt.6:33, p.859).
- O “reino de Deus”, portanto, passou a ser anunciado por Jesus e este anúncio fazia parte de Seu ministério, ministério este que prossegue com a Igreja, que é o Seu corpo. Jesus veio anunciar este reino, ou seja, a possibilidade de a humanidade ser redimida dos seus pecados pelo sangue de Cristo e, assim, aproximar-se novamente de Deus, passando a obedecer-Lhe, a desfrutar da bondade e da misericórdia do Senhor, de estar sob o Seu senhorio.
Jesus trazia o “reino de Deus” que era aguardado ansiosamente pelos judeus (Lc.17:20), reino que havia sido prometido a Davi e a seus descendentes e descrito pelos profetas (II Sm.7:8-17; Zc.12:8). Todavia, este reino foi rejeitado por Israel (Jo.1:11), rejeição esta que se deu gradativamente, enquanto transcorria o ministério de Jesus (Mt.11:16-20; 27:21-25).
Diante da rejeição do “reino de Deus” por Israel, este anúncio foi dado a uma nova nação (Mt.21:43), a Igreja, formada tanto por judeus quanto por gentios (Ef.2:11-22). Por isso, assim que se consolida a rejeição do “reino de Deus” por parte de Israel, ainda que não de forma definitiva (o que se daria apenas quando do julgamento de Jesus e sua condenação à morte), Jesus anuncia o “mistério” da Igreja (Mt.16:13-21; Ef.3:1-12).
- É interessante observar que, quando Jesus começou a falar aos discípulos a respeito do “reino de Deus”, eles nada compreenderam (Mc.9:32; Lc.18:34), precisamente porque não tinham, ainda, o Espírito Santo, algo que é indispensável para que alguém possa ver o “reino de Deus” (Jo.3:3), visto que ninguém vê o “reino de Deus” se, antes, não nascer de novo e o novo nascimento é um nascimento que se dá por intermédio de uma operação do Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:7-11). Não foi por outro motivo que, depois de ressuscitado, Jesus soprou sobre Seus discípulos para que recebessem o Espírito Santo (Jo.20:22) e, durante os quarenta dias em que ainda permaneceu com eles antes de ascender aos céus, falou-lhes a respeito do “reino de Deus” (At.1:3).
- A partir de então, os discípulos estavam aptos para continuar a obra do Senhor Jesus e anunciar o “reino de Deus” (At.8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31), não mais para Israel, mas para todo o mundo, onde passou a ser semeada a Palavra (Mt.13:3,19-23).
O “reino de Deus” é, portanto, o conteúdo do “Evangelho”, ou seja, o que se diz quando se proclamam as “boas novas” de salvação. O “Evangelho” é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê em Jesus Cristo como único e suficiente Senhor e Salvador (Rm.1:16) e, como resultado da salvação em Jesus, passamos a “ver o reino de Deus” (Jo.3:3) e, no dia-a-dia, a marcharmos em sua direção, a fim de nele entrar (Jo.3:5; Rm.1:17), daí porque ter sido a Igreja chamada de “Caminho” (At.19:9;23; 22:4; 24:14). Não é por outro motivo que os que nascem de novo e dão fruto, por terem recebido a semente, que é a Palavra do reino, são o “trigo”, os “filhos do reino” (Mt.13:38).
II – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS – O TEMPO ESTÁ CUMPRIDO
- Mas, qual é, afinal, a mensagem do “reino de Deus”? O evangelista Marcos, dentro de seu estilo breve, onde apresenta Jesus como o servo, apresenta-nos, claramente, a síntese do “evangelho do reino de Deus”: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc.1:15).
- A primeira parte da mensagem do “reino de Deus”, portanto, é “o tempo está cumprido”. Jesus anunciava que as promessas feitas a partir de Davi se cumpriam com a Sua vinda ao mundo. O Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, por meio de quem vieram a graça e a verdade (Jo.1:14,17) , trazendo a salvação a todos os homens (Tt.2:11).
- Jesus, ao anunciar o “reino de Deus” como sendo o “cumprimento do tempo”, estava a indicar que a lei e os profetas estavam se encerrando, que Jesus tinha vindo para cumprir a lei e, desta maneira, satisfazer a justiça de Deus, oferecendo-Se como sacrifício para expiação dos pecados da humanidade. Chegara o momento de se dissiparem as trevas, o império do diabo, a morte, abrindo-se um novo tempo para os homens, que poderiam voltar a ter comunhão com Deus pelo sacrifício vicário de Cristo.
A primeira parte do “reino de Deus” fala-nos que é chegado o momento da salvação, que o Salvador veio ao mundo, que a promessa da redenção, existente desde o momento da queda, quando se disse que a semente da mulher restabeleceria a amizade entre Deus e o homem (Gn.3:15), concretizara-se na pessoa de Cristo Jesus.
- Dizer que o “tempo está cumprido” nada mais é que dizer que o Salvador já veio e que a salvação está à disposição de tantos quantos crerem em Jesus e, por esta fé, se tornarem “filhos de Deus”, “filhos do reino”. Dizer que o “tempo está cumprido” é mostrar que a salvação já chegou e que nada precisa ser feito pelo homem para adquiri-la senão entregar a sua vida a Cristo Jesus.

- Muitos hoje não mais pregam que “o tempo está cumprido”. Põem uma série de obstáculos para a salvação, achando que ela ainda está para vir. Não são apenas os judeus que, por terem rejeitado a Cristo, ainda aguardam o Messias, mas muitos que cristãos se dizem ser também estão a olvidar que “o tempo está cumprido”.
- Muitos não têm a convicção de Paulo que, escrevendo aos gálatas, foi claríssimo ao afirmar que já havia chegado a plenitude dos tempos, Deus enviara Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos e ter enviado a nossos corações o Espírito Santo, passando a ser herdeiros de Deus por Cristo (Gl.4:4-7).
- Por isso, apesar de se dizerem cristãos, defendem que nos mantenhamos debaixo da lei, como se Jesus não tivesse cumprido a lei (Mt.5:17) e Se oferecido como sacrifício que tirasse o pecado do mundo, algo que a lei jamais poderia fazer (Hb.10:1-9). São pessoas que não compreenderam, ainda, que “o tempo está cumprido”.
- Há aqueles que, embora não mandem que se siga a lei de Moisés, criam para si “mandamentos de homens” para complementar o mandamento deixado por Jesus (Jo.15:12), esquecendo-se que “como o tempo está cumprido”, não mais restam outros mandamentos senão o mandamento deixado pelo Senhor. Não têm a mesma consciência do apóstolo João que não escrevia aos salvos um mandamento novo, “mas o mandamento antigo que desde o princípio tivestes” (I Jo.2:7). Quem assim procede não agrada a Deus (Is.29:13; Mc.7:7; Tt.1:14).
- Mas há, também, aqueles que condicionam a obra perfeita da salvação em Cristo Jesus a “remendos”, tais como “quebras de maldições”, “maldições hereditárias” e outras invencionices, como se o sacrifício de Jesus tivesse sido insuficiente para salvar a humanidade. “O tempo está cumprido” e, portanto, nada mais resta para ser feito para remir o homem de seus pecados.
- O homem é liberto tão só pela fé em Cristo Jesus, pela fé na verdade, pois a verdade, que é a Palavra (Jo.17:17), o próprio Verbo de Deus (Jo.1:1; 14:6; Ap.19:13), é suficiente para nos libertar (Jo.8:32,36). O conhecimento da verdade é que nos liberta e, por isso, devemos, uma vez cientes da mensagem do “reino de Deus”, passar a conhecer e prosseguir em conhecer ao Senhor (Os.6:3).
Dizer que “o tempo está cumprido” é ter consciência de que sabemos em que tempo está a viver, é identificar “os sinais dos tempos” (Mt.16:3). Como afirma a Constituição pastoral “Gaudium et spes”, um dos principais documentos católicos romanos do Concílio Vaticano II (1962-1965) :”…a Igreja, a todo momento, tem o dever de perscrutar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho, de tal modo que possa responder, de maneira adaptada a cada geração, às interrogações eternas sobre o significado da vida presente e futura e de suas relações mútuas…” (Gaudium et spes, nº 4).
- A incompreensão dos “sinais dos tempos” faz com que não se esteja no “reino de Deus”. Israel, por ter rejeitado o “reino de Deus”, não soube compreender que estava a perder o “tempo da visitação do Rei”, o que provocou o choro do Senhor sobre Jerusalém (Lc.19:41-44).
- Os discípulos, após a ascensão do Senhor e a partir do dia de Pentecostes, demonstraram ter consciência de que tempo estavam a viver: o tempo de pregação do Evangelho e do “reino de Deus” até que o Senhor viesse a voltar para estabelecer o Seu reino milenial (At.3:18-21). Esta consciência de que tempo estamos a viver é, também, renovada na participação da ceia do Senhor (I Co.11:26).
Quando temos noção de que “o tempo está próximo”, passamos a remir o tempo, sabendo que os dias são maus (Ef.5:16). “Remir o tempo” é aproveitá-lo para fazer a obra de Deus, dar prioridade às “coisas de cima” (Cl.3:1,2), sabendo que não é aqui o nosso descanso (Mq.2:10), de que temos de fazer a obra do Senhor enquanto é dia, porque a noite vem quando ninguém mais pode trabalhar (Jo.9:4).
- Lamentavelmente, muitos, nos dias hodiernos, por não terem a noção de que “o tempo está cumprido”, estão a desperdiçar o seu tempo com coisas que para nada aproveitam, inclusive nas igrejas locais. Na atualidade, são poucos os que cristãos se dizem ser que estão a realizar a obra do Senhor, transformando as igrejas locais em verdadeiros “clubes sociais”, onde só há folguedos, confraternizações, exibições artísticas, mas onde não mais se evangeliza, não mais se procura remir o tempo ganhando almas para o Senhor Jesus, nem tampouco fazendo coisas que edifiquem a nossa vida espiritual, tais como a busca da presença de Deus em orações, jejuns e consagrações, a busca das bênçãos espirituais (batismo com o Espírito Santo, dons espirituais). Acordemos, amados irmãos!
Quem tem a noção de que “o tempo está cumprido”, além da dimensão do serviço cristão, de que falamos, também passa a andar com sabedoria para com os que estão de fora, ou seja, passa a dar um bom testemunho ante os incrédulos (Cl.4:5). Somente quem sabe em que tempo está a viver cuida para que sua vida seja uma prova de que está a caminhar para o “reino de Deus”, zela para que seja uma efetiva e sincera testemunha de Cristo Jesus. A noção de que “o tempo está cumprido” leva-nos à dimensão do testemunho cristão. Temos sido testemunhas do Senhor (At.1:8)? Somente com bom testemunho, poderemos pregar eficazmente o “reino de Deus” (At.28:23).
- Mas nem todos estão conscientes de que “o tempo está cumprido” e que o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento para arrebatar a Sua Igreja, apesar dos “sinais dos tempos” que mostram o cabal cumprimento de tudo quanto o Senhor Jesus deixou assinalado como sinais de Sua vinda (Mt.24:4-14). Muitos, notadamente nestes dias em que vivemos, dias da iminência do arrebatamento da Igreja, estão a descuidar da análise dos “sinais dos tempos”, começando a duvidar da volta de Cristo e, exatamente por não entenderem em que tempo estamos, andam após as suas próprias concupiscências (II Pe.3:3,4). Por isso, não deixemos de atender ao conselho de Nosso Senhor: “…quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt.24:34).

III – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS – “O REINO ESTÁ PRÓXIMO”
- Mas Jesus não Se limitou a pregar que “o tempo estava cumprido”, mas, também, que “o reino de Deus estava próximo” (Mc.1:15). “…A expressão bíblica ‘é chegado’ ou ‘está próximo’ (Mc.1:15) não é uma afirmação categórica de que uma pessoa ou coisa que chegou aparecerá imediatamente, mas apenas que essa pessoa ou coisa é iminente. Quando Cristo apareceu ao povo judeu, o próximo evento que deveria ocorrer na ordem da revelação, de acordo com a forma com o que o povo a entendia, era o estabelecimento do reino davídico. Mas Deus havia estabelecido que, antes disso, ocorreria a rejeição e a crucificação do Rei (Sl.22; Is.53). O longo período da forma secreta do reino (Mt.13:11) — a pregação da cruz por todo o mundo e o chamado da Igreja para sair do mundo — ainda se achava oculto nos conselhos secretos de Deus (Mt.13:11,17; Ef.3:3-12).…” (Bíblia de Estudo SCOFIELD, nota a Mt.4:17, p.854).
- Jesus anunciava aos judeus que “o reino de Deus estava próximo” ou que “o reino de Deus havia chegado”. Foi o que mandou Seus discípulos pregarem às ovelhas perdidas da casa de Israel quando comissionados, de dois em dois, a percorrer todas as aldeias judaicas (Lc.9:2,60; 10:9,11).
 - A pregação de Nosso Senhor tinha o propósito de fazer o Seu povo crer que Ele era o Messias e que, através da fé n’Ele, poderiam ser salvos e passar a “ver o reino de Deus” por intermédio do novo nascimento, como afirmou para o príncipe Nicodemos (Jo.3:3).
- Os judeus aguardavam um reino visível, um reino material poderoso, um novo tempo de conquistas militares e de pujança política como fora o reinado de Davi, mas o Senhor foi bem claro ao ensinar-lhes que o “reino de Deus” não viria com aparência exterior e que já se encontrava no meio do povo de Israel, ainda que imperceptível aos olhos humanos (Lc.17:20,21). Para Pilatos, o Senhor fez questão de dizer que Seu reino não era deste mundo (Jo.18:36), reino que é formado por todos aqueles que creem no testemunho da verdade dado por Cristo (Jo.18:37; II Jo.4).
- Por isso, ao falar dos “mistérios do reino dos céus” (Mt.13:11) ou “mistérios do reino de Deus” (Mc.4:11; Lc.8:10), o Senhor Jesus descreve o “reino de Deus” como o “grão de mostarda”, a “menor de todas as sementes” que, crescendo, se torna a “maior das plantas” (Mt.13:32; Mc.4:31,32; Lc.13:19), como o “tesouro escondido” que é adquirido pelo Senhor Jesus (Mt.13:44), como “a pérola de grande valor”, igualmente adquirida pelo Salvador (Mt.13:45,46).
Para se perceber a proximidade do “reino de Deus” se faz preciso, portanto, crer em Jesus. Semesta fé, o máximo que o homem faz é tatear, tentar apalpá-lo na escuridão, nas trevas, na cegueira espiritual em que se encontra por obra do deus deste século (At.17:27; II Co.4:3,4). Mesmo o entendimento das Escrituras hebraicas, o aprofundamento no estudo da lei somente fazia com que o homem se tornasse próximo do “reino de Deus”, sem que, no entanto, fosse suficiente para que ele pudesse vê-lo (Mc.12:28-34).
- Por isso, o Senhor Jesus disse que o “reino de Deus” tem de ser recebido como uma criança (Mc.10:15; Lc.18:17),  pois a criança é crédula, em virtude de sua inocência crê em tudo que se lhe diz, sem que apresente qualquer dúvida ou vacilação. Ao pregar que “o reino de Deus havia chegado” ou “estava próximo”, o Senhor suscitava o Seu povo a crer n’Ele como o Messias, sem o que não poderia “ver o reino de Deus” nem tampouco n’Ele entrar. O apóstolo Paulo, anos depois, faria o mesmo com os judeus sediados em Roma (At.28:23).
- A rejeição de Jesus por Israel está vinculada, precisamente, a esta incredulidade. Quando houve, por parte dos fariseus e dos saduceus, o pedido de um sinal do céu, Jesus denunciou a sua hipocrisia e falta de discernimento dos “sinais dos tempos” (Mt.16:1-4; Mc.8:11-12). Por isso mesmo, disse-lhes que os publicanos e as meretrizes entrariam no “reino de Deus” adiante deles, apesar de toda a religiosidade que apresentavam (Mt.21:31,32).
- Assim como a geração do êxodo não entrou na Terra Prometida por causa de sua incredulidade, perecendo no deserto (Hb.3:19), também muitos não entrarão no “reino de Deus”, apesar de ele já ter chegado, de ele estar próximo, porque não crerão em Cristo Jesus. Só recebe o “reino de Deus” aquele que crer em Jesus como único e suficiente Senhor e Salvador (Jo.1:14).
Um dos grandes obstáculos que se apresenta para alguém conseguir entrar no “reino de Deus” é a confiança nas riquezas (Mt.19:24; Mc.10:23-25; Lc.18:24,25). Quem confia nas riquezas, nas coisas desta vida não consegue ver o “reino de Deus” e cria grande, imensa dificuldade para nele entrar, pois o cuidado com as coisas deste mundo e a sedução das riquezas matam aqueles que haviam recebido a semente da Palavra (Mt..13:22).
 - Aqui devemos não só entender as riquezas do ponto-de-vista material, mas também do ponto-de-vista espiritual. No sentido espiritual, “confiar nas riquezas” é confiar em si próprio, é achar-se autossuficiente, ou seja, entender que não se precisa de Deus, é crer na mentira satânica de que se pode ser igual a Deus (Gn.3:5). Quem se acha rico, neste sentido, está perdido (Ap.3:15-17). Por isso, o Senhor disse que aos pobres pertence o “reino de Deus” (Lc.6:22), ou seja, como muito bem explica o Catecismo da Igreja Romana, “o Reino pertence aos pobres e aos pequenos, isto é, aos que o acolheram com um coração humilde…” (§ 544 CIC), aqueles que, como Davi, reconhecem-se como pobres e necessitados de Deus (Sl.40:17).
- Muito pelo contrário, o Senhor Jesus, no sermão do monte, foi claríssimo ao dizer que devemos “buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça” (Mt.6:33), o que se repetiu no chamado “sermão da planície” (Lc.12:31), separando a “busca do reino de Deus” da “busca da satisfação das necessidades terrenas”, tratadas como “coisas que seriam “acrescentadas” (Mt.6:31,32).

- Por isso, uma das grandes armas que o inimigo de nossas almas tem se valido, nestes nossos dias, é, precisamente, a chamada “teologia da prosperidade”, que tem apresentado para os incautos um “reino de Deus” visível, palpável, financeiramente agradável. As pessoas têm, então, perseguido e buscado um “reino de Deus” com aparência exterior, que seja crido pelos olhos humanos, pelos olhos carnais e não pela fé. Tais pessoas, por confiarem nas riquezas e não em Cristo Jesus, estão caminhando celeremente para as trevas exteriores, terão o mesmo destino daqueles que buscavam “sinal do céu” e que foram chamados pelo Senhor de “hipócritas”. Tomemos cuidado, amados irmãos! Qual é o nosso “reino de Deus”? Como é triste vermos que muitos púlpitos têm substituído a “mensagem do reino de Deus” por esta mensagem das coisas terrenas!
- Infelizmente, nos dias difíceis em que vivemos, muitos são os que, a exemplo até dos discípulos (Lc.19:11), esperam a manifestação do “reino de Deus” com aparência exterior, com pompa e circunstância, com grandiosidade material e visível, sem qualquer esforço. No entanto, o Senhor Jesus foi claro ao mostrar que “o reino de Deus” não só se mostraria sem aparência exterior, como demandaria, para o seu crescimento, o esforço dos Seus discípulos (Lc.16:16 “in fine”). Para impedir que os discípulos achassem que “o reino de Deus” viria quando o Senhor chegasse a Jerusalém, o Senhor lhes contou a parábola das dez minas, a mostrar que o Senhor faria “uma longa viagem” e que, durante este tempo, deveriam Seus discípulos negociar até que Ele voltasse (Lc.19:12,13).
Jesus disse que deveríamos buscar o “reino de Deus” e a sua justiça. Assim, não basta recebermos o “reino de Deus” pela fé, mas esta fé tem de ser viva, a ponto de nos fazer justos, de termos justiça que exceda a dos escribas e fariseus, sem o que não entraremos no “reino de Deus” (Mt.5:20).
- Não podemos nos esquecer que os injustos não herdarão o “reino de Deus” (I Co.6:9), nem aqueles que praticam o pecado, que fazem do pecado uma maneira de viver (I Co.6:10). Por isso, temos que aumentar nossa justiça e nossa santidade a cada instante, a cada momento (Ap.22:11). É a fé que nos faz receber o “reino de Deus”, mas quem vive pela fé é, necessariamente, um justo (Rm.1:17).
- A fé é indispensável para que se veja e se entre no reino de Deus, mas a entrada nele demanda esforço, uma contínua luta contra a carne, o mundo e o diabo. A vitória que vence todos estes obstáculos que se nos colocam a cada instante de nossa jornada para o céu é a nossa fé (I Jo.5:4). Por isso, Paulo e Barnabé exortavam os crentes a permanecerem na fé, pois, havendo tal fé permanente, não se deixariam abalar pelas muitas tribulações que virão, certamente, em nossa jornada rumo ao “reino de Deus” (At.14:22).
- Para alimentar e incentivar a nossa fé, o “reino de Deus”, embora não tenha aparência exterior, é apresentado aos homens através da “cooperação do Senhor” com os Seus servos, por intermédio de sinais e maravilhas (Mc.16:20). Jesus disse que um dos sinais de que “o reino de Deus” havia chegado era, precisamente, o fato de haver expulsão de demônios e cura de enfermidades (Mt.12:28; Lc.9:2,11; 10:9; 11:20).
- O apóstolo Paulo foi enfático ao afirmar que o “reino de Deus” não consiste em palavras, mas em virtude (I Co.4:20). Como, então, anunciar o “reino de Deus” sem que haja tais sinais? Felipe anunciou aos samaritanos o “reino de Deus”, mas demonstrou a sua presença pelos sinais e maravilhas que ali se realizaram (At.8:6-13).
- Não devemos pregar sinais nem maravilhas. Nossa pregação é o “reino de Deus”, é Cristo Jesus, mas, sem sinais ou maravilhas, como podemos demonstrar aos homens que “o reino de Deus é chegado”, que “o reino de Deus está próximo”? Busquemos o “reino de Deus” e a sua justiça e, certamente, receberemos a cooperação do Senhor para confirmar que o “reino de Deus” está entre nós!
IV – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS – ARREPENDEI-VOS
- Mas a pregação de Jesus não parava na proclamação do cumprimento do tempo nem da chegada do “reino de Deus”. O Senhor também pregava que os judeus deveriam se arrepender dos seus pecados, residindo aqui o papel de precursor que João, o último profeta da antiga aliança, desempenhou, pois ele, preparando o caminho do Senhor, também veio pregando o arrependimento dos pecados, arrependimento a ser demonstrado pelo batismo (Mt.3:2; Mc.1:4; Lc.3:3; At.19:4).
Para “ver o reino de Deus” é necessário nascer de novo (Jo.3:3). Este novo nascimento, que é do Espírito (Jo.3:6), nada mais é senão o resultado do arrependimento dos pecados pela fé em Cristo Jesus (Jo.16:8,9).
Para que haja salvação é indispensável que haja arrependimento dos pecados (At.2:37,38), arrependimento que significa mudança de mentalidade (a palavra grega para arrependimento é “metanoia” — μετάνοια —, cujo significado é precisamente o de “mudança de mente”) , mudança de comportamento, abandono do pecado, um arrependimento que é a tristeza segundo Deus (II Co.7:10). Quando há arrependimento, a pessoa deixa as trevas e vem para a luz, passando a praticar boas obras (Jo.3:21), pois foi chamado das trevas para a maravilhosa luz do Senhor (I Pe.2:9).
- A pregação do Evangelho é a pregação para que as pessoas se arrependam de seus pecados. Não há como se pregar o Evangelho sem, antes de mais nada, mostrar aos homens de que eles são pecadores e precisam de salvação na pessoa de Jesus Cristo.
- Na atualidade, proliferam outros evangelhos, que, ao invés de mostrarem aos homens de que eles são maus e necessitam se arrepender de seus pecados e obter o perdão divino pela fé em Cristo Jesus, procuram lustrar o ego dos seres humanos, dizer-lhes de que eles são bons e que Deus os aceita do jeito que estão e que eles não precisam mudar a sua vã maneira de viver. São falsos evangelhos, que querem apenas arrebanhar adeptos, simpatizantes, mas que não têm como objetivo e finalidade trazer o homem à comunhão com Deus, o que somente se fará mediante a retirada dos pecados, que são os responsáveis pela separação que há entre Deus e a humanidade (Is.59:2).

- Este discurso da “bondade inerente à natureza humana” é mais um dos ardis de Satanás para impedir que os homens alcancem a salvação. Os homens são maus (Mt.7:11), embora tenham sido criados perfeitos por Deus (Gn.1:31; Ec.7:29), têm uma natureza pecaminosa, na qual não há bem algum (Rm.7:18) e, por isso, Jesus veio ao mundo, para pagar o preço da redenção do homem com o Seu próprio sangue e, por meio deste sacrifício, tirando o pecado do mundo, permitir ao homem, por graça, i.e., por favor imerecido, restabelecer a comunhão com Deus.
É absolutamente necessário que preguemos aos homens a necessidade do arrependimento dos pecados. Sem arrependimento, não há como se alcançar a salvação. O Espírito Santo convence o homem do pecado, para que ele creia em Jesus e obtenha o perdão de suas iniquidades, mas para que haja este convencimento é mister que preguemos a Palavra, através da qual vem a fé que salva o homem (Rm.10:17), Palavra que mostra a necessidade do arrependimento.
-  O arrependimento é a reação humana ao amor de Deus, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (I Tm.2:4), é o primeiro ato humano do processo da salvação. Por isso, o nosso adversário busca, de todas as maneiras, impedir que haja tal atitude por parte do homem, atitude que, entretanto, é indispensável para que possamos ver “o reino de Deus”, pois, sem que o vejamos, não há como podermos nele entrar.
O arrependimento importa no abandono da vida pecaminosa, pois somente seremos de Deus se não mais vivermos pecando (I Jo.3:6-10). O arrependimento leva-nos a mudar de orientação em nossas vidas, à conversão, de sorte que passamos a ser “novas criaturas” (II Co.5:17; Gl.6:15), com um comportamento totalmente distinto daquele que tínhamos antes de nos encontrarmos com o Senhor Jesus (Ef.4:20-32; Cl.3:5-14). O “filho do reino” não tem mais a forma do mundo, mas é uma pessoa transformada, diferente (Rm.12:2), uma pessoa que se converteu dos ídolos para servir o Deus vivo e verdadeiro (I Ts.1:9).
- Atualmente, muitos têm se iludido com um discurso de que “Deus só quer o coração”, discurso este que busca justificar uma forma pecaminosa de viver, como se o Senhor estivesse pronto a aceitar o homem de qualquer maneira. Isto é mentira, amados irmãos! Deus quer, sim, o coração do homem (Pv.23:26a), mas com o propósito de fazer com que o homem passe a observar os Seus caminhos (Pv.23:26b).
- Deus quer o coração para transformá-lo, fazer com que o coração de pedra se torne um coração de carne (Ez.11:19; 36:26), ou seja, Deus quer o nosso coração velho, endurecido com os pecados, de onde procedem todos os males (Mt.15:19), para nos dar um coração novo, um coração sensível e obediente ao Senhor. Deus quer que recebamos um coração circuncidado, ou seja, que o homem interior sele uma aliança de obediência e submissão a Deus (Dt.10:16; Jr.4:4; Rm.2:29). Em outras palavras: Deus quer o nosso arrependimento, a nossa conversão.
- É assaz preocupante vermos, na atualidade, que, além de não se pregar mais sobre a necessidade do arrependimento dos pecados, há um grande descuido na apreciação daqueles que se aproximam e passam a frequentar as igrejas locais. Muitos têm sido inseridos na vida eclesiástica mesmo sem demonstrarem estar a dar frutos dignos de arrependimento. Há muitos inconversos a participar das atividades nas igrejas locais em grave prejuízo à vida espiritual de todos que ali estão. “Arrependei-vos” é a mensagem do “reino de Deus”, pois nenhum pecador herdará este reino (I Co.6:9,10; Gl.5:19-21). Lembremos disto!
V – A MENSAGEM DO REINO DE DEUS – CREDE NO EVANGELHO
A última parte da pregação do “reino de Deus” feita por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo era “crede no Evangelho”. Já vimos que a fé é indispensável para que vejamos e, depois, entremos no “reino de Deus”. Aqui o Senhor enfatiza esta absoluta necessidade da fé, fé que deve ser no Evangelho, ou seja, nas boas novas de salvação, no poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, tanto do judeu quanto do gentio (Rm.1:16).
 - A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17). Por isso, devemos pregar a Palavra, pois é ela a portadora da fé salvadora que, com origem em Deus, chega aos ouvidos do pecador e tem de descer ao seu coração para que ele obtenha a sua salvação.
Crer no Evangelho não é fácil, é algo que somente poderia provir de Deus (Ef.2:8). O homem, por si só, cegado pelo deus deste século (II Co.4:4), não tem condições de ver o “reino de Deus”, a menos que seja iluminado pela luz do Evangelho de Cristo.
Para se ver o “reino de Deus”, deve-se crer no Evangelho, ou seja, na Palavra que é pregada, mas, lembremos, nem todos darão crédito à pregação (Is.53:1). Na verdade, o Senhor, ao desvendar os “mistérios do reino de Deus”, mostrou, na parábola do semeador, que a semente da Palavra encontrará sempre quatro espécies diferentes de terreno e que em somente um deles haverá frutificação permanente (Mt.13:1-9, 18-23).
- Por isso, não podemos nos iludir com a falácia dos “métodos de crescimento de igreja” que têm infestado as igrejas locais nestes últimos tempos. A fé não é de todos (II Ts.3:2 “in fine”) e, máxime nos dias imediatamente anteriores ao arrebatamento da Igreja, a fé será algo raro sobre a face da Terra (Lc.18:8), pois serão dias em que muitos apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios (I Tm.4:1).
- Esta busca por um crescimento numérico, quantitativo, que tem caracterizado os que cristãos se dizem ser em nossos dias nada mais é que operação destes espíritos enganadores, que não entendem em que tempo estamos a viver. O “reino de Deus” cresce, sim, de forma imperceptível aos olhos humanos, é o “grão de mostarda” que de menor semente se torna a maior das plantas (Mt.13:32), mas que não deixa de ser “o pequeno rebanho” (Lc.12:32), pois muitos do que estão no meio deste povo são tão somente “joio no meio do trigo” (Mt.13:25,26,38,39), “os peixes ruins que estão junto com os bons” (Mt.13:47,48), “o fermento que é lançado nas três medidas de farinha” (Mt.13:33).
- Crer no Evangelho é crer no poder de Deus que é a salvação de todo aquele que crê. Por isso, como bem diz um querido irmão que conosco frequenta o estudo dos professores de EBD em nossa igreja local, o Evangelho não precisa de defensores, como muitos estão a arrogar por aí, mas, sim, de seguidores, de pessoas que se comprometam a nele crer e a viver segundo os seus ditames e ensinos.
- Crer no Evangelho é fazer o que Jesus manda, demonstrando assim amor para com Nosso Senhor (Jo.14:15; 15:10,14).
- Muitos, atualmente, entretanto, não creem no Evangelho, tanto que estão a buscar subterfúgios, como se o Evangelho de Jesus Cristo fosse algo fraco, não fosse o poder de Deus. Assim, buscam artifícios, métodos para “estimular” e “incentivar” a fé do povo, gerando um sem número de “amuletos” para que o povo creia. Surgem, então, as “toalhinhas”, os “lenços ungidos”, os “sabonetes de extrato de arruda”, os “tijolos da prosperidade”, as “rosas ungidas”, as “chaves ungidas”, os “molhos de trigo ungidos”, as “águas bentas” e tantas outras invencionices, tudo a indicar que são pessoas que não creem no Evangelho, que acham que o Evangelho precisa ser complementado por coisas criadas pelos homens.
Crer no Evangelho é dar crédito às promessas de Deus e, em virtude disto, pregar a Palavra e ter a certeza de que esta Palavra será confirmada com os sinais que seguem aos que creem. É não ter medo de apontar o pecado aos homens e chamá-los a ter fé em Cristo Jesus, dizendo-lhes que Cristo liberta dos vícios, dos males, das doenças e que transformará a criatura, mas que tudo tem de começar pelo arrependimento dos pecados.
 Crer no Evangelho é renunciar às concupiscências do mundo, à sua impiedade e passar a ter uma vida sóbria, justa e pia neste presente século (Tt.2:12), mesmo que isto custe caro (II Co.11:23-28), mesmo que isto represente o ódio do mundo contra quem assim passa a viver (Jo.15:18-20).
Crer no Evangelho é não se deixar iludir com este mundo, é ter consciência de que o mundo e a sua concupiscência são passageiros e não devem ser amados (I Jo.2:15-17), mas manter a viva esperança de, um dia, que está tão próximo, ingressaremos no “reino de Deus” para sempre ali estarmos com o Senhor (Fp.3:20,21; I Ts.1:10; Tt.2:13; I Pe.1:3,4; II Pe.3:13; I Jo.3:2,3).
Crer no Evangelho é não buscar complementar a Palavra de Deus com “mandamentos de homens”, com “vãs filosofias”, sabendo que o “reino de Deus” não é comida nem bebida mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm.14:17). Quem crê no Evangelho não se prende a uma vida religiosa exterior, mas, pelo contrário, sabe que o Evangelho produz no homem a justiça, que vem pela fé (Rm.5:1); a paz com Deus, pelo perdão dos pecados (Rm.5:1) e a comunhão com o Senhor, por meio do Espírito Santo, que traz ao homem não só a alegria da salvação, mas uma vida de alegria e de manifestação do poder de Deus (Rm.8:14-18).
- Será que temos pregado e, principalmente, vivido a mensagem do reino de Deus trazida por Nosso Senhor e que temos o dever de prosseguir a anunciar? Pensemos nisto!
                                                                                  Caramuru Afonso Francisco 

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes