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07 novembro 2012

O rolo compressor do Projeto Sarney


O rolo compressor do Projeto Sarney
Reforma do Código Penal pretende esmagar o que resta de valores cristãos

Em 27 de junho de 2012, uma Comissão de Juristas entregou ao presidente do Senado, José Sarney, o anteprojeto de reforma do Código Penal. Seria de se esperar, que o texto fosse submetido à apreciação da sociedade para receber críticas e sugestões[1]. Isso, porém, não ocorreu. Em 9 de julho de 2012, apenas 11 dias depois, o Senador José Sarney subscreveu o anteprojeto convertendo-o em projeto de lei: o PLS 236/2012. Ao assinar o projeto, Sarney agiu de modo semelhante a Pilatos. Declarou-se, “por uma questão de consciência e religião”, contrário à eutanásia, ao aborto, ao porte de drogas e seu plantio para uso, mas não retirou nada disso do texto que subscreveu. Lavou as mãos, disse que era inocente do sangue de Cristo, mas decretou a sentença injusta. Favoreceu a presidente Dilma que, embora favorável ao aborto, havia prometido na campanha eleitoral não enviar ao Congresso qualquer proposta abortista.
O anteprojeto – agora convertido em projeto – foi muito mais audacioso que o de 1998. Pretendeu reformar não só a parte especial do Código Penal, mas também a parte geral e a imensa legislação penal extravagante. E tudo isso no curto prazo de seis meses![2]O resultado foi um conjunto de 544 artigos cheios de falhas graves.
Animais e pessoas
Segundo a linha ideológica do PLS 236/2012, o ser humano vale menos que os animais. A omissão de socorro a uma pessoa (art. 132) é punida com prisão, de um a seis meses, ou multa. A omissão de socorro a um animal (art. 394) é punida com prisão, de um a quatro anos. Conduzir um veículo sem habilitação, pondo em risco a segurança de pessoas (art. 204) é conduta punida com prisão, de um a dois anos. Transportar um animal em condições inadequadas, pondo em risco sua saúde ou integridade física (art. 392), é conduta punida com prisão, deum a quatro anos. Os ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre não podem ser vendidos, adquiridos, transportados nem guardados, sob pena de prisão, de dois a quatro anos (art. 388, §1º, III). Os embriões humanos, porém, podem ser comercializados, submetidos à engenharia genética ou clonados sem qualquer sanção penal, uma vez que ficam revogados (art. 544) os artigos 24 a 29 de Lei de Biossegurança (Lei 11.101/2005).
Terrorismo e invasão de terras
O terrorismo é criminalizado (art. 239). Mas as condutas descritas (sequestrar, incendiar, saquear, depredar, explodir...) deixam de constituir crime de terrorismo se “movidas por propósitos sociais ou reivindicatórios” (art. 239, §7º). Os invasores de terra são favorecidos, uma vez que “a simples inversão da posse do bem não caracteriza, por si só, a consumação do delito” (art. 24, parágrafo único).
Prostituição infantil
Atualmente comete estupro de vulnerável quem pratica conjunção carnal com menor de 14 anos (art. 217-A, CP). O projeto baixa a idade: só considera vulnerável a pessoa que tenha “até doze anos”. Isso vale para o estupro de vulnerável (art. 186), manipulação ou introdução de objetos em vulnerável (art. 187) e molestamento sexual de vulnerável (art. 188). Deixa de ser crime manter casa de prostituição (art. 229, CP) ou tirar proveito da prostituição alheia (art. 230, CP). Quanto ao favorecimento da prostituição ou da exploração sexual de vulnerável, a redação é ainda mais assustadora: só será crime se a vítima for “menor de doze anos” (art. 189). Deixa de ser crime, portanto, a exploração sexual de crianças a partir de doze anos.
Drogas
Quanto às drogas, somente o tráfico permanece crime (art. 212). Deixa de ser crime o consumo pessoal de drogas (art. 212, § 2º). Presume-se que a quantidade de droga apreendida destina-se a uso pessoal quando ela é suficiente para o consumo por cinco dias (art. 212, § 4º).
Aborto
Quanto ao aborto, o projeto reduz ainda mais as penas já tão reduzidas. O aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento, atualmente punido com detenção de um a três anos, passa a ter pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 125). O terceiro que provoca aborto com o consentimento da gestante, atualmente punido com reclusão de um a quatro anos, passa a sofrer pena de prisão de seis meses a dois anos (art. 126). Se o aborto for provocado sem o consentimento da gestante, o terceiro é punido com prisão, de quatro a dez anos (art. 127). Curiosamente, ele recebe um aumento de pena de um a dois terços se, “em consequência do aborto ou da tentativa de aborto, resultar má formação do feto sobrevivente” (art. 127,§1º). Esse parágrafo parece ter sido incluído para estimular o aborteiro a fazer abortos “bem feitos”, evitando que, por “descuido”, ele deixe a criança com vida e má formada.
As maiores mudanças, porém, estão no artigo 128. Ele deixa de começar por “não se pune o aborto” e passa a começar por “não há crime de aborto”. O que hoje são hipóteses de não aplicação da pena (escusas absolutórias) passa a ser hipóteses de exclusão do crime. E a lista é tremendamente alargada. Basta que haja risco à “saúde” (e não apenas à “vida”) da gestante (inciso I), que haja “violação da dignidade sexual” (inciso II), que a criança sofra anomalia grave, incluindo a anencefalia (inciso III) ou simplesmente que haja vontade da gestante de abortar (inciso IV). Neste último inciso o aborto é livre até a décima segunda semana (três meses). Basta que um médico oupsicólogo ateste que a gestante não tem condições “psicológicas” (!) de arcar com a maternidade.
Eutanásia e suicídio assistido
“Matar por piedade ou compaixão” (eutanásia) passa a ser um crime punível com prisão, de dois a quatro anos (art. 122), muito abaixo da pena prevista para o homicídio: prisão, de seis a vinte anos (art. 121). Porém, o juiz pode reduzir a pena da eutanásia a zero, avaliando, por exemplo, “os estreitos laços de afeição do agente com a vítima” (art. 122, § 1º). Também o auxílio ao suicídio, em tese punível com prisão,de dois a seis anos (art. 123), pode ter sua pena reduzida a zero, nos mesmos casos descritos para a eutanásia (art. 123, §2º).
Renúncia ao excesso terapêutico
O artigo 122, § 2º parece inspirado na doutrina, aceita pela Igreja, de que o paciente pode renunciar a tratamentos desproporcionaisaos resultados, que lhe dariam apenas um prolongamento penoso e precário da vida[3]. A redação, no entanto, é infeliz: fala em deixar de fazer uso de meios “artificiais” para manter a vida do paciente em caso de “doença grave e irreversível”. Ora, a medicina é uma arte e todos os seus meios são artificiais. Do modo como está escrito, o parágrafo pode encobrir verdadeiros casos de eutanásia por omissão de cuidados normais devidos ao doente.
Infanticídio indígena
Há tribos indígenas que costumam matar recém-nascidos quando estes, por algum motivo, são considerados uma maldição. De acordo com o projeto, tais crianças ficam sem proteção penal, desde que se comprove que o índio agiu “de acordo com os costumes, crenças e tradições de seu povo” (art. 36).
“Preconceito” de gênero
De todos os males contidos no projeto, o mais difícil de corrigir são as cláusulas onde foi inserida a ideologia de gênero, que considera o homossexualismo (e talvez também a pedofilia e a bestialidade) como uma legítima “opção” sexual ou “orientação” (ao invés de desorientação) sexual. O PLC 122/2006 (projeto anti-“homofobia”) da Senadora Marta Suplicy (PT/SP) foi todo inserido no PLS 236/2012. Está no alvo do projeto o bispo diocesano que não admite um homossexual no seminário ou que o afasta do seminário após descobrir sua conduta (art. 472, V), o dono de hotel que se recusa a hospedar um “casal” de homossexuais (art. 472, VI, a) e a mãe de família que demite a babá que cuida dos seus filhos após descobrir que ela é lésbica (art. 472, II). Poderá talvez ser acusado de “tortura” o pregador que, ao comentar um texto bíblico desfavorável ao homossexualismo, “constranger alguém” do auditório, causando-lhe sofrimento “mental” (art. 468, I, c). Segundo o projeto, tais condutas são motivadas por “preconceito” de “gênero”, “identidade ou orientação sexual”. São crimes imprescritíveis, inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia (art. 474 e 468, § 7º).
A perseguição religiosa está preparada e tende a ser violenta. No entanto, o motivo mais grave que nos deve levar a rejeitar tais cláusulas não está nas suas consequências práticas, mas nos princípios em que se baseiam. Toda pessoa, ainda que pratique condutas sexuais reprováveis, como a pedofilia, o estupro, o incesto, a bestialidade ou o homossexualismo, continua sendo pessoa. E é somente na qualidade de pessoa que ela tem direitos. A deformidade moral que a atinge não pode acrescentar-lhe direitos. Quem aceitaria que alguém, ao assassinar um pedófilo, recebesse, além da pena devida ao homicídio, uma pena extra por demonstrar “intolerância” ou “preconceito” contra a pedofilia? É justamente isso que pretende o projeto. Agravar a pena de todos os crimes, se eles forem praticados por “preconceito” de “orientação sexual e identidade de gênero” (art. 77, III, n). Essa inadmissível agravante genérica aparece também em crimes específicos, como o homicídio (art. 121, §1º, I), a lesão corporal (art. 129, § 7º, II), a injúria (art. 138, § 1º), o terrorismo (art. 239, III), o genocídio (art. 459), a tortura (art. 468, I, c) e o racismo (art. 472).
Notas:
[1]Assim aconteceu com o anteprojeto de Código Penal de 1998, que depois de publicado pelo Ministério da Justiça, ficou por um bom tempo sujeito às críticas da sociedade, inclusive dos Bispos. Porém, nunca chegou a tornar-se projeto de lei.
[2]Em 16/06/2011 o Senador Pedro Taques (PDT/MT) apresentou o Requerimento 756/2011 solicitando a criação de uma Comissão de Juristas para reformar o Código Penal no prazo de 180 dias. O requerimento foi aprovado pelo plenário em 10/08/2011. A Comissão começou a trabalhar em 18/10/2011.
[3]Cf. JOÃO PAULO II, Evangelium Vitae, n. 65.
O que fazer?
O Disque Câmara e o Alô Senado são muito mais eficazes do que as mensagens por correio eletrônico.
Sempre são entregues aos parlamentares, são contabilizadas para efeito de estatística e, se o cidadão o permitir, podem ser publicadas.
Em anexo estas mensagens estão em formato PDF
Disque Câmara 0800 619 619
Desejo enviar uma mensagem a todos os deputados do meu Estado:
“Solicito a Vossa Excelência que apoie o PDC 565/2012, do deputado Marco Feliciano, que susta a decisão que aprovou o aborto de crianças anencéfalas”.
“Solicito ainda que vote em favor da PEC 164/2012, que estabelece a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”.
“Solicito por fim que use a tribuna para protestar contra a norma técnica do Ministério da Saúde que pretende ensinar as mulheres a praticarem aborto”.
Alô Senado 0800 61 22 11
Desejo enviar uma mensagem a todos os membros da CAS (Comissão de Assuntos Sociais):
“Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PLS 50/2011 que pretende curvar-se diante da arbitrária decisão do STF de legalizar o aborto de crianças anencéfalas. O Congresso precisa insurgir-se contra a crescente invasão de competência daquela Corte”.
Desejo ainda enviar uma mensagem a todos os membros da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
“Solicito a Vossa Excelência que vote CONTRA o PLS 612/2011 que pretende curvar-se diante da arbitrária decisão do STF que reconheceu a união estável de pessoas do mesmo sexo. O Congresso precisa insurgir-se contra a crescente invasão de competência daquela Corte”.
Desejo ainda enviar uma mensagem a todos os membros da Comissão Especial do PLS 236/2012.
“Solicito a Vossa Excelência que na reforma do Código Penal:
a) Não descriminalize o aborto, a eutanásia, o suicídio assistido, o uso de drogas, as casas de prostituição, nem diminua a pena para esses crimes;
b) Não diminua de quatorze para doze anos a idade mínima para crimes sexuais contra vulneráveis;
c) Exclua a criminalização da “homofobia”, que pretende glorificar o homossexualismo e instaurar a perseguição religiosa no país”.
Divulgação: www.juliosevero.com
* Presidente do Movimento Pró-Vida de Anápolis/GO.

JARDIM DA INFANCIA - Lição 6: É preciso estudar


4º Trim. 2012 - JARDIM DA INFANCIA - Lição 6: É preciso estudar
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JARDIM DE INFANCIA – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: Valorizando os bons Princípios
Comentaristas: Midiam Pessoa, Monica Barreto Valente Varela

 LIÇÃO 6 - É  PRECISO ESTUDAR

Objetivo
Dizer a eles que tudo o que queremos ser, é preciso estudar e se você se acha inferior a alguém peça a Deus que ele te dará sabedoria.


Palavra do dia é: Estudar


Fonte: whotalking.com

Aprendendo a Bíblia
“É o Senhor quem dá sabedoria...”(Pv 2.6)


HISTÓRIA BÍBLICA
A comida do Rei
Os soldados capturaram Daniel e seus amigos. Eles foram levados para outra terra. Lá, Daniel e seus amigos deveriam ajudar o novo rei. 
 “Eu ensinarei vocês”, disse o empregado do rei.  “Mas vocês devem comer da comida do rei.” 
Só que a comida era oferecida aos deuses falsos. Daniel não iria comer!
Daniel e seus amigos pediram:
“Por favor , deixe-nos comer outra comida. Só vamos comer legumes e beber água”
Isto agradou a Deus.
Mas o cozinheiro do rei falou que eles ficariam fracos e burros.
Os amigos disseram que ficariam fortes e inteligentes mesmo comendo só verduras e legumes.
Porque eles sabiam que a sabedoria vem de Deus. O nosso Deus nos ajuda em tudo, porém, todos nós precisamos estudar. 


FIXANDO A APRENDIZAGEM
Amplie a figura Jd6 fig2, na galeria de imagens para os pequenos colorir.





Fontes consultadas:
·         A Bíblia dos amiguinhos editora Eclésia


Colaboração para Portal Escola Dominical  -  Profª  Cristina Araújo



Galeria de imagens

PRIMARIOS - Lição 6: Sirvo a um Deus que cuida de mim


4º Trim. 2012 - PRIMARIOS - Lição 6: Sirvo a um Deus que cuida de mim

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMÁRIOS – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: A alegria de servir a Deus
Comentaristas: Midian Pessoa e Laudicéia Barboza

LIÇÃO 6 – SIRVO A UM DEUS QUE CUIDA DE MIM


Texto Bíblico: 1 Reis 4.1-7


Objetivo
Ministre sua aula de forma a conduzir os pequenos a conscientizar-se de que Deus nos ama e cuida de nós, Ele sempre nos protege do mal.


Frase do dia...
EU SIRVO A DEUS, ELE SEMPE CUIDA DE MIM

Cole o desenhoPrim6 fig 1 da galeria de imagens em um cartaz e escreva a frase do dia e o versículo para memorização. Enfatizando aos pequenos que a cada dia vemos manifestação do amor de DEUS por cada um de nós.
Deus cuida de nós, Ele cuida de nossa. Ele cuida de nossas alegrias, tristezas, sonhos e vitórias. Ele quer acompanhar cada passo que damos orientando-nos a seguir pelos caminhos certos




Memória em ação
“E o meu Deus lhes dará tudo o que vocês precisam.” (Fp 4.19 - NTLH)

Leia várias vezes este versículo com os pequenos, isso auxiliará na memorização.


Explorando a Bíblia
Certa mulher, que era viúva de um dos membros de um grupo de profetas, foi falar com o profeta Eliseu e disse:
— O meu marido morreu. Como o senhor sabe, ele era um homem que temia a Deus, o SENHOR. Mas agora um homem a quem ele devia dinheiro veio para levar os meus dois filhos a fim de serem escravos, como pagamento da dívida.

Eliseu perguntou:
— O que posso fazer por você? Diga! O que é que você tem em casa?

— Não tenho nada, a não ser um jarro pequeno de azeite! - respondeu a mulher.

Eliseu disse:
— Vá pedir que os seus vizinhos lhe emprestem muitas vasilhas vazias. Depois você e os seus filhos entrem em casa, fechem a porta e comecem a derramar azeite nas vasilhas. E vão pondo de lado as que forem ficando cheias.

Então a mulher foi para casa com os filhos, fechou a porta, pegou o pequeno jarro de azeite e começou a derramar o azeite nas vasilhas, conforme os seus filhos iam trazendo. Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela perguntou se havia mais alguma.
—Essa foi a última! —respondeu um dos filhos.
Então o azeite parou de correr.
Ela foi e contou ao profeta Eliseu.
Então, o Profeta Eliseu lhe disse:
— Venda o azeite e pague todas as suas dívidas. Ainda vai sobrar dinheiro para você e os seus filhos irem vivendo.

Crianças, Deus cuida dos seus filhos! A Bíblia nos diz em Mateus 6.31-32:
“Não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Com que havemos de vestir... Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso”.
O que devemos ser sempre é filhos de Deus, sendo obedientes à Sua Palavra!
Deus nos enviou seu Único Filho - Jesus Cristo - e Ele veio cumprir o Plano de Salvação - Jesus morreu em uma cruz, e derramou seu sangue para que eu e você fossemos salvos. Hoje temos a oportunidade de sermos filhos de Deus, basta entregarmos a Ele o nosso coração, a nossa vida, e fazer o seu querer, e Deus há de cuidar de nós!


Oficina criativa
Amplie o desenhoPrim6 fig 2 da galeria de  imagens o para os pequenos colorir


Fonte: www.igrejabatistaagape.com.br


Fontes Consultadas:
·         Bíblia NTLH - SBB
·         Curso para Professor de EBD - Faculdade de Teologia e Ciências Humanas IBETEL – Pr. Vicente de Paula Leite
·         53 Histórias de Jesus – Geográfica Editora
·         Bíblia Ilustrada Infantil – Editora Geográfica – Edição 2000.


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva 


 

Galeria de imagens


JUNIORES - Lição 6: Perseguidos mas não vencidos


4º Trim. 2012 - JUNIORES - Lição 6: Perseguidos mas não vencidos

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
JUNIORES – CPAD
4º Trimestre de 2012
Tema: Fé em ação
Comentaristas: Miriam Reiche e Luciana Alves de Souza


LIÇÃO 6 – PERSEGUIDOS MAS NÃO VENCIDOS


Texto Bíblico:Atos 7.54-60 a 8.1-40


Objetivo
Professor ministre sua aula de forma a conduzir seu aluno a conscientizar-se de que em Deus somos vencedores em meio aos mais diversos obstáculos.


Exercitando a memória
“... Quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguições, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? Em todas essas situações temos a vitoria completa por meio daquele que nos amou.” (Rm 8.35,37  – NTLH).

Nossa segurança, a confiança mais importante que podemos ter é essa: somos alcançados pelo amor divino, e este amor nos uniu definitivamente a Jesus, e Nele somos guardados em todas as dificuldades e perigos.


Crescendo no conhecimento
Estevão, o principal dos sete diáconos, era homem de profunda piedade e grande fé. Posto que judeu de nascimento, falava a língua grega e estava familiarizado com os usos e costumes dos gregos. Achou, portanto, oportunidade de pregar o evangelho na sinagoga dos judeus gregos. Era muito ativo na causa de Cristo e com ousadia proclamava a sua fé. Ilustrados rabinos e doutores da lei empenharam-se em discussão pública com ele, esperando confiantemente uma fácil vitória. Mas "não podiam resistir à sabedoria, e ao espírito com que falava". Não somente falava no poder do Espírito Santo, mas também era claro ser ele um estudioso das profecias, e instruído em todos os assuntos da lei. Habilmente defendia as verdades que advogava e derrotava completamente seus oponentes. Em relação a ele cumpriu-se a promessa: "Proponde, pois em vossos corações não premeditar como haveis de responder; porque Eu vos darei boca e sabedoria a que não poderão resistir nem contradizer todos quantos se vos opuserem." Luc. 21:14 e 15.

Vendo os sacerdotes e príncipes o poder que acompanhava a pregação de Estevão, encheram-se de ódio atroz. Em vez de se renderem às provas que ele apresentava, resolveram fazer silenciar sua voz, matando-o. Em várias ocasiões haviam subornado as autoridades romanas a fim de passarem por alto casos em que os judeus tinham feito justiça pelas próprias mãos, julgando, condenando e executando prisioneiros de acordo com seu costume nacional. Os inimigos de Estevão não tinham dúvida em poder seguir de novo o mesmo caminho sem se exporem ao perigo. Determinados a arcar com as conseqüências, agarraram Estevão e o trouxeram perante o concílio do Sinédrio para ser julgado.
Depois da morte de Estevão, Saulo foi eleito membro do conselho do Sinédrio, em consideração à parte que desempenhara naquela ocasião. Durante algum tempo foi um instrumento poderoso nas mãos de Satanás para promover sua rebelião contra o Filho de Deus. Logo, porém, este implacável perseguidor deveria ser empregado em edificar a igreja que agora estava a derribar. Alguém, mais poderoso que Satanás, escolhera Saulo para tomar o lugar do martirizado Estevão, a fim de pregar e sofrer pelo Seu nome e propagar extensamente as novas da salvação por meio de Seu sangue.

Filipe, o Evangelista foi um missionário cristão do século I. Ele é citado diversas vezes no Atos dos Apóstolos mas não deve ser confundido com Filipe (apóstolo). Junto com Estêvão, era um dos sete “homens acreditados, cheios de espírito e de sabedoria”, escolhidos para a distribuição de alimentos entre as viúvas cristãs em Jerusalém (At 6.1-6).

Quando a perseguição espalhou a maioria dos cristãos, Filipe foi a Samaria; proclamou ali o evangelho, realizou milagres, e com muita alegria muitos aceitaram a mensagem e foram batizados, inclusive Simão, que praticava artes mágicas. (At 8.4-13) Assim, quando os apóstolos “ouviram que Samaria havia aceito a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João”, para que os crentes batizados recebessem Espírito Santo (At 8.14-17).

Filipe foi levado pelo espírito ao encontro do eunuco etíope na estrada de Gaza, e em pouco tempo, este “homem de poder sob Candace, rainha dos etíopes”, depositou fé em Jesus e pediu que Filipe o batizasse. (At 8.26-38) Depois Filipe viajou para Ashdod e para Cesaréia, “declarando as boas novas a todas as cidades”. (At 8.39,40)

Por todas estas obras ele realizou a obra dum “evangelizador” (At 21.8). Anos mais tarde, viveu em Cesareia, onde pregava com suas quatro filhas. Por volta do ano 56 d.C. foi visitado por Paulo e Lucas que ficaram por um tempo em sua casa.

“Este homem [Filipe] tinha quatro filhas, virgens, que profetizavam”.(At 21.8-10).
A tradição diz que ele residiu em Trales se tornando bispo da Igreja local.

Estevão, os apóstolos Tiago, Pedro, Paulo e muito outros cristãos sofreram martírio e perseguição por amor a Deus, mas nunca abandonaram a fé, permanecendo fiéis a Deus e à Sua Palavra.
O Apóstolo Paulo na carta aos Romanos (aos cristãos que estavam em Roma), em seu capítulo 8, versos 31 a 39, encontramos um dos textos mais lindos produzidos por esse amado servo de Jesus Cristo. Apreciemos, pois, o texto mencionado, o qual é o nosso texto áureo de hoje, a fim de que possamos conhecer a convicção do Apóstolo.

"Que diremos, pois a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele quem nem mesmo a Seu Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem nos justifica; quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou nudez, ou o perigo, ou espada?

Como está escrito: Por amor de Ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mais em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a visa, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor."



Que evidências podem conduzir o ser humano a convicção que o apostolo Paulo tinha? – Deus defende, segundo esse texto bíblico, os que são seus e os livra. Seus são todos aqueles que entregam a vida aos cuidados Dele e O buscam em todas as situações.
Esses são os escolhidos. Os que nada fazem, nenhuma decisão tomam sem antes consultá-lo.

Submissão total, por vontade própria. Sim, submissão voluntária, porque todos somos livres para crer ou não crer em Sua Palavra. Confiar ou não confiar em Suas promessas. Obedecer ou não obedecer Seus preceitos. Como judeu, Paulo faz alusão aos tempos em que conhecia bem o Antigo Testamento, o que fica evidente na expressão "Deus não poupou Seu próprio Filho" .

As palavras que o Apóstolo usa, com referência a Deus, são as mesmas que Deus usou com respeito a Abraão, quando este demonstrou sua disposição de oferecer a Jeová, em sacrifício, seu próprio filho – Isaque, como prova de seu amor, obediência e total lealdade a Deus (Gn 22.16-18).
Isto é para pensarmos: Nenhuma lealdade pode ser comparada à Deus! Ele defende os que são seus e os livra, por causa de seu imensurável amor. Mesmo imperfeitos, falhos, Ele não deixa de guardar aqueles que contam com Sua proteção, e a ela recorrem; e ninguém pode prevalecer sobre eles. O Senhor os faz vencedores.

Outra evidência que poderá levar qualquer pessoa a convicção de Paulo é:
O Senhor é nosso advogado por excelência. Os parentes e amigos podem até nos ajudar e apoiar-nos, em situações difíceis, mas ninguém tomará o fardo que é meu, que é seu, meu pequeno, para o carregar.
Este fardo é só nosso e temos que leva- lo ate é o fim da jornada. Cristo, porém, não apenas nos apóia ou ajuda, mas toma nossa carga e a leva aliviando-nos do peso. Intercede para que você e eu fiquemos livres da condenação de carregar a cruz e, ainda a carrega em nosso lugar.
 
Aplicação da Lição
Se essas evidências nos podem conduzir à convicção do Apóstolo Paulo, então, o que nos pode separar desse tão grande amor que Deus tem por nós?
Nada, absolutamente nada, poderá separar do amor de Deus alguém que O busca de todo coração!


 Fontes Consultadas:
·         Bíblia de Estudo de Aplicação Pessoal – Editora CPAD – edição 2003
·         Bíblia de Estudo Plenitude – SBB/1995 – Barueri/SP
·         Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD – Edição 2002.
·         Bíblia Shedd – Editora Mundo Cristão – 2ª Edição
·         Bíblia de Estudo da Mulher – Editora Mundo Cristão/SBB – Edição 2003
·         Dicionário Vine – Editora CPAD – 3ª Edição 2003
·         365 Lições de vida extraídas de Personagens da Bíblia - Rio de Janeiro Editora CPAD
·         Richards – Lawrence O. – Guia do leitor da Bíblia – Editora CPAD – 8[ Edição/2009


Colaboração para Portal Escola Dominical – Profª. Jaciara da Silva

PRE ADOLESCENTES – LIÇÃO 6 – A ORAÇÃO NA IGREJA


4º Trim. 2012 - PRE ADOLESCENTES - Lição 6: A oração na Igreja

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRE ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: O pré adolescente e a Igreja
Comentaristas: Damaris  Ferreira da CostaVerônica Araujo; Telma Bueno
                           


Texto bíblico   Mateus 6.6-13
Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes.
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!

Objetivos após a aula seus alunos devem reconhecer que a oração é o meio pela qual temos comunhão com Deus, assim como devemos dar importância a uma vida de oração.

Introdução
Na lição 06 estaremos abordando o tema “ oração”, o que significa em simples palavras “falar com Deus”.
A importância, o dever e os resultados da oração, é o assunto desata  aula

I-A arma do Cristão
A oração, como bem afirmou Paulo, é indispensável para que vençamos as hostes espirituais da maldade, pois é a ferramenta que nos coloca em forma para podermos utilizar adequadamente a armadura de Deus (Ef 6.13-18).
Quando falamos em oração, entendamos que ela é um dever, ou seja, é algo que é obrigatório e que o cristão não tem o direito de deixar de fazer. Quando o Senhor Jesus contou aos discípulos a parábola do juiz iníquo ele quis ilustrar o “dever de orar sempre e nunca desfalecer” (Lc 18.1).

II-A importância da oração
A oração é o canal pelo qual o homem exercita a sua submissão a Deus. É a forma pela qual o crente se põe como um verdadeiro servo do Senhor. É a própria exteriorização de nossa qualidade de servo de Deus. Nas páginas das Escrituras Sagradas, veremos, sempre, que os grandes homens de Deus eram homens de oração, bem como que os grandes fracassos espirituais ali descritos têm como ponto em comum, a falta de oração, a falta de diálogo com Deus. Quando o homem se distancia de Deus.
O apóstolo Paulo mostra que a guerra do crente contra as forças espirituais de Satanás exige dedicação a oração, “em todo tempo”, “com toda oração e súplica”, “por todos os santos”, “com toda perseverança” – “orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18); “Orai sem cessar” (1Ts 5.17).
Temos de vigiar contra a tendência de toscanejar, de deixar a mente vagar e de nos preocupar com outras coisas. A oração requer que estejamos alertas e concentrados espiritualmente.

a) Quando tudo está bem – Há uma tendência de desprezarmos o ritmo de intimidade com Deus, as coisas constitutivas da nossa comunhão com Deus, quando parece que tudo está bem ao nosso redor. Muitos homens de Deus ao longo da história se descuidaram de buscar a Deus e de vigiar quando todas as coisas lhes eram bastante favoráveis.

Como exemplo, citamos Davi. Este grande rei de Israel, ao invés de ir adiante do seu exército na batalha, conforme fizera antes ficou em Jerusalém; foi tomado de uma indolência que não demorou a levá-lo ao colapso moral e espiritual. Sua vida de conforto e luxo como rei desenvolveu nele a autoconfiança e o tornou uma pessoa descomedida.
Não orou e nem vigiou, logo caiu em tentação, cometeu o pecado de adultério. O adultério com Bate-Seba, o planejamento e a covarde execução de seu esposo, Urias, estão entre os pecados mais condenáveis e repulsivos já narrados na história bíblica. Uma vez concebido, o pecado fez com que o "homem segundo o coração de Deus" passasse da vitória para o tormento.
O rei Davi mais do que ninguém sentiu na pele e na alma a tragédia desse pecado (ver Salmo 51). Deus, o Senhor de toda a justiça, reprovou o ato de Davi (2 Sm 11.27), perdoou-o por se arrepender profundamente do ato impensado e precipitado, mas não o livrou das inevitáveis e trágicas conseqüências.

III- Como orar?
Com reverencia
A oração deve ser feita com reverência. Jesus ensinou isso na oração do Pai nosso – Lucas 11.2. Veja, também, a manifestação do salmista no salmo 111 A sua atitude é de uma cabal reverencia na presença de Deus ao proferir tão lindas palavras. Portanto, não devemos nunca, de qualquer modo, tratar com leviandade os títulos ou nomes de Deus. Ao orar, penetramos na sala de audiência do Altíssimo, e devemos ir à Sua presença com santa reverência.

Veja e sinta a reverencia que os anjos têm para com o Deus todo-poderoso, quando estão em sua presença, conforme descrito em Is 6.2-3. Os anjos velam o rosto em Sua presença. Os querubins e os serafins aproximam-se de Seu trono com solene reverência. Quanto mais deveríamos nós, seres finitos e pecadores, apresentar-nos de modo reverente perante o Senhor, nosso Criador.

É tremendamente preocupante quando muitos que se dizem cristãos, no momento da oração, estão alheios a esse momento tão sublime, pois, sem temor mascam chicletes, balbuciam conversas paralelas nada condizentes com o momento tão sublime e sobrenatural; sem falar em outros absurdos destoante de uma vida genuinamente cristã. Isto caracteriza indiferentismo com a presença do Senhor, é trazer fogo estranho ao Altar (ler Num 26.61).
A Bíblia nos induz ao respeito para com Deus em qualquer situação, principalmente quando estamos num momento de oração –
“Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor” (Hb 12.28).


 Com fé e humildade.
a) Com fé “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte” (Tg 1:6).
Tiago nos exorta a buscarmos a Deus em oração com fé, em nada duvidando. Precisamos ter convicção de seu amor e preocupação conosco e saber que nada é impossível para ele. Se duvidarmos de sua bondade e do seu poder, não teremos estabilidade nas provações. Talvez consigamos descansar em Deus por alguns momentos, mas logo imaginaremos que ele se esqueceu de nos tratar com bondade; procedendo assim, seremos como a onda do mar que se eleva majestosamente e depois desaba espumante e agitada. Esse tipo de fé que vacila entre otimismo e o pessimismo não honram a Deus (Tg 1.7-8).

b) Com humildade.  – “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”(Rm 12.1,2).

Quando o crente se apresentar a Deus em oração, diz o pastor Eliezer de Lira e Silva, “deve reconhecer a sua insignificância em si mesmo, suas fragilidades, necessidades e estar disposto a confessar seus pecados e deixá-los, e buscar a boa e perfeita e agradável vontade de Deus para a sua vida. Isto é uma condição necessária para todo aquele que quiser viver como salvo. A humildade foi uma das características marcantes na vida e no Ministério de Jesus”

IV- Por que orar?
A tão singular advertência de Jesus: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

b) No dia da angústia e da adversidade– Há momentos de nossa vida que são tão cruentos que pensamos que Deus nos tem desprezado. As angústias e adversidades nos deixam debilitados espiritualmente e nos fazem ofuscar as esperanças de uma recuperação a uma posição original. Mas, o crente tem uma arma poderosa nestes momentos difíceis de nossa caminhada rumo ao Céu: a oração. Ela é poderosa e traz substancia à alma, pois mesmo não tendo força suficiente devido o momento difícil e tenebroso, o Espírito Santo nos ajuda a buscarmos a Deus em oração. O apóstolo Paulo, real exemplo de um crente que passou por momentos de angústia, nos dá a receita certa para esses momentos: “alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”(Rm 12:12)

Jonas, no seu momento de angústia ele orou a Deus, assim: Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz” (Jonas 2.1-2). Do ventre do grande peixe, Jonas clama ao Senhor, embora se considerasse quase morto (Jn 2:6); sua oração é ouvida pelo Senhor que, em sua misericórdia, poupa-lhe a vida. Assim, os crentes nunca devem perder a esperança, mesmo em situações que pareçam insuportáveis. Assim como Jonas, os crentes devem clamar a Deus, pedindo misericórdia e ajuda. Depositemos, pois, nossas vidas em suas mãos!.
Devemos orar somente a Deus, e deve ser feito em nome de Jesus, “porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Tm 2.5). Paulo exortou os crentes da igreja de Éfeso a sempre dar “graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.20
A terceira pessoa da Trindade tem um papel ativo nas orações dos filhos de Deus. O apóstolo Paulo explicou qual a tarefa do Espírito Santo na oração:"Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Rm 8.26).
Aqui mostra que a atividade do Espírito Santo é interceder “com gemido”; com freqüência, sentimo-nos desnorteados em nossa vida de oração.
Não sabemos orar como convém.
Oramos de maneira egoísta, ignorante, limitada. Porém, o Espírito coloca-se ao nosso lado para nos ajudar em nossa fraqueza e intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis. Aqui, é o Espírito quem geme, e não nós, apesar de também o fazermos. Esses gemidos têm lugar no coração do crente.
Os desejos e anseios espirituais dos crentes têm sua origem no Espírito Santo, que habita em nosso coração. O próprio Espírito suspira, geme e sofre dentro de nós, ansiando pelo dia final da redenção (Rm 8:23-25). Ele apela ao Pai em favor das nossas necessidades “segundo a vontade de Deus”(Rm 8:27).

V-A igreja que orava
O livro de Atos dos Apóstolos é mais que o registro inspirado das ações de um grupo especial de crentes. Nele estão incluídos os atos da Igreja levantada no Pentecostes, os atos do Espírito Santo nessa Igreja e por meio dela e os atos das forças contrárias, tanto humanas quanto demoníacas, que buscavam impedir e destruir a Igreja desde o seu nascimento. As orações da Igreja Primitiva foram cruciais para os eventos sobrenaturais que marcaram os primeiros dias desse novo movimento cio Espírito. Se há alguma lição nessa história cheia de fascínio e deslumbre, é que a oração tem sido o fator que faz a diferença. Sem ela, não haveria o registro de atos que nos causam tamanha admiração.
A Igreja Primitiva foi estabelecida numa reunião de oração, que durou de sete a dez dias (At 1.13,14); ela continuou em oração (At 2.42); e a oração sempre foi o seu sustentáculo. O livro de Atos não estabelece qualquer doutrina ou teologia sobre a oração. No entanto, mediante um fluxo incessante de exemplos, ensina sobre o assunto. Gerações de crentes têm recebido inspiração e encorajamento através do exemplo daqueles apóstolos dedicados à oração, que plantaram a semente e a regaram com lágrimas. Nós, igualmente, podemos ter um aumento em nosso labor pelo Reino, à medida que juntamos aos nossos esforços a oração de intercessão.
Orações na igreja
É indispensável que a igreja, reunida, busque a Deus em oração, para que tenhamos uma verdadeira adoração e a presença de Deus se faça sentir no meio dos crentes. Cada crente deve, assim que chegar à igreja, buscar a face do Senhor, orar para que o nome do Senhor seja glorificado na reunião. Atualmente, este momento não tem mais o vigor e a dedicação que existia alguns anos atrás, quando o povo de Deus, ao chegar à casa do Senhor, dobrava seus joelhos e, numa atitude de reverência, seguindo o que determina a Bíblia Sagrada (Ec 5:1), orava ao Senhor até o início da reunião.
 O culto na igreja começa quando ali chegamos e devemos aproveitar o nosso tempo para orar e buscar a presença de Deus. As reuniões não têm sido mais proveitosas espiritualmente para os crentes exatamente porque não há este propósito de orarmos ao Senhor desde o instante de nossa chegada à igreja local.
Muitos são os elementos predominantes na constituição da oração congregacional, mas nesta aula nos deteremos a apenas três: a oração pelo crescimento da igreja, principalmente no aspecto espiritual; a oração focada nas necessidades específicas dos fiéis; e a dedicação à oração dos líderes das igrejas locais.
O ministério apostólico de Paulo era alicerçado na oração. Ele gostava de estar em oração: com os irmãos (At 16.13); com os anciãos (At 20.36) e com um grupo de discípulos em Tiro (At 21.5). Ele não somente orava, mas também rogava que outros irmãos orassem por ele (2 Co 1.11); (Cl 4.3); (1Ts 5.25); (2 Ts 3.1).

Além de um apóstolo exemplar, era um cuidadoso pastor do rebanho do Senhor. Preocupava-se com todas as igrejas, mesmo aquelas que nunca tinham sido visitadas por ele, como é o caso da igreja em Colossos. Veja a sua preocupação com aquela igreja, mesmo estando na prisão
(Cl 4.3): “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual”(Cl 1.9).

Conclusão 
É somente aos pés do Senhor Jesus que a igreja encontra direção e disposição para o trabalho, bem como forças para não fraquejar diante das dificuldades. Jesus está voltando e a necessidade da igreja se manter fervorosamente unida em oração é cada vez mais premente, pois o adversário de nossas almas está fazendo tudo que está ao seu alcance para desviar o maior número de cristãos dos caminhos do Senhor. Sejamos unânimes em oração pelo avanço do Reino de Deus sobre a face da terra.


Colaboração para Portal Escola Dominical - Jair César / Jaciara da silva

ADOLESCENTES - Lição 6: Você está contente hoje?


4º Trim. 2012 - ADOLESCENTES - Lição 6: Você está contente hoje?

PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi

LIÇÃO 6 – VOCE ESTÁ CONTENTE HOJE?

Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Compreendero conteúdo da carta aos Filipenses, conscientizando-se que a alegria e a satisfação do cristão e constante, independe das circunstancias que o rodeia.


Para refletir
“Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós”. (Fp 3.1- ARC).

Paulo exorta a Igreja para que tenha unidade e alegria em Cristo. A unidade entre os crentes não pode ser quebrada, e Paulo nos dá o segredo para mantê-la – Cristo é o segredo da verdadeira e duradoura alegria, Nele temos comunhão (Unidade) e o gozo proveniente do Seu Espírito.


Texto Bíblico: Fp 4:4-13.

Introdução
A expressão "alegrai-vos no Senhor" nos dá uma idéia de uma alegria que não depende de outros fatores, mas depende do Senhor. Assim, temos também uma idéia de condicionamento. Nossa alegria depende da nossa relação com Deus. Se esta relação estiver interrompida de alguma forma, então estaremos desligados da nossa fonte de alegria. Ficaremos tristes. Precisamos então eliminar o que se pôs entre nós e Deus, seja um ídolo ou outro pecado qualquer. Religados à fonte da alegria, nosso rosto volta a brilhar como uma lâmpada que se acende.


Epistola aos Filipenses
Data:Cerca de 61 d.C.

Tema:a alegria através do amor à Cristo. Em muitos aspectos, esta é a mais bela cara de Paulo, cheia de ternura, calor e afeição. Seu estilo é espontâneo, pessoal e informal, apresenta-nos um diário íntimo das próprias experiências espirituais de Paulo. A nota dominante por toda a cara é a alegria triunfante. Paulo, embora prisioneiro, era muito feliz, e invocava seus leitores para sempre regozijarem em Cristo. É uma carta ética e prática em sua ênfase e está centralizada em Jesus. Para Paulo, Cristo era mais do que um exemplo; ele era a própria vida do apóstolo.

Palavras-Chave:alegria, regozijo.

Contexto Histórico e Data
Atos 16.12-40 registra a fundação da igreja de Filipo. Paulo estabeleceu a igreja durante sua segunda viagem, por volta de 51 d.C.. Desde o começo, a igreja apresentava um forte zelo missionário e era constante em seu apoio ao ministério de Paulo (4.15-16; 2 Co 11.8-9). Paulo desfrutou de uma amizade mais próxima com os Filipenses do que com qualquer outra igreja.

É mas provável que Paulo tenha escrito esta carta durante sua primeira prisão romana, por volta de 61 d.C., para agradecê-los pela contribuição que tinha recebido deles. Ele também elogiou calorosamente Epafrodito, que tinha trazido a doação de Filipos e quem Paulo estava enviando de volta.

Conteúdo
A mensagem permanente dos Filipenses diz respeito à natureza e base de alegria cristã. Para Paulo, a verdadeira alegria não é uma emoção superficial que dependeu de circunstâncias favoráveis do momento. A alegria cristã é independente de condições externas, e é possível mesmo em meio a circunstâncias adversas, como sofrimento e perseguição.
A Alegria definitiva surge da comunhão com Cristo ressuscitado e glorificado. Por toda a carta, Paulo fala da alegria do Senhor, enfatizando que somente através de Cristo se alcança a alegria, como ocorre com todas as outras graças cristãs. Essencial para essa alegria é a convicção confiante de autoridade de Cristo, baseada na experiência do poder de sua ressurreição. Devido essa convicção, a vida de Paulo ganhou sentido. Mesmo a morte tornou-se uma amiga, pois o levaria a uma maior experiência da presença de Cristo (1.21-23)
A alegria apresentada em Filipenses envolve uma expectativa ávida da volta eminente de Cristo. O fato de essa expectativa ser dominante no pensamento de Paulo é vista em suas cinco referências à volta de Cristo. No contexto de cada referência há uma nota de alegria (1.6,10; 2.16; 3.20; 4.5).
Paulo também descreve uma alegria que surge da comunhão na propagação do evangelho. Ele começa a carta agradecendo aos Filipenses pro sua parceria na propagação do evangelho através de suas ofertas monetárias. As ofertas, entretanto, são apenas uma expressão de seu espírito de comunhão, ou como ele coloca em 4.17, “o fruto que aumente nossa conta”. Sendo assim, a alegria cristã é uma conseqüência de estar em comunhão ativa com o corpo de Cristo.

Esboço de Filipenses
Introdução 1.1-11
I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
II. Exortações 1.27-2.18
III. Recomendações e planos pra os companheiros de Paulo 2.19-30
IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Conclusão 4.1-23


Perdas e Ganhos
O evangelho envolve perdas e ganhos (3.7-8). Isso não combina com certas pregações de prosperidade. Paulo estava preso, privado de muitas coisas, mas certo do seu ganho espiritual. Será que Paulo pensava em um evangelho que lhe proporcionaria riqueza material, uma grande casa, um lindo carro, o seu próprio negócio, etc? De modo nenhum.

Ele assumia as tribulações e os sofrimentos como fatores naturais no caminho do cristão e que tudo isso até contribuiria para o avanço do reino de Deus. "... As coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho." (1.12).

Ele destacou ainda, de modo comemorativo, que sua prisão tinha se tornado oportunidade para evangelizar os soldados romanos (1.13).
Quando, ao fim da epístola, Paulo diz: "Tudo posso naquele que me fortalece" (4.13), ele não estava ensinando uma declaração do pensamento positivo, como se quisesse colocar o cristão numa posição de sucesso absoluto, conforme a visão que o mundo tem de sucesso. Lendo no cap. 4.12, entendemos que Paulo estava dizendo que ele foi capacitado por Deus para passar por qualquer situação, fosse de abundância ou escassez, de humilhação ou honra, de fartura ou de fome. Certamente, o obreiro de Deus precisa estar pronto para tudo isso e não apenas para ser rico.
É verdade que Deus pode nos dar todo tipo de bens materiais. Entretanto, isso depende do plano Dele para cada pessoa. Não podemos colocar a riqueza material como conseqüência natural do evangelho. Isso não é bíblico. Na parábola dos talentos, aquele senhor deu uma quantidade de dinheiro correspondente à capacidade de cada um. É assim que Deus faz conosco. Ele não vai colocar em nossas mãos algo superior à nossa capacidade de administrar.
Precisamos focalizar o ganho espiritual, o galardão celestial e não o galardão terreno. Este, se vier, será bem-vindo. Porém, não pode ser o nosso objetivo.


Os Inimigos da Cruz
"Pois muitos andam entre nós, dos quais repetidas vezes eu vos dizia e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo; O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia; visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória..."(Fil.3.18-21).

Cruz é renúncia, é entrega, é perda, é humilhação, é morte. Disse Jesus: "Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome cada dia a sua cruz e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perde-la-á, mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará.".(Lc.9.23-24). Se não estivermos dispostos a perder nada pelo evangelho e ainda quisermos fazer dele uma ferramenta para o enriquecimento material, estaremos desvirtuando sua essência e negando a cruz.

Corremos o risco de colocar o ser humano como o centro do cristianismo, como se este existisse para atender a todos os nossos desejos terrenos. Desse modo, muitas pessoas estão nas igrejas com a expectativa de que Deus resolva todos os problemas delas e vêem Nele apenas um solucionador de problemas e não um Senhor.

"Buscai primeiro o Reino de Deus."(Mt.6.33a). Muitos precisam corrigir a orientação de sua busca ao Senhor. Precisamos buscá-lo, primeiramente, para sabermos a sua vontade para nós, e não para fazê-Lo conhecer a nossa vontade. Precisamos perguntar a ELE sobre o que devemos fazer para ELE antes de apresentar o que queremos que ELE faça para nós. Nós é que somos os servos. Ele é o Senhor.

Além disso, precisamos colocar os valores espirituais acima dos valores terrenos. Em sua oração pelos filipenses, Paulo pede que eles tenham amor, conhecimento, discernimento e fruto de justiça para a glória de Deus (Fil.1.9-11). São valores espirituais, os quais devem ser enfatizados, acima das nossas ambições materiais.
Colocando cada coisa no seu devido lugar e nível de importância, entenderemos a disposição de Paulo até para sofrer e morrer pelo evangelho. Em algum tempo da nossa vida podemos estar vivendo na abundância. Em outro tempo podemos estar sofrendo privações sem que isso signifique pecado nem fracasso espiritual. O cristão pode ser rico (II Tm.6.17-19) e pode ser pobre (II Cor.8.1-2; Fil.4.11). O que não se pode é vincular o evangelho à riqueza material. Afinal, Jesus disse que os ricos dificilmente se salvarão. E Paulo acrescentou que os que querem ser ricos caem em muitas tentações. (Lc.18.24; II Tm.6.9-10).

Deuses Estranhos
Paulo disse que "andam entre nós" muitas pessoas "cujo deus é o ventre”. Entre nós significa dentro da igreja. São pessoas que não estão servindo ao verdadeiro Deus, mas estão procurando apenas seu próprio interesse. Eram como aquela multidão que acompanhava Jesus apenas por causa dos pães e dos peixes que Ele multiplicava (Jo 6.26). Isso é até admissível por algum tempo. Muitos só vão atrás de Jesus motivados por uma necessidade pessoal. Porém, chega um momento quando todos são desafiados a assumirem uma posição de compromisso com o Senhor. Seguir a Cristo nos faz passar por momentos de milagres, de pão e peixe multiplicados, de cura, de libertação, etc., mas nesse caminho também existe uma cruz.

O “deus” daquelas pessoas era o ventre. A alimentação estava acima de tudo para elas. Existem hoje tantos deuses sendo adorados e servidos. Na sociedade atual, o futebol é um deus ou uma religião. Não é à toa que os grandes jogadores são considerados “ídolos”. Os estádios reúnem pessoas como não acontece em nenhum templo religioso do mundo. Elas vão ali, pagam para entrar, nada ganham, e algumas chegam a matar ou morrer pelo seu time. As copas do mundo reúnem povos de muitas nações num congraçamento jamais realizado por nenhuma religião.

Outro deus da atualidade que podemos mencionar é o sexo. A sexualidade extrapola as portas conjugais e se manifesta nas músicas, nos comerciais, nos filmes, nas novelas, etc. Deixa de ser um componente do casamento e passa a ser usado como produto comercial. Aqueles que servem a esse deus tornam-se escravos de suas práticas extra-conjugais.

O dinheiro é também um deus da humanidade. Cristo mesmo já mencionou algo semelhante quando disse: "Não podeis servir a Deus e a Mamom"(Mt.6).
Os exemplos que mencionamos não são coisas intrinsecamente más. O futebol não é algo mau. O dinheiro também não. O sexo, por sua vez, foi criado por Deus e é correto desde que praticado dentro do matrimônio. O problema é quando essas coisas são colocadas acima de Deus, como se fossem mais importantes do que Ele. Se trocamos o compromisso com Deus por outra coisa, então essa coisa é o nosso deus.
Através do jejum, das ofertas e da abstinência pelo tempo necessário, nós demonstramos, na prática, que o Senhor Jesus está acima de tudo para nós.


Regozijai-vos No Senhor
Paulo, mesmo preso, estava se regozijando (1.18). Possuía uma alegria sem motivo aparente (1.4,18,25). Ele usa não apenas a palavra alegria, mas gozo e regozijo, que são termos ainda mais fortes, que falam de uma alegria intensa, grande satisfação ou prazer (2.2; 2.17,18,28,29).

A chave do contraste entre a prisão de Paulo e sua alegria é a expressão: "Regozijai-vos no Senhor (3.1; 4.1,4,10). A alegria do cristão não vem de fora para dentro, mas de dentro para fora. Alegria no Senhor não depende de circunstâncias mas depende do Senhor, e Ele não muda. Um cristão alegre no meio da tribulação? Isso é loucura para o mundo. Tal alegria provém de uma paz que excede todo entendimento (4.7).

Em meio a tantas expressões de alegria, o texto de 2.28 menciona a "tristeza". Isso é bom para que não falemos do cristianismo como se fosse algo irreal, utópico. Paulo esteve triste por causa da doença de Epafrodito. Nesse mundo podemos passar por momentos de tristeza. Porém, ela não pode nos dominar, não pode ser nossa companheira constante. Observe que, embora a tristeza tenha sido mencionada, ela não se tornou característica nem tema da epístola. Da mesma forma como não se tornou característica de Paulo nem será nossa. Podemos ficar tristes por alguns momentos ou até por alguns dias? Sim. Daniel esteve triste durante 21 dias (Dn.10.2). Podemos nos entristecer pelo pecado cometido (I Cor.5.2; II Cor.7.8-10), por uma perda, pelo sofrimento próprio ou alheio. Entretanto, não seremos pessoas tristes nem viveremos na tristeza.

É verdade que Jesus chorou, conforme nos informa o menor versículo da Bíblia (João 11.35). Porém, Jesus não viveu chorando e nem nós podemos viver assim. Paulo também chorou por causa daqueles que se perdiam (Fil.3.18). Que a tristeza em nossas vidas seja o menor versículo e que a alegria preencha longos capítulos da nossa existência.



Alegria X Ansiedade
Ao escrever aos filipenses sobre a alegria, Paulo estava consciente de que a ansiedade poderia ser um empecilho nesse caminho (4.4-7). Talvez deixemos de usufruir em plenitude da alegria do Senhor (NE 8.10), porque estamos ansiosos.
Algumas vezes, a ansiedade, ou preocupação, ocorre por um motivo legítimo. Estamos nos sentindo ameaçados, então ficamos ansiosos. Entretanto, em muitos casos a ansiedade se manifesta sem fundamento real.

Podemos estar ansiosos porque buscamos algo e ainda não alcançamos. Pode ser algo necessário, mas, em muitos casos, trata-se de uma busca ambiciosa pelo excesso, por aquilo que é supérfluo. Não seria melhor fazer calar a nossa alma, como disse o salmista? (Sl 131.2). "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus", diz o Senhor. (Sl 46.10). Ele está no controle da nossa vida. Ele nos dará o que precisamos e até o que não precisamos, se isso for bom para nós. "Não andeis ansiosos", disse Jesus aos seus discípulos (Mt.6.25-34).

Em todas essas situações, a fé, a oração e a gratidão são os remédios prescritos pelo apóstolo Paulo. Se crermos em Deus e no seu cuidado para conosco, isso já é um forte motivo para o nosso descanso. Em segundo lugar vem a oração. Nossa fé se expressará através das nossas palavras. Estamos nos sentindo ameaçados por alguma coisa ou oprimidos por alguma necessidade? Vamos levar tudo isso diante de Deus através da oração.Quando oramos, dividimos a responsabilidade com Deus. Se você faz tudo na vida sem orar, então a responsabilidade é toda sua. Se der errado, a culpa é sua. Quando oramos, estamos pedindo que Deus faça a parte que não está ao nosso alcance. Contudo, continuamos responsáveis por aquilo que podemos fazer.

Tendo orado, temos mais um motivo para descansar. Em nossa oração, precisamos também agradecer. A gratidão, mais do que uma expressão verbal, é um exercício. Precisamos, freqüentemente, olhar para tudo o que Deus já nos deu e agradecer. É bom que agradeçamos por cada coisa, cada pessoa, cada conquista, cada realização, e até mesmo pelo que não conseguimos, pois até isso foi livramento do Senhor, embora possamos não ter compreendido. Esse exercício é um antídoto contra as ambições excessivas. Normalmente vivemos olhando para o que falta e nos esquecemos de agradecer pelo que já temos. Valorizamos demasiadamente o que falta e desvalorizamos o que já temos. Isso é um erro do ser humano que aumenta a ansiedade e diminui a alegria.

A ansiedade, seja por motivo legítimo ou não, é resultado dos nossos pensamentos. Paulo nos aconselha a selecionar nossos pensamentos. Se pudermos agir para resolver determinado problema, então devemos fazê-lo, mas ficar apenas cultivando a preocupação não vai nos levar a nada. Precisamos então, pensar em coisas boas, positivas, agradáveis, e isso será favorável ao nosso bem estar e à nossa alegria. Embora tais palavras possam parecer apenas a valorização do pensamento positivo, Paulo coloca a pessoa de Deus como a fonte da nossa paz (4.9).



Unidade e companheirismo  (1.27; 2.2)
Os filipenses haviam mandado uma ajuda financeira para o apóstolo (4.16-18). Ele se regozijou muito pela comunhão que os irmãos tiveram com ele naquele momento difícil. É na dificuldade que a comunhão e a unidade se tornam mais necessárias e importantes. "Na angústia nasce o irmão"(Pv.17.17).

É nessa hora que se descobre o verdadeiro amigo. Os falsos desaparecem.
O tema da unidade também se apresenta na epístola quando Paulo fala de um "companheiro de jugo" (provavelmente Síntique – 4.2-3,14). O jugo, também chamado "canga", "é uma peça de madeira que une dois bois e os prende ao carro ou ao arado" (Aurélio). Companheiro de jugo é companheiro de trabalho. É um tipo de sociedade num momento de dificuldade.

Conclusão
A unidade depende da humildade (2.3-4). O orgulho e o egoísmo trazem divisão. Para demonstrar o valor da humildade, Paulo usa a pessoa de Cristo como exemplo (2.5-11). Afinal, não haveria exemplo melhor. O texto do capítulo 2.5 a 11 nos mostra a trajetória de Jesus. É um quadro de humilhação progressiva até a morte na cruz. Em seguida, vem sua exaltação acima de toda a criação.

"Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros."(2.4). Cuide do problema do seu irmão como se fosse seu, desde que não esteja havendo abuso nem aconteça de você estar atrapalhando o crescimento da outra pessoa. Ajude o seu próximo, mas, de preferência, ensine o seu próximo a ajudar a si mesmo. Existe um momento em que devemos carregar a carga uns dos outros (Gál.6.2) e outro momento em que cada um deve levar sua própria carga (Gál.6.5). É preciso sabedoria para discernir essas ocasiões e agir da maneira correta.

Se assim procedermos, seremos vitoriosos e alegria do SENHOR será constante em nosso cotidiano, e poderemos dizer: “A alegria do SENHOR é a nossa força”

Colaboração para Portal Escopla Dominical – Profª. Jaciara da Silva 

Lição 5, A Mordomia da Igreja Local

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