SEJÁ VOCÊ TAMBÉM UM SEGUIDOR

Marcadores

Aborto (11) ACONSELHAMENTO PRÉ-MATRIMÓNIAL (5) Adolecentes Cristão (2) ADPB (1) ADULTÉRIO (2) Agradecimento (1) Aniversario (10) Apologética Cristã (10) Arqueologia (1) As Inquisições (1) Assembleia de Deus (5) Barack Obama (2) Batismos (29) Bíblia (3) Brasil (48) Casamento (25) CGADB (19) Ciência (6) Círculo de Oração (5) CLASSE BERÇÁRIO (26) CLASSE DOS DISCIPULANDOS (55) CLASSE JOVENS E ADULTOS CENTRAL GOSPEL (73) CLASSE JOVENS E ADULTOS BETEL (153) CLASSE MATERNAL (104) Congresso (49) CPAD (6) Cruzada (3) Curiosidades (3) Cursos (3) Departamento Infantil (5) Depressão (2) Desaparecido (4) DESENHOS BIBLICOS (1) Desfiles (3) Dia do Pastor (4) Discipulado (64) Divórcio (4) EBD (20) EBO (21) Escatologia (2) Estudantes (2) Estudos (506) Eventos (118) FALECIMENTO (5) Família (16) Filmes (18) Galeria de Fotos (12) Gospel (285) Gratidão a Deus (1) Hinos Antigos (3) História (4) Homenagens (3) Homilética (4) Homoxesualismo (3) Ideologia de Gênero (12) Idolatria (3) Inquisição (2) Islamismo (10) Israel (18) JARDIM DA INFANCIA (7) LIção de Vida (2) Louvor (1) Luto (42) Maçonaria (3) Mães (3) Mensagens (56) Ministério (34) Missões (148) MODISMOS (2) Mundo (610) Mundo Cristão (178) MUSICAS EVANGÉLICAS (3) Namoro Cristão (8) Noivados (1) Notícias (3155) Obreiros (9) ONU (4) Oração (1) Pneumatologia (1) política (121) Psicopedagogia (3) Pureza sexual (8) Realidade Social (17) Reforma Protestante (4) RELIGIÕES (3) Retiro (4) REVISTA BETEL JOVENS (1) Revista Central Gospel (1) REVISTA CLASSE PRIMARIOS (230) REVISTA CLASSE DOS PRE-ADOLESCENTES (267) REVISTA CLASSE DOS ADOLESCENTES (280) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFANCIA (111) REVISTA CLASSE JARDIM DA INFÂNCIA (111) REVISTA CLASSE JUNIORES (243) REVISTA DA CLASSE JOVENS CPAD. (189) REVISTA DA CLASSE JOVENS. (319) REVISTA DA CLASSE ADULTOS (872) REVISTA DA CLASSE JOVENS E ADULTOS (401) REVISTA DA CLASSE JUVENIS (262) Revista Maternal (63) Santa Ceia (3) Saúde (45) Seminário (4) Sexualidade (7) Subsídios (1507) Subsídios EBD (1900) Subsídios EBD Videos (597) Templos (3) Teologia (5) Testemunho (1) TRANSGÊNEROS (2) Utilidade publica (1) UTILIDADE PÚBLICA (2) Vida de Adolecente (5) videos (106) Virgilha (1)

06 maio 2011

Uma jovem tímida se sacrifica por sua família

  
ETIÓPIA (43º) - Enquanto Lakech crescia, seu pai Selamu e sua mãe Tutu Haile (nomes fictícios), se converteram a Jesus. Eles trabalharam muito e se dedicaram a criar seus oito filhos no temor do Senhor. Mas quando Lackech completou 14 anos, a sua vida foi virada de cabeça para baixo. Ela conheceu o desamparo quando um processo fraudulento contra seu pai transformou em pesadelo a sobrevivência da família.

Até onde Lakech pôde entender, a tribulação de Selamu foi em conseqüência de seus esforços para ajudar sua congregação a construir um templo na cidade de Moche. Embora aqueles crentes estivessem se reunindo em cultos públicos já há quatro anos, foi negado àquela denominação protestante um terreno para a construção do templo. 

Os Pentes – termo pejorativo para os Protestantes utilizado pelos adeptos da Igreja Ortodoxa Etíope (EOC) – enfrentam constantemente muita discriminação porque são vistos como uma “ameaça” para a estabilidade dos ortodoxos. Embora a EOC não seja mais a igreja do estado, os membros do governo, com freqüência, favorecem aos seus líderes.

Há cerca de quatro anos, Selamu ofertou uma parte de sua terra para sua igreja. Os ortodoxos se opuseram a este ato, argumentando que a terra doada era muito próxima do complexo da igreja deles, e ameaçaram com um ataque à propriedade. Desejando manter um bom relacionamento com seus vizinhos ortodoxos, os protestantes desistiram de construir o templo ali.  Mas, logo, os seguidores da EOC começaram a pressionar Selamu para doar para eles aquela terra em troca de um lote que ficava bem distante.

Selamu recusou a proposta, dizendo que o terreno oferecido era muito longe para que ele e sua família pudessem desfrutá-lo. Então, os ortodoxos quiseram comprar aquela terra, mas Selamu novamente recusou, lembrando que a venda de terras é ilegal na Etiópia. A persistência de Selamu enfureceu os líderes da EOC, e em dezembro de 2008 eles encontraram uma oportunidade de desforra.

A EOC leiloou uma plantação de eucalipto em seu complexo em Moche, e um membro da igreja chamado Dagne a arrematou com o maior lance. O novo dono decidiu revender as árvores para vários interessados, entre eles Selamu. Depois de acertado o preço, Selamu pagou a sua parte à vista, mas como é costume na Etiópia nenhum recibo foi passado.

Entretanto, quando Selamu se dirigiu ao complexo da EOC para derrubar suas árvores, um líder ortodoxo o denunciou à polícia. Ele foi acusado não só de invasão, como também de ofensas à fé da EOC, além de roubo das árvores. Selamu acabou preso.

A batalha judicial começou com uma audiência poucos dias depois, se estendendo por um ano até novembro de 2009, quando a Corte declarou o pai de Lakech culpado e o condenou a um ano de prisão.  Enquanto isso, Selamu dividia uma cela com 50 criminosos e sua família foi lançada na tribulação.

“Eu passava várias noites sem dormir pensando em minha família”, disse Selamu. “Embora eu tenha ficado, no princípio, confuso sobre a razão da EOC ter desejado tanto o meu mal, depois eu aceitei a situação e percebi que tinha conviver com aquilo. Mas a minha maior preocupação, no entanto, era sempre com a família.”

 Porém, os seus inimigos ainda não estavam satisfeitos. Selamu apelou à Corte e pediu que a sua sentença fosse convertida em fiança, para que ele pudesse cuidar de sua família. Mas seus acusadores agiram rápido e pediram que a sentença fosse estendida por mais um ano, já que, segundo eles, o crime era muito grave. Os acusadores ganharam a causa. 

Em casa, Tutu Haile enfrentava problemas. Os vizinhos escarneciam das crianças, dizendo que o pai delas ficaria preso por mais sete anos. Foi quando Lakech caiu na real sobre o preço que todos na família teriam que pagar com a prisão do pai. “Eu comecei a perceber que estava sendo muito difícil para minha mãe colocar comida na mesa. E não suportei ver minha mãe batalhar sozinha”, contou Lakech. “Eu queria terminar os estudos, mas foi impossível seguir em frente”, ela admitiu. “Minha mãe precisava de ajuda.”

Apesar de sua pouca idade e da timidez inata, Lekech deixou a escola e conseguiu um emprego em tempo integral como doméstica num lugar distante de sua cidade. Por longos períodos, ela ficava longe de casa trabalhando, enviando tudo que ganhava para sua mãe. Seguindo seu exemplo, um de seus irmãos mais velhos, também na adolescência, abandonou o colégio e se dedicou à lavoura no pedaço de terra da família.

Então, a igreja local começou a ajudar no sustento daquela família, e Portas Abertas foi alertada para a dificuldade de Tutu, Lakech e Talegeta para, tão somente, conseguirem botar comida na mesa. O ministério Portas Abertas conseguiu suprir as necessidades de todos naquele lar, ajudando na alimentação e também pagando as mensalidades escolares para que Lakech voltasse para casa e concluísse seus estudos junto com seu irmão.

Pouco tempo depois, para grande alegria da família, Selamu recebeu indulto por bom comportamento e em setembro de 2010 ele foi solto, depois de cumprir cerca de metade da pena. Quando PA visitou a família reunida, com Selamu de volta ao lar, encontrou o pai de Lakesh transbordando de alegria.

“Quando soube que seria libertado, eu imaginava encontrar minha família abatida e passando necessidades, mas aconteceu bem diferente. Nada lhes faltava e tudo estava sob controle. Eu não conhecia o ministério, mas ainda assim Portas Abertas manteve minha família suprida e unida”, Selamu declarou.  

“Eu também pensava que ninguém estava conosco”, revelou a mãe de Lakech. “Mas o Senhor fez cair por terra o inimigo. Eu também não esperava que meu marido fosse libertado tão cedo. Agora é só alegria! Nós agradecemos ao Senhor. Eu me sinto feliz pelo alívio das preocupações e, sobretudo, por ter meu marido ao meu lado. O Senhor me abençoou duplamente; minha filha e meu marido voltaram para casa.”

Tutu concluiu: “Eu quero agradecer a todos que nos prestaram socorro. Não conhecemos fisicamente as pessoas que mandaram vocês até aqui com essa ajuda, mas elas estão em nossos corações. Eu só posso dizer, obrigado! Que Deus lhes recompense ricamente segundo a Sua vontade!”

Nota: os nomes dos pais são pseudônimos, conforme usado anteriormente em artigo de PA; mas foram usados os nomes verdadeiros dos adolescentes (Lakech e Talegeta) com a permissão da família.

Tradução: Joel Macedo


Fonte: Portas Abertas

Concentração de fé no Japão - Milagres na Festa do Espírito Santo!


A tarde do dia 4 de maio ficará marcada na vida de milhares de pessoas que participaram da “Festa ao Espírito Santo”, realizada no Act City em Hamamatsu.

O pastor Valdir Souza, iniciou a reunião realizando uma oração de libertação em favor de todos os presentes, e juntamente com os demais pastores ministraram a cura e libertação; após a oração, muitas pessoas testemunharam o milagre alcançado no mesmo instante.



A exemplo de Evanir Suzuki, ela conta que foi curada no momento da oração. “Quando cheguei aqui hoje, estava com muita dor no braço e não conseguia levantá-lo, mas após a oração a dor desapareceu, estou movimentando meu braço normalmente”, conta feliz.
O Senhor Mauro Takeda conta que apesar de fazer tratamento, não conseguia se libertar de uma dor que sentia no ombro. “Já faz uns dois meses que faço tratamento com massagista, mas não obtive resultado, não podia levantar o braço e sentia muita dor. No momento da oração, coloquei a mão sobre o ombro e agora não estou sentindo mais dor, estou curado.”


A senhora Kazue Sumoto, conta que há 4 dias estava com fortes dores no joelho, mas que após participar da oração e determinar sua cura, a dor desapareceu.
E a senhora Eliza Kawamura, relata que chegou à reunião com fortes dores na coluna, mas que no momento da oração recebeu a cura. “Estava sentindo dores na coluna e nas pernas, mas após a oração não estou sentindo mais dores.” Ela conta que no dia seguinte foi ao médico fazer exame para comprovar sua cura. “Eu tinha um desvio na coluna, e o médico disse que não tem mais nada, está tudo normal. Graças a Deus estou curada”, relata Eliza.

Além da oração de cura e libertação, foi realizada a busca ao Espírito Santo, o pastor Valdir convidou aqueles que desejavam uma nova vida, a subirem no altar, juntamente com os demais pastores realizou uma oração determinando que Deus recebesse a vida de cada pessoa ali presente.

Todos que participaram desta reunião, saíram cheios da presença de Deus e com o aquele gosto de quero mais, pois a presença de Deus foi notória nesta tarde dedicada ao Espírito Santo.

Fonte: IURD JAPÃO
fonte FÉ EM FÉ

Entrevista com Ezequiel de Matos


Produtor do novo CD de Victorino Silva fala sobre o álbum, previsto para estar nas lojas até o segundo semestre

Entrevista com Ezequiel de Matos
Maestro, pastor e compositor, ele, que trabalha com Victorino há mais de vinte anos, destaca a importância do cantor para música evangélica nacional.

Produtor musical de grandes nomes da música evangélica, Ezequiel de Matos, que produzirá o novo CD de Victorino Silva, previsto para estar nas lojas até o segundo semestre, fala, em entrevista a Patmos Music, sobre o novo álbum do cantor, além de música e adoração, de forma geral.

Ezequiel, que fez seu primeiro trabalho com Victorino, em 1983, diz que trabalhar no novo CD do cantor é a concretização de um sonho profissional: “Creio que todo arranjador gostaria de, pelo menos, produzir uma música do pastor Victorino. Ele é uma escola de inspiração, de unção e de arte. É a junção da arte e a graça”.

Além do novo CD, que está em fase de pré produção, Ezequiel produziu também pela Patmos Music, o volume 11 da Harpa Cristã, o CD Os Portais, de Victorino Silva, além de participar no DVD ao Vivo do cantor, e com alguns arranjos no álbum Vale a Pena Viver.

Casado há 30 anos com a irmã Joana Matos, Ezequiel é pai de três filhos: Gislaine, Karina e Ezequiel Matos Junior, que também cantam e tocam acompanhando os pais.

Maestro e multi-instrumentista, na entrevista, Ezequiel fala ainda sobre os livros que pretende lançar neste ano, que abordam a temática música e adoração.

“Uma vez que a música é um veículo que pode levar Deus às pessoas, o Espírito Santo tem que ser nosso condutor”, arremata.

Leia abaixo a entrevista na íntegra

Como começou sua atuação na área musical?Trabalho na área musical há trinta anos, mas profissionalmente são 29 anos. Meu início na carreira profissional começou assim: fui assistir uma gravação de um cantor que estava gravando umas composições minhas, na hora tive oportunidade de fazer parte da gravação como guitarrista. Na verdade foi assim. Sabe quando começa sem querer? Eu não fui ali para fazer aquilo. Na verdade era plano de Deus.

Além de produtor musical você também toca diversos instrumentos. Sim. Sou guitarrista, mas também toco teclado, baixo e violão. Aprendi, inicialmente, sozinho. Depois o próprio trabalho de estúdio me deu experiência para escrever partituras para orquestras e outros instrumentos. Mas meu trabalho mesmo é como produtor musical. Tenho também CDs solos e com o grupo Reviver. Tenho CDs de música instrumental, além dos CDs das minhas filhas, Gislaine Matos e Karina Matos. Sou diretor do CAME (Centro de Apoio ao Músico Evangélico) que atua com seminários em todo Brasil para ensino, workshops nesta área. Além disso, também sou pastor da Assembleia de Deus de Curitiba, maestro, cantor, compositor e agora também escritor (risos). Estou lançando dois livros.

Sobre música?Sim. Um o título é Céu e Inferno em busca de Adoradores, que fala sobre adoração e o outro é Conselhos, Pensamentos e Advertências para Músicos. Creio que daqui uns sessenta dias já devam estar no mercado.

Poderia adiantar alguns desses conselhos?Nesse livro abordamos vários temas. Acho que a barreira que a gente tem em relação a adoração é a não autenticidade. Estamos seguindo o que está acontecendo, indo conforme a onda leva. Poucas pessoas estão fazendo aquilo que realmente gostariam de fazer. As vezes a pessoa toca e canta músicas que não tocam a sua própria alma verdadeiramente, mas apenas é um material comercial. Isso gera uma não autenticidade. Outra coisa que a gente aborda muito é uma adoração com resultados. A adoração é seguida de resultados, impactos na vida das pessoas. Adoração também é renúncia; despojo. O livro aborda o que estamos vivendo, essa associação da adoração apenas à música.  Na verdade você pode adorar a Deus em qualquer lugar, como Paulo e Silas que não estavam acompanhados de instrumentos, mas prestaram uma adoração genuína. Mesmo machucados, feridos, açoitados, se propuseram a adorar a Deus e o resultado nós já conhecemos: as cadeias se abriram. A resposta que veio do céu.

Ao longo de sua carreira você sabe quantos trabalhos já produziu ou participou?Entre participações e produções já são mais de 1500 trabalhos. Como compositor tenho 1500 hinos, sendo 700 gravados por cantores nacionais e internacionais. Um exemplo é a Mara Lima: produzi 28 CDs dela. Também já trabalhei com a Elaine de Jesus, Alexandre, esposo dela, Shirley Carvalhaes, Edson e Telma, entre outros, além do grupo Reviver, do qual sou diretor-fundador.

E na Patmos Music?Na Patmos produzi o CD Os Portais, do pastor Victorino Silva, o volume 11 da Harpa Cristã e agora estou produzindo o novo CD do Victorino Silva. Também participei no DVD ao Vivo do Victorino Silva e com alguns arranjos no CD Vale a Pena Viver.

Já conhecia o pastor Victorino Silva antes?Minha primeira participação com o pastor Victorino foi em 1983. A partir daí, em todos os discos dele estou participando de alguma forma, seja produzindo ou como músico.

Teve alguma produção que marcou sua carreira musical?Acho que tem pessoas que marcam a vida da gente. Todas são especiais, mas vou citar aqui especificamente, o pastor Victorino, que é uma pessoa que creio, todo arranjador gostaria de pelo menos produzir uma música dele. Ele é uma escola de inspiração, de unção e de arte. É a junção da arte e a graça. Produzir os CDs da Mara Lima também foi um marco na minha carreira. Tem também o cantor Júnior, o quarteto Gileade, que sou produtor deles até hoje, desde 1997. E tantos outros que são meus amigos.

Para você, o que é essencial para uma boa produção musical?Bom, acho que um repertório bem selecionado, um cantor consciente desse repertório porque às vezes a pessoa grava sem certeza do repertório e acaba atrapalhando a produção. Investimento financeiro, uma boa equipe de músicos, um bom estúdio, um bom relacionamento entre o produtor e o cantor, isso na parte artística, agora na área espiritual, aí sem dúvida é a presença do Senhor, a unção de Deus que é a principal. Sem ela, todos os requisitos acima serão apenas uma música natural, sem atuação no sobrenatural. Uma vez que a música é um veículo que pode levar Deus às pessoas, o Espírito Santo tem que ser nosso condutor.

Qual linha musical você seguirá no novo CD do pastor Victorino? Terá alguma inovação? Com o pastor Victorino automaticamente você já segue um caminho de inovação porque ele é um cantor criativo e sempre está sugerindo ideias, alternado alguma coisa que ele quer do gosto dele. Acho que se você cria alguma coisa, você extrai isso do próprio pastor Victorino. Uma coisa natural dele é que ele não canta uma frase igual a outra. Durante todo tempo que ele está cantando ele está inovando com melodias, alterando a divisão rítmica. O produtor apenas segue a ideia que está sendo proposta.

Qual dica você daria para quem quer investir na carreira de produtor musical?Acho que uma ideia que ajudaria muito é buscar conhecer vários estilos para que possa ampliar as oportunidades. Quando você trabalha só dentro de um estilo você limita seu próprio trabalho. O segredo é ouvir de tudo e buscar conhecer cada estilo e se aprimorar nele. Trabalho desde o sertanejo evangélico, até o clássico, passando pelo rock gospel. É lógico que tem um estilo que define você, mas é importante conhecer todos para não ser pego de surpresa.
Contato
E-mail: ezequieldematos@hotmail.com


Fonte: Patmos Music

Morre aos 64 anos o pastor José Firmino da Silva


MARIGLEIDE MOURA

Repórter
Arte/ Ebénezer Ferreira
Pr. José Firmino
Pr. José Firmino
O obreiro deixou esposa, cinco filhos e seis netos
Faleceu na manhã desta sexta-feira, 6 de maio, o pastor José Firmino da Silva, líder da Assembleia de Deus em Atalaia, de morte natural, em sua residência, por volta das 8 horas da manhã.
O obreiro pastoreou vários campos antes de ser o líder da Assembleia de Deus na cidade de Atalaia, no interior de Alagoas, congregação a qual estava liderando desde o ano de 2006. Em Maceió, ele foi pastor das congregações de Santa Lúcia, Reginaldo, Grota do Cigano e Ouro Preto.
Já no interior, o pastor conduziu as igrejas de Água Branca, Pão de Açúcar, Utinga Leão, Santana do Ipanema, Junqueiro e Boca da Mata. O sepultamento será na manhã do sábado, 7, no cemitério Parque da Paz, no Benedito Bentes, às 11 horas.
O ministério alagoano e o portal AD Alagoas enviam condolências à família enlutada.
Congregações
Galeria de imagens
Pr. José Firmino da Silva ministrando a Palavra de Deus
Pr. José Firmino e sua esposa
Pr. José Firmino da Silva
FONTE PORTAL ADALAGOAS

Avião com 4 funcionários da ONU e 2 militares desaparece na Bolívia


FAB informou que a busca aérea continua nesta sexta

Avião com 4 funcionários da ONU e 2 militares desaparece na Bolívia
Um pequeno avião da Força Aérea Boliviana (FAB) que transportava quatro funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) e era tripulado por dois militares bolivianos foi declarado "extraviado", por não ter retornado a La Paz como estava previsto, informaram fontes oficiais nesta quinta-feira.

A ONU informou em comunicado que o pequeno avião Cessna, com matrícula FAB-341, decolou às 9h30 da hora local (10h30 de Brasília) de quinta-feira no aeroporto de El Alto, cidade vizinha a La Paz, para realizar um sobrevoo em uma zona produtora da planta de coca.

A pequena aeronave sobrevoou a região de Yungas, no departamento de La Paz, para realizar um controle do cultivo da planta, principalmente nas localidades de Asunta e Caranavi.

O cultivo das folhas de coca nessa região é usado para o consumo tradicional e cultural na Bolívia, mas uma parte é desviada ao narcotráfico para a produção de cocaína.

No avião, que deveria ter retornado a El Alto às 14h30, viajavam funcionários do Escritório das Nações Unidas Contra as Drogas e o Delito na Bolívia.

Segundo o comunicado, os funcionários da ONU eram Leonardo Alfaro Santiago, Stephan Campos Ruiz, Mariela Moreno Torreblanco e Patricia Delgado Rua, enquanto os pilotos bolivianos são os tenentes Néstor Otich Arena e José Alegría Estrada.

Em comunicado, a FAB informou que a busca aérea realizada nesta quinta-feira não teve nenhum resultado, continuando nesta sexta com dois helicópteros e dois aviões.
 

Fonte: Uol

A decisão do STF e o espírito do nosso tempo


Em nome do liberalismo social, nem a Constituição vale mais para “A guardiã da Constituição”

A decisão do STF e o espírito do nosso tempo
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, como união estável ou entidade familiar a união homoafetiva. No julgamento, que terminou na noite desta quinta-feira (5), os ministros foram favoráveis ao reconhecimento das uniões homoafetivas como entidade familiar, que estende às uniões de pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos e deveres das uniões heterossexuais, inclusive o direito ao casamento, a adotar filhos e registrá-los em seus nomes.

CPAD News traz um artigo do pastor Silas Daniel sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal. Clique aqui e confira
FONTE CPAD NEWS

Pastores são interrogados e ameaçados em Cuba


Autoridades cubanas estão pressionando pastores a abandonar seus trabalhos pastorais

Pastores são interrogados e ameaçados em Cuba
O ministério Christian Solidarity Worldwide(CSW) manifestou preocupação com a detenção e interrogatório de três pastores protestantes pelas autoridades cubanas no fim de semana.

Os pastores são afiliados ao Movimento Apostólico, uma rede de igrejas que tem enfrentado a interferência do nos últimos anos.

De acordo com a CSW, agentes do Estado e funcionários do partido comunista levaram os pastores Benito Rodriguez e Barbara Guzman para interrogatório.

Os pastores foram levados para a Delegacia de Polícia em Camaguey, onde foram mantidos por duas horas. Eles alegam que as autoridades interrogaram e tentaram convencê-los a parar os cultos em suas casas.

No domingo, o chefe do Escritório para Assuntos Religiosos do Ministério Provincial de Justiça interrompeu um culto realizado por dois pastores e emitiu uma notificação exigindo que eles apresentassem a prova de propriedade para o Ministério da Justiça até ontem. Pastor Rodriguez, 45 anos, afirma que viveu na casa toda a sua vida.

Outro pastor, Bernardo de Quesada Salomon, foi detido no mesmo dia, após deixar sua casa. Ele diz que os interrogadores exerceram pressão sobre ele e fizeram ameaças na tentativa de fazê-lo abandonar o seu trabalho pastoral.

Um líder do Movimento Apostólico, o Pastor Omar Gude Pérez, está na prisão cumprindo uma sentença de prisão de seis anos e meio sob liberdade condicional.

Ele disse a CSW que a pressão sobre a rede de igrejas tinham se intensificado. "Esta é apenas uma das muitas ocasiões em que pastores foram detidos, multados, ou ameaçado pelo regime de Fidel Castro, que não alterou em nada, pelo menos a sua política de negação da liberdade religiosa", disse ele.

Pastor Gude Pérez disse que vários pastores, incluindo sua esposa Kenia Denis, tiveram, recentemente, a permissão negada para deixar o país, a fim de participar de eventos religiosos no exterior.

A rede suspeita que as autoridades negaram o seu pedido porque os seus membros continuam a relatar violações da liberdade religiosa em Cuba para grupos internacionais de direitos humanos e para a mídia.

Andrew Johnston, diretor de Advocacia da CSW, afirmou que estão preocupados com a detenção arbitrária, intimidação dos Pastores Rodriguez, Guzman e de Quesada e a hostilidade generalizada em direção a mais igrejas.

"Pedimos ao governo cubano para parar à perseguição a esses homens e mulheres e permitir que estas igrejas se registrem para que possa funcionar livremente".


Fonte: Christian Today E CPAD NEWS

LIÇÃO Nº 6– DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS - JOVENS E ADULTOS


Lições Bíblicas Aluno<br> Jovens e Adultos 2º trim-2011                                   Os dons de ciência manifestam a onisciência divina no meio da Igreja.
INTRODUÇÃO
- Na continuidade do estudo a respeito da operação do Espírito Santo por intermédio dos dons espirituais, estudaremos os chamados “dons de ciência”.

- Os “dons de ciência” são a manifestação da onisciência divina no meio da Igreja, para a sua edificação, exortação e consolação.


I – A ONISCIÊNCIA DIVINA

- Vimos na lição anterior que os dons espirituais são uma necessidade para a Igreja e uma realidade para os nossos dias. Não é por outro motivo que, no “Cremos” das Assembleias de Deus no Brasil, temos o item 10, que ora reproduzimos:

CREMOS…
“ 10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a Sua soberana vontade ( 1 Co 12.1-12).”

OBS: A propósito, o(a) amado(a) irmão(ã) conhece o “Cremos” das Assembleias de Deus no Brasil, ou seja, o conjunto das crenças básicas de nossa denominação? O jornal Mensageiro da Paz o publica em todas as suas edições. Como podemos chegar aos cem anos sem que os irmãos nem sequer saibam no que creem as Assembleias de Deus no Brasil?

- Embora os dons espirituais sejam “adornos espirituais”, que embelezam a Igreja, tornando-a uma “esposa ataviada para o seu marido”, não podemos entender, com esta figura, que os dons espirituais sejam dispensáveis, mas são eles uma necessidade para a vida espiritual de cada salvo, visto que é através dos dons que podemos nos edificar espiritualmente e a edificação é absolutamente necessária para que vençamos o mal, máxime quando nos aproximamos do término de nossa dispensação. À medida que se multiplica a iniquidade (Mt.24:12), precisamos de mais e mais ajuda do Espírito Santo a fim de que não sejamos os “quase todos” que terão seu amor esfriado.

Os dons espirituais são dádivas concedidas pelo Espírito Santo a alguns salvos para que sejam instrumentos de edificação da Igreja. Por intermédio dos dons espirituais, de forma sobrenatural, o Senhor Se manifesta no meio do Seu povo, atua de modo a que percebamos a Sua companhia para conosco e, desta forma, ao sentirmos a Sua companhia, o Seu consolo, o cumprimento de Sua promessa de que jamais nos deixaria (Mt.28:20), somos fortificados na graça que há em Cristo Jesus (II Tm.2:1) e retomamos o bom ânimo (Jo.16:33), indispensável para vencermos o mal e perseverarmos até o fim (Mt.24:13), alcançando a salvação, o objetivo de nossa fé (I Pe.1:9).

Sem a busca e a manifestação dos dons espirituais (I Co.14:1), corremos sérios riscos de sermos impedidos de chegar até o final da jornada, porque precisamos, para tanto, obter o fortalecimento tanto no Senhor (que é a Palavra – Jo.1:1), como na força do Seu poder (que são as manifestações do Espírito Santo a partir do dom do Espírito Santo, concedido pelo batismo com o Espírito Santo e complementado pelos dons espirituais —At.1:8) (Ef.6:10).

- Por intermédio dos dons espirituais, o nosso Deus Se revela à Igreja em um de Seus atributos, de modo atual e concreto, deixando de agir de modo íntimo, como costuma ocorrer na nossa comunhão com o Senhor, para Se apresentar no meio do povo, fortalecendo a vida espiritual de cada salvo na igreja local onde congrega. Com a manifestação dos dons espirituais, há a demonstração inequívoca de que a realidade da salvação está presente em cada crente, algo que nem sempre podemos perceber dada a comunhão interior que desfrutamos com o Senhor.

- Por isso, os dons espirituais estão relacionados com os atributos divinos relacionados com a Sua criação.Como sabemos, existem atributos de Deus que são qualidades que o Senhor manifesta em relação à Sua criação. Como os dons espirituais são uma demonstração atual da presença do Senhor entre os salvos, não é difícil compreender que, nestes dons, Deus manifesta estes atributos que tem em relação à Sua criação, quais sejam, a onipresença, a onisciência e a onipotência.

- Na lição anterior, já estudamos os chamados “dons de fala ou de eloquência”, pelos quais Deus Se mostra presente no meio da Igreja, comunicando-se diretamente com o Seu povo, seja através de línguas estranhas (comunicação feita entre Deus e cada salvo em particular), seja através da interpretação das línguas estranhas ou da profecia (quando a comunicação se dá com a Igreja em geral). Tais dons, como já tivemos ocasião de observar, mostram a onipresença divina, ou seja, dão a certeza de que Deus está presente em todos os lugares, inclusive entre os salvos de uma determinada igreja local.

- Já os chamados “dons de ciência”, que são o objeto de nosso estudo nesta oportunidade, mostram um outro atributo divino: a onisciência. Deus conhece e sabe todas as coisas (Sl.139:1-6; I Jo.3:20), nada se Lhe pode ocultar  (Sl.38:9; 139:15,23,24; Mt.6:6). Porque Deus sabe todas as coisas, é ele a fonte de toda a ciência, conhecimento e sabedoria, razão pela qual jamais as manifestações do conhecimento humano, quando verdadeiras, se chocarão com a Palavra de Deus, pois Deus é o próprio autor do conhecimento, da ciência e da sabedoria.

A onisciência de Deus, aliada à Sua eternidade, faz-nos conceber a presciência de Deus, ou seja, Deus já sabe, de antemão, o que irá acontecer, porque, para Deus, não há tempo, sempre é presente, um eterno presente. Assim, Deus conhece o futuro, pois, para Ele, passado, presente e futuro são uma só coisa. Por isso, pode nos revelar, como nos revelou, as coisas que ainda iriam acontecer, na dimensão dos homens.




A onisciência de Deus traz-nos a necessidade de termos um comportamento distinto dos homens que não conhecem a Deus. Como Deus sabe todas as coisas e conhece tanto o passado, quanto o presente e o futuro, algo que não temos sequer condição de saber, pois nem sempre avaliamos bem o passado (e a memória pode trair-nos, fazendo-nos esquecer aspectos importantes e relevantes deste passado), muitas vezes ficamos atônitos com relação ao presente, sem saber o que fazer e o futuro a nós escapa totalmente, precisamos confiar n’Ele e, nas adversidades e momentos difíceis da vida, lembrar que Deus, e só Ele, sabe todas as coisas. Se bem avaliarmos a onisciência divina, certamente que poderemos marchar na dura caminhada pelo deserto desta vida certos de que, onde quer que as circunstâncias nos levem, a direção e orientação parte de quem sabe todas as coisas e que prometeu que somente nos daria o melhor (Rm.8:27-30).

- Por isso, é importante que Deus manifeste a Sua onisciência por intermédio dos “dons espirituais de ciência”, porquanto, através desta forma sobrenatural de nos fazer conhecer algo, o Senhor nos ajuda a compreender que Ele é onisciente e que podemos confiar em Sua Palavra e em Suas direções e orientações, não só aumentando a nossa fé, mas nos conduzindo de forma a que perseveremos até o fim na obediência e na esperança do Senhor.

Os dons de ciência (também chamados “dons de revelação”) são três e, por meio deles, o Senhor manifesta a Sua onisciência no meio da Igreja, para que jamais venhamos a nos esquecer de que Deus sabe todas as coisas e, assim, pode sempre nos orientar na nossa jornada, devendo ser sempre o nosso referencial. São eles: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento dos espíritos (I Co.12:8,10).

II – O DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA

- Antes de analisarmos o que é o dom da palavra da sabedoria, é indispensável que entendamos o que é a sabedoria. Como ensina o pastor João da Cruz Parente, articulista do Portal Escola Dominical, sabedoria é a “capacidade de tomar decisões corretas”.  Este mesmo pastor transcreveu o que diz a respeito a Bíblia de Aplicação Pessoal, que ora transcrevemos: “Sabedoria significa ‘discernimento prático’. Começa com o respeito a Deus, conduz a um viver correto, e resulta em habilidade aumentada para dizer o que é certo ou errado. Deus está disposto a nos dar esta sabedoria, mas seremos incapazes de recebê-la se os nossos propósitos forem egocêntricos e não estiverem centrados em Deus. Para conhecermos qual é a vontade de Deus, precisamos ler a sua Palavra e pedir que Ele nos mostre como obedecê-la. Então devemos fazer aquilo que Ele nos diz.” (Disponível em: http://www.evangelica.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=164&sg=84&form_search=&pg=2&id=1527Acesso em 23 mar. 2011).

- Russell Norman Champlin diz que a sabedoria é “…a habilidade mais elevada de raciocínio, prudência, inteligência (Dt.4:6; 34:9; Pv.10:1) (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.6, p.7). A palavra hebraica empregada para sabedoria é “chochmah” ou “chokmah” (חכמה) , “a chave do bem supremo”, que, para os hebreus, “…era a prática desinteressada da justiça e do ‘amor-bondade’ para com os seus semelhantes. Por meio do conhecimento, pela aplicação da razão, e pelas conclusões da compreensão, aquele que buscava a verdade podia alcançar um estado de graça interna pelo portal mais esplêndido de todos: a sabedoria de ser bom e de praticar o bem. O Sábio Talmúdico Rava deu uma definição em forma sucinta: ‘O objetivo da sabedoria é o arrependimento e a realização de boas ações’…” (AUSUBEL, Nathan. Chochmah. In: A JUDAICA, v.5, pp.164-5).

- A primeira vez que as Escrituras falam em sabedoria é no livro do Êxodo, quando o Senhor está a entregar a Moisés o modelo do tabernáculo no monte. O Senhor disse a Moisés que ele deveria falar aos “sábios de coração”, a quem o Senhor havia “enchido do espírito de sabedoria” para fazer as vestes para Arão para santificá-lo, a fim de que pudesse administrar o ofício sacerdotal (Ex.28:3).

- De pronto, vemos que, ao surgir no texto sagrado, a sabedoria já é apresentada como um “dom de Deus”,como a vinda do “Espírito de sabedoria” que, como já estudamos, é um dos nomes que se dá ao Espírito Santo na Bíblia Sagrada.




- Esta mesma ideia encontramos na sequência do livro do Êxodo, em que a sabedoria é vinculada à destreza e habilidade com que o Senhor dotou algumas pessoas para elaborarem as peças e vestimentas do tabernáculo, tais como Bezaleel e Aoliabe, mas não só eles, como também outros homens e mulheres (Ex.31:3,6; 35:26, 31, 35; 36:1,2).

- Em todos estes textos, fica bem claro que a sabedoria veio da parte de Deus, daí porque Tiago dizer que a sabedoria vem de Deus (Tg.1:5), vem do alto (Tg.3:15). A genuína e autêntica sabedoria tem como fonte o próprio Deus, de forma que não é algo que se possa adquirir por meios humanos.

- Outro ponto que vemos desenvolvido logo na introdução da ideia de sabedoria no texto sagrado é o fato de que a sabedoria está vinculada ao “coração” e não à “mente”. “Coração”, bem sabemos, é uma forma de as Escrituras se referirem ao “homem interior”, à alma e ao espírito do homem. Vemos, pois, que a sabedoria se distingue da erudição ou, mesmo, da inteligência, que são capacidades que se adquirem pelo esforço mental (erudição) ou que revelam uma predisposição mental (inteligência), mas é algo que está inserido no âmago do homem, na sua estrutura imaterial.

- Nota-se, também, que a concessão de sabedoria da parte de Deus àqueles israelitas tinha o propósito de permitir que se realizasse todo o modelo dado pelo Senhor a Moisés, a fim de que fosse possível a adoração. Destarte, concede-se sabedoria para que se possa, de forma correta, adorar a Deus, servi-l’O na beleza da Sua santidade. A sabedoria, pois, tem como finalidade dar condições plenas para que o homem, ser imperfeito e falho, possa se dirigir corretamente ao seu Criador.

- Tanto assim é que a sabedoria seria manifestada por Israel quando eles guardassem os estatutos e juízos mandados pelo Senhor (Dt.4:5,6). Da observância e da obediência aos mandamentos, Israel extrairia das demais nações a afirmação de que eram gente sábia e inteligente. Daí porque o salmista ter afirmado que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Sl.111:10).

- Nem poderia deixar de ser diferente. Se a sabedoria é, como afirma a Bíblia On-Line da Sociedade Bíblica do Brasil, “…qualidade que inclui bom senso e atitudes e ações corretas (Pv 4.7; Tg 1.5; 3.17)”, como podemos fazer o que é certo senão observando aquilo que Deus nos revelou em Sua Palavra, que é a verdade (Jo.17:17)?

- Por isso, quando Moisés impôs as mãos sobre Josué, quando este foi escolhido para sucedê-lo, o Senhor encheu o novo líder com “o espírito de sabedoria” e, foi por ter demonstrado sabedoria, que o povo passou a acatar as suas ordens e a reconhecê-lo como líder (Dt.34:9). Talvez seja sido este episódio que fez com que Salomão, ao suceder Davi, pedisse a Deus, quando se lhe deu oportunidade, sabedoria para dirigir o povo de Israel, no que foi prontamente atendido pelo Senhor (I Rs.3:9-12; 4:29,30,34; II Cr.1:10-12), pois Deus é um Deus que tem prazer em dar sabedoria ao Seus servos, fazendo-o liberalmente e não o lança em rosto (Tg.1:5), pois Ele é o Deus da sabedoria (I Sm.2:3).

Sabedoria é temer a Deus, diz o patriarca Jó (Jó 28:28), de sorte que não se tem como ter verdadeira sabedoria se não se submeter à lei do Senhor (Sl.19:7). Por isso, já vemos claramente que só o Espírito Santo pode dar sabedoria ao homem, só Ele pode encher o homem de sabedoria.

A sabedoria, vinda da parte de Deus, na Pessoa Divina do Espírito Santo, habita em todo salvo, pois, por isso, a boca do justo fala da sabedoria, a sua língua fala o que é reto (Sl.37:30), afinal de contas o Senhor é quem dá a sabedoria, da Sua boca vem o conhecimento e o entendimento, reserva a verdadeira sabedoria para os retos (Pv.2:6,7).

- Esta realidade se apresenta de forma mais clara quando verificamos que a Sabedoria é personificada e essa Pessoa é, precisamente, o Senhor Jesus. O capítulo 8 de Provérbios apresenta a Sabedoria como uma Pessoa e sabemos que esta Pessoa é o Verbo, Aquele que clama aos homens e se dirige aos filhos dos homens (Pv.8:4). Jesus é “a sabedoria de Deus” (I Co.1:24), foi feito para nós por Deus sabedoria (I Co.1:30). N’Ele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria (Cl.2:3).

- Por isso, podemos dizer que todo salvo recebe sabedoria da parte de Deus, visto que o Espírito Santo é “Espírito de sabedoria”, e sem a sabedoria não temos como fazer o que é certo, não temos condição de ser retos de coração, que é a própria manifestação da sabedoria. A sabedoria divina é inalcançável pelo homem, pois se constitui em um mistério oculto pelo próprio Deus (I Co.2:7) e que, portanto, só o Espírito de Deus pode revelar pois se trata de comparação de coisas espirituais com as espirituais, inatingíveis ao espírito humano (I Co.2:13).

- A sabedoria divina permite-nos agir de maneira que sejamos puros, depois, pacíficos, moderados, tratáveis, cheios de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia (Tg.3:17). Ora, se o agir com pureza é a primeira consequência da sabedoria, tem claramente que isto não pode vir do próprio homem, mas é algo dado pelo Senhor, visto que isto é dependente da nossa justificação pela fé em Cristo Jesus, Jesus que, como Sabedoria, o que primeiro faz é abominar a impiedade (Pv.8:6).




Odom da palavra da sabedoria, porém, é algo diverso desta sabedoria que vem ao salvo por causa da sua conversão, da sua santificação. Se todos os salvos têm de ter sabedoria (e se não a têm devem pedi-la a Deus, como ensina Tiago), pois se trata de uma manifestação sobrenatural em que o Espírito Santo age de modo tópico, casuístico, ante a necessidade da Igreja.

O dom da palavra da sabedoria é o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que deem, em ocasiões especiais e de forma sobrenatural, palavras orientadoras e que nos fazem sair de situações difíceis, trazendo uma decisão correta que deve ser tomada pela Igreja.

- A sabedoria, aqui, é a habilidade de agir ou falar em conformidade com a razão e a moral, com prudência e experiência de vida, com sensatez e equilíbrio. Trata-se não só de uma pessoa que tenha conhecimento (o que é “erudição”), nem tampouco da pessoa que demonstra criatividade e, diante dos recursos existentes, consegue construir algo que lhe dá o máximo de aproveitamento da oportunidade surgida (o que é “inteligência”), mas, sobretudo, a capacidade de associar os recursos, o ambiente, a situação para dela se obter o máximo proveito, não só para si, mas, principalmente, para a glória do nome do Senhor. A sabedoria, como as Escrituras informam, é algo que está além da razão humana, vem diretamente de Deus e tem no temor ao Senhor o seu princípio (Sl.111:10a). Como, nestes dias de desequilíbrio e de incontinência (II Tm.3:3), tem faltado sabedoria, mesmo no meio do povo do Senhor!

- Diante de uma circunstância específica, o Espírito Santo usa de um salvo para que, por meio da palavra de sabedoria, de modo sobrenatural, faça alguém tomar a decisão correta, a direção que a fará sair da dificuldade, da armadilha, da encruzilhada em que se encontra sem saber como agir. O mesmo Espírito Santo que dá sabedoria aos salvos, nestes instantes de absoluta necessidade de intervenção sobrenatural, vem e traz uma palavra que indica o correto procedimento a se tomar, livrando-nos de todo mal e nos mostrando a onisciência divina.

- Naturalmente, a sabedoria divina nos levará à retidão e não ao amealhar de conhecimentos, nem tampouco a obtenção de uma posição ou de vantagens que levem a dominar os outros. Nisto devemos distinguir entre a sabedoria divina e outras duas espécies de sabedoria: a humana e a diabólica.

- A sabedoria humana foi bem caracterizada pela cultura greco-romana, a chamada Antiguidade Clássica. “…Os gregos (…) atribuíam à sabedoria uma finalidade intelectual.(…) Alimentado [judaísmo rabínico, observação oficial], em parte, pelo espírito da cultura greco-romana contemporânea, foi humanista até o ponto de não ser considerado uma violação do escrúpulo religioso dizer com os mestres rabínicos: ‘Procurem a hora entre o dia e a noite em que possam aprender a sabedoria dos gregos’…” (AUSUBEL, Nathan. op.cit., pp.165-6).

- A sabedoria humana está, portanto, vinculada o “intelecto”, ao conhecimento no sentido grego do termo, ou seja, o domínio mental, intelectual de um determinado fato. Neste sentido, aliás, é que o apóstolo Paulo dizia que os gregos buscavam sabedoria (I Co.1:21), como também disse que não viera aos coríntios com sabedoria humana, mas, sim, com demonstração de Espírito e de poder (I Co.2:1,4,5). “…As bibliotecas em geral contêm sabedoria e ciência mas estas geralmente trazem enfado e tristeza, como disse Salomão: ‘De fazer muitos livros não há fim, e o muito estudar é enfado na carne’, Ec.1:18 e 12:12.(…) Quando o mundo, pela sua sabedoria, não conheceu a Deus na sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os homens usando um meio que aos sábios parece loucura; é por isso que tornou ineficaz a inteligência e o raciocínio humanos. Essas qualidades do homem, assim como muitas outras, foram postas de lado, dando lugar à palavra da cruz, caminho único para conhecermos e agradarmos a Deus: ‘Cristo crucificado, para salvar os que creem.…” ( NYSTRÖM, Samuel. Jesus Cristo, nossa glória, pp.34-5).

- A sabedoria humana não tem condições de compreender os mistérios divinos, sendo certo que todo conhecimento intelectual do homem precisa partir de pressupostos que são inverificáveis (como os axiomas na geometria). A sabedoria humana, portanto, não leva à salvação do homem nem ao perfeito e correto conhecimento de Deus, de sorte que é incapaz de fazer o homem acertar, fazer as coisas certas.

- Como afirmou o próprio apóstolo Paulo, quando estamos no campo da sabedoria humana, somos facilmente envolvidos por palavras persuasivas, somos facilmente convencidos pelos que têm o domínio da retórica, da neurolinguística (como ocorre, atualmente, nos manipuladores da “opinião pública”) e, em matéria de convencimento em termos humanos, de utilização de argumentos que levam todo homem ao erro, não há ninguém mais ágil e astuto do que o inimigo de nossas almas, que bem conhece as coisas relativas aos homens, embora nada entenda das coisas relativas a Deus (Mt.16:23).




- É neste ponto, aliás, que exsurge a “sabedoria diabólica”, que Tiago diz “animal e terrena” (Tg.3:15). O irmão do Senhor faz questão de identificar esta sabedoria como sendo proveniente da amarga inveja e do sentimento faccioso no coração, pois “onde há inveja e espírito faccioso, aí há perturbação e toda obra perversa” (Tg.3:16).

- Qualquer demonstração de erudição, conhecimento, inteligência que tenha como raiz a inveja e o sentimento faccioso (ou seja, o “espírito de divisão”), em que se procure a exaltação egoísta, a destruição do outro, não é senão a demonstração da “sabedoria diabólica”, onde não há, em absoluto, o propósito de adoração a Deus, mas, sim, a maquinação de pensamentos para fazer o mal.

- O dom da palavra da sabedoria, portanto, apresenta-se como uma necessidade na vida da Igreja, a fim de que se tomem as decisões corretas, segundo a vontade do Senhor, impedindo que manifestações de sabedoria humana ou de sabedoria diabólica venham a perturbar os salvos e os impeçam de chegar até o final de sua carreira espiritual.


II – O DOM DA PALAVRA DA CIÊNCIA

- Por diversas vezes, o texto sagrado, ao falar da sabedoria, principalmente nos ditos textos em que há o “paralelismo hebraico”, que é a repetição de uma mesma ideia com outras palavras, prática muito encontrada nos livros poéticos das Escrituras, a “sabedoria” é vinculada à “ciência”.

- A Bíblia On-Line da Sociedade Bíblica do Brasil considera que “ciência”, na Bíblia, significa “ a soma de conhecimentos práticos da vida; sabedoria (Dn 1.4; Jó 21.22; At 7.22; 1Co 8.1; 13.8).…”, praticamente tornando ambas as expressões sinônimas, o que, em se tratando dos textos de “paralelismo hebraico”, não é algo desarrazoado.

- No entanto, principalmente quando estamos a analisar a questão dos dons espirituais, temos uma nítida distinção entre “sabedoria” e “ciência”, até porque o texto em que se verifica tal distinção é um texto escrito em grego e para gregos (a epístola de Paulo aos coríntios), onde não se tem o mencionado “paralelismo”.

- Na maior parte das vezes, a palavra hebraica traduzida por “ciência” é “da’at” (דעת), cujo significado é o de conhecimento intelectual, percepção, conhecimento a respeito de um fato. No misticismo judaico, costuma-se dizer que “… a Sabedoria é considerada como a Mente pura e indiferenciada. É pensamento puro que ainda não foi quebrado em ideias diferenciadas. A Sabedoria é o nível acima de toda divisão, onde tudo é uma unidade simples.(…). A antítese da Sabedoria é o Entendimento (…) o nível imediatamente abaixo da Sabedoria. É no nível do Entendimento que as ideias existem separadamente, podendo ser pesquisas e compreendidas.(…). O Conhecimento (…) [é] o ponto de confluência entre a Sabedoria e o Entendimento.…” (KAPLAN, Arieh. Sêfer Ietsirá: o livro da Criação, teoria e prática. Trad. de Erwin Von-Rommel Vianna Pamplona, pp.41,52). Esta distinção feita entre sabedoria, ciência e entendimento é baseada em Pv.3:19,20 e 24:3,4.

- Vemos, pois, dentro da cultura hebraica, que a sabedoria, algo proveniente exclusivamente de Deus, mantém uma interface com o entendimento, que é a capacidade intelectual do homem, criado um ser inteligente e racional pelo Senhor, por meio do conhecimento, da ciência, que é a obtenção de um saber específico, determinado, relativo a algo em especial, que o Senhor revela ao homem.

- Assim, enquanto a sabedoria vem diretamente do Senhor para que tomemos decisões corretas, sem que, para tanto, se tenha de se especificar um fato ou um determinado acontecimento, tem-se, claramente, que a “ciência” é revelação de um fato específico, de uma ocorrência, de um acontecimento.

O dom da palavra da ciência é o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que tenham conhecimento sobrenatural de coisas. Sem que haja qualquer comunicação natural a respeito de um fato, o Senhor permite ao servo portador deste dom que tenha acesso a fatos e as ocorrências que estavam ocultas, com o propósito único e exclusivo de edificar, exortar e promover o crescimento espiritual de alguém.




- Vemos, pois, que nada há, neste dom, que o nivele a um mero exercício de adivinhação, como, lamentavelmente, se tem disseminado em muitos lugares. A adivinhação não passa de uma imitação fajuta e irrazoável deste dom, no mais das vezes sendo pura operação maligna (At.16:16), vez que tal prática é abominável aos olhos do Senhor (Lv.20:27; Ez.12:24).

- O dom da palavra da ciência, como dom espiritual, é concedido para edificação da Igreja e, portanto, não se trata de mero exercício de curiosidade, nem tampouco de uma “fofoca santa”, onde se revelam coisas ocultas com o propósito de desnudar a intimidade das pessoas. Seu exercício tem por finalidade única e tão somente a edificação da Igreja, como aconteceu no episódio de Ananias e Safira, quando o apóstolo Pedro foi usado com este dom para trazer temor à Igreja (At.5:1-11).

- Para Deus, nada é oculto, tudo está patente diante de Seus olhos (Hb.4:13). Quando Ele nos revela algo, nos faz ter conhecimento, ciência de algum fato, de modo sobrenatural, Seu intento será sempre o de promover a edificação espiritual da Igreja. Por isso, não se trata de promover a humilhação ou a morte de alguém, mas, sim, de mostrar a onisciência divina e, deste modo, dar condições para que os salvos cresçam espiritualmente.


III – O DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS

- A palavra “discernir”, no texto sagrado, traduz, em hebraico, no mais das vezes, o termo “yada’” (ידע), que o Dicionário Vine diz ter como significado “…(1) saber por observação e reflexão e (2) saber por experiência” (VINE, W.E. Diccionario expositivo de palabras del Antiguo y del Nuevo Testamento exhaustivo. Nashville: Caribe. Disponível em: www.semeadoresdapalavra.net, p.83) (tradução nossa de texto em espanhol). Em ambos os significados, notamos que se trata de um saber que exige uma prévia reflexão, um prévio julgamento por parte daquele que vem a saber algo. O “discernimento” é, precisamente, um saber que vem de uma distinção, de uma análise, de um julgamento.

- Os termos gregos correspondentes, a saber, “anakrino” (ανακρίνω) (I Co.12:10) e “diakrino” (διακρίνω) (I Co.11:29), também revelam que o “discernimento” consiste numa distinção, num julgamento, numa reflexão, numa análise, visto que são palavras derivadas de “krino”, de onde vem a palavra “crítica”, que outra coisa não é senão julgamento.

O “discernimento”, portanto, é a capacidade de distinguir, de discriminar, de separar uma coisa da outra. O Senhor repreendeu duramente os sacerdotes por intermédio do profeta Ezequiel precisamente porque eles não faziam mais diferença, não distinguiam entre o santo e o profano (Ez.22:20) e prometeu que haveria tempo em que isto voltaria a ocorrer (Ez.44:23).

- Bem se vê, pois, que é fundamental para que alguém exerça seu ofício sacerdotal que saiba distinguir entre o santo e o profano e como a Igreja é o sacerdócio real, a nação santa (I Pe.2:9), torna-se indispensável que tenhamos o devido discernimento espiritual, não confundindo as coisas que são de Deus com as que não são.

O discernimento espiritual é algo indispensável para todos os salvos. O apóstolo Paulo diz que o salvo tem de ser um homem espiritual, que tudo discerne e de ninguém é discernido (I Co.2:12-16). O salvo tem a mente de Cristo e, por isso, pode muito bem saber quando algo provém da parte de Deus e quando não.

- Todo salvo tem de ter o discernimento espiritual, pois é templo do Espírito Santo e é o Espírito Santo quem faz a devida comparação entre as coisas espirituais e as espirituais (I Co.2:10,11). Não é possível que alguém que esteja em comunhão com o Senhor não tenha o discernimento espiritual.

- No entanto, quando estamos a falar do dom de discernimento de espíritos, não estamos a dizer deste discernimento espiritual que possui tantos quantos são salvos, que têm o Espírito Santo em seus corações. Estamos a falar de uma manifestação esporádica, episódica em que o Espírito Santo, ante a necessidade, faz reconhecer a atuação Sua ou de um espírito maligno numa determinada situação.




O dom do discernimento dos espíritos é o dom concedido pelo Espírito Santo a alguns crentes para que identifiquem operações espirituais em acontecimentos e fatos do cotidiano. Por intermédio deste dom, percebemos o aspecto espiritual envolvido nas mais diversas e simples ocorrências do dia-a-dia, não nos deixando cair nos laços do adversário, bem como nos precavendo até aquele grande dia, cuja proximidade também é resultado do nosso discernimento espiritual.

- É importante observar que o dom do discernimento é uma identificação súbita e momentânea, numa determinada situação, da operação espiritual, não se confundindo com o discernimento corriqueiro que todo cristão deve ter, por estar em comunhão com o Senhor e ter em si o Espírito Santo que o orienta a cada dia.

- Vemos a manifestação deste dom de discernir os espíritos no ministério do apóstolo Paulo, quando, depois de muitos dias, pôde observar que aquela jovem que fazia “marketing” de seu ministério em Filipos era um espírito maligno e, ante tal constatação, vinda do fato de que ele o perturbava, de pronto, o apóstolo expulsou aquele demônio, libertando aquela pobre escrava filipense (At.16:16-18).

Não se deve, também, entender o dom de discernimento de espíritos como uma ‘habilidade para identificação dos demônios”, como muitos incautos afirmam por aí. Seria a capacidade de saber a “identidade” do demônio e, assim, saber em que área está havendo esta ou aquela perturbação. O discernimento aqui é a capacidade sobrenatural dada pelo Espírito Santo para sabermos se uma determinada situação é proveniente de Deus, ou não. Nada mais do que isto, pois é isto que edifica a Igreja e não se o demônio envolvido na situação é deste ou daquele nome, atua nesta ou naquela situação.

- A falta do dom do discernimento de espíritos, na atualidade, tem causado enormes danos para a Igreja, pois, com a intensificação da atividade demoníaca neste tempo de princípio de dores, quando está a terminar a dispensação da graça e “o mistério da injustiça” avança, não são poucas as manifestações sobrenaturais advindas das hostes espirituais da maldade que estão a impressionar e a enganar muitos dos que cristãos se dizem ser.

- Não são poucos os que falam em línguas estranhas na atualidade que estão a fazê-lo não pelo Espírito Santo, mas que o fazem por ação de espíritos malignos; não são poucos os que têm “revelações”, mas que o fazem por ação de demônios; não são poucos os que fazem “maravilhas” que, no entanto, têm como origem o poder das trevas. Devemos ter o devido discernimento espiritual e, nestes dias tão difíceis, o dom de discernir espíritos é um dos dons de que a Igreja mais precisa, pois, ante o avanço do maligno, temos de buscar, com zelo, o poder do Espírito Santo. Acordemos enquanto é tempo, amados irmãos!
OBS: Há alguns anos, em visita a uma igreja, ao término da reunião, quando um amado e querido irmão que conosco estava orava pelos enfermos, uma irmã começou a se movimentar de forma estranha, como se estivesse sob o domínio do Espírito Santo. Por possuir este dom espiritual, o amado irmão, de imediato, expulsou o demônio e a igreja ficou surpreendida, pois achara que, durante os últimos cinco dias, em que a igreja tivera uma festividade, aquela irmã tinha sido “muito usada pelo Espírito Santo”. Peçamos o dom do discernimento de espíritos!

- O inimigo de nossas almas procura imitar tudo quanto provém de Deus, para nos enganar e confundir. Por isso, ante a difícil fase por que passamos na história da Igreja, precisamos ter toda a cautela para não sermos enganados por Satanás e, para tanto, o dom de discernimento de espíritos é um instrumento extremamente útil para não deixar que a Igreja seja enganada e ingresse na multidão dos que apostatarão da fé.

A falta do dom de discernir espíritos tem levado multidões à apostasia espiritual, pois se deixam envolver por manifestações sobrenaturais que nada têm de Deus e este envolvimento gera muitas vezes enorme prejuízo espiritual. É o que temos visto com as manifestações das nunca explicadas “novas unções” que estão a perturbar a vida espiritual de muitos, como a “risada santa”, as “unções de animais”, o “vômito santo”, o “cai-cai” e tantas outras invencionices que somente têm lugar porque não há o dom do discernimento de espíritos. Tomemos cuidado, amados irmãos!

                                                                                  Caramuru Afonso Francisco 

LIÇÃO 05 - A INSTITUIÇÃO DA MONARQUIA EM ISRAEL / SUBSÍDIOS / CLASSE ADULTOS

Apresentado pelo Comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Osiel Gomes