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11 fevereiro 2012

Pr. MARTIM ALVES DA SILVA - Eleito novo Pastor Presidente na AD Rio Grande do Norte




Pr. Martim Alves - AD Natal - RN


O Pastor
Martim Alves da Silva,
foi eleito o novo Pastor Presidente da Assembleia de Deus do Estado do Rio Grande do Norte.
A eleição, como já estava prevista, aconteceu na manhã de hoje na Templo Central da Assembleia de Deus em Natal-RN, em virtude da recente jubilação do pastor Raimundo João de Santana.
Concorreram ao cargo Pastores Martim Alves da Silva, da AD em Mossoró; e Ivan Gonçalves de Oliveira, da cidade de Nova Cruz.

Dos 386 Ministros habilitados a votar, 312 compareceram às urnas, os quais de forma secreta, elegeram o Pastor MARTIM ALVES DA SILVA, como novo líder da Igreja, conforme dados abaixo, informados através do Blog do amigo PastorEdinaldo Domingos.

Martim Alves - 190 votos
  Ivan Gonçalves - 122 votos

Que o Eterno abençoe e prospere em tudo a nova gestão do Pastor Martim Alves da Silva, e que tudo concorra para a glória do nome do Senhor, Mestre e Senhor da Igreja.
Veja a trajetória desse grande homem de Deus.


Fonte: http://pointrhema.blogspot.com/


O Pr Martim Alves  e sua História

De 313 Ministro o Pastor Martim Alves da Silva(Mossoró) obteve 190 votos na eleição para presidente da Assembleia de Deus no Rio Grande do Norte.



Natural de Caicó-RN, nascido em 27 de maio de 1953, o pastor Martim Alves da Silva aceitou a Jesus ainda na sua adolescência, com idade de 14 anos.
Evangélico desde 1960. Integra o Ministério da IEADERN desde 1974. Pastoreou as Igrejas de São Gabriel da Cachoeira/AM (1974-1975), Equador/RN (1976-1977), Santana do Matos/RN (1978-1983), Serra do Mel/RN (1984-1985), 2º Co-pastor de Mossoró (1985-1992), Mossoró (desde 1993).
Casado com a odontóloga Fátima Maria Araújo da Silva, possui como filhas as irmãs Catherine Morgana e Fabrícia Araújo.
No dia 26 de maio de 1993 assumiu a presidência da Assembléia de Deus em Mossoró, com a responsabilidade de coordenar as atividades administrativas e evangelísticas realizadas pela AD em Mossoró e Região Oeste Potiguar.
Graduado em Ciências Jurídicas (UERN), Letras (UERN), e Bacharel em Teologia (ESTEADEB). Doutor Honoris Causa pela Faculdade Teológica da Bahia. Vice-Presidente da CEMADERN e Secretário da UMADENE (NORDESTE). Integrou o Conselho de Apologética e o Conselho Regional Nordeste da CGADB, e atualmente é membro do Conselho de Doutrina.

O mesmo agora assumirá o maior cargodo RN entre os Ministros do Evangelho e a Convenção Estadual. IEADERN.

Fonte: http://jacksonvingre.blogspot.com/ 
E PORTAL MISSIONÁRIO

XVIII CONGRESSO DE MOCIDADE DA AD PATOS



O XVIII Congresso da Mocidade da AD Patos/PB será realizado de 18 a 21 de fevereiro/2012, no templo central daquela igreja.

O tema o Congresso de Juvenil tem como tema Josué 3.5 que diz: "Santificai-vos porque o Senhor fará maravilhas no meio de vós".

A mocidade está mobilizada e já é grande a expectativa pela realização do evento juvenil que terá a participação especial da Cantora Raquel Batista divulgando o seu novo trabalho musical CD "Conta pra Deus".

A ministração da Palavra de Deus será feita pelo preletor Robson Alencar e outros pregadores convidados para o congresso.

Não perca este congresso, prepare sua caravana, convide seu amigos e irmãos e participe do XVIII Congresso de Mocidade da AD Patos nos dias 18, 19, 20 e 21 de fevereiro. Vai ser uma bênção!   FONTE AD SOUSA

Globo abriu porta para a pregação do Evangelho?




Abriu-se, de fato, uma porta global para a pregação do Evangelho, como muitos ufanistas têm dito nas redes sociais? Ou a porta foi aberta principalmente para beneficiar as celebridades gospel — que já venderam milhões de discos — e, consequentemente, a maior emissora de TV do Brasil? Será que esta convidaria um pregador do Evangelho para discorrer sobre o maravilhoso Natal de Cristo, sua Morte expiatória e sua gloriosa Ressurreição? Isso, sim, caso tivesse ocorrido, seria motivo de uma grande festa do povo de Deus!

Mas alguém argumentará: “A porta se abriu para os cantores, e agora eles poderão se apresentar com frequência na maior emissora de TV do Brasil e, com certeza, pregarão o Evangelho”. Sinceramente, não é isso que temos visto em outras emissoras, onde os astros da música gospel já têm o seu espaço. E o que ouvimos, no Festival Promessas, com raríssimas exceções, foi uma amostra do tipo de evangelho que será pregado: bordões antropocêntricos, que massageiam o ego das pessoas, mas não lhes apresentam verdadeiramente o Evangelho, que é poder de Deus para a salvação (Rm 1.16).


Oremos para que Deus nos abra portas grandes e eficazes para a pregação do Evangelho, e não apenas para a realização de shows gospel. A Bíblia não é contra a música e os cantores de sucesso. Jesus até cantou um hino antes de sua crucificação! Mas a nossa prioridade é a exposição do Evangelho (At 6.1-7). Você sabia que dois terços do ministério terreno do Senhor foram ocupados pela pregação do Evangelho e o ensino da Palavra?


Desculpe-me, caro leitor. Eu sei que estou sendo um estraga-prazeres, antipático. Mas, o que está escrito em 1 Coríntios 16.9? “Porque uma porta grande e eficaz se me abriu, e há muitos adversários”. Quando Deus verdadeiramente abre-nos a porta da pregação do Evangelho, como a abriu para o apóstolo Paulo, os adversários (Satanás, os demônios e todos os seus emissários) se voltam contra nós. Mas a mídia está aplaudindo de pé a porta global que foi aberta para o evangelho-show.


Até um conhecido jornal de São Paulo — pasme! —, favorável ao liberalismo e que sempre teve uma posição contrária à pregação do Evangelho, comemorou: “Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou para a Globo e os evangélicos”. Por quê? Porque o evangelho-show não confronta o pecado. Ele é maleável, suave, agradável, massageia egos e está aberto ao ecumenismo...


O festejado evangelho-show avança a passos largos, sem nenhuma dificuldade. Mas não se esqueça do que o Senhor Jesus previu a respeito do verdadeiro Evangelho: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas por minha causa” (Mt 5.11,12).


Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado em janeiro de 2012 no jornal AD News (produzido pela Rede Brasil de Comunicação, ligada à Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco, presidida pelo pastor Ailton José Alves)
fonte BLOG DO CIRO

Palavrão? @#%*!!!! Como assim?!


Palavrão? @#%*!!!! Como assim?!
O Solano Portela já escreveu aqui sobre palavrão. Acredito que ele já mostrou com clareza os argumentos bíblicos para que os seguidores de Jesus não fiquem usando palavrões em suas comunicações, faladas ou escritas. Há outros argumentos baseados no bom senso, educação e etc.

É que de vez em quando leio os murais e comentários de alguns dos mais de 3 mil "amigos" que tenho no Facebook e não poucas vezes me deparo com murais compartilhando fotos meio-eróticas, palavrões, para não falar de comentários cheios de palavras chulas e palavrões do pior tipo. Sei que boa parte destes amigos não são crentes em Jesus Cristo. Mas estou me referindo aos que se identificam como crentes, que postam tanto declarações de fé e amor a Jesus quanto material chulo.

Os argumentos a favor do uso de palavrões pelos crentes podem parecer bons: todo mundo usa, trabalho ou estudo num ambiente de descrentes e não quero parecer um ET, não tenho nenhuma intenção maligna ou pornográfica, etc.

O problema - para os crentes que tomam a Bíblia como regra de fé e prática e como o referencial de Deus para suas vidas - é o que fazer com estas passagens:

"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem" (Ef 4:29).

"3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos;  4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças.  5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.  6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.  7 Portanto, não sejais participantes com eles" (Ef 5:3-7).

"34  Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.  35 O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.  36 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;  37 porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado" (Mat 12:34-37).

"Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1Cor 15:33)".

"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar" (Col 3:8).

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Col 4:6).

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento". (Filip 4:8).
As interpretações destes versículos podem variar entre si, mas resta pouca dúvida de que o conjunto deles traz uma mensagem uniforme: o filho de Deus é diferente do mundo, no que pensa e no que fala. A pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras.
Eu sei que muitos vão dizer que o problema é a definição de palavrão. Entendo. Sei que palavras que ontem arrepiavam os cabelos de quem as ouviam, hoje viraram parte do vocabulário normal. Sei também que palavras que são palavrão numa região do Brasil não são em outra. Mesmo considerando tudo isto, ainda há muitos cristãos que usam palavrões no sentido geral e normal. É só ler blogs, comentários em blogs, murais e comentários no Facebook, tuítes da parte de gente que se diz crente.
Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial, tem muita gente que se diz evangélica mas que nunca realmente experimentou o novo nascimento, as igrejas evangélicas estão cedendo ao mundanismo e ao relativismo da nossa sociedade. em vez de sermos sal e luz estamos nos tornando iguais ao mundo no viver, agir, pensar e falar.
Proponho o retorno daquele corinho que aprendíamos quando éramos crianças nos departamentos infantis das igrejas históricas:
"O sabão, lava meu rostinho
Lava meu pezinho, lava minha mão.
Mas, Jesus, prá me deixar limpinho,
Quer lavar meu coração".

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/02/palavrao-como-assim.html   e http://www.portalebd.org.br/atualidades/reflexoes

POR UM ENSINO MAIS HUMANIZADO NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


Nos dias de Jesus o sistema religioso em Israel estava mais focado nas coisas do que nas pessoas. A Instituição era mais importante do que o indivíduo, principalmente os excluídos (mendigos, pobres, leprosos, atormentados, cegos, paralíticos, etc.).
A desvalorização do ser humano podia ser percebida em algumas ações dos discípulos, visto que durante o processo formativo que vivenciavam (discipulado), manifestaram várias vezes a influência que esta visão desumanizadora, característica da sociedade em que viviam, exercia sobre os mesmos.
Em seu desespero, a mulher cananeia foi praticamente ignorada pelos discípulos, quando ao Mestre foi pedido que a despedisse, pois seu clamor e presença os incomodava (Mt 15.23).
Quando o cego Bartimeu clamou por Jesus, a atitude dos seus discípulos foi a de mandar que ele se calasse (Mc 10.48).
Nem as crianças escaparam de tamanha insensibilidade (Lc 18.15-17).
O que dizer então da parábola do bom samaritano (Lc 10.25-37), um claro retrato de uma religiosidade ritualística, mas em nada humanista, onde o cuidado com a pureza cerimonial impede o socorro ao outro, onde o “eu” santo nega ajuda ao “tu” moribundo?
A coisificação do indivíduo, ou a sua plena desvalorização, se manifesta no fazer e nos espaços educativos das mais diversas formas, inclusive, nos fazer e nos espaços educativos cristãos evangélicos.
Nos dias atuais, a Escola Bíblica Dominical reproduz um modelo educativo centrado na transmissão de saberes ou conhecimentos. O professor entende que a sua tarefa se limita a encher a cabeça dos alunos de conteúdos. Desta forma, quando os alunos manifestam certa desenvoltura com a Bíblia, e quando demonstram o domínio de algumas doutrinas, os professores depositantes do saber ficam bastante envaidecidos ao ver que seus alunos, depositários e reprodutores de suas ideias ortodoxas, evoluem substancialmente.
É necessário que haja uma tomada de consciência por parte de superintendentes, dirigentes e professores, que os faça entender que o processo educativo na Escola Bíblica Dominical deve ter como objetivo a formação integral de discípulos/discentes, que extrapola as dimensões do saber, se estendendo para as dimensões do ser (caráter), fazer (serviço) e relacionar-se (comunhão).
A ênfase numa prática educativa que supervaloriza apenas o saber chega ao ponto de levar alguns superintendentes, dirigentes e professores a adotar um sistema de provas (instrumentos avaliativos) fundamentado em notas, que não prova quase nada. Muitas destas tarefas avaliativas são elaboradas sem nenhum critério pedagógico, onde as questões objetivas ou dissertativas são meros exercícios de medição da capacidade de memorização do aluno.
Como bem coloca a educadora e Mestre em Avaliação Educacional Jussara Hoffmann (Avaliar para Promover, Editora Mediação, 2006, p. 19), a avaliação deve levar em conta o desenvolvimento do aluno e o favorecimento do processo de aprendizagem. No contexto da educação cristã a avaliação não pode promover disputas do tipo quem sabe mais ou menos. A avaliação é uma atividade contínua, que não se limita a um exercício ou prova. Tal atividade implica em observação e convivência entre professor e aluno. O progresso integral do aluno, uma vez manifesto (1 Tm 4.15), é a prova cabal do sucesso do professor, que se revela no sucesso do aluno. .
Uma educação cristã humanizadora considera gente como gente. Gente carente de saber, mais também de afeto, de atenção, de correção, de restauração, de toque, de abraço, de socorro, de ajuda, de amor, de um olhar, de uma fala, de um sorriso.
Este tipo de ação pedagógica foi praticada por Jesus, que parava para dar atenção aos cegos, mendigos, paralíticos, publicanos, prostitutas, leprosos e fariseus. Os conteúdos ensinados por Jesus eram direcionados para o ser total. Suas aulas não eram apenas exposições de doutrinas e de revelações do sobrenatural (teoria), mas ações concretas e transformadoras de vidas.
A grande revolução do ensino na Escola Dominical não acontecerá com a aquisição de recursos didáticos de última geração, com a criação de classes adequadas e confortáveis, com a admissão de professores mestres e doutores em educação, com a elaboração de um currículo impecável, com a formação continuada de superintendentes, dirigentes, secretarias, coordenadoras e professores, com estratégias de marketing, com o franco apoio do pastor da igreja ou com qualquer outra iniciativa, se tais ações não forem acompanhadas e regadas por uma postura que promova a dignidade dos alunos, fazendo com que percebam que são mais do que um número na classe, um nome na caderneta e um consumidor de revista de lições bíblicas.
É preciso ensinar na Escola Bíblica Dominical considerando a humanidade do aluno, levando em conta suas complexidades e singularidades, suas potencialiades e limitações, sua sapiência e carência.

É preciso ensinar para a glória de Deus!  fonte http://www.altairgermano.net/

QUEBRANDO PARADIGMAS DO ENSINO NA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


A escola é geralmente reprodutora dos paradigmas e da ideologia das classes dominantes. Dessa forma, ela reproduz o que a sociedade possui de bom e de ruim. Para combater o reprodutivismo escolar, alguns teóricos revolucionários (chamados também de utópicos) acreditam que a partir da escola a sociedade pode ser mudada. Para isso, a escola teria de abandonar a sua condição de reprodutora de modelos e sistemas fracassados, engessados, fossilizados e ultrapassados, e assumir a sua vocação contestadora e transformadora.
Todas as questões que envolve a chamada “escola secular” são de alguma forma vivenciadas na Escola Dominical, que geralmente é reprodutora do sistema eclesiástico, e aparelho ideológico de classe dominante (clerical). Na condição de agência educativa reprodutora, a Escola Dominical é formada por superintendentes, dirigentes, professores e alunos reprodutores acríticos de doutrinas, tradições, práticas, teologias e doutrinas. Assim como a “escola secular”, a Escola Dominical precisa descobrir (ou redescobrir) a sua vocação transformadora.
Os motivos são óbvios, visto que tendo a Bíblia como fundamento teórico, e sendo a Bíblia a Palavra de Deus que tem papel transformador, seria natural que a postura daqueles que fazem a Escola Dominical, e a natureza do seu ensino fossem transformador.
É em Jesus, o Mestre dos mestres, que vamos encontrar o nosso referencial de educador cristão e de ensino transformador, que assim como nós, enfrentou a dura realidade de um sistema de ensino reprodutor das mazelas da sociedade de seu tempo.
A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA DE JESUS
A sociedade judaica onde Jesus nasceu e foi educado, era caracterizada pelo formalismo e centrada numa religiosidade mecânica, ritualística e excludente. Como resultado, a injustiça social se proliferava e se manifestava em forma de miséria, da exploração do próximo, do favorecimento das elites, etc. O legislativo, o judiciário, o executivo, e o religioso, todos estavam contaminados, corrompidos e comprometidos. Observemos alguns fatos e retratos deste quadro caótico nos evangelhos, e o posicionamento de Jesus diante desta realidade de seu tempo:
- O rito se tornou mais importante do que o motivo (Mt 6.7)
- A tradição se tornou mais importante do que a Escritura (Mt 15.1-3ss)
- O cargo se tornou mais importante do que o serviço (Mt 20.20-21ss)
- O símbolo se tornou mais importante do que a coisa em si (Mt 23.-16-22)
- A aparência se tornou mais importante do que a essência (Mt 23.25-28)
- A instituição se tornou mais importante do que as pessoas (Jo 19.24-34ss)
Como fica claro, Jesus não se conformou, nem silenciou diante dos grandes desafios da sociedade e do sistema religioso falido de sua época, antes criticou, contestou e partiu para uma ação transformadora. A ação transformadora de Jesus envolveu a pregação e o ensino da Palavra transformadora de vidas. Somente pessoas transformadas pelo poder da Palavra podem de fato transformar a sociedade.
Acontece, que em qualquer tempo e lugar, a única forma de não incomodar o sistema e não ser pelo sistema perseguido é ficando quieto, inerte, omisso e calado. Como a missão de Jesus, recebida do Pai, não incluía tais posturas, ele resolveu enfrentar o sistema, com plena consciência de todas as implicações deste ato.
O SISTEMA EDUCACIONAL DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA DE JESUS
Na época de Jesus o sistema oficial educacional judaico se constituía de aulas na sinagoga, tendo o Livro da Lei como referencial teórico. Alguns pesquisadores sugerem que por esse tempo já havia escolas em Israel. Fora do sistema oficial de ensino, que tinha os escribas e os doutores da lei como mestres (Ed 7.6-10), estava a família, que tinha a responsabilidade de educar o menino “no caminho em que deve andar” (Gn 18.-19; Dt 6.6-9; Pv 22.6).
Jesus, na qualidade de um filho do seu tempo, como todo menino em Israel, incorporou e vivenciou a cultura do seu povo. Aos oito dias de nascido foi circuncidado (Lc 2.21), cumprindo-se os dias da purificação foi apresentado no templo (Lc 2.22-39).
Lucas nos informa que a participação da família de Jesus nas cerimonias religiosas de Israel eram frequentes (Lc 2.41). Embora os evangelistas não especifiquem, os primeiros contatos de Jesus com o conteúdo das Escrituras foi no ambiente familiar. Sendo quem era (homem sem pecado/Deus), sua capacidade cognitiva acima da média logo se revelou. Aos doze anos de idade (Lc 2.42) já se assentava no meio dos doutores, não como um ouvinte passivo, mas já com uma postura questionadora:
“E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”. (Lc 2.46-47)
O menino continuava a crescer em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52). Não há nada que contrarie a ideia de que Jesus frequentou aulas e reuniões na sinagoga enquanto crescia. Ele foi alfabetizado, pois sabia ler (Lc 4.16) e escrever (Jo 8.6).
Jesus estava tão inserido em seu contexto cultural, que sem problema algum ensinava nas sinagogas arrancando louvores dos seus ouvintes (Lc 4.15).
A relação de Jesus com o sistema educacional de sua época caminhava com certa tranquilidade, até que, usando o próprio espaço educacional do sistema (a sinagoga), começou a incomodar o sistema com algumas interpretações “heterodoxas” e “heréticas” (assim entendidas por seus pares) das Escrituras (Lc 4.17-27).
Por causa disso, os guardiões da tradição judaica, juntamente com o povo escandalizado com as suas interpretações, expulsaram-no violentamente da sinagoga e da cidade de Nazaré (Lc 4.28-30). A partir de então, o sistema oficial de ensino judaico teve Jesus como uma ameaça aos modelos e pensamentos vigentes, e a sua presença tornou-se indesejada nas sinagogas.
É nesse momento, que em vez de recuar, fora dos espaços oficiais, usando o campo, o deserto, as praias, etc., Jesus, com toda a liberdade e ousadia do Espírito, ensina e prega atraindo multidões que com isso davam as costas para o sistema, espaços, conteúdos e mestres oficiais. A posição de Jesus foi assim firmada, e a crise com as instituições de Israel instaurada de uma vez por todas com a quebra de paradigmas.
A QUEBRA DE PARADIGMAS NA ESCOLA DOMINICAL
Assim como os espaços educacionais da época de Jesus e as escolas seculares de nosso tempo em sua maioria são reprodutores de modelos sociais e religiosos falidos (ou em falência), a Escola Dominical tem servido aos mesmos fins.
Em diversos lugares, a Escola Dominical não transforma, nem se transforma, e assim como o sistema falido ou em falência nela reproduzido e onde está inserida, caminha na mesma direção. Modelos, estruturas, métodos, conteúdos, superintendentes e professores fossilizados e engessados, trabalham e cooperam para o fracasso da Escola Dominical como espaço para uma educação cristã, bíblica e transformadora.
Precisamos, assim como Jesus, nos posicionarmos contra tudo aquilo que se inseriu na Escola Dominical, que apesar de servir aos interesses da instituição ou denominação, não serve aos interesses do Reino de Deus.
A Escola Dominical precisa ser espaço de ensino e reflexão, de exposição e contestação de modelos e de ideias, de rejeição daquilo que não se sustenta à luz da Escritura, e de fortalecimento daquilo que se fundamenta na Palavra.
Não há meio termo. Adotaremos a postura de Jesus ou a dos escribas e doutores da lei, conformistas e hipócritas, que temiam a perda de cargos e privilégios? Negociaremos com a nossa consciência ou ela será, junto com o poder do Espírito, a nossa força de ação?
É preciso quebrar urgentemente alguns paradigmas que norteiam o ensino na Escola Dominical, se desejarmos que ela retome a sua relevância para o Reino, e avance como agência transformadora, mediante o ensino transformador da Palavra transformadora, mediatizado por professores transformados e transformadores.
Maceió-AL, 04/02/2012   fonte http://www.altairgermano.net/

Lição 7: "Tudo Posso Naquele que me Fortalece" - Plano de Aula


1º Trim. 2012 - Lição 7: "Tudo Posso Naquele que me Fortalece" - Plano de Aula
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2012
TEMA – A verdadeira prosperidade – a vida cristã abundante
COMENTARISTA: José Gonçalves
PLANO DE AULA
LIÇÃO 7 – “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”           
 
1º SLIDE INTRODUÇÃO
- Na continuidade do estudo dos falsos ensinos da teologia da prosperidade e sua refutação bíblica, analisaremos o triunfalismo, que tem na expressão retirada do contexto da epístola de Paulo aos filipenses que dá título a esta lição um dos principais bordões.
- As palavras de Paulo nada têm que ver com o triunfalismo propalado pelos teólogos da prosperidade, mas, vistas no contexto, ensina-nos que o salvo sabe tudo suportar, inclusive e em especial as adversidades, na sua jornada terrena para o céu.
2º SLIDE  I – O TRIUNFALISMO E SEU FALSO PRESSUPOSTO
- “Triunfalismo” - “atitude excessivamente triunfante; sentimento exagerado de triunfo”.
- “Triunfo” -  “a entrada solene em Roma de um general vitorioso”, e que, por extensão, passou a significar “vitória”.
3º SLIDE
- O triunfalismo parte do falso pressuposto de que o homem tem “direitos” diante de Deus, depois que aceita a Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador.
- O homem não tem direito algum diante de Deus, tudo que recebe é por favor imerecido, por graça. Desde a criação, o homem foi feito para servir a Deus e não se servir de Deus. Tudo o que recebe de Deus é “liberalidade” do Senhor, nunca Sua “obrigação”.
4º SLIDE
- A palavra “triunfo” na Bíblia (Versão Almeida Revista e Corrigida):
a) Sl.47:1 – “triunfo” é alegria, júbilo.
b) Mt.12:20 – quem “triunfa” é Jesus, não o crente.
c) II Co.2:14 – o crente é o troféu de Cristo, o general vitorioso que entra no céu
5º SLIDE  II – A VIDA DE COMUNHÃO COM DEUS NÃO NOS IMPEDE DE TERMOS ADVERSIDADES NESTA VIDA
- Falso ensino do  “triunfalismo”  -  a partir do momento em que o homem aceita a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador, não é mais possível que passe a ter problemas na vida sobre a face da Terra.
- Ensino da Bíblia - A salvação é a maior bênção que um mortal poderia receber, mas não significa imunidade a adversidades na vida sobre a face da Terra.
6º SLIDE
- A promessa de Deus que advém da salvação é a do desfrute de todas as bênçãos espirituais, "a comida que não perece”. (Jo.6:27; Ef.1:3)
- A prioridade deve ser para as “coisas que são de cima”, o que realmente importa (Ec.12:13,145; Mt.6:33)
7º SLIDE
- A Bíblia mostra que a adversidade faz parte da vida do justo, que não deixa de ser justo por estar em adversidade – Sl.27:5; 35:5; Ec.7:14
- O Sl.10 mostra-nos que quem diz que não tem adversidade é o ímpio, não o justo.
8º SLIDE
- Falso ensino do triunfalismo – toda a adversidade provém do diabo e seus anjos
- Ensino da Bíblia – as adversidades têm três origens (Mt.7:25,27):
a) provações divinas – a chuva, que vem do céu
b) tentações ou ações malignas - os rios, que vêm de debaixo do solo, das regiões inferiores.
c) consequências das atitudes dos próprios homens na sua convivência com o semelhante - os ventos, que vêm dos lados.
9º SLIDE
- Falso ensino do triunfalismo – os salvos não passam por dificuldades, devem recusar as adversidades, que sempre são ações malignas.
- Ensino da Bíblia – os justos passarão aflições no mundo, é até uma característica dos servos de Cristo o sofrimento por causa da justiça e do nome de Jesus. O sofrimento do cristão pode ser resultado da “lei da ceifa”, provação divina ou ataque do adversário. Os “heróis da fé” sofreram, e muito, como nos mostra Hb.11.
10º SLIDE  III – O CONTEXTO DA EXPRESSÃO “TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”
- De forma sutil, os “triunfalistas” tomam Fp.4:13 isoladamente e, com base nele, dizem que os crentes podem todas as coisas, que, estando em Jesus, são invulneráveis, não podem mais sofrer coisa alguma, removem todo e qualquer obstáculo.
- Este ensino que tanto tem perturbado a vida espiritual de milhões de crentes, não se estriba sequer no versículo utilizado, pois o contexto do capítulo 4 de Filipenses antes infirma do que confirma o triunfalismo.
11º SLIDE
- A carta de Paulo aos filipenses é uma das “epístolas da prisão”, ou seja, uma das cartas que o apóstolo escreveu quando se encontrava preso em Roma.
- Jamais o apóstolo Paulo, na condição de preso há anos em virtude do Evangelho, poderia dar um ensino de que nenhuma adversidade pode vir à vida do crente, se ele mesmo se encontrava preso por causa do Evangelho.
12º SLIDE
- O motivo pelo qual o apóstolo escreveu aquela epístola era que os filipenses estavam tristes e abalados na fé por causa desta prolongada prisão de Paulo.
- Nesta carta, Paulo procura mostrar aos filipenses que a adversidade por que passava era motivo de alegria e não de tristeza, pois sua prisão contribuiu para a evangelização (Fp.1:12).
13º SLIDE
- Paulo mostra, nesta carta, que seu desejo era o céu (Fp.1:21-25; 3:20).
- Paulo deseja alegrar os filipenses (Fp.3:1), regozijo que deveria ocorrer mesmo que ele fosse martirizado (Fp.2:17,18).
14º SLIDE
- O apóstolo faz questão de mostrar aos crentes de Filipos que a vida cristã também envolve adversidades. O crente deve não só crer em Jesus, mas padecer por Ele (Fp.1:29).
- Na carta, Paulo menciona o sofrimento de Epafrodito, o crente de Filipos que havia levado a ajuda financeira ao apóstolo em nome daquela igreja (Fp.2:27).
15º SLIDE
- Quando Paulo agradece a ajuda financeira recebida dos filipenses, diz que havia aprendido a se contentar com o que tinha (Fp.4:11).
- O apóstolo diz que tinha aprendido a sofrer necessidades, inclusive fome, e isto é o que significa a expressão “posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece (Fp.4:12,13).
16º SLIDE
- Quando Paulo disse que “tudo podia n’Aquele que lhe fortalecia”, ele estava a dizer que, independentemente das circunstâncias, ele era capaz de suportar tudo por amor a Cristo.
- O apóstolo estava a ensinar os crentes de Filipos de que eles deveriam esforçar-se para atingir um patamar na vida espiritual em que tudo o que se passasse nesta Terra seria indiferente.
17º SLIDE
- Paulo disse que os filipenses bem fizeram em ajudá-lo nas suas necessidades (Fp.4:14) e sua oração foi para que os filipenses tivessem supridas todas as suas necessidades por Deus, que era rico (Fp.4:19).
- Apesar de Deus ser rico, o apóstolo Paulo não pediu que os filipenses ficassem ricos, mas tivessem o bastante para chegar até o céu (Fp.4:19; 3:20,21), pois são os inimigos da cruz de Cristo que pensam nas coisas terrenas (Fp.3:18,19). De que grupo fazemos parte?
Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

TODA A SUFICIÊNCIA EXALTADA


TODA A SUFICIÊNCIA EXALTADA
Pregado na manhã de domingo em 18 de novembro de 1860 pelo Reverendo Charles Haddon Spurgeon em Exeter Hall, Strand.
Fonte: http://www.spurgeongems.org/vols4-6/chs346.pdf Acesso de 01 jan. a 5 jan.  2012
Tradução de texto original em inglês: Caramuru Afonso Francisco

    “Posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece” (Fp.4:13)

            A parte anterior da sentença seria um pedaço de ousadia impudente sem a parte final para interpretá-la. Deve haver alguns homens que, inchados de vaidade, dizem em seus corações: “Posso fazer todas as coisas”. Sua destruição é certa e está próxima! Nabucodonosor andou no meio da grande cidade, viu sua torre estupenda como uma rosca enfileirando-se entre as nuvens [1], observou o tamanho majestoso e colossal de cada construção e disse em seu coração: “Olhe esta a grande Babilônia que edifiquei. Posso todas as coisas”. Poucas horas depois, ele não podia fazer coisa alguma além do que a besta em que ele havia se tornado: comer erva como os bois até que seu pelo cresceu como penas de águias suas unhas como as das aves. Vejam, também, o potentado persa. Ele liderava um milhão de homens contra a Grécia, manejava um poder que o fazia achar que era onipotente; açoitou o mar, lançou correntes sobre as ondas e proclamou que eram seus escravos! Ah, tola pantomima, — “Eu posso todas as coisas”. Suas hostes derreteram-se, a bravura da Grécia foi muita para ele — ele voltou para seu país em desonra! Ou, se você tomar um exemplo moderno de um homem que nasceu para reger e governar, e achar seu caminho para o topo das posições mais baixas para o ponto mais alto do império, chame à memória Napoleão! Ele se punha como uma rocha no meio dos bravos vagalhões; as nações arremetiam contra ele e se quebravam. Ele próprio lançou fora o sol da Áustria e acorrentou a estrela do conjunto da Prússia. Ele ousou proclamar guerra contra todas as nações da Terra e que acreditou que ele próprio deveria ser um verdadeiro Briário [2] com cem mãos atacando, ao mesmo tempo, cem antagonistas! “Posso todas as coisas”, deveria ter ele escrito em seus estandartes. Era a verdadeira nota que suas águias gritavam no meio da batalha. Marchou para a Rússia, desprezou as intempéries, marchou sobre a neve e viu o palácio do antigo monarca em chamas. Sem dúvida, quando olhou o Kremlin ardente, pensou: “Posso todas as coisas”. Mas ele deveria voltar para o seu país sozinho, cobrir as planícies geladas com seus homens, ser completamente arruinado e destruído! Visto que você disse: “Eu proponho e ordeno, também”, deixe Jeová ordenar para você e tomá-lo de seu lugar, vendo que você tomou indevidamente para si a onipotência dentre os homens!
            E o que dizer do nosso apóstolo, pequeno em estatura, gago na fala, sua fraca presença pessoal e seu discurso desprezível — quando vem petulante e se vangloria: “Posso todas as coisas?” Ó presunção impudente! O que você pode fazer, Paulo? O líder de uma seita odiada, todos eles sentenciados à morte por um edito imperial? Você, você que ousa ensinar o dogma absurdo de que um homem crucificado é capaz de salvar almas, que é atualmente Rei nos céus e virtualmente Rei na Terra! Você diz: “Posso todas as coisas”. O quê? Gamaliel a você uma tal arte de eloquência que você pode confundir todos que se opõem a você? O quê? Seus sofrimentos lhe deram uma coragem tão firme que você não se desvia de suas opiniões que você tem defendo tão tenazmente? É nela que você confia? Não! “Posso todas as coisas” — ele diz — “em Cristo que me fortalece”. Olhando corajosamente em torno dele, ele volta os olhos de sua fé humildemente em direção ao seu Deus e Salvador, Jesus Cristo, e ousa dizer, não impiamente, não arrogantemente, mas com reverência devota e coragem intrépida: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
            Meus irmãos e irmãs, quando Paulo disse estas palavras, ele quis dizê-las. Na verdade, ele já tinha experimentado em grande medida a promessa que ele agora afirmava! Você alguma vez pensou quão variadas foram as provações e quão inumeráveis foram as façanhas do apóstolo Paulo? Chamado à graça de uma maneira repentina e miraculosa, imediatamente — sem consultar a carne ou o sangue — ele experimentou pregar o Evangelho que ele havia recentemente recebido! Então, ele se retirou por um pouco, para que ele pudesse entender melhor a Palavra de Deus. Do deserto da Arábia, onde ele preparou seus lombos e se fortificou com meditação e mortificação pessoal, ele tornou-se conhecido. Não tomando conselho com os apóstolos, nem pedido a orientação ou aprovação deles, mas, ao mesmo tempo, com coragem singular, proclamando o nome de Jesus e proclamando, também, que ele próprio era um apóstolo de Cristo! Você lembrará que, depois disso, ele se ocupou com coisas difíceis — resistiu na cara a Pedro — uma questão nada fácil com um homem tão valente e excelente como Pedro era, mas Pedro poderia ser um oportunista, mas Paulo, nunca! Paulo repreendeu Pedro na cara. E, então, observou suas próprias façanhas, como ele as descreveu para ele mesmo. “Em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles”. “Muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.” Ah, que fala corajosa, bem-aventurado Paulo! Sem qualquer orgulho vazio! Você, na verdade, pregou na sua vida um sermão sobre o texto “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
            E agora, meus queridos amigos, olhando para Cristo que me fortalece, esforçar-me-ei para falar do meu texto sob três tópicos. Primeiro, a sua medida; segundo, a sua maneira e, terceiro, a sua mensagem.
I. Quanto à SUA MEDIDA. Ela é excessivamente larga, pois diz “Posso todas as coisas”. Nós não podemos, obviamente, mencionar “todas as coisas” esta manhã, pois o objeto é ilimitado em sua extensão. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
            Mas notemos que Paulo quis aqui dizer que ele podia enfrentar todas as provações. Não importasse quanto sofrimento seus perseguidores pudessem sobre ele, ele sentiu que era plenamente capaz de suportá-lo através da graça de Deus. Sem dúvida, embora Paulo tivesse visto o interior de quase toda prisão romana, ele não sabia o que estremecer em nenhuma delas; embora ele entendesse bem as invenções que Nero tinha criado para atormentar os cristãos — ele ouvira, em sua cela, sem dúvida, daqueles que cobertos de piche e postos no fogo para iluminar os jardins de Nero em suas festividades; embora ele ouvisse a respeito das rodas e cadeias de Nero, suas tenazes quentes, Paulo sentiu-se persuadido de que as rodas, as tenazes e piche fervente não seriam fortes o suficiente para quebrar a sua fé. “Posso enfrentar todas as coisas” — disse — “graças a Cristo”. Ele diariamente esperava que podia ser levado à morte e a expectativa é muito mais amarga que a própria morte, pois o que é a morte? Não é senão uma dor aguda, e acabou! Mas a expectativa diária é pavorosa; se um homem teme a morte, teme mil mortes quando se apavora por uma, mas Paulo podia dizer: “Morro diariamente” e, por isso, pôs ainda assim manter-se firme e imóvel mesmo na hora da expectativa de uma partida dolorosa! Estava pronto para ser oferecido e fazer-se um sacrifício pela causa do Mestre. Todo filho de Deus, pela fé, pode ser: “Eu posso sofrer todas as coisas”. O que, embora hoje temamos uma pequena dor; embora, talvez, a mais débil aflição nos alarme, não tenho dúvida de que, se os dias do martírio retornassem — o espírito do mártir retornaria com as provações dos mártires! E, se uma vez mais, as fogueiras de Smithfield [3] precisarem de vítimas, encontrar-se-iam inumeráveis vítimas — holocaustos de mártires seriam oferecidos diante do santuário da Verdade Divina  sejamos grandemente corajosos sob qualquer tentação ou sofrimento quando formos chamados para suportar a causa de Cristo, pois tudo podemos sofrer por meio de Cristo que nos fortalece.
            Paulo também quis dizer que ele poderia cumprir todos os deveres. Ele foi chamado para pregar? Ele o faria a contento, pela força de Cristo. Ele foi chamado para reger e governar as igrejas — ser, como era, um supervisor itinerante e bispo do rebanho? Ele se sentia que estava bem qualificado para qualquer tarefa que pudesse ser posta sobre ele, por causa da força que Cristo certamente lhe daria. E você, também, meu querido irmão, se você foi chamado este dia para algum trabalho que é novo para você, não fique atrás do apóstolo, mas diga: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Tenho visto bons homens desapontados em suas esperanças, porque não ganharam suas batalhas na primeira vez e depuseram suas armas, dizendo: “Eu sinto que não posso fazer nada de bom neste mundo. Tentei, mas a derrota me aguarda. Talvez fosse melhor que eu pare onde estou e nada mais faça”. Vi estes mesmos homens, também, por um momento, deitarem e desfalecerem. “Porque — dizem — “semeamos muito e colhemos pouco; espalhamos a semente a mancheias, mas recolhemos aqui e ali uma espiga de grão precioso”. Oh, não seja covarde — seja homem! Cristo põe Suas mãos sobre os ombros de vocês hoje e diz: “Levante-se e faça”. E você responde: “Sim, Senhor, vou fazê-lo, pois posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Estou convencido que não há trabalho para o qual um cristão é chamado para o qual ele não se encontre bem qualificado. Se Seu Mestre o apontar para o trono, ele governará bem ou, se Ele mandar que você seja um criado, ele lhe fará o melhor dos servos — em todos os lugares e em todos os trabalhos, o cristão é sempre o forte o suficiente, se o Senhor seu Deus está com ele! Sem Cristo, nada podemos fazer, com Cristo, podemos fazer todas as coisas!
            São também verdadeiras as batalhas internas dos cristãos com suas corrupções. Paulo, eu sei, uma vez disse: “Ó miserável homem que sou, quem me livrará do corpo desta morte?” Mas Paulo não parou aí — sua música não é feita em uma clave menor! Rapidamente ele levantou as cordas mais altas e cantou: “Mas graças a Deus que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo”. Posso estar me dirigindo a alguns cristãos que têm naturalmente um temperamento muito violento e você diz que não pode controlá-lo. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Posso estar falando para um outro que se sente com uma peculiar fraqueza de disposição, uma predisposição para a timidez e para a rendição. Meu irmão, minha irmã, você não pode negar seu Senhor, pois por meio de Cristo, que lhe fortalece, a pomba se torna uma águia e você, que é tímido como um cordeiro pode ser poderoso e corajoso como um leão! Não há fraqueza ou propensão ao mal que o cristão não possa superar. Não me venha dizer: “Eu me esforcei para superar minha indolência natural mas não fui capaz de fazê-lo”. Eu declaro, mesmo, irmão, irmã, que, se Cristo lhe fortaleceu, você pode fazer isto! Não creio que haja em algum lugar debaixo do céu um homem mais preguiçoso do que eu, mas eu O desejo através de meus trabalhos! Eu tenho de lutar contra a minha indolência, mas por meio de Cristo, que me fortalece, eu a supero! Não diga que você tem incapacidade física para algum esforço: meus irmãos, minhas irmãs, voes não têm — mas vocês podem todas coisas em Cristo que os fortalece! Um coração corajoso pode dominar uma vida preguiçosa. Frequentemente encontro irmãos que dizem: “Esperaria que não fosse tímido ou precipitado demais em meu temperamento ou se não fosse indolente, mas eu me sinto tão inconstante, eu não poderei perseverar em coisa alguma”. Meus queridos irmãos e irmãs, vocês podem! Vocês podem todas as coisas em Cristo que os fortalece. Não se sente e se desculpe dizendo: “Um outro homem pode fazer isto, mas eu não.O fato é que eu fui feito deste jeito e não posso me livrar dele. Devo fazer o meu melhor.” Você pode, sim, livrar-se deste seu jeito de ser, irmão, não há um heteu ou um jebuseu em toda Canaã  que você não possa expulsar! Vocês nada podem fazer por vocês mesmos, mas Cristo estando com vocês, vocês podem fazer estas grandes muralhas cair como as muralhas de Jericó! Vocês subirão as muralhas estremecidas, matar os filhos de Anaque, embora sejam homens fortes, que, como os gigantes, têm seis dedos em cada pé e seis dedos em cada mão, vocês serão vencedores sobre eles todos! Não há corrupção, propensão ou falha que vocês não possam superar em Cristo que os fortalece! Não há tentação para o pecado que também vocês não possam vencer em Cristo que os fortalece!
            Sentado um dia desta semana com uma pobre mulher idosa que estava doente, ela me disse que foi tentada por Satanás várias vezes. “E algumas vezes” — disse-me ela — “eu fiquei um pouco amedrontada, mas não deixei que as pessoas soubessem, pois elas poderiam pensar que os discípulos de Cristo não fosse páreo para Satanás. Porque, pastor” — disse ela — “ ele é um inimigo sujeito, não é? Ele não pode se aproximar mais de mim do que Cristo e, ainda que ele ruja bem alto, eu não temo qualquer temor que provenha dele, pois eu sei que é apenas rugido — ele não pode devorar o povo de Deus”. Agora, sempre que Satanás vier com uma tentação em sua direção, ou quando seus amigos, seu negócio, ou suas circunstâncias lhes sugerir um pecado vocês não sejam tímidos em dizer: “Devo ceder, não sou forte o suficiente para me manter firme ante esta tentação”. Vocês não estão em vocês mesmos, entendam isto; não nego suas próprias fraquezas, mas em Cristo, que os fortalece, vocês são fortes o suficiente para toda e qualquer tentação que possam sobrevir a vocês! Vocês serão como José contra a concupiscência, não precisam ser como Davi — vocês devem se manter firmes contra o pecado! Vocês não precisam ser surpreendidos como Noé, vocês não precisam ser envergonhados como Ló — vocês podem ser guardados por Deus e serão. Apenas se firmem na força divina e se o mundo, a carne e diabo cercarem e assediarem vocês dia após dia, vocês não ficarão firmes apenas em um sítio tão longo como o da velha Troia [4], mas 70 anos de sítio vocês serão capazes de se manter firmes, e afinal expulsar seus inimigos em confusão e se enriquecer com os seus despojos. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
            Embora eu desanime em explicar a extensão do meu texto, a fim de classificar ainda que a décima parte de “todas as coisas”, deixe-me fazer mais uma tentativa. Não tenho dúvida de que o apóstolo quis especialmente dizer que ele se achava capaz de servir a Deus em todos os estados. “Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade”. Alguns cristãos são chamados para mudanças repentinas e tenho observado que muitos deles são arruinados por estas mudanças. Tenho visto um pobre excessivamente espiritual, vejo-o cheio de fé na Providência Divina e vivendo uma vida feliz com base na bondade de seu Deus, embora tenha tão pouco. Tenho visto este homem adquirir riquezas e tenho observado que ele ficou mais miserável, que ele é menos liberal do que era antes! Ele tem menos confiança em Deus, é menos liberal. Quando ele era pobre, era um príncipe no traje de um camponês; agora que ele se tornou rico, ele é um pobre no mau sentido — no coração embora com meios nas mãos. Mas não precisa ser assim! Com Cristo o fortalecendo, o cristão está pronto para ocupar todos os lugares. Se meu Mestre me chamar para deixar de orientar esta assembleia para passar a varrer ruas, não sei se me sentiria muito satisfeito com minha sorte por um tempo, mas não tenho dúvida de que poderia fazê-lo em Cristo que me fortalece! E vocês que podem ter de exercer uma ocupação muito humilde, terão a divina graça para exercê-la de forma satisfatória,  serem felizes em fazê-la e honrarem a Cristo nela! Digo a vocês que voes forem chamados para ser um rei, poderiam buscar a força de Cristo e dizer, também, naquela posição: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Vocês não deveriam ter escolha alguma no que serão. O dia em que vocês se entregaram para Cristo, vocês se entregaram inteiramente a Ele, para ser Seus soldados e soldados não devem escolher coisa alguma.Se vocês forem chamados para ficar nas trincheiras, se vocês forem ordenados a avançar sob fogo cerrado, eles terão de fazer isto. E vocês, também, sentindo que Ele lhe ordena uma coisa ou outra em todos os estados e em todos os círculos, vocês podem fazer o que Deus quer que vocês façam, pois n’Ele vocês podem todas as coisas!
            Para concluir este ponto, deixe-me lembrá-los que vocês podem todas as coisas com relação a todos os mundos. Vocês estão neste mundo e pode todas as coisas com respeito a este mundo. Vocês podem iluminá-lo, podem ser como Jonas no meio desta moderna Nínive, a sua única voz pode ser um instrumento para um avivamento espiritual! Podem todas as coisas pela humanidade; podem ser os instrumentos para levantar os mais degradados para o ponto mais alto de vida espiritual; vocês podem, sem dúvida, resistindo a tentação, abaixando os olhos altivos, desafiando a ira, enfrentando o sofrimento — andem através deste mundo maiores do que Alexandre, olhando tudo como se fosse de vocês — pois seu Senhor é o Monarca deste mundo. “Vocês podem todas as coisas”. Olhemos, agora, além deste mundo, no mundo espiritual. Vocês podem ver o escuro portão da morte. Vocês podem olhar para este portão de ferro e ouvi-lo ranger com sua horrível dobradiça, mas vocês podem dizer: “Posso passar por ele, Jesus pode encontrar-me, fortalecer-me e minha alma estenderá suas asas apressadamente, voe sem medo através do portão de ferro da morte, não sinta o medo enquanto você passa por ela! Eu posso entrar no mundo espiritual, estando Cristo comigo e não temerei”. E então olhe para baixo. Lá está o inferno, com todos os seus demônios, o seu inimigo ajuramentado. Eles se coligaram e se uniram todos pela sua destruição. Ande através das posições deles e enquanto eles batem suas cadeias de ferro em agonia e desespero, diga a eles enquanto vocês olham em seus rostos: “Posso todas as coisas”. E, se perdidos por um momento, se o diabo encontrar com vocês no caminho, e Apoliom andar a passos largos no caminho e disser: “Juro pela minha toca infernal que vocês não caminharão mais, aqui eu derramarei sua alma” — vão para cima dele! Ataquem-no pela direita e pela esquerda, com estas palavras como grito de guerra: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” e, em pouco tempo, ele esticará suas asas e sairá voando! Então, elevem-se para os céus, dos lugares mais baixos do inferno ascender aos céus! Dobrem seus joelhos diante do trono eterno, vocês têm uma mensagem, desejos para expressar e precisam cumpri-los e, enquanto vocês se ajoelham, digam: “Ó Deus, em oração em posso prevalecer com o Senhor, deixe-me considerar para dizê-lo, posso chegar até o céu pela oração humilde e de fé”. Como vocês veem, em todos os mundos — no mundo da carne e sangue e no mundo espiritual no céu, na terra e no inferno — em todo o lugar, o crente pode dizer: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
II. Tendo já discutido a primeira parte do assunto — a medida — falarei um pouco sobre O MODO.

            Como é que Cristo fortalece Seu povo? Nenhum de nós pode explicar as misteriosas operações do Espírito Santo, podemos apenas explicar um ou outro efeito. Não pretendo ser capaz de mostrar como Cristo comunica a força para Seu povo pelo misterioso fluir da energia do Espírito, deixe-me antes mostrar o que o Espírito faz e como estes atos do Espírito, que Ele trabalha por Cristo, como Ele zela para fortalecer a alma em “todas as coisas”.
            Não há dúvida que Jesus faz Seu povo forte pelo fortalecimento de sua fé. É notório que muitos cristãos pobres, tímidos e duvidosos durante o tempo da perseguição da rainha Maria I [5] estavam com medo, quando foram presos, que não seriam capazes de suportar o fogo. Mas uma circunstância singular é que estes geralmente se comportaram como os mais corajosos e se comportaram como o homem no meio do fogo com uma constância muito notável. Parece que Deus dá fé para situação de emergência e uma fé fraca pode repentinamente ser estimulada e acrescida até se tornar uma grande fé sob a pressão de uma grande provação! Oh, não há nada que estique os nervos de um homem do que o sopro do vento frio e, então, sem dúvida, o genuíno efeito da perseguição através da ação do Espírito Santo nela é fazer os fracos fortes!
            Juntamente com esta fé, frequentemente ocorre que o Espírito Santo também dá uma firmeza de mente singular — poderia quase chamá-la de uma obstinação celestial de espírito. Deixe-me lembrá-los de alguns dos ditos dos mártires que eu tenho anotado rapidamente em minhas leituras. Quando John Ardley foi trazido diante do bispo Bonner[6], Bonner o insultou, dizendo: “Você não será capaz de suportar o fogo; ele o converterá”! A madeira da fogueira será dura pregadora para você”. Ardley disse: “Não tenho medo em enfrentar o fogo e lhe direi, bispo, que se eu tivesse tantas vidas quanto cabelos tenho em minha cabeça, eu as daria mais rapidamente do que desistisse de Cristo”. Aquele mesmo homem mal pôs as mãos do pobre John Tomkins sobre uma vela, dedo por dedo, dizendo: “Darei a você um pouquinho do fogo  antes que você vá para lá” e os dedos estalavam e esguichavam, Tomkins sorria e até gargalhava na face do seu algoz, estando pronto para sofrer tanto como todo membro como seus dedos sofriam! Jerônimo conta a história de uma pobre cristã, que estava na roda e gritava para seus algozes enquanto eles apertavam a roda e quebravam seus ossos em pedaços: “Façam o seu pior, pois irei morrer mais rapidamente do que mentir”. Foi dito corajosamente — curtas, incisivas palavras — mas que expressão gloriosa! Que comentário! Que argumento emocionante para provar nosso texto! Na verdade, os cristãos podem todas as coisas em Cristo que os fortalece!
            E não somente Ele nos dá uma espécie de tenacidade sacra e de obstinação de espírito combinada com fé, mas frequentemente os cristãos antecipam o gozo do céu justo quando suas aflições são as maiores. Olhe para o velho Inácio [7]. Ele foi trazido para o circo de Roma e depois de enfrentar os insultos do imperador e as zombarias da multidão, os leões foram deixados próximos dele e, então, ele enfiou seu braço na boca de um leão, pobre idoso como era, enquanto seus ossos eram feitos em pedaços, disse: “Agora começo a ser um cristão”. Começo a ser um cristão — como se ele nunca tivesse próximo ao seu Mestre até a hora em que estava à morte! E havia Gordus, um mártir de Cristo, que disse quando estavam o estavam levando à morte: “Eu imploro a vocês que não poupem nenhum tormento, pois será uma perda para mim se vocês o fizerem; por isso, aflijam-me o máximo que puderem”. O que a não ser o gozo singular de Deus derramado do céu, o que a não ser frascos singulares de intensa felicidade poderiam ter feito estes homens quase divertir-se com a sua angústia? Foi notado pelos primeiros cristãos na Inglaterra que, quando surgiu a perseguição nos dias de Lutero, John e Henry, dois monges agostinianos — os primeiros que morreram por causa de Cristo na Alemanha — morreram cantando. E o sr. Rogers, o primeiro a morrer por Cristo na Inglaterra — morreu cantando também — como se o exército nobre dos mártires marchasse com a música na frente! Por que, então, você deveriam enfrentar a batalha com gritos e gemidos? Eles não soam o clarim enquanto eles se apressam para a batalha: “Soem a trombeta e rufem os tambores, agora os heróis conquistadores estão vindo” — na verdade — enfrentam face a face a morte, a dor e, certamente, eles que lideram no meio de tais heróis podiam cantar enquanto ele vão para o fogo! Quando o bom John Bradford, nosso mártir de Londres, teve a notícia de seu guardião de que ele seria queimado no dia seguinte, ele despiu a sua capa e disse: “Eu agradeço ao meu Senhor de coração”. E quando John Noyes, um outro mártir, estava para ser queimado, ele pegou uma brasa em chama, beijou-a e disse: “Bendito seja o Senhor que me ensinou a ser merecedor de tamanha honra como esta”. É dito de Rowland Taylor, que, quando ele foi para a fogueira, ele realmente, como eu acho que Fox diz em seus Monumentos [8], “deu uma cambalhota”, ou seja, quis dizer que ele começou a dançar quando foi para as chamas, como uma cena da grande honra de sofrer por Cristo!
            Para capacitar o Seu povo para fazer todas as coisas, Cristo também acelera as faculdades mentais. É espantoso quanto poder o Espírito Santo confere à mente do homem! Vocês têm observado, não tenho dúvida, as controvérsias entre os antigos confessores da fé e os hereges e, perseguidos por reis e bispos, o modo singular como homens iletrados foram capazes de refutar seus oponentes. Jane Bouchier, nossa gloriosa mártir batista, uma serva de Kent, quando foi trazida perante Cranmer e Ridley [9] , foi capaz de embaraçá-los totalmente. Claro que cremos que parte do poder dela repousava na qualidade do assunto, mas se houver uma possibilidade de provar o batismo infantil por algum texto na Bíblia, estou certo de que não estou consciente da sua existência! A tradição papista poderia confirmar a inovação, mas a Bíblia não fala mais sobre isto do que do batismo de sinos ou da consagração de cavalos! Mas, apesar disso, ela lhes respondeu com um poder singular — muito além do que poderia ser esperado de uma mulher do campo. Foi um exemplo singular do julgamento da Providência Divina que Cranmer e Ridley, dois bispos da Igreja que condenaram esta batista à morte — que ela tenha dito quando eles assinaram sua sentença de morte, que a queima na fogueira era uma morte fácil e que eles mesmos experimentariam isto mais tarde. Ela disse: “Eu sou uma verdadeira serva de Deus como vocês e, se vocês mandam esta sua pobre irmã à morte, tomem cuidado, pois Deus pode mandar o lobo de Roma sobre vocês e vocês terão de sofrer  por Deus também”. Como as faculdades são aceleradas para fazer cada confessor aproveitar toda oportunidade para beneficiar-se de todo erro de seu oponente e usar como argumentos textos das Escrituras como espadas para cortar em pedaços aqueles que ousam se opor a eles, é, realmente, um caso de admiração!
            Acresça-se a isto, sem dúvida, muito do poder de fazer todas as coisas reside no fato de que o Espírito de Deus capacita o cristão para superar a si próprio. Pode poder todas as coisas porque ele já está preparado para fazê-las; ele pode sofrer todas as coisas, porque ele não dá valor ao seu corpo como os mundanos dão; ele pode ser corajoso por Cristo porque aprendeu a temer a Deus e, por isso, não tem razão alguma para temer ao homem. Um corpo saudável pode suportar muito mais fadiga e pode trabalhar muito mais do que um corpo doente. Agora, Cristo põe o homem num estado saudável, prepara-o para longas ofensas, para trabalhos árduos e para severas privações. Ponha um certo número de homens em um navio naufragado; os fracos e débeis morrerão — aqueles que são fortes e saudáveis — que não têm senão voluptuosidade tornar-se-ão delicados, enfrentam corajosamente o frio e os rigores das intempéries e sobreviverão. Então, com os precipitados, mesmo frágeis, fiéis, Ele dará rapidamente escape em meio à provação; mas o cristão maduro, o forte homem temperado pode suportar fadigas, realizar milagres, alcançar prodígios— porque seu corpo é bem disciplinado e não permitirá que seus instintos superem os poderes da alma.
            Mas observe o que o nosso texto não diz: “Posso todas as coisas  em Cristo que me fortaleceu”. Não é de força passada, mas de força presente que necessitamos. Muitos pensam que, porque se converteram há 50 anos, eles podem fazer coisas sem o suprimento diário da graça divina. Assim como o maná que era comido pelos israelitas desde quando eles saíram do Egito tinha de ser renovado a cada dia ou então eles morreriam de fome, assim não são as nossas antigas experiências, mas, sim, as experiências diárias; não o nosso beber antigo na fonte da vida, mas o nosso refrigério diário na presença de Deus que pode nos fazer fortes para fazer todas as coisas.
III. Mas vamos agora para a terceira parte de meu sermão, que é a MENSAGEM DO TEXTO. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”.
            Três formas distintas de mensagem — primeiro, uma mensagem de encorajamento para aqueles que estão fazendo algo para Cristo, mas que começaram a sentir dolorosamente sua própria inabilidade. Não cessem de fazer a obra de Deus porque vocês são incapazes de fazê-las por vocês mesmos. Deixe isto ensiná-los de cessar de fazê-la por vocês, mas não de seu trabalho! Cessem do homem que recebeu o fôlego de vida em suas narinas”, mas não cessem de servir a Deus; antes  na força de Cristo, façam-na com vigor maior do que antes. Lembrem-se de Zorobabel. Uma dificuldade em seu caminho, como uma grande montanha, mas ele gritou: “Quem é você, grande montanha? Diante de Zorobabel, , você se torna uma planície”. Se nós nada fizermos a não ser crer que podemos fazer grandes coisas, então devemos fazer grandes coisas. Nossa época é a época da pequenez, porque há sempre um clamor para depormos alguma ideia gigantesca. Todos elogiam o homem que tem uma ideia e a executa com sucesso, mas, num primeiro momento, ninguém o apoiou. Todas as conquistas no mundo, tanto políticas quanto religiosas, em qualquer tempo, começaram com homens que pensaram consigo mesmos chamados para realizá-las e que creram que era possível cumpri-las. Um parlamento de sabichões sentam-se diante de uma nova ideia — sentam-se sobre ela, na realidade — sim, até que eles a tenham destruído! Eles se comportam como em uma autópsia, e se ela não estiver morta, eles, pelo menos, a colocarão à morte enquanto estiverem deliberando. O homem que sempre fará alguma coisa é o homem que diz: “Está e a coisa certa, fui chamado para fazê-la e a farei”. Então, levantem-se todos vocês — meus amigos ou meus inimigos, seja o que vocês forem — é tudo a mesma coisa; tenho Deus para me ajudar e isto deve e será feito”. Tais são os homens que escrevem seus registros nos anais da posteridade; tais são os homens justamente chamados de grandes e eles só são grandes porque creram que poderiam ser grandes — acreditaram que feitos heroicos podiam ser feitos!
            Aplicando isto a coisas espirituais, apenas creia, jovem, que Deus pode fazer algo por você; esteja firme de que pode fará algo para Cristo e você fará! Mas não vá tagarelar por este mundo, dizendo: “Nasci pequeno”. Claro que você era, mas se você quis dizer por ser pequeno, com a fragilidade de uma criança, fazer poucas coisas ou nada, pense assim e você será pequeno enquanto viver, morrerá pequeno e nunca alcançará coisa alguma grande. Apenas mande subir um pensamento de aspiração, oh, você de pouca fé! Pense na sua dignidade em Cristo — não na dignidade de sua humanidade — mas a dignidade de sua humanidade regenerada e diga: “Posso todas as coisas e, apesar disto estou pronto a recuar primeiro disto, depois daquilo e, então daquiloutro?” Seja como Davi que, quando Saul disse: “Você não é capaz de lutar contra Golias”, respondeu: “Seu servo matou um leão e um urso e este incircunciso filisteu será como um deles”. Então ele pôs a sua pedra na funda, correu com gozo e satisfação e, então, Golias caiu e ele voltou com a sua cabeça pingando sangue. Vocês sabem que, primeiro, seus irmãos lhe disseram: “Por causa do seu orgulho e da maldade de seu coração, você veio a esta batalha”. Todos os nossos irmãos e irmãs mais velhos, quando estivermos para começar algo, sempre nos dirão que é a maldade de nosso coração ou o nosso orgulho. Bem, não os respondamos; nós traremos a cabeça de Golias e lhes pediremos que digam se isto foi efeito de nosso orgulho ou da maldade de nosso coração. Nós desejaríamos saber se não seria uma bendita maldade ter matado aquele perverso filisteu! Assim façam, meus queridos irmãos e irmãs. Se vocês forem chamados para algum trabalho, façam-no, escrevendo sobre seu brasão: “Posso todas coisas em Cristo que me fortalece — e farei tudo que Deus me tem chamado para fazer, se eu for abençoado ou se for deixado só”.
            Uma segunda lição é esta — atentem, porém, que vocês obtiveram a força de Cristo, vocês não podem fazer coisa alguma sem ela. Espiritualmente, nas coisas de Cristo, vocês não serão capazes de cumprir nem mesmo a mínima coisa sem Ele. Não vá adiante em seu trabalho enquanto não tiver orado primeiro, o esforço que começa sem oração terminará sem louvor! Aquela batalha que começa sem a sagrada confiança em Deus certamente terminará em uma terrível derrota! Muitos homens poderiam ter sido cristãos vencedores se tivessem sabido usar a eficiente arma da oração. Mas, esquecendo-se disto, foram para a luta e foram derrotados facilmente. Oh, esteja certo, cristãos, que vocês obtiveram a força de Cristo! A eloquência é vã, vão são os talentos naturais, vã é a habilidade, vãos são a sabedoria e o aprendizado — todas estas coisas podem ser aproveitáveis, desde que consagradas pelo poder de Deus — mas, separadas da força de Cristo, todas elas lhe levarão ao fracasso! Se vocês dependerem delas, elas os decepcionarão; se vocês tiverem falta da força toda suficiente de Jesus Cristo, vocês serão fracos e desprezíveis, apesar de serem ricos e grandes em todas estas coisas.
            Finalmente, a última mensagem que tenho é esta — Paulo disse, em nome de todos os cristãos — “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Pergunto, não em nome de Paulo apenas, mas em nome de Nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo: “Que história é esta de alguns de vocês não estarem fazendo nada?” Se vocês não pudessem fazer coisa alguma , poderiam se desculpar de não estarem tentando fazer nada, mas se vocês se puserem na parte mais superficial do pretexto da minha passagem, têm de permitir o meu direito de fazer esta pergunta a vocês. Vocês dizem: “Posso todas as coisas” — em nome da razão. Então, eu lhes pergunto: Por que não estão fazendo nada? Olhem quantas multidões de cristãos há no mundo. Vocês acreditam que se todas elas servissem a Deus como deveriam e trabalhassem para Cristo, haveria a pobreza degradante, a ignorância e o paganismo que são encontrados nesta cidade? O que cada indivíduo não pode realizar? O que, então, poderia ser feito pelas dezenas de milhares de nossas igrejas? Ah, crentes? Vocês têm muito que responder com respeito às almas de seus concidadãos! Vocês foram enviados pela Divina Providência para serem luzes neste mundo, mas vocês têm sido, antes, lanternas escuras do que luzes! Com que frequência vocês estão em grupo e jamais aproveitam uma oportunidade de dizer uma palavra para Cristo? Quantas vezes vocês são jogados em uma tal situação em que você teria uma grande oportunidade para censurar o pecado  ou ensinar santidade — e quão raramente você faz isto? Um velho autor chamado Stuckley, escrevendo a respeito deste assunto, disse: “Há alguns cristãos devotos que não são tão bons quanto a jumenta de Balaão, pois a jumenta de Balaão censurou uma vez o louco profeta pelo seu pecado, mas há alguns cristãos que nunca censuraram pessoa alguma durante todas as suas vidas. Eles deixam o pecado acontecer debaixo dos seus olhos e, mesmo assim, não o repreenderam; veem pecadores caindo dentro do inferno, mas não estendem suas mãos para arrancá-los do fogo como se faz com pedaços de madeira parcialmente queimados; andam no meio dos cegos, mas não os guiam; ficam no meio dos surdos, mas querem ouvir por eles! Estão onde a miséria é predominante, mas sua misericórdia não alcança a miséria; são mandados para serem salvadores de homens, mas sua negligência os torna em seus destruidores”.
            “Sou eu guardador do meu irmão?”, era a fala de Caim. Caim tem muitos filhos ainda hoje em dia. Vocês são guardadores dos seus irmãos! Se vocês têm a graça de Deus em seus corações, são chamados para fazer o bem aos outros. Tomem cuidado a fim de que suas vestes não estejam manchadas ou salpicadas com o sangue de seus concidadãos; lembrem-se, cristãos,  lembrem-se, a fim de que cada vilarejo onde vocês têm encontrado um tranquilo refúgio das preocupações de seu trabalho podem se erguer no julgamento contra vocês, condená-los, porque, tendo meios ou oportunidade, vocês usaram o vilarejo para descanso, mas nunca buscaram fazer bem algum para ele! Tomem cuidado, patrões e patroas, a fim de que as almas de seus empregados não sejam requeridas de vocês naquele Grande Dia. “Eu trabalhei para o meu patrão, ele me pagou meus salários, mas não teve respeito algum com o seu maior Patrão e nunca falou para mim, embora ouvisse meus xingamentos e me visse prosseguir em meus pecados”. Lembrem-se, digo, meus senhores, para alguns de vocês!  Se pudesse, eu enfiaria um espinho no lugar onde vocês estão sentados agora e faria vocês saltarem por um momento para a dignidade de um pensamento de suas responsabilidades!  Por que, senhores, o que Deus tem feito por vocês? Para o que Ele os tem mandado aqui? Ele fez estrelas que não brilham, sóis que não podem dar sua luz, luas que não alegram a escuridão? Ele fez rios que não se enchem de água ou montanhas que não fazem parar as nuvens? Fez Ele por um acaso florestas que não deem habitação aos pássaros?  Ou fez Ele campinas que não podem alimentar os rebanhos selvagens? Fez Ele você para nada?  Por que, homem, a urtiga no canto do pátio da igreja tem sua utilidade e a aranha na parece serve ao seu Criador e você, um homem conforme a imagem de Deus, um homem comprado com sangue — um homem que está no caminho e no trilho do céu, um homem regenerado, duas vezes criado, não está fazendo absolutamente nada a não ser comprar e vender, comer e beber, acordar e dormir, sorrir e chorar, viver para si mesmo? Pequeno é aquele homem que olha somente para o seu umbigo; pequena é a alma do homem que vive para si mesmo. Sim, tão pequeno  que jamais estará preparado para ser companheiro dos anjos ou para estar diante do trono de Jeová!
            Estou alegre em ver tantas pessoas aqui. E como sempre quando tenho muitas pessoas — consequentemente, suponho que estou certo em apelar para vocês — que há aqui aqueles que deveriam ser pregadores de Deus, que deveriam ser úteis em Sua obra? As Sociedades Missionárias precisam de vocês, jovens! Vocês se negarão para Cristo? O ministério precisa de vocês — jovens que têm talentos e habilidades — Cristo precisa que vocês preguem a Sua Palavra. Vocês não vão se dar para Cristo? Homens do comércio! Mercadores! Cristo precisa de vocês para mudar a pressão do negócio e reverter  os conceitos da atualidade — lançar um tom mais saudável em seu comércio. Vocês se deterão? A Escola Dominical precisa de vocês! Mil agências reclamam por vocês! Oh, há um homem  aqui hoje que, quando voltar para a sua casa e que, quando chegar lá, dirá esta tarde — “Obrigado, Senhor, não tenho nada para fazer”. E, se amanhã, quando sair de casa e ir para o seu trabalho, disser: “Obrigado, Senhor, não tenho qualquer ligação com qualquer igreja , não tenho nada que fazer no mundo religioso, deixo isto para outras pessoas, não me preocupo a respeito disto” — você não precisa se preocupar em ir para o céu! Você não precisa se preocupar em estar onde Cristo está  — pelo menos até que você possa aprender esta zelosa lição — “O amor de Cristo me constrange, tenho de fazer algo para Ele! Senhor, mostre-me o que o Senhor tem me mandado fazer e eu começarei neste mesmo dia, pois sinto que, por Ti, Cristo, que me fortaleces, posso todas as coisas”.
            Deus, conceda ao pecador poder para crer em Cristo — poder para se arrepender — poder para ser salvo; pois, Cristo, fortalecendo-o, mesmo o mais pobre e perdido pecador, “pode todas as coisas” — coisas impossíveis para a natureza caída ele pode fazer — pela capacitação do Espírito e pelo poder de Cristo que repousará sobre ele!
OBSERVAÇÕES DO TRADUTOR
1 Embora pareça que o pregador tenha se confundido ao atribuir a Nabucodonosor a construção da Torre de Babel, é interessante observar que, recentemente, arqueólogos descobriram realmente uma construção babilônica dos tempos de Nabucodonosor que parecia copiar o projeto de Nimrode em Babel mencionado em Gn.11. (Para pesquisadora, inscrição é projeto de Torre de Babel. Folha de São Paulo, 31 dez. 2011. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/17601-para-pesquisador-inscricao-e-projeto-da-torre-de-babel.shtml Acesso em 01 jan. 2012).
2 Personagem mitológica grega, filho de Urano e Gaia, que tinha 50 cabeças e 100 braços, um dos gigantes que teria ajudado Zeus a vencer os Titãs.
3 Local em Londres onde se costumavam executar hereges e opositores políticos do governo.
4 O pregador faz alusão à Guerra de Troia, guerra entre gregos e troianos que é contada pelo poeta grego Homero na obra chamada “Ilíada”. Segundo este poema, o cerco de Troia pelos gregos durou 10 anos.
5 Rainha da Inglaterra (1516-1558, rainha de 1553 até a sua morte) que tentou restabelecer o catolicismo romano na Inglaterra, tendo mandado perseguir e executar cerca de 300 supostos hereges.
6 John Ardley foi um mártir executado pelo bispo Edmund Bonner, de Londres, que foi o responsável pela perseguição determinada pela rainha Maria I.
7 Inácio de Antioquia, bispo de Antioquia entre 68 e 100 ou 107, um dos discípulos do apóstolo João, que foi condenado à morte e martirizado em Roma, comido por leões no Coliseu.
8 John Foxe (1517-1587) foi um historiador inglês cujo livro mais famoso é conhecido popularmente como “Livro dos Mártires”, mas cujo nome correto é “Atos e Monumentos”, o livro aqui referido pelo autor do sermão.
9 Thomas Cranmer (1489-1556) foi arcebispo da Cantuária, principal cargo eclesiástico da Igreja Anglicana (!533-1547). Nicholas Ridley (1500-1555) foi bispo de Londres entre 1550 e 1553. Ambos foram mortos na perseguição de Maria I. Entretanto, por serem anglicanos, perseguiram os batistas, como é dito por Spurgeon na pregação.
fonte www.portalebd.org.

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes